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Grupo Folclórico da Fajarda
Folclore em Coruche

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Ribatejo
  • Distrito: Santarém
  • Concelho: Coruche

04 grupos

  • Grupo Folclórico e Etnográfico de S. José da Lamarosa
  • Rancho Folclórico da Fajarda
  • Rancho Folclórico Os Camponeses de Santana do Mato
  • Rancho Folclórico Regional do Sorraia
Grupo Folclórico da Fajarda

Em 1979, alguns fajardenses amantes da sua terra, motivados pelo desejo de promover e valorizar as tradições locais, revolveram baús, ouviram pessoas idosas apoiaram-se nas pesquisas mais válidas de 1954 e constituíram um novo agrupamento folclórico, o atual Rancho Folclórico da Fajarda.

Instituído como Associação Cultural em 1979, tem por objetivo a promoção e valorização das tradições locais. A par de outras iniciativas, promove a divulgação do Folclore e Etnografia da sua região essencialmente caracterizada pela paisagem do Vale do Sorraia.

Os trajes de Festa, Abegão, Aguadeira, Campino, Maioral, Foreiro, Mondadeira, Ceifeira, Arrozeiro, Noivos, são tipicamente Ribatejanos, datam do início do século XX e procuram dar uma imagem diversificada daquilo que era o dia-a-dia das suas gentes nos seus diversos ambientes, na Charneca e na Várzea, no Trabalho e na Festa.

As suas músicas, danças, cantares e trajes, datam do início do século XX, até á década de 40. Os nossos trajes por si só, constituem um espólio patrimonial de grande valor e ao mesmo tempo nos ajudam a perceber a razão de ser da nossa identidade.

O grupo é membro efetivo da Federação do Folclore Português e está filiado no INATEL.

Grupo Folclórico da Fajarda

Grupo Folclórico da Fajarda

Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Santana do Mato

Região: Ribatejo (Charneca Ribatejana)
Distrito: Santarém
Concelho: Coruche

O Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Santana do Mato foi constituído em 1984, com o objetivo de proporcionar à comunidade uma atividade de lazer. Mais tarde surgiu a preocupação de preservar as tradições, usos e costumes das gentes de Santana do Mato, contribuído, assim, para manter vivas as suas memórias e o respeito pelos seus antepassados, através de testemunhos, registos e levantamento do seu património material e imaterial.

O grupo apresenta um quadro etnográfico que representa tão fielmente quanto possível os trajes usados pelos homens e mulheres, nas diversas ocasiões da vida quotidiana local, todos de uma notável singeleza, destacando as singularidades da sua identidade, usados na primeira metade do século XX.

As modas e as cantigas fazem parte das recolhas efetuadas na freguesia, evocando os bailaricos de outrora e refletindo o caráter e o temperamento desta gente e suas vivências.

Tem desenvolvido um trabalho notório em prol da cultura popular da sua região, cumprindo destacar a realização do Serão das Tradições, Festival de Folclore anual e a parceria no Festival de Folclore das Festas em Honra de Nossa Senhora do Castelo, em Coruche.

É membro efetivo da Federação do Folclore Português e filiado no INATEL.

Rancho Folclórico Os Camponeses de Santana do Mato

Rancho Folclórico Os Camponeses de Santana do Mato

Sociedade de Instrução Coruchense
Filarmónicas de Coruche

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

BANDAS FILARMÓNICAS

Sociedade de Instrução Coruchense

Fundada a 9 de abril de 1896, a Sociedade de Instrução Coruchense mantém uma atividade ininterrupta a prestar o seu contributo formativo e cultural às gentes do concelho e regiões limítrofes. Artur Ferreira Peixoto (filho do Visconde de Landal) juntamente com outras figuras do concelho deram o mote para aquela que ainda se mantém como a mais antiga associação cultural do concelho de Coruche. A primeira vez que prestou honras musicais a uma alta individualidade ocorreu a 14 de janeiro de 1904, aquando da passagem do Rei D. Carlos na estação ferroviária de Coruche, por ocasião da inauguração da tão importante Linha de Caminho de Ferro Setil – Vendas Novas.

Realizou concertos com o tenor Carlos Guilherme ou com a fadista Ana Roque; os concertos temáticos de bandas sonoras com acompanhamento audiovisual; o concerto de Ano Novo de 2018 com a participação de várias classes de ballet, de entre as quais a classe de ballet da Escola de Música Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha), ou o concerto de Natal de 2014 subordinado ao tema “O Rapaz Chamava-se Scrooge”, uma adaptação original do conhecido conto de natal de Charles Dickens, com narração de José Sotero e arranjo musical de Alexandre Almeida.

Em 2016, por ocasião da comemoração dos seus 120 anos de existência, foi distinguida pela Câmara Municipal de Coruche com uma medalha de Mérito pelo seu notável papel como embaixadora da cultura do concelho.

SIC

Sociedade de Instrução Coruchense

Sociedade de Instrução Coruchense

Beatriz Felizardo, fadista, de Coruche
Músicos naturais do Concelho de Coruche

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e a música do Concelho.

