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Associação Filarmónica 25 de setembro
Filarmónicas de Montemor-o-Velho

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Academia Musical Arazedense
  • Associação Cultural e Recreativa de Carapinheira
  • Associação Filarmónica União Verridense
  • Associação Filarmónica 25 de setembro
  • Filarmónica de Instrução e Recreio de Abrunheira
Academia Musical Arazedense

A AMA – Academia Musical Arazedense foi constituída em 1950, herdou tradições, património e historial da Filarmónica Arazedense, fundada em 1894. Foi seu fundador e primeiro presidente, António Maria da Silva Ferrão, que exerceu o cargo até à sua morte, em 1920. Em 1908, num certame realizado na Figueira da Foz, sob a regência de António Pereira, foi-lhe conferido o primeiro prémio pela sua excelente execução.

Aquando da 1ª Guerra Mundial (1914/1918), em virtude dos músicos serem chamados para o serviço militar, a Filarmónica atravessou um período menos bom. Em 1930, efetuou uma excursão a Lisboa, onde a comunidade arazedense lhe tributou os maiores elogios, tendo atuado junto à Embaixada de Espanha e das redações dos jornais O Século e Diário de Notícias. Inativa em 1936, a Filarmónica ressurgiu em 1942, mantendo-se desde então em atividade.

Ao longo dos tempos, a AMA tem organizado e colaborado em atividades (no país e no estrangeiro), sendo de destacar a organização de 11 encontros de bandas entre 1969 e 2008. Colaborou em várias iniciativas do INATEL: em 1985, no III Festival de Música Popular, em Coimbra; em 1986, no I Festival de Verão de Filarmónicas, em Coimbra e no Festival Gandarez e de Música Popular, na Tocha; em 1987, no II Encontro Distrital de Filarmónicas, em Coimbra; em 1991, no aniversário dos Bombeiros Voluntários de Coimbra; em 1987, em Aveiro, num concerto, no Pavilhão Octogonal do Recinto das Feiras, noticiado no jornal Ecos de Cacia; em 1992, abrilhantou a 1ª Tourada de Arazede; em 1993, presença no Coliseu Figueirense, onde abrilhantou a tradicional Garraiada da Queima das Fitas dos Estudantes de Coimbra; em 2001, participação, em Grândola, no Encontro de Bandas Civis, organizado pela Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense.

AMA

AMA - Academia Musical Arazedense

AMA – Academia Musical Arazedense

Em 2002, a pedido da Câmara Municipal, participação na cerimónia oficial de abertura do Campeonato Europeu de Remo (da juventude), em Montemor-o-Velho, e deslocação a Beja, para atuar na OVIBEJA. Em 2003, deslocou-se a Cabrela, Montemor-o-Novo, em regime de intercâmbio com a Banda Filarmónica da Casa do Povo. Foi, em 1991, uma das Filarmónicas fundadoras da Federação de Filarmónicas do Distrito de Coimbra, tendo participado em seis dos seus encontros distritais.

Participou na receção a várias entidades regionais e nacionais: ao Ministro da Justiça / Presidência e Defesa Nacional, Fernando Nogueira, em 1988, 1991, 1992 e 1994; ao Presidente da República, Mário Soares, em 1990; ao Primeiro Ministro, Cavaco Silva, em 1993; ao Primeiro Ministro, António Guterres, em 1997.

Em 1998, a convite da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, deslocou-se a Lisboa, integrando a Semana do Concelho, na capital, com desfile, seguido de concerto na Feira Popular. Colaborou com várias Filarmónicas e outras associações, nas comemorações dos aniversários e outras manifestações culturais e desportivas. Em 2008, em parceria com Cardoso & Conceição, organizou um Curso de Direcção de Bandas, com António Saiote. Em 2008, realizou um Intercâmbio Cultural com a Filarmónica Estrela D’Alva, de Santa Cruz, Lagoa, S. Miguel – Açores.

Em 2009 gravou um CD intitulado “Memórias de Angelino Ferrão”, figura ilustre na área da música, teatro e poesia.

Em 1998, a convite da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, deslocou-se, durante cinco dias, à vila francesa de Cerizay, para participar nas festividades do 10º aniversário de geminação daquela vila, com Montemor – o – Velho. Em 2004, deslocou-se à Vila de Lutry – Lausanne, Suíça, participando nas Fêtes des Venganges. Em 2000, um grupo de jovens músicos da AMA, integrados na Orquestra de Jovens Músicos Europeus, participou na série de concertos Wend Reng em França, Alemanha e Portugal.

