Artigos

António Augusto Sim Sim, chocalheiro, de Estremoz, créditos Diário Campanário
Património Cultural Imaterial de Estremoz

A arte chocalheira

A arte chocalheira é uma arte portuguesa que compreende a arte e ofício do fabrico e manutenção dos chocalhos artesanais. O método de fabricação do chocalho é Património Imaterial da Humanidade desde 2015, mas corre risco de deixar de existir.

Os chocalhos artesanais são primordialmente usados no pescoço dos animais no campo por forma a que os pastores saibam onde se encontra o gado, minimizando a perda ou descaminho de animais, há também hoje quem os procure como adorno decorativo.

António Augusto Sim Sim, mormente conhecido por Galila, é um dos últimos artesãos desta arte, que mantém a herança de família do fabrico artesanal de chocalhos em Estremoz na Casa Galileu, há três gerações. Esta casa conta mais de cem anos de existência aberta ao público.

Fonte: Diário Campanário, 18 maio 2021

António Augusto Sim Sim, chocalheiro, de Estremoz, créditos Diário Campanário

António Augusto Sim Sim, chocalheiro, de Estremoz, créditos Diário Campanário

Rancho Folclórico As Azeitoneiras
Folclore em Estremoz

Grupos etnográficos, história e atividades no Concelho

  • Região: Alentejo – Alto Alentejo
  • Distrito: Évora
  • Concelho: Estremoz

02 grupos

  • Orquestra Típica Alentejana de Estremoz e seu Rancho Folclórico
  • Rancho Folclórico «As Azeitoneiras» de São Bento do Cortiço
Orquestra Típica Alentejana de Estremoz e seu Rancho Folclórico

Na década de 1950, foi criada em Estremoz a Orquestra Típica Alentejana, conjunto instrumental onde predominavam as cordas. Como complemento a orquestra, nas suas atuações, fazia-se acompanhar por um grupo folclórico. Para além dos bailadores, pontificava um dos manos Graça Seco com as suas décimas (Ai passarinhos, passarinhos).

OTA e seu RF

Orquestra Típica Alentejana de Estremoz e seu Rancho Folclórico

Orquestra Típica Alentejana de Estremoz e seu Rancho Folclórico

OTA e seu RF

Orquestra Típica Alentejana de Estremoz e seu Rancho Folclórico

Orquestra Típica Alentejana de Estremoz e seu Rancho Folclórico

Rancho Folclórico As Azeitoneiras

A 12 Km da cidade de Estremoz, São Bento do Cortiço fica é uma bonita aldeia rodeada por olivais, com o seu casario caiado de branco, com becos muito pitorescos, ruas limpas e gente simpática. O seu rancho folclórico foi fundado em 1983.

O grupo iniciou a sua representação de folclore com a formação de uma oliveira, em redor da qual os pares cantam e dançam saias, enquanto outros “avarejam” e procedem à apanha da azeitona. Destaca-se a bandeira do acabamento da azeitona, ornada com o ouro que nesse dia as raparigas exibiam, tornando ainda mais belo o trajo.

Acompanhados pelos sons do acordeão, tambor, pandeiretas, castanholas, ferrinhos e reco-reco, os componentes espalham a sua alegria cantando e dançando saias.

As saias, cantadas e tocadas noutras regiões do País atingem aqui, como em todo o Alto Alentejo, um ponto culminante da sua representação; ainda as danças de roda, mazurca, chotice, fitas trocadas, valsa e três passinhos fazem parte das recolhas efetuadas em São Bento do Cortiço.

Os elementos vestem trajos do primeiro quartel do século XX: trabalho (azeitoneiros, feitor, mulher do monte, ganhão, aguadeiro e pastor), domingueiro, lavradores abastados e padrinhos de casamento.

O grupo planifica e desenvolve diversas ações ao longo do ano, em colaboração com as Autarquias e com outras entidades. Procura manter-se fiel aos princípios que presidiram à sua criação: divulgar as raízes culturais, preservar os usos, costumes e tradições, apoiar os jovens e a população em geral, na ocupação de tempos livres, de forma lúdica, saudável e, ao mesmo tempo, cultural. É filiado no INATEL e membro da Associação de Folcloristas do Alto Alentejo.

Rancho Folclórico As Azeitoneiras

Rancho Folclórico “As Azeitoneiras”

Fontes do Musorbis Folclore:

A “Lista dos Ranchos Folclóricos” disponível na Meloteca e a informação nesta plataforma resultam de uma pesquisa aturada no Google e da nossa proximidade nas redes sociais. Foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos de modo a facilitar a leitura.

