Artigos

Paleta dos Sons, Espinho
Lojas de música e instrumentos em Espinho

Pesquisa, edição e publicação no Musorbis a 16 de outubro de 2021

Impormúsica – Instrumentos Musicais

R. 19, 404
4500-255 Espinho
Tel. (+00 351) 22 733 1090
Sítio: www.impormusic.pt

Impormúsica, Espinho

Impormúsica, Espinho

Paleta dos Sons

Praceta Soeiro Pereira Gomes, 76
4500-216 Espinho
Sítio: http://www.paleta-sons.com/

Livraria independente, a Paleta dos Sons comercializa partituras, livros e CDs. Os produtos da Music Gift estão todos disponíveis na livraria.

Paleta dos Sons, Espinho

Paleta dos Sons, Espinho

Festival Internacional de Música de Espinho
Eventos musicais em Espinho

Festivais e outros eventos em destaque

Festival Internacional de Música de Espinho

A primeira edição do Festival Internacional de Música de Espinho (FIME) remonta a 1964, o que faz dele um dos primeiros festivais de música clássica/erudita em Portugal. Considerado um dos Festivais de referência do género em Portugal, o FIME apresenta uma programação que corresponde à estrutura que foi consolidando ao longo de décadas, onde pontuam alguns dos princípios fundamentais do Festival em termos artísticos, nomeadamente, a apresentação de uma programação diversificada, imaginativa e transversal em termos de estilos e épocas, valorizando a apresentação de obras de referência e artistas criteriosamente escolhidos, com carreiras reconhecidas pelas suas interpretações.

FIME

Festival Internacional de Música de Espinho

Festival Internacional de Música de Espinho

O Festival consolidou ao longo dos anos uma programação em que a música erudita e o jazz se combinam, cruzando públicos e diversificando a oferta, apresentando concertos a solo, em música de câmara, ensembles diversos e orquestras, abrangendo desde a música barroca à contemporânea, sempre com uma forte aposta em repertórios de exceção e projetos artísticos de projeção internacional. Ao longo das últimas décadas, o FIME apresentou intérpretes de referência a nível internacional.

Banda de Música da Cidade de Espinho
Filarmónicas de Espinho

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

  • Banda de Música da Cidade de Espinho
  • Banda Musical de S. Tiago de Silvalde
  • Banda União Musical Paramense
Banda de Música da Cidade de Espinho

Fundada em 1839 no lugar da Vergada, freguesia de Argoncilhe, a Banda deve o seu nascimento ao dinamismo, empenho e coragem de Joaquim Alves de Sousa Neves. Inicialmente conhecida por “Banda do Soqueiro”, devido à atividade industrial do seu fundador, passou a denominar-se Banda de Música de Espinho após integração na cidade.

Do século XIX, destaca-se a presença na inauguração da ponte D. Maria Pia em 1877. Em 1908 participou na comemoração da chegada do primeiro comboio a vapor da linha do vale do Vouga. Este último acontecimento contou com a presença do rei D. Manuel II em Espinho.

Nos anos subsequentes a Banda ganha projeção. Foi convidada para festividades e romarias importantes, por exemplo, nas festas em honra a S. Sebastião dos Olivais, em Lisboa, em 1927. Neste período, foi integrada na corporação dos Bombeiros Voluntários de Espinho, em 1926, conforme noticiado pelo jornal “O Comércio do Porto”, vinculação que se manteve até 1994.

BMCE

Banda de Música da Cidade de Espinho

Banda de Música da Cidade de Espinho

Nos anos 50, teve uma fase conturbada com o falecimento precoce de Fausto Neves, sobrinho do conhecido compositor espinhense, que iria ocupar o lugar de maestro. Destacam-se na época os beneméritos Guilherme Faria que deu o seu nome à Escola de Música. Esta funciona com cerca de 30 alunos. Francisco Gomes de Castro destacou-se pela dinamização e divulgação da coletividade. João Sá destacou-se pelos 75 anos de executante.

Ao longo da sua história, foram maestros: Joaquim Neves, Ilídio Neves, Joaquim Teixeira, António Martins, Manuel Gomes, António Gomes, João Baltazar, Daniel Farrapa, Boaventura Moreira, Manuel Pleno, José Gonçalves, Fernando Baptista, Rodolfo Campos e Jaime Rego.

