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Ars Vocalis
Coros de Esposende

Atividade coral no Concelho

  • Ars Vocalis
  • Coro de Pequenos Cantores de Esposende
  • Coro Sénior de Esposende

O coro Ars Vocalis trabalha em formação de coro júnior, pretendendo desenvolver este conceito na prática coral portuguesa com a perspetiva de escola e formação. A formação é constituída por cantores dos 15 aos 18 anos de idade, todos do concelho de Esposende. O Ars Vocalis nasce em 2009 com um grupo de crianças com 10 anos de idade, alunos da Escola de Música de Esposende (EME) no âmbito do Regime de Ensino Articulado da Música. Este é um projeto da identidade da EME e do seu Projeto Educativo, sendo a consequência mais direta da formação desenvolvida no Coro de Pequenos Cantores de Esposende (CPCE). Os dois projetos estão intimamente relacionados pois, de futuro, os elementos do CPCE transitarão para o Ars Vocalis.

Ars Vocalis

Ars Vocalis

Ars Vocalis

Numa primeira fase, na Escola Básica do Baixo Neiva, o grupo de 35 crianças desenvolve um trabalho musical dedicado à construção de hábitos vocais e corais recorrendo aos compositores portugueses que compuseram para este trabalho pedagógico, como Fernando Lopes-Graça (Canções e Rondas Infantis, Cançõezinhas da Tila, “Aquela Nuvem e outras”), e Sérgio Azevedo. Numa fase posterior do trabalho, o Coro Ars Vocalis começa a trabalhar a polifonia mista com a evolução vocal dos Meninos Cantores.

Do seu ainda breve percurso, destaca-se a participação na primeira e segunda edição da Temporada de Música – MusiCórdia MMXIII e MusiCórdia MMXIV. Em 2013, o Coro Ars Vocalis, participou no prestigiado Festival Internacional de Música de Cantonigrós (Vic – Catalunha) representando Portugal na categoria de coros infantis, sendo o único, nesta categoria, a apresentar-se na formação de coro misto. Em 2014 participou no Fórum de Educação 2014, em Esposende e no Fórum de Sociologia da Educação Luso-Brasileiro, organizado pela Faculdade de Sociologia da Universidade do Porto.

O trabalho desenvolvido ao nível do repertório é adequado ao timbre e características vocais dos coralistas, respeitando a fase de transição vocal em que se situam. No entanto, procura-se a descoberta dos grandes compositores, o estímulo à composição contemporânea e a mescla de sonoridades distintas, unidas pela linguagem coral.

O Coro Ars Vocalis realizou em 2016 uma importante classe de aperfeiçoamento para o seu crescimento com a diretora coral Jo Mcnally da ABCD (Associação Britânica de Diretores Corais). Em parceria com a Câmara Municipal de Esposende, desenvolve o projeto Mare Nostrum – Cantigas & Poemas. Este projeto integra a edição de um livro com um disco com obras que têm o Mar como inspiração. O Ars Vocalis encomendou ao compositor Telmo Marques uma obra neste âmbito, sendo lançada em 2016. Para além desta obra o grupo conta já com o Motete “Salutaris Hostia” do compositor residente Osvaldo Fernandes, obra esta escrita e dedicada ao coro.

A motivação que levou à criação deste coro é a convicção profunda de que a música, em particular a música vocal/coral, pode ser um instrumento para a elevação cultural das camadas mais jovens, assim como um estímulo para a arte em geral. A aplicação prática deste facto tem como consequência uma sociedade humanamente mais rica e conhecedora quer artisticamente, quer na procura de valores como a qualidade, o rigor, a exigência e a infinita busca da perfeição. O projeto tem sempre em mente a criação de “escola” e tradição.

Coro de Pequenos Cantores de Esposende

O Coro de Pequenos Cantores de Esposende surgiu em 2009, fruto de uma parceria entre a Câmara Municipal de Esposende e a Escola de Música de Esposende. Apresentou-se em vários locais da zona norte de Portugal, diversas freguesias de Esposende, Igreja de S. Vitor, em Braga, de Braga, Igreja de Cedofeita (Porto), Igreja da Misericórdia em Guimarães, Igreja da Lapa no Porto, Auditório do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, Theatro Circo e Parque de Exposições de Braga, Centro Cultural de Belém e Casa da Música, no Porto.

O CPCE apresentou em 2014, em colaboração com o decateto de metais Portuguese Brass, a obra encomendada pela Confraria da Semana Santa de Braga – “Paixão segundo S. João”, de Osvaldo Fernandes, com a direção do maestro português José Eduardo Gomes.

Para além do decateto de metais Portuguese Brass, o CPCE já teve oportunidade de trabalhar com a Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins e a Banda de Antas. O CPCE trabalhou em 2013, em masterclasse, com Anita Morrinson, preparadora vocal do Coro da Catedral de Westminster de Londres e com Lluis Vila i Casañas, diretor do Coral Sant Jordi e professor na Escola Superior de Música da Catalunha, tendo-se apresentado com este Maestro na Casa da Música, no Porto.

