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Tuna Universitária Afonsina de Loulé
Tunas e estudantinas de Loulé

História e atividades no Concelho

Tualle – Tuna Universitária Afonsina de Loulé

A Tualle também é conhecida por Tuna Universitária Afonsina de Loulé.

Tlm. (+00 351) 914 776 227
Correio eletrónico: tualle@yahoo.com

Tuna Universitária Afonsina de Loulé

Tuna Universitária Afonsina de Loulé

O Fitualle, Festival Internacional Tuna de Loulé, teve a nona edição em 2019. A edição de 2020 foi suspensa por causa da pandemia.

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Boliqueime
Folclore em Loulé

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Algarve
  • Distrito: Faro

03 grupos

  • Grupo Etnográfico da Serra do Caldeirão – Cortelha
  • Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte
  • Rancho Folclórico da Casa do Povo de Boliqueime
  • Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé
Grupo Etnográfico da Serra do Caldeirão – Cortelha

O Grupo Etnográfico da Serra do Caldeirão – Cortelha foi fundado em 2003, na aldeia da Cortelha, freguesia de Salir, concelho de Loulé. O principal objetivo do grupo é dinamizar e promover os usos e costumes do interior algarvio. Para aprofundar o seu estudo aquando da criação efetuou um vasto trabalho de pesquisa e recolha junto das pessoas mais idosas da região, quer de letras e músicas, quer de trajes da zona serrana, que diferem daqueles do Algarve mais litoral.

Sendo este um grupo em que todos os pares representam várias profissões que ao longo do tempo foram o suporte económico desta zona rural, destaca-se entre os diversos ofícios o tirador de cortiça, a padeira, o moleiro, o ceifeiro, o pastor e a queijeira, sendo que todos eles trajam a rigor e fazem-se acompanhar de todos os utensílios que antigamente cada profissão utilizava, de referir ainda os lavradores abastados, os noivos e os montanheiros.

O Grupo Etnográfico da Serra do Caldeirão – Cortelha é constituído por cerca de 60 elementos, com idades entre os 5 e os 75 anos, que procuram apresentar uma retrospetiva etnográfica representando as diversas atividades económicas que eram o sustento da região. As suas atuações são compostas essencialmente por Bailes de Roda, Corridinhos e Picadinhos.

Empenhado em divulgar as tradições e o nome do Algarve, o grupo é filiado na Fundação INATEL tendo participado em vários festivais de folclore nacionais, mas também internacionais, de realçar, entre muitas, a deslocação a França, a Espanha e à Hungria.

GESC

Grupo Etnográfico da Serra do Caldeirão - Cortelha

Grupo Etnográfico da Serra do Caldeirão – Cortelha

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Boliqueime

O Rancho Folclórico de Boliqueime foi fundado em 10 de Junho de 1984. Depois de muitos anos de sucesso a nível regional e nacional teve algum tempo de desativação.

Durante a passagem do milénio, um grupo de pessoas de Boliqueime juntou-se para voltar a recriar um dos grandes símbolos da freguesia, o Rancho Folclórico. Com a ajuda de uma nova coletividade (Associação Cultural) foi possível o renascimento do Rancho de Boliqueime, um dos grandes orgulhos das gentes da terra.

O Rancho tem participado em festivais de folclore de Norte a Sul do País e Europa. O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Boliqueime conta com um vasto repertório de danças e cantares, de trajos e instrumentos, que fazem parte de um rico espólio. Muita dessa riqueza deve-se a um trabalho intenso, feito ao longo dos anos. Foi realizado um trabalho de recolha de trajos, alfaias agrícolas e caseiras, usos, costumes, gastronomia, bruxaria, danças e cantares desta região algarvia.

Apresenta trajes de noivos, lavradores, abastados, religiosos, moças casadoiras, destacam-se sobretudo os trajos de trabalho rural na apanha dos frutos secos, alfarrobas, amêndoas e figos, o de ceifeiros e os de trabalho caseiro na confeção do pão e da empreita, artesanato típico da zona.

Também nas danças, para além de balhos de roda e em cadeado, o Corrido e o Balho de Gana, há a destacar o Balho Teso, pois era com ele que se acabavam todos os bailes de salão da terra. O acordeonista, já cansado de tocar toda a noite, rompia com uma música rápida (um corrido) e a dança começava mais violenta. As raparigas tinham de fugir para junto das mães e os rapazes continuavam barqueando-se para ver qual o mais forte.

RFCPB

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Boliqueime

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Boliqueime

Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé

Criado em 1977, o Rancho Folclórico e Juvenil de Loulé interpreta danças e cantares do Concelho de Loulé, nomeadamente da zona serrana de Alte, a aldeia algarvia mais portuguesa, classificada nos primeiros lugares nos concursos das Aldeias Mais Portuguesas em 1938, data em que foram feitas as primeiras recolhas e se formou o Rancho-Mãe, considerado o mais genuíno do Algarve.

