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A Tertúlia do Cante Alentejano em Évora

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Eu hei-de-dar ao Menino

A 6 de janeiro de 2020, o Tribuna Alentejo informava que nesse dia, Dia de Reis, em Évora, se cantavam as Janeiras pelos seus bairros e centro histórico. As canções e músicas tradicionais da quadra iriam ecoar através das vozes dos grupos corais e instrumentais do concelho nas ruas, largos e praças da cidade Património Mundial a partir das 18 horas, culminando as atuações, na Praça do Sertório, pelas 20 horas. O lume de chão concluiria o evento.

Nesse ano a iniciativa foi protagonizada por 17 grupos corais, polifónicos, instrumentais e pela Banda Filarmónica “Liberalitas Julia”, numa organização da Câmara Municipal de Évora e das Uniões das Freguesias de Évora (Centro Histórico), de Bacelo e Senhora da Saúde, da Malagueira e Horta das Figueiras e da Junta de Freguesia de Canaviais.

Grupos instrumentais
  • Grupo Instrumental de Acordeões da ARPIC
Grupo União e Recreio Azarujense
Filarmónicas de Évora

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Associação Filarmónica Liberalitas Julia de Évora – Canaviais
  • Banda da Associação Filarmónica 24 de Junho de São Miguel de Machede
  • Banda Filarmónica da Casa do Povo de Nossa Senhora de Manhede
  • Banda Filarmónica do Grupo União e Recreio Azarujense
Banda da Associação Filarmónica 24 de Junho de São Miguel de Machede

A Banda da Associação Filarmónica 24 de junho de São Miguel de Machede foi fruto de uma Escola de Música formada em 1981 por iniciativa da direção que dirigia na altura os destinos da Casa do Povo de São Miguel de Machede, tendo como professor António Sardinha, que veio a ser também o Maestro da Banda durante largo período de tempo. Apresentou-se em 19 de setembro de 1981, só com músicos oriundos da Escola de Música. A Escola de Música tem tido um contributo benéfico para a Banda, porque é dela que vão saindo os novos músicos, tendo alguns ingressado em bandas militares.

A Banda realizou numerosas atuações por todo o país e uma em Espanha. Participou em festas tradicionais, cerimónias oficiais, encontros de bandas, concertos e festivais taurinos. É formada por 4 dezenas de elementos, com idades entre os 13 e os 50. Os maestros que a têm dirigido foram: António Sardinha, António João Redondeiro Painha, Andrelino José Rato, José Florindo, Inácio Galego Miranda. Desde 2003 é seu maestro Eduardo Correia.

Banda Filarmónica da Casa do Povo de Nossa Senhora de Manhede

A Banda Filarmónica da Casa do Povo de Nossa Senhora de Machede foi fundada em 1907, tendo sido integrada na Casa do Povo apenas em 1940. Foi graças ao empenho e determinação de sócios e dirigentes da antiga coletividade União Instrutiva e Recreativa Machedense que se formou a Banda. Até 1910, o 1º de Dezembro era considerado o seu dia festivo, mas a 4 de outubro de 1911, a banda abriu as festas de comemoração do 1º aniversário da implantação da República, passando o seu aniversário a ser festejado nesta data.

Desde a fundação até 1939, a banda passou por dificuldades em adquirir instrumentos, fardamentos e outros acessórios necessários, mas foi mantendo a sua atividade. Em 1939 atravessou um período mais complicado, quando ocorreu um acidente com um carro de tração animal que transportava os instrumentos musicais, o que provocou danos complicados de superar e obrigou a banda a cessar a atividade.

Com a implementação das Casas do Povo criadas durante o Estado Novo, Nossa Senhora de Machede passou a ter também uma Casa do Povo em edifício próprio que pertencia ao Conde da Azarujinha. A banda, bem como todos os bens da coletividade União Instrutiva e Recreativa Machedense foram integrados, em 1940, na Casa do Povo. Com grande esforço da comunidade, os instrumentos musicais foram reparados e a banda retomou a atividade.

Em 1977, a banda passou por uma reorganização, tendo sido criada a Escola de Música, que abriu com cerca de 70 alunos, entrando todas as crianças da aldeia. Desde então a Escola manteve a sua atividade, contando com a frequência regular de 25 alunos. Embora sendo exíguo o espaço onde funciona a Escola de Música, ao longo dos anos têm saído da escola e da banda diversos músicos que estão hoje integrados em bandas militares e noutros agrupamentos musicais.

Tem participando em festas populares, concertos, desfiles, sessões solenes e concursos de bandas. No início do século XXI participou nos Encontros de Jazz em Évora e em 2007, foi agraciada com a Medalha de Mérito Municipal – Classe Ouro. Em 2006 participa com os alunos da sua Escola de Música no CD “Encontros Mozart” e em Junho/Julho de 2007, a Banda Filarmónica, grava o seu primeiro CD áudio, intitulado “Centenário 1907-2007, CD financiado pela Delegação Regional da Cultura do Alentejo e apoiado pela Câmara Municipal de Évora.

Das três bandas do concelho esta é a única filarmónica que tem um CD editado exclusivamente com o seu repertório. A banda é constituída por 40 executantes de ambos os sexos e tem como Maestro, Professor e Diretor Artístico, desde 1992, Francisco Henrique Canoa Ribeiro, que é também o Maestro da Banda Militar de Évora.

No dia 4 de outubro de 2007 a Banda Filarmónica da Casa do Povo de Nossa Senhora de Machede comemorou o seu 1º Centenário, tendo organizado uma festa de vários dias que incluiu um Encontro de Bandas.

