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Coretos de Felgueiras

Margaride

Coreto de Margaride, Felgueiras, créditos António José Ferreira, 11 de julho de 2021

Coreto de Margaride, Felgueiras, créditos António José Ferreira, 11 de julho de 2021

O coreto está situado no Centro de Felgueiras, na freguesia de Margaride (Santa Eulália), próximo da igreja matriz e dos Paços do Concelho.

Banda de Música da Lixa
Filarmónicas de Felgueiras

Bandas de música, história e atividades no Concelho

  • Banda de Música da Lixa
  • Banda de Música de Felgueiras
Banda de Música da Lixa

A Banda de Música da Lixa terá sua origem em 1807, constituída por músicos oriundos da Orquestra Privativa da Casa do Paço de Borba de Godim. Apresentou-se pela primeira vez à população lixense a 29 de setembro desse ano, abrilhantando as festividades de S. Miguel, padroeiro de Borba de Godim.

A 9 de setembro de 1876, é reconhecida por alvará passado pelo arcebispo de Braga com a designação de “Música do Rancho da Lixa”, tendo como regente Manuel Joaquim de Freitas. Os seus executantes eram oriundos da orquestra Privativa da Casa do Paço – conjunto que terá existido entre os anos de 1803 e 1805. Foi no ano de 1803 que Francisco Diogo de Moura Coutinho, Senhor e Fidalgo da Casa do Paço, assumiu contratar alguns músicos de Barcelos, executantes que a partir daí atuaram não apenas nas festas da casa senhorial, mas também nas celebrações religiosas que aconteciam na capela privativa da mesma.

Após a morte do fidalgo, em 1805, os herdeiros dispensaram os serviços dos executantes. Dois anos depois, e após um período de ensaios, os executantes apareceram na citada Festa de S. Miguel, agrupados na Filarmónica de que emana a Banda de Música da Lixa. Em 1898, encontramos referências de que estava integrada nos Bombeiros Voluntários da Lixa, passando a denominar-se, a 5 de fevereiro de 1928, “Banda Marcial dos Bombeiros Voluntários da Lixa”.

Por escritura pública de 5 de março de 1981, a “Banda de Música da Lixa” passou a ter a sua designação atual, dissociando-se dos Bombeiros Voluntários da Lixa. Associação de carácter cultural e recreativo, foi inscrita no INATEL com o nº 2710 em 17 de agosto de 1994.

Em tempos, a capela de Santo António, privativa da família de Leonardo Coimbra, ilustre Filósofo, Educador e Político, nascido na freguesia de Borba de Godim, abriu as portas à Banda, no ano em que esta abandonou as instalações dos Bombeiros Voluntários da Lixa (1975), para que aí realizasse alguns ensaios e assim desse continuidade à sua nobre atividade. Durante vários anos, ensaiou em instalações generosamente cedidas pela Casa do Povo de Borba de Godim, no Ladário.

De momento, ensaia em salas próprias, localizadas na Escola Primária de Vila Cova, cedidas através de contrato de comodato celebrado em a Câmara Municipal de Felgueiras e a Junta de Freguesia de Vila Cova da Lixa. Nos últimos anos, passaram por esta Associação os regentes Óscar Machado, Leonardo Vieira, José Freitas, Vítor Sampaio, Manuel Moreira das Neves, que iniciou a escola de música da Banda, e  Teixeira Douro. homem da terra.

De acordo com informação do próprio, pertence a José Machado a autoria da letra e da música do hino da Banda.

BML

Banda de Música da Lixa

Banda de Música da Lixa

Emanuel Silva é o atual maestro, cujo trabalho vem merecendo o aplauso dos músicos e dirigentes. Atualmente, a Banda de Música da Lixa é composta por 65 elementos, na sua maioria por jovens provenientes da sua Escola de Música.

Assinalou em 2017 os seus 210 anos. É requisitada para atuações em inúmeras festas e romarias, de norte a sul do país.

Banda de Música de Felgueiras

Banda no Coreto, anos 1930, com Aniceto Pinto Ferreira, primeiro regente da Banda dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras.