O primeiro regente da Filarmónica foi José Marques dos Santos Rolhas, seguindo-se Marcelino Lopes de Miranda, Eduardo Branco, António Pereira, Manuel Maria Pleno Pinto de Almeida, “Cetral”, Sargento Gomes, Joaquim Pleno, César Santos, João Manuel Silva Pleno, Augusto Freitas, Orlando Carapeto, Augusto Mendes Ferreira (de 1992 a 2007) e Angelino Gomes Ferrão. Desde Outubro de 2007, a direção artística da Filarmónica está a cargo do regente Paulo José de Almeida, professor no Conservatório de Música de Coimbra.

Associação Cultural e Recreativa de Carapinheira

A Associação Cultural e Recreativa da Carapinheira (ACRC) foi fundada em 1981. Tem desenvolvido dois projetos: a Orquestra Ligeira e a escola de música.

ACRC

ACRC - Orquestra Ligeira da Carapinheira

ACRC – Orquestra Ligeira da Carapinheira

Associação Filarmónica União Verridense

Fundada a 13 de junho de 1808, a Associação Filarmónica União Verridense é das mais antigas de Portugal. Sempre se manteve em funcionamento, sem interrupções na sua atividade. O seu primeiro ato oficial teve lugar na praia do Cabedelo, Figueira da Foz, recebendo as tropas inglesas que, comandadas pelo general Wellington, vinham em socorro das tropas portuguesas, e combater as tropas invasoras francesas. Participou em desfiles, concertos e festas populares, e receção a autoridades militares, civis e reis.

Participou em CD da coleção As Melhores Bandas da Região, além de outros registos discográficos.

Em 2008, a AFUV obteve o estatuto de Pessoa Coletiva de Utilidade Pública. Depois de em 2008 ter assinalado os 200 anos de atividade ininterrupta, a AFUV orgulha-se de pertencer ao restrito clube das bandas bicentenárias. Desde 2009, dirige os cerca de 50 músicos da Filarmónica da AFUV, o maestro Augusto Duarte dos Santos Garcia.

AFUV

Associação Filarmónica União Verridense

Associação Filarmónica União Verridense

Associação Filarmónica 25 de setembro

Antes da Associação Filarmónica 25 de Setembro (na altura chamava-se Sociedade Musical 25 de Setembro), existiu em Montemor-o-Velho outra filarmónica, denominada Real Filarmónica de Montemor, regida pelo maestro espanhol D. Agostinho Pena, que residiu na vila. Diz a tradição que foi um grande músico e que fez a Filarmónica atingir certo nível artístico. Desconhecem-se, no entanto, as datas da sua formação e o seu tempo de duração.

Em 1892, um funcionário de Finanças, de nome Francisco Maria Simões de Carvalho, esplêndido amador de música, foi convidado para reger a Banda, o que aceitou. Depois da sua fundação, a Filarmónica passou por várias fases. Durante décadas, possuiu um orfeão, dois ranchos folclóricos e um grupo cénico. Organizou inúmeros serões artísticos em Montemor e, durante muitos anos, os festejos da Feira Anual de Montemor, uma das mais antigas e concorridas do País.

AF25S

Associação Filarmónica 25 de setembro

Associação Filarmónica 25 de setembro

A Associação Filarmónica comemorou, em 1992, o 1º centenário, com brilhantismo, sendo seu Presidente Carlos Sousa Mendes e seu regente Gonçalo Rocha. Atualmente conta com 53 músicos executantes. A Escolas de Música tem-se revelado de capital importância, pelo enriquecimento cultural e educativo dos jovens.

Filarmónica de Instrução e Recreio de Abrunheira

A Filarmónica Instrução e Recreio de Abrunheira foi fundada em 1881, e presidida por António Marques Pinto. Os seus primeiros Estatutos foram aprovados nesse ano. A Banda era constituída por 21 elementos dirigidos por João maria Batista Pinto.

Tem participado em grandes eventos na região, como as Festas da Rainha Santa em Coimbra, onde esteve presente logo no ano de 1905, ou atuações no Casino da Figueira da Foz, nas primeiras décadas do século XX.