Orfeão Tomaz Alcaide
Coros de Estremoz

Grupos e atividades corais no Concelho

Orfeão Tomaz Alcaide

O Orfeão Tomás Alcaide foi criado para promover a arte, a cultura e a filantropia sem aceção de ideias, credos, políticas e classes sociais. “Em 1927 e 1928 já os jornais locais o referiam como aspiração, principalmente do maestro da banda da Sociedade Filarmónica Artística Estremocense, mais conhecida e reconhecida por Banda Municipal ou “União”.

O ilustre maestro José António de Lima chegou a tentar, em 1928, organizar uma agremiação deste género, e sob o pretexto de ser construído um Salão de Festas, apresentou no Teatro Bernardim Ribeiro não só uma récita de amadores da sociedade de Estremoz mas também algumas comédias e monólogos. No entanto, os apoios de que parecia usufruir acabaram por defraudá-lo e a organização de um orfeão na cidade branca ficaria adiada.

No ano de 1930, com a chegada à presidência da Sociedade Filarmónica Artística Estremocense de Artur Augusto Assunção, tudo mudou. Uniu-se então ao Maestro José António de Lima que desde logo manifestou a sua inteira disponibilidade para colaborar como regente do Orfeão de Estremoz. Em 16 de março desse ano, numa reunião organizada para o efeito, tudo ficou oficializado com a óbvia anuência de todos os sócios da Sociedade Filarmónica Artística Estremocense presentes. Nesse mesmo encontro foi apresentada por Artur Augusto Assunção, a primeira Direcção do Orfeão de Estremoz que foi aprovada pelos sócios e que era composta por Joaquim Andrade Pimenta, Joaquim António Chouriço e Prudêncio Pimentão Ruivo.

Os ensaios para a sua apresentação ao público estremocense iniciaram-se quase de seguida. No entanto, como o espetáculo tinha sido idealizado com a apresentação de alguns atos de variedades, tornou-se imprescindível a criação de uma Comissão Artística que trabalhasse a parte cénica.

OTA

Orfeão Tomaz Alcaide

Orfeão Tomaz Alcaide

Encontro Internacional de Coros de Estremoz

Em 2019, a Igreja dos Congregados recebeu, no dia 26 de outubro, o 29.º Encontro Internacional de Coros de Estremoz. Integrado no 89.º Aniversário do Orfeão Tomaz Alcaide, o evento contou com a atuação do coro anfitrião, Orfeão de Estremoz Tomaz Alcaide e com os convidados, Coral e Santa Cecília (Espanha) e o Coro do Município de Benavente. A iniciativa foi uma organização do Orfeão Tomaz Alcaide, com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz, da União das Freguesias de Estremoz (Santa Maria e Santo André), da Paróquia de Santo André de Estremoz e de várias empresas locais.

Encontro de Grupos de Cantares de Academias e Universidades Seniores

Em 2019, o Parque de Feira e Exposições de Estremoz, tinha recebido 23 de março, sábado, mais uma edição do Encontro de Grupos de Cantares de Academias e Universidades Seniores. Centenas de pessoas deslocaram-se aquele espaço para assistir à atuação da Tuna Sénior de Estremoz e de mais duas tunas seniores convidadas, transformando assim este evento num “um intercâmbio entre a Tuna Sénior de Estremoz e as Tunas do Barreiro e de Montemor, não é a primeira vez que acontece um encontro deste género, estes encontros são realizados noutras localidades organizados por outras tunas, e portanto estamos muito contentes por este ano organizarmos aqui no concelho de Estremoz”, explicou a Vereadora do Município de Estremoz, Márcia Oliveira. A autarca acrescentou ainda que

“é mais uma das muitas iniciativas que a Academia Sénior de Estremoz vai dinamizando e tenho sempre oportunidade para referir, que a nossa academia é uma das mais dinâmicas do país, temos 20 disciplinas, vamos desde a barrística, passamos pelo Yoga, Alemão, temos Revista à Portuguesa, dois grupos de Cantares, portanto estamos todos contentes com a dinâmica que a academia tem, é uma dinâmica crescente e este encontro é prova disso.”