Banda de Música de Felgueiras

Banda de Música de Felgueiras

Rancho Folclórico de Varziela
Folclore no em Felgueiras

Tradições, grupos etnográficos e atividades

  • Região: Entre Douro e Minho
  • Distrito: Porto
  • Concelho: Felgueiras

05 grupos

  • Rancho Folclórico das Lavradeiras da Lixa
  • Rancho Folclórico de Santa Luzia de Airães
  • Rancho Folclórico de Santa Maria de Pombeiro
  • Rancho Folclórico de Santo André de Friande
  • Rancho Folclórico S. Martinho de Penacova
Rancho Folclórico das Lavradeiras da Lixa

O Grupo Folclórico das Lavradeiras da Lixa foi fundado a 24 de agosto de 1990. Pertence ao Concelho de Felgueiras, distrito do Porto, Região Etnográfica de Entre Douro e Minho. Conta com representações nacionais, de Norte a Sul do País, e representações internacionais a Espanha. É associado da Federação do Folclore Português e INATEL.

No artesanato, destacam-se os bordados manuais, confecionados em pontos cruz ou em ponte cheio, em ponto matizado ou em rechelieu, bordados que enfeitam muitos lares de Portugal e do Estrangeiro. Elaborados por experientes e apaixonadas mulheres da Lixa, estes bordados são característicos da região entre Douro e Minho. Neste contexto de enraizadas tradições, destaca-se na Lixa, o Rancho Folclórico das Lavradeiras da Lixa.

A sua legalização oficial aconteceu por escritura pública, efetuada no Cartório Notarial de Felgueiras, a 24 de Agosto de 1990. Com o distinto objetivo de enaltecer a sua terra, as suas tradições e cultura popular, o Rancho Folclórico das Lavradeiras da Lixa, pretende apresentar por todo o Portugal e Estrangeiro, os usos e costumes da região entre Douro e Minho, nomeadamente da Lixa. Mercê de uma recolha minuciosa de informação acerca da vida quotidiana dos seus antepassados, conseguiu, principalmente através das pessoas mais idosas da Lixa e das freguesias circundantes, material suficiente que lhe permitiu elaborar um cancioneiro digno de destaque, e o seu guarda-fato.

Rancho Folclórico das Lavradeiras da Lixa

Rancho Folclórico das Lavradeiras da Lixa

As danças e os cantares que integram o reportório do Rancho eram, nos tempos passados, executados nos grandes arraiais das festas das redondezas, nas desfolhadas, nas espadeladas, nas arraigas do linho, nas eiras, nas vindimas. As coreografias e músicas, reportam-nos à vida quotidiana de outros tempos, onde a tertúlia era o modo de descompressão do árduo trabalho. Os modos de trajar e os acessórios usados pelos elementos do Rancho, foram também eles, objeto de recolha. Alguns dos trajes pertencem aos finais do século XIX e princípio do século XX, sendo de destacar o traje de festa, de domingar, de lavradeira rica e de campo. Os tradicionais lenços das componentes femininas, são ainda usados na região. Os acessórios de trabalho utilizados pelo Rancho enriquecem o seu espólio e espetáculos. Deste conjunto fazem parte, a roca e o fuso, a dobadoura, o sarilho.

A tocata do rancho, que fornece o som para as danças e os cantares, é composta por concertinas, violas braguesas, cavaquinhos, violão, tambor, e os ferrinhos. Os instrumentos de corda ainda se fabricam, no concelho de Felgueiras.

Rancho Folclórico de Santa Luzia de Airães

O Rancho Folclórico de Santa Luzia de Airães iniciou a sua atividade em 1977, divulgando desde então a música, traje e dança da região de entre Douro e Minho. É membro efetivo da Federação de Folclore Português.

Em 1987, legalizou-se por escritura pública, destinado à divulgação da música, traje e danças da região. Presta um serviço à juventude, servindo também um serviço à cultura da região. Afirma-se no panorama folclórico nacional e internacional, apostando na qualidade da reprodução do traje, danças e cantares de tempos mais remotos, feitas as pesquisas e recolhas para garantir a autenticidade do que representa.

