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Grupo de Danças e Cantares de Mazedo
Folclore em Monção

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Minho (Alto Minho)
  • Distrito: Viana do Castelo
  • Concelho: Monção

09 grupos

  • Grupo de Danças e Cantares de Mazedo
  • Grupo Folclórico de Pinheiros
  • Grupo Folclórico Estrela dos Vales
  • Grupo Folclórico São Mamede de Troviscoso
  • Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barbeita
  • Grupo Folclórico das Lavradeiras de S. Pedro de Merufe
  • Rancho Folclórico de Santa Maria de Moreira
  • Rancho Folclórico Os Amigos de Longos Vales
  • Rancho Folclórico Os Moleirinhos do Gadanha

O concelho de Monção, rico em tradições e cioso da sua identidade cultural e etnográfica, é palco de variadas manifestações promotoras e defensoras dos usos e costumes locais. Os grupos de folclore, com o seu repertório e vestimentas, são um dos exemplos vivos dessa genuinidade.

Com os meses quentes, surgem os festivais feitos na sede do concelho e em várias freguesias. São momentos de intercâmbio entre os participantes e de convívio entre o público. O ciclo abre-se em finais de maio, continuando nos meses de junho, julho e agosto com a realização desta manifestação popular em várias freguesias do concelho.

Grupo de Danças e Cantares de Mazedo

Grupo de Danças e Cantares de Mazedo tem como principal objetivo a divulgação do folclore monçanense e do Alto Minho e as tradições mazedenses e proporcionar o convívio entre os mais jovens e os menos jovens.

Reco-reco

Grupo de Danças e Cantares de Mazedo

Grupo de Danças e Cantares de Mazedo, reco-reco

Concertinas

Grupo de Danças e Cantares de Mazedo

Grupo de Danças e Cantares de Mazedo, concertinas

GDCM

Grupo de Danças e Cantares de Mazedo

Grupo de Danças e Cantares de Mazedo

Grupo Folclórico de Pinheiros

O Grupo Folclórico de Pinheiros foi fundado em 1986 representando a Freguesia numa das Festas Típicas da Região – Festa do Linho.
Inicialmente envergava o típico e colorido traje vianense, que mais tarde foi substituído pelo traje característico da terra a que o viu nascer. Este, embora mais sombrio e de cores mais tristes, é o fruto de uma recolha oral e também uma replica dos trajes antepassados, representando assim, na sua maioria, a atividade a que se dedicava o seu povo: faina agrícola. O traje inclui também trajes de feira, domingar e o belíssimo traje de noivos.

O Grupo Folclórico de Pinheiros tem no seu palmarés várias atuações pelo Pais e também pelo Estrangeiro, nomeadamente França, Espanha e Suíça, assim como também nos nossos arquipélagos da Madeira e dos Açores.

Grupo Folclórico de Pinheiros

Grupo Folclórico de Pinheiros, reco-reco

O Grupo fez uma recolha das danças típicas e cantares dos antepassados. Essas danças eram a manifestação da alegria, da folia e vivacidade que caracterizava os serões, as festas e também abrilhantavam as lidas agricultas (Malhadas, Lavradas, Trabalhos do Linho). São, por isso, na sua maioria, músicas alegres, saltadas e com uma coreografia trabalhada.

Grupo Folclórico Estrela dos Vales

O Grupo Folclórico Estrela dos Vales é uma coletividade fundada 2004 com o objetivo de divulgar as tradições e trajes antigos da região.

Grupo Folclórico Estrela dos Vales

Grupo Folclórico Estrela dos Vales

Em 2018 decorreu o XIII Festival de Folclore ‘Estrela dos Vales’, no lugar do Mosteiro, freguesia de Longos Vales.

Grupo Folclórico São Mamede de Troviscoso

Grupo Folclórico São Mamede de Troviscoso é uma associação de natureza etnográfica que preserva e divulga usos, costumes, cantares e danças tradicionais de Monção e do Alto Minho.

Grupo Folclórico São Mamede de Troviscoso

Grupo Folclórico São Mamede de Troviscoso

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barbeita

O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barbeita é uma associação de natureza etnográfica que preserva e divulga usos, costumes, cantares e danças tradicionais de Monção e do Alto Minho. Recebeu, em 1997, a medalha de mérito do município pelos relevantes serviços prestados à cultura e à etnografia.

