Artigos

Associação Mangualde Azurara
Folclore em Mangualde

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região (Beira Alta – Viseu, Dão, Lafões e Terras do Demo)
  • Distrito: Viseu
  • Concelho: Mangualde

7 grupos

  • As Tricanas de Tibaldinho
  • Grupo de Cantares da Associação Cultural Azurara da Beira
  • Rancho Folclórico de Mangualde – Associação Mangualde Azurara
  • Rancho Folclórico “Flores da Beira Alta”
  • Rancho Folclórico “Os Camponeses” da Mesquitela
  • Rancho Folclórico “Os Azuraras” de Quintela de Azurara
  • Rancho Folclórico “Os Rouxinóis do Dão de Fagilde”
As Tricanas de Tibaldinho

Tibaldinho
3530-027 Alcafache
Tlm: 967 211 336

Associação Mangualde Azurara

Rua Alfredo da Silva Coelho, nº 1
3530-193 Mangualde
Email: ranchomangualde@gmail.com
Tlm: 927 087 358

Sede

Associação Mangualde Azurara

Associação Mangualde Azurara

Rancho Folclórico de Mangualde

Associação Mangualde Azurara

Associação Mangualde Azurara

Grupo de Cantares da Associação Cultural Azurara da Beira

Apartado 165, EC Mangualde
3534-909 Mangualde
Tlm: 966 213 437 / 964 891 273

Grupo de Cantares da Associação Cultural Azurara da Beira

Grupo de Cantares da Associação Cultural Azurara da Beira

O Grupo de Cantares nasceu em 1982, como Grupo de Cantares de Janeiras, mantendo-se, hoje, fiel às suas origens. Ampliou o seu programa a todas as manifestações do cantar e do trajar tradicional, enquanto expressão cultural paralela de todos os atos que se constituem como património cultural nacional. Fruto do levantamento histórico-cultural que a Associação fez por todo o Concelho, iniciou e continua um trabalho de pesquisa, recolha e estudo de cantares e trajos.

O Grupo de Cantares tem atuado em todo o território nacional. Em 1992, deslocou-se à Alemanha, onde se apresentou em várias localidades do Estado da Renânia do Norte – Vestefália, nomeadamente no Festival Internacional de Lippe, na cidade de Detmold.

Já foram gravados alguns dos seus cantares.

A ACAB é pioneira na organização dos Encontros de Cantadores de Janeiras no concelho de Mangualde (10.01.1982) e organiza, no 1º sábado de Junho, o seu Festival Folclórico de Danças e Cantares. Desde 1993 que é Sócio Efetivo da Federação do Folclore Português e está inscrito no INATEL.

Rancho Folclórico Coração da Beira

Contenças de Cima
3530-345 Santiago de Cassurrães
Tlm: 965 478 097

Rancho Folclórico Coração da Beira

Rancho Folclórico Coração da Beira

O Rancho Folclórico Coração da Beira surgiu das brincadeiras de Carnaval das gentes da localidade por volta dos anos 1950. “Coração da Beira” foi o nome que então foi dado a este rancho. Na alvorada do século XXI, um grupo de pessoas decidiu juntar-se e recomeçar a tradição das brincadeiras de Carnaval. Ao início, a ideia ficou por aí, mas o povo de Contenças de Cima acabou por unir-se em torno da ambição de levar mais longe o Rancho “Coração da Beira”, tendo este grupo atuado pela primeira vez como um verdadeiro rancho folclórico no dia 12 de Agosto de 2000, na sua terra natal.

Os trajes que os cerca de quarenta elementos que atualmente compõem o grupo envergam nas suas atuações são uma fiel recolha da forma tradicional de vestir na região, tal como as danças de roda que integram o reportório do grupo, que se contam entre as mais representativas do folclore da região.

Algumas das músicas dançadas pelo grupo são temas tradicionais como “Ó que lindo par eu levo”, “Ó que rica”, “Ó que graça”, “Por cima se ceifa o trigo”, “Margarida Moleira” e “Tenho um amor em Contenças”, sendo igualmente de destacar a Dança das Fitas, que foi concebida nos anos 50 por um filho da localidade, então a residir no Brasil.

