Artigos

Trovantina - Tuna Masculina do Instituto Politécnico de Leiria
Tunas de Leiria

História, grupos e atividades tunísticas no Concelho

  • HigiaTuna – Tuna Mista da Escola Superior de Saúde de Leiria
  • Instituna – Tuna Mista do Instituto Politécnico de Leiria
  • Noctuna – Tuna Feminina de Leiria
  • Trovantina – Tuna Masculina do Instituto Politécnico de Leiria
  • Tum’Acanénica
  • TAIL – Tuna Académica do ISLA de Leiria
HigiaTuna

Tuna Mista da Escola Superior de Saúde de Leiria

Correio eletrónico: higiatuna@gmail.com

HigiaTuna, Leiria

HigiaTuna, Leiria

Instituna

Tuna Mista do Instituto Politécnico de Leiria

Correio eletrónico: instituna@gmail.com

Instituna, Tuna Mista do Instituto Politécnico de Leiria

Instituna, Tuna Mista do Instituto Politécnico de Leiria

Noctuna

Tuna Feminina de Leiria

Tlm. (+00 351) 969 210 274
Correio eletrónico:  noctuna@portugalmail.pt

Trovantina

Tuna Masculina do Instituto Politécnico de Leiria

A Trovantina – Tuna do Instituto Politécnico de Leiria nasceu em 1999 da união de duas tunas masculinas leirienses, a Real Tuna de Collipo (1995) e a Gran-Tuna (1997). Desde então, tem-se aperfeiçoado e criado um vasto repertório musical de forma a promover o espírito académico de Leiria. Tem-se apresentado em diversos palcos do país desde Mirandela ao Algarve e também no estrangeiro, levando consigo o bom nome da academia e da comunidade leiriense.

[ Festival Collipo ]

Realiza o Festival Collipo, organizado pela Trovantina, o qual se caracteriza pela sua excelência na organização trazendo para as terras do Lis algumas das melhores tunas do país. A Tuna sente que tem uma responsabilidade social e desde a primeira edição do Collipo, em 2004, todos os anos apoia uma associação social através da angariação de fundos em géneros ou dinheiro.

Trovantina - Tuna Masculina do Instituto Politécnico de Leiria

Trovantina – Tuna Masculina do Instituto Politécnico de Leiria

Tum’Acanénica

Tuna Mista da ESECS

Tlm. (+00 351) 915 638 263
Correio eletrónico: tumacanenica@gmail.com

Tum’Acanénica

Tum’Acanénica

TAIL

Tuna Académica do ISLA de Leiria

Correio eletrónico: tmtail@gmail.com

TAIL - Tuna Académica do ISLA

TAIL – Tuna Académica do ISLA, Leiria

FITUMIS – Festival Internacional de Tunas Mistas

Em 2003, a Instituna comemorou uma década de existência e realizou diversos eventos, incluindo o I Instifesta. O II Instifesta tornou-se um Festival Internacional de Tunas Mistas, contando com a presença de algumas das melhores tunas mistas de Portugal e Espanha. De modo a aumentar o simbolismo do festival e o que este representa foi alterado o seu nome para FITUMIS – Festival Internacional de Tunas Mistas de Leiria.

Fontes: www.portugaltunas.com, redes sociais e pesquisa em motores de busca

Escolas de Música em Leiria

Estabelecimentos do ensino especializado de música no Concelho. Em geral, as bandas filarmónicas também possuem a sua escola de música: veja ao fundo informação sobre as bandas de música do Concelho.

6ª Linha – Escola de Música

R. Nossa Senhora das Dores, 78, piso -1
2420-403 Boa Vista
Leiria
Tlm. (+00 351) 939 194 783

Centro de Estudos Musicais de Carvide e Monte Real

Correio eletrónico: cem.carvide@gmail.com

Filarmónica de S. Tiago de Marrazes

R. Joaquim Soares Cêa Simões, 13
2415-690 Leiria
Tlm. (+00 351) 914 300 031

Orfeão de Leiria

Av. 25 de Abril 12
2400-103 Leiria
Tel. (+00 351) 244 829 550
Sítio: www.orfeaodeleiria.com

Orfeão de Leiria

Orfeão de Leiria, créditos Guia do Lazer/Público

Rockschool Academia de Artes de Leiria

Rua Miguel Franco
Bairro dos Capuchos, Lote 9
2400-137 Leiria
Tlm. (+00 351) 917 498 884

SAMB – Academia de Música da Bajouca

Correio eletrónico: samb-ofsa@hotmail.com

Sociedade Artística Musical 20 Julho Santa Margarida Arrabal

R. da Filarmónica, 9
2420-006 Leiria
Tel. (+00 351) 244 744 343

Sociedade Artística e Musical da Bajouca (2003)
Filarmónicas de Leiria (11)

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Banda Sinfónica da Associação de Filarmónicas de Leiria
  • Filarmónica de Monte Redondo Senhora da Piedade
  • Filarmónica de S. Tiago de Marrazes
  • Sociedade Artística e Musical 20 de julho de Santa Margarida do Arrabal
  • Sociedade Artística e Musical da Bajouca
  • Sociedade Artística Musical Cortesense
  • Sociedade Artística Musical dos Pousos (SAMP)
  • Sociedade Filarmónica do Sagrado Coração de Jesus e Maria de Chãs
  • Sociedade Filarmónica São Cristóvão da Caranguejeira
  • Sociedade Filarmónica Maceirense
  • Sociedade Filarmónica Senhor dos Aflitos do Soutocico
Banda Sinfónica de Leiria

Banda Sinfónica de Leiria é a banda que junta músicos das 11 filarmónicas do concelho de Leiria.

Filarmónica de Monte Redondo Senhora da Piedade (f. 1872)

Fundada em 1872, a Filarmónica de Monte Redondo é a mais antiga do concelho de Leiria. Nos anos anteriores aos da sua fundação, era hábito os rapazes reunirem-se por altura do Carnaval, tocando pelas ruas, realejos, harmónios, pífaros e outros instrumentos. Ao mesmo tempo visitavam as pessoas mais ilustres da terra.

Ao tocarem um dia em frente ao passal, o pároco da freguesia, Padre Pedrosa, sugeriu, ao ver tão harmonioso conjunto, a fundação de uma Filarmónica, ideia que os rapazes aceitaram. O sacerdote, certificado do ânimo e das qualidades artísticas dos rapazes, foi ter com a família Costa, ilustre e de largos recursos económicos, para lhe solicitar o financiamento da iniciativa, o que lhe foi logo concedido.

Filarmónica de Monte Redondo Senhora da Piedade (f. 1872)

Filarmónica de Monte Redondo Senhora da Piedade (f. 1872)

No ano em que foi fundada, a Filarmónica fez uma visita a todos os fogos do lugar de Monte Redondo e ofereceu o seu primeiro concerto público, dando assim início à sua atividade musical.

Filarmónica de S. Tiago de Marrazes (f. 1880)

Fundada em 1880, a Filarmónica de S. Tiago de Marrazes está sediada em Marrazes na freguesia da União de Freguesias de Marrazes e Barosa, concelho de Leiria. A sua atividade desenvolve-se nas múltiplas festividades religiosas locais e em intercâmbios com outras instituições congéneres. Esteve presente, na Romaria do Senhor dos Milagres e fez intercâmbios nos Açores e na Madeira.

Na sequência da receção pela filarmónica de um maestro argentino, no ano de 2016, surgiu por parte da instituição que o mesmo rege, o convite para realizar três concertos, nas comemorações do 25.º aniversário da Banda Filarmónica da cidade de Pozo del Molle, Córdoba, Argentina, onde esteve em 2018.

Filarmónica de S. Tiago de Marrazes (f. 1880)

Filarmónica de S. Tiago de Marrazes (f. 1880)

A Instituição continua a cumprir o objetivo para o qual está direcionada que é o ensino da música, apostando na formação musical de jovens de todos os extratos sociais, com uma escola de música com cerca de 50 alunos e 14 professores e também a de levar a música a quem a solicite através da sua Banda composta por cerca de 42 executantes de uma diversidade de idades entre os 14 e os 72 anos.

Sociedade Artística Musical 20 de julho de Santa Margarida do Arrabal

A Sociedade Artística Musical 20 de julho de Santa Margarida do Arrabal foi fundada em 1899. Os seus primeiros Estatutos foram aprovados em 1899 pelo Governador Civil do Distrito de Leiria. Foram seus fundadores Luís Lopes Vieira, Presidente da Direção, Padre João Maria D’Assis Gomes, Secretário, que na época era coadjutor do Pároco José da Silva Rosário, o Tesoureiro.

Os executantes eram em número de 25 e há conhecimento de terem existido 18 maestros na Banda, alguns por diversas vezes, sendo o primeiro o Capitão António Fernandes Barbosa, que era regente da Sociedade Artística Musical de Leiria. O maestro atual é Pedro Ricardo Henriques Ferreira e exerce essa função desde 2003.

A Sociedade possui sede própria desde 1956, e em 2006 estava prevista a entrada do projeto da nova sede na Câmara Municipal.

Em 1961, esteve na origem da criação da Associação das Filarmónicas do Concelho de Leiria. Em 1987, foi-lhe atribuída o galardão do Município pela Câmara Municipal de Leiria. Em 1993, foi declarada Pessoa Coletiva de Utilidade Pública. Em 2000 esteve presente no Jubileu dos Músicos.