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barbeita

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barbeita

Em 2010, o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barbeita, Monção, organizou o seu festival. A qualidade e a pontualidade são as imagens de marca deste festival. Outro ponto de honra é que nenhum espetáculo dura mais de duas horas’, referiu, sublinhando que o certame está integrado no Conselho Internacional das Organizações de Festivais de Folclore e das Artes Tradicionais (CIOFF).

Argentina, Brasil, Cuba, Indonésia, México, Polónia, Quénia, Senegal e Sérvia foram os países estrangeiros representados na edição 2010 deste festival, sob o slogan ‘O Mundo a dançar’.

Ponte do Mouro é um local histórico da freguesia de Barbeita, onde a 1 de novembro de 1386 o Rei D. João I e o Duque de Lencastre acertaram os detalhes do casamento do monarca português com Filipa de Lencastre.

O Festival Internacional de Danças Folclóricas “FolkMonção” é reconhecido pelo C.I.O.F.F. (Conselho Internacional das Organizações de Festivais de Folclore e de artes tradicionais, estatuto B da UNESCO) desde 2006.

Grupo Folclórico das Lavradeiras de S. Pedro de Merufe

O Grupo Folclórico “As Lavradeiras” de São Pedro de Merufe foi fundado em 1972. Surgiu após a realização dos cortejos etnográficos no concelho de Monção. A população de Merufe reuniu-se para levar a suas tradições aos cortejos. A partir daí, várias pessoas decidiram formar um grupo folclórico, iniciando a recolha em toda a freguesia.

O grupo tem registado, ao longo da sua existência, modas características do Alto Minho, recorrendo a pessoas idosas.

É membro efetivo da Federação do Folclore Português.

Grupo Folclórico das Lavradeiras de S. Pedro de Merufe

Grupo Folclórico das Lavradeiras de S. Pedro de Merufe

Rancho Folclórico de Santa Maria de Moreira

O Rancho Folclórico de Santa Maria de Moreira é uma associação de natureza etnográfica que preserva e divulga usos, costumes, cantares e danças tradicionais de Monção e do Alto Minho.

Rancho Folclórico de Santa Maria de Moreira

Rancho Folclórico de Santa Maria de Moreira

Rancho Folclórico Os Amigos de Longos Vales

O Rancho Folclórico Os Amigos de Longos Vales é uma associação de natureza etnográfica que preserva e divulga usos, costumes, cantares e danças tradicionais de Monção e do Alto Minho.

Rancho Folclórico Os Amigos de Longos Vales

Rancho Folclórico Os Amigos de Longos Vales

Em 2021, o 25º Festival Internacional de Folclore Ponte de Mouro e Alvarinho conta com doze grupos de 10 países de quatro continentes, num total de 340 elementos.

Rancho Folclórico Os Moleirinhos do Gadanha

O Rancho Folclórico Os Moleirinhos do Gadanha é uma associação de natureza etnográfica que preserva e divulga usos, costumes, cantares e danças tradicionais de Monção e do Alto Minho.

Rancho Folclórico Os Moleirinhos do Gadanha

Rancho Folclórico Os Moleirinhos do Gadanha

Rancho Folclórico Os Moleirinhos do Gadanha

Rancho Folclórico Os Moleirinhos do Gadanha

Grupo Popular “Os Teimosos”

O Grupo Popular “Os Teimosos” é um grupo vocal e instrumental tradicional que divulga o património cultural.

Banda Musical de Monção
Filarmónicas de Monção

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Banda Musical de Monção
  • Banda Musical de Tangil
  • Filarmónica Milagrense – Associação Cultural Recreativa e Social

Extintas:

Banda de Valadares

Música Nova de Tangil

Banda Musical de Monção

O registo mais antigo que se conhece está inscrito numa ata da Santa Casa da Misericórdia de Monção, de 25 de Fevereiro de 1792, e nessa época, era conhecida por Banda de Muzica da Vila. Presume-se que a sua existência seja ainda anterior.

Em 1792, Gonzallo José de Moiños, de nacionalidade Espanhola, foi o primeiro Maestro. Em 1830, já a Banda abrilhantava festividades sendo maestro o abade D. Lourenço, também, de nacionalidade espanhola e capelão do Palácio da Brejoeira. A Filarmónica era constituída por 15 músicos.

