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Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barqueiros
Folclore em Mesão Frio

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Trás-os-Montes e Alto Douro (Alto Douro)
  • Distrito: Vila Real
  • Concelho: Mesão Frio
Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barqueiros

Fundado em 1935, o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barqueiros tem as suas origens e tradições o legado dos marinheiros do Douro e dos jornaleiros que em terra saibraram as serras para fazer crescer a vinha.

As danças e cantares que o grupo apresenta ilustram os rituais de fé da partida dos marinheiros nos barcos rabelos, mas também a festa e alegria da aldeia aquando do seu regresso.

Não esquecendo as tradições agrícolas da jornada vinhateira, o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barqueiros perpetua no seu reportório estes trabalhos, com natural destaque para a época das vindimas, temporada que ainda hoje faz a aldeia concentrar-se durante cerca de um mês na exclusiva tarefa de recolher as uvas.

A riqueza das rimas e dos dizeres, a originalidade rítmica da coordenação dos pares e o seu caráter único das coreografias deste rancho têm vindo a entusiasmar a pesquisa e recolha antropológica e etnográfica de muitos especialistas.

O grupo já se apresentou por todo o país e em vários países da Europa.

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barqueiros

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barqueiros

Vítor Rua, guitarrista e compositor, de Mesão Frio
Músicos naturais do Concelho de Mesão Frio

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Alfredo TeixeiraAlfredo Teixeira é Professor associado da Faculdade de Teologia, Doutor em Antropologia (especialização em Antropologia Política) pelo Instituto de Ciências do Trabalho e Empresa – Instituto Universitário de Lisboa, Mestre em Teologia Sistemática e Licenciado em Teologia pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa. Leciona na área de Estudos de Religião e de Métodos em Teologia Prática. As suas principais áreas de investigação são: identidades e instituições religiosas na sociedade portuguesa; performatividades e estéticas do religioso; novas teorias da religião.

Alfredo Teixeira

Alfredo Teixeira, compositor, de Mesão Frio

Alfredo Teixeira, compositor, de Mesão Frio

É Diretor do Instituto de Estudos de Religião da UCP. É membro da Direção da Faculdade de Teologia e da Direção do Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião; Integra o Conselho Científico da mesma Faculdade e o Conselho de Direção da revista Didaskalia. É membro da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa; da Associação «Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa» e da Comissão da Liberdade Religiosa (Ministério da Justiça). Participa na coordenação da rede de investigadores «Religião e modernidades múltiplas» (ReliMM) e (co)coordenou os seguintes projetos: «Os professores e a cultura religiosa na Escola»: inquérito exploratório». Para além da sua atividade académica; desenvolve uma reconhecida atividade de composição musical.

Vítor Rua

Natural de Mesão Frio, Vítor Rua (1961) é um compositor, improvisador, instrumentista e videasta, é multidimensional. O músico autodidacta iniciou a sua atividade no âmbito do rock, mas foi progressivamente aproximando-se dos círculos da nova música sem, no entanto, ter abandonado por completo a atividade noutras áreas musicais. A sua experiência tem-se caracterizado ao longo dos anos por uma sistemática abordagem a diversas tipologias musicais, como: o art-rock, o minimalismo, a música eletrónica e concreta, o jazz ou a música improvisada.

Estudou guitarra na Escola de Música Duarte Costa de 1974 a 1976 no curso lecionado por José Pina, no Porto. A partir de 1971, iniciou a sua atividade profissional integrando conjuntos executantes de covers de pop-rock e criando grupos de rock para executar originais. Entre 1976 e 1977, integrou o grupo King Fisher’s Band, e, dois anos depois, fundou, com Alexandre Soares, os GNR. Com esta banda deu vários concertos, destacando-se o derradeiro no Festival de Vilar de Mouros de 1982. Nesse ano, conheceu Jorge Lima Barreto, cuja influência terá sido decisiva para a sua mudança definitiva de rumo musical. Juntos formaram o grupo Telectu, um dos primeiros em Portugal a dedicar-se à música eletrónica improvisada.

Vítor Rua tem composto para teatro, dança e cinema. Desempenhando várias funções em diferentes atividades artísticas, a sua ação pautou-se pelo cruzamento e aproximação de diferentes domínios da música. Com uma forte componente humorística o seu estilo composicional é igualmente caracterizado pela exploração de pequenos fragmentos musicais e pelo recurso a técnicas instrumentais menos comuns para a obtenção de timbres específicos. Na sua escrita musical procura igualmente utilizar símbolos gráficos, por vezes inovadores, adequados às sonoridades e às técnicas instrumentais exigidas para a interpretação de cada uma das obras. É frequente o recurso a técnicas de sampling e processamento eletrónico do som no seu processo de criação musical.

Em 2009, na Culturgest decorreu a estreia da sua ópera “Uma Vaca Flatterzunge”, um teatro absurdo de compositores, intérpretes e musicólogos que recorre aos estereótipos da ópera bufa, séria, cómica e opereta. Vítor Rua assume uma noção desconstrutiva do teatro musical, criando um fluxo de gestos criativos enfatizados pelo humor.

Vítor Rua

Vítor Rua, guitarrista e compositor, de Mesão Frio

Vítor Rua, guitarrista e compositor, de Mesão Frio

Igreja Matriz de Mesão Frio 

Órgãos de tubos do  concelho de Mesão Frio [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz de Mesão Frio

[ São Nicolau ]

Igreja Matriz de Mesão Frio 

Igreja Matriz de Mesão Frio

Embora a antiguidade da Igreja Matriz de Mesão Frio esteja patente na espessura das paredes, bem visível no recorte profundo das janelas, e se julgue que tenha raízes românicas, o templo é provavelmente datado apenas do século XIV. Sofreu profundas remodelações em meados do século XVIII, o que lhe conferiu o caráter barroco e rococó que hoje apresenta. No interior, de uma só nave, destaca-se a cobertura abaulada e apainelada, com 66 quadros de pintura, e o teto da capela-mor que se divide em 18 quadros. O altar apresenta retábulo de talha dourada. A tradição conta que esta igreja foi mandada construir pela rainha D. Mafalda, mulher de D. Afonso Henriques.

Fonte: All about Portugal