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Conservatório do Vale do Sousa
Escolas de Música em Lousada

Estabelecimentos do ensino especializado de música no Concelho. Em geral, as bandas filarmónicas também possuem a sua escola de música: veja ao fundo informação sobre as bandas de música do Concelho.

Conservatório do Vale do Sousa

Associação de Cultura Musical de Lousada
Avenida Cidade de Errenteria
4620-674 Silvares – Lousada
Tel. (+00 351) 255 912 230
Sítio: www.acmlousada.pt
Correio eletrónico: secretaria@acmlousada.pt

Conservatório do Vale do Sousa

Conservatório do Vale do Sousa

O Conservatório do Vale do Sousa é uma Escola do Ensino Artístico Especializado da Música. Começou por ter a designação de Academia de Música da Associação de Cultura Musical de Lousada. Nasceu no seio da Associação de Cultura Musical de Lousada e estabeleceu-se através de um protocolo assinado entre o Presidente da Associação e um técnico da Inspecção-geral de Educação.

A Academia de Música da Associação de Cultura Musical de Lousada ficou sedeada na Praça da República – Cristelos – 4620 Lousada e foi seu diretor pedagógico Alberto Vieira. Em 1998 foi inaugurado o Auditório/Academia datando daí a nova sede: Avenida Cidade Errenteria – Quinta das Pocinhas – 4620 Lousada.

A 10 de dezembro de 2010, foi concedida ao Conservatório do Vale do Sousa a Autonomia Pedagógica.

 

Grupo de Bombos "Os Amigos de Caíde de Rei"
Grupos de bombos de Lousada

Zés Pereiras e outos grupos de percussão tradicional no Concelho

Fontes: Fontes: Tocá Rufar, portais municipais, páginas dos grupos

  • As Amigas da Terra (Covas)
  • Grupo de Bombos da Associação Desportiva e Cultural de Figueiras
  • Grupo de Bombos de Ordem (Ordem)
  • Grupo de Bombos de São Veríssimo (Nevogilde)
  • Grupo de Bombos Os Amigos do Bairro (Casais)
  • Grupo de Bombos “Os Amigos de Caíde de Rei”
  • Lousadarrufar (Macieira)
Grupo de Bombos "Os Amigos de Caíde de Rei"

Grupo de Bombos “Os Amigos de Caíde de Rei”

Lousadarrufar (Macieira)

Lousadarrufar (Macieira)

Grupo Folclórico e Cultural "As Lavradeiras do Vale do Sousa"
Folclore em Lousada

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Grupo Folclórico da Associação Cultural e Recreativa Senhora da Aparecida
  • Grupo Folclórico e Cultural “As Lavradeiras do Vale do Sousa”
  • Rancho Folclórico de Nogueira
  • Rancho Folclórico Flores da Primavera de Nespereira-Lousada
  • Grupo Folclórico “As Ceifeirinhas do Vale Mesio”
  • Rancho Folclórico S. Pedro Caíde de Rei
Grupo Folclórico da Associação Cultural e Recreativa Senhora da Aparecida

GFACRSA

Rancho Folclórico da Associação Cultural e Recreativa Senhora da Aparecida

Rancho Folclórico da Associação Cultural e Recreativa Senhora da Aparecida

Grupo Folclórico e Cultural “As Lavradeiras do Vale do Sousa”

GFCLVS

Grupo Folclórico e Cultural "As Lavradeiras do Vale do Sousa"

Grupo Folclórico e Cultural “As Lavradeiras do Vale do Sousa”

Rancho Folclórico Flores da Primavera de Nespereira-Lousada

Sediado na freguesia de Nespereira, concelho de Lousada, o Rancho Folclórico Flores da Primavera de Nespereira-Lousada é membro efetivo da Federação do Folclore Português desde 17 de janeiro de 1995 e filiado na Fundação INATEL. Pertence à região Entre Douro e Minho.

