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Escola de Música Tradicional Alentejana
Escolas de Música em Odemira

Estabelecimentos do ensino especializado de música no Concelho. Em geral, as bandas filarmónicas também possuem a sua escola de música: veja ao fundo informação sobre as bandas de música do Concelho.

Escola de Música Tradicional Alentejana

Bairro 11 de Março, Armazém D
7630-125 Odemira
Sítio: emtalentejana.com
Tlm. (+00 351) 965 107 224

Em 2013, de modo informal, nascia o Projeto – Escola de Música Tradicional de Odemira (EMTO), que evoluiu em 2018 para Escola de Musica Tradicional Alentejana. A escola, fundada pelo Professor Marco Vieira, viria rapidamente a ganhar dimensão, contando com mais de 100 alunos, dentro e fora do Concelho de Odemira.

Marco Vieira, ex-baixista da banda Pólo Norte escolheu o Concelho de Odemira para aí viver com a sua família. Ao deparar-se com a quase inexistência de atividade musical no Concelho, contrastando com uma herança cultural riquíssima e quase esquecida, decidiu recuperar as tradições musicais do Concelho.

Em 2014 nascia a Associação Multicultural de Odemira – AMO – que seria o suporte para o empreendimento deste e de novos projetos.

As aulas foram desde início destinadas a famílias. O objetivo era proporcionar uma atividade em que as várias gerações pudessem participar, fomentando-se a partilha de experiências e de valores, aliados ao ensino de música tradicional.

Com resultados tão positivos estabeleceu-se a meta de tornar as aulas da EMTO verdadeiramente inclusivas. Assim estendeu-se o ensino de música tradicional à Associação de Paralisia Cerebral de Odemira (APCO), ao Estabelecimento Prisional de Odemira (EPO) e ao Centro de Dia da Zambujeira do Mar (Associação de Solidariedade Social Nossa Senhora do Mar).

Escola de Música Tradicional Alentejana

Escola de Música Tradicional Alentejana

Em cada um destes projetos de ensino, foram estabelecidas parcerias de modo a que, em conjunto com os técnicos de cada estabelecimento, fossem programadas atividades e definidos objetivos concretos. As três instituições abraçaram o projeto da EMTO, sendo visíveis os resultados positivos da aprendizagem e celebração da cultura tradicional alentejana.

Foi igualmente implementado o ensino de música tradicional nas escolas do 1º Ciclo do Concelho, através de uma parceria com a Associação Tic Tac.

Realizada uma breve pesquisa acerca das tradições musicais do Concelho de Odemira, tornou-se evidente a presença de um instrumento, cuja história remonta a séculos passados – a viola campaniça, que já tinha poucos tocadores no Concelho. Adquirir este instrumento era também difícil, uma vez que restavam apenas 2 mestres que se dedicavam à sua construção: Daniel Luz e Amílcar Silva (já falecido), ambos artesãos do Concelho de Odemira.

A EMTO estabeleceu então como objetivo assegurar a construção deste instrumento, promovendo a realização do 1º Curso de Construção de Violas Campaniças, sob a orientação técnica do Mestre Daniel Luz.

Estão já formados os primeiros 6 artesão e encontra-se em fase de conclusão a segunda edição desta formação.

A AMO e EMTO inauguraram em 2016 a Casa do Cante de Odemira. A criação deste espaço visou não apenas a promoção do Cante, mas de toda a cultura musical de Odemira. Este é já um local de visita obrigatória no Concelho, com exposições sobre construção de violas campaniças, cordofones tradicionais portugueses, instrumentos de percussão e etnografia. Aqui são dinamizadas workshops e encontros da comunidade.

O número de alunos da escola continua a crescer e a vontade de fazer sempre mais e melhor é sentida por todos quantos integram o projeto.

Com diversos Grupos de Música Tradicional já formados, a EMTO percorre festividades e eventos dentro e fora do seu Concelho, com animações de Turismos Rurais, Oficinas e palestras. Nesta mais recente área de atividade, destaca-se a Oficina de Instrumentos Tradicionais.

Esta atividade tem como principais objetivos divulgar os instrumentos tradicionais portugueses, demonstrando como se toca cavaquinho ou viola campaniça, proporcionando ao público a possibilidade de aprender de forma simples, as bases da sua execução.

Através da oficina de Cavaquinho, durante a qual se ensinam as “Modas Alentejanas”, pretende-se fomentar o gosto pelos nossos instrumentos tradicionais, semeando no público a vontade de dar continuidade a esta aprendizagem, através da formação de grupos locais/ regionais.