A povoação de Contenças de Cima, na qual o Rancho Folclórico “Coração da Beira” tem a sua sede, integra-se na freguesia de Santiago de Cassurrães, nas imediações de Mangualde, sendo atualmente habitada por cerca de 3000 pessoas.

São vários os polos de atração turística existentes em Santiago de Cassurrães, sendo de realçar a Capela Romana, a Capela de Nossa Senhora de Cervães, que é património nacional, o Solar de Cassurrães, a Capela de Santa Eufémia, o Solar dos Seabras e Beltrões, as vistas panorâmicas para a Serra da Estrela, as atividades de caça e pesca e o artesanato, do qual se salienta o queijo da serra e os tapetes de Arraiolos. Todo este potencial turístico é ainda revitalizado pela existência de casas vocacionadas para o turismo de habitação.

Rancho Folclórico de Santo Amaro de Azurara

Rua Padre Mário Marcelino, nº 37
Santo Amaro de Azurara
3530-256 Mangualde

Rancho Folclórico “Flores da Beira Alta”

Rua do Forno, nº21 – Santo André
3530-257 Mangualde
Tlm: 914 115 642

Rancho Folclórico “Os Azuraras” de Quintela

Centro Social de Quintela de Azurara
3530-334 Quintela de Azurara
Email: osazuraras@gmail.com
Tlm: 963 945 988

Rancho Folclórico "Os Azuraras" de Quintela

Rancho Folclórico “Os Azuraras” de Quintela

Embora a sua existência seja mais antiga, foi a 29 de Setembro de 1981 que o Rancho Folclórico “Os Azuraras” de Quintela de Azurara se oficializou. Já teve oportunidade de atuar em vários pontos do país. Tem participado em muitos festivais nacionais e internacionais de folclore.

Retrata os usos e costumes da sua região dos finais do século XIX e princípios do século XX. Os seus cantares, como em toda a Beira Alta, são fiéis à movida popular, pois em todos os trabalhos agrícolas e de pastoreio bem como em ocasiões festivas se cantava alegremente. Nas manifestações coreográficas, destacam-se as danças de roda, terminando em cadeia ou num sapatear em ritmados movimentos de outros tempos.

Os trajes traduzem o vestir das classes sociais de então: trajes de romaria, domingueiros, negociante, menina da família rica, noivos e gentes do campo com os seus vestuários e acessórios característicos.

Apesar de o grupo folclórico adulto ter sido a base de fundação da Associação, ao longo dos tempos outras secções têm sido criadas: Rancho Infantil “Tia Matilde”, Departamento de História e Património, Só Pedala e Os Misturas – Motorizada Club. O grupo é membro efetivo da Federação do Folclore Português.

Rancho Folclórico “Os Camponeses da Mesquitela”

Rua de São Pedro, nº 24
3530-301 Mesquitela
Tlm: 964 873 246

Rancho Folclórico “Os Rouxinóis do Dão” de Fagilde

Fagilde
3530-070 Fornos de Maceira Dão
Tel: 969 630 980

Rancho Folclórico "Os Rouxinóis do Dão" de Fagilde

Rancho Folclórico “Os Rouxinóis do Dão” de Fagilde

Fagilde situa-se na margem esquerda do Rio Dão e da Barragem de Fagilde. O rio Dão dá o nome aos famosos vinhos de mesa. O Rancho Folclórico “Os Rouxinóis do Dão de Fagilde” – Mangualde, foi fundado em 1948 e desativado alguns anos depois, por emigração das suas gentes. Foi reativado em 1994. É constituído por 30 elementos (músicos e dançarinos). É sócio ativo da Fundação INATEL.