Em 1999 foi concretizado o seu primeiro trabalho discográfico, intitulado “Filarmónica de Abrunheira em Concerto”. Dois anos depois foi gravado “Concerto d’Amore”. Seguiu-se-lhe em 2002 a participação no Projeto “As melhores Bandas da Região Centro”, onde, com outras 8 filarmónicas. Em 2004 gravou novo CD, intitulado “Reflexo”.

Em 2001 foi obteve o reconhecimento de Pessoa Colectiva de Utilidade Pública. Nesse mesmo ano, a Filarmónica de Abrunheira efetuou uma digressão à Alemanha onde realizou cinco concertos, num intercâmbio com a Musikschule Steinheim am Albuch, que em 2002 retribuiu a visita, apresentando-se em concertos em Figueira da Foz, Cantanhede, Pampilhosa e Abrunheira.

Em 2004 concretizou nova digressão à Alemanha, participando no Festival Internacional de Música de Kapfenburg, com agrupamentos musicais da Rússia, China, África do Sul e Alemanha. Além da participação neste Festival atuou, também, em Estugarda, no Parlamento do Estado de Baden-Wurtemberg e nas cidades de Neresheim e Steinheim am Albuch. Em 2006, desloca-se à Ilha do Pico, Açores, para participar nas festas da Freguesia de Santo Amaro, tendo realizado concertos em Ribeirinha, Santo Amaro e São Roque do Pico.

FIRA

Filarmónica de Instrução e Recreio de Abrunheira

Filarmónica de Instrução e Recreio de Abrunheira

Ao longo dos anos, a FIRA para além dos seus serviços de desfiles e festas religiosas, apresenta-se regularmente em concertos a solo e em festivais de bandas, tendo-se já apresentado, por exemplo, em Lisboa, Aveiro, Castelo Branco, Tomar, Vila Franca de Xira, Almada, Alenquer, Lagos, Entroncamento, Alcácer do Sal, Fanhões (Loures), Pêro Pinheiro (Sintra), Castro Daire, Moita, Mira, Celorico da Beira, Estarreja e Santa Comba Dão.

Organiza anualmente um Festival de Bandas, com filarmónicas de todo o país. Atualmente a FIRA, sob a direcção musical de António Luís Mota, conta com 59 elementos, maioritariamente jovens. Desta associação faz parte também a Banda Juvenil de Abrunheira com cerca de 35 elementos, servindo de meio de transição entre a Escola de Música e a Filarmónica. Anualmente a FIRA realiza workshops destinados ao aperfeiçoamento musical e instrumental dos seus membros, no âmbito das atividades da Escola de Música.

FOI NOTÍCIA

Encontro de Bandas do Concelho de Montemor-o-Velho

Em 21 de setembro de 2019, um encontro de bandas reuniu 5 bandas e 195 músicos, na Igreja de Santa Maria da Alcáçova.

Grupo Folclórico da ACDS da Ereira
Folclore de Montemor-o-Velho

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Grupo Folclórico da Associação Cultural Desportiva e Recreativa (ACDR) de Meãs do Campo
  • Grupo Folclórico da ACDS da Ereira
  • Grupo Folclórico da Vila de Pereira
  • Rancho das Cantarinhas Flores das Tricanas de Abrunheira
  • Rancho dos Malmequeres de Reveles
  • Rancho Folclórico Amores Perfeitos do Bebedouro
  • Rancho Folclórico do Centro Beira Mondego de Santo Varão
  • Rancho Folclórico e Regional do Seixo
Grupo Folclórico da ACDS da Ereira

O Grupo Folclórico da ACDS da Ereira é uma coletividade de natureza etnográfica da freguesia do concelho de Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra.

GFACDSE

Grupo Folclórico da ACDS da Ereira

Grupo Folclórico da ACDS da Ereira

Grupo Folclórico da Associação Cultural Desportiva e Recreativa (ACDR) de Meãs do Campo

O Grupo Folclórico e Etnográfico de Meãs do Campo é uma coletividade de natureza etnográfica da freguesia de Meãs do Campo, concelho de Montemor-o-Velho. Em 2019, realizou a 44ª edição do Festival do Grupo Folclórico da Associação Cultural Desportiva e Recreativa (ACDR) de Meãs do Campo.

Grupo Folclórico da Vila de Pereira

O Grupo Folclórico da Vila de Pereira foi fundado em 11 de abril de 1966, por Arlindo Ferreira de Almeida, Raul Simões Pereira, José Ferreira Torres, Padre Francisco Almeida e Álvaro Pereira Medina.