Ajudou a fundar a Federação das Bandas Filarmónicas do Distrito de Leiria, pertencendo à Comissão Instaladora até à eleição, em julho de 2003.

Desde a sua fundação, a atividade da Banda tem sido ininterrupta. Anualmente participa em dezenas de festas e outros eventos. Possui um Coro que, quando solicitado, participa nos serviços religiosos.

Organiza encontros de bandas e participa regularmente em intercâmbios com outras filarmónicas (Travassô, Junqueira, Castro Verde, Moura, Vila Viçosa, Pombal, Rossio ao Sul do Tejo, Ponte de Rol, Abrunheira e Maiorga).

Em 2001, participou num Intercâmbio com a banda de Santa Bárbara da ilha de São Miguel dos Açores, e realizou digressões ao estrangeiro, França e Espanha.

Além da sua atividade regular, organiza outros eventos, nomeadamente passeios e noite culturais.

O ano de 1999 é o grande marco histórico da Filarmónica com a Comemoração do seu Centenário, rico em eventos culturais e recreativos, destacando-se um Sarau Musical com o Maestro António Vitorino d’Almeida e o grupo Saxofínia, e a publicação do livro Filarmónica do Arrabal – Cem anos de vida, com recolhas efetuadas e que retratam a sua já longa história bem como a emissão de uma medalha comemorativa da efeméride.

O seu reportório é vasto e diversificado. Gravou uma cassete em 1994. Do seu espólio fazem também parte um CD gravado em 2001, ainda no âmbito da Comemoração do seu Centenário que inclui a peça Homenagem ao Centenário da Filarmónica do Arrabal, do seu anterior maestro, Paulo Figueiredo Cordeiro e em 2002 participou na gravação de outro CD intitulado As Melhores Bandas da Região Centro – quarta série .

É composta por 46 elementos. Tem em funcionamento e dá especial atenção à sua Escola de Música, na qual colaboram 10 professores de elevado grau académico e onde estão em fase de aprendizagem muitos alunos que gratuitamente, têm oportunidade de aprender Formação Musical, Música de Câmara e Instrumento. Para além dos instrumentos da banda, a Escola oferece também aulas de Órgão e Viola.

Sociedade Artística e Musical Cortesense

A Sociedade Artística e Musical Cortesense das Cortes, Leiria – Portugal, foi criada por escritura em 31 de Janeiro de 1881, com o nome de “Phylarmonica de Nossa Senhora da Gaiola das Cortes”.

Sociedade Artística e Musical Cortesense

Sociedade Artística e Musical Cortesense

Em 1879 já havia ensaios de solfejo três por semana e o mestre António João Quinta ganhava uma libra por mês. Do que se crê ter sido a primeira ata ressalta: foi necessário recorrer ao pároco Manuel P. Duarte para que as mães deixassem os filhos inscrever-se como músicos (alegando que era melhor frequentarem os ensaios do que as tabernas onde se joga e adquirem maus hábitos, ao passo que a música instrui), tendo-se inscrito 33 executantes.

O primeiro instrumental foi comprado no Porto, da marca Gautrot Paris, comprado com dinheiro emprestado pelo Visconde de S.Sebastião. A nova filarmónica saiu a tocar em público no domingo de Páscoa de 1880 a acompanhar a procissão da Ressurreição. Em 1930, tomou parte, pela primeira vez, num festival de filarmónicas, organizado pelos Bombeiros Municipais de Leiria, saindo dele vencedora e recebendo, como prémio, o seu primeiro estandarte.

Em 1940 passou a designar-se Sociedade Filarmónica Cortesense. Devido a alterações estatutárias, em 1950, passou a ser designada Sociedade Artística e Musical Cortesense. Em 1972 obteve o 3º Prémio no II Concurso – Concerto das Filarmónicas da Região Rota do Sol.

Após sofrer grande remodelação, em pessoal e instrumental, em 1976, passou a atuar como Orquestra Filarmónica de Cortes, composta por 30 executantes, acompanhada por um Grupo Coral misto de 70 elementos, dos quais 32 eram do sexo feminino. Em 1978 comemorou o seu centenário baseado na tradição popular que dizia que a filarmónica teria atuado pelo primeira vez no Domingo de Páscoa de 1878. Ainda neste ano foi 3ª classificada no Concurso de Filarmónicas do Concelho de Leiria e participou na Semana Nacional da Música a Convite da Câmara Municipal de Leiria. Organiza e participa, em 1980 e 1981, na Catedral de Leiria, nos I e II Encontros de Coros de Música Sacra, com a participação dos melhores Grupos Corais de então.

Novamente remodelada, voltou a atuar como filarmónica e a ser designada, como atualmente, Sociedade Artística e Musical Cortesense, passando a integrar elementos do sexo feminino, desde 1981.

Com o prestígio adquirido a Filarmónica de Cortes, participa com regularidade em Encontros de Bandas por todo o país. Em 1989, Encontro de Bandas do Círculo Musical Bombarralense e no VI Festival de Bandas Civis de Lagos. Em 1990, 9º Encontro de Bandas Civis de Alcácer do Sal, por intercâmbio com a Sociedade Filarmónica Amizade Visconde de Alcácer. Em 1993, 13º Convívio de Bandas de Música de Tomar, organizado pela Sociedade Filarmónica Gualdim Pais. Em 1994, IV Festival de Bandas Civis do Concelho de Aljezur. Em 1995, XIII Festival de Bandas Civis de Silves. Em 1996, Encontro de Bandas em Arrabal – Leiria e Festival de Bandas na Caranguejeira – Leiria, organizados pelas Bandas locais.

Em 1998, atuou na Expo 98 no dia oficial da Ordem Soberana e Militar de Malta a convite da mesma; e recebe em intercâmbio a Banda da Ribeira Brava – Madeira, onde se desloca em seguida, sendo a primeira Filarmónica do Continente a participar no XV Encontro Regional de Bandas da Madeira, juntamente com 16 Bandas Filarmónicas daquele arquipélago. Ainda em 1998, Encontro de Bandas da Vila de Febres a convite do Inatel de Coimbra. Em 2000, deslocou-se a S. Miguel – Açores onde onde tocou nas Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres. Em 2001, III Encontro de Bandas Filarmónicas de Miranda do Corvo.

Em 2001 gravou o seu primeiro CD que apresentou ao público em 2002.

Sociedade Artística e Musical da Bajouca (2003)

Em 1996 foi fundada uma Escola de Música na A.B.A.D. (Associação Bajouquense para o Desenvolvimento) que contava com 3 professores que davam aulas de órgão, viola, saxofone e clarinete. Mas a falta de um professor levou a que durante algum tempo se interrompesse o ensino de instrumentos de sopro. Nos finais de 1998, já como departamento musical da A.B.A.D., surgiu a ideia da criação de uma orquestra ligeira, o que implicava uma aposta em novos instrumentos como: clarinete, saxofone, flauta transversal, trompete e bateria.

Em 1999 a Escola deu os primeiros passos no sentido de formar uma orquestra filarmónica e a partir de então o número de alunos não parou aumentar. Em 2002 foi apresentada oficialmente a Orquestra Filarmónica de Santo Aleixo, que contava com 18 elementos da Bajouca e com alguns “reforços” de bandas vizinhas.

Em 2003 foi fundada uma nova associação, com a denominação SAMB – Sociedade Artística e Musical da Bajouca, associação cujo objeto social é: a criação e desenvolvimento de uma Orquestra Filarmónica e a formação de músicos para a mesma; a promoção de outras atividades artísticas e a criação de um espaço onde as pessoas possam descobrir e desenvolver as suas aptidões; a animação cultural e a ocupação dos tempos livres dos jovens e da população em geral.

Sociedade Artística e Musical da Bajouca (2003)

Sociedade Artística e Musical da Bajouca (2003)

De então para cá a SAMB tem vindo a desenvolver a formação de jovens músicos nas suas escolas, que contam já com mais de 85 alunos (considerando que os músicos da orquestra filarmónica se mantêm em formação contínua), sendo as diversas disciplinas lecionadas por 6 professores, e vem desenvolvendo atividades no sentido de fomentar o gosto pela cultura musical na Freguesia da Bajouca. A Banda é dirigida pelo Maestro César Ramos.

Sociedade Artística Musical dos Pousos

A Sociedade Artística Musical dos Pousos (SAMP) é uma instituição de utilidade pública, fundada em 1873, tendo a música como a sua atividade principal.  Entre os diversos departamentos, possui uma Escola de Artes, com ensino oficial numa parceria com o Ministério da Educação.

Sociedade Artística Musical dos Pousos

Sociedade Artística Musical dos Pousos

Alicerçada num projeto educativo que dá prioridade ao ensino artístico na primeira infância, a Escola de Artes SAMP tem vindo a desenvolver desde 2001, em paralelo com múltiplos programas de produção e ensino para bebés, vários projetos no âmbito da musicoterapia. São disso exemplo os programas Novas Primaveras, com idosos, Ópera na Prisão, com reclusos, 100 Limites ao Som, com doentes mentais crónicos do HSA e, Intervenção Precoce, com bebés portadores de deficiência.