Na sua sede, tem instalado o Museu Etnográfico de Santa Luzia com mostra de instrumentos caseiros e de ofícios tradicionais manuais antigos, que hoje, essas profissões já se encontram mecanizadas.

Os trajes que apresenta são: Noivos, Domingueiro, Senhora Rica, Missa, Campo (ceifeiros), Lavradores Ricos, Festa e Feira e Trabalho.

Possui escola de dança para os mais pequenos e escola de música tradicional de vibrafones (acordeão e concertina) e cordofones (viola, viola braguesa e cavaquinho) frequentadas por crianças e jovens.

É membro efetivo da Federação do Folclore Português.

RFSLA

Rancho Folclórico de Santa Luzia de Airães

Rancho Folclórico de Santa Luzia de Airães

Rancho Folclórico de Santo André de Friande

O Rancho Folclórico de Santo André de Friande nasceu em 1977 no lugar de Santo André, junto à capelinha com o mesmo nome que pertence à freguesia de Friande, concelho de Felgueiras. Por esta ocasião um grupo de pessoas do mesmo lugar organizou uma festada, como era tradição em todos os lugares da freguesia, para abrilhantar as festas em honra de São Tomé padroeiro da freguesia. Estas festas realizam-se todos os anos no dia 4 de julho.

Após este evento o mesmo grupo deu continuidade a esta festada dando origem ao Rancho Folclórico de Santo André de Friande. Em 1984 este rancho foi formalizado oficialmente por escritura pública sendo regido por estatutos, passando a ser uma associação cultural, recreativa, desportiva e educativa. Durante os anos 80 teve bons momentos sendo solicitado para animar várias festividades e festivais folclóricos, e sofreu um interregno no início dos anos 90 por falta de componentes. Em 1997 instalou-se uma nova comissão administradora que de imediato angariou novos sócios e organizou eleições das quais saiu uma nova direção, que organizou uma recolha cultural junto das pessoas mais idosas da freguesia, pesquisando os costumes, danças, cantares e vestimentas tradicionais da época.

RFSAF

Rancho Folclórico de Santo André de Friande

Rancho Folclórico de Santo André de Friande

A informação recolhida permitiu confecionar trajes mais fiéis da época que pretendem representar, assim como aperfeiçoar as danças e cantares. Todo este esforço culminou com a sua apresentação oficial em público, no dia 16 de maio 1999, sendo na mesma ocasião “batizado” e apadrinhado com missa solene na igreja paroquial de Friande pelo Rancho Regional de Paredes.

Rancho Folclórico de S. Martinho de Penacova

O Rancho Folclórico de S. Martinho de Penacova é um grupo etnográfico da freguesia de São Martinho de Penacova, concelho de Felgueiras, distrito do Porto.

RFSMP

Rancho Folclórico S. Martinho de Penacova

Rancho Folclórico S. Martinho de Penacova

Rancho Folclórico de Varziela

O Rancho Folclórico de Varziela é um grupo etnográfico da região de Entre Douro e Minho, concelho de Felgueiras, distrito do Porto.

Traje de Senhora Rica

Rancho Folclórico de Varziela

Rancho Folclórico de Varziela

Músicos naturais do Concelho de Felgueiras

[ Serviço público sem financiamento público, o Musorbis foi lançado em dezembro de 2020. O processo de inserção de dados pode ser acelerado com a cooperação dos músicos no que se refere a currículos e fotografias em falta. ]

Aniceto Pinto Ferreira

Aniceto Pinto Ferreira nasceu na freguesia de Santa Eulália de Margaride, concelho de Felgueiras, Portugal. Foi o primeiro regente da Banda dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras, juiz de paz, professor de música, relojoeiro. Em 2014 cumpriu-se o 150º aniversário da seu nascimento.

António José Ferreira

Criador e gestor do projeto Meloteca (www.meloteca.com) desde 2003 e presidente da Meloteca Associação Cultural Educativa, António José Ferreira é formador, investigador, editor e professor de Ensino da Música no 1º Ciclo e de Música Adaptada a crianças com deficiência e atraso. Prepara o lançamento do sítio do património musical, o Musorbis. Iniciou em setembro de 2007 um trabalho sistemático de criação de recursos e de formação de professores de Música nas Atividades de Enriquecimento Curricular, tendo já organizado e feito formação para mais de 1540 professores de Norte a Sul de Portugal continental. Para a infância criou mais de 60 cadernos de apoio à expressão musical disponíveis na loja Meloteca.