CPCE

Coro de Pequenos Cantores de Esposende

Coro de Pequenos Cantores de Esposende

O CPCE tem no seu histórico diversas obras dedicadas ao próprio coro. De Fernando Lapa, “Magnificat”; de Sérgio Azevedo, “Romance do Caçador e da Princesa”; de Paulo Bastos, “Três canções de Natal”; de Osvaldo Fernandes (compositor residente) – “Fantasia à volta de um poema”, “Missa brevis”, Ciclo “Mudam-se os Tempos”, Ciclo “Natal Português”, “É Tempo de Natal”, “Paixão segundo S.João” (para coro SSA, decateto de metais, órgão, percussão e solistas). Em Março de 2016 o CPCE estreou Stabat Mater, encomenda do coro ao compositor português António Pinho Vargas.

O CPCE pretende ser uma fonte de formação de músicos do futuro e simultaneamente do público do presente. Desta forma, pretende promover a produção nacional contemporânea de obras dedicadas ao ambiente sonoro Pueri Cantores.

O CPCE gravou, em 2013, o seu primeiro disco – “Mudam-se os Tempos” (financiado pela Secretaria de Estado da Cultura, através da Direção Geral das Artes). Em 2014 gravou o segundo disco – “É tempo de Natal”, com obras de compositores portugueses. Ambos os projetos discográficos apresentam obras que procuram transmitir uma mensagem de elevado valor artístico, estando implícito em ambos um movimento coral que pretende influenciar a produção nacional.

Em 2015, a convite da Associação Portuguesa de Educação Musical, participou na gravação de obras do compositor Paulo Bastos, incluídas no projeto desta Associação: “Cantar Mais”.

A motivação que levou à criação deste coro é a convicção profunda de que a música, em particular a música vocal e coral, pode ser um instrumento para a elevação cultural das camadas mais jovens, assim como um estímulo para a arte em geral. A aplicação prática deste facto tem como consequência uma sociedade humanamente mais rica e conhecedora, quer artisticamente, quer na procura de valores como a qualidade, o rigor, a exigência e a infinita busca da perfeição. O projeto tem sempre em mente a criação de “escola” e tradição.

Coro Sénior de Esposende

O Coro Sénior de Esposende, composto por cerca de 120 idosos, estreou-se a 15 de maio de 2016 no concerto “Memórias d’(en)Cantar – Canções Tradicionais Portuguesas”, que decorreu no Dia Internacional da Família, na Igreja Matriz de Apúlia.

O evento contou, entre outras, com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, da Vereadora da Coesão Social, Raquel Vale, e do Arcipreste de Esposende, Padre Delfim Fernandes. Benjamim Pereira destacou a relevância deste projeto que está a ser desenvolvido no âmbito da Rede Social de Esposende, com todas as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho com valência para a terceira idade e a importante colaboração de outros parceiros, apontando-o como mais um especial contributo para o bem-estar dos idosos, refletido no brilho e alegria dos seus rostos durante o concerto.

O Autarca saudou a dinâmica e a articulação em rede no plano social, bem como o trabalho desenvolvido pelos maestros Ana Carolina Capitão e Luís Clemente, responsáveis pela direção musical deste projeto, que resultou num momento há muito ambicionado pelos idosos do concelho.

Filarmónicas de Esposende

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

  • Associação Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de Esposende
  • Banda de Música de Belinho
Associação Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de Esposende

A primeira informação escrita sobre a Banda de Música de Antas é de 1871, o que pressupõe a sua existência algum tempo antes. Era maioritariamente composta por músicos das freguesias de Antas e Belinho. Foi seu fundador o “mestre-músico” José Manuel Martins Franco (1832 – 1886) que, por volta do ano de 1883, a legou a seu sobrinho António Augusto Pereira de Barros (1850 – 1924). Este manteve a regência até 1894-95, altura em que uma divergência entre músicos deu origem à formação da Banda de Belinho.

Novo diferendo viria a dar origem, em novembro de 1920, à formação da Banda Marcial de S. Paio de Antas. Foi seu fundador Manuel Rodrigues Laranjeira (1894 – 1978), ao tempo contramestre da referida Banda. Nesses tempos difíceis, situados entre as duas grandes guerras, em que as dificuldades económicas se sobrepunham e se impunham aos sonhos dos grandes artistas, “Mestre Laranjeira”, como passou a ser conhecido, não regateava doação e afinco à causa da Banda nascente.

BMA

Com o objetivo de lhe dar projeção, e após acordo com a direção da corporação e comando dos bombeiros do concelho, em 1925 a filarmónica adotou o nome de Banda dos Bombeiros Voluntários de Esposende. Mestre Laranjeira era a vida da Banda e a Banda era a sua vida. Foram inumeráveis e inesquecíveis os êxitos musicais que obteve durante mais de 55 anos de regência. Faleceu em 19 de janeiro de 1978 e com ele morreu também a Banda.

