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Grupo Coral e Etnográfico Os Cardadores da Sete
Folclore em Castro Verde

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Alentejo (Baixo Alentejo)
  • Distrito: Beja

03 grupos

  • Grupo Coral e Etnográfico Os Cardadores da Sete
  • Grupo Coral Etnográfico Vozes de Casével
  • Grupo Coral Os Ganhões de Castro Verde
Grupo Coral e Etnográfico Os Cardadores da Sete

Fundado em 2001, na Sete, um lugar da freguesia de Santa Bárbara dos Padrões, o Grupo Coral e Etnográfico Os Cardadores da Sete procura homenagear o trabalho de cardar a lã, das ovelhas campaniças, que depois as mãos das mulheres iriam tecer.

O seu reportório é rico em temas tradicionais, cantados nas ceifas e noutras jornadas de trabalho. São as vozes que também cantavam noite dentro nas tabernas.

Gravou dois trabalhos discográficos, o mais recente intitulado “Modas dos Cardadores”.

Grupo Coral e Etnográfico Os Cardadores da Sete

Grupo Coral e Etnográfico Os Cardadores da Sete

Grupo Coral Etnográfico Vozes de Casével

Em fevereiro de 1988, as vozes de uns quantos homens de Casével juntaram-se para cantar a moda, para viver o cante. Estabeleceram-se, procurando o desenvolvimento de um trabalho disciplinado, com vista à constituição de um grupo. O grupo coral As Vozes de Casével mantém, desde então, uma dinâmica intensa.

Trajados a rigor, levam o seu cante a diferentes paragens e mostram ainda a sua riqueza na sede da associação.

Aí podem ser admiradas alfaias e outras peças de valor museológico. Na associação de cante Vozes das Terras Brancas há sempre espaço para um copo de vinho e um convite ao cante cheio de Alentejo.

Grupo Coral Etnográfico Vozes de Casével

Grupo Coral Etnográfico Vozes de Casével

Grupo Coral “Os Ganhões” de Castro Verde

O Grupo Coral “Os Ganhões” de Castro Verde foi formado em 1972. Tem mantido a atividade, interrompida por dois breves períodos.
Em 1975 editou o LP “Castro Verde É Nossa Terra”.

Em 1980, ganhou o 1º Prémio do Concurso de Coros Alentejanos na Casa do Alentejo em Lisboa. Editou o LP “Ganhões de Castro Verde”.

Em 1994 editou o CD “Modas Alentejanas”, considerado pela crítica especializada o melhor disco de Música Étnica. Participou no Festival Internacional de Música Folk de Vancouver (Canadá). Em 1995, participou no Projecto “Pace et Salute” de homenagem a Michel Giacommetti, conjuntamente com outros coros alentejanos e as polifonias da Córsega. No mesmo ano foi constituída a Associação de Cante Alentejano “Os Ganhões”. Em 1997
editou o CD “É Tão Grande o Alentejo”.

No ano 2000, participou no álbum “Primeiro Canto” de Dulce Pontes. Participou na digressão “Primeiro Canto” de Dulce Pontes. Em 2001, participou no Festival Internacional de Música de Krems (Áustria) onde animam uma noite dedicada a Portugal conjuntamente com os Madredeus. Em 2002 participou no Festa Europeia da Música em Santa Maria da Feira. Em 2003 editou o CD “O Círculo Que Leva a Lua”.

Em 2006 editou a Antologia “Terra” 1972 – 2006 Polifonias Alentejanas. Em 2015, editou “As Nuvens que andam no ar”.

Todos os anos o grupo regista um elevado número de atuações, que vão de intercâmbios de corais a salas de espetáculos e festivais temáticos, numa atitude constante de afirmação do cante alentejano.

Grupo Coral Os Ganhões de Castro Verde

Grupo Coral Os Ganhões de Castro Verde

Fontes do Musorbis Folclore:

A “Lista dos Ranchos Folclóricos” disponível na Meloteca e a informação nesta plataforma resultam de uma pesquisa aturada no Google e da nossa proximidade nas redes sociais. Foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos de modo a facilitar a leitura.