Sociedade Artística Musical dos Pousos

Sociedade Artística Musical dos Pousos

Tem vários os projetos desenvolvidos no âmbito da parceria entre o CHL e a SAMP, sob o programa “Saúde com Arte – Música no Hospital”:

  • Consentir o Som, desde 2008, a decorrer na área de agudos do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental.
    100 Limites ao Som, desde 2005, a decorrer na Unidade de Doentes Crónicos do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental, nos Andrinos.
  • Allegro Pediátrico, terapia musical para bebés, a decorrer na UCEP – Unidade de Cuidados Especiais Neonatais e Pediátricos, e no internamento do Serviço de Pediatria, no HSA.
  • Laboratório de Musicoterapia, a decorrer na Unidor – Unidade de Terapêutica da Dor Crónica do CHL.
  • Musicoterapia – Concertos na Consulta Externa, regularmente, e em colaboração com os profissionais da Consulta Externa, acontecem momentos musicais especiais.
Sociedade Filarmónica do Sagrado Coração de Jesus e Maria de Chãs

Fundada em 1896 no lugar de Chãs, Freguesia de Regueira de Pontes, Concelho de Leiria, tem como fundadores António Fonseca e o seu filho Joaquim Vieira, entre outros.

Os primeiros estatutos datam de 1931 e são sócios da Associação 39 músicos que a compõem e assinam a 1ª ata. Ao longo dos anos merecem referência, entre outros, os maestros: Vital, Joaquim Vieira, Joaquim Pedro, Manuel Martins, J. Paio, António Cordeiro, Manuel Amado, Gomes, Jorge Lobo, João Manuel Pinto, Jaime Justo, João Pleno e Carlos Medinas.

De 1994 a 2000 com o Maestro Vítor Santos, a Banda atravessou um ciclo de grandes reformas que se refletiram na qualidade dos músicos e da banda. O atual reportório em arquivo e já apresentado, ascende a mais de 250 obras, está classificado em: Aberturas, Ligeiro, Medley’s, Pasodobles, Solos, Marchas, Hinos, Religioso, Canções, Boleros e Fantasia. O atual Maestro Rolando Ferreira iniciou em 2000 a sua atividade, que acumula com o de professor da escola de música.

  • 1991 – Gravou (cassete) pela primeira vez, na cidade do Porto, com grande aceitação por parte do mercado, e elogios da imprensa e músicos.
  • 1992 – Realização de intercâmbio com a Banda de Câmara de Lobos – Ilha da Madeira, com concertos efectuados em Santa Cruz, Câmara de Lobos e Funchal.
  • 1993 – Vinda da banda de Camara de Lobos a Leiria, facto que se repetiu em 1996.
    1994 – Com a direção pedagógica do Professor Sr. Vítor Santos, foi reestruturada a escola de música, mantendo-se o ensino gratuito.
  • 1995 – 2 Concertos no Teatro José Lúcio da Silva em Leiria, com sala cheia.
  • 1996 – Ano do Centenário com realizações Culturais entre Setembro e Dezembro, onde se incluem 3 concertos no Teatro José Lúcio da Silva em Leiria, e concertos em Chãs com todas as Bandas do Concelho.
    – Edição de publicação comemorativa.
    – Criação da Orquestra de Sopros.
  • 2000 – A Escola de música passa a ter como diretor pedagógico o Maestro Rolando Ferreira. Conta também com os Professores Pinto da Costa e Juliana Gaspar, além de outros convidados.
  • 2001 – Participação no “Mês da Música Cidade de Loulé” onde executou a 3.ª parte de um concerto iniciado pelo Grupo de Metais do Seixal, seguido pela Banda Del Aula Municipal de Bonares – Huelva.
  • 2004 – Início da construção do Auditório/Sede da Associação.
    – Realização do 1.º Colóquio em que foram convidados mais de 100 ex-músicos da Filarmónica e ex-presidentes.
    – Intercâmbio com as Filarmónicas Açorianas: Fundação Brasileira dos Mosteiros na Ilha de S. Miguel e Sociedade Filarmónica de Vila Nova, na Ilha Terceira.
    – Gravação do 1.º CD da Banda.
    – Atribuição do estatuto de Instituição de Utilidade Pública.
  • 2005 – Concerto no Mosteiro de Santa Maria da Vitória na Batalha, Património Mundial, inserido nas Jornadas Europeias do Património, sob o tema “O Património e a Música”.
  • 2006 – Deslocação a França. Participação em Cassis – Marselha (França), nos 30 anos do Grupo Folclórico de Santa Maria de Cassis.
    Participação no 1.º Concurso Internacional de Bandas Filarmónicas de Vila Franca de Xira.
  • 2009 – Recepção à Fanfare Municipale de Nyon – Suíça.
  • 2010 – deslocação à Suíça com 3 concertos em Nyon e Gland.
Sociedade Filarmónica Maceirense

A Sociedade Filarmónica Maceirense foi fundada em 1875, e manteve a sua atividade ininterrupta até à atualidade, sendo a Instituição Cultural mais antiga da Freguesia de Maceira.

Existindo poucos registos da época, sabe-se por testemunhos que passaram de geração em geração que a Sociedade Filarmónica Maceirense nasceu da vontade do Cónego Pereira da Costa, aquando da sua primeira passagem como pároco de Maceira nos anos de 1875 e 1876, e de algumas das pessoas mais ilustres e influentes da freguesia de Maceira.

Os primeiros ensaios da banda tiveram lugar na “Quinta do Paraíso” junto à Igreja Matriz de Maceira. Passaram depois por várias casas particulares até que, em meados dos anos 20 do séc. XX, se alugou uma casa na Calçada de São João, junto à capela do Arnal, pertença da Igreja de Maceira. A renda desta casa era paga com a atuação da Banda na Procissão do Senhor dos Passos, até que em 1957 foi inaugurada a atual sede na Rua Cónego Pereira da Costa – Arnal. A construção desta nova sede foi fruto do esforço de muitos maceirenses e restaurada em 2006.

O primeiro maestro era Oficial do Exército em Leiria e, segundo relatos, sempre que havia ensaios ia de Leiria para a Maceira “a cavalo numa burra”. O primeiro contramestre foi Manuel da Silva e Sousa, natural do Arnal. Desde o ano de 1910 sucederam-se vários regentes. José Bernardo Ramos assumiu a regência da Banda entre 1971 e 1996 sendo também o responsável pela parte litúrgica, função que desempenhou até 2010. Durante o ano de 1989 a regência da Banda esteve a cargo de António Pedro dos Santos. Entre 1996 e 2000 a batuta esteve entregue a Adelino Mota e de 2000 até 2012 foi maestro Luís Filipe Henriques Ferreira. Atualmente é maestro da banda Élio José Fortunato Fróis e responsável pela parte litúrgica Pedro Frade.

Além disso, esta direção tem como objetivo ultrapassar o impasse existente, de modo a se poder continuar a construção da Nova Sede erguida junto à Igreja Matriz, e conclui-la o mais rápido possível, visto a atual sede neste momento ser pequena para a banda filarmónica e para a quantidade de alunos que frequentam as aulas de música.

Ao longo dos 146 anos de existência, recheados de consagrados êxitos artísticos, a Sociedade Filarmónica Maceirense tem realizado numerosas atuações em festas religiosas, desfiles cívicos, concertos públicos, concursos, entre outros, tendo atuado nos mais diversos lugares de Portugal. Organiza ainda Cursos de Direção de Banda e anualmente o Festival de Bandas de Maceira.

Foi-lhe atribuída, pela Câmara Municipal de Leiria, a Medalha de Cobre em Arte & Cultura e é detentora do Galardão do Município pela Acão Cultural e Divulgação da Música. Tem ainda a Medalha de Prata da Região de Turismo de Leiria.

Em 1999 gravou o seu primeiro CD e nesse mesmo ano foi-lhe atribuído o título de Instituição de Utilidade Pública e no ano de 2003 a Banda participou na gravação do CD “As melhores Bandas Filarmónicas da Região de Leiria”.

Em 2004 deu-se início ao projeto “Saltinotas” que consiste no ensino especializado para crianças dos 3 aos 9 anos.

Em 2006 obteve o 3º lugar, 2º categoria, no “1º Concurso Internacional de Bandas do Ateneu Artístico Vilafranquense”e nesse mesmo ano gravou “marchas de procissão” para o catálogo da “Lusitanus Ensemble”.

Em 2010 realizou um intercâmbio com a Filarmónica do Espírito Santo da Casa do Povo de São Bartolomeu de Regatos-Terceira-Açores, tendo atuado pela primeira vez fora de Portugal Continental

Em 2011 realizou um novo trabalho discográfico com o intuito de perpetuar no tempo toda uma qualidade e excelência que a banda alcançou durante toda a sua história, tendo a sua apresentação decorrido no Teatro José Lúcio da Silva-Leiria onde estiveram presentes mais de 700 pessoas.

Em 2012 recebeu em Maceira a banda italiana “Banda Giovanille Città di Budrio-The B-Band” e deu-se início aos projetos “Pequeninotas” e “Maxinotas” e em 2013 atuou pela primeira vez fora de Portugal tendo efetuado concertos em Búdrio, Bagnarola e Bolonha-Itália.

Em 2015 deslocou-se a França, onde participou na celebração da geminação entre a Vila de Maceira- Leiria e Saint-Lys (Toulouse).