  • Beatriz Felizardo
  • Sociedade de Instrução Coruchense (banda filarmónica, 1896)
  • Tucha (cantora, 1975)

Beatriz Felizardo

Beatriz Felizardo, fadista, de Coruche

Beatriz Felizardo, fadista, de Coruche

Beatriz Felizardo é uma fadista de Coruche que deu os primeiros passos na música aos 8 anos e passou por vários programas musicais na televisão que lhe deram notoriedade. O Mirante deu-lhe destaque a 21 de agosto de 2019. A apresentação do seu primeiro álbum de fado foi o mote para a atuação no dia 16 de agosto de 2019. Em 2018 começou a gravação do CD que apresentou e, a convite da fadista Ana Moura, Beatriz Felizardo estaria no dia 27 de setembro no Santa Casa Alfama, em Lisboa. O CD é composto por quatro temas originais. Com 11 anos Beatriz participou no programa da TVI “Uma Canção para Ti”, onde conquistou o segundo lugar. Mais tarde, com 13 anos, o programa de Filipe la Feria na RTP1, “Nasci para o Fado”, foi o segundo passo. “Depois fui participando em diversos concursos de fado, onde consegui ficar em primeiro lugar, em quase todos”, recorda.

Participou no Caixa Alfama e Caixa Ribeira, grandes festivais dedicados ao fado. Em 2016 ganhou a Grande Noite do Fado de Santa Maria Maior, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. O programa “The Voice”, na RTP1, em que participou em 2017, lançou-a para a ribalta. Nesse ano ganhou o prémio de Revelação do Ano, atribuído pela Voz do Operário de Lisboa. Ana Lains, Mafalda Arnauth, Ágata, Pedro Moutinho, Armanda Miranda, Diogo Clemente, Ângelo Freire, Valter Rolo, Sertório Calado e Marino de Freitas foram alguns dos cantores e músicos com quem a jovem partilhou o palco. Beatriz Felizardo acabou a licenciatura em Serviço Social, sendo que a próxima etapa é o mestrado.

Igreja da Misericórdia de Coruche
Órgãos de tubos do concelho de Coruche [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja da Misericórdia de Coruche

Igreja da Misericórdia de Coruche

Igreja da Misericórdia de Coruche

A Igreja da Misericórdia de Coruche, situada no centro da vila, faz parte de um conjunto arquitetónico constituído pelo templo, de estrutura maneirista, com fachada, sistema de cobertura e decoração interior setecentistas, pelo adro, pela Casa do Despacho e pelo hospital anexo, este último não incluído na classificação.
Na fachada destacam-se os três portais retos, os laterais com remate triangular e o central, de maior vão, com remate em segmento de arco, sobrepujados por janelas retangulares com frontões semelhantes. O vestíbulo do templo corresponde ao alpendre da construção original, ainda hoje ligado à nave através de três robustas arcadas. O segundo registo da frontaria respeita às salas da Casa do Despacho, e o terceiro está desligado da nave, e avançado em relação a esta. O adro é definido pela fachada da igreja e pelo corpo perpendicular do hospital, que dá acesso às salas da Irmandade através de um porta térrea e de uma loggia de arcada dupla no piso superior. A fachada lateral direita, por onde se fazia a entrada principal antes das obras setecentistas, conserva ainda os vãos entaipados do antigo portal e de um janelão. No interior, o espaço central da nave única é separado dos corredores laterais por uma teia em madeira apainelada, encimada por confessionários do lado esquerdo. Do lado direito da nave, ocupando os terceiro e quarto tramos, estende-se o cadeiral dos mesários, numa formulação típica do século XVIII, constituído por tribuna em madeira sobre mísulas no pavimento, e integrando o trono do Provedor. O espaço é coberto por abóbada de penetrações revestida por pinturas em trompe-l’-oeil que se estende ao coro alto, onde um arco redondo de tipologia maneirista abre a capela de Nossa Senhora da Piedade, com o grupo escultórico do Calvário, encimado por tribuna com balcão contracurvado em madeira destinado aos doentes do hospital anexo. De acordo com o modelo tridentino preconizado para as Misericórdias, o altar-mor participa do espaço unitário da nave, destacando-se simplesmente pela situação sobrelevada, entre dois altares colaterais, sendo o conjunto ainda de estrutura arquitetónica maneirista, embora, o retábulo-mor e os colaterais sejam rococós. Pelas paredes da nave distribui-se uma série de pinturas murais completadas por três pinturas sobre tela no paramento do altar-mor, representando um ciclo da Vida e Paixão da Virgem com quadros comuns com os passos da Paixão de Cristo. Esta temática inclui a Virgem da Misericórdia e a Deposição de Cristo da bandeira da confraria, exibida no coro alto, onde se guarda ainda um magnífico órgão de tubos oitocentista assinado pelo organeiro António Xavier Machado Cerveira, filho de Manuel Machado, autor do órgão do Mosteiro dos Jerónimos, e irmão do escultor Joaquim Machado de Castro. O coro alto funciona também como balcão ou tribuna da Irmandade, dando acesso à Casa do Despacho. A Igreja da Misericórdia de Coruche apresenta-se assim como mais um exemplar típico dos templos erguidos pelas Misericórdias em todo o país, com nave única e contínua com a capela-mor, retábulos triplos, simplicidade formal, Casa do Despacho e sacristia com entrada independente, tribunas para mesários e hospício anexo.

Fonte: DGPC, Sílvia Leite

A igreja possui um órgão construído por António Xavier Machado e Cerveira, opus s./n.º, em 1803.

Placa do organeiro

Órgão da Igreja da Misericórdia de Coruche

Órgão da Igreja da Misericórdia de Coruche