GFVP

Grupo Folclórico da Vila de Pereira

Grupo Folclórico da Vila de Pereira

Rancho das Cantarinhas Flores das Tricanas de Abrunheira

No dia 5 de maio de 2019, foi dado o arranque oficial das comemorações dos 100 anos do Rancho das Cantarinhas Flores das Tricanas de Abrunheira (secção de folclore da FIRA-Filarmónica Instrução e Recreio de Abrunheira), no Parque Dr. António J. Simões, na Abrunheira, com o Encontro Concelhio de Folclore-Abrunheira’2019.

Organizada pela FIRA e com os apoios institucionais da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho (CMMV) e da União de Freguesias de Abrunheira, Verride e Vila Nova da Barca (UFAVVNB), a iniciativa reuniu oito grupos do concelho: Rancho das Cantarinhas Flores das Tricanas de Abrunheira, Grupo Folclórico da Vila de Pereira, Rancho Folclórico da Carapinheira, Rancho Folclórico Amores Perfeitos do Bebedouro, Grupo Folclórico da ACDR das Meãs, Grupo Folclórico da Ereira, Rancho Folclórico e Regional do Seixo e Rancho dos Malmequeres de Reveles.

RCFTA

Rancho das Cantarinhas Flores das Tricanas de Abrunheira

Rancho das Cantarinhas Flores das Tricanas de Abrunheira

Rancho folclórico Os Malmequeres de Reveles

O Rancho folclórico Os Malmequeres de Reveles é uma coletividade de natureza etnográfica do concelho de Montemor-o-Velho.

RFMR

Rancho Folclórico Os Malmequeres de Reveles

Rancho Folclórico Os Malmequeres de Reveles

Rancho Folclórico Amores Perfeitos do Bebedouro

O Rancho Folclórico Amores Perfeitos do Bebedouro foi fundado em 3 de março de 1979. Iniciou a atividade com 12 pares, dos 4 aos 10 anos, daí o nome de Amores Perfeitos.

RFAPB

Rancho Folclórico Amores Perfeitos do Bebedouro

Rancho Folclórico Amores Perfeitos do Bebedouro

Rancho Folclórico do Centro Beira Mondego de Santo Varão

O Rancho Folclórico do Centro Beira Mondego de Santo Varão é uma coletividade de natureza etnográfica do concelho de Montemor-o-Velho.

RFCBMSV

Rancho Folclórico do Centro Beira Mondego de Santo Varão

Rancho Folclórico do Centro Beira Mondego de Santo Varão

Rancho Folclórico e Regional do Seixo

O Rancho Folclórico e Regional do Seixo nasceu em 1970, depois de uma brincadeira carnavalesca. Em 1986 tornou-se membro efetivo na Federação do Folclore Português.

RFRS

Rancho Folclórico e Regional do Seixo

Rancho Folclórico e Regional do Seixo

Canto das almas

O “Cantar às Almas” é ritual católico que caiu em desuso e se mantém apenas pela ação de alguns grupos etnográficos, como o Grupo Folclórico e Etnográfico de Meãs do Campo. Na preparação para a Páscoa, na altura da Quaresma, existiam na aldeia e em outras vizinhas, certos rituais que preparavam a chegada desse momento.

Um dos rituais mais emblemáticos, e que hoje ainda se mantém na freguesia, é o “Cantar às Almas”. Um grupo de homens e mulheres percorria toda a aldeia, durante uma série de noites, para cantar ou rezar a cada porta (consoante o solicitado) pelas almas dos que já partiram, com o objetivo final de angariar fundos (em dinheiro ou géneros) para a igreja. Chegados a cada casa, tocavam a campainha (sineta) que transportavam para alertar os habitantes e chamavam: “Ó gentinha desta casa! Gentinha desta casa!”. O proprietário abria a porta ou a janela e era-lhe perguntado: “Tem a devoção de dar a esmolinha às benditas almas santas?”. Em caso de resposta afirmativa continuavam: “Quer que cante ou que reze?”. Se a resposta fosse cantar, o grupo pronunciava um vasto conjunto de quadras, que começavam recitadas pelos homens e que as mulheres terminavam. Se fosse para rezar, rezavam vários “Pai Nossos” e “Avé Marias”.