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vila Nova de Milfontes
Folclore em Odemira

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Alentejo (Alentejo Litoral)
  • Distrito: Beja
  • Concelho: Odemira
Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vila Nova de Milfontes

O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vila Nova de Milfontes foi fundado em 1996. Tem como principal objetivo preservar os usos, costumes e tradições do folclore da região do Alentejo. A sua primeira atuação teve como padrinho o Rancho Folclórico Cinco Estrelas de Abril de Grândola e, a partir daí, o Rancho tem percorrido Portugal de norte a sul, tendo dezenas de atuações por ano, tendo já participado em duas atuações em direto para a RTP com transmissão para o Mundo.

O grupo é constituído por cerca de trinta elementos, das mais variadas idades e proveniências do concelho. Apresenta os trajes típicos da região, como os trajes domingueiros, a de ceifeira, pescador, padeira, trabalhador do campo, lavadeiras, almocreves, mondadeiras. Sendo o único grupo de folclore no concelho de Odemira, são dançadas várias músicas recolhidas no concelho, entre as quais se destaca a “Dança da Deca”.

A sua tocata é composta por bombos, acordeão, ferrinhos, reco-reco, viola, maracas, infusa de lata, pandeiretas e vozes, assumindo aqui também um traço de identidade do mundo rural.

Anualmente, em agosto, também organiza um Festival de Ranchos Folclóricos sendo anfitrião de outros grupos provenientes de todo país.

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vila Nova de Milfontes

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vila Nova de Milfontes

Banda Filarmónica de Odemira

Filarmónicas de Odemira

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

Banda Filarmónica de Odemira

A Banda Filarmónica de Odemira, bem como a sua Escola de Música, foram fundadas a 15 de dezembro de 1989, nas instalações da Junta de Freguesia de Santa Maria. Em 1990, Odemira viu sair à rua a sua “Banda Filarmónica”. Devido à grande afluência de jovens interessados na música, a banda foi instalada na sede da antiga Sociedade Recreativa, existente em Odemira.

Cerca de quatro anos mais tarde e devido a um certo grau de degradação das instalações e também a necessidade de um espaço maior, o então Presidente da Câmara Municipal conseguiu estabelecer um acordo com a Direcção Geral de Saúde de Beja do qual resultou a autorização para efetuar obras na velha Casa do Povo para a Banda se instalar, onde ainda é a sua sede. A Banda fez numerosas  atuações, incluindo festivais (Festival Internacional de Bandas Filarmónicas da Sociedade Filarmónica União Arrentelense, Festival de Bandas do Litoral Alentejano e o Jubileu dos Músicos, em Fátima.

A Banda Filarmónica de Odemira conseguiu renovar o seu instrumental contando com o apoio do Ministério da Cultura, nomeadamente no Programa de Apoio a Filarmónicas Alentejanas. Organiza anualmente um encontro de Bandas, no ano de 2001 decorreu a sua 4ª. Edição, integrada nas comemorações do 12º. A Escola de Música funciona na sede da Banda Filarmónica, sita do Edifício da Casa do Povo, em Odemira. Daniel Batista é maestro da Banda Filarmónica, desde 2013.

BFO

Banda Filarmónica de Odemira

Banda Filarmónica de Odemira

Carlos Costa, músico, Trio Odemira
Músicos de Odemira

[ Musorbis, um projeto nacional que aproxima os munícipes do seu património musical. ]

  • Carlos Costa (1941-2021)
  • Júlio Costa (1936-2021)

Os irmãos Carlos e Júlio Costa foram para Odemira com 13 e 5 anos respetivamente, onde viveram durante 20 anos. Em 1956, formaram o conjunto “Os Dois de Odemira” e participaram em vários concursos destinados a novos talentos, tendo vencido um promovido pelo programa radiofónico “Companheiros da Alegria”, de Igrejas Caeiro.

Em 1957, com a entrada de José Ribeiro, que permaneceu no grupo durante 22 anos, nasceu o Trio Odemira. Nesse mesmo ano gravaram o primeiro disco (LP) pela Valentim de Carvalho, para a Columbia, com “Rio Mira”, que se tornou um grande sucesso, seguido por outros temas, como “Malagueña”, de Elpídio Ramirez e “Ama, coração e vida”, de Pedro Flores. Sucederam-se discos, contratos, participações em programas especiais de televisão, digressões pelo Mundo.