Atualmente a Sociedade Filarmónica Maceirense, além da “Banda Filarmónica” constituída por 55 elementos, tem uma “Escola de Música” composta pelos “Pequeninotas” – para bebés/crianças dos 4meses aos 48 meses; os “ Saltinotas” – para crianças dos 4 aos 9 anos; e os “Maxinotas”, que são aulas para adultos, que engloba formação musical, prática vocal e instrumental. A partir dos 9 anos os alunos têm acesso gratuito a aulas de “Formação Musical” e “Classes Instrumentais” , divididas por Percussão, Flauta Transversal, Trompete, Saxofone, Clarinete, Trompa. Bombardino, Tuba e Trombone.

Antes de ingressarem na Banda Filarmónica os alunos são integrados na “Orquestra Juvenil da SFM”, de forma a adquirirem experiência em tocar em conjunto. Existe ainda a classe de conjunto, a “Ensemble 1875”, que permite aos jovens músicos, que já não fazem parte da Orquestra Juvenil e já ingressaram na Banda Filarmónica, possam tocar os mais variados géneros musicais, desde o Clássico, o Pop/Rock, o Jazz, a Música Ligeira e Tradicional.

Sociedade Filarmónica São Cristóvão da Caranguejeira

A Sociedade Filarmónica de São Cristóvão da Caranguejeira, Leiria, foi criada em 1945, por iniciativa de Manuel Antunes Faria.

Em 1945, em data exata desconhecida, Manuel António Faria, que tinha sido músico na Filarmónica do Arrabal, na taberna do “Ti Menezes”, propôs formar uma filarmónica na Caranguejeira, ideia que foi apoiada por várias pessoas. No mesmo ano, dia do jubileu de São Cristóvão, e também dia santo da freguesia, o Pe. Lacerda anunciou no altar após a missa dominical, que havia pessoas com ideia de formar uma filarmónica na Caranguejeira, projeto que ele próprio apoiaria. Todas as pessoas que tivessem interesse em fazer parte dessa coletividade deveriam dirigir-se à residência do Manuel Faria, que ele tomaria nota dos mesmos para receberem as folhas de iniciação musical para as aulas de solfejo.

No dia seguinte, foram muitos rapazes à casa do Sr. Manuel, mas nem todos conseguiram esse privilégio de receber as folhas que eram, na altura, manuscritas. Assim, o 1.º ensaio de solfejo foi realizado no domingo seguinte, na “Casa da Acção Católica” e esses ensaios continuaram até ao final do ano. No final do mês de dezembro, Afonso Dias Vieira, mestre da Filarmónica do Arrabal, veio selecionar os que estavam melhor preparados para formar esta nova coletividade. Aos 8 de dezembro de 1945, em reunião com a primeira direção da filarmónica, com outras pessoas de posses, angariaram as verbas necessárias para aquisição dos vinte nove instrumentos musicais que seriam posteriormente comprados, na cidade do Porto, à firma “Casa Castanheira”.

A “Sociedade Filarmónica de São Cristóvão da Caranguejeira”, foi formalmente criada em 1945, com a aprovação do seus Estatutos em Assembleia Geral tendo sido posteriormente aprovado o seu alvará pelo Governo Civil a quatro junho de 1946. No domingo de Páscoa de 1946,  foi feita a primeira atuação pública (daí que a filarmónica celebre sempre o seu aniversário oficial nesta data). Esta foi à porta do local de residência do Pe. José Lacerda. Logo de seguida, tocaram a primeira marcha na rua, depois acompanharam a missa. Durante toda a manhã andaram a tocar de taberna em taberna e também no exterior de algumas casas.

Nessa altura, só se tocavam as marchas “Farçola” e “Mosquito”, as únicas que tinham aprendido, e não tinham ainda as fardas que só viriam a estrear no Domingo do Espírito Santo desse ano. A partir daí todos os domingos percorriam todos os lugares da freguesia, de casa em casa, porque todos queriam assistir à sua atuação. A primeira festa onde atuaram fora da freguesia foi em Ninho de Águia, da freguesia de Espite. Apenas após dois anos de trabalho, receberam o primeiro ordenado de dezasseis escudos por músico, depois de estarem pagos os instrumentos. O primeiro local de ensaio situava-se no espaço por de baixo do adro da igreja matriz. O primeiro Edifício, sede da Filarmónica, foi construído em 1949, junto à Igreja Paroquial. Nos anos seguintes a Banda realizou diversos eventos musicais e participou em diversas festividades religiosas e populares.

No ano de 1977 foram admitidas as primeiras mulheres na filarmónica.

Deslocou-se a França, em 1991; ao Canadá, em 1993 e 2001; a Itália, em 1998; à Alemanha, em 1999. Em 1996 comemorou e festejou os 50 anos de existência, promovendo diversos eventos culturais, tendo especial relevo a edição de um fascículo com o historial. Organizou festivais de bandas filarmónicas com filarmónicas de várias regiões do País. Participou em diversos festivais em Portugal e venceu concursos.

A Banda criou também a sua própria escola de música garantindo desta forma a continuidade de bons executantes. O seu atual Maestro Jorge Pereira Dias foi ele próprio aluno da escola de música da Filarmónica. O Maestro possui um vasto currículo a destacar a sua Licenciatura em interpretação vertente trompete pela Universidade de Évora e chefiou da Banda Militar da Madeira de 2010 até 2012.

Em 2021, a Filarmónica de São Cristóvão da Caranguejeira, é constituída por 51 executantes, com idades compreendidas entre os 11 e os 65 anos.

Sociedade Filarmónica Senhor dos Aflitos do Soutocico

A Sociedade Filarmónica Senhor dos Aflitos do Soutocico foi fundada em 1946, tendo atuado pela primeira  vez no mesmo ano na festa em honra do Senhor dos Aflitos no Soutocico, sob a regência do maestro fundador, Afonso Diniz Vieira. Durante as duas primeiras décadas desenvolveu a sua atividade nos moldes normais para uma coletividade como esta, ou seja, atuando um pouco por todo o País em festas e romarias.

Nos anos 1960 passou por uma grave crise de funcionamento devido à guerra colonial e à emigração. Em 1984 iniciou-se um novo ciclo com a criação da escola de música, que foi e continua a ser fundamental para o regular funcionamento da filarmónica. Iniciando-se com 24 jovens, entre os 8 e 14 anos, rapidamente gerou uma onda de entusiasmo que levou a que o número aumentasse para 37 logo no segundo ano, o que motivou o aparecimento de uma Orquestra Juvenil. Por iniciativa do então maestro José António Faustino Matias nasceu essa orquestra.

A Filarmónica do Soutocico participou, após ter sido selecionada no programa Bandas em Concerto, numa organização da Direção Regional de Cultura do Centro nos anos de 2008/2009 e 2009/2010.

Tem dois CD gravados em estúdio, quatro DVD e ainda um livro onde se conta toda a sua história. Foi declarada Instituição de Utilidade Pública em 2014.

Durante as duas primeiras décadas a SFSAS desenvolveu a sua atividade atuando um pouco por todo o país em festas e romarias. Além das habituais festas católicas, tem alargado a sua participação a outro tipo de eventos. Com o objetivo de divulgar a música e atingir vários públicos, a SFSAS tem participado em ações musico-culturais, como concertos em parceria com diversas entidades, concertos de solidariedade, audições da escola de música e vários tipos de convívios.

A filarmónica integra 60 executantes, na sua maioria jovens, mantendo-se a Escola de Música a funcionar em pleno com cerca de 40 alunos nos diversos graus de ensino. O ensino é prestado por professores com habilitação suficiente e que são também executantes da banda.

Rancho Folclórico Vale do Lis
Folclore em Leiria

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Estremadura (Alta Estremadura)
  • Distrito: Leiria

16 grupos identificados

  • Rancho Folclórico As Tecedeiras de Bidoeira de Cima
  • Rancho Folclórico da Barreira
  • Rancho Folclórico da Costa
  • Rancho da Região de Leiria
  • Rancho Folclórico de Maceira
  • Rancho Folclórico de Parceiros
  • Rancho Folclórico de S. Guilherme
  • Rancho Folclórico do Freixial
  • Rancho Folclórico do Grupo Alegre e Unido
  • Rancho Folclórico dos Soutos da Caranguejeira
  • Rancho Folclórico e Etnográfico de Souto da Carpalhosa
  • Rancho Folclórico Flores Verde Pinho do Coimbrão
  • Rancho Folclórico Juventude Amiga de Conqueiros
  • Rancho Folclórico Roda Viva – Telheiro
  • Rancho Folclórico Rosas da Alegria
  • Rancho Folclórico Vale do Lis
Rancho da Região de Leiria

O Rancho da Região de Leiria foi fundado em 1963, pela então Comissão Regional de Turismo de Leiria. As suas danças e cantares são a viva representação da etnografia recolhida na região, e os seus trajes representam com fidelidade os usos e costumes da Alta Estremadura.

O rancho representa vários escalões sociais, nomeadamente o pescador e a peixeira da Vieira, moleira, vendedora de tremoços, trajes domingueiros e de trabalho, viúvos, serranos e noivos.

Com um vasto percurso a nível nacional e internacional, realiza o seu festival de folclore em junho, no Jardim Luís de Camões.

Em 1988, foi distinguindo com a Medalha de Prata da Cidade de Leiria

É sócio fundador da Federação do Folclore Português e da Associação dos Ranchos Folclóricos do Concelho de Leiria – Alta Estremadura.

