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Academia de Música José Atalaya
Escolas de Música em Fafe

Estabelecimentos do ensino especializado de música no Concelho. Em geral, as bandas filarmónicas também possuem a sua escola de música: veja ao fundo informação sobre as bandas de música do Concelho.

Academia de Música José Atalaya

Ed. Teatro-Cinema
Rua Monsenhor Vieira de Castro, 132
4820-279 Fafe
Sítio: www.amjatalaya.net
Tlm. (+00 351) 253 492 919

A Academia de Música José Atalaya foi fundada em 1998 sob proposta do Maestro José Atalaya com o apoio da Câmara Municipal de Fafe. Integra-se, juridicamente, na Associação Cultural de Educação Pelas Artes (ACEPA). Instituição sem fins lucrativos, a ACEPA tem como principal objetivo o desenvolvimento cultural local ao nível da divulgação e ensino da Música no concelho de Fafe.

Foram sócios fundadores a Câmara Municipal de Fafe, o Núcleo de Artes e Letras de Fafe, o Rancho Folclórico de Fafe, a Sociedade Filarmónica Fafense (Banda de Revelhe), a Sociedade Artística Musical Fafense (Banda de Golães), o Grupo Cultural e Recreativo Nun’Álvares, a Associação Comercial e Industrial de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto, a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Fafe e, em nome individual, o Maestro José Atalaya e os Professores Miguel Leite e Maria Henriqueta Fernandes.

Academia de Música José Atalaya

Academia de Música José Atalaya/Ed. Teatro-Cinema

Desde a sua fundação, a Academia apostou no ensino da Música com a qualidade necessária ao seu reconhecimento pelo Ministério da Educação.

A intervenção da Academia de Música José Atalaya tem sido marcante no domínio da promoção e valorização da Música, através da organização e produção de eventos musicais a nível local abertos a diversos tipos de público, colaboração com outras entidades culturais do conselho e organização de concursos.

Atualmente, para além dos cursos atrás referidos, conta ainda com autorização de funcionamento e paralelismo pedagógico para os Cursos Básicos de Canto, Fagote, Oboé, Trompa, Trompete, Trombone, Violoncelo, Violeta, Contrabaixo e para os Cursos Complementares de Canto, Clarinete, Flauta Transversal, Formação Musical, Piano, Saxofone, Violino e Violoncelo.

Grupo de Cavaquinhos "Memórias Vivas" (Fafe)
Grupos de Cavaquinhos de Fafe

Agrupamentos e atividades no Concelho

  • Grupo de Cavaquinhos da A.R.C.O. (Fafe)
  • Grupo de Cavaquinhos dos Bombeiros Voluntários de Fafe
  • Grupo de Cavaquinhos “Memórias Vivas” (Fafe)
Grupo de Cavaquinhos da A.R.C.O.

O Grupo de Cavaquinhos da A.R.C.O. (Associação Recreativa e Cultural de Sto. Ovídio – Fafe) nasceu em 2008, fruto do interesse de alguns elementos da Associação na aprendizagem e promoção deste instrumento musical. Os encontros semanais fomentaram desde então quer a relação com o instrumento e com a música, quer entre os vários elementos que por ele já passaram. Conta com cerca de 12 elementos, realizando atuações em festas populares, lares e outras instituições e eventos diversos. Das apresentações que efetuaram, destaca-se, para além das tradicionais festas populares da região, a participação no programa “Há Volta” da RTP, II Festival de Cavaquinhos da ACR da Tuna de Gondar, Festival da Vitela Assada de Fafe, 44.ª Exposição Nacional e Pré Olímpica de Columbofilia, entre outros. O repertório do grupo é vasto: incidindo no cancioneiro tradicional português, contribui para a divulgação e preservação no nosso património cultural.

Grupo de Cavaquinhos da A.R.C.O. (Fafe)

Grupo de Cavaquinhos da A.R.C.O. (Fafe)

Grupo de Cavaquinhos “Memórias Vivas”

Oficializado como associação cultural em 2014, o Grupo de Cavaquinhos “Memórias Vivas” foi fundado em vista da aprendizagem do instrumento musical, tendo como base a música popular portuguesa. Anima festas (casamentos, batizados, arraiais e “funerais”) bem como a publicação de vídeos e fotos on-line dos locais por onde passava. É composto por cerca de 20 elementos entre tocadores e cantadores. Conta com várias apresentações a nível concelhio, regional e alguns convites feitos por associações de portugueses no estrangeiro.