Leia AQUI a biografia completa.

Bruno Teixeira

Bruno Teixeira iniciou os estudos musicais no Conservatório de Música do Porto onde concluiu o Curso Complementar de Órgão, na classe de Paulo Alvim. É licenciado em Música – Execução de Órgão pela Escola Superior de Música de Lisboa na classe de Órgão de António Esteireiro. Ao longo da sua formação, como organista, frequentou cursos de aperfeiçoamento de literatura de órgão, com Stefan Baier e Martin Bernreuther. Em Julho de 2010 frequentou o curso de aperfeiçoamento de literatura de órgão na University of Music and Performing Arts Stuttgart – OrgelaKademie com os Professores Jon Laukvik e Ludger Lohmman.

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Bruno Teixeira

Bruno Teixeira, organista, de Felgueiras

Bruno Teixeira, organista, de Felgueiras

Carlos Silva

Carlos Silva nasceu em Vila Cova da Lixa no ano de 1977. Começou a tocar clarinete aos sete anos de idade na Banda de Música da Lixa, tendo mais tarde estudado no Conservatório de Música de Paredes, no Conservatório de Música do Porto e na Escola de Música do Conservatório Nacional em Lisboa, nas classes dos professores António Costa Santos, Moreira Jorge e Luís Gomes, respetivamente. Em 1996 ingressou na Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana, transferindo-se para a Banda Marcial do Porto no ano de 2002.

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Emanuel Silva

Natural da Lixa (Felgueiras), Emanuel Silva iniciou os estudos musicais em Clarinete na Banda de Musica da Lixa. Frequentou o 8º grau em Clarinete no Conservatório de Música do Vale do Sousa e a licenciatura em Educação Musical na Escola Superior de Educação do Porto. Em 2008 ingressou na Banda Militar do Porto. Iniciou os estudos em Direção com o maestro Armando Teixeira e frequentou classes de aperfeiçoamento com os maestros Douglas Bostock, José Rafael Pascual Vilaplana e Rafael Agulló Albors. Estuda Direção com o maestro Fernando Marinho. Dirige desde 2003 o coro da catequese de Macieira da Lixa. Foi diretor do coro da catequese de Refontoura entre 2008/2012 e maestro de Banda Juvenil da Banda de Música da Lixa em 2011. É o diretor do Coro Vicarial de Felgueiras e o maestro da Banda Musical de Amarante.

Joana Almeida

Joana Almeida foi vencedora do 2º Grande Prémio Nacional do Fado da RTP1 com apenas 17 anos, em 2015. Participou no Caixa Alfama e no Caixa Ribeira e em actividades culturais do Museu do Fado, integrando o elenco que homenageou a fadista Maria Severa. Natural de Felgueiras, os estudos levaram-na para Lisboa onde cantou nas casas típicas de fado, no Bairro Alto e em Alfama.

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Joana Almeida

Joana Almeida, fadista, de Felgueiras, foto Paulo Segadaes

Joana Almeida, fadista, de Felgueiras, foto Paulo Segadaes

Luís Pereira

O saxofonista Luís Pereira nasceu em Felgueiras em 1985. Na Banda de Música de Felgueiras iniciou os estudos com o maestro Henrique Ribeiro, tendo ingressado mais tarde na Academia de Música Valentim Moreira de Sá onde prosseguiu os estudos com Fernanda Alves. Seguiu-se a Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, onde frequenta o terceiro ano da licenciatura em Saxofone na classe dos professores Henk Van Twillert, Fernando Ramos e Gilberto Bernardes. No seu percurso académico frequentou classes de aperfeiçoamento com Claude Delangle, Mário Marzi, Arno Bornkamp, entre outros.