Sociedade Filarmónica Lusitana de Estremoz
Filarmónicas de Estremoz

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

  • Sociedade Filarmónica Artística Estremocense
  • Sociedade Filarmónica Lusitana de Estremoz
  • Sociedade Filarmónica Veirense
Sociedade Filarmónica Artística Estremocense

A Sociedade Filarmónica Artística Estremocense foi fundada em 11 de agosto de 1871. Desde o primeiro momento, a sua principal atividade foi na música filarmónica com a constituição e manutenção da Banda Filarmónica. O seu primeiro fardamento foi estreado em 1891, custeado pelos músicos filarmónicos a partir de atuações realizadas em diversos eventos. Foi-lhe conferido, pela Comissão Administrativa Municipal de Estremoz, em 1926, o título de Banda Municipal, tendo-lhe sido entregue uma fita com as armas de Estremoz para o estandarte. Foi galardoada com a Medalha de Dedicação da Cruz Vermelha Portuguesa em 1929. É Sócia Benemérita da Liga dos Combatentes desde 29 de setembro de 1955. É associada do INATEL, da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto e da Federação de Bandas Filarmónicas do Distrito de Évora.

Tem sido ponto de encontro de gerações e gerações de estremocenses, sendo de salientar a fundação, no seu seio, do Orfeão de Estremoz “Tomaz Alcaide” em 1930 e a Orquestra Típica Alentejana e o seu Rancho Folclórico em 29 de Setembro de 1955. Na lira do seu estandarte encontram-se testemunhos e recordações das várias localidades visitadas pela Banda Filarmónica, desde o Norte ao Algarve, passando pela Região de Lisboa, por todo o Alentejo e pela Extremadura (Espanha). Para além da participação nas Marchas Populares e noutros eventos locais, tem colaborado desde sempre no Carnaval de Estremoz.

SFAE

Sociedade Filarmónica Artística Estremocense

Sociedade Filarmónica Artística Estremocense

A coletividade conta atualmente com 200 associados e mantém em funcionamento a Banda Filarmónica, constituída por 40 músicos com idades entre os 10 e os 68 anos. Tem igualmente em atividade uma Banda Juvenil, cuja primeira apresentação pública se realizou em 2006. A Escola de Música encontra-se a funcionar em pleno, contando com 48 alunos, sendo a respetiva formação ministrada por 4 professores de diversas áreas.

Sociedade Filarmónica Lusitana de Estremoz

A Sociedade Filarmónica Lusitana de Estremoz foi fundada a 25 de agosto de 1840, quando ostentava no seu nome o título de “Real”. A escola da Lusitana conta atualmente com uma dezena de jovens aprendizes, que recebem lições gratuitas, ministradas por músicos que integram a banda e pelo maestro Luís Ferreira de Matos, sendo que não recebem qualquer remuneração. A filarmónica – nascida a partir da extinta Banda Marcial do Batalhão de Voluntários de Estremoz da Senhora D. Maria II conta com um total de 30 músicos – conta, na sua composição, com uma maioria de jovens com idades entre 15 e 30 anos.

Sociedade Filarmónica Lusitana de Estremoz

Sociedade Filarmónica Lusitana de Estremoz

O nome “Luzitana” surgiu em 1875 e, em janeiro de 1894, por despacho da Direção Geral da Administração Política e Civil do Ministério dos Negócios do Reino, D. Carlos distinguiu-a com o galardão de “Real” – denominação que viria a perder com o fim da monarquia em 1910. No mesmo ano, o monarca foi eleito seu presidente honorário. Na época, a filarmónica deslocava-se regularmente ao Paço Ducal de Vila Viçosa para animar festas e jantares com a presença do rei D. Carlos.

A Federação Portuguesa das Coletividades de Cultura e Recreio classifica-a como a banda filarmónica mais antiga de Portugal com atividade ininterrupta e esta coletividade já foi agraciada com a medalha de ouro de Instrução e Arte e com a medalha de Mérito Municipal.

SFL

Sociedade Filarmónica Lusitana de Estremoz

Sociedade Filarmónica Lusitana de Estremoz

Sociedade Filarmónica Veirense

Em 1870 deu-se a primeira aparição pública e oficial da Banda de Música da Sociedade Filarmónica Veirense sob a regência do professor primário e seu primeiro maestro Joaquim Paulo de Albuquerque. Foi José Maria Cortes, seu fundador e grande latifundiário residente na Vila de Veiros que, em 1869, deu início a ao processo.

Os executantes desta banda pertenciam às mais variadas profissões. O esforço levado a cabo por estes homens no sentido de conciliar o seu trabalho e a aprendizagem da música foi meritório não só porque possuíam uma fraca e, por vezes, inexistente formação escolar, mas também porquanto viviam numa época de grande agitação política e social.

Muitos foram os que contribuíram para manter a coletividade, com destaque para o benemérito e continuador da obra do seu tio, José Mota de Matos Cortes. A banda da Sociedade Filarmónica Veirense manteve ininterrupta a sua atividade musical ao longo da História. Participou em inúmeros encontros de bandas, corridas de touros, festividades religiosas e profanas, cerimónias oficiais, intercâmbios e algumas participações em Espanha.