De maestro em maestro, uns formados em Monção, outros contratados, civis e militares, chegou-se a 1918, ano em que passou a chamar-se Banda dos Bombeiros Voluntários de Monção, por deliberação da Direcção. Em 1890, foi feita a primeira fotografia da Banda da qual já faziam parte 20 músicos. Em 1933, a Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Monção, deliberou em reunião do executivo, outorgar-lhe o titulo honorifico de Banda Municipal de Monção, pelos brilhantes serviços prestados à cultura.

Em 1945, participou na inauguração do Estádio de Futebol do Riazor, Corunha Espanha. Em 1969, por força de lei foram elaborados os seus primeiros Estatutos, e inscreveram-se os primeiros 120 sócios fundadores, passando a chamar-se Banda Musical de Monção, titulo que mantém.

Na década 1970/80, gravou diversos discos, com o maestro Miguel de Oliveira. Em 1971, classificou-se em 3º lugar no Concurso de Bandas Civis de 1o Categoria (Palácio Cristal/ Porto). Em 1980, a Câmara Municipal de Monção, em sessão pública, outorgou-lhe a medalha de ouro do Município pelos seus mais de 150 anos ao serviço da Cultura. Em 1984, gravou a sua primeira cassete, com o maestro Viriato Araújo. Em 1996, classificou-se em 3º lugar na participação na RTP2, programa “À Volta do Coreto”. Em 1998, foi declarada instituição de utilidade pública. Em 2005, gravou o primeiro CD, com o maestro José Vicente. Em 2006, dirigida pelo Maestro José Vicente Simeó, a Banda Musical de Monção foi vencedora do Concurso de Bandas Filarmónicas da Cidade de Aveiro.

Em 2009, gravou o CD Contrastes Sinfónicos (Maestro José Vicente).

De 1792 a 2014, conhecem-se 23 maestros, destacando-se entre outros: Gonzallo José de Moiños (1792), abade D. Lourenço (1830), Miguel Maria Pereira (1880), Sargento Músico, Luis José Gonçalves (Mestre Luis – 1897 a 1928), Sargento Músico Sebastião José Passos (1928 a 1952) Oscar Ferreira, Luis Lourenço, Sargento Músico Manuel Ferreira Pais, Miguel António Peixoto de Oliveira (1964 a 1983), Manuel Silva Lourenço (1983), Sargento Chefe, Viriato Carneiro Araújo (1983 a 1986), Sargento Chefe, Domingos José Campos Cardoso (1986 a 2003) e José Vicente Simeó Mañez (desde 2003), este, de nacionalidade espanhola.

Banda Musical de Monção

Banda Musical de Monção

A Banda Musical de Monção participou em milhares de festividades e em todo o tipo de eventos culturais como romarias, procissões, concertos, encontros de Bandas, concursos, geminações de Municípios, gravações, receções oficiais, homenagens e atos solenes.

Banda Musical da Casa do Povo de Tangil

A Banda Musical de Tangil, ou Banda Musical da Casa do Povo de Tangil, é uma associação de natureza cultural e filarmónica sediada em Tangil, concelho de Monção, distrito de Viana. A sua fundação perde-se na bruma dos tempos. O segundo e terceiro regentes, tendo vindo de Arcos de Valdevez para reger a Banda, aqui acabaram por contrair matrimónio. Deles existem os respetivos registos no Arquivo Paroquial.

A Banda teria sido fundada em 1838, tendo saído a público pela primeira vez na festa do Divino Salvador, Padroeiro da freguesia, motivo pelo qual se chamou, durante muitos anos, Banda de Música do Divino Salvador de Tangil. Do seu fundador e primeiro regente, apenas se sabe que se chamava Delfim e que era natural de Braga. Passando por Tangil a caminho de Espanha, teria pedido abrigo para passar a noite e repousar, mas depois de dar a conhecer o que fazia na vida e de instado a ficar por cá, ficou a residir no lugar de Fornelos, trabalhando na sua profissão – sapateiro. Depressa conquistou a simpatia de todos e a sua oficina passou a ser o centro de convívio dos homens e dos rapazes do lugar, que os quais animava com as melodias que executava no clarinete.

