Artigos

Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense (Música Velha)
Filarmónicas de Grândola

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense (Música Velha)

A Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, também conhecida por Música Velha, foi fundada em  1912, sendo  a mais antiga do Concelho de Grândola. Com os primeiros Estatutos redigidos por um operário corticeiro a SMFOG é a única coletividade do Concelho vocacionada para a cultura e a educação musical, tendo por fim a promoção e o desenvolvimento cultural e recreativo dos seus associados, de modo a enriquecer a sua formação humana integral.

Ao nível cultural esta coletividade atinge um dos seus pontos mais altos nas décadas de 50 e 60 com a criação de uma biblioteca, um grupo de teatro e o cineclube, bem como a organização de colóquios, conferencias e exposições.

Grandes nomes da cultura portuguesa passaram por esta coletividade, nomeadamente, Alves Redol, Manuel da Fonseca, Antunes da Silva, Romeu Correia, Manuel Cabanas, Maestro Lopes Graça, Carlos Paredes, entre outros.

José Afonso, convidado a participar nos festejos do 52º Aniversário da coletividade (1964), ficou de tal modo impressionado com o ambiente fraterno e solidário da mesma que três dias depois escreveu, em homenagem à SMFOG, a primeira versão do poema “Grândola Vila Morena”. José Afonso regressa a Grândola para participar em vários eventos organizados pela SMFOG.

Destaque importante para a participação da Banda na “Fette Casteur”, Concerto para a Comunidade Portuguesa, realizado em França, na localidade de Ville Antony-Paris, no ano de 1980, a deslocação a Espanha, em 1987, às cidades de Vigo, Corunha e Santiago de Compostela, para participar em festas de homenagem a José Afonso, e a deslocação à Hungria em 2007 para participar no Festival Internacional “Entre Províncias”.

Como atividades periódicas destacam-se a realização anual do Encontro de Bandas Civis, as audições da Escola de Música e Banda Juvenil, os Concertos de Natal, Ano Novo e Aniversário, a participação na cerimónia do hastear da Bandeira no dia do Concelho e no 25 de Abril, para além da representação em festas, romarias e procissões.

A SMFOG foi condecorada com o Diploma de Alto Significado Coletivo e a Medalha de Prata da então Federação Portuguesa das Coletividades de Cultura e Recreio, com o Diploma de Mérito Associativo, por ocasição do 100º Aniversário, atribuído pela Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura Recreio e Desporto, agraciada com o Diploma de Reconhecimento Público por Serviços Prestados, atribuído pela Região de Turismo de Setúbal – Costa Azul e com a Medalha de Ouro de Mérito Municipal, atribuída pela Câmara Municipal de Grândola.

Atualmente a SMFOG tem uma Escola de Música, na qual aprendem cerca de 40 alunos e uma Banda Juvenil com 31 elementos. A Banda conta com 48 elementos residentes e está sob a direção musical do Maestro Luís Filipe de Araújo e Silva, que é também o Diretor Pedagógico da Escola de Música.

Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense (Música Velha)

Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense (Música Velha)

Rancho Folclórico 5 Estrelas de Abril
Folclore em Grândola

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Alentejo (Litoral Alentejano)
  • Distrito: Setúbal
  • Concelho: Grândola

03 grupos

  • Rancho Folclórico 5 Estrelas de Abril
  • Rancho Folclórico de Danças e Cantares Os Rurais de Água Derramada
  • Rancho Folclórico dos Cantares de Grândola
Rancho Folclórico 5 Estrelas de Abril

O Rancho Folclórico “5 Estrelas de Abril” foi fundado em 5 de abril de 1979, por iniciativa da Comissão de Moradores do Bairro do Isaías, em Grândola.

Os trajes e as modas são fruto do trabalho dos elementos do rancho, que os têm recuperado ao longo da existência do mesmo, quer pelo contacto com os mais idosos, quer através de documentos escritos e fotografias da época existentes e que são património do município, de modo a que seja possível ter a certeza dos usos e costumes das gentes de Grândola.