Desempenhando uma prestimosa função nas áreas da cultura artística e recreativa, que muito valoriza a terra e a cultura musical da região, em geral, a Banda de Música da Sociedade Filarmónica Veirense conta com um quadro efetivo de 55 músicos. Em 1981 passou a ser dirigida pelo Maestro Francisco António Bagorro Lopes. Além da banda, a S. F. V. conta com uma Escola de Música, frequentada por 40 alunos.

Monumento ao tenor Tomás Alcaide, Estremoz, Portugal
Sugestões de património edificado

para uma rota musicoturística no Concelho de Estremoz

Monumento ao tenor Tomás Alcaide, Estremoz, Portugal

Monumento ao tenor Tomás Alcaide, Estremoz

Tomás de Aquino Carmelo Alcaide foi um cantor lírico português de renome internacional.

Nasceu em Estremoz a 16 de fevereiro de 1901 e morreu em Lisboa a 9 de novembro de 1967. A estátua, da autoria do escultor Domingos Soares Branco, foi inaugurada por Mário Soares como Presidente da República em 1987. Nesta obra escultórica aparece-nos representado com um traje renascentista. A 12 de dezembro de 2011, o município outorgou postumamente a Tomás Alcaide o título de Cidadão Honorário e a Medalha de Ouro da Cidade. Existem ruas com o nome do tenor em Lisboa e Seixal.

Músicos naturais de Estremoz

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Matilde Cid

Matilde Cid nasceu em Estremoz e cresceu no seio de uma família ligada à música. Os serões familiares eram passados a tocar viola, piano e a cantar. O pai era fã de jazz, blues e bossa-nova, a mãe, de fado. Através da mãe, o fado veio a tornar-se a sua música de eleição. Naturalmente começou a cantar, primeiro nos cafés de Estremoz e mais tarde em Évora, em simultâneo com a vida universitária. Mais tarde, deslocou-se para Lisboa, onde encontrou a verdadeira essência do fado no ambiente boémio das casas de fado da capital.

Matilde Cid

Matilde Cid, fadista, de Estremoz, créditos Luís Carvalhal / Museu do Fado

Matilde Cid, fadista, de Estremoz, créditos Luís Carvalhal / Museu do Fado

Maria João Quadros convidou-a a integrar o elenco residente de A Casa da Mariquinhas (que já fechou) em Alcântara, mas também cantou nas conhecidas Mesa de Frades, Senhor Vinho, Associação do Fado Casto, entre outras. Em novembro de 2014, João Braga convidou-a para participar no seu concerto no Teatro São Luiz, onde a apresentou como uma das novíssimas vozes do fado a não perder de vista nos tempos mais próximos.

Participou, em 2014, 2015 e 2016 no festival de Fado Caixa Alfama e Caixa Ribeira. Em 2016 teve o seu primeiro concerto a solo no CCB e outro no Festival Caixa Alfama. No dia 17 de maio de 2019, Matilde apresentou-se no Museu de Lisboa – Santo António, integrado no programa “Fados Para Santo António”, onde arrepiou todos aqueles que tiveram oportunidade de estar presentes! Matilde editou o seu primeiro disco no estúdio Tejo Music Lab de Diogo Clemente, produzido pelo mesmo, tendo o Museu do Fado como editora, com apresentação de alguns dos novos temas no Museu da Marioneta a 18 de setembro 2019.

Dona de uma voz carismática e melodiosa, Matilde Cid apresenta espetáculos cativantes, envolvendo o público numa atmosfera de elegante intimidade e forte presença, ao mesmo tempo que o tem conquistado pela sua genuína simpatia. O álbum de Matilde Cid foi nomeado para o prémio “Melhor Disco de Fado” da edição de 2020 dos prémios PLAY – Prémios da Música Portuguesa.

HISTÓRIA DA MÚSICA

Tomaz Alcaide
Tomaz de Aquino Carmelo Alcaide, distinto tenor português, nasceu a 16 de Fevereiro de 1901 em Estremoz, cidade onde passou a sua infância, e faleceu em Lisboa em 1967.

Aos 11 anos e já em Lisboa, Alcaide ingressou no Colégio Militar a fim de prosseguir os  estudos académicos, findos os quais entra para o Regimento de Lanceiros 2 e realizou as cadeiras preparatórias para o curso de medicina da Escola Politécnica, o qual viria a frequentar apenas durante um ano.