Grupo de Cavaquinhos dos Bombeiros Voluntários de Fafe

Grupo de Cavaquinhos dos Bombeiros Voluntários de Fafe

Grupo de Cavaquinhos "Memórias Vivas" (Fafe)

Grupo de Cavaquinhos “Memórias Vivas” (Fafe)

Bombos Amigos da Borga (Regadas)
Grupos de Bombos de Fafe

Bombos, Zés Pereira, grupos e eventos de percussão tradicional no Concelho

Os grupos bombos, também conhecidos por Zés Pereiras, são agrupamentos de percussão tradicional com presença habitual nas romarias e festas de aldeia, em peditórios para a festa e em despiques de vários grupos, em eventos de de recriação histórica (feiras medievais) e outros.

Fontes: Tocá Rufar, portais municipais, páginas dos grupos

  • Bombos Amigos da Borga (Regadas)
  • Grupo de Bombos da CERCIFAF
  • Grupo de Bombos Os Unidos de Golães (Golães)
  • Zés Pereiras Estrelas do Norte (Fareja)
Grupo de Bombos da CERCIFAF

INCLUSÃO PELAS ARTES

No dia 15 de maio de 2014, o Grupo de Bombos da CERCIFAF esteve presente na sessão oficial de abertura das Feiras Francas de Fafe 2014. Em véspera de assinalar o 9º aniversário, o Grupo apresentou-se com um total de 16 elementos assim distribuídos: 5 caixas, 4 bombos, 2 porta-bandeira e 6 “cabeçudos” que pela primeira vez fizeram parte do Grupo.

Desfilando pelo espaço interior do pavilhão Multiusos de Fafe e pela área exterior da Feira, o Grupo despertou a curiosidade e atenção de todos. Nesta atuação contou com a participação de 4 técnicos e de utentes de várias valências da Instituição e até de ex-formandos que não quiseram perder a oportunidade de integrar o Grupo.

A construção dos Gigantones “cabeçudos” resultou de uma parceria efetuada com o Projeto “Fafe Cidade das Artes”, tendo sido esta a primeira apresentação pública dos dois grupos em conjunto. Assim, os atores que fazem parte do Projeto, devidamente caraterizados para o efeito, acompanharam e orientaram os jovens que transportaram os “cabeçudos” (executados com participação de clientes do CAO da CERCIFAF num protocolo estabelecido alguns meses antes).

Bombos Amigos da Borga (Regadas)

Bombos Amigos da Borga (Regadas)

Grupo Folclórico da Casa de Arões
Folclore de Fafe

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Minho (Baixo Minho)
  • Distrito: Braga
Grupo Folclórico da Casa de Arões

O Grupo Folclórico da Casa de Arões foi fundado em 1979. Participou em festivais de folclore em Portugal e no estrangeiro, sobretudo em França. Em 1999, foi agraciado pela Câmara Municipal de Fafe com a medalha de prata de mérito concelhio, por altura da celebração do seu 20.º aniversário.

Entre outras atividades, o Grupo de Arões promove anualmente a festa do emigrante, uma desfolhada regional e intercâmbios com diversos ranchos congéneres.

Desde a sua fundação, tem-se imposto por um notável esforço de preservação das danças, cantares, trajes e utensílios tradicionais desta região do Baixo Minho, e em especial de Fafe. Entre os temas que compõem o seu repertório musical contam chulas, “Vira Corrido” ou a “Cana Verde das Espadeladas”.

É membro efetivo da Federação do Folclore Português.

Grupo Folclórico da Casa de Arões

Grupo Folclórico da Casa de Arões

Fontes do Musorbis Folclore:

A “Lista dos Ranchos Folclóricos” disponível na Meloteca e a informação nesta plataforma resultam de uma pesquisa aturada no Google e da nossa proximidade nas redes sociais. Para o Musorbis foram revistos todos os historiais de grupos.