Rancho da Região de Leiria

Rancho da Região de Leiria

Rancho Folclórico “As Tecedeiras” de Bidoeira de Cima

Decorria o ano de 1987 quando um grupo de pessoas decidiu fundar o Rancho Folclórico “As Tecedeiras” de Bidoeira de Cima. Tal projeto teve como objetivo preservar os usos e costumes deixados pelos seus antepassados. Recorrendo às pessoas mais idosas da freguesia, obteve-se um importante testemunho no retratar de vivências perdidas no tempo. Desta forma recuperam-se hábitos e tradições de finais do século XIX e inícios do século XX.

Rancho Folclórico “As Tecedeiras” de Bidoeira de Cima

Rancho Folclórico “As Tecedeiras” de Bidoeira de Cima

Apresentou-se pela primeira vez em público em Maio de 1988, no Desfile Etnográfico da Cidade de Leiria. Desde essa data tem participado em diversos encontros de Folclore, quer a nível nacional, quer internacional. Foi agraciado com a medalha de prata por serviços relevantes prestados no âmbito da cultura pela Junta de Freguesia de Bidoeira de Cima, em Outubro de 1995. É sócio efetivo da Federação do Folclore Português, um dos sócios fundadores da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura e está filiado na Fundação Inatel.

Rancho Folclórico da Barreira

Fundado em 1983, por pessoas oriundas do lugar de Andreus, freguesia da Barreira, por altura das colheitas, para angariação de receitas para construção do salão paroquial, o Grupo foi ganhando corpo com pessoas de vários lugares da freguesia. Em 1985 organizou o primeiro Festival de Folclore, apadrinhado pelo Rancho Folclórico Rosas do Lena.

Rancho Folclórico da Barreira

Rancho Folclórico da Barreira

É sócio fundador da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura, tendo feito parte dos órgãos sociais por diversas vezes e desempenha atualmente (2019) o lugar de presidente da direção. Até 1999 pertenceu à Casa do Povo da Barreira, mas com a desagregação da mesma passou a pertencer, a partir dessa data, à BARDEC – Barreira Associação de Recreio Desporto e Cultura, por vontade dos elementos que faziam parte do Rancho e por deliberação dos órgãos sociais da Casa do Povo, passando a denominar-se apenas como Rancho Folclórico da Barreira.

Em 2002, gravou o 1.º CD, tendo adquirido o estatuto de Rancho Federado em 2004. Desde 2001, até aos dias de hoje, organiza, anualmente, um Festival de Folclore. Anualmente e ao longo destes anos tem participado em diversos festivais, recriação histórica de Leiria, recriação de mercado século XIX (Batalha) e tem organizado diversas atividades desde descamisadas, encontro de tradições, exposição de lenços e xailes. Em 2007, efetuou uma digressão a França onde participou num Festival Internacional. Em 2005, criou um espaço museológico onde guarda algumas peças etnográficas recolhidas ao longo dos anos. Em 2013, inaugurou a nova sede social, passando a ter melhores condições para desenvolver as suas atividades.

Rancho Folclórico da Costa

O Rancho Folclórico da Costa é um fidedigno representante do Folclore e da Etnografia da Alta Estremadura. Fez a sua estreia em 22 de agosto de 1982, tendo-se legalizado em 19 de outubro do mesmo ano e feito a sua admissão na Federação do Folclore português em 2 de janeiro de 1986. Geograficamente engloba os lugares da Costa e Ribeira, povoações estas que fizeram parte da Freguesa da Batalha até fins do século XIX.

Rancho Folclórico da Costa

Rancho Folclórico da Costa

O seu melodioso cancioneiro, baseado na pastorícia e agricultura, é de “Entre Mar e Serra”, desde os cumes da Serra de Aire às arribas de Moel. Cantam-se e bailam-se cantigas de arrastação, fandangos estremenhos, reinadios, tacões e bicos, fadinhos, viras e bailaricos. O seu jeito de bailar é singelo e suave, sem batimentos nem arrebiques, como quem, mesmo divertindo-se, nunca esquece o recato, a dureza do trabalho e as agruras da vida.

Rancho Folclórico de São Guilherme

No lugar de Magueigia, freguesia de Santa Catarina da Serra, nasceu em 1963 um Grupo de Folclore. Foi fundado como Rancho Infantil de São Guilherme e teve a sua primeira atuação em setembro do mesmo ano, nas festas religiosas. Depois de dois interregnos, devido à emigração, recomeçou em 1984, com a designação de Rancho Folclórico de São Guilherme.

Tendo consciência do papel de um Rancho Folclórico, o Rancho Folclórico de São Guilherme iniciou um longo trabalho de recolha e pesquisa etnográfica de um povo com toda a sua vida ligada à terra, dos seus usos e costumes, que demonstram a vida das gentes da Alta Estremadura.

Após este trabalho de pesquisa junto da população, o Rancho Folclórico de São Guilherme, iniciou a sua divulgação de norte a sul do país, através da participação em festivais de folclore. Todos os anos realiza o seu próprio festival, com a participação de outros grupos em representação de várias regiões etno-folclóricas do país. Possui sede própria e um Núcleo Museológico e Etnográfico.

É membro efetivo da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura e da Federação de Folclore Português.

Rancho Folclórico de São Guilherme

Rancho Folclórico de São Guilherme

Rancho Folclórico do Grupo Alegre e Unido

O Rancho Folclórico do Grupo Alegre e Unido foi fundado em 1969. Representa o Folclore da Alta Estremadura. É socio efetivo da Federação do Folclore Português e da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura. Apresenta os usos, os costumes, as tradições, as danças, os cantares e os trajos, fruto de recolhas feitas no lugar da Bajouca e arredores, nos diversos festivais nacionais e internacionais de folclore em todo o país, em diversas festas e romarias e em hotéis da região. Nas suas apresentações é de destacar a exibição do oleiro e da capacheira, ao vivo.

Rancho Folclórico do Grupo Alegre e Unido

Rancho Folclórico do Grupo Alegre e Unido

O rancho da Bajouca editou diversos CD e cassetes com as suas modas e um DVD representando toda a vivência dos seus antepassados: o casamento; as festas e romarias; a matança do porco; o trabalho no campo; as colheitas; o artesanato, entre outros, acompanhados pelas danças e cantares da época.

Rancho Folclórico “Flores de Verde Pinho” do Coimbrão

Fundado em 3 de Abril de 1960, o Rancho Folclórico “Flores de Verde Pinho” do Coimbrão representa o Folclore de fins do século XIX e princípio do século XX, do norte do Concelho de Leiria – Alta Estremadura. É o Rancho mais antigo do Concelho de Leiria. Obteve o 1.º prémio de Traje na Feira Anual de Leiria e foi galardoado com a medalha de prata da cidade de Leiria pela dedicação ao serviço da Cultura. Tem participado em vários Festivais Nacionais e Internacionais por todo o País e algumas vezes no Estrangeiro, possuindo gravações do seu reportório.

Rancho Folclórico “Flores de Verde Pinho” do Coimbrão

Rancho Folclórico “Flores de Verde Pinho” do Coimbrão

O Rancho Folclórico “Flores de Verde Pinho” do Coimbrão é ainda organizador do Festival de Folclore do Coimbrão e de várias recolhas e exposições sobre usos e costumes passados que permitem difundir a cultura da Região. É membro da Associação Folclórica de Região de Leiria, da Federação do Folclore Português e está inscrito na INATEL. É desde 7 de maio de 2008 Pessoa Colectiva de Utilidade Pública.

Rancho Folclórico Juventude Amiga de Conqueiros

Conqueiros é um lugar da União das Freguesias de Souto da Carpalhosa e Ortigosa do distrito e concelho Leiria. Das mais influentes na freguesia, a família Alves de Matos era a mais importante desta localidade, já que garantia trabalho e sustento a grande parte dos habitantes de Conqueiros e das aldeias limítrofes até meados do século passado, acabando com morte do seu último descendente Luís José Alves de Matos, falecido a 26 de Abril de 1994.

Rancho Folclórico Juventude Amiga de Conqueiros

Rancho Folclórico Juventude Amiga de Conqueiros

Nos Conqueiros nasceu o Rancho Folclórico Juventude Amiga de Conqueiros, em 06 de Outubro de 1977. Faz parte integrante da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura, tendo sido constituído por escritura pública em 13 de Setembro de 1982. Está filiado na INATEL com o n.º 3074 desde 16 de agosto de 1995 e tornou-se sócio efetivo da Federação do Folclore Português, em 15 de dezembro de 1998.

De 1978 a 1984 este rancho limitou-se a fazer atuações no lugar de Conqueiros e nos lugares limítrofes. A partir de 1984 alargou o seu leque de atuações, mantendo atualmente uma média de trinta por ano, em romarias, festivais de folclore e outros locais.

Organiza o Festival de Folclore no lugar de Conqueiros, pertencente à União das Freguesias de Souto da Carpalhosa e Ortigosa, Distrito e Concelho de Leiria. Em 1993, realizou várias atuações na zona de Paris, em França. Em 2004, realizou várias atuações na zona Nework, estado de New Jersey, nos Estados Unidos da América e em 2019 participou na 16.ª edição do “Festivalul International de Folclor Nufarul”, em Cahul, na Moldávia, evento em parceria com a Câmara Municipal de Leiria e a Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura.