Obteve o segundo lugar no Primeiro Concurso Internacional de Saxofone “Vítor Santos” e o primeiro prémio no “Concorso Internazionale di Musica Citta di Chieri”- Itália, na categoria de música de câmara. Faz parte do Ensemble de Saxofones Vento do Norte, da Orquestra Portuguesa de Saxofones, com os quais se apresenta frequentemente em várias cidades europeias.

Saiba mais AQUI.

Luís Sampaio

Luís Pedro Sampaio, clarinetista, nasceu em Felgueiras em 1996. Iniciou os estudos musicais no Conservatório de Música de Felgueiras aos 9 anos. Estudou clarinete com os professores Carlos Ferreira e Manuel Lemos no Conservatório de Música de Felgueiras; Nuno Madureira e José Ricardo Freitas na Academia de Música José Atalaya em Fafe, onde conclui o 8º grau obtendo a classificação máxima no ano letivo 2010/2011.

Com Carlos Alves e Pedro Ladeira estudou na Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART)/Instituto Politécnico de Castelo Branco, onde se licenciou em 2018, no Curso de Licenciatura em Música – Variante de Instrumento, opção Clarinete, com a classificação final de 19 (dezanove) valores. Encontra-se a concluir o Mestrado em Ensino de Música na ESART.

Luís Sampaio

Luís Sampaio, clarinete, de Felgueiras

Luís Sampaio, clarinete, de Felgueiras

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Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro iniciou os estudos de Oboé na Escola Profissional Artística do Vale do Ave, com Saúl Silva, tendo concluído a licenciatura na Escola Superior de Música do Porto, na classe de Ricardo Lopes. Foi laureado com o 1.º Prémio da Juventude Musical Portuguesa, o Prémio Jovens Músicos, o Prémio Maestro Silva Pereira e o Prémio Revelação Ribeiro da Fonte. Lecionou na Universidade de Aveiro, na Escola Superior de Música do Porto e na Academia Nacional Superior de Orquestra. É membro do Opus Ensemble, com o qual gravou o CD 2007. Faz também parte do Trivm de Palhetas, da Camerata Senza Misura e do Quinteto Artziz, tendo realizado com este grupo uma digressão pela Índia e Macau. Estreou diversas obras de música de câmara de compositores portugueses e gravou com o Ensemble Mediterrain o CD Música Contemporânea Portuguesa.

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Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro, oboé, de Felgueiras

Pedro Ribeiro, oboé, de Felgueiras

Sérgio Leite

Sérgio Leite, pianista, de Felgueiras

Sérgio Leite, pianista, de Felgueiras

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Destaca-te no Musorbis

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HISTÓRIA DA MÚSICA

Luís de Sousa Rodrigues

Luís (de Sousa) Rodrigues (n. Rande, Felgueiras, 06 Jul. 1906; m. Porto, 24 Abr. 1979) foi padre, compositor, maestro, pedagogo e musicólogo. Embora já no início do século XX houvesse no Porto padres a compor música religiosa à volta do editor e compositor Eduardo Fonseca, Luís Rodrigues marca a renovação da música sacra que teria, na Igreja da Lapa e em Ferreira dos Santos, pontos artísticos de altíssimo nível, sendo, nas décadas de 40-60, uma figura respeitada na música religiosa nacional.

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Pe. Luís de Sousa Rodrigues

Pe Luís de Sousa Rodrigues, compositor, de Felgueiras

Pe Luís de Sousa Rodrigues, compositor, de Felgueiras

MÚSICA À VISTA

Pormenores de Iconografia Musical no Concelho de Felgueiras
Adoração dos Pastores, Vila Cova da Lixa

Adoração dos Pastores, Vila Cova da Lixa

Na capela-mor da Igreja de Vila Cova da Lixa, concelho de Felgueiras, juntamente com uma Anunciação do mesmo autor, encontra-se uma Adoração dos Pastores, do séc. XVII (finais), Manuel de Freitas Padrão (?), óleo sobre madeira. Entre os adoradores encontra-se um tocador de flauta de tamborileiro e tamboril. (Créditos e informação da musicóloga Sónia Duarte)

Igreja Matriz de Pombeiro de Ribavizela
Órgãos de tubos do concelho de Felgueiras [4]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz de Caramos