Neste momento assume os desígnios da Banda de Espinho, o maestro Hélder Tavares que conta com 62 músicos sob a sua direção e, realça-se também uma orquestra ligeira, no seio da Banda, composta por 25 elementos que participa com regularidade em concertos de solidariedade, temáticos e diversas animações, executando um repertório alargado, com incidência em obras imortalizadas pelas Big Bands de New Orleans.

Refira-se ainda a organização conjunta com a Junta de Freguesia de Espinho do I Festival Ibérico de Bandas Filarmónicas em 2006, a participação no “Festival Hispano-Luso de Bandas de Musica e Ensembles de Viento” em Zamora e a participação no Concurso Nacional de Bandas Filarmónicas Cidade de Aveiro.

Dos projetos atuais contam-se um CD  com repertório de compositores portugueses, contrastando com o CD gravado em 2001, a participação no “II Filarmónica ao mais alto nível”, a realizar-se no grande auditório do Europarque, o Concurso de Vila Franca, e nova participação no Festival de Zamora, para além da habitual atividade de concertos e romarias, levando a todo o país e a Espanha a divulgação musical e o nome da Cidade de Espinho.

Banda Musical de São Tiago de Silvalde

A Banda Musical de São Tiago de Silvalde teve origem na Tuna Orfeão de Silvalde. Foi das primeiras do país a permitir a entrada de mulheres como instrumentistas. Oficialmente, a primeira direção da Banda Musical remonta ao ano de 1960. Desde Sebastião Ribeiro, ainda no tempo da Tuna, a Hugo Marinheiro, o atual, vários foram os maestros que contribuíram para o desenvolvimento da coletividade. André Serrano foi o primeiro maestro após a transformação da tuna em banda e dirigiu-a por cerca de duas décadas.

Das atividades que a Banda tem desenvolvido há a realçar a participação nas festas da freguesia e da paróquia, através de concertos e atividades dirigidas à comunidade silvaldense, com especial destaque para o Concerto de Natal e Concerto de Abertura de Época.

É convidada todos os anos para participar nas festas de cariz religioso em várias localidades do país. Participou nas festas da Corunha (Espanha) e da Vila de Castelneau de Medoc, situada na zona de Bordéus (França). Em 2010 participou no Festival de Bandas – Filarmonia ao mais alto nível, II Ciclo, 2ª Edição, realizado no EUROPARQUE, em Santa Maria da Feira, tendo sido convidada pela organização do festival a voltar ao mesmo palco, em 2013.

A convite da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República a Banda aderiu à iniciativa – Bandas em Uníssono, em 2010, tendo executado o Hino Nacional em frente à sua sede.

Do seu registo discográfico, constam 3 CD, gravados em 2000, 2007 e 2012, afirmando a vontade em divulgar o bom trabalho que se tem vindo a desenvolver ao longo dos anos.

Ao trazer crianças para a sua escola, a Banda Musical de São Tiago de Silvalde tem assegurada a sua continuidade. Até 2010, a instrução passava por um sistema de monitorização dos músicos mais velhos para os mais novos. Desde então, com a criação de turmas de Formação Musical e classes de instrumento, a Escola de Música aproximou-se dos modelos de ensino oficiais com níveis de aprendizagem progressivos. O trabalho desenvolvido ao longo de cada ano letivo é apresentado individualmente nas festas de encerramento de cada período e coletivamente pela Orquestra Juvenil que teve a sua primeira apresentação em 2012. No ano letivo de 2017, a Orquestra Juvenil alterou o seu modo de trabalho uma vez que a faixa etária da escola é cada vez mais baixa. Assim sendo, optou por iniciar um projeto novo, orientado para crianças que estão a dar os primeiros passos no instrumento (com recurso ao método Yamaha).

Banda Musical de São Tiago de Silvalde

Banda Musical de São Tiago de Silvalde

Da participação no 4º Concurso Internacional de Banda, realizado no Ateneu Artístico Vilafranquense em 2012, resultou uma pontuação de 88.2 pontos que serviu de alavanca para balizar um espírito de confiança e desejo de mais trabalho e evolução musical.

