Artigos

Academia de Música de Óbidos
Escolas de Música em Óbidos

Estabelecimentos do ensino de música no Concelho. Em geral, as bandas filarmónicas também possuem a sua escola de música: veja ao fundo informação sobre as bandas de música do Concelho.

Academia de Música de Óbidos

Estrada Nacional 8, 4
2510-082 Óbidos
Sítio: academiademusicaobidos.com

Academia de Música de Óbidos

Rancho Folclórico e Etnográfico da Capeleira
Folclore em Óbidos

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Rancho Folclórico do Vau
  • Rancho Folclórico e Etnográfico da Capeleira
  • Rancho Folclórico e Etnográfico do Arelho
  • Rancho Folclórico e Etnográfico “Estrelas do Arnóia”
  • Rancho Folclórico Infantil e Juvenil “As Caiadeiras” das Gaeiras
  • Rancho Folclórico “Os Populares” do Olho Marinho
Rancho Folclórico do Vau

No carnaval de 1980 um grupo de foliões organizou e deu forma a um rancho folclórico. Inicialmente pensado para o carnaval a ideia foi de tal modo aceite que, rapidamente, se levou a «brincadeira» a sério. Pretendia-se que o Rancho Folclórico fosse o grande animador das pesquisas etnográficas e folclóricas duma freguesia não muito rica nesse tipo de manifestações. Se o não chegou a ser por dificuldades várias, deve considerar-se ter sido o seu trabalho muito válido. Hoje está praticamente inativo.

Rancho Folclórico e Etnográfico da Capeleira

O grupo foi fundado em 1972 apenas com marchas de Carnaval e quatro ou cinco danças de folclore, mas só em 1986 foi constituída como associação. Em 2005, foi formado o rancho infantil, para assegurar a continuação do trabalho desenvolvido.

Os trajes são inspirados nas lides da lavoura pois essa era a atividade predominante da época que representa.

Desde 2004 tem também um grupo de danças medievais renascentistas para atuar em feiras e mercados medievais ou outros eventos dentro do contexto, denomina-se: “Grupo de Danças Antigas Josefa D’Óbidos”.

Em 2012 iniciou a atividade musical com a formação do grupo “Grupo de Música Antiga Josefa D’Óbidos” composto por flautas, timbalão e cromornes, com total de seis músicos.

Tel.: 918 110 679

Rancho Folclórico e Etnográfico da Capeleira

Rancho Folclórico e Etnográfico da Capeleira

Rancho Folclórico e Etnográfico do Arelho

O Rancho Folclórico e Etnográfico do Arelho foi fundado a 5 de janeiro de 2003. Desde então tem desenvolvido um trabalho de recolha, estudo, preservação e divulgação da cultura tradicional do Arelho e concelho de Óbidos.

O grupo é parte integrante do Centro Social Cultural Social Recreativo Arelhense, sócio da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura e sócio aderente da Federação do Folclore Português.

Pelos altos préstimos à cultura do concelho foi condecorado com a Medalha de Mérito da Câmara Municipal de Óbidos.

O grupo apresenta-se com trajes de trabalho e de festa e utiliza instrumentos tradicionais como harmónio, gaita-de-beiços, gaita-de-foles, pífaro de cana, bandolim, viola, viola toeira, cavaquinho, almude, ferrinhos, reco-reco e cana-rachada.

CONTACTOS

MORADA
Rua Principal, s/nº
Arelho
2510 – 191 Óbidos
Tel: 938 051 778
E-mail: rancho.arelho.obidos@gmail.com

Em 2019, decorre no no dia 9 de Junho uma atuação conjunta dos ranchos folclóricos do concelho de Óbidos, na Praça de Santa Maria, na vila de Óbidos. O evento foi organizado pela Comissão dos Ranchos Folclóricos do Concelho de Óbidos.

Rancho Folclórico e Etnográfico “Estrelas do Arnóia”

O Rancho Folclórico e Etnográfico “Estrelas do Arnóia” é uma associação de natureza cultural e etnográfica sediada  na Sancheira Grande, Óbidos.

Tlm. 910 368 667

Rancho Folclórico e Etnográfico “Estrelas do Arnóia”

Rancho Folclórico e Etnográfico “Estrelas do Arnóia”

Sociedade Musical e Recreativa Obidense
Filarmónicas de Óbidos

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Sociedade Musical e Recreativa Obidense

A Sociedade Musical e Recreativa Obidense (SMRO) adotou várias designações ao longo de mais de dois séculos de existência, desconhecendo-se com rigor a data da fundação. Entre 1885 e 1897 participou com a Banda Filarmónica de Lisboa em diversos eventos com o patrocínio do Município da capital. Em 1926, deu um concerto em Sintra.

A Banda da Sociedade Musical e Recreativa Obidense atravessa atualmente um período de grande atividade participando regularmente nos eventos culturais do concelho e da região: encontros de bandas, Festival Internacional de Bandas de Aveiras de Cima, Festival Internacional em Oliva de La Fronteira, em Espanha e na Cidade de Staffolo, em Itália. Foi tal o sucesso na digressão a Itália que a Banda e a Orquestra da Sociedade Musical e Recreativa Obidense passaram a ser convidadas frequentemente para participar nos festivais de Música seguintes, na cidade de Staffolo.

A Banda da Sociedade Musical e recreativa Obidense é constituída por 50 elementos, a Orquestra Ligeira por 24 elementos e a Orquestra Juvenil por 30 elementos. A Escola de Música da Sociedade Musical e Recreativa Obidense é frequentada por 40 alunos que de forma gratuita iniciam a sua Formação Musical até estarem aptos a fazer parte como músicos da Banda Filarmónica. Tem sido frequente a participação de jovens músicos da banda da S.M.R.O. em Cursos promovidos pela Fundação INATEL os quais têm representado uma mais-valia para quem os frequenta, contribuindo bastante para a evolução qualitativa da Banda. A banda da Sociedade Musical e Recreativa Obidense é dirigida pelo maestro João Raquel.