O grupo apresenta tanto trajes domingueiros como de trabalho. Nos trajes domingueiros, destaque para os noivos, a lavradora de classe média (traje que usava para ir à vila), entre outros. Nos trajes de trabalho encontram-se representados o almocreve, a ceifeira alentejana, o corticeiro, o moral de gado e o mineiro, dando enfâse ao que foi o setor das minas no concelho de Grândola.

Os temas mais representativos do reportório são: alma alentejana, praia de Vila Nova, chegadinho, valsa marcada e sogorra, valsa mandada, característica da Serra de Grândola, que é mandada na roda por vários mandadores, ao despique.

Rancho Folclórico 5 Estrelas de Abril

Rancho Folclórico 5 Estrelas de Abril

Rancho Folclórico de Danças e Cantares Os Rurais de Água Derramada

Sediado no Lugar de Água Derramada – 7570 freguesia e Concelho de Grândola, o Rancho Folclórico de Danças e Cantares Os Rurais de Água Derramada é uma associação de natureza etnográfica constituída a 11 de março de 1996.

Rancho Folclórico dos Cantares de Grândola

O Rancho Folclórico dos Cantares de Grândola é uma associação de natureza etnográfica sediada na Rua São João de Deus, nº 10, 7570, freguesia e Concelho de Grândola, constituída a 9 de junho de 1989.

Carlos Martins, saxofone, de Grândola
Músicos naturais do Concelho de Grândola

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e o património musical.

Carlos Martins

Carlos Martins, saxofone, de Grândola

Carlos Martins, saxofone, de Grândola

Carlos Martins (1961, Grândola, distrito de Setúbal, Alentejo, Portugal) é um saxofonista (tenor e soprano), compositor e professor de jazz, português, com uma carreira nacional e internacional apreciável. Começou por estudar música e tocar clarinete na Banda Filarmónica de Grândola e, posteriormente, continuado os estudos de composição e saxofone no Conservatório Nacional de Lisboa. Foi aluno na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, de que posteriormente se tornaria professor. Participou em cursos de música contemporânea e improvisada na Fundação Calouste Gulbenkian e estudou no IX Seminário Internacional de Música de Barcelona.

Foi professor da Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, Academia de Música de Setúbal e New Jersey Performing Arts Center e fundador do quinteto de Maria João (cantora) e do Sexteto de Jazz de Lisboa, trabalhou e gravou com músicos importantes como Cindy Blackman, Ralph Peterson Jr., John Stubblefield, Don Pullen e Bill Goodwin, e fez espetáculos em vários clubes de jazz da Europa e em festivais internacionais, com vários outros músicos importantes do jazz.

Carlos Martins colaborou com o Grupo Colectiva (Teatro e Música), tendo trabalhado com a compositora Constança Capdeville e participou em vários concertos da Oficina Musical do Porto, dirigida pelo maestro Álvaro Salazar bem como com os músicos solistas do Teatro Nacional de São Carlos, dirigidos pelo maestro João Paulo Santos.

Em 1992 é fundador do festival Lisboa em Jazz, o primeiro festival dedicado à apresentação de músicos portugueses de jazz, organizado em Portugal, e dos Encontros na Sétima (Lisboa, 1994).

Carlos Martins escreve música para teatro, cinema e ballet, [2] tendo colaborado com o coreógrafo Rui Horta, compondo a música do bailado “As árvores movem-se”, com a bailarina e coreógrafa Vera Mantero, para quem compôs a música do bailado “Em corpo com som”, a Companhia Contemporânea de Setúbal para quem musicou a coreografia do bailado ‘Dançar José Afonso’ (1994), e ainda a música para o bailado ‘Cantoluso’, para a Companhia Nacional de Bailado. No cinema, são de Martins a banda sonora do filme “Filha da Mãe” de João Canijo, a banda sonora e a música da exposição “A Queda de um Anjo” do escultor António Quina, e as bandas sonoras do filme ‘PAX’ de Eduardo Guedes (1994) e do vídeo “Sétima Colina”, do Lisboa 94.

O primeiro disco internacional de Carlos Martins “Passagem” (1995) para a etiqueta ENJA, conta com um quarteto all-star, incluindo dois dos mais importantes músicos portugueses de jazz, Bernardo Sassetti e Carlos Barretto, completado pela baterista americana Cindy Blackman, tendo chamado nos meios internacionais a atenção sobre Martins, o que aliás já tinha antes acontecido com a revelação do seu tom cool/hot e do fraseado no estilo de Sonny Rollins na faixa “Working Blues”, publicada no disco “sampler” da etiqueta ENJA “More Adventures”.