Banda União Musical Paramense

Herdeira da Primeira Estudantina de Paramos, a Banda União Musical Paramense foi fundada em 1933. Teve como primeiro Regente Manuel de Matos, natural da freguesia de Pardilhó, concelho de Estarreja e hoje conta com a direção artística de Manuel Joaquim Mendes da Silva à frente de 70 músicos.

Nas Bodas de Diamante, foi a Banda Filarmónica galardoada pela Junta de Freguesia de Paramos, com a Medalha de Ouro da freguesia, manifestando desta forma a Autarquia que representa a população paramense, a importância desta agremiação cultural. A entrega foi feita, acompanhada com o visionamento de um filme mandado realizar pela Junta de Freguesia, sobre os 75 anos da Coletividade, em sessão solene na sede da Banda, no dia 14 de junho de 2008.

Atuou no festival “Filarmonia ao mais alto nível”, concerto no Centro Multimeios de Espinho. Participou no Concurso Internacional Filarmónica De Ouro em 2014 obtendo o 3º lugar; em 2015 no Festival Hispano-Luso de Bandas de Musica y Ensambles de Viento de Zamora; em 2016 no Concurso Internacional de Bandas Filarmónicas de Braga (4º Lugar – 3º entre Bandas Nacionais). Em 2017, no ClarMeet Porto, acompanhou os solistas Carlos Alves, Carlos Ferreira e Giovanni Punzi. Em 2018, tocou no concerto de encerramento do Concurso Terras de La Salette e no V Concurso Internacional de Bandas Filarmónicas de Braga, obtendo o 2º Lugar. Em 2019, obteve o 4º Lugar no 133º Certamen de Internacional de Bandas da Cidade de Valência (2019).

Além dos palcos nacionais, a Banda apresentou-se em Burnoy, Draveil, Castelnau, em França e outros.

Representando ao momento perto de 500 sócios, a Banda União Musical Paramense, colegialmente dirigida por um corpo de 13 elementos, tem em Pedro Camboa, Presidente, a garantia de empenho, determinação e dedicação à sua causa.

Gravou uma cassete, nas comemorações dos seus 50 anos de vida, um CD, em 2004. Em 2014, gravou o CD “Reflexos”.

Dotada da Escola de Música Joaquim Guimarães Banda de Paramos com 40 alunos, proporciona às nossas crianças e jovens, a possibilidade de aprender música. Criada em 2008, a Orquestra Juvenil, já atuou em eventos na freguesia e não só, onde os mais novos, vão iniciando e demonstrando as suas aptidões musicais, preparando-se para o ingresso na Banda Filarmónica.

BMUP

Banda União Musical Paramense

Banda União Musical Paramense

De carácter vincadamente popular e aberta às novas tendências musicais, é a Banda União Musical Paramense associada de pleno direito da Federação Portuguesa de Bandas Civis, da Associação de Bandas Filarmónicas do Distrito de Aveiro e encontra-se inscrita na INATEL. Ostenta como emblema uma lira prateada, abraçada por um ramo de loureiro à sua esquerda e um de oliveira à direita, enlaçados na base a vermelho sangue.

Escolas de música de Espinho

Estabelecimentos do ensino de música e dança no Concelho. Em geral, as bandas filarmónicas também possuem a sua escola de música: veja ao fundo informação sobre as bandas de música do Concelho.

Academia de Dança de Espinho

Tlm. (+00 351) 963 255 396
Sítio: www.academiadedancadeespinho.com
Correio eletrónico: anapaisoliveira.pt@gmail.com

Escola de Bailado e Artes Adriana Domingues
Rua 39, 335
4500 Espinho

Nascente – Cooperativa de Acção Cultural
Rua 16, 1200
Espinho

Sporting Clube de Espinho
Rua 18, 744
Espinho

A Academia de Dança de Espinho dedica-se ao ensino das danças de salão nas vertentes social, exibição, crianças, Latin Fit (ritmos latinos para mulheres), Latin Fit Senior Ladies e competição (Federação Portuguesa de Dança Desportiva).