A idade dos seus componentes varia entre os 4 e os 12 anos. Dos 12 anos em diante formaram a tocata e o coro. Os mais velhos fazem parte da direção do Rancho.

A tocata é constituída por instrumentos como os ferrinhos, o acordeão, a pandeireta e as castanholas.

Usam trajes típicos da zona serrana algarvia que em tempos antigos eram envergados em Festas, arraiais, casamentos e festas religiosas.

As danças mais características são o corridinho, o baile de roda mandado e os bailes de roda com a muito conhecida “Ti Anica de Loulé”.

O fundador foi Fernando Correia Soares com currículo na área do Folclore, já que havia fundado um Rancho Folclórico em Moçambique, foi convidado para formar um Rancho Infantil em Loulé o qual surgiu em 1977.

O Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé foi orientado durante 32 anos por Fernando Soares. Em 1997, a Câmara Municipal de Loulé decidiu homenagear este grupo com a atribuição da Medalha Municipal de Mérito – grau prata.

Grupo Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé

Grupo Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé

Banda da Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva de Loulé
Filarmónicas de Loulé

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda da Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva de Loulé

A Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva foi fundada em 1876, com 17 músicos. A sua criação ficou a dever-se a divergências políticas de alguns músicos que pertenciam à filarmónica existente, que resolveram abandonar. Foi alcunhada de ” Os Turcos ” e passou a ser conhecida por “Música Nova”. Entre 1895 e 1908, sob a regência do Mestre Pires, a Banda conheceu o ponto mais elevado da sua existência.

Durante a sua longa vida ganhou alguns prémios e foi reconhecido o seu valor cultural: 1º Prémio do Certame Musical realizado em Silves em 1895; 1º e 2º Prémios do Certame Musical realizado em Faro em 1908; Medalha de Cobre do 2º Congresso da FSER; Diploma de Mérito Associativo pelos 114 anos de existência efetiva pela FPCCR; Medalha de Ouro de Instrução e Arte da FPCCR e Medalha de Mérito Municipal (Grau Prata) pela Câmara Municipal de Loulé em Maio de 1993. Participa regularmente em Festivais de Bandas Filarmónicas em Portugal e Espanha. Organiza anualmente o Certame Musica lº Ciclo de Bandas de Música – Municipío de Loulé”, vários cursos de aperfeiçoamento, concertos de orquestras sinfónicas, concertos de bandas militares e concertos com outros Grupos de Música.

Banda da Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva de Loulé

Loulé as suas filarmónicas

A sua Escola de Música funciona de 2ª a 6ª Feira com 3 monitores nas Disciplinas de Instrumentos de Sopro, Percussão, Formação Musical e Classes de Conjunto, sendo a sua frequência gratuita. Não possuindo sede própria a Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva conta com total apoio da Câmara Municipal de Loulé no pagamento das atuais instalações e com Contrato Programa para desenvolvimento das suas atividades. É geminada com a Banda de la Escuela de Música de Punta Umbria (Huelva). É composta por 48 músicos, com idades entre os 08 e os 64 anos. O seu diretor artístico é José Francisco Lucio Branco.

Maria Campina, pianista e pedagoga, de Loulé
Músicos naturais do Concelho de Loulé

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Hermenegildo Guerreiro

Hermenegildo Guerreiro, acordeonista, de Loulé

Hermenegildo Guerreiro, acordeonista, de Loulé

Maria Campina

Maria Campina, pianista e pedagoga, de Loulé

Maria Campina, pianista e pedagoga, de Loulé

Maria Campina

Maria Campina, pianista e pedagoga, de Loulé

Maria Campina, pianista e pedagoga, de Loulé

FOI NOTÍCIA

“Para encerrar as comemorações do 100.º aniversário do nascimento da pianista Maria Campina, que se assinalou ao longo do ano de 2014, a Câmara Municipal de Loulé apresentou a exposição “Maria Campina, a louletana que pôs Salzburgo de pé”, que pôde ser visitada de 18 de janeiro até 31 de março, no Cine-Teatro Louletano.

O título é inspirado pelo professor Winfried Wolf que, após a participação de Maria Campina no concurso internacional em Salzburgo (Áustria), no qual alcançou o primeiro prémio, referiu que esta “obteve um grande triunfo tendo posto de pé Salzburgo”. A mostra pretendeu valorizar o seu projeto de vida, ou seja, a sua dedicação à música e à pedagogia musical. Maria Campina, mulher emancipada em relação ao seu tempo, visionária do desenvolvimento cultural para a região algarvia, deixa-nos um legado incontornável de uma vida dedicada à pedagogia social e cultural.

Maria Campina

Maria Campina de Sousa Pereira nasceu em Loulé, a 18 de janeiro de 1914. Considerada uma das mais talentosas pianistas da Europa, concluiu o seu curso superior de piano do Conservatório Nacional, onde foi aluna de grandes mestres, entre os quais Varela Cid e Luís de Freitas Branco, em 1935, com a classificação de 20 valores. Enquanto frequentou aquele conservatório, Maria Campina foi premiada com todos os galardões para os melhores alunos, incluindo o 1.º Prémio do Conservatório Nacional, nunca alcançado por qualquer outro aluno daquele estabelecimento de ensino.