Carlos Costa

Carlos Costa, músico, Trio Odemira

Carlos Costa, músico, Trio Odemira

Em 1958 fizeram a sua primeira digressão a África, passando por Angola, Congo Belga, Moçambique e África do Sul. Em 1960 foram atuar em Bilbau, onde fizeram parte do primeiro programa da televisão espanhola. Em 1963 atuaram em Inglaterra, Suécia, Finlândia, e Dinamarca. Em 1965 participaram na Asta Convention, em Hong-Kong, atuaram também na Tailândia, Filipinas, Japão, Israel e Grécia. Em 1967 atuaram durante dois meses com Tony de Matos nos Estados unidos e Canadá.

Neste período gravaram: “Guantanamera”, “História de um amor”, “Cartas de amor”, “El reloj”, “Vocês sabem lá”, “Perfidia”, “Alma, coração e vida”, “Rio Mira”, “Lembra-te ó Ana”, “Abalei do Alentejo”, “Caminito”, “Ruega por nosostros”, “Una aventura mas”, “Quiereme mucho”, “Ciau amore”, “És a minha canção”, “A praia”, “Malagueña”, “Cielito lindo”, “Canção do Mar”, “Porto Santo”, “Guarijita”, “Confesso”, “Gritenme piedras del campo”, “Rua sem luz”, “Foi Deus”, “Mi Buenos Aires querido”, “Canção da Beira Baixa”, “Llevame”, “Mar y cielo”, “Fadinho triste”, “Fado de Santa Cruz”, “Sin un amor”, “Lisboa antiga” e “Esperame en el cielo”.

Em 1969, estiveram por um período de oito meses em Montreal, no melhor hotel de Canadá, Place Ville Marie, onde foram convidados a pertencer ao sindicato americano dos artistas. Em 1970, regressaram a Portugal e compraram “O Timpanas”, restaurante típico em Alcântara, e “A Varanda do Chanceler”, restaurante de luxo em Alfama, que mantiveram durante oito anos, o que abrandou a sua atividade musical. Em 1978, com a venda dos restaurantes, voltaram a dedicar-se em força à música.

Na década de 1980 obtiveram muito sucesso com vários temas, como “Maldita tu, Ana Maria”, “O anel de noivado” e “No reino do amor”. Estes três temas, cujas letras são da autoria de Júlio Costa, ajudaram muito a popularizar o grupo e pode dizer-se que ainda hoje são as preferidas do público. Foi por esta altura que se juntou ao grupo o Juca, filho de Carlos Costa, embora por pouco tempo. Participaram no último disco de Carlos Paião “Intervalo”.

Em 1993, a EMI recompilou “35 primaveras: as primeiras gravações: 1957/1967”. Em 1998 receberam a medalha de mérito da Câmara Municipal de Almada.

No ano 2000 a RTP gravou “45 anos do Trio Odemira”, um espetáculo com o Septeto Café, que decorreu no Coliseu dos Recreios. Em 2005, celebraram os 50 anos de carreira com a edição do disco “Portugal Latino”, com temas como “As minhas mãos nas tuas”, “Ala vera del caminho”, “Anel de noivado” e ritmos sul-americanos, como “À média luz”, “La Cumparsita”, “Si piensas” e “Guantanamera”. Recuperaram também “Foi Deus” e “Novo fado da Severa”, dois temas cantados por Amália Rodrigues. Vânia Marotti participou no disco com quatro canções. Nesta fase gravaram o CD – “Casualmente Clássicos”, onde sobressaem os temas “Avé Maria de Gounod” e “Una furtiva lágrima”, de Caetano Donizetti.

Em 2007, em comemoração dos seus 50 anos de carreira, foi lançado um livro sobre o percurso e memórias do grupo “Bodas de Ouro / Trio Odemira – 50 anos de Canções”. A editora Espacial lançou também o CD duplo “Grandes Êxitos – Trio Odemira – 50 anos”, incluindo seis temas inéditos e muitos outros sucessos, como “Anel de noivado”, “Nostalgia do amor”, “Amor com amor se paga”, “Aqueles olhos”, “Ansiedad” e outros.

Em 2019, o trio atuou, celebrando os 60 anos de carreira, no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, entre outros palcos e, em setembro de 2016, foi distinguido com Prémio de Mérito e Excelência Cidade de Moura, na área da Música.