Fonte: Cultura em Casa, CMMV

 

Igreja da Misericórdia
Órgãos de tubos do concelho de Montemor-o-Velho [5]

Igreja Matriz de Arazede

[ Igreja Paroquial ] [ Nossa Senhora do Pranto ]

Igreja Matriz de Arazede

Igreja Matriz de Arazede

A Igreja Matriz de Arazede é um edifício de arquitetura religiosa dedicado a Nossa Senhora do Pranto.

Igreja da Misericórdia de Pereira

Igreja da Misericórdia

Igreja da Misericórdia

A Igreja da Misericórdia situada na freguesia de Pereira foi construída a partir da Capela de Nossa Senhora da Piedade, tendo sofrido obras e acrescentos ao longo dos séculos. É uma igreja de planta longitudinal, de uma só nave, com coro-alto assente em colunas. Tem capela-mor e, na nave, três retábulos e tribuna dos mesários suportada por colunas jónicas. (Em 1498, o Juiz da Confraria de Nossa Senhora da Piedade solicitou ao monarca, D. Manuel I, “Privilégio de Misericórdia”, uma mercê concedida, com Provisão e Compromisso, concretizados no ano de 1574, transformando-se em Irmandade de Misericórdia e constituída por 80 Irmãos.)

Igreja da Misericórdia de Tentúgal

Igreja da Misericórdia

Igreja da Misericórdia de Tentúgal

A Misericórdia de Tentúgal deve a sua fundação a D. Filipe I, por Alvará de 1583, e foi este monarca que mandou edificar a igreja.  Tentúgal foi das poucas vilas, em cuja Câmara, em 1580, se proclamou Rei a D. António Prior do Crato, apesar de D. Filipe I ter mandado construir a Misericórdia e ter concedido grandes privilégios ao Convento. As obras da Igreja começaram pela fachada por volta de 1583. O retábulo principal, da autoria de Tomé Velho, estava concluído em 1600. Em 1687/94 foi construída a tribuna dos mesários, obra de Francisco Rodrigues e em 1722 foi renovada a torre e certamente o alto da frontaria. Em 1914, ocorreram obras na Igreja, ficando profanada e daí a necessidade de a benzer. A licença e Provisão de bênção foi concedida em 1914. O arco existente entre a Igreja e a Casa do Despacho (entaipado) é anterior à extinção dos vínculos (1863) e dava serventia para os edifícios do beco. Os Monumentos Nacionais intervieram na Igreja por diversas vezes: em 1979, reconstruíram a cobertura em pré-esforçado; em 1981, repararam o teto e fachadas; e em 1986/87, realizaram obras de beneficiação (conclusão do restauro).

Órgão de armário

Órgão da Igreja de Misericórdia de Tentúgal

Órgão da Igreja de Misericórdia de Tentúgal

Perspetiva lateral

Órgão da Igreja de Misericórdia de Tentúgal

Órgão da Igreja de Misericórdia de Tentúgal

Manual

Órgão da Igreja de Misericórdia de Tentúgal

Órgão da Igreja de Misericórdia de Tentúgal

Igreja de Nossa Senhora dos Anjos

[ Igreja do antigo convento ]

O Convento de Nossa Senhora dos Anjos teve a sua origem numa pequena ermida pertencente a Diogo da Azambuja. Em 1494, o Papa Alexandre VI passou o breve da fundação do Convento dos frades eremitas de Santo Agostinho, sendo o seu principal impulsionador Diogo da Azambuja. As obras foram lentas, sendo a igreja a primeira a ser construída. No séc. XX foi classificado como Monumento Nacional e intervencionado. A planta é composta pela igreja, sacristia, cozinha, refeitório, claustro, sala do capítulo, celas, portaria e outras dependências.