Estreou-se em Lisboa, num concerto na Casa do Algarve, e fez questão de que o segundo fosse dado na sua terra natal, pouco tempo depois, no dia 8 de agosto. Todo o país fazia, então, questão em escutar aquela jovem e bonita pianista, louvando-lhe a capacidade interpretativa, a técnica e, especialmente, a sua extraordinária sensibilidade artística e emocional.

Em 1939, com 25 anos, e já casada, Maria Campina começou a lecionar como professora de piano num colégio de Lisboa. Vivia em Loures e, como nesses tempos, os automóveis eram um luxo de gente muito rica, Maria Campina tinha de se deslocar na sua pesada bicicleta a pedal. Maria Campina não tinha mãos a medir, quer em récitas individuais, quer integrada ou como solista da Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, que, tal como a outra orquestra da estação oficial, a Orquestra Ligeira, percorria o país de lés a lés. Além de dar vida às partituras, a pianista também escrevia para os jornais, proferia conferências, interessava-se pela vida cultural do país.

Em 1949, Maria Campina decidiu participar num concurso internacional na Áustria, pátria de grandes músicos e intérpretes. No Mozarteum de Salzburgo, iria ombrear com quinze dos maiores pianistas mundiais do seu tempo. Interpretou obras de Mozart e de Johan Sebastian Bach e o júri, por unanimidade, o que raramente se voltou a repetir, declarou-a vencedora. Era o reconhecimento internacional da grande dama do piano. Toda a Europa, América do Sul e África puderam, então, escutar a magia das suas interpretações.

Maria Campina criou, por essa altura, na Academia de Música do Funchal, a disciplina de Iniciação Musical, mostrando, deste modo, a sua sensibilidade pedagógica e visão para as carências educativas da escola, em Portugal. Já em Lisboa, alguns anos mais tarde, em 1962, a pianista algarvia abraçava convictamente a ideia da criação de um conservatório na região do Algarve, que outros antes haviam lançado mas que ninguém pusera em prática. Durante dez anos, Maria Campina não esmoreceu, numa luta constante contra o imobilismo das instituições, a descrença dos poderes constituídos e a indiferença de quem tinha a obrigação de ser entusiasta e promotor.

Em 1972, Maria Campina pôde, finalmente, ainda em casa emprestada, receber os primeiros alunos do “seu” Conservatório Regional do Algarve. Durante os doze anos que se seguiram, a pianista louletana pôde dar largas ao seu sonho, formando crianças e jovens algarvios. Galardoada, em 1979, com o grau de Comendador da Ordem de Instrução Pública, Maria Campina empenhava-se, então, com o seu marido, Pedro Ruivo, em conseguir apoios para a construção de uma escola de raiz, enquanto “fornadas” de jovens lhe iam passando pelas mãos delicadas. Maria Campina faleceu em 27 de fevereiro de 1984 e seria o seu marido quem veria, finalmente, concretizado o seu sonho: a construção do edifício que alberga o Conservatório Regional Maria Campina.”

Fonte: Jornal do Algarve

Igreja matriz de Boliqueime
Órgãos do concelho de Loulé

De acordo com as informações disponíveis, apenas existe no Concelho um órgão de tubos.

Igreja de Boliqueime

Igreja matriz de Boliqueime

Igreja Matriz de Boliqueime

O templo primitivo localizava-se na antiga povoação de Boliqueime, hoje designada por “Povo Velho”. No início do século XVI seria apenas uma ermida. Após a elevação a sede de freguesia, provavelmente durante a década de quarenta do século XVI, deu-se a reconstrução do templo, que passou a ter três naves. Foi destruído pelo terramoto de 1755. Julga-se que, logo no ano seguinte, foi começada a construção da nova igreja matriz. Em 1759, o novo templo estava concluído, tendo-se colocado esta data no fecho do portal principal. Nos anos imediatos à conclusão da igreja, a Confraria da Nossa Senhora das Dores mandou revestir de talha a capela lateral que lhe foi cedida na nave do templo. No retábulo adotou-se o formulário rococó.

A Igreja Paroquial de São Sebastião de Boliqueime possui um órgão histórico de tipo ibérico, positivo de armário, da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus 24, construído no ano de 1789. Foi restaurado em 1990, a expensas da Junta de Freguesia de Boliqueime.

Órgão de armário com portadas abertas

Órgão da Igreja de Boliqueime

Órgão da Igreja de Boliqueime

Em 2020, 13ª Edição do Festival de Órgão Algarve ’20, organização da Associação Música XXI, decorreu em igrejas de Faro (, e Igreja do Carmo), Portimão (Igreja Matriz), Loulé (Igreja Paroquial de Boliqueime) e Tavira (Igreja de Santiago).