Discografia

Álbuns

1985 – Request From México (LP)
1985 – Amor antigo (LP)
1995 – Margarita (CD, Vidisco)
2005 – Portugal Latino (CD, Ovação)

Singles

– Guantanamera
– Quien sera / Menino de Oiro (EP, RCA)
– Tango
– Reino do amor
– Maldita tu, Ana Maria
– Anel de noivado
– Onde estás coração / Tarantela (Single, Discossete 1987)

O Trio Odemira desempenhou um importante papel durante toda a carreira de Carlos Costa, divulgando o nome de Odemira (Portugal) e dando a conhecer as suas músicas. Atuou em inúmeras comunidades portuguesas no Mundo, gravou mais de mil canções integradas em centenas de discos e CD.

Os irmãos Costa mantiveram-se juntos no grupo, apenas o terceiro elemento variou ao longo dos anos, tendo estado com eles cerca de 15 o guitarrista Mingo Rangel.

Fonte: M. Ayres Roque, 17 maio 2016

Júlio Costa

Júlio Costa, músico, do Trio Odemira, faleceu no dia 12 de março de 2021, com 85 anos, cinco dias depois do seu irmão Carlos.

Júlio Costa

Júlio Costa, do Trio Odemira

Júlio Costa, do Trio Odemira

“Desaparecem assim, num curto espaço de tempo, os elementos fundadores de um dos mais longevos e sem dúvida profícuos grupos da história da música portuguesa”, disse o autor Paulo Vasco.

Step to Infinity
Músicos do Concelho de Odemira

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Conde Chacal (banda rock)
  • Contra-Mão (banda rock)
  • Dee Maras (banda rock)
  • FaxRock (banda rock)
  • Fil Costa (banda rock)
  • Rock Never Ends (banda rock)
  • Since Today (banda rock)
  • Step to Infinity (banda rock)
  • Suspeitos do Costume (banda rock)
  • Zombidos (banda rock)
Conde Chacal

Fundada em 2013, a banda de rock alternativo oriunda de Vila Nova de Milfontes, é constituída por Diogo Silva, bateria/voz e Tiago Coelho, baixo/voz. Com influências principais em Death From Above 1979 surgiu em 2012 o projeto Zipanjés, do qual nascem os temas Shitz to Yer Mates, Uivos Mudos e Crazy Thinking Driving Throught the Desert (Deep Shit ma Nigga). Pouco depois a banda mudou-se para Lisboa ao mesmo tempo que Diogo Silva ganhou um gosto por escrever em Português, dando uma outra maturidade à banda.

Contra-Mão

Contra-Mão é uma banda de rock/punk rock portuguesa que nasceu no dia 3 de outubro, em Odemira. Uma grande vontade de iniciar um projeto de originais levou a banda Rock Never Ends a criar os Contra-Mão, com temas cantados em português. É formada por André “Ribas”, guitarra solo, voz; Adriano Almeida, guitarra, voz; Ricardo Martins, baixo, voz; Lúcia Viana, voz; João “Carriço”, bateria.

Dee Maras

Com origem na pequena aldeia de São Luís, no concelho de Odemira, a banda Dee Maras formou-se no ano 2012 através de um gosto comum de 5 vizinhos pela musica acústica. A música é original e maioritariamente escrita em inglês devido ao vocalista Dee ter passado grande parte de sua vida na Inglaterra e País de Gales. A mudança para Portugal e a oportunidade de um concerto em Vila Nova de Milfontes, levou-o à procura de músicos para formar uma banda. Por fim juntaram-se a ele Juergen Moritz (guitarra), Miguel Patrício (baixo e voz), Carlota Ereira (voz) e Silvestre Martins (percussão e voz).

FaxRock

José Bonifácio é professor de música multidisciplinar e desde os anos 90, após ter regressado de um período fora do país, começou a lecionar na escola de música que instalou nas Brunheiras/Milfontes. Na mesma época começou a compor os seus temas sempre influenciado pelo rock e pelos blues.

Fil Costa

Fil Costa é um músico de Vila Nova de Milfontes e conta já com 10 anos de carreira a trabalhar como guitarrista em vários projetos de vários estilos. Desde o início da sua carreira começou a escrever originais e a gravá-los em estúdio. Encontra-se na fase final de gravação sua próxima “demo” que terá como título “As Bruxas”.