Tem participado em festas, romarias, festivais de Norte a Sul de Portugal, e outros eventos sociais e culturais. Anualmente organiza o seu Festival de Folclore. Participou nos programas televisivos “Praça da Alegria” – RTP1, “Somos Portugal” – TVI, “Olha a Festa” – SIC TV e “Pelos Caminhos de Portugal” – Rádio Regional Emissora das Beiras.

Organiza e participa em encontros de “Cantares e Cantadores de Janeiras e Reis”.

Participou em vários festivais internacionais em Espanha (Salamanca, Corunha, Cáceres) e França.

Os seus costumes, trajes, danças e cantares, são tradicionais da região, e alusivos às atividades exercidas nas margens do Rio Dão.

Sociedade Filarmónica Lobelhense

Filarmónicas de Mangualde

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

  • Associação Filarmónica da Boa Educação de Vila Cova de Tavares
  • Banda de Abrunhosa-a-Velha
  • Sociedade Filarmónica Lobelhense
  • Sociedade Filarmónica de Tibaldinho
Associação Humanitária e Cultural de Abrunhosa-a-Velha

A Banda da Associação Humanitária e Cultural de Abrunhosa-a-Velha teve início em 10 de julho de 1872 com apenas oito elementos, sob a orientação do Professor António Costa Pais. Em 1882, foi-lhe atribuído o Nome de “Filarmónica da Boa União”, contando nesta altura com 25 elementos.

AHCA

Associação Humanitária e Cultural de Abrunhosa-a-Velha, Mangualde

Associação Humanitária e Cultural de Abrunhosa-a-Velha, Mangualde

Por volta de 1938, foi interdita pelo pároco por desentendimento deste com a direção da Filarmónica. A interdição foi levantada cerca de dez anos depois.

Em 1948, a coletividade passou a ser denominada Associação Humanitária e Cultural, nome que mantém. A Banda conta com 39 elementos com idades entre os 8 e os 68 anos. Mantém em funcionamento uma escola de música que prepara novos músicos para ingressarem na banda.

Banda da Associação Humanitária e Cultural de Abrunhosa-a-Velha

Banda da Associação Humanitária e Cultural de Abrunhosa-a-Velha

Sociedade Filarmónica Lobelhense

A Sociedade Filarmónica Lobelhense foi fundada em Lobelhe do Mato, no dia 25 de maio de 1863, pela mão de António José Monteiro Mortede. Mais tarde ficou registada no Cartório Notarial de Viseu com a designação “Contrato de Aprendizes de Música.” Inicialmente a Escola de Música da coletividade contava com cerca de 15 alunos.

SFL

Sociedade Filarmónica Lobelhense

Sociedade Filarmónica Lobelhense

Ao longo dos tempos a banda teve vários maestros, com destaque para José dos Santos Pinto. Nascido em Lobelhe do Mato, bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris, professor no Conservatório Nacional de Lisboa desde 1954, passou pela Orquestra Filarmónica de Lisboa na classe de oboé, e foi  maestro da Orquestra da Radiodifusão Portuguesa (antiga RDP). Após o seu falecimento, o seu espólio musical foi entregue à Biblioteca Municipal de Mangualde e à Sociedade Filarmónica Lobelhense

A 29 de Abril de 1982, por escritura no Cartório Notarial de Mangualde, a banda passou a ser designada por Sociedade Filarmónica Lobelhense, tendo como finalidade a Promoção Cultural dos Sócios, através da Educação Cultural e Ação Recreativa, visando a sua formação humana integral e encontrando-se aberta a pessoas de ambos os sexos e também de outras localidades.

Dirigida por Bruno Correia, a banda é formada por trinta e seis músicos executantes, sendo estes das freguesias de Lobelhe do Mato e Moimenta de Maceira Dão, Espinho, Fornos de Maceira Dão, Mangualde e Viseu. A Escola de Música tem dezasseis alunos.

Sociedade Filarmónica de Tibaldinho

A 24 de dezembro de 1901, enquanto as jovens da terra manufaturavam os famosos, Bordados de Tibaldinho, um grupo de cinco tocadores reuniu-se para lhes cantar uma serenata. No fim, dirigiram-se para a igreja e participam na “missa do galo” (Natal). Com a coordenação do  Professor Loureiro, foi dado o primeiro passo para a formação da hoje denominada Sociedade Filarmónica de Tibaldinho.