[ Igreja Paroquial ] [ São Martinho ] [ Igreja do antigo mosteiro de São Martinho ]

Igreja Matriz de Caramos

Igreja Matriz de Caramos

A Igreja Matriz de Caramos foi igreja de mosteiro de Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, de fundação anterior à nacionalidade, sofrendo intervenções sucessivas ao longo dos séculos. Foi profundamente alterado nos séc. XVII e XVIII, sendo exemplo disso as diferenças de vãos da fachada lateral direita. No interior, destaca-se a qualidade dos retábulos de talha dourada, do barroco nacional e joanino, o púlpito, o coro-alto o o órgão construído no início da centúria de setecentos. Tem planta retangular composta por nave, capela-mor, torre sineira e edifício conventual desenvolvido transversalmente, com coberturas diferenciadas, em falsa abóbada de berço com caixotões, iluminada uniformemente por janelas retilíneas, rasgadas nas fachadas laterais e principal. A fachada principal da igreja é enquadrada por pilastras e rematada por frontão triangular encimado por urnas e cruz sobre acrotério, rasgada por portal de verga reta encimada por frontão triangular, seguida de janela de iluminação do coro-alto, e nicho em arco de volta perfeita, enquadrado por aletas com enrolamentos e duplas pilastras de imposta saliente, apresentando as interiores decoração entrelaçada.

Fonte: Monumentos

Pormenor da fachada

Órgão da Igreja Paroquial de Caramos

Órgão da Igreja Paroquial de Caramos

Igreja Matriz de Pombeiro de Ribavizela

[ Igreja Paroquial ] [ de Santa Maria Maior ] [ do antigo mosteiro de Santa Maria (de beneditinos) ]

Igreja Matriz de Pombeiro de Ribavizela

Igreja Matriz de Pombeiro de Ribavizela

Santa Maria de Pombeiro foi um dos mais importantes mosteiros beneditinos do Entre-Douro-e-Minho, tendo sido fundado por D. Gomes Echiegues e sua mulher Gontroda, em 1102. A Igreja [séculos XII-XIII] é composta por três naves, divididas por arcos-diafragma e com cobertura em madeira pintada, nas naves laterais. A planta original da capela-mor, reconstruída no século XVIII, era semicircular à boa maneira românica, assim como os absidíolos [capelas secundárias] ainda existentes. Os capitéis do portal principal são um notável exemplo de escultura românica. Os dois túmulos com escultura faziam parte do núcleo funerário abrigado na desaparecida galilé, ligada à nobreza deste território, como os Sousas [ou Sousões] e os Ribavizela. Nos absidíolos existem dois temas de pintura mural: um alusivo, provavelmente, a São Brás e outro apresentando Santo Amaro e São Plácido. A imagem da Padroeira, inserida no retábulo-mor [altar principal], possivelmente é uma obra de estilo gótico [séculos XIV-XV]. Bastante alterada nos séculos XVI a XIX, a Igreja do Mosteiro de Pombeiro recebeu um conjunto de talha de estilo rococó, no qual trabalhou o reputado Frei José de Santo António Ferreira Vilaça.

Fonte: Rota do Românico

Órgãos, mudo o da direita

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão reconstruído

Órgão da Igreja Matriz de Pombeiro de Ribavizela

Órgão da Igreja Matriz de Pombeiro

Montra

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Consola e trombetas horizontais

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Consola e trombetas horizontais

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Teclados manuais e estante

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Puttus e trombetas em chamada

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Manúbrios do lado direito

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão mudo

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Pormenor de talha

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Banco do organista

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Lado do Evangelho: órgão de dois teclados manuais [ II ; (21+25) ] construído por António Solha, em 1766, desmontado e inventariado e proposta de restauro pela Oficina e Escola de Organaria, em 1994, opus 9, restauro pela firma, restaurado por Acitores Organería y Arte, S. L., de Torquemada, Palencia (Espanha) / Atelier Samthiago

Lado da Epístola: órgão falso [mudo] [ ornamental ].