Em 1995 fundou a “Orquestra Sons da Lusofonia”, da qual é diretor artístico.

Em 1997 gravou um CD com o guitarrista e compositor cabo-verdiano Vasco Martins, em 1998 gravou “Caminho Longe” com o projecto/orquestra Sons da Lusofonia, e mais recentemente gravou o CD ‘Sempre’, com o seu “Quinteto”, comemorando os 25 anos do 25 de Abril, todos para a editora EMI- Valentim de Carvalho.

É um dos quatro compositores (com Laurent Filipe, Carlos Barretto e Bernardo Sassetti) do projeto ‘Quadrofonia do Tempo’, apresentado no “Festival dos 100 dias”, na “Expo 98” em Lisboa.

Como diretor musical e músico, com uma orquestra de cordas, e em colaboração com outros músicos, preparou o espetáculo e CD “As Viagens do Fado”, um projeto que integra música de três continentes (Europa – América – África) a partir de um roteiro de influências musicais à volta do fado, destinado às comemorações de 25 anos da “União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa” (UCCLA), e uma iniciativa desenvolvida no âmbito da candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade. [4] [5] [6]

Em 2008 Carlos Martins lançou o álbum “Água”, com Carlos Martins (Saxofone Tenor), Alexandre Frazão (Bateria), André Fernandes (Guitarra), Nelson Cascais(Contrabaixo e Baixo Eléctrico), Bernardo Sassetti (Piano e Fender Rhodes), Júlio Resende (Piano) e a participação especial de Pacman dos “Da Weasel”, e que foi considerado CD Jazz Nacional do ano 2008, pela votação da critica portuguesa.

Apresenta-se atualmente com os seus “Quarteto” e “Quinteto”, com a Orquestra Sons da Lusofonia e o grupo e orquestra do seu projecto “Viagens do Fado”.

Em 2016 foi lançado o novo CD de Carlos Martins. Inclui uma das últimas colaborações de Sassetti na faixa “Chant of Kali”.

Monumento a José Afonso

MÚSICA À VISTA

Sugestões de património edificado

para uma rota musicoturística no Concelho de Grândola

Largo Zeca Afonso

Monumento a José Afonso

Monumento a José Afonso

Monumento de João Videira a José Afonso

Situado no espaço urbano da vila de Grândola, o monumento a José Afonso, da autoria do arquiteto João Videira, foi  inaugurado a 25 abril de 1987. Zeca Afonso faleceu em Setúbal a 23 de fevereiro de 1987.

Logo após a sua morte a Câmara Municipal de Grândola realizou uma reunião extraordinária, a 27 de fevereiro de 1987, onde foi deliberado: “O Ex-Largo da Feira passará a designar-se Largo Zeca Afonso…” Também na mesma ata há a informação que Zeca Afonso é Cidadão Honorário de Grândola, o que foi aprovado e consta da ata da reunião de Câmara de 26 de julho de 1974. Nesse Ex-Largo da Feira, agora Largo Zeca Afonso foi erigido este monumento, inaugurado nas comemorações do 25 de abril desse mesmo ano. Segundo o autor, simboliza “um anti-monumento para um anti-herói”. É provavelmente o primeiro monumento de homenagem a José Afonso.

Monumento a José Afonso em Grândola

Monumento a José Afonso em Grândola

Monumento a José Afonso, em Grândola, do escultor António Trindade, datado de 1999.

Órgão de tubos da igreja matriz de Grândola

Segundo as informações de que dispomos, em Grândola existe apenas um órgão de tubos.