RFFPN

Rancho Folclórico Flores da Primavera de Nespereira-Lousada

Rancho Folclórico Flores da Primavera de Nespereira-Lousada

Rancho Folclórico S. Pedro Caíde de Rei

RFSPCR

Rancho Folclórico S. Pedro Caíde de Rei

Rancho Folclórico S. Pedro Caíde de Rei

MÚSICA TRADICIONAL

  • Grupo de Cavaquinhos da Associação Desportiva e Cultural de Lodares
  • Grupo de Cantares de Cantares Populares de Meinedo,
  • Concertinas na Noite
  • “7 Saias”
  • Grupo de Cavaquinhos da USALOU
  • “Os Amigos da Viola”

FOI NOTÍCIA

Em 2019, o Lousada Festival Tradicional promoveu produtos locais.  A Avenida Senhor dos Aflitos recebeu entre os dias 18 e 21 de julho o Lousada Festival Tradicional, que juntou produtos de cestaria, linho e bordadas, croché, artigos em madeira, em pele entre outros e contou ainda com quatro espaços de restauração.

A animação musical esteve também presente em vários momentos deste evento, com a atuação do Grupo de Cavaquinhos da Associação Desportiva e Cultural de Lodares, do Grupo de Cantares de Cantares Populares de Meinedo, as Concertinas na Noite, “7 Saias”, Grupo de Cavaquinhos da USALOU e os “Os Amigos da Viola”.

Marcaram presença também o Grupo Folclórico da Associação Cultural e Recreativa Senhora Aparecida e o Grupo Folclórico e Cultural As Lavradeiras do Vale do Sousa – Meinedo, a que se juntaram o Grupo Folclórico “As Ceifeirinhas do Vale Mesio”, Rancho Folclórico S. Pedro Caíde de Rei e o Rancho Folclórico de Nogueira. Um dos momentos altos deste evento foi a Recriação do Ciclo do Linho.

A iniciativa é fruto de uma organização conjunta da Copagri, Câmara Municipal de Lousada e da Ader-Sousa. A Vereadora do Desenvolvimento Económico e Social, Dra. Cristina Moreira, referiu “a participação dos ranchos folclóricos que permitiram um enquadramento perfeito com a filosofia do evento, a música local que animou as noites e a participação dos seniores como elementos fundamenais deste evento”.

Este é um evento que envolve pessoas de idades muito variadas e pode ver-se que os mais novos estão a participar e ajudar os pais que são produtores. “Esta é a segunda geração do Lousada Festival Tradicional”, como lhes chama a Vereadora do Desenvolvimento Económico e Social.

Banda de Música de Lousada
Filarmónicas de Lousada

Bandas de música, história e atividades no Concelho

  • Banda Musical de Lousada

A Banda de Música de Lousada foi fundada em 1855 por Joaquim Carneiro da Silva Pinto. Desde a sua criação até à implantação da 1ª República, ficou conhecida Banda Velha. Em 1910, divergência políticas determinaram a sua divisão em duas, que felizmente durou pouco tempo, voltando a ser uma única banda, Banda Nova, a atual Banda de Música de Lousada.

Sucederam-se na regência da Banda, de 1910 a 1965, notáveis e consagrados maestros: Serafim Nunes Chamusca, Joaquim da Costa Chicória, Luís Lourenço Pestana, José Francisco Biscaia, entre outros. Entretanto, os principais agentes da preservação e do assinalável êxito alcançado pela banda foram: a família Nunes Chamusca, a família Carvalheiras na pessoa de Joaquim Carvalheiras, que se tornou o pai da música em Lousada. Enquanto a Banda não esteve legalizada como Instituição, este, com grande entusiasmo contratava as festas para as quais era contactado. Assumiu o comando da mesma, recebia as verbas combinadas que depois das atuações distribuía por todos os músicos tendo em conta a responsabilidade e qualidade de cada um.

Outra família que muito se destacou pela sua grande dedicação foi a família Fernandes na pessoa do Pai, Rodrigo Fernandes, cuja obra “A marcha A Lousadense” ficou imortal para o povo de Lousada, sendo exibida sempre em qualquer concerto comemorativo e outros. Os filhos destes ilustres lousadenses, bastante motivados pelo ideal de seus pais tornaram-se músicos da Banda com grande dedicação.