Academia de Música de Espinho

R. 34, 884
4500-318 Espinho
Tel. (+00 351) 227 341 145

Academia de Música de Espinho

Academia de Música de Espinho, créditos Câmara Municipal de Espinho

Escola de Bailado e Artes Adriana Domingues

Tlm. (+00 351) 919 305 812
Correio eletrónico: ballet.a.domingues@gmail.com

Escola de Música Joaquim Guimarães – Banda de Paramos

Avenida da Igreja, 114
4500-475 Paramos
Sítio: www.bandaparamos.com

Escola Profissional de Música de Espinho

4500 Espinho
Página: www.musica-esp.pt

Impormúsica

R. 19, 404
4500-255 Espinho
Tel. (+00 351) 22 733 1090
Sítio: www.impormusic.pt

Rancho Folclórico S. Tiago de Silvalde
Folclore de Espinho

Grupos, tradições e atividades etnográficas no Concelho

  • Douro Litoral (Douro Litoral Centro)
  • Distrito: Aveiro
  • Concelho: Espinho

04 grupos

  • Grupo Cultural e Recreativo Semente
  • Rancho Folclórico Nossa Senhora dos Altos-Céus
  • Rancho Folclórico S. Tiago de Silvalde
  • Rancho Regional “Recordar é Viver” de Paramos
Grupo Cultural e Recreativo Semente

O Grupo Cultural e Recreativo Semente, fundado em 1977, divulga as origens das gentes de Esmojães, na freguesia de Anta. Recolhe e divulga a etnografia e pela tradição dos antepassados. Sediada na Rua de S. Mamede, vila de Anta (Espinho), é composta por cerca de 40 elementos. Participou em festivais um pouco por todo o País, já tendo participado também em festivais no Brasil, França, Espanha e Itália.

GCRS

Grupo Cultural e Recreativo Semente

Grupo Cultural e Recreativo Semente

Rancho Folclórico Nossa Senhora dos Altos Céus

Sediado na Rua de Esmojães, freguesia de Anta, Concelho de Espinho, o Rancho Folclórico Nossa Senhora dos Altos Céus é uma associação de natureza etnográfica constituída a 26 de setembro de 1986.

Rancho Folclórico S. Tiago de Silvalde

O Rancho Folclórico de S. Tiago de Silvalde foi fundado em 1978 e legalizado no dia 16 de abril de 1981, data em que foram aprovados os seus Estatutos.

Representa fielmente os usos e costumes tradicionais da sua terra, “Terras da Feira” – Douro Litoral Centro, já que a freguesia de Silvalde foi anexada ao concelho de Espinho em 11 de outubro de 1926, sendo que até essa data pertencia ao concelho da Feira.

Criado para preservar, recolher e difundir os valores dos seus antepassados foi inaugurado em 1988 o Museu Etnográfico onde estão expostos entre outros objetos, utensílios agrícolas e trajos.

Os trajos recreados remontam a finais do século XIX, princípios do século XX e são os de noivos, de lavradores ricos, de campo, de romaria, de festa, de vareiros; de ir à feira, o homem do varino e o da palhoça, entre outros. As danças mais características e conhecidas são as Rusgas (ao Sr. da Pedra, ao S. Martinho), a Moda do Verdegar, a Tirana, a Ciranda, os Viras (de Roda, Valseado, Corrido, entre outros), o Velho, o Lambão, a Caninha Verde, etc. Da tocata saem velhas melodias dos instrumentos característicos da região: violão, viola, viola braguesa, cavaquinhos, bombo, acordeão (concertina), ferrinhos e reco-reco.

É membro efetivo da Federação do Folclore Português desde 1987, de onde recebe o apoio técnico. Está filiado no INATEL desde 1998. É sócio fundador da Associação de Folclore do Concelho de Espinho, em 2006.

Foi distinguido em 2009, pela Junta de Freguesia de Silvalde, nas comemorações do 6º Aniversário de elevação a Vila, pelo seu trabalho realizado. É Instituição de Utilidade Pública desde 2003.

RFSTS

Rancho Folclórico S. Tiago de Silvalde

Rancho Folclórico S. Tiago de Silvalde

Rancho Regional “Recordar é Viver” de Paramos

Paramos é uma das cinco freguesias que constituem o concelho de Espinho e, apesar de ser banhada pelo mar, quase não viveu nem dependeu dele.  Sempre foi uma das mais rurais do concelho e, por isso, ainda hoje mantém e vive tradições verdadeiramente populares.

