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Grupo Folclórico de Portomar
Folclore em Mira

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Beira Litoral (Gândara, Bairrada e Mondego)
  • Distrito: Coimbra
  • Concelho: Mira

03 grupos

  • Grupo Folclórico da Casa do Povo de Mira
  • Grupo Folclórico de Portomar
  • Grupo Folclórico Poço da Cruz
Grupo Folclórico da Casa do Povo de Mira

O Grupo Folclórico da Casa do Povo de Mira é uma associação de natureza etnográfica sediada em Mira.

Grupo Folclórico da Casa do Povo de Mira

Grupo Folclórico da Casa do Povo de Mira

Grupo Folclórico de Portomar

O Grupo Folclórico de Portomar foi fundado em 1979, como secção do Clube Domus Nostra. Tem a sua sede no lugar de Portomar. Portomar está inserido na região da Gândara, região de areias e solos pouco produtivos, que transformou os seus habitantes em agricultores e pescadores.

O Grupo Folclórico de Portomar tem por objetivo específico o folclore, divulgação da música, cantares e danças do concelho de Mira, designadamente a pesquisa, recolha, tratamento e difusão dos usos e costumes, tradições, vestuário, artesanato, danças e cantares da região onde se insere. É membro efetivo da Federação do Folclore Português.

Grupo Folclórico de Portomar

Grupo Folclórico de Portomar

Grupo Folclórico Poço da Cruz

Sediada no lugar de Barra de Mira, freguesia de Praia de Mira, concelho de Mira, o Grupo Folclórico Poço da Cruz é uma associação de natureza etnográfica, constituída a 24 de janeiro de 2000.

Filarmónica Ressurreição de Mira
Filarmónicas de Mira

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Filarmónica Ressurreição de Mira

A Banda Filarmónica Ressurreição de Mira é composta por 60 executantes com idades entre os 7 e os 41 anos, cuja média etária é de 16 anos. Tem uma Escola de Música com 50 alunos com idades entre os 3 e 16 anos. Conta também com o Grupo de Música Sacra, que participa em celebrações litúrgicas.

A Banda Ressurreição de Mira foi fundada em data desconhecida. Em 1870 existiam duas bandas em Mira que tocavam a despique, ou seja, a Banda Velha e a Banda Nova de Mira. Supõe-se ter havido, décadas antes, uma só Banda e, talvez devido a algumas desavenças, separaram-se dando origem às duas Bandas. Segundo relatos da época, em 16 de setembro de 1894, no lugar de Portomar, na festa de Nossa Senhora do Carmo, tocaram a despique as duas Bandas de Mira, sendo a velha dirigida por Eduardo Branco Alvares e a Nova pelo Brado Pinto Camello, prova cabal da existência dessas duas Bandas de Música. Com instrumental velho, sem rigor no fardamento, e com músicos já de uma certa idade, deu-se a primeira interrupção das bandas entre 1894 e 1912. No entanto, um grupo formado por 27 músicos já idoso, das duas Bandas, formou em 1912 a Banda Filarmónica de Mira.

Posteriormente passou a designar-se Banda Filarmónica Ressurreição de Mira, pelo facto de ter voltado a executar música no dia da Ressurreição (Páscoa). Para além de registos de atas e outros elementos, um recorte de jornal refere já a existência do nome “Ressurreição de Mira” em 1920/1930. A fusão das duas bandas tinha resultado em pleno, e esta batia-se com garbo e sabedoria, com algumas bandas de renome, sendo que vários foram os êxitos somados nas décadas seguintes, sob a batuta de vários maestros. Com a sala de ensaio em ruínas, sem vidros e sem verba para a manutenção e reparação do instrumental, entre 1959/1977 surgiu nova paragem da Banda. Em 1977, a Banda ressurgiu a abrilhantar a Festa da Praia de Mira no dia 8 de Dezembro, com arruada, procissão e já com 28 elementos.

Em 1981 foi possível fazer-se a 1º gravação em fita magnética. Em 2004 gravou o seu 1º CD com o título  Em…..Cantos de Mira e em 2008 o 2º CD com o título Show Time. Eduardo Branco Alvares, Brado Pinto Camello, Jorge Augusto de Carvalho, José António Santos Silva (10º Sargento Músico do Exército), Carvalho, Adolfo Monteiro dosa Santos e Jara (Tenente chefe da Banda do Exército), Santos Silva, João Maria Marques de Oliveira, Manuel Ribeiro Caiado, e Francisco Manuel Relva Pereira ( Sargento Ajudante Musico do Exército), e Jorge Paulo Margaça Domingues, são alguns dos maestros que dirigiram a filarmónica.

A Banda já atuou em Espanha e França e participou nos mais diversos eventos culturais e musicais, como a Expo 98, Encontros de Bandas organizados pela Federação de Filarmónicas do Distrito de Coimbra, pelo Inatel, receção a individualidades e participação em festas e romarias. Desde 2014 a direção artística está entregue ao Maestro Rodolfo Maia.

Filarmónica Ressurreição de Mira

Filarmónica Ressurreição de Mira

Igreja Matriz de Mira
Órgãos de tubos do concelho de Mira [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz de Mira

[ Igreja Paroquial ] [ São Tomé ]

Igreja Matriz de Mira

Igreja Matriz de Mira

Imóvel de Interesse Público (1967), a Igreja Matriz de Mira foi construída em 1690 e sofreu profunda reforma já no século XIX, voltando a receber intervenções em 1972 e 1981. De arquitetura religiosa, barroca e oitocentista, é um típico edifício provinciano do final de seiscentos, de planta longitudinal e paredes muito planificadas, reformado em oitocentos. Destacam-se no interior os azulejos rococó. As pinturas do teto são setecentistas com retábulos de transição do século XVII/XVIII. Os azulejos e empena, bem como o segundo corpo da torre, são do século XIX. Apresenta planta longitudinal de nave única; fachada com torre sineira adossada a S, enquadrada por cunhais rusticados; pórtico retangular com 2 volutas enquadrando um nicho com escultura do Padre Eterno encimada por dois janelões e óculo. No interior, destaca-se o teto de madeira em caixotões com pinturas de rótulas; 2 capelas laterais; paredes da nave revestidas a silhares de azulejos formando 13 composições com cenas da Paixão; e retábulos com colunas salomónicas ornadas de parras.