Em 1974, a conjuntura sócio-política colocava em causa a existência da Banda Musical de Lousada. Preocupados com a situação, alguns lousadenses constituíram por Escritura Pública (12 de abril de 1975) a Associação de Cultura Musical de Lousada. Para esta reorganização muito contribuiu com entusiasmo o sempre dinâmico Paulo Afonso da Cunha, filho do já citado Joaquim Carvalheiras, que motivou o então músico Narciso Ribeiro da Mota a encabeçar uma lista para criar por Escritura Pública a Associação de Cultura Musical de Lousada, sendo seus vice-presidentes Paulo Afonso da Cunha e Clemente Ribeiro de Bessa.

Em 1975, Salvador Vieira Fernandes, filho do Rodrigo Fernandes, foi reconduzido como Maestro e principal responsável artístico da Banda de Música da Associação de Cultura Musical de Lousada. Em 1978 foi substituído por Alberto dos Santos Vieira.

Em 1979, representou Portugal no Dia do Emigrante, em França. Em 1980 e 1981, por convite de S.E.C., organizou e participou no 1º e 2º Festival de Bandas Civis em S. Torcato Guimarães sendo o seu principal responsável, Paulo Afonso da Cunha. Em 1983 obteve o 3º lugar no Concurso Nacional da R.T.P “ Sol de Verão”. Em 1985, na Alemanha, venceu o Prémio Absoluto entre 220 Bandas de todo o Mundo. Em 1991, deslocou-se novamente à Alemanha, onde fez o Festival de Promoção do Vinho do Porto, e na Cidade do Porto participou no Festival dos Barcos Rebelos. Em 1993 deslocou-se à Suíça para representar Portugal no dia 10 de Junho – Dia das Comunidades.

A Associação foi distinguida pela S.E.C., com a atribuição da “Medalha de Mérito Cultural”. Para todos estes grandes êxitos, além dos concertos pelo País, muito contribuiu o Maestro Alberto dos Santos Vieira que, após 25 anos como regente, por iniciativa própria quis abandonar o leme da Banda. Em cerimónia solene fez questão de entregar a sua batuta ao jovem músico integrado na Banda de Música da ACML, Romeu Barbosa da Silva que com grande entusiasmo se empenhou na manutenção da qualidade.

João Xavier, pianista, de Lousada
Músicos naturais do Concelho de Lousada

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e o património musical.

  • Celestino Borges de Sousa (compositor litúrgico, 1930-1999)
  • Guilherme Felgueiras (etnógrafo, 1890-1990)
  • Hélder Coelho (maestro, 1979)
  • João Xavier (pianista, 1994)
  • Serafim Nunes Chamusca (maestro, compositor, 1901-1969)
Hélder Coelho
Hélder Coelho, maestro, de Lousada

Hélder Coelho, maestro, de Lousada

Hélder Filipe Ribeiro Coelho nasceu em Lousada a 07 de março de 1979, tendo iniciado os estudos musicais aos 10 anos, na Banda Musical de Lousada, com o seu pai. Mais tarde ingressou na Escola Profissional e artística do Vale do Ave – ARTAVE, onde concluiu o curso de Instrumentista de Sopro na classe de Trompete com Paulo Silva, com a classificação final de 19 valores.

Em 1999 foi vencedor do Concurso Nacional de Trompete em Castelo de Paiva e finalista do nível superior do Concurso Jovens Músicos Portugueses da RDP. Após Concurso Nacional e Internacional obteve um lugar nos Quadros da Orquestra de Jovens Músicos da União Europeia. Foi 1º Trompete da Orquestra Sinfónica ARTAVE, Orquestra Filarmonia da Beiras, Orquestra Sinfonia B, Orquestra das Escolas Particulares da Musica, Grupo de Metais do Porto e Quinteto de Metais North Brass.

Em 2011 foi Professor Convidado pela Escola Profissional de MÚsica de Mirandela, para lecionar classe de aperfeiçoamento de Trompete. Trabalhou sob direção de maestros Ernest Shelle, Francisco Ribeiro, kevin Wauldron, Cesário Costa, Maciel Matos, Juan Trill, Emilio de Cesar, Marc Shuster, Pietro Mianitti, Fernando Eldoro, Délio Gonçalves, Leonardo Barros. Frequentou classes de aperfeiçoamento com Andre Henry, Philip Smith, Kevin Waldroun, Pierre Duttot, Jouko Harjane, Guy Touvron, Richard Steuart e Ryan Anthony.