Banda da Sociedade Recreativa e Filarmónica 1º de Janeiro de Castro Verde
Filarmónicas de Castro Verde

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda da Sociedade Recreativa e Filarmónica 1º de Janeiro de Castro Verde

A Banda da Sociedade Recreativa e Filarmónica 1º de Janeiro de Castro Verde é composta por músicos oriundos do concelho de Castro Verde e atualmente dirigida pelo maestro Luís Afonso.

Banda da Sociedade Recreativa e Filarmónica 1º de Janeiro de Castro Verde

Banda da Sociedade Recreativa e Filarmónica 1º de Janeiro de Castro Verde

Francisco Naia, cantautor, de Castro Verde
Músicos naturais do Concelho de Castro Verde

[ Serviço público sem financiamento público, o Musorbis foi lançado em dezembro de 2020. O processo de inserção de dados pode ser acelerado com a cooperação dos músicos no que se refere a currículos e fotografias em falta. ]

  • Francisco Naia (cantautor)
  • Francisco Rosa (compositor)
Francisco Rosa

Francisco Plantier Rosa nasceu em 2000, em Castro Verde. Iniciou os estudos musicais no Conservatório Regional do Baixo Alentejo. Entrou na Banda da Sociedade Recreativa e Filarmónica 1° de Janeiro de Castro Verde, no eufónio, instrumento no qual concluiu o 8°grau. Estudou Composição com Roberto Pérez, antes de ingressar na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), onde estuda com Jaime Reis e Carlos Caires.

Francisco Rosa

Francisco Rosa, compositor, de Castro Verde

Francisco Rosa, compositor, de Castro Verde

Foi selecionado para participar no Festival Internacional de música de Livorno, sob orientação de Stefano Gervasoni e Marco Liuni, e tem participado em classes de aperfeiçoamento, conferências e colaborado com Christopher Bochmann, Åke Parmerud, Annette Vande Gorne, Thomas Adés, Luís Antunes Pena, Ensemble Neon, Ensemble mosaik, Duo Contracello e Kaija Saariaho.

A sua música tem sido apresentada nos Reencontros de Música Contemporânea, Festival de Música de Livorno, Universidade de Évora, entre outros. Também se dedica à direção de orquestra, participando em cursos com Roberto Pérez, Felix Hauswirth, e Shawn Smith.

Francisco Naia

Francisco Naia, cantautor, de Castro Verde

Francisco Naia, cantautor, de Castro Verde

Francisco Naia

Francisco Naia

Francisco Naia

Amigo João

Francisco Naia, Amigo João

Francisco Naia, Amigo João

Amigo meu Amigo

Francisco Naia, Amigo meu Amigo

Francisco Naia, Amigo meu Amigo

Barquinha vai

Francisco Naia, Barquinha vai

Francisco Naia, Barquinha vai

Canções do Resistir

Francisco Naia, Canções do Resistir

Francisco Naia, Canções do Resistir

Cantos d’Além Tejo

Francisco Naia, Cantos d'Além Tejo

Francisco Naia, Cantos d’Além Tejo

Canto Suão

Francisco Naia, Canto Suão

Francisco Naia, Canto Suão

Cá prà Gente

Francisco Naia, Cá prà Gente

Francisco Naia, Cá prà Gente

De Sol a Sul

Francisco Naia, De Sol a Sul

Francisco Naia, De Sol a Sul

Francisco Naia

Francisco Naia e a Ronda Campaniça

Francisco Naia e a Ronda Campaniça

Nos cantos da Memória

Francisco Naia & Ricardo Fonseca, Nos cantos da Memória

Francisco Naia & Ricardo Fonseca, Nos cantos da Memória

Francisco Manuel Naia Tonicher nasceu na Estação de Ourique – Gare, concelho de Castro Verde. Quando tinha três anos, a família fixou residência em Aljustrel e mudou-se depois para o Barreiro. O seu pai, ferroviário, maestro e compositor, influenciou os filhos para o campo da música.

