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Associação Recreativa Filarmónica Frazoeirense
Filarmónicas de Ferreira do Zêzere

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Associação Recreativa Filarmónica Frazoeirense

O Médio Tejo noticiou a 25 de maio de 2019 que o Presidente da República conviveu com a Filarmónica Frazoeirense, que tocou o Hino Nacional no Palácio de Belém  A Associação Recreativa Filarmónica Frazoeirense, de Ferreira do Zêzere, tocou na sexta-feira, 24 de maio, o Hino Nacional no Palácio de Belém, recordando assim ter sido esta a primeira banda filarmónica a interpretar “A Portuguesa” junto de Alfredo Keil, compositor da música. Foi doada ao Museu da Presidência da República a partitura original do Hino Nacional, pelo arquiteto Francisco Keil do Amaral, bisneto do autor da música e proprietário do documento.

Associação Recreativa Filarmónica Frazoeirense

Associação Recreativa Filarmónica Frazoeirense

O convite chegou pelo reconhecimento de ter sido esta a primeira banda filarmónica a interpretar A Portuguesa junto de Alfredo Keil, que passava férias no concelho de Ferreira do Zêzere. Já em 2001 a Filarmónica interpretou o Hino Nacional no Salão Nobre da Assembleia da Republica, aquando das comemorações dos 90 anos do Hino Nacional, sendo a primeira banda civil a tocar na Assembleia da República.

Sociedade Filarmónica Ferreirense

Diz a tradição desta vila que a sua Música Popular teria aparecido um ano depois, pouco mais ou menos, da filarmónica Carrilense. Não era de aceitar de bom grado que na pequena freguesia do concelho já existisse uma Sociedade Filarmónica, e na própria sede, a novidade da época – a música popular – não existisse.

A Arte dos Sons era bem o ponto de partida dos interesses espirituais ou políticos de cada agremiação e de cada terra; por isso a muito mais laboriosa população da vila sentia-se estimulada a imitar a Banda da sua súbdita carrilense. O Pároco Januário Mendes Ferreira, António Mota Cardoso e Filipe Godinho – proprietários do lugar da Cerejeira deram vida a uma corporação musical denominada Sociedade Filarmónica Ferreirense. E em 1842 foi a fundação desta Banda Ferreirense.

A 8 de Julho de 1871 foi tornada oficial a sua existência com escritura pública e estatutos da Sociedade. Os catorze outorgantes, os que aprovaram a letra dos estatutos da Sociedade, foram, decerto, os executantes que ao tempo a Banda teria no seu efetivo. A Sociedade Filarmónica Ferreirense é conhecida em todos os concelhos mais próximos (Tomar, Alvaiázere, seta, Vila de Rei, Abrantes), pelas inúmeras festas, quer civis quer religiosas em que se tem apresentado.

Em 1937 possuía a Banda 25 executantes e era seu regente António Lourenço. Ao longo da sua existência tem tido vida bastante irregular, atravessando crises, mas tendo-se mantido principalmente pelo auxílio de algumas dedicações, de entre as quais é dever salientar a do falecido proprietário da Quinta do Pinheiro, Adelino Henriques de Melo.

Sociedade Filarmónica Ferreirense

Sociedade Filarmónica Ferreirense

Bruno Gomes, acordeonista, Ferreira do Zêzere
Músicos naturais do Concelho de Ferreira do Zêzere

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • José Alcobia (regente, 1914-2003)
  • Bruno Gomes (acordeão)

Bruno Gomes

Bruno Gomes, acordeonista, Ferreira do Zêzere

Bruno Gomes, acordeonista, Ferreira do Zêzere

Bruno Gomes

Bruno Gomes, acordeonista, Ferreira do Zêzere

Bruno Gomes, acordeonista, Ferreira do Zêzere

Bruno Gomes atuou a 19 no Centro Cultural de Ferreira do Zêzere, mostrando o “lado travesso” do acordeão que conhece desde a infância e lhe marca os dias de adulto. “A;Travesso” é o seu novo álbum, que surge depois do lançamento de “Madrepérola” e “Revanche” em 2005 e 2014, respetivamente. Aos 33 anos de idade. Dá formação de acordeão em diversos locais e cruza-se regularmente com ele no Atelier do Acordeon, onde se fabricam, restauram e reparam estes instrumentos musicais.

A sua ligação com o acordeão é algo “natural” iniciada quando tinha apenas cinco anos. Nessa altura, as mãos que já tocaram acordeão aquém e além fronteiras nos espetáculos em que participou e naqueles que organizou com nomes de relevo internacional eram dadas à mãe quando o levava para o Atelier do Acordeon. Inicialmente, ia como companhia e mais tarde, aos nove anos, começou aprender a tocar no espaço que tem como lema “futuro e tradição juntos” e cujos proprietários considera “os segundos pais”. O primeiro concerto surgiu quando tinha 14 anos, recordando o casamento para o qual foi convidado a atuar como “um momento engraçado”.

