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Rancho Folclórico e Etnográfico de Mogadouro
Folclore em Mogadouro

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Trás os Montes e Alto Douro (Terras de Trás-os-Montes)
  • Distrito: Bragança
  • Concelho: Mogadouro
Rancho Folclórico e Etnográfico de Mogadouro

O Rancho Folclórico e Etnográfico de Mogadouro foi fundado em 1994, com o objetivo de manter vivas as tradições do Planalto Mirandês, nomeadamente do concelho de Mogadouro.

As suas danças e cantares, recolhidas no referido concelho, são típicas daquela região transmontana, onde se destacam os repasseados.

A tocata é composta por cordofones e gaita-de-foles.

O Rancho tem um vasto percurso nacional e internacional, com atuações em Espanha, República Checa, Hungria e Turquia.

Rancho Folclórico e Etnográfico de Mogadouro

Rancho Folclórico e Etnográfico de Mogadouro

Banda Filarmónica Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro
Filarmónicas de Mogadouro

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda Filarmónica Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro

Fundada em 1864 com o nome Sociedade Recreativa Mogadourense, a Banda Filarmónica Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro teve como 1º regente o Sr. Lecombe, de origem francesa. Entre 1904 e 1930 a Banda esteve inativa, sendo o Capitão Cruz, Presidente da Câmara de então, o responsável pelo seu ressurgimento. Ao longo da sua existência teve vários regentes, com destaque para Francisco Cavadas, que conseguiu dar-lhe expressão e relevo no contexto social. Mais tarde foi resgatada de outros períodos de inatividade pela mão de Pedro Guimarães (Presidente da Casa do Povo), em 1981, e da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro, reorganizando os recursos humanos e materiais.

Banda Filarmónica Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro

Banda Filarmónica Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro

A aquisição de novo instrumental, com o apoio da Câmara Municipal, e o não menos importante acordo celebrado com o regente Ismael Ferreira fazem de 1996 um ano crucial na história da banda que desde então tem vindo a crescer ao nível quantitativo e qualitativo, enriquecendo festas e romarias um pouco por todo o país. Atualmente está a cargo do Maestro Igor Careca a direção de um grupo com mais de 50 músicos efetivos, formados na sua totalidade pela escola de música da banda. É focada também no crescimento e desenvolvimento pessoal das camadas jovens.

Em 2013 a Banda Filarmónica da A.H.B.V. de Mogadouro editou o seu primeiro CD. Já este ano participou num concurso de Bandas Filarmónicas em Macedo de Cavaleiros, no qual obteve o 1º Prémio.

Acácio Gomes, guitarra portuguesa, de Mogadouro

Músicos naturais do Concelho de Mogadouro

  • Acácio Gomes (guitarra portuguesa)
  • António Joaquim Lourenço (diretor de coro)
Acácio Gomes, guitarra portuguesa, de Mogadouro

Acácio Gomes, guitarra portuguesa, de Mogadouro

António Joaquim Lourenço

António Joaquim Lourenço, maestro, de Mogadouro

António Joaquim Lourenço, maestro, de Mogadouro

António Joaquim Lourenço

António Joaquim Lourenço nasceu a 1 de dezembro 1932 em Saldanha, uma aldeia do concelho de Mogadouro (Bragança), no seio de uma família de camponeses em que o pai, para além da atividade agrária, tinha também o ofício de sapateiro. Morreu em Lisboa a 29 de setembro de 1983. Tendo terminado a Escola Primária com bons resultados seguiu para o Seminário Menor de Vinhais em 1942. Dois anos de depois foi para o Seminário Maior de Bragança onde concluiu o equivalente ao Secundário e iniciou os estudos para o Sacerdócio, que não chegou a concluir.

O processo de saída do Seminário foi complexo tanto a nível familiar como institucional, não lhe tendo sido permitido concluir o curso no Seminário de Bragança, o equivalente à licenciatura em Teologia, que lhe daria habilitação para lecionar. Veio posteriormente a terminar essa licenciatura em Braga.

Tendo abandonado o Seminário ingressou no Conservatório Nacional de Lisboa, onde estudou Composição e concluiu o Curso Superior de Canto. De regresso Trás-os-Montes deu aulas de música no liceu de Bragança mas acabou por mudar-se definitivamente para Lisboa, no início dos anos 60, como professor de Canto Coral em diversos Liceus ou escolas técnicas.

Entretanto juntou aos estudos que já detinha a Licenciatura em Filosofia, tirada na Universidade Clássica de Lisboa, o que lhe permitiu lecionar mais esta disciplina para além de outras que já vinha lecionando (Português, Latim, Grego, História, Moral, Educação Musical e Canto Coral). Aquando da criação, em 1964, do Coro da Fundação Calouste Gulbenkian foi seu membro fundador. Em 1966, no novo bairro de Olivais Sul, criou o então designado Coro da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, que mais tarde daria origem ao Coro Regina Coeli de Lisboa. Com uma função essencialmente litúrgica o coro executava muitas composições ou harmonizações do próprio Fundador.

Em 1976 o Coro torna-se independente da Paróquia e passa a ter uma atividade regular, agora fora sua função litúrgica, apesar de ter continuado a participar em diversos serviços para o qual era convidado em diferentes locais do país e, em especial, nas missas transmitidas pela RTP, tornando-se um coro de repertório com especial enfâse na polifonia renascentista, por cuja qualidade de execução era bastante reconhecido, mas executando também todo o tipo de repertório coral “a capella” que se ajustasse às suas capacidades, incluindo harmonizações de música tradicional portuguesa.

Em 1979 o Coro Regina Coeli de Lisboa gravou o primeiro de três LP para as edições Paulistas com o objetivo de renovar e divulgar nova música para a liturgia. Os dois primeiros são ainda gravados sob a direção de António Joaquim Lourenço, que também realizou as harmonizações dos temas gravados. Muitos destes temas são ainda hoje usados por coros litúrgicos durante os serviços religiosos. Enquanto maestro do Coro Regina Coeli, e principalmente na sua fase inicial, como Coro da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Olivais Sul, compôs ou harmonizou diversos cânticos destinados à liturgia. Entretanto, a sua atividade profissional dedicada ao ensino alterou-se pois tornou-se Inspetor Principal do Ensino Secundário, percorrendo o país ao serviço da Educação e ajudando a criar ou a oficializar numerosas escolas de música.

Fonte: António Vassalo Lourenço

A Nossa Música, UA