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AdufóTuna - Tuna Feminina da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova
Tunas de Idanha-a-Nova

Agrupamentos e atividade no Concelho

  • AdufóTuna – Tuna Feminina da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova
  • CARPETUNA – Real Tuna Académica da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova
Adufó Tuna

Tuna Feminina da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova

A Adufó Tuna surgiu a 21 de outubro de 2002, quando um grupo de amigas, que partilhavam a paixão pela música e pela vida académica, decidiram juntar-se e formar a primeira Tuna Feminina da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova.

A mistura das diferentes culturas dos seus elementos permitiu a criação de um reportório muito original, influenciado por numeras músicas que transbordam boa disposição e alegria. Entre elas destacam-se as homenagens à bela vila e à sua padroeira, a Senhora do Almurtão. A tradição e o espírito de equipa perduram, garantindo a união e animação dos estudantes de Idanha-a-Nova.

adufotuna@gmail.com

AdufóTuna - Tuna Feminina da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova

AdufóTuna – Tuna Feminina da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova

CarpeTuna

Real Tuna Académica da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova

Apesar dos primeiros registos oficiais se serem datados de 19 de maio de 1998 o certo é que a Carpe Tuna nasceu em finais de 1997.

Tlm. (+00 351) 962 638 015
Correio eletrónico: carpetuna@gmail.com

CARPETUNA - Real Tuna Académica da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova

Carpe Tuna – Real Tuna Académica da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova

Academia de Artes Catarina Chitas
Escolas de Música em Idanha-a-Nova

Estabelecimentos do ensino de música no Concelho. Em geral, as bandas filarmónicas também possuem a sua escola de música: veja ao fundo informação sobre as bandas de música do Concelho.

Academia de Artes Catarina Chitas

Tlm. (+00 351) 926 938 535
http://www.filarmonicaidn.com.sapo.pt/
Correio eletrónico: culturin@filarmonicaidn.com

A Academia de Artes Catarina Chitas, em Idanha-a-Nova tem o reconhecimento da Associated Board of the Royal Schools of Music (ABRSM), com sede em Londres. A instituição, coordenada pela Filarmónica Idanhense e apoiada pela Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, em 2018/2019 tinha perto de 100 alunos dos 3 aos 17 anos.

Entre as disciplinas lecionadas constam Formação Musical, Iniciação Rítmica, Informática Aplicada à Música e a aprendizagem de vários instrumentos: flauta, clarinete, saxofone, trompete, trompa, trombone, eufónio, tuba, percussão, piano, guitarra clássica, cavaquinho e viola beiroa.

Academia de Artes Catarina Chitas

Academia de Artes Catarina Chitas

Polo de Idanha a Nova do CRCB

Rua do Largo 25 de Abril, 18
6060-127 Idanha-a-Nova
Tel. (+00 351) 277 208 078

Rancho Folclórico de Penha Garcia
Folclore em Idanha-a-Nova

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Beira Baixa (Beira Baixa Raiana)
  • Distrito: Castelo Branco

03 grupos

  • Rancho Etnográfico de Idanha-a-Nova
  • Rancho Folclórico de Monsanto
  • Rancho Folclórico de Penha Garcia
Rancho Folclórico de Monsanto

Criado a 11 de Abril de 1995, o Rancho Folclórico de Monsanto  é uma associação artística, cultural e recreativa. É composto por homens e mulheres do campo, estudantes, alguns funcionários públicos e empresários da Região.

O propósito do Rancho é preservar a pureza da arte popular, respeitando tradições de cantares e dançares do final do séc. XIX, princípio do séc. XX.

Tem atuado em Portugal de Norte a Sul, em festivais de folclore e outros para os quais é solicitado. Atuou na Expo 98, na praça “Moby Dick”, desfilando para milhares de pessoas na “Alameda dos Oceanos”, no Centro Cultural de Belém e na Feira Internacional de Turismo de Espanha “FITUR”.

Nos seu trajes, ainda consegue apresentar a noiva com traje mantilha, usando no ato do casamento e que servia também para cerimonias religiosas, o traje de capucha era usado pela pastora. Os restantes homens e mulheres vestem-se de “arraiano”- traje que antigamente era usado nas romarias e nos bailes.

Rancho Folclórico de Monsanto

Rancho Folclórico de Monsanto

Rancho Folclórico de Penha Garcia

O Rancho Folclórico de Penha Garcia foi fundado em 1983, com o objetivo de divulgar e preservar as tradições existentes em Penha Garcia.