Sociedade Musical e Recreativa Obidense

Sociedade Musical e Recreativa Obidense

Óbidos e os seus órgãos de tubos [4]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Igreja Matriz de Óbidos

Igreja Matriz de Óbidos

Igreja Matriz de Óbidos

A origem desta igreja remontaria ao período visigótico, tendo sido convertida em mesquita durante a época muçulmana e reconvertida para o cristianismo após D. Afonso Henriques ter conquistado a vila, em 1148, consagrando-a ao culto mariano. A partir de 1210, a vila de Óbidos passou a pertencer à Casa das Rainhas, tendo beneficiado do mecenato artístico e religioso da Coroa nos seiscentos anos seguintes. As várias intervenções na Igreja de Santa Maria são um testemunho desse facto. O templo que hoje se ergue na Praça de Santa Maria, ao fundo da Rua Direita, data do século XVI e foi construído por iniciativa da rainha D. Leonor, esposa de D. João II. Nesta igreja se casou em 1441, o infante D. Afonso (mais tarde rei D. Afonso V de Portugal) com sua prima D. Isabel, tendo ele dez e ela oito anos de idade. A partir de 1571, dado o seu estado de ruína, foi profundamente remodelada, sob ordem da rainha D. Catarina de Áustria, passando a ter a configuração atual. À entrada, sobre o portal maneirista, vê-se uma imagem de N.S. da Assunção, padroeira da paróquia. Junto ao altar, há o túmulo renascentista de D. João de Noronha, que foi alcaide-mor de Óbidos no século XVI, obra-prima da escultura tumular renascentista, atribuída ao francês Nicolau Chanterenne. Podem contemplar-se pinturas de Baltazar Gomes Figueira e da célebre Josefa de Óbidos (1634-1684), que combinou o profano e o sagrado em atmosferas de suave sensualidade e misticismo, como no retábulo datado de 1611, que representa o Casamento Místico de Santa Catarina, e está exposto na sacristia. Grande parte da obra desta notável pintora (e do acervo da igreja) está conservada em museus, nomeadamente no de Óbidos. As paredes, revestidas de alto a baixo com azulejos setecentistas, e a cobertura de madeira pintada produzem um belo efeito decorativo, concebido por Francisco de Azevedo Caminha, também no século XVII.

No largo fronteiro à igreja, o pelourinho de pedra está decorado com uma rede de pesca. D. Leonor quis, assim, prestar homenagem aos pescadores que recolheram numa rede o corpo de seu filho D. Afonso, falecido na sequência de uma queda de cavalo junto à margem do Tejo.

A Igreja Paroquial de Santa Maria de Óbidos possui um órgão histórico da autoria de Joaquim António Peres Fontanes, construído no século XVIII, reparado por António Simões em 1994.

Igreja da Misericórdia  de Óbidos

Igreja da Misericórdia, Óbidos

Igreja da Misericórdia, Óbidos

Erigida na segunda metade do séc. XVI no lugar da primitiva capela do Espírito Santo a Igreja da Misericórdia possui um importante recheio artístico, destacando-se o portal e púlpito (ambos de 1596), o retábulo da capela mor com pinturas de André Reinoso (de 1628), o revestimento azulejar e Virgem com o Menino em cerâmica (ambos de cerca de 1630). A igreja da Misericórdia é a sede da Santa Casa, instituição de solidariedade fundada em Óbidos pela rainha D. Leonor, mulher de D. João II, na primeira década do século XVI.

A Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Óbidos possui um órgão de tubos.

Igreja de São Pedro

Igreja de São Pedro, Óbidos

Consagrada ao apóstolo S. Pedro, afetada pelo terramoto de 1755, na fachada a igreja conserva apenas vestígios do antigo portal gótico. No interior, merecem destaque imagens setecentistas que se referem a Santa Barbara, S. Pedro e S. Paulo. A abobadada capela-mor possui um aparatoso retábulo em talha dourada enquadrando uma tela de João da Costa (artista obidense) que representa S. Pedro a receber as chaves do céu. Aqui se encontra o famoso túmulo de Josefa de Óbidos. A talentosa artista foi aqui sepultada, a seu pedido, com o intuito ficar perto da sua madrinha mística, Nossa Senhora do Rosário.

A Igreja de São Pedro possui um órgão histórico.

Santuário do Senhor Jesus da Pedra

Igreja do Senhor Jesus da Pedra, templo com órgão de tubos

Igreja do Senhor Jesus da Pedra

Localizado à entrada da Vila de Óbidos, na estrada que liga à cidade de Caldas da Rainha, o Santuário do Senhor Jesus da Pedra está repleto de particulares arquitetónicas nomeadamente as janelas invertidas e uma planta que conjuga planos cilíndricos no seu exterior como hexagonais no seu interior. Foi construído em 1747 e tem como arquiteto o Capitão Rodrigo Franco. O interior é composto por 3 capelas, uma dedicada ao Calvário (capela-mor) onde se destaca a pintura de André Gonçalves e as suas outras 2 capelas laterais devotas à Nossa Senhora da Conceição e à Morte de São José com pinturas de José da Costa Negreiros. Um dos pontos altos da visita é a imagem de pedra de Cristo crucificado, em maquineta própria no altar-mor, figura essa que se encontrava numa ermida junto à estrada que liga a Vila de Óbidos à cidade de Caldas da Rainha.

A Igreja do Senhor Jesus da Pedra possui um órgão histórico.