Sentindo a necessidade de manter e reviver o riquíssimo património cultural material e imaterial dos seus antepassados, surgiu em 13 de maio de 1980, tendo os seus responsáveis iniciado um profundo e atento trabalho de recolha e pesquisa, ainda hoje em curso.

O Rancho Regional Recordar é Viver de Paramos, é hoje um dos mais representativos da sua Região pela verdade do seu Folclore e Etnografia.

Orgulha-se de pertencer à Federação do Folclore Português sendo um digno e fiel intérprete de norte a sul do País, na Europa, África e América, da cultura tradicional portuguesa de matriz popular.

Foi o iniciador do Festival de Folclore de Espinho e do Folkespinho, e ainda do I Festival de Folclore Lusófono em Portugal.

Os cantares e danças mais características da sua região, são, entre outras: rusgas, viras e tiranas. O Rancho é um dos pioneiros, a nível nacional, a apresentar a público quadros temáticos representativos da vida quotidiana dos seus antepassados.

Os trajes e os diversos adereços são de uma grande variedade e diversidade, não só de acordo com a possibilidade económica de então e de cada um, mas também, conforme a época do ano, o dia da semana e as atividades que estivessem a desenvolver.

GFRVP

Rancho Regional “Recordar é Viver” de Paramos

Rancho Regional “Recordar é Viver” de Paramos

Fontes do Musorbis Folclore:

A “Lista dos Ranchos Folclóricos” disponível na Meloteca e a informação nesta plataforma resultam de uma pesquisa aturada no Google e da nossa proximidade nas redes sociais. Foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos de modo a facilitar a leitura.

Orquestra Clássica de Espinho
Orquestras de Espinho

Orquestras sediadas no Concelho

Orquestra Clássica de Espinho

A Orquestra Clássica de Espinho constituiu-se como uma orquestra que integra jovens músicos em início de carreira profissional e alunos da EPME – sem excluir pontualmente a colaboração de músicos com grande experiência profissional.

Ancorados nos resultados do trabalho de produção concertística da Orquestra da Escola Profissional de Música de Espinho – formação que, desde 1989, data de fundação da escola, materializou o resultado direto e visível de um projeto educativo inovador, tendo apresentado desde então centenas de concertos um pouco por todo o País e também no estrangeiro (Escócia, Alemanha, Espanha, Brasil) -, a Escola Profissional de Música de Espinho (EPME), com o apoio da Câmara Municipal de Espinho, entenderam avançar, em 2005, para a criação da Orquestra Clássica de Espinho (OCE), evoluindo assim para um modelo de formação orquestral mais alargado e com um projeto artístico mais profundo e ambicioso, o qual, embora mantendo uma forte ligação à génese académica da orquestra, evoluiu no sentido da sua consolidação como estrutura orquestral de carácter profissional.

A OCE constituiu-se assim como uma orquestra que integra, de forma equilibrada e artisticamente estruturada, jovens músicos em início de carreira profissional e alunos da EPME – sem excluir pontualmente a colaboração de músicos com grande experiência profissional -, num modelo de funcionamento inovador em que, a par da possibilidade conferida a jovens instrumentistas de acederem a uma prática regular como músicos de orquestra em condições de exercício rigorosamente profissional, assim estimulando a sua atividade e experiência musical em fase de transição para a inserção no mercado de trabalho, coexiste a possibilidade de proporcionar aos jovens estudantes da EPME o acesso a uma prática orquestral de nível superior, num regime de acompanhamento artístico muito próximo e tutorial, permitindo-lhes a execução de reportórios de elevada exigência técnico-artística e uma preparação fundamental para o seu futuro percurso académico e profissional.

A OCE apresenta-se com regularidade, concretizando geralmente entre seis a oito programas sinfónicos por temporada, privilegiando uma programação diversificada, abrangendo fundamentalmente o reportório orquestral de referência desde finais do séc. XVIII até sensivelmente a primeira metade do séc. XX., sem excluir a interpretação de obras mais recentes em função dos contextos programáticos de cada criação.