Banda Filarmónica do Grupo União e Recreio Azarujense

A Banda de Música de Azaruja, atualmente Banda Filarmónica do Grupo União e Recreio Azarujense, pelos documentos existentes nos seus arquivos, foi fundada oficialmente a 3 de julho de 1904, embora haja registos da existência de uma banda nos anos 1860-1870. Presume-se que o seu primeiro maestro foi o Sr. Aboim, militar da Banda da GNR.

Nas primeiras décadas da sua história a inexistência de sede própria e fardamento obrigava a que os ensaios se realizassem em casas particulares, e as atuações em público fossem feitas em traje civil.

Em 1929 foi fundado o Grupo União e Recreio Azarujense (G.U.R.A.) que resultou da fusão de dois grupos recreativos existentes em Azaruja: o Clube Azarujense e o Grupo de Instrução e Recreio Azarujense. A partir desta data, a banda filarmónica foi anexada a esta coletividade que tinha como principal objetivo a sua reorganização. Após a sua fundação o G.U.R.A, tem-se dedicado essencialmente ao teatro amador, às marchas populares e à música.

Ao longo da sua vida, várias foram as fases por que passou, tendo sofrido algumas interrupções, sendo a primeira em 1917, e mais tarde nos finais dos anos 50 do século XX. Embora a banda interrompesse a sua atividade, a música nunca deixou de estar ativa. Os músicos tocavam nas sociedades existentes em Azaruja, e que hoje ainda existem: o Grupo Musical Azarujense “Os Unidos”, por alcunha “O Mainó” e o Grupo União e Recreio Azarujense, tendo como alcunha “O Bonó”. Estes músicos tocavam também em conjuntos e grupos que animavam os bailes, assim como em teatros de revista produzidos pelo Grupo União e Recreio Azarujense.

Grupo União e Recreio Azarujense

Grupo União e Recreio Azarujense

Respeitando e mantendo as vontades e as tradições de Azaruja, a banda teve a sua última reorganização em 1980, sendo o seu maestro António Sardinha. A partir desta data tem mantido a sua atividade, rejuvenescendo e aumentando o seu efetivo que conta neste momento com 26 elementos. Paralelamente à atividade da banda filarmónica, foi criada uma escola de música de ensino gratuito.

A Banda Filarmónica do Grupo União e Recreio Azarujense tem participado e dado cumprimento a todas a solicitações que lhe têm sido formuladas, atuando normalmente em arruadas, procissões, concertos, desfiles/encontros de bandas e corridas de toiros. Esta banda conta com atuações um pouco por todo o país e conta com uma atuação em Espanha (Isla Cristina, Huelva) no ano 2008.

De salientar a participação da Escola de Música no CD “Encontros Mozart” em 2007, no Mega Encontro de Bandas Filarmónicas em Elvas em 2011 que juntou 16 bandas do Alentejo e no Encontro de Bandas Filarmónicas do município de Évora que teve lugar no Teatro Garcia de Resende em 2015. Em 2016 teve uma participação especial num projeto internacional com músicos de Portugal, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe e Timor-Leste intitulado “Festival Traditional Music” que se realizou em Azaruja. Ainda em 2016 teve uma participação especial no filme “Aparição”, uma obra literária de Vergílio Ferreira adaptada para o cinema, com realização de Fernando Vendrell e estreia em 2018. Na cena pode ver-se a recriação de uma festa carnavalesca dos anos 50 do século XX, com a interpretação do tema “Quem Sabe, Sabe”.

Esta filarmónica foi sócia da extinta Federação de Bandas Filarmónicas do Distrito de Évora e da Além-Tejo Música, uma associação regional que teve a sua fundação em Azaruja no ano 2008. Atualmente é associada do INATEL.

Poela Banda passaram ainda os maestros Eduardo Fernandes, Manuel Monteiro, Mário Ceia Alexandre e Aníbal Simplício. Desde setembro de 2017 é professor na escola de música e diretor artístico desta filarmónica o maestro José Manuel da Conceição Tobias.

António Rosado, pianista, de Évora
Músicos do Concelho de Évora

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis promove o património musical e os músicos do Concelho junto dos munícipes e dos cidadãos em geral.

António Rosado

António Rosado, pianista, de Évora

António Rosado, pianista, de Évora

António Pinto Basto

António Pinto Basto, fadista, de Évora

António Pinto Basto, fadista, de Évora

Francisco José

Francisco José, cantor, de Évora

Francisco José, cantor, de Évora

António Manuel Cardoso Rosado

António Manuel Cardoso Rosado nasceu em Évora, no ano de 1980. Iniciou os estudos musicais aos 11 anos na Academia de Amadores de Música Eborense, continuando-os posteriormente na Escola Profissional de Música de Évora, onde estudou Flauta Transversal com Nuno Ivo Cruz, Katherine Ivo Cruz e Anabela Malarranha. Foi nesta mesma escola que terminou o curso profissional. Ingressou, de seguida, na Escola Superior de Música de Lisboa onde viria a diplomar-se com a licenciatura em Flauta Transversal, tendo estudado com os professores Nuno Ivo Cruz (Flauta Transversal), Afonso Malão e Sthepen Bull (Música de Câmara).

Durante o  percurso académico-musical participou em alguns estágios de orquestra e colaborou com algumas orquestras portuguesas, sendo de destacar: a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica Juvenil, Orquestra Juvenil Cidade de Évora e a Orquestra de Sopros dos Templários. Frequentou cursos de aperfeiçoamento de Flauta Transversal com: Emmanuel Pahud, Trevor Wye, Rien de Reed, William Bennett, Vasco Gouveia, Sandra Pina, entre outros.

