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Academia de Música de Elvas
Escolas de Música em Elvas

Estabelecimentos do ensino de música no Concelho. Em geral, as bandas filarmónicas também possuem a sua escola de música: veja ao fundo informação sobre as bandas de música do Concelho.

Academia de Música de Elvas

Sítio: www.academiademusicadelvas.pt
Tel. (+00 351) 268 629 996

A Academia de Música de Elvas (AME) é uma escola do ensino vocacional da música reconhecida e tutelada pelo Ministério da Educação.

Academia de Música de Elvas

Academia de Música de Elvas

Rancho Folclórico de Elvas
Folclore em Elvas

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

Rancho Folclórico de Elvas

O Rancho Folclórico de Elvas foi fundado em 1975 para preservar e divulgar as tradições e a cultura popular alentejana. O conjunto representa os usos e costumes tradicionais dos antepassados através das músicas, das danças e passando pelos melodiosos cantares num claro tributo ao mundo rural.

Todas as danças foram recolhidas na região do Alto Alentejo, principalmente no concelho de Elvas, sendo as mais genuínas as “Saias de Elvas”. Do reportório do Rancho Folclórico de Elvas fazem também parte as “Saias da Orada”, “Saias de Campo Maior”, “Ora vai Tu” (Elvas), “Moda da Helena” (St.º Aleixo), “Vira de Seis” (Fronteira), “Dança dos Ovos” (Sousel), “Fandango Alentejano” (Arronches), “Moda da Navalha” (Vila Fernando), “Picadinha Alentejana” (Elvas), “Tai Pum” (Elvas), “Chapéu de Ganhão” (Portalegre), “Saias de S. Roque” (Elvas), “Saias de S. Romão”, “Saias de Vila Viçosa”, “Picadinha Valseada” (Fronteira), “Ao Passar do Ribeirinho” (St.º Aleixo) ou “São João” (Elvas).

As danças acima citadas representam os trabalhos, sobretudo agrícolas, do povo do norte alentejano (ceifa, desfolhada, apanha da azeitona, mondas das searas, os guardadores de gado e quadras festivas).

O Rancho Folclórico de Elvas exibe ainda uma variedade de trajes, tais como o/a azeitoneiro/a, ceifeiro/a, mondadeira, pastor, semeador, aguadeiro, cozinheira, entre outros. Desde o seu aparecimento, este grupo procura manter-se fiel aos valores culturais de extrema riqueza patrimonial na região do Alentejo.

O grupo tem feito e com sucesso a sua divulgação e promoção da sua cultura, não só com participações anuais em diversos eventos tanto a nível nacional, em festivais de folclore e iniciativas de norte a sul do país, como a nível internacional. Tem atuado em países europeus, com particular destaque para as comunidades de emigrantes portugueses no estrangeiro. É dentro deste espírito que o Rancho Folclórico de Elvas desenvolve a sua atividade, procurando assim, estabelecer laços de amizade com outras gentes.

É constituído por cerca de três dezenas de elementos, entre os 5 e os 70 anos de idade, que representam as tradições agrícolas e outras raízes da cidade de Elvas.

O Festival Internacional de Folclore conta sempre com a atuação do grupo anfitrião, o Rancho Folclórico de Elvas. A iniciativa, que decorre sempre na Praça da República, ia na 28ª edição em 2018, pelos 45 anos de existência do Rancho.

Rancho Folclórico de Elvas

Rancho Folclórico de Elvas

Fontes do Musorbis Folclore:

A “Lista dos Ranchos Folclóricos” disponível na Meloteca e a informação nesta plataforma resultam de uma pesquisa aturada no Google e da nossa proximidade nas redes sociais. Foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos de modo a facilitar a leitura.

Banda 14 de Janeiro (f. 1952)
Filarmónicas de Elvas

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Banda 14 de Janeiro
Banda 14 de Janeiro (f. 1952)

A Banda 14 de Janeiro foi criada em fevereiro de 1952 na Sociedade Recreativa 1º de Dezembro que lhe atribuiu o nome de Banda 1º de Dezembro. Por razões de ordem pessoal desligou-se da coletividade e em 12 de janeiro de 1955 foi-lhe, por Estatuto, atribuído o atual nome de Banda 14 de Janeiro.

Banda 14 de Janeiro (f. 1952)

Banda 14 de Janeiro (f. 1952)

A data de 14 de janeiro tem um forte e importante significado histórico para a cidade de Elvas, pois nela ocorreu e se comemora, ano após ano, a célebre Batalha das Linhas de Elvas em que se consolidou a Independência Nacional e se estabeleceu o feriado municipal do concelho de Elvas.

Embora muitos documentos se tenham perdido, as raízes e tradições musicais da cidade de Elvas são centenárias. Na data da criação da Banda (1952) foi integrado um grupo de músicos oriundos das antigas bandas militares das unidades sediadas em Elvas (Infantaria 35 e Caçadores 8) que ao tempo eram os grandes veículos e suportes da cultura musical enraizada nas populações ao redor. Desses músicos, a sua maior parte já era de idade avançada, muitos deles na faixa dos sessenta anos.