Assim começou a nascer o gosto pela música e a ideia da formação de uma pequena Banda de Música. Tal projeto começou a contagiar os tangilenses e o entusiasmo foi tal que D.ª Francisca Rosa Joana de Barbeitos Padrão, da Casa de Ladreda, decidiu oferecer à Banda o seu primeiro instrumental. Conta-se que a Banda, como reconhecimento por tal gesto, quis prestar à benemérita justa homenagem, mas a festa não foi aceite por se encontrar de luto pelo falecimento de seu marido, o Capitão João Manuel de Sousa Lobato, falecido em 1837. Daqui se deduz que a Banda terá nascido em 1838.

O seu fundador durante cerca de 37 anos se manteve como regente, vindo a falecer na freguesia que adotara como sua e onde havia constituído família.

Em 1926, em certame organizado em Riba de Mouro e no qual participou também a extinta Banda de Valadares – Monção, foi a Banda de Tangil que ganhou a medalha de ouro. A partir de 1926, a Banda começou a ter certa projeção além fronteiras e da Galiza todos os anos surgiram convites para a Banda atuar em festas daquela zona. Em 1933, divergências surgidas no seio da Banda entre o regente João Luís Rodrigues e vários componentes, deram origem ao seu desmembramento e à criação de nova Banda de Música, passando a existir duas Bandas de Música na freguesia, a Música Velha e a Música Nova.

Foram seus regentes os maestros João Luís Rodrigues e Amadeu Neves (Abílio Oliveira Cardoso), respetivamente. A rivalidade entre as duas bandas era grande, provocando constantemente conflitos entre os componentes e apoiantes das bandas. Em 1936 a divisão e rivalidade deram lugar à concórdia e as duas bandas voltaram a unir-se. Em 1955, devido ao estilo do seu novo fardamento (tipo oficial militar) e à sua apresentação, adotou o nome de Banda Musical dos Cadetes de Tangil, designação que usou até à sua integração na Casa do Povo. Mas, apesar da sua existência secular e atividade constante, a Banda não passava de uma pequena banda com pouco mais de duas dezenas de elementos. A partir de 1965, pela ação do regente regressado do serviço militar, que prestara serviço como músico da Banda do Regimento de Infantaria nº 6 – Porto, a Banda começa a ter maior evolução. Cativou jovens para a Banda, aumentando ano após ano o número dos seus executantes e melhorando a sua preparação artística.

Em 1970, foi integrada na Casa do Povo de Tangil, passando a chamar-se Banda Musical da Casa do Povo de Tangil e a usufruir das suas instalações como sede. Em 1986 concretizou-se um velho anseio – a substituição do velho instrumental brilhante por novo instrumental de afinação normal. Em 1997 foi condecorada pela Câmara Municipal de Monção com a medalha de ouro do Município, sendo considerada Instituição de Mérito no Campo Cultural.

Em 2003 gravou o 1º CD, lançado em 2004. Nesse ano, a convite da Câmara Municipal de Monção, participou no Programa da RTP 1- Praça da Alegria, em representação do concelho.

De entre os seus 16 regentes, além do atual, é de justiça destacar a ação do maestro João Luís Rodrigues, por ser aquele que mais tempo esteve à frente dos seus destinos e que, por isso, mais contribuiu para a sua existência, pese embora o seu abandono por três vezes: em 1929, por ter emigrado para o Brasil, onde permaneceu dois anos; de 1941 a 1943 e de 1946 até Setembro de 1950, para ir reger a Banda de Riba de Mouro. Porém, a ele se deve hoje a existência da Banda, porque em anos de crise, como dos anos 60, em que a nossa juventude emigrou em massa para fugir à guerra do ultramar, a Banda ficou reduzida a um limitado número de componentes, mas nunca desfaleceu e foi capaz de ultrapassar as dificuldades, adaptando o reportório aos músicos de que dispunha e mantendo a Banda sempre no ativo.

A Banda está federada na Federação de Bandas Filarmónicas do Minho e participa anualmente em várias romarias, festas e concertos, bem como em encontros de bandas: festivais ibéricos de bandas, em Monção; festivais de bandas do Alto Minho, em Viana do Castelo e noutros concelhos do distrito; festivais de bandas organizados pela Junta Central das Casas do Povo e pelo INATEL; encontros de bandas em Tuy, Lanhelas, Alcanede e Pêro Pinheiro.