Sociedade Filarmónica Fafense - Banda de Revelhe
Filarmónicas de Fafe

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Sociedade Artística Musical Fafense Banda de Golães
  • Sociedade Filarmónica Fafense – Banda de Revelhe
Sociedade Artística Musical Fafense Banda de Golães (f. 1770)

A Banda de Golães, também conhecida por Sociedade Artística Musical Fafense, é a mais antiga filarmónica local, remontando a sua fundação ao ano de 1770. Após várias modificações, crises e sucessos, a Banda de Golães foi distinguida pelo Presidente da República como Grão-Mestre das Ordens de Mérito Civil (1973), sendo a única filarmónica do Norte com tal distinção. Em 1976, procedeu-se à gravação de um LP, dirigido pelo maestro em funções Ângelo Moreira. Em 1995, a Banda de Golães foi agraciada pela Câmara Municipal de Fafe com a Medalha de Ouro de Mérito Concelhio.

Em 2001, foi criada a escola de música para assim formar novos elementos e rejuvenescer o quadro de músicos, tendo nascido em 2002 a Orquestra Juvenil da Banda de Golães, constituída por cerca de 25 elementos. Realizou as suas primeiras apresentações públicas numa série de concertos realizados em algumas freguesias do concelho de Fafe.

Sociedade Artística Musical Fafense Banda de Golães (f. 1770)

Sociedade Artística Musical Fafense Banda de Golães (f. 1770)

No mesmo ano, a Banda de Golães gravou um CD no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian em Braga. Em 2011 tomou posse nova direção presidida por Joaquim Manuel Guimarães Lima e, em 2012, Francisco Ferreira assumiu a direção artística da Banda, com o propósito de elevar ainda mais o seu nível artístico.

Sociedade Filarmónica Fafense – Banda de Revelhe (f. 1854)

A Banda de Revelhe surgiu em 1854, ligada à terra de onde emergiu a filarmónica e onde deu os primeiros passos. Juridicamente denominada Sociedade Filarmónica Fafense, é a continuação de uma filarmónica mais antiga, a Banda de Música Leonardo, de que alguns elementos transitaram para a nova filarmónica.

Após a sua criação, desdobrou-se em concertos por todo o país, levando longe o nome da sua terra e a arte dos seus músicos. Em 1960 a Banda saltou para a ribalta, ao participar e conseguir ser finalista, em Lisboa, no 1º Grande Concurso Nacional de Filarmónicas e Bandas Civis, em primeiras categorias, no qual obteve o 2º lugar e o Diploma de Mérito Artístico Especial.

Em 1971, a Banda de Revelhe voltou a concorrer ao 2º Grande Concurso Nacional de Filarmónicas e Bandas Civis tendo obtido o mais cobiçado dos troféus, o primeiro lugar, nas primeiras categorias. É a coroa de honra e glória da Banda de Revelhe, em termos competitivos e que lhe granjeou o maior prestígio e fama pelo país e mesmo no estrangeiro.

Sociedade Filarmónica Fafense - Banda de Revelhe

Sociedade Filarmónica Fafense – Banda de Revelhe

Por todo o seu historial de sucesso, a Banda de Revelhe foi distinguida com a Medalha de Ouro do Concelho de Fafe.

FOI NOTÍCIA

Em 2020, foi noticiado que a Câmara apoiava formação musical do concelho. A Câmara Municipal de Fafe mantinha o apoio às bandas filarmónicas Locais, procurando, assim, a promoção de atividades lúdicas e culturais ao longo de todo o ano.  No total, seriam transferidos 55 mil euros, repartindo-se o valor por metades para cada uma das Bandas, nomeadamente a Sociedade Artística Musical Fafense – Banda de Golães – e Sociedade Filarmónica Fafense – Banda de Revelhe.

Com este apoio, as bandas comprometiam-se à manutenção de uma Escola de Música, visando a formação de jovens músicos locais, participação em eventos organizados pela autarquia através de pequenas formações, em atuações públicas, sempre que solicitado pela Câmara Municipal, desde que estas não conflituem com a agenda da respetiva Escola. Deviam disponibilizar um programa musical interpretado pelos alunos da escola de música ou pelos elementos da formação principal da Banda para digressão. E deviam, ainda, promover um concerto musical interpretado pela formação principal da Banda Filarmónica anualmente.

Raul Cunha, Presidente da Câmara Municipal de Fafe, reconhecia que a atribuição destes apoios era também “uma forma de reconhecimento e estima” pelas Bandas do concelho.