Como maestro foi convidado para assumir a regência da Banda Filarmónica de Pevidém, no Certame Internacional de Bandas, em Silleda – Espanha. Tem frequentado classes de aperfeiçoamento de Direcção com Cristopher Millet, Jo Conjaerts e Emilio de Cesar. Foi maestro da Banda Filarmónica de São Mamede de Ribatua de 2000 a 2003. De 2003 a 2007 foi Maestro-Adjunto e Coordenador da Escola de Música da Banda de Pevidém. Desde 2011 é Maestro da Banda da Sociedade Filarmónica Recreio Alverquense – SFRA. Exerce funções como 1º sargento Músico dos Quadros da Banda da Armada Portuguesa.

João Xavier

João Xavier, pianista, de Lousada

João Xavier, pianista, de Lousada

Serafim Nunes Chamusca

O maestro e compositor Serafim Nunes Chamusca nasceu em Nespereira, Lousada, a 4 de janeiro de 1901. Iniciou os estudos musicais aos 11 anos de idade sob a direção de seu pai, António Nunes Chamusca, que na época Maestro da Banda de Música de Lousada. Aos 18 anos entrou ao serviço do Exército onde ingressou na Banda de Música do Regimento de Infantaria e onde alcançou o posto de Primeiro-sargento Músico. Completou os cursos de Composição e Direção de Orquestra.

Em 1937 foi diretor musical do Rancho Folclórico Flores de Portugal da Figueira da Foz e de outras bandas filarmónicas da época.
Após a sua aposentação do Serviço Militar dedicou-se mais do que nunca à composição e foi nessa altura que compôs uma grande parte das suas obras. Em 1956 foi maestro da Filarmónica de A-da-Gorda a quem deixou algumas das suas composições escritas especificamente para esta banda.

Em 1960 aceitou dirigir durante quatro anos a Orquestra Típica Albicastrense. Sob a sua direção artística esta Orquestra passou a dispor de um coro masculino e feminino para complemento dos seus solistas e que fez várias atuações pelo País inclusive na Rádio Televisão Portuguesa em 1962. Durante esse período exerceu também as funções de Professor de Música da Escola Industrial e Comercial de Castelo Branco. Entre 1964 e 1967 foi maestro da Banda da Maiorga e professor de música da Escola Técnica de Alcobaça, cidade onde faleceu a 31 de julho de 1969.

Em 2014, a Filarmónica da Maiorga homenageou o maestro Serafim Chamusca, que esteve em Alcobaça entre 1964 e 1967, foi Maestro da Banda da Maiorga e professor de música da Escola Técnica de Alcobaça. Apesar da sua curta passagem pela Maiorga, é considerado um dos mais importantes elementos no desenvolvimento musical da Banda Filarmónica Maiorguense e também da música no concelho de Alcobaça. Com uma vida dedicada à música filarmónica, este Maestro deixou um vasto conjunto de composições e arranjos neste tipo de música. A homenagem contou com a presença do secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, e do secretário de Estado do Orçamento, Hélder Reis, um maiorguense, que enalteceu a figura do maestro.

“Estamos a fazer a homenagem ao maestro Serafim Chamusca, e o objetivo é realçar a cultura musical e a importância das bandas filarmónicas, que têm desenvolvido um trabalho local de imensa importância cívica. Realçá-lo é o que devemos fazer e é isso que estamos hoje aqui a fazer”, disse o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier Por seu turno, Hélder Reis, secretário de Estado do Orçamento, recordou ter feito a sua formação musical, entre os 6 e os 18 anos, na banda da Maiorga.

“Não tive o prazer de conhecer o maestro, que morreu no ano em que eu nasci. Quando cheguei à banda, ouvi falar nele. Fiz a minha formação musical na Sociedade Maiorguense, estudei em Alcobaça, dou valor a essa minha experiência e ao trabalho que o governo tem vindo a fazer em matéria de reconhecimento das Bandas Filarmónicas, tendo decretado o dia 1 de setembro como o dia das Bandas Filarmónicas”, disse.

TOPONÍMIA MUSICAL

Em Nespereira, Lousada, distrito do Porto, um arruamento perpetua a sua memória:

Rua do Mestre Serafim Nunes Chamusca 4620-912 Nespereira Lsd (GPS: 41.252327, -8.295404)