Vários dos seus músicos seguiram a carreira profissional e fazem hoje parte de bandas do Exército, G.N.R. e P.S.P., e outros seguem o estudo da música em escolas profissionais. Tem em funcionamento uma Escola de Música.

Natural da freguesia de Tangil e clarinetista da Banda da G.N.R. do Porto, Daniel Óscar Lobato Vieira é regente e professor na Escola de Música da Banda.

Banda Musical da Casa do Povo de Tangil

Banda Musical da Casa do Povo de Tangil

No dia 7 de agosto de 2021 foi divulgada nas redes sociais a estreia da obra musical “Taagilde 1838”, dedicada e inspirada na Freguesia de Tangil – ou de Taangilde, como em tempos se chamava. O concerto aconteceria nesse dia no exterior do Centro Cultural do Vale do Mouro, e com lotação limitada, seguindo todas as normas recomendadas pela DGS.

Filarmónica Milagrense – Associação Cultural Recreativa e Social

A Filarmónica Milagrense – Associação Cultural Recreativa e Social, anteriormente designada de Filarmónica Milagrense,
está sediada no Lugar de Milagres, freguesia de Cambeses, concelho de Monção. É uma associação de natureza cultural, recreativa e social constituída em 1995. Alterou estatutos e denominação em 2005.

Amílcar Vasques-Dias, compositor e pianista, de Monção
Músicos do Concelho de Monção

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Alberto Lages (clarinetista)
  • Amílcar Vasques-Dias (compositor, 1945)
Amílcar Vasques-Dias

Amílcar Vasques-Dias nasceu em Badim, Monção.

Efectuou estudos superiores de Piano e de Composição nos Conservatórios de Música do Porto e de Braga. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e da Secretaria de Estado da Cultura para o Curso Superior de Composição Instrumental e Electroacústica no Conservatório Real de Haia, na Holanda, onde foi aluno de Louis Andriessen, Peter Schat e Jan van Vlijmen.

Destaca-se a formação que fez com o compositor Karlheinz Stockhausen na Holanda, com Iannis Xenakis, em Aix-en-Provence, França e com Cândido Lima, em Portugal, considerando estes compositores/professores os que mais o ‘influenciaram’ na sua formação de compositor. Conheceu Fernando Lopes-Graça a quem deu a conhecer a sua obra. É a partir deste convívio que começa a dar mais atenção à música tradicional portuguesa manifestando-se a sua influência em algumas das suas peças.

Na Holanda desenvolveu actividade artística e pedagógica como pianista e como compositor durante 14 anos.

Como pianista, interpreta a sua música e utiliza a improvisação como meio de expressão tendo realizado concertos em Portugal e em outros países da Europa e da América. Como compositor, tem recebido encomendas de várias instituições públicas e privadas holandesas e portuguesas no âmbito da música de câmara instrumental e vocal, ou electroacústica, orquestra sinfónica, orquestra de metais, coro a cappella e acompanhado, obras multimédia, e música para filme e teatro.

A sua música tem sido tocada em Portugal e em outros países da Europa e da América, nomeadamente em festivais de música contemporânea.

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Amílcar Vasques-Dias, compositor e pianista, de Monção

Amílcar Vasques-Dias, compositor e pianista, de Monção

Alberto Lages

Alberto César Carreira Lages, nasceu em Tangil, Monção, onde iniciou os estudos musicais com o pai António Lages, maestro da filarmónica local.

Em 1988 ingressou na Banda da Região Militar Norte no Porto. Mais tarde, após a conclusão do Curso de Formação de Sargentos, foi colocado na Banda Sinfónica do Exército sediada em Queluz – Sintra.

Ingressou na Escola de Música do Conservatório Nacional em Lisboa concluindo o curso de clarinete na classe de Manuel Jerónimo com a mais elevada classificação.

Em 1999 finaliza a licenciatura em Música na Escola Superior de Música de Lisboa na classe de clarinete de Manuel Jerónimo e música de câmara de Olga Prats. Finalizou em 2013 a Licenciatura em Direção de Orquestra de Sopros na Escola Superior Música de Lisboa sob a orientação do maestro Alberto Roque trabalhando ainda com Vasco Pierce Azevedo e Paulo Lourenço.