Dividindo a sua atividade também pelo ensino, foi professor no Conservatório Regional de Tomar, na Escola Profissional de Música de Évora e no Conservatório Regional de Évora, Eborae Música. No ano de 2015 terminou na Escola Superior de Música de Lisboa a Licenciatura em Direção de Orquestra de Sopros. Em 2002 ingressou na Força Aérea Portuguesa onde, atualmente, ocupa o cargo de Superintendente da Banda de Música da Força Aérea Portuguesa. É membro da International Military Music Society. É desde 2018 maestro da Filarmónica Cultural da Ericeira.

Jaime Mendes

O maestro e compositor Jaime Mendes nasceu em Évora a 04 de agosto de 1903 e morreu em 1997. Foi aluno da Casa Pia de Lisboa e nisso tinha orgulho por ter sido lá que aprendera música, arte a que dedicou a sua vida como instrumentista, maestro e compositor. Estudou no Conservatório de Lisboa as disciplinas de Rudimentos e de Harmonia e Composição. Aos 16 anos o maestro Artur Fernandes Fão foi buscá-lo para iniciar carreira na Banda de Música da Guarda Nacional Republicana. Passou também pela Orquestra do Teatro Nacional de São Carlos e, a partir de 1934 pela Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, dirigida pelo maestro Pedro Freitas Branco, bem como pela Orquestra Sinfónica de Pedro Blanch que dava concertos aos domingos no Teatro Municipal de São Luiz.

Jaime Mendes, compositor, de Évora

Jaime Mendes, compositor, de Évora

Jaime Mendes também musicou inúmeras revistas e operetas, sendo o autor de mais de 150 peças, tendo a sua estreia nesta área ocorrido em 1926, em «A Feira», uma revista do Teatro do Gymnasio, em Lisboa.

No campo do cinema, compôs música para cerca de 40 filmes portugueses, no período de 1942 a 1979, tendo o êxito de alguns deles muito ficado a dever à música inspirada de Jaime Mendes, sendo de destacar o «Fado da Sina» cantado por Hermínia Silva no filme «O Homem do Ribatejo» (1946), o «Fado Marialva» ou «Fado das Iscas» interpretado por Estevão Amarante ou, o tema «Ninguém foge ao seu destino» cantado por Laura Alves e Amarante na opereta «José do Telhado» (1944). Destaque-se ainda as suas partituras musicais para os filmes «O Costa do Castelo» (1943), «O Leão da Estrela» e «Fado, História de uma Cantadeira» (ambos em 1947), «A Menina da Rádio» ou «O Noivo das Caldas» (1956), «A Costureirinha da » (1959) e «O Passarinho da Ribeira»(1960).

Banda Sonora de Jaime Mendes

O Homem do Dia, música de Jaime Mendes

O Homem do Dia, música de Jaime Mendes

Em 1951, mudou-se para o Brasil, onde dirigiu o Orfeão Português, regressando ao país no período de 1958 a 1960 para se radicar no Porto como diretor da Companhia de Operetas do Porto. Nos 8 anos seguintes volta para o Brasil de onde saiu em 1968 para Angola, para trabalhar com o seu filho em teatro de revista, que acumulará com a Orquestra Sinfónica de Luanda, a programação de Música erudita da Emissora Oficial e como professor da Academia de Música de Luanda. Regressou a Portugal em 1975, e aqui faleceu em 1997, aos 94 anos.

Jaime Mendes tem o seu nome, desde 1998, numa rua do Bairro do Oriente, na Freguesia do Parque das Nações. O antigo Bairro dos Retornados, como era popularmente conhecido foi, a pedido dos moradores, denominado Bairro do Oriente e inaugurado no dia 7 de maio de 1999. As ruas, até aí denominadas por letras, passaram a ostentar nas suas placas toponímicas os nomes de vários artistas: António Variações e Carlos Paião, os atores Mário Viegas e Carlos Daniel, o desenhador Fernando Bento, o Palhaço Luciano e, o compositor Jaime Mendes, a quem coube a Rua C pelo Edital de 24/06/1998.

Jaime Mendes

Rua Jaime Mendes, em Lisboa

Rua Jaime Mendes, em Lisboa

MÚSICA À VISTA

Pormenores de Iconografia Musical no Concelho de Évora

de Évora

Virgem da Glória, políptico da Sé de Évora, anjos músicos

Virgem da Glória, políptico da de Évora, anjos músicos

“Évora é, na primeira metade do século XVI, a segunda cidade do Reino, por onde a corte faz largas estadias. Aqui trabalha o lusoflamengo hieronimita Frei Carlos; o castelhano Mateus d’Aranda, mestre capela da , compositor e autor de livros de música teórica impressos em Lisboa pelo francês German Galharde; o teórico e músico Gonçalo de Baena autor d’Arte para tanger, datado de 1540 e dedicado a João III; ou o português Pedro Escobar (Pêro do Porto), mestre capela, cantor e compositor que viveu em Évora, onde teve casa, «pessoa de feitio difícil, indisciplinado por natureza» (José Augusto Alegria, 1985).

É também aqui que trabalham os hieronimitas, no Convento do Espinheiro, num ambiente anónimo, gremial e não poucas vezes de parceria entre oficinas. Trabalham para o Rei e Rainha, para a cidade/município, , igrejas, capelas, bispos, marqueses ou duques.” (Sónia Duarte)

Pintura de autor desconhecido e data ca. 1560, Brotas, Évora

Pintura de autor desconhecido e data ca. 1560.

Esta tábua de grandes dimensões encontra-se exposta na parede lateral, do lado da Epístola, do santuário de peregrinação da freguesia de Brotas, construído na 1.ª metade do séc. XV pela povoação da região em sinal de agradecimento pelo milagre da vaca, como consta de uma lenda.