Passados 5 anos de inatividade, Anselmo Saleiro Viana, presidente da Assembleia de Freguesia de Antas, propôs-se apoiar a reestruturação e relançamento. Um grupo de 18 antigos músicos volta a tocar, a 2 de outubro de 1983, na inauguração do campo desportivo António Correia de Oliveira. Nesse momento, Junta e Assembleia de Freguesia decidiram reerguer a Banda, contando com a forte ajuda dos naturais e empresas de Antas, a que se juntaram outras de freguesias vizinhas. Mais uma vez a corporação dos bombeiros deu o seu apoio.

Em 26 de Janeiro de 1984, por escritura notarial, ficou registada a Associação Banda dos Bombeiros Voluntários de Esposende – S. Paio de Antas. Foi seu primeiro regente o prestimoso maestro Leonardo Vieira.

A partir de 1989 e até 2012 passou a ser artisticamente dirigida pelo maestro Valdemar Sequeira, notável compositor destacado entre os seus pares. Foi diretor artístico e maestro da Banda Diogo Costa. Tem a sua sede construída com a ajuda da Câmara Municipal de Esposende, onde funciona a escola de música. Desta escola nasceu a Orquestra de Sopros ABBVE, que participa em diversos eventos culturais e é a promissora garantia da continuidade da Banda de Antas.

José Mário Saleiro de Meira Torres, atual presidente da Direção, vem na sequência de um elenco de dinamizadores, iniciado com Manuel Alves Meira da Cruz e prosseguido por Manuel Augusto Saleiro da Cruz, Alberto Meira de Barros, Alcino Viana Neiva, António Viana da Cruz e Manuel José Sampaio Viana.

A Banda dos Bombeiros Voluntários de Esposende, Antas, conta já com três gravações de CD e um DVD. Em 2011 editou o livro monográfico “Banda de Música de Antas – 140 anos de História” da autoria de Raul de Azevedo Saleiro, que é uma referência para as Bandas que existem ou existiram na região.

Com cerca de 25 a 30 concertos anuais, lado a lado com as melhores bandas do país, conta no seu currículo com várias atuações além-fronteiras, nomeadamente em terras de França e Espanha. Está por certo assegurado o futuro e a qualidade desta Associação.

Banda de Música de Belinho

BMB

Banda de Música de Belinho

Banda de Música de Belinho

Grupo Folclórico de Palmeira de Faro e Ronda de Vila Chã
Folclore no Concelho de Esposende

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Grupo Associativo de Divulgação Tradicional de Forjães
  • Grupo de Cantares e Dançares de S. Paio de Antas
  • Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia
  • Grupo Folclórico de Palmeira de Faro e Ronda de Vila Chã
  • Rancho Folclórico “As Moleirinhas” de Marinhas
  • Rancho Folclórico de Danças e Cantares de Marinhas
  • Rancho Folclórico de Fonte Boa
Grupo Associativo de Divulgação Tradicional de Forjães

O Grupo Associativo de Divulgação Tradicional de Forjães foi fundado em 1995, com o objetivo de pesquisar, preservar e divulgar os costumes etnográficos e tradições do Vale do Neiva, região onde a localidade de Forjães se situa. O grupo tem já um vasto trabalho desenvolvido no campo da revitalização e divulgação do folclore da sua região, tendo atuado já em numerosos festivais, festas e romarias, um pouco por todo o nosso País, e no estrangeiro,  em Itália, Bulgária, e, mais amiudadamente, em França e Espanha, contribuindo para que outros povos entrem em contacto com os costumes e tradições da sua região.

GADTF

Grupo Associativo de Divulgação Tradicional de Forjães

Grupo Associativo de Divulgação Tradicional de Forjães

São suas danças tradicionais o Malhão, Chula, Viras, Cana Verde, entre outras. Entre os usos e costumes, destacam-se as Janeiras, Cantares e danças de romaria. Entre os trajes, refiram-se o dos noivos, mordomas, meia-senhora, lavradeira rica e pobre, padrinhos de casamento, criadas ricas, traje de domingar, traje de romaria, traje de feira, podador, regatão de gado, camponês, lavadeira.

Grupo de Cantares e Dançares de S. Paio de Antas

S. Paio de Antas é, desde há longos anos, uma terra onde a música é parte integrante do dia a dia das suas gentes. Face à inexistência de um Rancho Folclórico que divulgasse para além do canto, as danças e as roupas ligadas aos usos e costumes antigos da freguesia, um grupo de pessoas, resolveu colmatar essa lacuna e nos finais do ano de 2008, a semente foi lançada. A primeira atuação aconteceu no dia 28 de junho de 2009, nas Festas de S. Paio e Senhora das Vitórias. O grupo já realizou várias digressões, de norte a sul do País e à Ilha da Madeira.