A Banda teve com seu primeiro regente e fundador Francisco Miranda Raposo, verdadeiro obreiro e exemplo de dedicação impar à causa da Música, sendo de toda a justiça salientar e enaltecer elogiosamente toda a ação que desenvolveu em prol das Bandas de Música. Tem participado ao longo da sua vida em numerosas atividades musicais, quer em Portugal quer em Espanha.

Possui cerca de 36 elementos executantes. Mantém em funcionamento uma Escola de Música com principal incidência nas camadas jovens, donde saem a maioria dos seus executantes. Além da Banda de Música possui uma Orquestra Ligeira com 22 elementos repartidos por uma área instrumental e outra de cordas, teclas e canto.

A Banda 14 de Janeiro foi distinguida em 1980 pela Câmara Municipal de Elvas com o Diploma de Honra da Cidade de Elvas. É Membro da Federação Portuguesa das Coletividades de Cultura e Recreio desde 1980. Aderiu à Federação das Bandas Filarmónicas do Distrito de Portalegre em 2001 sendo admitida como Membro Efetivo.

Banda 14 de Janeiro (f. 1952)

Banda 14 de Janeiro (f. 1952)

O seu estandarte de cor e fundo bordeaux tem ao centro bordado a ouro a lira como símbolo da música e o brasão de armas da Cidade de Elvas ladeados por espigas de trigo atadas em laçarote de pontas estendidas com os seguintes dizeres Banda 14 de Janeiro e em toda a volta é envolvida com franja dourada.

A 01 de agosto de 2021, a Banda Filarmónica de Elvas não estava ativa.

Gilberta Paiava, pedagoga, de Elvas
Músicos naturais do Concelho de Elvas

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Gilberta Paiva

Gilberta Paiava, pedagoga, de Elvas

Gilberta Paiava, pedagoga, de Elvas

Paco Bandeira

Paco Bandeira, cantautor, de Évora

Paco Bandeira, cantautor, de Évora

Órgãos de tubos do concelho de Elvas [8]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no concelho são os seguintes:

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

[ dos Terceiros ]

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

Igreja de Nossa Senhora das Almas

[ de São Lourenço das Almas ]

Igreja de Nossa Senhora das Almas

Igreja de Nossa Senhora das Almas

Igreja de Nossa Senhora das Dores

Igreja de Nossa Senhora das Dores

Igreja de Nossa Senhora das Dores

Igreja Matriz de Alcáçovas

[ Igreja Paroquial ] [ Santa Maria ]

Igreja Matriz de Alcáçovas

Igreja Matriz de Alcáçovas

Igreja de São Domingos

[ do antigo Convento de São Domingos ]

Igreja de São Domingos

Igreja de São Domingos

órgão J. H. Hulenkampf ? construído no século XVIII; desmontagem, inventariação e proposta de restauro pela Oficina e Escola de Organaria, de Esmoriz, em 1996, opus 19.

Igreja do Senhor Jesus da Piedade

[ Santuário do Senhor Jesus da Piedade ]

Igreja do Senhor Jesus da Piedade

Igreja do Senhor Jesus da Piedade

Antiga [ Catedral ] de Elvas

[ Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Assunção ]

Antiga Sé Catedral de Elvas

Antiga Catedral de Elvas

coro altoórgão histórico da autoria de D. Pascoal Caetano Oldovini (Oldoni, Oldovino ou Olduvini), 1763, [ II ; 8 (3+5) ]; restaurado pela Oficina e Escola de Organaria, em 2016, opus 68.

órgão positivo histórico [ I; 4(0+1) ] da autoria de D. Pascoal Caetano Oldovini (Oldoni, Oldovino ou Olduvini), construído em 1758, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria em 2015, opus 66.

Linhas.pt noticiava a 26 fevereiro 2016:

Um recital comemorativo marca a conclusão da obra de conservação e restauro do órgão da Igreja de Nossa Senhora da Assunção, antiga de Elvas, na próxima sexta-feira, 4 de Março, pelas 21 horas.

O concerto inaugural deste majestoso órgão, restaurado após quase 80 anos sem tocar, conta com a presença do Arcebispo de Évora, D. José Alves; do presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha; da directora Regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, entre outras entidades.

O recital conta com apresentação de Rui Vieira Nery, sendo que no órgão vai estar João Vaz, conceituado músico que tem tocado em vários órgãos no país, e marca o regresso da música à de Elvas por este instrumento musical, sendo que será um espectáculo único e inesquecível.

Esta é uma organização da Câmara Municipal de Elvas, Direcção Regional de Cultura do Alentejo e Fábrica da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Assunção.

Este foi um investimento na ordem dos 150 mil euros, financiado através de um contrato de financiamento a projectos de património cultural (Conservação e Restauro dos órgãos Históricos), promovidos pela autoridade de gestão do INALENTEJO, e que incluiu o restauro da caixa, assim como o tratamento da superfície da estrutura, que apresentava peças muito danificadas, e das disjunções, para que fosse possível que o órgão voltasse a tocar e a ficar funcional.