José Dias, pianista, de Fafe
Músicos naturais do Concelho de Fafe

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e o património musical.

  • Eduarda Ferreira (compositora, 2001)
  • José Dias (pianista)
  • Tiago Ferreira (tenor)
José Dias
José Dias, pianista, de Fafe

José Dias, pianista, de Fafe

José Dias nasceu em Fafe em 1982 e recebeu as primeiras lições de piano aos 12 anos. Mais tarde frequentou as Academias de Música Valentim Moreira de Sá em Guimarães e José Atalaya em Fafe. Obteve o primeiro prémio no concurso de piano do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian em Braga. Após começo do trabalho com os pianistas Luís Magalhães e Nina Schumann, José Dias viajou para a África do Sul onde frequentou sob sua orientação a Universidade de Stellenbosch. Desta instituição viria a obter com distinção o Bacharelato e Honours (Licenciatura) em Música na área de interpretação pianística.

José Dias prosseguiu depois os estudos pianísticos na Hochschule für Musik und Theater de Zurique (Suíça) na classe de Konstantin Scherbakov. Sob sua orientação completou o Konzertdiplom com distinção. Em 2005 seria já convidado a acompanhar o maestro Scherbakov como seu aluno numa série de aulas públicas durante uma viagem cultural no Mar Negro a bordo do cruzeiro MS Europa organizada pelo Lucerne Festival (Suíça).

José Dias participou em classes de aperfeiçoamento orientadas por pianistas como Bárbara Dória, Joseph Stanford, Ella Fourie, Anton Nel, Vladimir Viardo e Alexei Lubimov. Para além dos seus regulares recitais de piano, lied e música de câmara, já se apresentou também como solista com orquestras como a University of Stellenbosch Symphony Orchestra (USSO), Kunst Universiät Graz Orchester, KwaZulu-Natal Philarmonic Orchestra de Durban e Cape Town Philarmonic Orchestra, sob a direcção de maestros como Corvin Matei, Xandi van Dyk, Young Kyu Song, Christopher Dowdeswell e Dr. David Tidboald.

Em meados de 2007 José Dias regressou à África do Sul para ocupar a posição de pianista, correpetidor e vocal coach na Ópera de Cape Town. Para além de orientar os cantores intérpretes das óperas em cartaz, acompanha ao piano ensaios de produção – até ao presente esteve envolvido diretamente em produções de mais de 30 óperas diferentes, de épocas e compositores tão distantes e variados como Monteverdi e Gershwin. O seu trabalho como pianista acompanhador principal da companhia proporcionou a sua participação em centenas de concertos por todo o país.

Em 2011, José Dias iniciou paralelamente os seus estudos de Doutoramento na Universidade da Cidade do Cabo sob orientação prática do renomado pianista Prof. François du Toit e fazendo a sua pesquisa musicológica sob supervisão do compositor Hendrik Hofmeyr, abordando o tema das Baladas para Piano. Poucos meses após o começo dos estudos, José Dias foi já vencedor do maior prémio pianístico da Universidade e por consequência as suas apresentações em público têm vindo a multiplicar-se. 2012 será um ano dedicado aos estudos e a trabalho concertístico intensivo, com espetáculos agendados na maior parte dos festivais sul-africanos, apresentações com orquestra e participações em festivais internacionais na Europa e USA.

Tiago Ferreira

Tiago Ferreira, tenor, nasceu em  emFafe 1979. Começou a estudar música aos 12 anos na Banda de Golães. Posteriormente, estudou nas Academias de Música Valentim Moreira de Sá em Guimarães, e Academia de Música José Atalaya em Fafe. Em 2009 concluiu a Licenciatura Bi-Etápica em Formação Musical na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE). Entre 2005 e 2007 integrou o Coro de Câmara da ESMAE, sob a direção de Barbara Francke. Estudou canto com os professores José Corvelo e Maria João Matos.

Foi diretor artístico do Coro da Igreja da Misericórdia de Guimarães entre 2008 e 2013. É professor de Formação Musical na Academia de Música José Atalaya onde também dirige o Coro de Pais e Amigos. É professor e maestro da Orquestra Juvenil da Banda de Golães e flautista na banda Progeto Aparte. É aluno no mestrado em Direcção Coral e Formação Musical na Universidade do Minho.