Entretanto em pequenas tertúlias de carácter íntimo, revelou a sua voz de belo timbre e a conselho de alguns amigos e de alguns críticos, decidiu dedicar-se à carreira lírica. Neste sentido iniciou as suas lições de canto, primeiro com o professor italiano Alberto Sarti e posteriormente com o barítono D. Francisco de Sousa Coutinho, famoso sobretudo pelo seu papel em “Falstaff”.

Após a sua primeira apresentação pública realizada no Teatro Bernardim Ribeiro em Estremoz, Alcaide prosseguiu os estudos vocais com a célebre meio-soprano italiana de finais do século XIX, Eugenia Mantelli, que lhe proporcionou não só uma sólida preparação musical como também o iniciou em alguns dos papéis mais apropriados para a sua voz, como o de Rodolfo, Fausto ou Duque de Mântua.

Enquanto estudante Alcaide colaborou regularmente em vários saraus, récitas e concertos. Entre eles contam-se apresentações no Club Estefânia, no Teatro Nacional de S. Carlos, no Teatro Espanhol de Madrid, no Coliseu de Lisboa, no Casino Peninsular da Figueira da Foz e no Teatro Municipal do Funchal.

Leia AQUI a biografia completa.

Tomás Alcaide

Tomás Alcaide, tenor, de Estremoz

Tomás Alcaide, tenor, de Estremoz

Órgãos de tubos do concelho de Estremoz [2]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja do Convento de São Francisco de Estremoz

Igreja de São Francisco, Estremoz

Igreja de São Francisco, Estremoz

Edifício de arquitetura religiosa gótica, renascentista, barroca, neste convento franciscano se encontram a capela de D. Fradique renascentista; altar-mor de talha barroca e frontaria setecentista. No braço S. do transepto, retábulo com árvore de Jessé em talha polícroma. A capela tumular de D. Fradique de Portugal, aparatosa, ostenta um pórtico plateresco de nítida influência do protorenascimento castelhano – flamengo. Os pináculos, janelas maineladas e estrutura interior aparentam obra notável do ciclo quatrocentista da Batalha. A estrutura arquitetónica e os elementos de decoração interior parecem do séc. XV pleno ou inicial. O pórtico interior renascentista do ciclo flamengo – plateresco, é provavelmente execução tosca e mal interpretada de desenho enviado de Espanha por Dom Fradique, com trabalho de lavor medíocre nos pormenores escultóricos. Túmulo de Esteves da Gata é característico do ciclo tumular trecentista da Catedral de Évora, que tem por protótipo o do Bispo Dom Pedro IV, no Claustro Catedral. É um dos mais antigos da Ordem em Portugal, fundador de um estilo chão do gótico português de inspiração monástica, que tanto influenciou a arquitetura religiosa em Portugal.

Fonte: Monumentos

Órgão de armário com portadas abertas

Órgão da Igreja do Convento de São Francisco

Órgão da Igreja do Convento de São Francisco

Órgão histórico [ I; 2(4+4) ] construído por Manoel Francisco Coelho Guimarães em 1790, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, com sede em Esmoriz, opus 26, restauro executado em 1999.

Igreja do Convento de Nossa Senhora da Consolação

Igreja do Convento de Nossa Senhora da Consolação

Igreja do Convento de Nossa Senhora da Consolação

Quando em 1669 o príncipe regente D. Pedro autorizou a fundação de um convento da Ordem dos Agostinhos Descalços em Estremoz, teve início um processo moroso e algo difícil para a implantação da ordem. Sabe-se que Agostinhos chegaram a Estremoz em 1671 e que terão tido algumas dificuldades até encontrarem o local para se sediarem, em dependências da Irmandade do Espírito Santo. Apesar das obras de melhoramento levadas a cabo pela Irmandade, só nos inícios do século XVIII o edifício foi alvo de grandes trabalhos arquitetónicos, durante o final do reinado de D. Pedro II mas sobretudo, durante o reinado do Rei Magnânimo, D. João V. No exterior, destaca-se a sóbria fachada da igreja e do convento, de uma arquitetura barroca de inícios de Setecentos. Na fachada da igreja, são de assinalar os dois anjos a venerar a cruz, bem como o cronograma sobre o portal indicando a data de conclusão da igreja, 1719. O interior encerra um conjunto artístico fenomenal, constituindo um dos mais importantes edifícios barrocos existentes no concelho de Estremoz. Do ponto de vista artístico, a igreja destaca-se pela beleza dos retábulos dos altares, os painéis de azulejos atribuídos a António de Oliveira Bernardes (um dos pintores mais conhecidos do barroco), do órgão joanino em talha dourada e amosaicada, os diversos conjuntos de azulejos de “figura avulsa” das diferentes salas do convento.