Ao longo dos anos têm sido feitas várias recolhas de músicas e danças, junto das pessoas mais idosas, que ainda se lembravam como eram dançadas e cantadas, ao som da concertina e dos adufes, sempre em ambiente de trabalho rural ou de festa.

Os trajes que o grupo apresenta são réplicas da indumentária utilizada entre 1880 e 1915, como é o caso dos noivos, do traje domingueiro abastado e de domingueiro pobre, o traje de romeiro, de raianos e traje de trabalho.

O Rancho já participou em vários eventos de folclore de norte a sul do país, em Espanha, França e Malta, sendo um digno embaixador do concelho de Idanha-a-Nova.

Com a intenção de dar a conhecer os seus usos e costumes, realiza ao longo do ano diversas atividades etnográficas, nas quais recria a monda, a ceifa, o malhar, as idas às romarias, os bailaricos, o cantar das janeiras e os cantares quaresmais (passos, martírios, encomendação das almas, santos passos).

Rancho Folclórico de Penha Garcia

Rancho Folclórico de Penha Garcia

Filarmónica Idanhense
Filarmónicas de Idanha a Nova

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Filarmónica Idanhense

A Filarmónica Idanhense foi fundada em 1888, por Christiano Pereira Barata, abastado comerciante da Vila de Idanha-a-Nova, e adotou como dia festivo o 8 de dezembro, data em que tradicionalmente comemora o seu aniversário. Uma das primeiras atuações da Filarmónica Idanhense teve lugar a 5 de setembro de 1891, aquando da inauguração da linha férrea da Beira Baixa, evento a que presidiram Suas Altezas Reais D. Carlos e D. Amélia, tendo dispensado à Filarmónica Idanhense palavras de muito apreço e gratidão.

Ao longo dos anos muitas foram as metamorfoses e vicissitudes por que passou a Filarmónica Idanhense, tendo mesmo estado agregada à já extinta Assembleia, coletividade dos “senhores” de Idanha. Conseguiu dela emancipar-se em 1916, já com a designação atual. Teve momentos áureos, outros de desalento e outros ainda de inatividade. Para isso contribuíram fatores sócio-económicos e políticos muito peculiares do século XX, na primeira metade devido a duas Guerras Mundiais e, na segunda metade, devido à Guerra Colonial e à emigração que muito se fez sentir na altura.

Grande parte da cronologia histórica da Filarmónica Idanhense desapareceu na memória dos tempos e outra está dispersa por particulares. Muitas foram as pessoas ilustres que passaram pela Filarmónica Idanhense, merecendo especial destaque, na década de vinte, os Mestres José Queirós (Mineiro) e D. Segundo Salvador, Álvaro Hermenegildo Pereira, Luciano José Inácio e Jaime Moreira entre os anos de 1930 a 1945, não esquecendo o Professor José Monteiro, que iniciou os estudos musicais na Filarmónica Idanhense, sendo desde 1997 professor de vários cursos de música sob a égide do INATEL.

Nos primeiros anos da década de cinquenta, a Filarmónica Idanhense esteve inativa, até que em 1958 tomou novo fôlego, para o que muito contribuiu a compra de instrumental novo, gentilmente ofertado pela Casa Marquês da Graciosa, tendo tido como Mestres, até 1970, Eduardo Reis de Carvalho (Filho), Manuel Jóia e José Filipe.

A Guerra Colonial fez novamente estremecer o bom funcionamento da Filarmónica Idanhense até que, em 1974, novo impulso trá-la até à presente data, para o que contribuíram os Mestres Jaime Antunes Reis, o idanhense Joaquim dos Santos, Joaquim Cabral, Jorge Correia e, desde 1996, o também coordenador da Escola de Música, Professor Carlos Monteiro.

Vivendo essencialmente para abrilhantar festas e romarias da sua zona de influência, cujo concelho (o de Idanha a Nova) é dos maiores do País em extensão e onde a Filarmónica Idanhense é a única coletividade do género existente, mantém boas e cordiais relações com outras Bandas de todo o território nacional, participando em vários convívios quer em Idanha-a-Nova, por sua iniciativa, quer noutras zonas de Portugal. Deslocou-se algumas vezes a Espanha e a França, a pedido duma comunidade onde a presença de idanhenses é muito forte.