GCDSPA

Grupo de Cantares e Dançares de S. Paio de Antas

Grupo de Cantares e Dançares de S. Paio de Antas

Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia

Fundado em 1934, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia é um representante ímpar do folclore da Região do Baixo-Minho. Ligado ao mar e ao sargaço, o folclore, em Apúlia, assume características muito específicas e únicas no litoral português. Aqui, o agricultor-sargaceiro, sempre que o movimento das marés prenuncia a aproximação de uma boa “mareada”, larga toda a sua atividade nos campos e vai para a praia. Mas, por vezes, a espera pelo “assejo” – o momento exato em que o mar arroja a terra as primeiras algas dando lugar, então, ao início da “mareada” – pode ser longa, e há que preencher esses tempos mortos.

A expectativa de mais um dia grande e enriquecedor, torna as pessoas alegres e folgazãs, e todos dão largas à ansiedade que os possui. Logo aparece alguém a tocar concertina, outros cavaquinho, viola, ferrinhos, bombo, reque-reque, e a festa acontece. Homens e mulheres, principalmente os mais novos, juntando-se aos pares, ou em roda, cantam e dançam com a alegria bem característica das gentes da beira-mar. Decorrido algum tempo é necessário prestar atenção ao mar, não vá o lençol de sargaço ter-se já aproximado de terra, e o “assejo” estar iminente. Pára a dança. As mulheres sentam-se, languidamente, na areia da praia; os homens, de pé, observam atentamente o comportamento do mar. Se o lençol de sargaço que se vai formando ao longe ainda demora a aproximar-se da costa, a dança recomeça com a mesma alegria e vigor. Até que, a determinado momento, alguém grita a plenos pulmões “Argaço” – e a festa acaba ali para dar lugar à “mareada” – quatro horas de labuta constante, no afã de ser arrecadado todo o sargaço possível.

Cada homem, munido do “galhapão” ou da “graveta” corre para o mar, enfrenta as vagas, até onde lhe for possível, sem colocar em risco a sua segurança, e vai arrecadando as algas nelas envoltas. A mulher retira o xaile e o chapéu, coloca-os em lugar resguardado, sobre a areia, e aguarda na borda do mar o momento de ajudar o sargaceiro que vem a terra com cada carga de sargaço.

A apanha do sargaço que, como se diz antes, assume em Apúlia características únicas, fez com que o sargaceiro fosse considerado, há longos anos, o ex-líbris do concelho de Esposende.

Em 1934 realizava-se no Palácio de Cristal, no Porto, a “Grande Exposição do Mundo Português”, onde deveriam fazer-se representar as províncias ultramarinas portuguesas e todos os concelhos do País. O concelho de Esposende enviou uma delegação composta por sessenta sargaceiros – trinta homens e trinta mulheres – por considerar a originalidade e autenticidade do traje que, tudo o indica, parece remontar ao período da ocupação da Península pelos romanos, e ainda pela atividade agro-marítima que representava: a apanha do sargaço. E a delegação do concelho de Esposende a todos surpreendeu e encantou, pelo garbo dos homens e pela beleza das mulheres. António Torres, responsável por aquela delegação, decidiu, então, dar-lhe continuidade. E assim foi fundado o “Grupo dos Sargaceiros de Apúlia”.

GSCPA

Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia

Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia

António Torres, à época Presidente da Junta de Freguesia, era um homem dotado para as letras e para a música e, por isso, amante e cioso da cultura tradicional da sua terra, lançou-se com entusiasmo na pesquisa e recolha das danças e cantares ligados a Apúlia e à apanha do sargaço, organizando, assim, o repertório do Grupo Folclórico, e que se mantém até aos dias de hoje, sem alterações nem plágios. Contou, para tal, com a ajuda do Conde de Villas Boas, então comandante do porto de Leixões, e do escritor e etnógrafo esposendense Manuel de Boaventura, dois grandes admiradores de Apúlia e dos Sargaceiros.

Em 1940 foi também fundada por aquele apuliense a Casa do Povo local, onde o Grupo Folclórico foi integrado e passou a designar-se “Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia”. O Grupo é membro efetivo da Federação do Folclore Português e do INATEL.

Para assegurar, na população jovem, o gosto e orgulho por esta cultura própria, existe desde o início do século XXI o Grupo Infantil, com cerca de sessenta crianças, de idades entre quatro e doze anos, e que, em sessões semanais, vão aprendendo, a brincar, os usos e costumes tradicionais ligados à faina do sargaço, as danças e os cantares dos sargaceiros.