Rancho Folclórico Rosas do Liz

Nascido em 1965 com o intuito de divulgar as danças, usos e costumes, o Rancho Folclórico Rosas do Liz tem dado a conhecer ao público um pouco das origens dos antepassados. Localizado na margem do Rio Lis, na freguesia de Carreira, Concelho de Leiria, é cercado pelos campos de arroz e de milho. É essencialmente um Rancho Folclórico com características de trabalho agrícola.

Rancho Folclórico Rosas do Liz

Rancho Folclórico Rosas do Liz

Ao longo da sua existência, de norte a sul do país e nomeadamente em Espanha e França, representa, com cerca de 40 elementos, danças, cantares e artesanato do Folclore da Alta Estremadura. Entre as suas danças estão: O vira da nossa aldeia; A chula; As penas do Verde Gaio; Dá-me a tua mão e canta; Deixa-me ir que eu vou com pressa; e Amor não digas que não. É sócio fundador da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura.

Rancho Folclórico Vale do Lis

Barreiros, é uma aldeia, situada no Vale do Lis, pertence à freguesia de Amor e dista sete quilómetros da cidade de Leiria. A sua capela edificada em 1925 tem como padroeira Nossa Senhora da Conceição, encontrando-se na mesma a imagem de São Jorge, a quem o povo dedicava grande veneração como protetor dos seus gados, havendo uma altura do ano em que os seus donos davam a volta à capela com os seus animais em sinal de gratidão. Até então o povo deslocava-se à Igreja da freguesia (Amor) para cumprir a sua devoção. A população exercia a sua atividade na agricultura, onde abundava a cultura do arroz e do milho. É uma das aldeias em que a mulher usava o tradicional chapéu típico da região de Leiria.

Rancho Folclórico Vale do Lis

Rancho Folclórico Vale do Lis

O Rancho, um departamento da Associação Desportiva e Recreativa de Barreiros, foi fundado em 1973. Pesquisa e divulga a riqueza e a beleza da arte popular. Danças e músicas apareceram por valiosa recolha que pessoas da nossa região efetuaram, dado o seu empenho e dedicação, consultando na altura as pessoas mais idosas e que melhor memória possuíam. A tocata inclui acordeão, cega rega de canas, ferrinhos, o antigo cântaro, as pinhas, bandolim, cavaquinhos, viola, realejo. Os trajes são variados, mas conservando a linha própria desta região: – Trajes de trabalho na cultura: do arroz, do milho, das vindimas. – Trajes Domingueiros de ir: à missa, mercado, romarias. – Trajes de Camponeses abastados. – Trajes de Noivos.

O Rancho abarca e conserva no seu seio um vasto reportório de danças e cantares, baseadas no trabalho do campo. Os seus moinhos, o pinhal, as sachas, as desfolhadas, as vindimas, a matança do porco, a britada dos pinhões bem como as festas e romarias eram verdadeiras ocasiões de convívio do povo. É membro da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura e sócio efetivo da Federação do Folclore Português.

Sofia Silva, flautista, de Maceira de Leiria
Músicos naturais do Concelho de Leiria

[ Serviço público sem financiamento público, o Musorbis foi lançado em dezembro de 2020. O processo de inserção de dados pode ser acelerado com a cooperação dos músicos no que se refere a currículos e fotografias em falta. ]

  • Afonso de Sousa (guitarrista, Leiria)
  • António Cordeiro Gonçalves (regente, 1908-1996)
  • Beatriz Costa (violinista, 1996)
  • Armando Goes (cantor, 1906-1967)
  • Belo Marques (diretor de orquestra, 1898-1986)
  • João Gaspar (direção)
  • João Pedro Grácio (construtor de instrumentos, 1872-1962)
  • João Pedro [ Grácio ] Júnior (construtor de instrumentos, 1903-1967)
  • Joel Canhão (organista, 1992-2010)
  • Luís Casalinho (clarinetista, 1968)
  • Mário Silva (compositor litúrgico, 1937)
  • Mickael Faustino (trompa, Paris, 1990/Leiria)
  • Quim Grácio (construtor de instrumentos, 1912-1993)
  • Sofia Silva (flauta transversal)
  • Suse Ribeiro (produtora musical, 1982)

Beatriz Costa

Beatriz Costa, violinista, de Leiria

Beatriz Costa, violinista, de Leiria

João Gaspar

João Gaspar, maestro e compositor, de Leiria

João Gaspar, maestro e compositor, de Leiria

Mickael Faustino

Mickael Faustino, trompa, de Leiria

Mickael Faustino, trompa, de Leiria, créditos Jérôme Arnouf

Sofia Silva

Sofia Silva, flautista, de Maceira de Leiria

Sofia Silva, flautista, de Maceira de Leiria

Suse Ribeiro

Suse Ribeiro, natural de Leiria, foto Paulo Neves

Suse Ribeiro, natural de Leiria, foto Paulo Neves

Joel Canhão

Joel Canhão, organista e pedagogo, de Leiria

Joel Canhão, organista e pedagogo, de Leiria

José Belo Marques

José Belo Marques, maestro, de Leiria

José Belo Marques, maestro, de Leiria

Afonso de Sousa

Afonso de Sousa nasceu a 24 de junho de 1906 na Quinta do Paraíso em Maceira, Leiria – Portugal e faleceu a 18 de dezembro de 1993 na cidade de Leiria. Foi guitarrista, violista, letrista, compositor, escritor, poeta e advogado. Foi o instrumentista que definiu de forma mais completa e sistemática o papel da segunda guitarra na abordagem de repertório vocal e instrumental, dado que, à época, a sua utilização não era frequente. Para isso, contribuíram também Artur Paredes e Félix Albano de Noronha, solistas de guitarra de Coimbra que incluíram uma segunda nos seus ensembles instrumentais. Afonso de Sousa colaborou, de igual modo, para a produção artística e para a documentação histórica da Canção de Coimbra enquanto género e manifestação cultural.

Esteticamente, sentia-se dividido entre o exacerbamento de emoções, enraizado no Decadentismo e Ultrarromantismo literário-musical e a lógica de pensamento racional, que se tornou para si conducente às propostas lideradas por Edmundo Bettencourt, Artur Paredes e D. José Pais de Almeida e Silva. Como compositor produziu temas como Variações de Coimbra, Temas tristes, Variações em Lá Menor e Saudades de Coimbra. É, ainda, autor de Asas brancas e Desalento. Erroneamente, é-lhe atribuída a autoria de Rosas brancas, em confusão com a canção Desalento, que contém essa expressão na sua letra. Ao nível da produção literária, destacam-se: Roteiros subjetivos da minha terra (1964), Sarça ardente e outras sarças (1965), Do Choupal até à Lapa: recordações de um antigo estudante de Coimbra (1973), O canto e a guitarra na década de oiro da Academia de Coimbra: 1920-1930 (1981) e Ronda pelo passado: memórias de um antigo estudante do Liceu Rodrigues Lobo, em Leiria e da Fac. Direito da Univ. de Coimbra: 1915 a 1930 (1989).

Filho de José de Sousa e de Rosália Coelho de Sousa, frequentou o Liceu Rodrigues Lobo em Leiria, entre 1915 e 1923. Nessa altura, demonstrando já interesse pela música, iniciou-se no acordeão e na viola, chegando a participar num agrupamento musical daquela cidade liderado por João Agostinho Nogueira. Posteriormente, em 1923, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra – Portugal. Foi sócio da Tuna Académica da Universidade de Coimbra (TAUC) e do Orfeon Académico de Coimbra (OAC), apresentando-se em récitas dadas por essas entidades em Portugal e no estrangeiro. Em 1925 tornou-se discípulo de Noronha, com quem teve aulas de guitarra de Coimbra e, em 1926, ensaiou e gravou, como segunda guitarra, repertório que este preparou com Armando do Carmo Goes. No mesmo ano, foi convidado por Artur Paredes a integrar o seu ensemble, primeiramente como viola numa excursão ao Norte e, posteriormente, na qualidade de segunda guitarra.

Participou em todas gravações de repertório instrumental com Paredes para a etiqueta His Master’s Voice. Estas viriam a acontecer entre 1926 e 1930, com Guilherme Barbosa na viola. Este período traduziu-se no ponto alto da sua carreira guitarrística. Além das já referidas gravações, participou ainda nas de Artur Almeida d’Eça e na gravação de dez canções de Edmundo Bettencourt com Artur Paredes e Mário de Fonseca, cujos discos resultantes permaneceram em catálogo até 1953. Acompanhou também Noronha, juntamente com Laurénio Silva na viola, na gravação de duas séries de guitarradas para a Columbia que não viriam a ser comercializadas. Em 1929 deslocou-se a Sevilha – Espanha, no âmbito da “Exposição Ibero-Americana”, e atuou com a Embaixada Artística da Academia de Coimbra, na qual integravam Artur Paredes, guitarra de Coimbra; Guilherme Barbosa, viola; e António Menano, voz. Gravou também repertório próprio como solista, tendo, inclusive, na edição de junho da Phonograph monthly review (New York – Estados Unidos) de 1930, recebido uma menção na secção de edições estrangeiras: “Portuguese. There are three releases in this group from Columbia, of which the best is the disk of original guitar solos by Dr. Alfonso de Sousa (1102-X)” (p.323). Em 1930, em vésperas de receber a sua carta de curso, era um estudante respeitado na Academia, presente entre múltiplas atividades culturais. Terminado o curso, regressou a Leiria, onde se fixou, embora tenha permanecido ligado à TAUC e ao OAC, na qualidade de sócio.

