Artigos

Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire
Filarmónicas de Castro Daire

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire
  • Banda Musical Rezirense
Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire (f. 1834)

Fundada em 1834, a Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire teve inicialmente a designação de Filarmónica Castrense, tendo terminado a sua atividade em 1929. Foram seus regentes dessa época, Amadeu Rebelo Poças, Capitão João Carlos Pinto Ribeiro e Júlio Alexandre Pinto. Em 1956, foi reativada. Teve, então, como regentes o 1.º Sargento Bento Dias, Casado, Júlio Alexandre Pinto e José Amaral Figueiredo (Poças). Em 1963, por falta de elementos a que se juntou a Guerra Colonial, terminou. Foi reativada no final de década de sessenta, desta vez sob a regência de José da Silva Seixas, parou, e em 1980, foi novamente reativada.

Participou, em 1982, no Encontro de Bandas na Feira de S. Mateus, na cidade de Viseu. Em 1986, participa no programa da RTP1 “Arco Íris” e em diversas outras iniciativas organizadas quer pelas suas congéneres quer pelo INATEL. Abrilhantou diversas festas e romarias. Em finais de 2000, voltou a ficar inativa. Em 2003 uma comissão reorganizadora empenha-se na sua reativação possibilitando, assim, a sua atuação, em outubro desse ano, no 125.º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários. Nesse mesmo ano levou a efeito um “Concerto de Natal” no Centro Municipal de Cultura, na vila de Castro Daire e em 2005 levou a cabo um concerto de primavera no auditório Municipal.

Em 2004 organizou e concretizou o “I Encontro de Bandas de Música”, evento que ocorreu, pela primeira vez, na vila de Castro Daire. E no ano seguinte um outro evento “ Setembro Cultural” em que participaram diversos Grupos – Tuna Académica da UTAD, Tuna de Rebordosa – Paredes, Grupo de Música Tradicional “Cordas do Paivó” e Banda de Música “ Flor da Mocidade Junqueirense” de Junqueira – Vale da Cambra. O evento, até então inédito na vila de Castro Daire, vem-se repetindo todos os anos, sendo já um marco para a cultura musical do povo castrense.

Sem nunca colocar de parte as romarias e festas religiosas, a Banda de musica dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire tem apostado na realização de concertos em auditório, com repertórios cujas obras percorrem vários estilos, desde os autores clássicos aos contemporâneos, executando transcrições e obras escritas para banda, bem como executando compositores portugueses e estrangeiros.

BMBVCD

Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire

Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire

A Banda conta com cerca de 55 elementos e prepara várias temporadas de repertório específico, para concertos em sala, concertos ao ar livre, festas e romarias populares. O desenvolvimento atual tem o seu principal suporte na aposta na formação, através da criação de uma Escola de Música frequentada por cerca de 35 jovens, em todas as classes de instrumentos de sopro e de percussão, tendo um quadro de 2 professores e colaboração de músicos mais experientes. É responsável da Escola Música a professora Maria Isabel Paiva Lopes. O diretor artístico da Banda é o maestro Joel Monteiro

Banda Musical Rezirense (f. 1875)

Sediada em Reriz – União de freguesias Reriz-Gafanhão – concelho de Castro Daire – distrito de Viseu, a Banda Musical Rezirense foi fundada a 6 de outubro de 1876.

Banda Musical Rezirense (f. 1875)

Banda Musical Rezirense (f. 1875)

Nuno Silva, acordeonista, de Castro Daire
Música e músicos do Concelho de Castro Daire

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Nuno Silva

Nuno Silva, acordeonista e professor,  nasceu em Castro Daire, a 3 de junho de 1981. Iniciou os estudos musicais aos 9 anos. Com 13 anos inscreveu-se no Conservatório de Música de Viseu. Em 1999, completou os Cursos Complementares de Acordeão e de Formação Musical e o Curso Geral de Piano, com os professores Abel Moura, Irene Barbosa e Jorge Martins.

Em 2004, completou a Licenciatura em Ensino de Música, variante de Formação Musical, na Universidade de Aveiro. Em 2008 completou a Licenciatura em Ensino de Música, variante de Instrumento – Acordeão, na Universidade de Aveiro. Em cursos e seminários internacionais de acordeão trabalhou com W. Semyonov (1996 e 1997), Friedrich Lips (1998), Maximiliano Pitocco e V. Matono (1998), e Vladimir Zubitsky (1999, 2000 e 2001).