Desconhecida qualquer documentação que comprove autoria, datação ou proveniência, trata-se de uma composição com uma forte função catequética mostrando uma invocação mariana pouco frequente, da qual restam vestígios nalgumas regiões de Portugal como Montemor-o-Novo, Viana do Alentejo, Elvas ou Redondo.

A composição divide-se, na horizontal, em dois planos: o inferior, documentando o milagre da vaca que havia caído da barroca de Brotas a que Nossa Senhora restituiu vida, salvando o único sustento da família de um pastor (segundo a literatura panegírica do séc. XV) e, no lado oposto, o olhar incrédulo de alguns fiéis perante o milagre sucedido; no plano superior, a Virgem, ladeada por sete anjos músicos, amamenta o Menino. Do lado esquerdo, representa-se um quarteto de anjos cantores que seguem por um livro aberto onde se pode ler AVE MARIA PLENA GRATIA DOMI[NVS] TECVM BENEDICTA TV IN MVLI[ERIBVS], uma peça mariana para ser cantada durante o ofertório no Domingo do Advento. A contrapor, do lado direito, apresenta-se um trio instrumental: o primeiro tange uma viola da gamba, instrumento de corda friccionada, com apenas quatro cordas dispostas desde o tosco estandarte sobre a caixa de ressonância, pelo cavalete e até ao braço dividido em cinco trastes. O cravelhame está rematado com um motivo zoomórfico e são visíveis oito cravelhas (!) que não correspondem ao n.º de cordas, tratando-se claramente de uma invenção.

Segue-se outro instrumento de música baixa, um alaúde. Apresenta uma abertura circular no tampo da caixa de ressonância, braço curto rematado por um cravelhame flectido sobre os quais se dispõem seis cordas simples, um dos erros de organologia. A finalizar o conjunto representa-se um instrumento de sopro de música alta, uma charamela que apresenta alguns orifícios dianteiros no tubo e um remate em pavilhão. Neste caso, somente a pirueta a permite distinguir de uma flauta.

Em síntese, o conjunto não apresenta rigor ou preocupação com a morfologia dos instrumentos musicais. O hieratismo das figuras e a estilização dos instrumentos leva-nos a crer que terão sido copiados de gravura, pelas mãos de um pintor provincial que interpretou erradamente as fontes com instrumentos musicais. Sublinhe-se que este painel sofreu inúmeros desgastes na camada cromática, em sentido vertical, carecendo de intervenção. Destacamos, igualmente, o zelo que a população de Brotas tem no santuário, na sua preservação e divulgação, impedindo a sua ‘desmemoriação’. (Sónia Duarte)

Vasco Pereira Lusitano, pintor natural de Évora

Vasco Pereira Lusitano, 1604, créditos Sónia Duarte

Vasco Pereira Lusitano, 1604

Vasco Pereira Lusitano, 1604, créditos Sónia Duarte.

Pintor com obra entre o maneirismo e o barroco, Vasco Pereira Lusitano nasceu em Évora, 1535 e fixou-se em Sevilha, onde morreu em 1609).

PINTORES E MÚSICOS EM ÉVORA

(Sónia Duarte)

A análise de fontes documentais tem levado a concluir que, apesar da condição de creados, os artistas músicos e pintores beneficiavam, por parte dos comitentes, de grandes partidos e que D. Manuel I lhes garantia ordenados, com os quais se mantinham honradamente, e outras mercês. Tais condições podem ter contribuído para a equiparação da Capela Real a uma das melhores da Europa, constituída que era por cantores (moços e adultos) e tangedores (organistas e instrumentistas de música alta).

D. Leonor dispunha igualmente de afamados músicos, tais como Diogo Gonçalves e Fernão Rodrigues (S. Viterbo 1907), e faz-se retratar como doadora no Panorama de Jerusalém, tábua oferecida pelo imperador Maximiliano I e que faz parte da colecção do Museu Nacional do Azulejo; ou o cardeal infante D. Afonso, comitente de três retábulos para Ferreirim, que teve ao seu dispor, a partir de 1521, o afamado compositor, cantor, mestre de capela Pedro Escobar. Para além disso, a música fazia parte da educação e formação dos infantes e consortes destacando-se, por exemplo, D. Leonor, terceira consorte de D. Manuel I, filha de Filipe o Bom e de Joana a Louca e irmã de Carlos V, identificada como mulher de rara cultura que cantava e tocava alaúde e clavicórdio.

No seguimento do que acabamos de escrever, convém sublinhar muito bem que para além das capelas nas Sés que exigiam um vultuoso investimento, alguns destes bispos mais abastados (Lamego, Évora, Viseu…) dispunham de capelas privadas bem organizadas e apetrechadas de mestres afamados, moços de coro, adultos cantores e organistas contratados e financiados, que se constituíam como autênticas escolas de música separadas das Sés (conhecendo-se, no entanto, a mobilidade de alguns músicos) (M.P. Ferreira, 2009).

Estes novos ritmos entre Portugal e o mundo externo que temos vindo sumariamente a enunciar seriam propícios, claro está, à comercialização de produtos insulares, como o «ouro branco», escravos, marfim e especiarias do Oriente (a partir de 1494), sendo de salientar o decisivo papel das feitorias, primeiro em Bruges e depois em Antuérpia que, como tal, impulsionaria abastados comerciantes a adquirir obras de arte.