Sendo a povoação mais a sul da província do Minho e limite desta com o Douro Litoral, as danças detêm características de transição e revelam afinidades com as terras maiatas. Adotam, aqui, os nomes tradicionais Malhão, Chula, Cana-Verde, Vira, Vareira, Regadinho. Mas nenhuma destas danças se identifica com outras de igual nome dançadas no Minho, no Douro ou nas Beiras. Aqui, os passos de dança dos sargaceiros assemelham-se aos movimentos das ondas do mar, ora rápidas e alterosas, ora calmas e deslizando suavemente. Assim, todas têm dois momentos: enquanto o cantador faz ouvir a sua voz, os dançadores movem-se devagar, em passos suaves, braços ao longo do corpo; quando o cantador se cala, para dar lugar ao coro, ou à música mais intensa, logo os braços se levantam e todos imprimem, então, à dança, celeridade e vigor, tal como o vaivém das ondas do mar em maré viva.

O mar e o sargaço, o amor e a saudade, são uma constante nos cantares dos sargaceiros. Na execução musical predomina o som da concertina, acompanhada dos cavaquinhos, viola braguesa e viola-baixo, ferrinhos, reque-reque e bombo.

Tem-se apresentado por todo o Portugal Continental, Açores e Madeira, e pelo estrangeiro (Brasil, Bélgica, Espanha, França, Luxemburgo e Suíça). É um representante ímpar do folclore do litoral da Região do Baixo-Minho, quer pelas suas danças, quer pelo traje característico. É considerado, quer pelos etnógrafos, quer pela Federação do Folclore Português, um dos grupos de maior autenticidade, pelo que a sua presença se torna requisitada nos maiores festivais de folclore do País.

Manuel de Boaventura, escritor esposendense, escreveu:

“…quando o “assejo” é abondo e o sargaço gordo e reluzente é no árduo trabalho da recolha, o bailado na praia veludinosa, é ainda mais variado, mais álacre, mais movimentado … dançam o Vira do Mar Virado, o Malhão das Ondas Bravas, a Chula da Beira D’água ou o Regadinho Salgadinho, em passes coreográficos – ora suaves como a valsa, ora galopantes e guerreadores, em tremenhos de combate – e a fadiga não é com eles! Trabalham a bailar – bailam e cantam, tal qual os pais e avós cantaram, há dezenas e centenas de anos na salsugem belicheira das águas, as branquetas ensopadas, os suestes a pingar… Mas o corrupio da dança bárbara só pára quando pára o “assejo” porque a fadiga não é com eles!”

Rancho Infantil

Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia, Rancho Infantil

Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia, Rancho Infantil

Grupo Folclórico de Palmeira de Faro e Ronda de Vila Chã

GFPFRVC

Grupo Folclórico de Palmeira de Faro e Ronda de Vila Chã

Grupo Folclórico de Palmeira de Faro e Ronda de Vila Chã

Rancho Folclórico das Moleirinhas de Marinhas

GFMM

Rancho Folclórico das Moleirinhas de Marinhas

Rancho Folclórico das Moleirinhas de Marinhas

Rancho Folclórico de Danças e Cantares de Marinhas

RFDCM

Rancho Folclórico de Danças e Cantares de Marinhas

Rancho Folclórico de Danças e Cantares de Marinhas

Rancho Folclórico de Fonte Boa

O Rancho Infantil de Fonte Boa foi fundado em julho de 1995, pelos professores da Escola Básica do 1º ciclo de Fonte Boa com a colaboração da Associação de Pais Encarregados de Educação. Atuou pela primeira vez em 2 julho de 1995 e tem atuado em diversos eventos e festividades. A partir de 2002, passou para a tutela do Centro de Apoio à Família de Fonte Boa, passando desde então a Rancho Folclórico de Fonte Boa. Atualmente, a direção do Rancho é da responsabilidade de Centro Social Paroquial de Fonte Boa. O Rancho gravou no ano de 2004 o seu primeiro CD, “As Cantigas da Nossa Terra”.

Pertence à região etnográfica do Baixo Minho. São suas danças tradicionais o Vira, Chula, Malhão e Vareira. A tocata inclui concertina, viola, cavaquinho, tambor, reque-reque, ferrinhos. Apresenta os trajes: de noivos (em preto), traje domingueiro, traje de cerimónia, do campo, da viúva com o seu filho, traje dos sargaceiros (porque em Fonte Boa também havia sargaceiros), traje de ferreiro, do camponês pastor e de feira (em castanho). Estes trajes são cópias do que se usava há 150 anos em Fonte Boa. A nível de usos e costumes, apresentam utensílios utilizados no cultivo do milho, centeio e linho, corte da “taborra” e apanha do sargaço. Em termos de representações nacionais, atuou em diversos festivais e festividades de folclore e em Espanha.