Fernando Pais Loureiro e a sua esposa, Maria Gomes Fernandes, doaram o terreno para a construção da sede, sonho realizado em 1982. A  Sociedade Filarmónica de Tibaldinho participa em celebrações profanas e litúrgicas, em vários pontos do País.

EXTINTA

Banda de Mangualde

A Banda de Mangualde (extinta) foi fundada em 1927 por um grupo de industriais de Mangualde com o nome de “Banda dos Voluntários de Mangualde”. Não é completamente conhecida a ligação aos Bombeiros Voluntários da mesma localidade, cujos diretores pertenciam ao mesmo grupo de industriais acima referidos. A Banda passou ainda por Sociedade Filarmónica Luz e Vida ou Banda da Legião Portuguesa, sob fundos desta instituição.

No entanto, os periódicos relatam a constante necessidade de donativos para a subsistência da banda. Ainda não se sabe a data exata da sua extinção, mas supõe-se que tenha sido entre a década de 40 ou 50 do séc. XX, sendo as causas mais prováveis a emigração e a falta de dinheiro. Alguns dos músicos desta banda vieram a integrar o Grupo de Jazz Os Azuraras e a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Mangualde.

[ Fonte: A Nossa Música, UA ]

Bruno Correia, maestro, de Mangualde, no Teatro Principal de Pontevedra
Músicos naturais do Concelho de Mangualde

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Bruno Correia (direção)
  • Cheila Vanessa (flauta transversal)
  • Emanuel Amaral (trompetista)
  • Guilherme Mendes (percussão)
  • Joana Neves
  • José dos Santos Pinto (oboísta, compositor)
  • Miguel Rodrigues (bateria)
  • Patrícia Marques
  • Pedro Nunes (trombonista)
  • Rui Nunes (trompista)
  • Tiago Marques (cantor)
  • Tiago Mendes (trombone, direção)
Bruno Correia

Bruno Alexandre dos Santos Teles Correia nasceu em Lobelhe do Mato no dia 8 de novembro de 1984. Iniciou os estudos musicais básicos aos 10 anos de idade na Escola de Música Manelux (Mangualde) na classe de Órgão, e aos 11 anos ingressou na Escola de Música da Sociedade Filarmónica Lobelhense.

Bruno Correia

Bruno Correia, maestro, de Mangualde, no Teatro Principal de Pontevedra

Bruno Correia, maestro, de Mangualde, no Teatro Principal de Pontevedra

Em 1997 integrou a Banda Filarmónica como clarinetista e em 2008 integrou o corpo docente da Escola de Música da Sociedade Filarmónica Lobelhense, assumindo o cargo de Coordenador desde 2011. É o organista titular da Igreja Paroquial de Lobelhe do Mato desde 1998.

Paralelamente, entre 2004 e 2009, frequentou o Conservatório de Música de S. José da Guarda, nas classes de Clarinete, Piano e Formação Musical, tendo como professores Dina Soares (Clarinete), César Cravo (Clarinete), João Pedro Delgado (Formação Musical), Eugénia Paula (Formação Musical), Luís Figueiredo (Classe Conjunto) e Domenico Ricci (Piano). Como clarinetista frequentou cursos de aperfeiçoamento interpretativo e estágios de orquestra de sopros, trabalhando com os professores César Cravo, Dina Soares, Isabel Tavares, José Belinho, António Monteiro, João Pedro Santos e Cândida Oliveira.

Licenciado em Educação Musical pela Escola Superior de Educação da Guarda, exerce a sua profissão desde o ano de 2007 nas disciplinas de Expressão Musical em Jardins de Infância, Ensino da Música nas Atividades de Enriquecimento Curricular do 1º Ciclo e Educação Musical no 1º e 2º Ciclos.