Outro benefício seria, por cá, a presença e estadia prolongada de flamengos e outros estrangeiros, alguns dos mais activos pintores e músicos à época e, por lá, a presença de portugueses, em aprendizagem, por infortúnio pouco documentados. No caso da pintura, evidenciou-se por cá «o melhor pintor que havia no seu tempo» (S. Viterbo, 1903-11), Francisco Henriques, logo seguido de outros documentados como Frei Carlos ou o ignoto Mestre da Lourinhã, panorama confirmado pela célebre frase do bispo de Viseu (1505-1519), D. Fernando Gonçalves de Miranda, em 1500, «da Flandres se faria melhor e mais barato» (S. Viterbo, 1903-11). E, no campo da música, podíamos salientar que esta euforia na renovação do panorama musical iria igualmente verificar-se na importação de tangedores e cantores e no investimento feito nas capelas privadas e na própria Capela Real, tida como uma das melhores da Europa.

Por fim, parece-nos claro que este ambiente de fausto e ostentação beneficiaria a proliferação e renovação do instrumentário musical, reflectindo-se nas manifestações pictóricas, por sua vez beneficiadas pelo uso da técnica a óleo, que vem suplantar as técnicas usadas anteriormente, permitindo retoques em arrependimentos no instrumentário musical representado.

E se no reinado de D. Manuel a arte é utilizada como meio de propaganda política através da exuberância representada, não ficará nada atrás, apesar das rupturas com o período anterior, o brilho na arte no reinado d’O Piedoso (1521-57) a quem El Maestro de Luís Milán, o primeiro livro conhecido para havia de ser dedicado e sabendo-se que tinha ao seu dispor vários pintores e músicos estrangeiros como o organista alemão João de Bergomão, Gonçalo de Baena ou Hernando de Jaén.

Desconhecemos muitos dos pormenores acerca da formação dos pintores de óleo, mas a documentação – directa e indirectamente –, evidencia as relações destes servis mecânicos com os literatos cortesãos, seus comitentes e testemunhas. Mas se as relações de trabalho eram próximas, as origens, a educação e formação parecem estar muito distantes. As possibilidades de alguns destes pintores haverem adquirido conhecimentos musicais parecemnos remotas, face à sua condição de mecânico que se opunha às artes liberais ensinadas nas Universidades organizadas em sistemas do Trivium e do Quadrivium, cuja cátedra de teoria e prática musical havia sido criada em 1323.

Ainda por cima, se atentarmos que os próprios clérigos, nos séculos XV e XVI, tinham ao dispor uma formação que, em termos musicais práticos, deixava muito a desejar, sendo muito poucas as fontes que sobreviveram à voragem do tempo revelando «a quase absoluta inexistência de manuscritos contendo tratados musicais [baseados em Boécio], antes de 1500, parece indicativa de generalizada anemia teórica e deixa adivinhar o grande peso da oralidade no ensino» (M.P. Ferreira 2009).

No seguimento desta questão há uma outra que interessa evidenciar. Trata-se do facto de muitos destes creados se dedicarem a várias tarefas em simultâneo, sendo de acreditar que muitos pudessem ter conhecimentos interdisciplinares, para além do célebre caso de Damião de Góis, humanista, historiador, compositor de pelo menos três motetes, que tangia cistro e instrumentos de tecla. E esta evidência está patente quer no campo da música, quer no campo da pintura. Salientemos um dos casos mais importantes e documentados no tempo de D. Manuel I, o caso de Jorge Afonso, que está documentado como pintor de retábulos a óleo (que incluem alguns bons exemplos de iconografia musical), dourador e estofador de imaginária, ou o de Francisco Henriques, pintor a óleo e pintor de vitrais e, já no tempo de D. João III, o caso de Cristóvão de Figueiredo, que era vedor, examinador, debuxador de quadros e tapeçaria. Se, por um lado, estes três exemplos vêm revelar a polivalência dos creados, por outro, revelam a inserção destes Mestres num ambiente de trabalho corporativo, de parcerias entre artistas, não poucas vezes entre oficinas, e que só viria a ser revisto no tempo de D. Sebastião.

Também no campo da música se verifica tal polivalência, pois não poucas vezes nos surgem indicações do mestre capela ser simultaneamente um compositor profissional, quer dizer, artista prático e um intelectual, para além de clérigo e poeta. Vide o remoto caso de Álvaro Afonso ao serviço de D. Pedro I e de D. Afonso V; ou de Gil Vicente, ourives, trovador e mestre da balança (cujas obras teatrais estão repletas de referências musicais incluindo dança, peças vocais quer de índole profana, quer de música religiosa e que integravam os momentos de representação).

Neste ambiente oficinal, a historiografia da arte tem revelado o uso de fontes como gravura importada utilizada pelas oficinas e seus clientes, nomeadamente, gravuras de Albrecht Dürer (algumas oferecidas por ele mesmo a João Brandão e a Rui Fernandes de Almada), de Marcoantonio Raimondi, incunábulos ilustrados como o Tratado de Confissom de autor desconhecido, livros, tratadística de música e de perspectiva, estampas avulsas de Martin Schongauer, L. van Leyden, I. A. de Zwolle, entre outros, usados na íntegra como molde mas predominando o seu uso como elemento de citação. No campo da música há notícias deste intercâmbio cultural a partir da circulação em Portugal de composições religiosas de origem espanhola e francoflamenga para além das portuguesas, nomeadamente, da Ars novamente inventada pera aprender a tanger de Gonzalo Baena, impressa em 1540, com obras de ilustres como Ockeghem, Obrecht, Agricola, Josquin des Près, Escobar ou Anchieta.” (Sónia Duarte)

Casamento Místico de Santa Catarina (pormenor da tribuna com músicos em segundo plano)

Casamento Místico de Santa Catarina

Casamento Místico de Santa Catarina (pormenor da tribuna com músicos em segundo plano), circa 1520-30, Frei Carlos (atribuído); óleo e têmpera sobre madeira de carvalho; A. 330 x L. 257 cm; The National Gallery, London (Inv.º NG5594).