RFFB

Rancho Folclórico de Fonte Boa

Rancho Folclórico de Fonte Boa

FOI NOTÍCIA

No Auditório Municipal de Esposende, o Município procedeu, a 11 de junho de 2017, à apresentação do DVD “Esposende e o seu folclore”, trabalho audiovisual que conta com a participação dos oito grupos folclóricos do concelho. Para além de uma representação etnográfica, o DVD inclui danças com o Grupo de Cantares e Dançares de S. Paio de Antas, Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia, Rancho Folclórico de Fonte Boa, Grupo Associativo de Divulgação Tradicional de Forjães, Rancho Folclórico de Danças e Cantares de Marinhas, Rancho Folclórico “As Moleirinhas” de Marinhas, Grupo Folclórico de Palmeira de Faro e Ronda de Vila Chã.

A apresentação decorreu no Auditório Municipal de Esposende, com o espetáculo “Esposende, Minha terra, Meu encanto, Meu eterno amor…”, concebido por Carlos Couto, uma pequena encenação do trabalho produzido com pequenas demostrações do dia-a-dia das gerações de outrora, no campo, nos rios, no monte, no serão, entre outras. De realçar que este espetáculo foi a súmula de todo um trabalho de parceria e partilha de todos os grupos.

Este trabalho surge na sequência da edição, há alguns anos, de um CD com três temas dos grupos folclóricos do concelho então em atividade, visando promover as raízes e tradições concelhias e dar visibilidade ao trabalho dos grupos folclóricos.

Assinalando que “o folclore simboliza a cultura popular e apresenta grande importância na identidade de um povo, de uma nação”, o Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, salientou que “para não se perder a tradição folclórica, é importante que as manifestações culturais sejam transmitidas através das gerações”.

“Por forma a não esquecer a herança que nos foi atribuída por todos os que valorizam a nossa cultura, o Município de Esposende abraçou um projeto de registo de costumes esquecidos tornando-os em memórias vivas, através não só do apoio que tem atribuído a todos os grupos folclóricos do concelho, mas também da edição do DVD ‘Esposende e o seu folclore’”, refere Benjamim Pereira, acrescentando que “de uma forma singela, este trabalho apresenta uma parte do património cultural imaterial que queremos preservar, desde as danças, às atividades, algumas esquecidas e desconhecidas por muitos, como o ciclo do pão, a mareada (apanha do sargaço), as vindimas, as desfolhadas/malhadas, o trabalho na pedra, as lavadeiras do rio e as vivências dominicais”.

O autarca referiu que o Município iá proceder à edição de mais mil exemplares do DVD para oferta aos grupos concelhios, por forma a que a sua venda reverta a favor dos mesmos. A par da apresentação do DVD, realizou-se a exposição “O nosso traje”, resultado da Prova de Aptidão profissional de duas alunas da Escola Profissional de Esposende.

Fonte: Carlos Gomes, Blogue do Minho

Orquestra da Costa Atlântica
Agrupamentos do Concelho de Esposende
  • Orquestra da Costa Atlântica

A Orquestra da Costa Atlântica é um agrupamento musical sinfónico que mantém uma programação regular desde 25 de março de 2015, data em que se apresentou pela primeira vez em concerto. Constituída por um efetivo de sessenta instrumentistas profissionais, a Orquestra da Costa Atlântica pode ser reduzida ou expandida de acordo com as especificidades de cada programa de concerto. Desta forma, a orquestra pode interpretar um amplo repertório, que se estende do Barroco até à música contemporânea, bailados, óperas ou bandas sonoras de filmes, assegurando uma intensa e versátil atividade artística.

Através da atividade concertística e da criatividade dos programas que apresenta, a orquestra cumpre uma função descentralizadora no acesso das pessoas à música erudita. Contribui ainda para a captação e formação de novos públicos, e gera um indiscutível valor cultural e social para as comunidades e território onde se apresenta. Tem como diretor artístico e maestro titular Luis Miguel Clemente.

OCA

Orquestra da Costa Atlântica

Orquestra da Costa Atlântica

André Pires Costa, guitarrista, de Esposende
Músicos naturais do Concelho de Esposende

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e a música do Concelho.

André Pires Costa

Nascido a 16 de Setembro 1992 em Fão, André Pires Costa teve o seu primeiro contacto com a guitarra aos 12 anos. Porém só em 2006, aos 14 anos, começou os estudos com Jorge Casimiro Silva.

Licenciado em Música pela Universidade do Minho, completou o último ano da Licenciatura em 2014 na National Academy of Music “Pantcho Vladigerov” em Sófia, Bulgária, ao abrigo do programa ERASMUS.

Frequentou estágios e cursos de aperfeiçoamento técnico e interpretativo com Leo Brouwer, Mak Grgic, Dejan Ivanovic, Rossen Balkansky, Paulo Vaz de Carvalho, Ricardo Barceló, Marco Cianchi e Ilda Coelho. Frequentou ainda Workshops e aulas privadas de Improvisação e Jazz com Barry Harris, Jonathan Kreisberg, Carlos Mendes, Nuno Ferreira, Alessandro Penezzi, Gonçalo Pereira e Paulo Gaspar.