Pontualmente a OCE apresenta projetos artísticos de cruzamento com outros géneros musicais, como o jazz, o fado, o flamenco e outros. Desde 2006 destacam-se as apresentações da OCE no Coliseu do Porto (Concertos Promenade e Festival Mozart), no Teatro Helena Sá e Costa, nos Cineteatros de Aveiro e Estarreja, no Centro Cultural Vila Flor em Guimarães, no Centro de Artes da Figueira da Foz, no Cine-Teatro Paraíso em Tomar, na Casa da Música, no Teatro de Vila Real, entre outras, e no Festival dos Oceanos, Lisboa, em 2009. Nos últimos anos apresentou-se com solistas de renome como Mário Laginha, Elisabete Matos, Romain Garioud, Elisso Virsaladze, Ilya Gringolts, Alina Pogostkina, Miklós Perényi, Yamandu Costa, Gilles Apap, Manuela Azevedo (Clã), David Grimal, Richard Galliano, Edmar Castañeda, Cristina Branco, Leia Zhu, Vozes da Rádio, o Septeto de Juan Carmona, entre outros.

OCE

Orquestra Clássica de Espinho

Orquestra Clássica de Espinho

A OCE tem como director artístico e maestro titular o Maestro Pedro Neves, contando em cada temporada com maestros convidados entre os quais, Cesário Costa, Jean Marc Burfin, Jan Wierzba, Nuno Coelho, entre outros.

Orquestra de Jazz de Espinho

A Orquestra de Jazz de Espinho tem-se expandido para além da sua vocação didática, produzindo concertos temáticos, reportórios de autor, entre outros, para os mais diversos públicos e faixas etárias, trabalhando com solistas de grande craveira.

Em finais de 2008 ganhava forma a ideia de constituição de uma orquestra de jazz no âmbito curricular da Escola Profissional de Música de Espinho. O projeto, que teve a sua primeira apresentação pública em 2009, sob a designação de Orquestra Académica de Jazz da EPME, não mais parou. Deixando rapidamente para trás a adjetivação “académica”, a Orquestra de Jazz da EPME rapidamente iniciou um percurso artístico consistente no contexto da sua génese e especificidade, de tal modo que, logo em 2010, foi convidada a apresentar-se na Sala 2 da Casa da Música numa série de três concertos para o Serviço Educativo.

OJE

Orquestra Jazz de Espinho

Orquestra Jazz de Espinho

Impulsionada e dirigida artisticamente na sua fase inicial por Paulo Perfeito, a Orquestra evoluiu para um modelo de direção musical partilhada entre Paulo Perfeito e Daniel Dias, ambos maestros, pedagogos e trombonistas com carreira e não menos paixão no mundo do Jazz, responsáveis pela extraordinária evolução que a Orquestra entretanto conheceu ao longo dos últimos anos.

Trabalhou com solistas de grande craveira como Hermeto Pascoal, Andy Hunter, Marcos Valle, Carlos Azevedo, Fernando Sanchez, Gileno Santana, João Mortágua, Kiko Pereira, Matthias Schriefl, Marc Schwartz, Marshal Gilkes, Julian Argüelles, Michael Lauren, Mário Laginha, Jeffery Davis, Rita Maria, Ricardo Toscano, Rui Teixeira, entre outros.

Cimentou o seu prestigio em vários palcos nacionais, sendo de destacar as apresentações na Casa da Música, no Casino de Espinho, na Casa das Artes de Famalicão, no Teatro de Vila Real, no Teatro Municipal de Bragança, no Serralves em Festa, no Festival Jazz ao Centro, entre outros, bem como, as apresentações regulares no Auditório de Espinho | Academia, onde a orquestra tem a sua residência.

Por diversas vezes a Orquestra foi responsável por apresentar reportórios inéditos no país. Cerca de 10 anos após as suas primeiras notas, evoluiu para um patamar mais arrojado, assumindo um compromisso artístico mais abrangente, sem perder de vista, contudo, a sua identidade formativa e impulsionadora da interpretação da música para esta formação.

Assentando a sua constituição fundamentalmente nos alunos da Escola Profissional de Música de Espinho, a orquestra conta também com músicos mais experientes em função das exigências dos programas e dos desafios do seu projeto artístico, que passa agora, mais relevantemente, por lançar um olhar atento e incentivador aos jovens valores do jazz e, por outro lado, por procurar aprender com a mestria dos consagrados.