Em 1969 gravou o seu primeiro disco, “Barco Novo”, para a editora RCA/Telectra com quatro temas da sua autoria: “Barco Novo”, “Rio de Sangue”, “Cantiga da Solidão” e “Trovador de Pardais”. O acompanhamento musical esteve a cargo dos músicos Fernando Alvim e Pedro Caldeira Cabral. Em 1970 lançou os discos “Canção da solidão” (single), “Amigo João” (EP), “Lá em casa somos três” (single) e “Canto Suão” (EP). O single “Ó Moças Façam Arquinhos” é um tema de grande sucesso. Em 1972 lança o EP “Porque Teimas Em Voar” e o single “Resolvi Subir A Montanha”. Ainda em 1972 assina contrato com a Imavox, editora ligada ao Rádio Clube Português. Nesta editora gravou o LP “Cantos Livres E Contos Velhos” e os singles “Amigo, Meu Amigo” e “Barquinha Vai, Barquinha Vem”. Compôs música, sobre poemas de Joaquim Pessoa, para a peça “Felizmente Há Luar” de Luis Sttau Monteiro, representada pelo TEB (Teatro de Ensaio do Barreiro). Em 1979 gravou para a editora Sassetti o LP “Cá Prá Gente” com orquestrações de Pedro Osório e de Jorge Palma. Com a canção “De Lisboa em Lisboa”, letra de Hélia Correia e música de Afonso Dias, participou no primeiro Festival da Nova Canção de Lisboa.

Em 1984 participou na banda sonora do filme “A Noite e a Madrugada”, inspirado no romance de Fernando Namora. Colaborou numa curta-metragem de Augusto Cabrita sobre o rio Tejo. Interpretou uma curta-metragem para televisão, inspirada no tema “O Chefe”. Participou como ator e cantor em peças da RTP como “O Relógio Mágico” e “Era uma vez um Dragão”, de Couto Viana, com encenação do ator Mário Pereira.

Na década de 1990 participou como ator-cantor na peça “Jeremias” de Luís Vicente. Participou em diversos espetáculos na EXPO 98 – Barco Palco/Jardim Garcia de Orta com Cantes d’além Tejo. Realizou projetos como “Cantos da Memória”, um recital de Canto e Guitarra feito em parceria com João Pimentel, “Em Cantos de Abril” ou “Primavera a Sul”, Francisco Naia. Antologia de canções ligadas ao Rio Tejo e ao Alentejo”. Apresenta ainda os espetáculos “Canções que Fizeram Abril”, o “Colóquio–Recital sobre o Canto de intervenção 60/74” – “Cantores de Abril” e “Cantai, Cantai”. Participou em espetáculos de carácter coletivo com nomes como Manuel Freire, Francisco Fanhais, José Fanha, Julian del Valle e outros. Em Março de 2004 participou no duplo CD “Manhã Clara”, editado pela Universal, sob organização e direção de produção de Manuel Faria. Em 2005 editou o disco “Cantes d’além Tejo”. O álbum “De Sol a Sul” foi lançado em 2009 e no ano de 2010 foi editado o CD “EnCantes” gravado com o Grupo Coral dos Mineiros do Lousal. Em 2012 foi lançado o álbum “Francisco Naia e a Ronda Campaniça”. Em conjunto com Ricardo Fonseca gravou o disco “Nos Cantos da Memória – música popular portuguesa do Séc. XII ao Séc. XIX”.

É primo da cantora Tonicha. Foi aluno de história de José Afonso no Externato D. Filipa de Vilhena, em Aljustrel. Foi sócio fundador da Associação José Afonso; da Associação Alma Alentejana, em Almada e do CEDA – Centro de Estudos Documentais do Alentejo, Alcácer do Sal.