No pós Segunda Guerra Mundial, a escrita de Afonso de Sousa metamorfoseou-se num bastião de resistência: afirma-se contra a banalização do repertório pelos modernistas; declara-se contra a insuficiência teórica e as ambiguidades discursivas que impossibilitavam uma correta compreensão do primeiro modernismo na Canção de Coimbra; manifesta-se contra as políticas culturais e o processo de incrementação turística implementado pelo Estado Novo (que almejava vender a Canção de Coimbra como subgénero do Fado); expressa-se contra as ideologias que se tinham vindo a incorporar na Canção de Coimbra. Em 1960, no âmbito do 80º aniversário do Orfeon Academico de Coimbra (OAC), reúnem-se, pela última vez em Coimbra, Artur Paredes, Carlos Paredes e Afonso de Sousa, acompanhados por Arménio Silva e António Leão Ferreira Alves. No inverno desse ano, deslocou-se à Índia com Pinho de Brojo, guitarra de Coimbra; Mário Castro, viola; e os cantores Fernando Rolim e Luís Goes.

Na segunda metade da década de 60, colaborou com Divaldo Gaspar de Freitas na produção de depoimentos sobre antigos cultores da Canção de Coimbra. Em 1970, marcou presença no colóquio sobre a Canção de Coimbra dinamizado pelo OAC. Afirmou, nesta ocasião, a recusa à linearidade do discurso que propõe a erradicação do legado clássico da Canção de Coimbra ou a sua transformação em música de intervenção, apesar de reconhecer e demonstrar compreensão de algumas das propostas estéticas de músicos de gerações mais recentes que se encontravam presentes no mesmo colóquio.

Fonte: Museu da Universidade de Aveiro

Beatriz Costa

Natural de Leiria, Beatriz Costa (1996) é uma violinista portuguesa a realizar um mestrado em Performance Musical no Conservatório Real de Bruxelas – Bélgica. Anteriormente concluiu a licenciatura na Escola Superior de Artes Aplicadas – Portugal. Integrou orquestras e conjuntos em Portugal trabalhando com maestros como Peter Stark, Dietrich Paredes, Jean-Sébastien Béreau, Pedro Pinto Figueiredo e José Eduardo Gomes.

Participou em workshops dedicados às práticas musicais contemporâneas com ensembles como Ensemble Modern (Alemanha), Ensemble Fractales (Bélgica) e Ensemble Horizonte (Alemanha). Integra, desde 2019, a equipa de produção do Festival Dias de Música Electroacústica.

João Gaspar

Natural de Leiria, João Gaspar finalizou o curso na Escola Profissional Metropolitana com Diploma de Mérito de melhor aluno. Ingressou na Academia Nacional Superior de Orquestra, em 2012, com bolsa de mérito, na qual obteve o grau de licenciado. É Mestre em Ensino da Música pela Escola Superior de Música de Lisboa.

Como solista, interpretou em estreia nacional as obras Pele de Brian Balmages e o Concerto for Horn and Band de Lee Actor, gravado ao vivo para CD. Tem trabalhado e colaborado com orquestras e formações como: European Union Youth Wind Orchestra, The World Orchestra, Orquestra de Jazz de Matosinhos, Orquestra XXI, Orquestra d’Almada, Ensemble do Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa, Orquestra de Câmara Portuguesa, Orquestra Metropolitana de Lisboa ou Orquestra Gulbenkian, sob a batuta de maestros de renome internacional.

Orientou classes de aperfeiçoamento como professor convidado em Portugal e no estrangeiro, mais recentemente na Panstwowa Skola Muzyzcna w Krakowie, na Polónia, ou no Festival de Trompas da Guatemala. É membro da Banda de Música da Força Aérea Portuguesa e desempenha as funções de docente no Conservatório Regional de Artes do Montijo. Foi maestro convidado da Orquestra Sem Fronteiras e da Orquestra Clássica da Madeira em 2020.

Além do vasto acervo de arranjos musicais para diversas formações, bem como desenvolvimento de material pedagógico, destacam-se as suas obras originais: A Project Ouverture, 2013; Vila Compasso, 2017; Surprise, 2017; O Mundo Maravilhoso das Toupeiras, 2018; Pasteleira, 2019; Tupho, 2019; Mrs Bassy, 2020; Aircradt, 2020; Au Naturel, 2020; Sonho de Voar, 2020; Depois da Roda, 2020; Antologia Intervencionista, 2020; A Metamorfose de Orfeu, 2020. É autor do livro infantil Vila Compasso baseado no musical com o mesmo nome, também de sua autoria.

Joel Canhão

Joel Canhão nasceu em Moinhos da Barosa (Leiria), em 1927 e  faleceu no dia 26 de fevereiro de 2010. Formado no Conservatório Nacional, iniciou o seu percurso em Santarém, em 1948, como professor de Canto Coral no Liceu de Santarém, acumulando com o lugar de assistente do então Maestro Fernando Cabral, no Orfeão Scalabitano. A partir desta data, a sua ilustração e o seu caráter de homem empenhado na valorização musical das diferentes gerações que com ele se cruzaram, marcaram indelevelmente a cidade de Santarém e o Círculo Cultural Scalabitano. Logo após a sua fundação, em 1955, foi chamado a dirigir os destinos do Orfeão Scalabitano, tendo igualmente assumido a direção artística do Coral Infantil, ao qual estava agregado uma pequena escola de iniciação musical, desta mesma associação, que se reiniciou nessa época.

Do trabalho do Orfeão, destaca-se a árdua preparação do coro para os concertos radiofónicos, contratados mensalmente pela Emissora Nacional (primeiro em direto e, só mais tarde, quando a tecnologia das fitas magnéticas o permitiu, passaram a ser gravados), para o Sarau Anual, de grande responsabilidade para com os sócios e a população de Santarém e, algumas vezes, ainda, em conjunto com a Orquestra Típica Scalabitana, que não tinha na época coro próprio, para os conhecidos Serões de Trabalhadores.

Neste período, compôs algumas músicas para o Coral Infantil, já editadas em livros e discos e para o Orfeão Scalabitano de que se destaca, com letra de Augusto Ribeiro, Canção da Ceifeira Verde. O interregno de um ano, em 1961, na direção destes coros deveu-se a uma bolsa que ganhara da Fundação Calouste Gulbenkian, para estudar junto de Edgar Willems, na Suíça, de forma a poder aplicar-se, em Portugal, a nova metodologia do ensino da Iniciação Musical. E as crianças e jovens, que nos anos Sessenta frequentaram, gratuitamente, as suas aulas no Círculo Cultural, beneficiaram desta nova metodologia de ensino musical por sua via. A sua acção passou, igualmente, pela fundação do Grupo Coral Alfredo Keill em 1962 motivado pela crise do Orfeão Scalabitano, que levou ao interregno das suas atividades, tendo integrado o Círculo Cultural só em 1967. Este Grupo Coral de 18 vozes masculinas foi nessa época muito apreciado pela crítica nacional, nomeadamente por Mário de Sampayo Ribeiro.

Antes dele, fora Luís Silveira, que Joel Canhão ainda conheceu, no Clube Literário Guilherme de Azevedo que experienciara a direção artística do primeiro Coral Infantil de Santarém. Durante as décadas de 50 e 60, aproveitando o ambiente intelectual e cultural que se vivia em Santarém, integrou tertúlias artísticas que se detinham no Café Central, mas também muitas vezes na sua casa.

Estas eram frequentadas por poetas como Ruy Belo, Herberto Hélder e Albano Martins, escritores como Bernardo Santareno, entre outros homens bons como, Abílio Pereira da Silva, Padre Francisco Nuno, Moura Júnior, Augusto Ribeiro, Florindo Custódio, João Moreira. No seu repertório encontravam-se os nomes maiores da música portuguesa e estrangeira da época. Lidou com a intelectualidade da época como Fernando Lopes Graça que esteve algumas vezes em Santarém. Colaborou, ainda neste período, regularmente no Jornal do Ribatejo, escrevendo crítica musical. Deixou Santarém, em 1966, para dirigir o Orfeão Académico de Coimbra, mas nunca esqueceu esta terra e as suas gentes. Em 1968 e 1969, vem a Santarém continuar a dirigir o Grupo Alfredo Keill que se extinguiu na mesma altura.

Deixou artigos no Correio do Ribatejo que contam um pouco mais da sua ação em Santarém. Nessa ocasião foi homenageado no Teatro Taborda pelos seus antigos alunos e orfeonistas, entre os quais se contam o nosso amigo João Moreira, a maestrina Tilita Valente e a saudosa Eulália Marques. Preocupou-se, igualmente, com a didática da música, dedicada ao ensino dos mais pequeninos, tendo realizado conferências e publicado diversos livros e obras musicais, algumas influenciadas pelo seu trabalho com o Coro Infantil do Círculo Cultural. A arte da música e da escrita tocaram-se e quis deixar-nos ainda um livro de poesia, sob o pseudónimo de Moura Serpa, Dedilhações em Busca… e outros Exercícios.