Teatro Garcia de Resende

Teto do Teatro Garcia de Resende, Évora, ft Luís Garcia

Teto do Teatro Garcia de Resende, Évora, ft Luís Garcia

Sé de Évora
Órgãos de tubos do concelho de Évora [15]

Com um vasto património religioso e arquitetónico, Évora dispõe de condições para a prática e o ensino do órgão em instrumentos históricos. Na Universidade de Évora, Célia Sousa Tavares e outros organistas fizeram o curso de Mestrado em Música – Órgão, sob a orientação de João Vaz.

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja da Misericórdia de Évora

Igreja da Misericórdia de Évora

Igreja da Misericórdia de Évora

A Igreja da Misericórdia de Évora é um importante monumento religioso da cidade, situado no Largo da Misericórdia, freguesia da e São Pedro. A fundação da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Évora remonta a 1499, tendo sido instituída pelo próprio rei D. Manuel I, pela sua mulher a Rainha D. Maria e pela sua irmã, a rainha-viúva D. Leonor. Tendo tido a primeira sede na Capela de São Joãozinho (anexa ao Convento de São Francisco), veio transferida para este local já no reinado de D. João III. A primeira pedra da igreja foi lançada em 1554. A igreja, de uma só nave e de sóbrias proporções, apresenta um majestoso conjunto de arte barroca dos séculos XVII e XVIII, sendo uma das mais belas igrejas da Cidade. As paredes laterais revestem-se de belíssimos painéis de azulejos azuis e brancos, encimados por telas a óleo, representando as obras de misericórdia espirituais e materiais. A parede fundeira é preenchida por um notável retábulo de talha dourada, encimado pela representação, a óleo, da Virgem da Misericórdia. O trono da exposição solene da Sagrada Reserva, em Quinta-Feira Santa, é ocultado durante o resto do ano por outra tela, representando a Visitação de Nossa Senhora a sua prima Isabel. Do lado direito, no corpo da igreja, levanta-se a galeria com os assentos onde tomam lugar os mesários da Irmandade durante as cerimónias solenes.

Fonte: Wikipédia

No coro da Igreja da Misericórdia de Évora está o órgão histórico da autoria de Pascoal Caetano Oldovini (Oldoni, Oldovino ou Olduvini), executado em 1764.

Igreja das Mercês

Igreja do Convento das Mercês, Évora

Igreja do Convento das Mercês, Évora

O convento agostinho de Nossa Senhora das Mercês é um edifício de arquitetura religiosa, chã, proto-barroca e rococó. Foi construído no local de um palácio manuelino de que subsiste uma sala com abóbada polinervada. A igreja é de planta longitudinal composta por nave única, transepto, cruzeiro, capela-mor e coro-alto, dispondo de tribunas. A cobertura interior é em abóbada de berço, rompida ao nível do cruzeiro por torre lanterna, sendo a importância deste último espaço reforçada pelos quatro arcos triunfais em talha dourada. A sacristia tem azulejos barrocos. Destaca-se o importante programa rococó no desenho da fachada principal, o conjunto azulejar da nave, cruzeiro e sub-coro e retábulos. A organização espacial da igreja e a valorização do cruzeiro remete para uma tipologia de igrejas rococó onde se integra a igreja da Ordem Terceira de São Francisco em Faro. É um espaço de culto transformado para uma função de índole cultural, onde se destaca o programa azulejar rococó com cenas da vida mariana.

Fonte: Monumentos

A Igreja do Convento de Nossa Senhora das Mercês (Museu de Artes Decorativas) possui um órgão histórico da autoria de Pascoal Caetano Oldovini (Oldoni, Oldovino ou Olduvini), executado em 1762. Foi restaurado em 1990 por António Simões, a expensas do IPPC.

Igreja do Carmo

Igreja de Nossa Senhora do Carmo

Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Évora

Datado de 1531, o primitivo Convento de Nossa Senhora do Carmo em Évora localizava-se junto da Porta da Lagoa (exterior) e foi destruído durante a Guerra da Restauração. O atual convento é de finais do século XVII, de estilo barroco e ocupa o antigo paço quinhentista dos Duques de Bragança, do qual subsistem alguns elementos. No exterior da igreja merece destaque a Porta dos Nós (símbolo da Casa de Bragança), a escadaria para o pátio e o zimbório. O seu interior é constituído por uma só nave, de planta retangular, com seis capelas laterais e capela-mor que ostenta a maior cúpula da cidade. Possui pinturas do ciclo maneirista. Após a extinção das ordens religiosas, o convento teve várias ocupações e pertence atualmente à Universidade de Évora.

Fonte: CME

A Igreja do Convento de Nossa Senhora do Carmo possui um órgão histórico da autoria de Pascoal Caetano Oldovini (Oldoni, Oldovino ou Olduvini), 1744. Foi restaurado em 2004 por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria.

Órgão de armário com portadas abertas

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Carmo

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Carmo

Igreja da Graça do Divor

Igreja de Nossa Senhora da Graça do Divor

Igreja de Nossa Senhora da Graça do Divor

A Igreja de Nossa Senhora da Graça do Divor é um Imóvel de Interesse Público. Está situada no pequeno monte, fora da zona urbana da aldeia de Divor, na Herdade da Água da Prata que, desde a época medieval, pertence à de Évora. Desconhecendo-se a data da fundação, sabe-se que ainda não existia aquando da edificação do aqueduto, que decorreu no século XVI. Acredita-se que, segundo as semelhanças com a Igreja de São Mamede de Évora, tivesse sido o arquiteto Diogo de Torralva. É uma igreja fora do normal mas muito frequente em templos alentejanos, que remonta desde o final do gótico, com a fachada antecedida por uma galilé em mármore com as tonalidades de azul e branco. Desenvolve-se numa planta longitudinal. A fachada apresenta só uma porta de verga reta encimada por um frontão triangular e no remate é formada por dois campanários desprovidos de sinos. No seguimento do exterior e para além dos robustos contrafortes, pode-se observar as estações da Via Sacra em azulejos, figurando a cruz do Calvário pontuando as paredes da nave.