1º Prémio da Categoria Júnior Concerto, no III Concurso Ibérico de Acordeão em 1998 e o 1º Prémio da Categoria Sénior Concerto no VII Troféu Nacional de Acordeão de Alcobaça em 2002; 4º Prémio no “1º Concurso Internacional de Acordeão de Andorra” em 2001. Foi distinguido pela Revista Anim’Arte de Viseu com o Prémio Revelação do Ano de 1999.

Nuno Silva

Nuno Silva, acordeonista, de Castro Daire

Nuno Silva, acordeonista, de Castro Daire

Participou na gravação de vários CD com o grupo “Ad Libitum” e com o grupo “Vozes da Rádio” e na gravação do filme – documentário “Porto da Minha Infância”, de Manoel de Oliveira. Participou na gravação de uma banda sonora encomendada pelo Teatro de Vila Real e composta por Paulo Vaz de Carvalho, em conjunto com o saxofonista Carlos Canhoto. Foi acordeonista convidado pela Banda Municipal de Fajões, em Outubro de 2008, para participar na IV Edição do festival “Filarmonia ao mais alto nível” interpretando a obra Jazz Suite nº2 de Shostakovich, no grande auditório do Europarque em Santa Maria da Feira.

Realizou concertos em Portugal, Itália, Espanha, a solo e integrado na Orquestra de Acordeãos de Viseu. Responsável pelos arranjos musicais nos Concertos / Musicais do Colégio da Via Sacra de Viseu desde 2008, destacando-se o Musical “Centésima Lição” comemorativo do Centenário daquela Instituição. Compôs o novo Hino do Colégio da Via Sacra, instituído desde 2008.

É professor de Acordeão, Orquestra de Acordeãos e Formação Musical no Conservatório de Música de Viseu e de Educação Musical no Colégio da Via-Sacra de Viseu.

Órgãos de tubos do concelho Castro Daire [2]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz de Castro Daire

Igreja Matriz de Castro Daire

Igreja Matriz de Castro Daire

A atual Igreja Matriz de Castro Daire começou provavelmente a ser construída em finais do séc. XVII/início do século XVIII,  substituindo uma igreja medieval com a mesma invocação (S. Pedro). A primitiva igreja, de dimensões mais reduzidas, terá sido construída durante o reinado de D. Dinis. Diz-se que este rei, aquando da sua passagem por Castro Daire, terá dado autorização para que a pedra do antigo castelo fosse utilizada na construção dessa igreja medieval, que foi posteriormente destruída para a construção do atual templo. O castelo referido, não era mais do que a antiga muralha do povoado castrejo da Idade do Ferro, que deu origem à Vila de Castro Daire. Na atual igreja dominam os estilos artísticos típicos do séc. XVIII, entre os quais o Barroco e o Rococó. Destaca-se o magnífico altar da Irmandade das Almas, um dos mais belos do distrito de Viseu, de estilo Barroco. O cadeiral da capela-mor da igreja, de estilo Rococó, outra das joias deste templo, foi elaborado por Timóteo Correia Monteiro. No exterior, destaca-se a fachada principal da igreja, de estilo Neoclássico (século XIX), e a sua torre sineira.

Fonte: CMCD

No coro alto, a Igreja Paroquial de São Pedro, Igreja Matriz de Castro Daire, possui um órgão histórico de tipo ibérico, construído no século XIX, restaurado em 2000 por António Simões.

Enquadramento no coro alto

Viagens sem destino

Órgão da matriz de Castro Daire

Órgão com trombetas em chamada

Órgão da igreja matriz de Castro Daire

Órgão da igreja matriz de Castro Daire

Igreja Matriz de Mões

[ Igreja Paroquial ]

Igreja Matriz de Mões

Igreja Matriz de Mões

A Igreja Matriz de Mões é sede de uma paróquia muito antiga, referida nos inícios do século XIII, aquando da repartição das rendas das igrejas da Diocese de Viseu. Teve foral manuelino a 7 de maio de 1514. Foi vila e sede de concelho até 24 de outubro de 1855, altura em que passou para o atual concelho de Castro Daire. Era abadia da apresentação da Casa dos Castros de Resende, ou da apresentação do Mosteiro de Arouca, segundo a Estatística Paroquial de 1862.