Daniel Ricardo de Pinho, organista, natural de Espinho
Músicos naturais do Concelho de Espinho

[ Serviço público sem financiamento público, o Musorbis foi lançado em dezembro de 2020. O processo de inserção de dados pode ser acelerado com a cooperação dos músicos no que se refere a currículos e fotografias em falta. ]

  • Ana Cláudia Pereira (clarinete)
  • André Rodrigues (compositor, 1978)
  • António Capela (construtor de violinos, 1932)
  • Catarina Valadas (flautista, 1995)
  • Daniel Ricardo de Pinho (organista, professor, maestro)
  • Dino Meira (cantor, 1940-1993)
  • Domingos Capela (construtor de violinos, 1904-1976)
  • Inês Pais (violinista)
  • Joaquim António Capela (construtor de violinos, 1966)
  • Joaquim Domingos Capela (construtor de violinos, 1934)
  • Luciana Guimarães (clarinetista)
  • Mirita Casimiro (cantora, 1914-1970)
  • Pedro Guimarães (organeiro, 1963)
  • Sara Almeida (composição, 1973)
Ana Cláudia Pereira

Ana Cláudia Domingues Pereira nasceu no dia 11 de julho de 1997 em Espinho. Iniciou os estudos na Banda União Musical Paramense em 2006 com Cláudia Araújo e Fernando Araújo. Em 2008 ingressou na Academia Música de Espinho na classe de João Moreira. Em 2009, entrou na Escola Profissional de Música de Espinho na classe de Victor Pereira, tendo completado o 8º grau.

Em 2015, entrou na Escola Superior Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco, na Licenciatura em Música – Variante Instrumento – Clarinete, com os professores Carlos Alves, Pedro Ladeira e Mário Apolinário. Em 2018, terminou a licenciatura na Escola Superior de Artes Aplicadas na classe dos professores Carlos Alves, Pedro Ladeira e Mário Apolinário. Terminou o Mestrado em Ensino da Música na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco.

Ana Cláudia Pereira

Ana Cláudia Pereira, clarinete, de Espinho

Ana Cláudia Pereira, clarinete, de Espinho

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Daniel Ricardo de Pinho

Entre 2010 e 2013, Daniel Ricardo de Pinho frequentou e concluiu a Licenciatura em Teoria e Formação Musical na Universidade de Aveiro, sob a orientação de Vasco Negreiros e Evgueni Zoudilkine. Em 2013, ingressou, como bolseiro da Diocese de Regensburg, na Escola Superior de Música Sacra e Pedagogia Musical de Regensburg (HfKM) – Alemanha, tendo concluído a Licenciatura em Música Sacra. Fez uma especialização em Órgão Litúrgico.

Em 2018, ingressou no Mestrado em Teoria Musical e Composição na HfKM, apresentando como tema de dissertação “Forma, Estrutura e Estilística na obra para órgão sem cantus firmus de Dietrich Buxtehude”. Está a concluir o último ano de estudos para a obtenção do grau de Mestre.

Daniel Ricardo de Pinho

Daniel Ricardo de Pinho, organista, natural de Espinho

Daniel Ricardo de Pinho, organista, natural de Espinho

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Sara Almeida

Sara Almeida nasceu em Espinho em 1973. Iniciou os estudos musicais na Academia de Música de Espinho e mais tarde no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Aveiro. Trabalhou com os professores João Pedro Oliveira, Isabel Soveral, Rosemary Mountain, Emmanuel Nunes, entre outros. Frequenta o 5ºano do curso Licenciatura em Ensino da Música na área de Composição, tendo como professor António Chagas Rosa.