Fonte: Visitar Portugal

A Igreja de Nossa Senhora da Graça do Divor possui órgão de tubos

Igreja de São Francisco

Igreja de São Francisco, Évora

Igreja de São Francisco, Évora

A Igreja de São Francisco é um edifício de arquitetura religiosa dos séculos XV e XVI, de estilo manuelino-mudejar e renascentista construído em substituição de um anterior templo gótico, do qual subsistem alguns vestígios. Teve anexo o Palácio Real e foi considerada como Igreja Real, na qual se realizaram importantes cerimónias, com o casamento do príncipe D. Afonso com D. Isabel de Castela, em 1490. A fachada é caracterizada pela volumetria dos coroamentos e o portal está decorado pelos emblemas régios de D. João II e D. Manuel I. O interior apresenta uma nave única, de planta retangular e em cruz latina, destacando-se o altar-mor e a Capela da Ordem Terceira de S. Francisco, de estilo barroco. A maior curiosidade popular reside na Capela dos Ossos, de três naves formadas completamente por ossadas humanas (século XVII). O convento foi demolido em finais do século XIX.

Fonte: CME

Órgãos de Pascoal Caetano Oldovino

Em 4 de Janeiro de 1742, o eborense D. Frei José Maria da Fonseca e Évora, Ex-geral dos Frades Menores em Roma e assistente ao Sólio Pontifício, recém nomeado bispo do Porto, contrata em Lisboa o organeiro genovês D. Pascoal Caetano Oldovino para fazer um órgão novo para a igreja de S. Francisco.

Com o sucesso deste primeiro instrumento, surgem outras encomendas, que o levam a estabelecer-se definitivamente em Évora, comprar residência e montar oficina. Casa-se em Setembro de 1762, na ermida de Nossa Senhora ao pé da Cruz, com Laureana Rosa Lizarda, originária de Palmela, de quem não teve filhos, e integra-se plenamente na vida social e religiosa eborense até à sua morte em 25 de Abril de 1785.

Dos mais de trinta órgãos que construiu para todo o Alentejo, e a que imprimiu um cunho especial de qualidade hoje reconhecível, deixou mais dois na igreja de São Francisco. Um, de armário, de 1756, para o coro de cima (antiga Tribuna Real).

No Núcleo Museológico da Igreja de São Francisco existe “outro do mesmo tipo, feito para o Convento do Salvador em 1751, com uma caixa de grande efeito decorativo. Outro mais pequeno, um realejo datado de 1762, era o seu instrumento pessoal.

Oldovino manteve sempre uma ligação muito estreita com a igreja de São Francisco: professou em 1745 na Ordem Terceira, pertenceu às Irmandades de Nossa Senhora da Conceição (extinta em 1779) e à de Santo António, à qual legou o seu realejo e em cuja capela foi sepultado.

Fonte: Igreja de São Francisco/Artur Goulart, historiador

A Igreja do demolido convento de São Francisco, na capela-mor, lado do Evangelho, possui um órgão histórico.

Órgão da capela-mor

Órgão da Igreja de São Francisco, capela-mor

Órgão da Igreja de São Francisco, capela-mor

Transepto direito da nave, apresenta também órgão positivo histórico [ I; 3 (0+1) ] de Pascoal Caetano Oldovino, 1762, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria, em 2004, opus 47.

Órgão positivo de armário

Órgão da Igreja de São Francisco

Órgão da Igreja de São Francisco

Positivo de armário

Órgão do Núcleo Museológico da Igreja de São Francisco, Évora, créditos Paulo Bernardino

Órgão do Núcleo Museológico da Igreja de São Francisco, Évora, créditos Paulo Bernardino

Varandim e montra

Órgão da Igreja de São Francisco, tribuna

Órgão da Igreja de São Francisco, tribuna

Igreja do Espinheiro

Igreja do antigo Convento do Espinheiro

Igreja do antigo Convento do Espinheiro

A história e origem do Convento do Espinheiro está ligada a uma lenda que relata a aparição de uma imagem da Virgem sobre um espinheiro, por volta de 1400. Em 1412 foi mandada edificar uma ermida em honra de Nossa Senhora e dada a crescente importância deste local como ponto de peregrinação, no ano de 1458, durante o reinado de D. Afonso V, foi fundada a igreja e posteriormente o convento, o qual foi povoado por monges da Ordem de S. Jerónimo. Leia MAIS.

A Igreja do antigo Convento de Nossa Senhora do Espinheiro possui um órgão histórico da autoria de Pascoal Caetano Oldovini (Oldoni, Oldovino ou Olduvini), de data desconhecida.

Igreja do Convento de Nossa Senhora dos Remédios

Igreja do Convento de Nossa Senhora dos Remédios

Igreja do Convento de Nossa Senhora dos Remédios

Na sequência da remodelação da Ordem do Carmo, os carmelitas descalços instalaram-se no séc. XVI em Évora, fora da muralha fernandina, frente à torre de menagem. A Igreja foi sagrada em 1614. Devido à sua localização, o Convento teve papel de relevo nos assédios de Évora: durante a guerra da independência (maio de 1663), foi palco de combates entre castelhanos e portugueses; e na primeira invasão francesa, o Convento foi ocupado e saqueado. Depois do saque, a extinção das ordens religiosas e a nacionalização dos seus bens reduziram radicalmente a importância do Convento. No reinado de D. Maria II, foi entregue à CME, assim como a cerca anexa, utilizada como cemitério público, função que se mantém. Após anos de abandono, a Câmara promoveu no final do séc. XX importantes obras de recuperação, tendo ali instalado, para além do Departamento de Ar​queologia, o Grupo Eborae Musica –​ que tem funcionado na Igreja, ajudando a preservá-la – e alguns espaços expositivos.