Com vista à sua formação a nível de Direção de Orquestra de Sopros, tem participado em ações de formação organizadas por várias entidades, tendo já trabalhado com os maestros Henrique Piloto (Direção Coral), António Saiote, Valdemar Sequeira, Hélder Abreu, Alberto Roque, André Granjo e Luís Clemente. Frequentou a Academia Europeia de Direção de Banda (com Sede em Fornos de Algodres) desde 2014 até 2020, tendo como professores os maestros Javier Viceiro, Rafa Agulló Albors, Jan Cober e Bart Picqueur (Direção de Orquestra), Toni Cantal e Andrés Alvarez (Análise, Formação Auditiva, Orquestração e Transcrição), André Granjo (Direção de Orquestra e Repertório) e ainda como professor convidado para as Masterclasses de Direção de Orquestra Clássica o Maestro Jean-Sébastien Béreau.

Atualmente, é o Maestro/Diretor Artístico da Sociedade Filarmónica Lobelhense (Mangualde) desde janeiro de 2011, É professor de Educação Musical nos 1º e 2º ciclos no Colégio da Imaculada Conceição (Viseu) desde 2007 e professor de Iniciação Musical na Academia de Música de Fornos de Algodres desde 2019.

José dos Santos Pinto

Oboísta, pedagogo e compositor, José dos Santos Pinto nasceu em Mangualde em 1915. Formou-se no Conservatório Nacional, onde viria a ser professor durante largos anos, e no Conservatoire Nationale de Musique. Durante a sua vida, passou pela Banda Regimental de Viseu, Banda da Guarda Nacional Republicana, Orquestra Filarmónica de Lisboa, Orquestra do Teatro Nacional de São Carlos, Orquestra da Emissora Nacional e Quinteto Nacional de Sopros.

Como compositor deixou poemas sinfónicos, concertinos, sonatas, marchas, entre outros. Patenteou ainda um oboé original, que nunca chegou a ser fabricado em série. José dos Santos Pinto – Retrato de um músico profissional durante o Estado Novo, é um livro de Ana Margarida Cardoso, Edições Colibri 2019.

Tiago Marques

Residente em Quintela de Azurara, freguesia do concelho de Mangualde, Tiago Marques é iniciou em 2011 o gosto musical como entertainer de karaoke. Em 2015 criou o seu primeiro single original que tem como nome esse mesmo trabalho de “pensa em mim” juntamente com uma equipa de produção musical.

Em 2016 realizou novos trabalhos de novos temas discográficos, e realizou o primeiro videoclip feito por uma equipa fotográfica mangualdense em vários pontos importantes de da cidade de Mangualde. Em 2018, voltou ao trabalho do seu mais recente single que tem como titulo “Je t’aime, mon amour”. A gravação do single foi elaborada no Studio Song em Águeda, pelo produtor José Carlos Monteiro contando com o apoio e colaboração do cantor Mangualdense “ Zezito”. O trabalho de imagem de videoclip foi elaborado por José António Mendes e Carina Albuquerque, tendo a participação do próprio interprete  e, como figurante, Elisabete Silva.

Tiago Marques

Tiago Marques, cantor, de Mangualde

Tiago Marques, cantor, de Mangualde

Fontes: Bruno Correia facultou as informações relativas a Emanuel Amaral (trompetista), Pedro Nunes (trombonista), Guilherme Mendes (percussão), Tiago Mendes (trombone, direção) , Rui Nunes (trompista), Patrícia Marques, Cheila Vanessa (flauta transversal), Joana Neves, Miguel Rodrigues (bateria).

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Destaca-te no Musorbis

Destaca-te no Musorbis

Órgãos de tubos do concelho de Mangualde [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja da Misericórdia de Mangualde

Igreja da Misericórdia de Mangualde

Igreja da Misericórdia de Mangualde

Veja AQUI o álbum Pinterest do órgão da Igreja da Misericórdia.