Estudou Direção de Orquestra com o maestro Jean Sébastien-Béreau.

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Alberto Lages

Amílcar Vasques-Dias, compositor e pianista, de Monção

Capela do Palácio da Brejoeira
Órgãos de tubos do concelho de Monção [4]

Capela do Palácio da Brejoeira

Capela do Palácio da Brejoeira

Capela do Palácio da Brejoeira

Monumento Nacional desde 1910, o Palácio da Brejoeira localiza-se na freguesia de Pinheiros, na vila e concelho de Monção, a seis quilómetros a sul de Monção. É um edifício de arquitetura civil de estilo neoclássico do início do século XIX, devendo-se a iniciativa da sua edificação a Luís Pereira Velho de Moscoso. A planta quadrada com quatro torreões e um pátio central que inicialmente estava prevista deu lugar a uma planta em L com duas fachadas e três torreões, estes últimos coroadas por urnas. A fachada principal destaca-se pela monumentalidade dos seus torreões laterais com mais um andar, e pelo corpo central mais elevado. O alçado é aberto por janelas simétricas de linguagem barroca que ocupam toda a superfície. No interior ganha especial interesse a escadaria de acesso ao andar nobre, bem como a decoração neoclássica dos salões, conhecendo-se o nome de alguns artistas que aqui trabalharam, bem como o mestre que os dirigiu, Domingos Pereira. Insere-se numa vasta propriedade rural, dividida entre 18 hectares de vinha, oito de bosque e três de jardim.

Na sua capela encontra-se um órgão histórico.

Órgão na tribuna

Órgão da Capela do Palácio da Brejoeira

Órgão da Capela do Palácio da Brejoeira

Igreja da Misericórdia de Monção

Igreja da Misericórdia 

Igreja da Misericórdia de Monção

A Igreja da Misericórdia de Monção é um edifício de arquitetura religiosa situada na vila e concelho de Monção.
Foi construída no séc. XVII e reformada no séc. XVIII, com linguagem decorativa de transição do maneirismo para o barroco, com edifício do consistório disposto à direita. Apresenta planta retangular composta por nave e capela-mor, mais baixa e estreita, interiormente com coberturas de madeira e em abobada, respetivamente, e iluminação axial e bilateral. A fachada principal, em frontão triangular sobre entablamento metopado, com portal entre duplas pilastras jónicas e de frontão interrompido por edícula, tem traçado maneirista, mas já com alguns elementos barrocos, como é visível na linguagem do frontão do portal e nos enrolamentos decorativos, lembrando talha e que animam a fenestração. No interior, possui a cobertura da nave em caixotões, com decoração barroca, pintados com temas Marianos e anjos segurando atributos cristológicos. Tem coro alto sobre arco abatido, com cadeiral dos mesários, e púlpito, no lado do Evangelho, e retábulos laterais em talha policroma neoclássica. Na capela-mor, com abóbada de caixotões, o central pintado com a virtude cardeal da Fé, possui lateralmente dois nichos em cantaria. O retábulo-mor é barroco, de estilo nacional, de corpo reto e três eixos. O edifício do consistório é também maneirista, com fachada de dois pisos e fenestração regular, com janelas de sacada ao nível do segundo piso, encimadas por frontões triangulares. O interior foi significativamente alterado, destacando-se apenas a escadaria de dois lanços perpendiculares, em granito, e com corrimão terminado em voluta. Refira-se ainda o portal renascentista colocado na casa mortuária enquadrado por medalhões e coroado pelas armas reais.

Fonte: Monumentos

Em tribuna, na nave, do lado da Epístola, a Igreja da Misericórdia de Monção possui um órgão histórico em ruinas.