Fonte: CME

Órgão antes do restauro

Órgão da Igreja do Convento de Nossa Senhora dos Remédios

Órgão da Igreja do Convento de Nossa Senhora dos Remédios

Igreja do Espírito Santo

Igreja do Espírito Santo

Igreja do Espírito Santo

Construída no século XVI, a Igreja do Espírito Santo é de estilo maneirista, de planta tipicamente jesuítica. A frontaria é constituída por pórtico de sete arcadas redondas e nas traseiras existem as típicas torres anãs, invisíveis da fachada principal. Tem uma só nave, em planta de cruz latina, com capelas enriquecidas com talha dourada. A sacristia tem a abóbada revestida de pinturas a fresco, contendo cenas iconográficas relacionadas com a história da Companhia de Jesus (séc. XVI). A fundação do Colégio deve-se ao cardeal infante D. Henrique e as obras de construção foram iniciadas em 1551. A inauguração solene aconteceu em 1559. Desta época destaca-se o claustro, o refeitório e o lavabo. Sofreu aditamentos nos séculos XVII e XVIII: a Sala dos Actos Solenes com fachada barroca, as Salas de Aulas com as cátedras de madeiras exóticas de angelim e os silhares de azulejos historiados de 1744-49, e a antiga Livraria com o teto pintado a fresco (séc. XVIII). O ensino era da responsabilidade dos jesuítas, pelo que, após a sua expulsão em 1759, a Universidade foi encerrada. Nela lecionaram grandes figuras da cultura da época, como Luís de Molina, Sebastião Barradas e Luís António Verney. A atual Universidade surgiu em 1979.

Fonte: CME

A Igreja do Colégio do Espírito Santo possui órgão de tubos histórico.

Montra do órgão

Órgão da Igreja do Espírito Santo

Órgão da Igreja do Espírito Santo

Igreja dos Lóios

Igreja dos Lóios, Évora

Igreja dos Lóios, Évora

​Construído sobre o que restava de um castelo medieval, o convento constitui um excelente testemunho arquitetónico do Tardo-Gótico alentejano. A primeira pedra do Convento dos Lóios de Évora foi lançada em 1487, por iniciativa do primeiro conde de Olivença, D. Rodrigo de Melo, guarda-mor do rei D. Afonso V, e também Governador de Tânger, que dois anos antes iniciara a construção da igreja anexa (da invocação de São João Evangelista), destinada a panteão de família. Destaca-se, no piso térreo, a entrada da antiga Sala do Capítulo, já quinhentista, rasgada por um exuberante portal mainelado com arcos em ferradura, perfeito exemplar da arquitetura regional manuelino-mudéjar. Nesta mesma porta está um medalhão evocando a participação de D. Rodrigo na Batalha de Azamor, em 1508, pelo que as obras desta sala terão datação aproximada.

Fonte: DGPC, SML

A Igreja dos Lóios (São João Evangelista) possui órgão de tubos.

Igreja de Santo Antão

Igreja Matriz de Santo Antão

Igreja Matriz de Santo Antão

Situada na Praça de Giraldo, freguesia de Santo Antão, a Igreja Paroquial de Santo Antão é um monumento religioso da cidade de Évora. Foi mandada construir pelo Cardeal D. Henrique, Arcebispo de Évora, no lugar onde se erguia a medieval Ermida de Santo Antoninho.

A Igreja Paroquial de Santo Antão possui órgão de tubos.

Igreja de Machede

Igreja Matriz de São Miguel de Machede

Igreja Matriz de São Miguel de Machede

A Igreja Matriz de São Miguel de Machede, ou de São Miguel Arcanjo, possui órgão de tubos.

de Évora

Sé de Évora

de Évora

Dedicada a Santa Maria, a Catedral de Évora foi edificada nos séculos XIII e XIV, sob o patrocínio real de D. Afonso III e do bispo D. Durando Pais, nos estilos românico e gótico. Destaca-se o pórtico ogival, guarnecido por esculturas do Apostolado e o claustro. Anteriormente existiu outra sede episcopal, mas ignora-se a sua localização. A capela-mor é do século XVIII (estilo barroco), de autoria do arquiteto alemão Frederico Ludovici. No seu interior, existem muitos elementos arquitetónicos e artísticos de relevância, como o cadeiral do coro, o órgão renascentista, as peças do Museu de Arte Sacra (escultura, pintura, paramentaria e ourivesaria), entre outros.

Fonte: CME

A de Évora possui órgão renascentista em tribuna à entrada.

Órgão da tribuna à entrada

Órgão renascentista da Sé de Évora

Órgão renascentista da de Évora

Na capela-mor, lado do Evangelho, apresenta um órgão histórico da autoria de Pascoal Caetano Oldovini (Oldoni, Oldovino ou Olduvini), executado em 1758. Foi reparado em 1992, por António Simões, a expensas do Cabido.

Tribuna e órgão

Órgão da capela-mor da Sé de Évora

Órgão da capela-mor da de Évora

No transepto direito, apresenta um órgão positivo de armário.

Órgão de armário do transepto

Órgão da Sé de Évora, transepto do lado do Evangelho

Órgão da de Évora, transepto do lado do Evangelho