A atual Igreja da Misericórdia de Mangualde, bem como a torre e as casas anexas, remontam à segunda década de Setecentos, mais precisamente a 1721, ano que em foi lançada a primeira pedra do templo. As dificuldades financeiras com que a Misericórdia se debatia foram sendo colmatadas quer pela generosidade do Rei D. João V, que sempre aceitou os pedidos da Irmandade, quer pelo então Reitor, Simão Paes de Amaral, fidalgo d-El Rei, Provedor da Misericórdia, cavaleiro professo da Ordem de Cristo e capitão-mor do concelho, que deu grande impulso a estas obras, doando os terrenos e contribuindo, ainda, financeiramente para a conclusão das mesmas (ALVES, 1959, pp. 29-42). O risco do edifício foi encomendado a Gaspar Ferreira, um artista coimbrão, arquitecto e entalhador (facto comum à época, uma vez que as estruturas arquitectónicas dos conjuntos retabulares eram bastante atractivas para os arquitectos), que trabalhou em Coimbra e noutras cidades do centro do país. Em Mangualde, e para além deste templo, desenhou também o recolhimento de Nossa Senhora da Conceição e as casas de José Rebelo Castelo Branco. A igreja, de planta retangular, de nave única, com capela-mor mais estreita, apresenta fachada animada por um frontão constituído por duas volutas, com óculo central rematado por pináculos e cruz. O portal principal é reto, sobrepondo-se-lhe uma janela de sacada. Quatro janelas ladeiam o conjunto, o que divide o alçado em três grandes composições verticais. No alçado ocidental ergue-se uma varanda com colunata toscana, a que se acede por uma escadaria. Este elemento, erguido à frente da sacristia e da torre, recorda determinadas construções nobres dos séculos XVII e XVIII. Fruto da sua formação de autodidacta, Gaspar Ferreira optou, neste templo, por um “(…) esquema pautado ainda por padrões provincianos”. Se a igreja foi sagrada em 1724, a campanha decorativa do interior conheceu muito maiores dificuldades financeiras, prolongando-se, pelo menos até à segunda metade de Setecentos. Assim, o contrato celebrado entre o entalhador portuense Luís Pereira da Costa e a Irmandade, data apenas de 1729. Já as imagens de São Simão, São João Baptista, Santa Bárbara e São Bartolomeu foram esculpidas por Mestre Custódio de Sousa, também originário do Porto. A imagem de Nossa Senhora da Misericórdia foi executada em Braga. A nave é coberta por teto pintado em trompe l’oeil com a representação de Nossa Senhora da Assunção. As paredes são revestidas por painéis de azulejos azuis e brancos, de fabrico coimbrão, com cercaduras arquitetónicas. Do lado do Evangelho observam-se cenas da Apanha do Maná, e do lado oposto as bodas de Canaã e São Martinho de Tours oferecendo a capa a um pobre. Sob o púlpito, emblemas clericais. Os painéis da capela-mor, de c. 1724, representam um jardim concluso e a Porta Coeli. Reveste o teto da capela-mor um conjunto de caixotões com telas representando passos da vida da Virgem.

Fonte: DGPC, Rosário Carvalho

Órgão em tribuna própria

Órgão da Igreja da Misericórdia de Mangualde

Órgão da Igreja da Misericórdia de Mangualde

Órgão visto do coro alto

Órgão da Igreja da Misericórdia de Mangualde

Órgão da Igreja da Misericórdia de Mangualde

Coroamento

Órgão da Igreja da Misericórdia de Mangualde

Órgão da Igreja da Misericórdia de Mangualde

Trombetas desaparecidas

Órgão da Igreja da Misericórdia de Mangualde

Órgão da Igreja da Misericórdia de Mangualde

Tribuna

Órgão da Igreja da Misericórdia de Mangualde

Órgão da Igreja da Misericórdia de Mangualde

Consola

Órgão da Igreja da Misericórdia de Mangualde

Órgão da Igreja da Misericórdia de Mangualde

Pisantes

Órgão da Igreja da Misericórdia de Mangualde

Órgão da Igreja da Misericórdia de Mangualde