Uma vivência tão forte e intensa só é possível com uma Escola de Música em pleno funcionamento, contando no presente com mais de meia centena de alunos, de quase todas as freguesias do concelho e todos em idade escolar, que a Filarmónica Idanhense faz deslocar à sua Sede, aos Sábados, transportados em viaturas próprias da Filarmónica. O corpo de executantes da Filarmónica Idanhense é hoje de 37 elementos, com idades entre os 10 e os 74 anos, sendo que 80% tem idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos, frequentando dezasseis deles o Conservatório Regional de Castelo Branco ao abrigo dum acordo entre aquela entidade, a Câmara Municipal de Idanha a Nova e a Filarmónica Idanhense.

Filarmónica Idanhense

Filarmónica Idanhense

Com sede no Largo dos Açougues, em Idanha-a-Nova, em edifício cedido gratuitamente pela Câmara Municipal, entidade que no ano de 2002 ajudou na renovação de quase todo o instrumental e que consistiu na compra de 22 instrumentos novos, a Filarmónica Idanhense é associada Federação Portuguesa de Bandas Civis e da Federação Portuguesa das Coletividades de Cultura e Recreio. Está inscrita no Centro de Cultura e Desporto do INATEL.

Joel Pina, violista, de Idanha-a-Nova
Músicos naturais de Idanha-a-Nova

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Catarina Chitas (adufe, 1891-2004)
  • Joel Pina (violista, 1920)
  • Manuel Moreira (viola beiroa)
  • Vítor Reino (músico, investigador, 1956-2000)
Catarina Chitas

Vulgarmente apelidada de Ti Chitas (Penha Garcia, 1891 – 2004) Catarina Chitas foi uma pastora de Penha Garcia que também tocava adufe. As primeiras gravações terão sido feitas por Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira em 1963. Em 1964, por ocasião do I Congresso Nacional de Turismo, a Fundação Gulbenkian levou a efeito uma exposição sobre Instrumentos Musicais. A Região da Beira Baixa esteve representada pela tocadora de adufe, Catarina Chitas.

Michel Giacometti gravou em 1970 para a série produzida pela RTP “Povo que canta”, publicado em 1970/1996 – Antologia da Música Regional Portuguesa. Beira Alta. Beira Baixa. Beira Litoral.

Em 1982 por José Alberto Sardinha, em “Recolhas da Tradição Oral Portuguesa – Beira Baixa e Minho”, e em 1997, em “Portugal Raízes Musicais – nº 4 Beira Baixa e Beira Transmontana”. Em 1984 a Banda do Casaco editou o disco “Com Ti Chitas”. A Câmara Municipal de Idanha a Nova editou em 1991 um LP com 17 faixas, inteiramente dedicado a Catarina Chitas. Em 1992, é editado na Collection Dominique Buscall o CD “Music du Monde – Portugal: Chants et tambours de Beira Baixa”, em que Catarina Chitas canta em nove faixas. Em 1994, um CD concebido e realizado por Jacques Erwain, “Voyage Musical Portugal – Le Portugal et les Iles”, inclui duas gravações de Catarina Chitas e um depoimento biográfico feito pela mesma.

Em 1999 a banda Sétima Legião usou uma gravação, parcial, de Catarina Chitas no tema “Girassol” (que integra o álbum “Sexto Sentido”). Um dos destaques da edição de 2002 do Festival Cantigas de Maio foi a exposição “Colectores de Música Popular Portuguesa” com a orientação de Domingos Morais. Daí resultou a edição do primeiro CD da Associação José Afonso com gravações de Catarina Chitas (Ti Chitas). (Fonte: Wikipédia)

Manuel Moreira

Manuel Moreira, tocador de viola beiroa, nasceu em Penha Garcia, concelho de Idanha-a-Nova, de acordo com informação do musicólogo Manuel Morais. Acompanhava a Ti Catarina Chitas com o adufe e a cantar. Catarina Chitas morreu em 2004 com 113 anos.
Manuel Moreira foi considerado o último tocador de viola beiroa, também designada bandurra.

Vítor Reino

Natural da aldeia de Monsanto, no concelho de Idanha-a-Nova, onde nasceu, em 1956, Vítor Reino destacou-se na recolha, divulgação e recriação de tradições musicais portuguesas, tendo promovido a criação de grupos como Almanaque, Ronda dos Quatro Caminhos e Maio Moço. Cego desde a infância, era formado em Psicologia, pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação de Lisboa, sendo autor de uma obra de investigação na área das deficiências visuais.

A música surgiu no seu percurso em 1974, primeiro como orientador e intérprete de projetos ocasionais, depois com o propósito de uma abordagem mais sistematiza da música tradicional portuguesa, a que os primeiros grupos, Almanaque e Ronda dos Quatro Caminhos, deram forma.