Fonte: CMM

Igreja Matriz de Tentúgal

[ Nossa Senhora da Assunção ]

Igreja Matriz de Tentúgal

Igreja Matriz de Tentúgal

Em 1288 a igreja era doada ao mosteiro de Ceiça, por ordem de D. Dinis. Na época, era designada por igreja de Santa Maria de Mourão. Em 1420 o templo foi reconstruído a expensas do infante D. Pedro, duque de Coimbra e donatário da vila de Tentúgal. Nos séculos XVI e XVII a igreja foi objeto de novas campanhas de obras, que lhe conferiram a atual estrutura interior. Dedicada a Nossa Senhora da Assunção, a matriz de Tentúgal mantém a estrutura exterior original, muito simples e depurada. A fachada, dividida em dois registos, possui no primeiro portal com moldura em arco quebrado com duas arquivoltas e sem decoração ou capitéis, encimado por óculo no segundo registo. Do lado esquerdo foi adossada a torre, de planta quadrangular, rematada por merlões, à qual se acede por portal de arco quebrado precedido por escadas. As fachadas laterais são rematadas superiormente por cachorrada. Interiormente, o templo apresenta planta longitudinal de nave única, dividida por arcos de volta perfeita, que abrem para quatro capelas laterais. Do lado do Evangelho são dedicadas à Senhora da Boa Morte, com um retábulo dedicado a São Miguel, com tábuas do século XVII, e a Santo António, originalmente dedicada ao Espírito Santo, construída em 1580. As capelas do lado da Epístola são dedicadas a Nossa Senhora da Rosa, edificada em 1616, e a Nossa Senhora da Conceição (1632). A capela-mor, de planta retangular, possui retábulo de pedra policromado edificado cerca de 1545, possivelmente pela escola de João de Ruão. Dividido em três registos, o retábulo possui ao centro uma imagem da Virgem com o Menino – designada localmente como Nossa Senhora do Mourão. A imagem é ladeada por imagens de santos mártires. No registo superior foram esculpidos relevos com cenas da Vida da Virgem, ladeados por anjos músicos. O sacrário, colocado no registo inferior, é ladeado por dois baixos relevos representando São Pedro e São Paulo. Junto à capela-mor foram edificadas duas capelas colaterais. Do lado da Epístola, a capela do Sacramento, mandada edificar em 1575. A do Evangelho é denominada capela de Jesus e foi mandada edificar em meados do século XVI. O templo foi objecto de obras de reparação e beneficiação, tanto exteriores como interiores, entre os anos de 1995 e 2000.

Fonte: DGPC, Catarina Oliveira

Igreja do antigo Convento de Nossa Senhora do Carmo de Tentúgal

[ Convento de Nossa Senhora da Natividade ] [ Convento das Carmelitas ]

Igreja do antigo Convento de Nossa Senhora do Carmo de Tentúgal

Igreja do antigo Convento de Nossa Senhora do Carmo de Tentúgal

O convento de Nossa Senhora do Carmo de Tentúgal teve origem em 1560 ou 1565, quando o senhor da vila D. Francisco de Melo decidiu erguer um convento feminino de Carmelitas Descalças, solicitando a colaboração financeira da confraria de São Pedro e São Domingos da mesma localidade. Sobre esta primeira campanha de obras sabe-se que foi dirigida, entre 1584 e 1588 pelo mestre Tomé Velho (que trabalhou na Velha e em Santa Cruz de Coimbra) e que o risco do dormitório, de 1585, é devido ao mestre Jerónimo Francisco. O conjunto atual e que, por sua vez, se encontra parcialmente destruído, remonta ao século XVII, conforme é referido nas muitas datas que se exibem nas dependências conventuais. A extinção das Ordens Religiosas trouxe consigo a desagregação do convento, do qual apenas subsiste a igreja, a portaria, e algumas dependências. Assim, é mais antiga a capela-mor do templo, concluída em data próxima a 1616, reparada em 1630 e com comungatório desde 1666. Corresponde, certamente, à década de trinta do século XVII a grande campanha de obras de reforma. O portal da portaria e o da igreja (transversal conforme convém aos conventos femininos) empregam um vocabulário maneirista numa estrutura muito semelhante, sabendo-se que o último foi executado em 1633, conforme a data inscrita no seu lintel. Já o púlpito exibe o ano de 1632 e toda a igreja apresenta um silhar de azulejos de padrão do século XVII. No interior da igreja, a nave única é coberta por abóbada de caixotões lisos de cantaria, tal como a capela-mor, onde estes exibem relevos. Uma outra campanha decorativa foi responsável pelo retábulo-mor, de características rococó e muito possivelmente de fabrico coimbrão, e o teto apainelado do coro alto, realizado em 1757. Conserva-se nesse espaço o cadeiral seiscentista com 30 cadeiras depois ampliadas para 43.

Órgão histórico [ I ; 4(2+2) ] construído por Manuel Benito Gomes (Herrera), c. 1710, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria, em 2005, opus 48.