Igreja Matriz de Sendim

[ Igreja Paroquial ] [São Tiago]

Igreja Matriz de Sendim

Igreja Matriz de Sendim

Órgão Karl Göckel

Órgão da Igreja Matriz de Sendim

Órgão da Igreja Matriz de Sendim

A 14 de maio de 2007 foi noticiado:

A Paróquia de Sendim (Felgueiras) comemorou em maio de 2007 o primeiro aniversário do restauro da sua igreja que teve como ponto alto a bênção e inauguração do órgão de tubos (II-10-P).

No decorrer das obras de restauro surgiu a possibilidade da implementação de um órgão de tubos no renovado espaço, para o qual se assinou contrato de construção em 13 de Maio de 2006, dia da inauguração do restauro da igreja, com a conceituada firma de organaria alemã Karl Göckel Orgelbau.

A inauguração ocorreu no dia 12 de maio, pelas 15 horas, numa celebração solene presidida pelo Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, que fez a bênção do novo instrumento, tendo sido executado o Te Deum Op. 57 para vozes e órgão de Flor Peeters.

No dia 13 de Maio, pelas 16 horas, houve o concerto inaugural, inserido no Ciclo de Órgão e Música Sacra do Porto – Vox et Organum, onde foram interpretadas obras para órgão e coro, órgão e solistas e órgão solo pelo Coro de Câmara de Sendim, o tenor Adriano Brito e o mezzo-soprano Diana Terra, com Paulo Alvim no órgão.

Para além da elevação que trará às celebrações da comunidade e do enriquecimento cultural para esta região, o instrumento, devido às suas características únicas na vigararia, permitirá que se avance com iniciativas de formação na área da música litúrgica, nomeadamente com a criação de uma escola vicarial para a formação de organistas.

Ciclo de Concertos de Órgão de Tubos

Em 2019, a ACLEM – Artes, Cultura e Lazer, Empresa Municipal, em parceria com o Conservatório de Música de Felgueiras promoveu o 1º Ciclo de Concertos de Órgãos de Tubos no concelho de Felgueiras.

O Ciclo de Concertos de Órgão de Tubos, de 12 de outubro a 10 de novembro, esteve inserido na programação da agenda cultural de outono. Visava promover a arte musical e o património arquitetónico e eclesiástico existente no concelho de Felgueiras, os três órgãos de tubos existentes, nas igrejas de Caramos, Sendim e no Mosteiro de Pombeiro.

A primeira atuação realizar-se-ia no dia 12 de outubro, na Igreja de Sendim e será protagonizada pelo organista Tiago Ferreira e pelos trompetistas Rúben Castro e Fernando Ribeiro. O segundo concerto tinha data marcada para 26 de outubro, no Mosteiro de Pombeiro, contando com a atuação do organista Pedro Monteiro e da soprano Eva Braga Simões. O encerramento deste ciclo de concertos, aconteceria no dia 10 de novembro, pelas 17h00, na Igreja de Caramos, e contará com o organista Ricardo Toste e o violinista Tiago Abreu.

A vereadora da Cultura, Ana Medeiros, referiu:

“Depois do sucesso do concerto que aconteceu em abril no Mosteiro de Pombeiro, protagonizado pelo organista Rui Fernando Soares, aquando da cerimónia de encerramento da X edição do festival de pão de ló e doces tradicionais, é chegada a hora de retomar estes maravilhosos concertos de música clássica, descentralizando a agenda cultural de outono às freguesias, e, tirando partido do riquíssimo património eclesiástico, colocamo-lo nas mãos de artistas conceituados, que nos transportam numa recomendável viagem, acessível a todos, a momentos de exaltação de arte e cultura. Esperamos ainda que estes concertos despertem a todos a vontade e a curiosidade de visitar as igrejas da Rota do Românico.”

Felgueiras é também um extraordinário reduto de arte românica. A Igreja de Airães, a Igreja Matriz de Unhão, a Igreja de Sousa, a Igreja de S. Mamede de Vila Verde, e a Igreja do Mosteiro de Pombeiro fazem parte do ambicioso projeto da Rota do Românico do Vale do Sousa do qual no Município de Felgueiras faz parte integrante.

FONTE: Vale do Sousa TV