André Pires Costa, guitarrista, de Esposende

André Pires Costa, guitarrista, de Esposende

Paralelamente desenvolveu o seu conhecimento de música popular latina e africana com Sandro Pimentel Barros e orquestração com o flautista e maestro Rúben Henriques.

É mestre em Ensino de Música pela Universidade do Minho desde 2016 com a dissertação “Estudo de padrões de digitação de escalas. Uma estratégia para promover o domínio do diapasão da guitarra clássica no ensino artístico especializado”.

Em 2017 André Pires Costa estudou canto, improvisação e composição com Fernando Girão. Desde 2018, com Mariana Melo, é um dos membros fundadores do grupo “La Vie en Swing”, projeto dedicado à música francesa com temas típicos da “chanson” e do swing mais clássico emergente nos anos 20.

Tem obras e arranjos seus editados pela AVA Editions e pela Sheet Music Plus. Leciona as disciplinas de Guitarra Clássica, Classe de Conjunto e Música de Câmara na Academia de Música de Costa Cabral.

Diogo Zão

Diogo Zão iniciou estudos musicais na Escola de Música de Esposende. Concluiu o curso complementar de piano no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian – Braga, na classe de Fátima Abreu, e o curso complementar de órgão no Conservatório de Música do Porto, na classe de Paulo Alvim, prosseguindo estudos superiores no âmbito da Música Antiga, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto, estudando cravo com Ana Mafalda Castro. Em contexto de masterclass, nos âmbitos do Órgão e da Música Antiga, trabalhou com Lionel Roog, Joseph Uriol, Daniel Roth, Ketil Haugsand, Richard Gwilt, Ranee Zipperling, entre outros. Como organista, realizou serviço litúrgico, de forma regular, na Igreja da Lapa (Porto) e na Igreja Matriz de Esposende.

Desempenha funções de pianista acompanhador na Academia de Música de Viana do Castelo, destacando-se o trabalho realizado no âmbito do projeto coral VianaVocale (Coro de Câmara, Coro Sinfónico e Coro Júnior). Desenvolve o mesmo trabalho com o Coro de Pequenos Cantores de Esposende, o Coro Ars Vocalis, o Coro CouraVoce e com outras formações corais do norte do país. É membro fundador do ensemble Cuore Armonico, que se dedica ao repertório renascentista e barroco. Integra ainda o Alto Minho Ensemble. Tem-se apresentado em concerto com diversas formações, tendo a oportunidade de trabalhar com maestros e diretores corais como Lluís Villa, Jonathan Ayerst, Jorge Matta, Vítor Lima, Filipe Veríssimo, Barbara Francke, José Eduardo Gomes, Helena Venda Lima, Julián Lombana, Ernst Schelle, Javier Viceiro, entre outros.

Diogo Zão

Diogo Zão, cravista e organista, de Esposende

Diogo Zão, cravista e organista, de Esposende

Foi intérprete na estreia de obras dos compositores Fernando Lapa, Osvaldo Fernandes, Sérgio Azevedo, Paulo Bastos, Carlos Azevedo, Telmo Marques, Eurico Carrapatoso, Mário Laginha e António Pinho Vargas. Gravou discos com o Coro de Pequenos Cantores de Esposende, o Coro Ars Vocalis e o ensemble Capella Duriensis. É licenciado em Psicologia, pela Universidade do Minho, desempenhando funções públicas na área da Educação no Município de Esposende.

Helena Venda Lima

Helena Venda Lima iniciou os estudos musicais na Escola de Música de Esposende, passando pelo Conservatório Calouste Gulbenkian de Braga. Licenciou-se em Música – Direção Coral na Universidade do Minho. É docente na Escola de Música de Esposende, destacando-se ainda o trabalho como diretora do Coro de Pequenos Cantores de Esposende e do Coro Ars Vocalis desde a sua formação. Trabalhou direção coral e canto com Vítor Lima, Jorge Matta, Jacier Viceiro, Lluis Vila, Henrique Piloto, Álvaro Cassuto, Johann Skudlick, Martin Baker. Em 2013, frequentou o curso de aperfeiçoamento em Direção Coral da Associação Britânica de Diretores Corais com Jo Mcnally e Neil Ferris.

Helena Venda Lima

Helena Venda Lima, maestrina, de Esposende

Helena Venda Lima, maestrina, de Esposende

Desde 2010, assume a organização de classes de aperfeiçoamento dedicadas à prática coral trazendo a Portugal nomes de referência da direção coral infantil, como Lluís Vila (Escola Superior de Música de Barcelona), Anita Morrinson (Catedral de Westminster) e Jo Macnally (Associação Britânica de Diretores Corais). Finalizou o mestrado em Ensino de Música da Universidade Católica Portuguesa, dedicando a sua investigação à Prática Coral no Curso Básico. Hoje procura dedicar a sua ação artística e pedagógica ao enraizamento de uma escola coral portuguesa com base na educação coral infantil, estruturada a partir da língua portuguesa e do património musical português, presente e futuro.