Com Maio Moço, fundado em 1985, Vítor Reino e os músicos que o acompanhavam construiram uma discografia premiada, que envolve álbuns como “Inda Canto Inda Danço”, com danças de raiz popular, “Amores Perfeitos”, sobre poemas de autores como Camões e Fernando Pessoa, “Estrada de Santiago”, viagem musical pelo país, e “Canto Maior”, reunião de romances, danças, cantigas infantis, de trabalho, de amor e de matriz religiosa, de inspiração tradicional. Com “Cantigas de Marear”, uma abordagem do mar e dos Descobrimentos, no cancioneiro tradicional português, o grupo Maio Moço venceu o Grande Prémio do Disco, da Rádio Renascença, em 1989.

Vitor Reino trabalhou na recolha etnomusical com o investigador José Alberto Sardinha, promoveu registos de campo, em diferentes regiões do país, publicou ensaios sobre o património musical português, e promoveu a notação musicográfica em partitura, de canções e melodias recolhidas.

Resgatou também o uso de instrumentos tradicionais, muitos deles quase desconhecidos e em extinção, como o rajão, a viola de arame e a viola toeira, que combinou com instrumentos e formações clássicas, como o oboé e o quarteto de cordas, no contexto de recriação da música tradicional portuguesa.

Como psicólogo e funcionário do Ministério da Educação, desde 1983, trabalhou no Centro de Recursos para a Deficiência Visual e interveio na formação de professores do Ensino Especial. Fez ainda parte da Comissão de Leitura para Deficientes Visuais, que o elegeu em 1998 representante na Comissão de Braille.

O seu trabalho de investigação, nesta área, foi por diversas vezes distinguido com o Prémio Branco Rodrigues, administrado pela Biblioteca Nacional de Portugal, nomeadamente os ensaios “A Palavra Cegueira: Um Estudo sobre as Reações de Três Grupos Diferentes” e “Algumas considerações de ordem histórica, sociológica e psicopedagógica sobre o Sistema Braille”. Trabalhou com o grupo Notas e Voltas do Banco de Portugal, e dinamizou o coro da Escola Secundária José Afonso, do Seixal. O investigador musical João Carlos Calixto descreveu-o na sua página do Facebook como “um dos músicos fulcrais na recriação das nossas tradições”.

O velório de Vítor Reino realizou-se na Igreja de Vale na Figueira, no Feijó, em Almada, de onde o corpo partiria para o cemitério local, de Vale de Flores, no Feijó, onde seria cremado, indicou a Associação Nacional para a Inclusão dos Cidadãos com Deficiência Visual, a que o músico pertencia – noticiou 24 de maio 2020 o Diário de Castelo Branco. A sua morte foi também noticiada pelo Expresso, Observador, Diário de Notícias e Renascença.

Vítor Reino

Vítor Reino, músico, de Idanha-a-Nova

Vítor Reino, músico, de Idanha-a-Nova

Monumento a Catarina Chitas em Penha Garcia

MÚSICA À VISTA

Sugestões de património edificado

para uma rota musicoturística no Concelho de Idanha-a-Nova

Monumento a Catarina Chitas em Penha Garcia

Monumento a Catarina Chitas em Penha Garcia

Monumento a Catarina Chitas em Penha Garcia

Monumento a Catarina Chitas em Penha Garcia

O monumento a Catarina Chitas em Penha Garcia é uma escultura de arte contemporânea, figurativa, assente sobre uma base escalonada, revestida a xisto irregular. de 270cm x 68cm com base base de 115cm x 115cm x 180cm.

Veja AQUI mais pormenores.

Composição com alguns elementos em ensamblagem, apresenta duas faces distintas em oposição, uma exibe um relevo de figura feminina a tocar adufe com a parte inferior preenchida por uma inscrição do excerto de uma canção autobiográfica, composta e musicada por Catarina Chitas “Toda a vida fui pastora / E sou muito de vontade / Eu nasci para camponesa / Não foi para ira à cidade”. Enquanto a outra face mostra esculpida, uma figura humana estilizada, sobreposta por um elemento que representa um adufe. Toda a obra, intencionalmente evidencia a evocação da homenageada. De acordo com a placa informativa na base do monumento, o seu promotor foi a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, tendo sido inaugurada a 19 de agosto de 2005. Pretende homenagear Catarina Chitas mais conhecida por Ti Chitas (1913-2003), cantora, tocadora de adufe e pastora, natural de Penha Garcia. Participou no álbum “Com Ti Chitas” do grupo da Banda do Casaco editado em 1984, entre outras publicações que se seguiram promovidas por várias entidades.