Igreja Matriz de Grândola

[ Igreja Paroquial ] [ de Nossa Senhora da Assunção ]

Igreja Matriz de Grândola

Igreja Matriz de Grândola

A construção da Igreja Matriz de Grândola é anterior ao século XVI, encontrando-se em ruínas no início desta centúria. A uma campanha de obras patrocinada ou imposta pela Ordem de Santiago nas primeiras décadas de Quinhentos, sucedeu uma outra, em meados do mesmo século, diretamente impulsionada por D. Jorge de Lencastre, mestre da referida Ordem. Nesta época, o templo foi ampliado e a sua invocação deixou de ser Nossa Senhora da Abendada passando a Nossa Senhora da Assunção. As campanhas posteriores foram eminentemente decorativas, com a renovação da talha ao longo da segunda metade do século XVII e múltiplas intervenções ao nível do retábulo-mor já na centúria de Setecentos. De planta longitudinal, a igreja apresenta capela-mor profunda que se articula com nave única, marcada pela abertura de quatro capelas laterais, em arco de volta perfeita de cantaria. Encontram-se adossados os volumes correspondentes à sacristia e a outras dependências. A fachada principal é seccionada por pilastras, que definem três panos correspondentes ao corpo do templo, aos anexos e à torre sineira, esta última no mesmo plano do alçado e também rematada por pináculos. O pano central, onde apenas se rasga o portal e o janelão do coro, é encimado por frontão triangular flanqueado por pináculos. No interior, a cobertura exibe uma pintura relativamente recente, e o espaço da nave é percorrido por um silhar de azulejo de padrão, certamente seiscentista. As capelas laterais apresentam revestimento cerâmico e retábulos de talha dourada de estilo nacional, tal como os retábulos colaterais. A capela-mor, com teto de motivos geométricos executados já no século XIX, exibe retábulo de características neoclássicas. Na capela-mor encontra-se uma representação do Pentecostes, da autoria do pintor maneirista Fernão Gomes, de finais do século XVI.

Fonte: DGPC, RC

O coro alto alberga o órgão histórico dinamarquês de 5 registos construído em 1877, que se encontrava em Aradas, Aveiro, e foi instalado na Igreja Paroquial de Grândola em 2018 pela Oficina e Escola de Organaria. Oferta do casal Augusto e Sílvia Sousa Pinto à Paróquia.

No dia 8 de abril de 2018, Domingo da Misericórdia, vulgarmente conhecido por Domingo de Pascoela, a Igreja Matriz de Grândola e a Comunidade humana e cristã foram enriquecidas com um órgão histórico de 5 registos, construído na Dinamarca em 1877. Ficou instalado no coro alto da Igreja.

Na Eucaristia, o nosso Coro seria acompanhado ao órgão pelo Organista Jaime Branco, professor no Conservatório Regional do Baixo Alentejo, e, no final da Eucaristia, pelas 12:00 horas, tocaria algumas peças de órgão.

Segundo informação Amílcar Silva,

Este instrumento dinamarquês foi em tempos dado para a Igreja de S. Sebastião da Pedreira. Por ser histórico na altura o Instituto dinamarquês do órgão não autorizou a saída do país e ficou numa igreja de lá. Essa igreja também fechou e o instrumento voltou a ficar livre. O Padre Paulo Cruz conseguiu trazê-lo para S. Pedro de Aradas, pois o instituto não tinha lugar para ele. Quando Aradas comprou um instrumento novo, este foi para Grândola. Sven Hijorth Sven Hjorth Andersen foi quem o negociou para Aradas.

Harmónio de Pedais recuperado

A paróquia noticiava:

“Aquando da instalação do Órgão de Tubos na Igreja Matriz de Grândola, de que já dêmos notícia na altura, o Organeiro Pedro Guimarães chamou-nos a atenção para a qualidade do Harmónio de Pedais, que estava arrumado num dos espaços da Paróquia, datado de 1850, aproximadamente, e que valeria a pena recuperá-lo.”

“Com o apoio da Fundação Caixa Agrícola da Costa Azul e confiados de que não faltarão outros apoios, lançámo-nos nesta aventura e eis que o Harmónio já está de novo entre nós”.

Seria apresentado no concerto final das Festas em Honra de Nossa Senhora da Penha, Padroeira de Grândola, a 31 de maio, pelo organista Jaime Branco, músico de Beja.

Montra

Órgão da Igreja Paroquial de Grândola

Órgão da Igreja Paroquial de Grândola

Consola

Órgão da Igreja Paroquial de Grândola

Órgão da Igreja Paroquial de Grândola