Rita Venda
Rita Venda soprano, de Esposende

Rita Venda soprano, de Esposende

A soprano Rita Venda é natural de Esposende. Após formação inicial em Canto no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, prosseguiu estudos na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto, na área da Música Antiga. De forma mais continuada ou em classes de aperfeiçoamento, tem trabalhado interpretação vocal e performance, ao longo do seu percurso, com Jill Feldman, Peter Harrison, Gislaine Morgan, Anita Morrison, Rui Taveira, Oliveira Lopes, Fernanda Correia, Laura Sarti e Magna Ferreira.

Trabalhou com maestros e intérpretes como Paul Hillier, Andrew Bisantz, Álvaro Cassuto, Baldur Brönnimann, Cesário Costa, Christoph König, Filipe Carvalheiro, Filipe Veríssimo, Gregory Rose, James Wood, Joannes Skudlik, Jorge Matta, Kaspars Putniņš, Laurence Cummings, Marco Mencoboni, Michael Sanderling, Nicolas Fink, Nils Schweckendiek, Olari Elts, Lluís Villa, Peter Rundel, Simon Carrington, Paul McCreesh, Sofi Jeannin, Gerhard Doderer, Jonathan Ayerst, Martin Parr, Richard Gwilt, Massimo Mazzeo, Pedro Sousa Silva, Hugo Sanches, entre outros.

Integrou ou atuou com agrupamentos como Portogalante Ensemble, Grupo Vocal Olissipo, Orquestra Divino Sospiro, O Bando do Surunyo, Concerto Renascentista Sesquialtera, Alto Minho Ensemble, Coro de Câmara da Universidade do Minho, Coro Polifónico da Igreja da Lapa, Orquestra Sine Nomine, Orquestra da Universidade do Minho, Orquestra do Norte, Orquestra Clássica do Centro, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Barroca Casa da Música e Remix Ensemble Casa da Música. Integra, desde a sua fundação, o Coro Casa da Música e o ensemble vocal Capella Duriensis, com o qual realizou diversas gravações para a RDP Antena 2 e para a European Broadcasting Union, tendo estado em residência artística nas catedrais de Bristol e Wells. Gravou com este ensemble três discos de polifonia portuguesa, dois dos quais para a editora multinacional Naxos.

É membro fundador do ensemble Cuore Armonico, que se dedica ao repertório renascentista e barroco. Participou no Festival de Música Antiga de Úbeda y Baeza (Espanha), no Festival Haendel, em Londres, no Festival Tenso Days, em Marselha, no Fringe Festival, em Utrecht (Holanda), no Festival de S. Roque, em Lisboa, no Festival Cistermúsica, entre outros. Como solista, tem interpretado repertório desde o período renascentista até música contemporânea, destacando-se a performance no âmbito da música antiga sob práticas historicamente informadas.  No âmbito da música de câmara coral, participou em diversas estreias mundiais.

Igreja Matriz de Esposende
Órgãos de tubos do concelho de Esposende [2]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz de Apúlia

[ Igreja Paroquial ] [ São Miguel ]

A atual Igreja Paroquial de Apúlia, de invocação a S. Miguel, data de 1945. Substituía uma anterior que havia sido reformulada entre 1696 e 1700. A atual construção reflete o gosto da época pelo revivalismo por certos pormenores de anteriores estilos, misturando-se num neo-ecletismo, sóbrio, por vezes elegante.

Fonte: Caminho Português da Costa

Igreja Matriz de Esposende

[ Igreja Paroquial ] [ Santa Maria dos Anjos ]

Igreja Matriz de Esposende

Igreja Matriz de Esposende

Remonta a 1566 a primitiva ermida, dedicada a Nossa Senhora da Graça. Em 1758 a ermida terá dado lugar à nova igreja, remodelada para matriz da Vila de Esposende, dotada de altar-mor e nave principal abobadada, com sacristia, altares laterais, dois púlpitos e duas torres sineiras, tomando a invocação a Santa Maria dos Anjos, padroeira de Esposende. Entre 1885 e 1896 foi ampliada a igreja e melhorada a fachada, sendo erguida ao gosto neoclássico de três corpos. Desta obra resulta a instalação do órgão de tubos. Em 1968 a torre sineira foi dotada de um relógio. No interior destaque para os vitrais, os painéis azulejares, o coro e a pia batismal.

Fonte: Caminho Português da Costa

Órgão da Matriz de Esposende

Órgão da Igreja Matriz de Esposende

Órgão da Igreja Matriz de Esposende

Localização

Órgão da Igreja Matriz de Esposende

Órgão da Igreja Matriz de Esposende

Perspetiva frontal

Órgão da Igreja Matriz de Esposende

Órgão da Igreja Matriz de Esposende