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Folclore em Mora

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Alentejo (Alto Alentejo)
  • Distrito: Évora
  • Concelho: Mora
Grupo Recreativo e Rancho Folclórico de Cabeção

O primeiro grupo de Cabeção nasceu em 1953, quando se deu a inauguração da luz elétrica. Após essa data, têm sido criados vários grupos para representar as tradições da sua terra.

O Grupo Recreativo e Rancho Folclórico de Cabeção atual foi fundado em 2004. Os trajes são fiéis aos usados em 1910 e representam, no caso feminino, a mondadeira, mulher do monte, aguadeira, traje domingueiro, entre outros. Os trajes masculinos são representados pelo pastor, arrozeiro, guarda portão, porqueiro, vindimeiro, tirador de cortiça e traje domingueiro.

Com cerca de 40 elementos, já atuou em festivais de folclore de norte a sul do país, e fez uma deslocação à Turquia.

Banda Filarmónica do Grupo Musical Paviense

Filarmónicas de Mora

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda Filarmónica do Grupo Musical Paviense

A Banda Filarmónica do Grupo Musical Paviense atuou pela primeira vez nas Festas do Santíssimo Sacramento, em Pavia, no dia 2 de setembro de 2017.

BFGMP

Banda Filarmónica do Grupo Musical Paviense

Banda Filarmónica do Grupo Musical Paviense

Padre António Marvão, coletor, de Mora
Músicos naturais do Concelho de Mora

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Padre António Marvão, coletor, de Mora

Padre António Marvão, coletor, de Mora

António Alfaiate Marvão nasceu a 23 de dezembro de 1903 na Amareleja. Fez os estudos primários numa escola da sua terra natal e aprendeu a tocar violino de forma autodidata. Concluídos os estudos primários, António exerceu a profissão de sapateiro, que veio a abandonar em 1927 para ingressar no Conservatório Nacional de Lisboa. Em1930, fundou uma orquestra de cordas em Santo Aleixo da Restauração.

Em 1931 ingressou no Seminário de Serpa, onde iniciou estudos eclesiásticos. Foi ordenado padre em 1940. De 1940 a 1942 foi prefeito e professor no seminário de Beja, altura em que surgiram as suas primeiras publicações. Em 1946 publicou o seu primeiro trabalho no Arquivo de Beja sobre o cante alentejano, apresentando as suas primeiras recolhas musicais de modas com texto e partitura. Em 1955, publicou o Cancioneiro Alentejano, uma obra pioneira sobre este repertório.

De 1956 a 1985 aprofundou as origens do cante alentejano, mantendo-se fiel à tese da origem do cante no fabordão do século XII. Foi membro de júri em comissões e concursos de folclore e dirigiu vários grupos corais alentejanos, que “ensinava” a cantar, com um cunho pessoal baseado na sua formação erudita. Faleceu, na terra que o viu nascer, a 2 de fevereiro de 1993.