Excerto e ligeiras adaptações de “Homenagem do Círculo Cultural Scalabitano – Joel Canhão – Notas de Uma Vida”, 2010

Teatro José Lúcio da Silva

Auditórios de Leiria

Salas de espetáculo do Concelho

Teatro José Lúcio da Silva

Situado em Leiria entre o antigo Convento de Sant’Ana e o jardim público Luís de Camões, o Teatro José Lúcio da Silva foi inaugurado em 1966. O lançamento da primeira pedra para a construção de um verdadeiro Teatro em Leiria tem lugar em 1878, no Campo D. Luís I (atual Largo de Goa, Damão e Diu), o Teatro Dª. Maria Pia. A difícil situação financeira do teatro e as carências físicas do próprio edifício, puseram em causa a sua continuidade cultural. Em janeiro de 1958, teve lugar o último espetáculo no velho D.ª Maria Pia.

Em 1963, José Lúcio da Silva manifestou o desejo de construir um teatro para a cidade. A obra arrancou numa antiga propriedade de vinha da família Marques da Cruz, segundo projeto dos arquitetos Carlos M. Ramos e José Bruschy tornando-se numa marca dos tempos modernistas em Portugal. O lançamento da primeira pedra tem lugar no dia 29 de julho de 1964. A obra ficou concluída em cerca de 18 meses, sendo o teatro inaugurado na noite de 15 de janeiro de 1966, com a presença do almirante Américo Thomaz. No dia da inauguração duas peças subiram ao palco do Teatro José Lúcio da Silva.

A sala sofreu, ao longo dos anos, várias remodelações, tais como a implementação do sistema de som digital, as novas cadeiras, a nova alcatifa, a remodelação do palco e por último, a aquisição de uma máquina nova para a projeção, permitindo um melhor recorte de imagem. O Teatro José Lúcio da Silva tornou-se ao longo dos anos numa sala de espetáculos «monumental» com capacidade para 763 lugares apresentando excelentes características cénicas que proporcionam um conforto visual atualmente raro nas salas de projeção justificando assim a sua posição de relevo na cultura da Cidade.

José Lúcio da Silva nasceu em Leiria, em 1902, e morreu em Lisboa em 1972. Dotado de grande espírito de iniciativa, criou nesta cidade uma pequena indústria de alpercatas a que se seguiu a de baquelites e mais tarde a de borracha, já em Lisboa, tornando-se assim um grande industrial, fundando a Sociedade Industrial de Borracha.

Contactos

  • Sítio: www.teatrojlsilva.pt
  • Endereço: Praça da República 39, 7300-109 Portalegre
  • Telefone: 245 307 498
Sé de Leiria, templo com órgãos
Órgãos de tubos do concelho de Leiria [4]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Igreja de Nossa Senhora da Encarnação

No lado Este da cidade de Leiria, dominando a paisagem a partir do Monte de São Gabriel, está o Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, com acesso por um grande escadaria.

Igreja da Encarnação, Leiria

Igreja da Encarnação, Leiria

Esta igreja de peregrinação foi edificada em 1588 no local da antiga Ermida de São Gabriel por iniciativa de D. Pedro de Castilho. A escadaria foi mandada construir durante o séc. XVIII, pelo bispo D. Frei Miguel de Bolhões, cujo brasão encontramos num dos lanços. A galilé, galeria que antecede a entrada, é marcada por sete arcos sendo o central mais elevado e sobreposto por um frontão trabalhado, onde se pode ver uma estátua do arcanjo São Gabriel, em justa homenagem ao antigo culto. A imagem de Nossa Senhora da Encarnação, o atual orago, encontra-se no altar-mor. A igreja é revestida por painéis de azulejo policromos do séc. XVII, em muito bom estado de conservação, sobrepostos por pinturas alusivas à vida da Nossa Senhora. No coro alto e sobre a capela-mor, algumas pinturas de sabor popular alusivas aos milagres de Nossa Senhora animam o espaço.

Fonte: Monumentos

A Igreja de Nossa Senhora da Encarnação possui um órgão da autoria de Joaquim António Peres Fontanes, construído em 1812, restaurado em 1994 por António Simões.

Órgão de armário

Órgão histórico da Igreja da Encarnação

Órgão histórico da Igreja da Encarnação

João Santos e o órgão da Igreja de Nossa Senhora da Encarnação

Orfeão de Leiria – Conservatório de Artes

O Orfeão de Leiria possui um órgão Hofmann/Röhn, 1960, de dois manuais e pedaleira com acoplamentos. Foi originalmente construído para a Igreja Católica de Neuses (Alemanha) e adquirido pelo Orfeão de Leiria. Foi instalado na igreja de São Pedro em 2008 pela firma Nuno Rigaud Orgelbau e transferido mais tarde para instalações do Orfeão de Leiria.

Rute Martins e o órgão do Orfeão de Leiria

de Leiria

A de Leiria foi construída em 1559. As obras ficaram concluídas em 1574. Apresentando uma arquitetura algo severa, de estilo maneirista e barroco, este imponente templo filia-se nas igrejas-de-salão como as sés de Portalegre e Miranda do Douro.

Sé de Leiria, templo com órgãos

de Leiria, templo com órgão

A de Leiria possui na nave central um órgão de três teclados manuais e pedaleira, com acoplamentos, construído por Georges Heintz em 1997.

Órgão moderno

Órgão moderno da Sé de Leiria

Órgão Heintz da de Leiria, de 1997

João Santos e o órgão da de Leiria

Seminário de Leiria

De acordo com informação do organista João Santos, o Seminário de Leiria possui um órgão Ruffatti.

Órgão de palhetas livres

Igreja do Barracão

A Igreja de Barracão, terra do organista João Santos, na freguesia de Colmeias e concelho de Leiria, tem um “Pedalion” construído na década de 1930 em Amersfoort (Holanda) pela casa R. Van den Burg. Trata-se de um instrumento vivo, pois o som é produzido por palhetas (do tipo harmónio ou acordeão) e o ar é obtido por meio de um motor elétrico que ativa um fole por meio de sucção. O instrumento encontra-se em estado impecável, afinado e poderoso. Uma curiosidade interessante é a presença de persianas na parte de trás do órgão, aumentando a sua capacidade expressiva (crescendos e diminuendos), à semelhança do que acontece nos órgãos de tubos. (publicação de João Santos no seu perfil do Facebook, a 12 de outubro de 2021)

Órgão da igreja de Barracão, Colmeias, Leiria

Órgão da igreja de Barracão, Colmeias, Leiria

FOI NOTÍCIA

O órgão de tubos existente na igreja de Nossa Senhora da Encarnação, Leiria, é o antigo órgão que esteve ao serviço da e se encontrava instalado na tribuna da capela-mor do lado da epístola.

Em 1995, ao celebrar os 450 anos da criação da Diocese de Leiria, o Cabido resolveu adquirir um grande órgão adaptado à grandiosidade da Catedral que pudesse contribuir para a dignidade do culto. O velho órgão encontrava-se desativado devido ao seu estado de degradação, e há muito que não se ouvia.

Em tal situação, prevendo-se que, vindo o novo grande órgão jamais se pensasse no antigo e este acabasse por degradar-se completamente, um membro do Cabido que simultaneamente era membro da Mesa da Confraria de Nossa Senhora da Encarnação, propôs para o salvar, que fosse cedido gratuitamente à igreja de Nossa Senhora da Encarnação para seu uso, ficando a Confraria responsável pela sua total recuperação.

O cabido aceitou a proposta e com a anuência do Senhor Bispo sendo feitas as devidas diligências. Ficou o restauro, no valor de 5.000.000$00 (cinco mil contos, ou cerca de 25.000€ em moeda atual), confiado ao organeiro António Simões, com oficina em Condeixa.

Trata-se de um órgão tipo ibérico e embora de modestos recursos dispõe de uma boa sonoridade. Foi construído em 1813 na cidade de Lisboa por Joaquim Perez Fontanes, membro de uma família espanhola de afamados organeiros. Sendo as suas dimensões exíguas para a amplitude da Catedral, já na igreja de Nossa Senhora da Encarnação elas se revelaram bem proporcionadas.

Ao longo dos tempos, o órgão foi objeto de várias intervenções de conservação. Na da década de 40 do século XX, Manuel Reis realizou no Porto uma intervenção profunda que se por um lado lhe conferiu o benefício de ordem prática de o equipar com motor elétrico para substituir o sistema de foles e de renovar o velho teclado desgastado, por outro ao colocar-lhe uma caixa de expressão e eliminando um “cheio” criando um “jogo de dois pés” conseguiu adulterar as características do órgão.

Na última recuperação realizada pelo já referido organeiro António Simões, foi tido em mente por ele repor as características originais do instrumento musical, bem assim, no seu aspeto exterior ao serem recolocadas as portas de resguardo que tinham sido retiradas na anterior intervenção.

Foi beneficiada a pintura externa, considerando o novo ambiente onde iria ser inserido e foi construído um estrado próprio para o receber. Todo o conjunto colocado no transepto do lado direito adapta-se bem ao local e serve bem o grupo coral, o seu diretor e o organista.

Desde o início desta sua nova vida o órgão tem estado ao serviço nos atos de culto dos dias festivos. Igualmente se têm realizado concertos culturais cujo contexto se integra no local.

FONTE:

(Notas coligidas pelo secretário da Confraria na base de informação deixada pelo Padre Rosa)

Portal da Confraria de Nossa Senhora da Encarnação, inserido nesta página a 29 de fevereiro de 2016.