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OUTRAS FIGURAS IMPORTANTES

Joaquim Domingos Capela

Joaquim Domingos Capela, violeiro

Joaquim Domingos Capela, violeiro

Joaquim António Capela

Joaquim António Capela

Joaquim António Capela, violeiro

Pedro Guimarães

Pedro Guimarães, organeiro, na desmontagem e restauro do órgão de Dornes

Pedro Guimarães, organeiro

Órgãos de tubos do concelho de Espinho [2 ]

De Espinho temos informação de um órgão moderno alemão da autoria de Georg Jann, na Igreja Matriz, e um órgão histórico na Capela de Santa Maria Maior. De Espinho é natural o organista Daniel Ricardo de Pinho, residente em Regensburg, na Alemanha. Daniel Ricardo de Pinho iniciou os estudos musicais, de forma particular, com a professora Susana Vilar e, mais tarde, ingressou no Conservatório de Música do Porto e frequentou o Curso de Órgão. Tendo concluído a licenciatura na Universidade de Aveiro, ingressou em 2018 no Mestrado em Teoria Musical e Composição na HfKM, sob a orientação de Richard Beyer, apresentando como tema de dissertação “Forma, Estrutura e Estilística na obra para órgão sem cantus firmus de Dietrich Buxtehude”.

Capela de Santa Maria Maior

Capela de Santa Maria Maior

Capela de Santa Maria Maior

Edificada na Rua 8, freguesia de Espinho, foi mandada construir pelo facto da antiga Capela dos Galegos ser pequena e não satisfazer as necessidades espirituais da população. Foi aberta ao culto em 1873. Sofreu ampliações laterais na capela-mor para se obter mais espaço. Os retábulos interpretam motivos tradicionais e existem duas grandes esculturas de S. Francisco e Santa Rita de Cássia que aparentam ser obras setecentistas reformadas. É um local bem conservado e onde existe um grande culto religioso dedicado a Nossa Senhora da Ajuda. Iconograficamente, a Santa está representada por uma mulher de cabelos castanhos compridos, com véu branco transparente e uma coroa sobre a cabeça; veste uma túnica cor-de-rosa e um manto azul sobre o ombro esquerdo. Os pés estão calçados com umas sandálias e pousam sobre uma nuvem branca, que se encontra num barco que se está a afundar. Na mão esquerda, segura o Menino Jesus e, na direita, a ponta de uma corda que lança ao barco.

Fonte: Visit Espinho

Órgão positivo de armário no coro alto

Órgão positivo de armário da Capela de Santa Maria Maior

Órgão positivo da Capela de Santa Maria Maior

No coro alto está localizado um órgão de um teclado manual [ I; (5+6)], de construtor desconhecido, no século XIX,  restaurado pela Oficina e Escola de Organaria em 1993, opus 6.

Igreja Matriz de Espinho

[ Nossa Senhora da Ajuda ]

Igreja Matriz de Espinho

Igreja Matriz de Espinho

Dedicada a Nossa Senhora da Ajuda, o seu projeto deve-se ao arquiteto Adães Bermudes, nos últimos anos da década 20, do século XX. Segue o tipo neo-românico da segunda metade de Oitocentos que, em Portugal, se prolongou. É um templo de vastas dimensões, apresentando grande unidade de estilo. No exterior, destaca-se, dos elementos neo-românicos, uma larga e decorativa torre, que confere certa imponência ao conjunto. O interior dispõe-se numa só nave, antecedida de um átrio. A capela-mor, de forma retangular, é envolvida pelas sacristias. De considerar pelo seu valor artístico, o Cristo Crucificado de madeira polícroma, obra notável do escultor António Teixeira Lopes. Serve-lhe de fundo uma tela, representando as almas do purgatório, assinadas por Joaquim Lopes. As imagens exteriores são em granito e foram esculpidas por António Cardoso. As imagens cimeiras frontais representam, à esquerda, a Fé e, à direita, a Esperança. A Igreja Matriz possui duas imagens da Nossa Senhora da Ajuda, Santa Padroeira; a maior encontra-se no terceiro retábulo do lado do Evangelho e está ladeada pelo Menino Jesus, à esquerda, e pela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, à direita. Na capela -mor também tem uma pequena imagem da Padroeira sobre o trono eucarístico.

No coro alto da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Ajuda, também designada Igreja Matriz de Espinho, encontra um órgão de dois teclados manuais e pedaleira com acoplamentos [ II+P; 20 ] construído em 1990 por Georg Jann, manutenção pela Oficina e Escola de Organaria em 1994, opus 8.

Coro alto

Órgão da Igreja Matriz de Espinho

Órgão da Igreja Matriz de Espinho

Montra

Órgão da Igreja Matriz de Espinho

Órgão da Igreja Matriz de Espinho