Caixa do órgão

Órgão da Igreja da Misericórdia de Monção

Órgão da Igreja da Misericórdia de Monção

Consola

Órgão da Igreja da Misericórdia de Monção

Órgão da Igreja da Misericórdia de Monção

Igreja de Santo António dos Capuchos

O antigo convento de Santo António dos Capuchos foi fundado em meados do século XVI, no interior do recinto amuralhado de Monção, contrariando assim a tendência observada noutras edificações conventuais, erguidas no exterior da praça de armas desta localidade. De acordo com alguns autores, o convento foi instituído em 1563, com a construção das dependências e da igreja nos anos seguintes. A Igreja de Santo António dos Capuchos apresenta uma estrutura depurada conforme convém a um convento de frades menores franciscanos, tendo sido objeto de outras campanhas decorativas, facto bem documentado nos elementos do interior. A fachada, com pilastras almofadadas e coroadas por pináculos nos cunhais, termina em empena contracurvada. Ao centro, um arco abatido permite o acesso ao nártex e, sobre este, abre-se uma janela flanqueada por nichos, e um óculo de grandes dimensões. Um silhar de azulejos percorre o alçado, bem como o interior do nártex. À esquerda ergue-se a torre sineira. O interior, de nave única, exibe um silhar de azulejos seiscentista com o mesmo padrão do exterior, executado em Lisboa cerca de 1660. O coro alto assenta sobre um amplo arco em asa de cesto e, do lado da Epístola, observam-se uma série de confessionários embutidos na parede. Do lado oposto, o púlpito, assente sobre mísula, é fechado por cortina com sanefa de talha. No corpo da igreja abrem-se ainda dois altares, o do lado do Evangelho com arco de volta perfeita e retábulo de talha dourada e polícroma rococó e o do lado oposto, a configurar uma gruta que procura imitar aquela onde apareceu Nossa Senhora de Lourdes, a quem a capela é dedicada. Dois outros altares ladeiam o arco triunfal, em cuja parede se representação o Calvário, com a imagem de Cristo Crucificado ao centro, ladeado por Nossa Senhora e Santa Maria Madalena, estas sobre peanhas e com sanefa superior. A capela-mor denuncia uma campanha decorativa mais tardia, de transição para o neoclássico. O retábulo inscreve-se já nesta gramática, tal como o cadeiral, sobre um supedâneo antecedido por um anjo de cada lado. Uma última referência para a sacristia, dominada pelo arcaz com pintura alusiva a santos franciscanos e um contador datado de 1779.

Fonte: DGPC, RC

Órgão na tribuna do lado da Epístola

Órgão da Igreja de Santo António dos Capuchos, Monção

Órgão da Igreja de Santo António dos Capuchos

Tribuna na nave, à entrada

Órgão da Igreja de Santo António dos Capuchos, Monção

Órgão da Igreja de Santo António dos Capuchos

A Igreja de Santo António dos Capuchos de Monção possui um órgão histórico localizado na tribuna à entra, do lado da Epístola.

Igreja Matriz de Monção

[ Igreja Paroquial ] [ Santa Maria dos Anjos ]

Igreja Matriz de Monção

Igreja Matriz de Monção

Imóvel de Interesse Público, a Igreja Matriz de Monção é um edifício de arquitetura religiosa dedicado a Santa Maria dos Anjos. Foi fundada no reinado de D. Dinis (séc. XIII). A sua arquitetura é marcada por diversas influências dos estilos gótico, manuelino, maneirista e barroco, tendo no seu pórtico o estilo românico, digno de ser admirado. A fachada com o seu portal românico tem três arquivoltas decoradas por elegantes botões florais e motivos geometrizantes, assentes em seis colunelos com capitéis vegetalistas e dourados. Sobrepujando o portal rasga-se um óculo circular. No interior desenha-se uma planta cruciforme constituída por uma única nave e desproporcionada, um transepto saliente e uma capela-mor. No lado esquerdo da nave abre-se a capela de S. Sebastião, que possui o jazigo de Vasco Marinho, seu fundador, secretário e confessor do Papa Leão X, de estilo gótico tardio. É coberta por uma abóbada polinervurada e contém o jacente calcário do homenageado-datado de 1531, que apresenta sinais de acentuada deterioração.

A Igreja Matriz de Monção possui um órgão histórico em tribuna na nave, do lado da Epístola.

Órgão na tribuna

Órgão da Igreja de Santa Maria dos Anjos

Órgão da Igreja Matriz de Monção

Tribuna

Órgão da Igreja de Santa Maria dos Anjos

Órgão da Igreja Matriz de Monção

Coro alto e tribuna, na nave

Igreja Matriz de Monção

Igreja Matriz de Monção