A estreia oficial em palco foi feita em cima do atrelado de um trator com público dividido entre os sentados em fardos de palha e os dançarinos em cima das mesas. Uma vertente popular associada ao acordeão que se mantém e, nos últimos tempos, passou a ser acompanhada por ambientes mais ecléticos. Os diferentes repertórios apresentados por Bruno Gomes em Portugal, Espanha ou Suíça espelham essa nova conquista dos castelos do acordeão por terras do Fado, corridinhos, mazurcas, marchas e tangos.

O álbum “A;Travesso” continua esta demanda do projeto “Acordeão Génio e Arte” com o instrumento musical que diz ser “cada vez mais transversal” e multifacetado”.

O novo CD do músico, que também é vereador no concelho onde nasceu e no qual decidiu ficar por opção, traz as valsas jazz, choros do Brasil e o fandango espanhol com arranjos de jazz e folk. Na apresentação deste sábado, junta-se a vertente de orquestra com a participação especial da Banda Filarmónica de Nisa, da Sociedade Musical Nisense, e do seu maestro, o acordeonista António Maria Charrinho.

Uma fusão de estilos musicais que justifica o lado “travesso” do acordeão, acrescenta, permitindo explorar outras sonoridades através dos diferentes estilos de acordeão surgidos na última década. Bruno Gomes também evoluiu na técnica, que considera ser um fator “essencial”, e “A;Travesso” representa “um salto qualitativo” enquanto músico, sem deixar de ressalvar que não se considera “um acordeonista de topo pois conheço os melhores do mundo”.

Fonte: Sónia Leitão, Médio Tejo, 19 de maio de 2018

Santuário de Nossa Senhora do Pranto de Dornes
Órgãos de tubos do concelho de Ferreira do Zêzere [1]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no concelho são os seguintes:

Santuário de Nossa Senhora do Pranto de Dornes

[ Igreja Paroquial de Dornes ] [ do Convento de Nossa Senhora da Esperança ]

Santuário de Nossa Senhora do Pranto de Dornes

Santuário de Nossa Senhora do Pranto de Dornes

De acordo com a tradição, a Igreja de Dornes foi fundada pela rainha Santa Isabel, em 1285. Pouco ou nada se conhece, no entanto, sobre o primitivo templo, reedificado em 1453 a expensas de D. Gonçalo de Sousa, conforme se pode ler na inscrição presente na fachada principal, com as armas desta família. No interior, observam-se campanhas decorativas dos séculos seguintes. A fachada, em empena, apresenta portal de verga reta encimado por entablamento com um friso decorado, e cornija suportada por volutas. Sobre esta, duas imagens de pedra, certamente ainda provenientes da primitiva construção. O interior contrasta fortemente com a depuração do exterior, pois é totalmente revestido por azulejos de padrão polícromo, do século XVII. O púlpito, de cantaria, com uma cruz da Ordem de Cristo, exibe a data de 1544 e, na nave, existem ainda dois altares de cantaria, um dos quais com os quatro Evangelistas. No teto figura o escudo de Santa Isabel, em memória da versão tradicional sobre a primitiva edificação da igreja. A capela-mor, com teto de caixotões pintados, já no século XIX, é também revestida por azulejos enxaquetados, do início do século XVII apresentando retábulo de talha dourada setecentista. Uma referência final para o órgão de tubos, que se pensa ser um trabalho da centúria de Seiscentos.

Fonte: DGPC, RC

Possui um órgão de um teclado manual e 18 meios-registos [ I ; (9+9) ] construído por José António de Sousa, c. 1765?, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria, de Esmoriz, em 2001, opus 36.

O órgão de tubos do Santuário de Nossa Senhora do Pranto foi provavelmente trazido de outra igreja ou mosteiro para Dornes. Esteve várias décadas em silêncio devido ao estado de degradação. Porém, a maioria dos 715 tubos permaneciam no seu interior.

No ano 2000 um e-mail enviado ao Ministro Manuel Maria Carrilho originou o interesse por este instrumento e em 11 de janeiro de 2000 era assinado o protocolo de restauro entre o então Instituto Português do Património Arquitetónio (IPPAR) e a Igreja de Dornes em cerca de 12 mil contos divididos pelas duas entidades.

Em 2001 começaram os trabalhos de recuperação deste órgão da responsabilidade do mestre organeiro Pedro Guimarães.

Desde essa data já aqui atuaram organistas portugueses como Monika Henking, João Vaz, Rui Paiva, António Mota, Rui Vilão, Nicolas Roger, José Carlos Araújo, Alexandra Rodrigues.

Montra

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Pranto

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Pranto

Órgão e tribuna

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Pranto

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Pranto