Rock Never Ends

Rock Never Ends é uma banda de versões de música rock, fundada a janeiro de 2011. É constituída por André “Ribas”,  guitarra solo, voz; Adriano Almeida, guitarra, voz; Ricardo Martins, baixo, voz; Lúcia Viana, voz; João “Carriço”, bateria.

Since Infinity

Since Today é uma Banda de HardCore constituída por Francisco Campos, voz; Rui Manilha, guitarra ritmo/solo (Back Vocals); Filipe Pinela, guitarra ritmo/solo; Ricardo Martins, baixo (Back Vocals), Pedro Soares, bateria.

Step to Infinity

Step to Infinity é uma banda Punk Rock constituída por Doga, guitarra ritmo/voz ; Peste, guitarra solo; Andril, baixo/coros; Perna, bateria. Começando em 2005 com dois amigos, a banda cresceu em 2009 para a formação atual. A força de vontade e amizade ajudaram-nos a criar temas originais como “You can change me”, “Vida de Ilusões” e “Perdido na Solidão”.

Suspeitos do Costume

Suspeitos do Costume é uma banda nascida no dia 1 de janeiro de 2013. Em maio de 2013 deu o 1º concerto em Odemira com os Vira Lata. Rapidamente somaram mais de uma dezena de concertos, um pouco por todo o País. A banda é constituída por Rui Matos “Manilha”, voz e guitarra; Telmo Carrilo, guitarra; Ricardo Martins, voz e baixo; João Emídio, bateria

Zoombidos

Zoombidos é uma banda rock constituída por Fil Costa, guitarra e voz; Pedro Marques, baixo; David Oliveira, bateria e voz. A banda Zoombidos é composta por três elementos com experiência musical que se juntaram num formato “Power Rock Trio” para dar ao pessoal que gosta de ver música ao vivo, especialmente, um repertório com clássicos do rock português dos anos 80.

Herdade Amália, Brejão, Odemira

MÚSICA À VISTA

Sugestões de património edificado em Odemira

A rota musicoturística do Musorbis para o Concelho de Odemira propõe-lhe uma ida à inspiradora Praia da Amália, umas férias na Herdade da Amália e visita à Nova Casa do Cante.

Praia da Amália

Inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, a Praia da Amália deve o seu nome ao facto de a fadista ter passado férias aqui, junto do mar, em busca de inspiração e descanso. A casa de férias recebe turistas, tendo uma vista privilegiada sobre a costa.

Praia da Amália

Praia da Amália, Brejão, Odemira

Praia da Amália, Brejão, Odemira

Amália em mural

Mural de Amália, na Praia da Amália, Brejão, créditos Viaje Comigo

Mural de Amália, na Praia da Amália, Brejão, créditos Viaje Comigo

Amália em mural

Mural de Amália, na Praia da Amália, Brejão, créditos Viaje Comigo

Mural de Amália, na Praia da Amália, Brejão, créditos Viaje Comigo

Amália em mural

Mural de Amália, na Praia da Amália, Brejão, créditos Viaje Comigo

Mural de Amália, na Praia da Amália, Brejão, créditos Viaje Comigo

Herdade Amália (Brejão)

Amália Rodrigues e César Seabra, seu marido durante 36 anos, adquiriram, na década de 60, uma propriedade na Costa Vicentina, onde foi edificada a sua deslumbrante e “transparente” casa de férias – um projeto do grande arquiteto Conceição e Silva. A Herdade Amália foi durante cerca de 30 anos um refúgio de férias para os dois. A Herdade dispunha de um acesso privativo à praia.

No entanto, de alma generosa, inclusiva e solidária, Amália cedeu através da sua propriedade acesso público à praia, que tem agora o nome de Praia Amália. É uma herdade onde, a cada momento, se materializa a sua presença e a sua enorme paixão pelas flores, pela Natureza e onde em cada objeto se reconhece e identifica a sua visão e gosto pela vida. É considerada tanto um marco histórico na vida da artista, como em toda a região e especificamente para o povo do Brejão, povoação localizada a 2 km. A Herdade está concedida à exploração para alojamento local, sendo que a Casa Principal disponibiliza 2 quartos (suites), sala de estar e de jantar enquadrados num único open space. Existe ainda uma segunda casa denominada Casa das Flores composta por dois T1.

A vida e obra de Amália Rodrigues foram recordadas, nos 20 anos da sua morte, com visitas, missa campal e uma noite de fados. O evento “Odemira Recorda Amália” (1920-1999), organizado pelo município, em parceria com a Fundação Amália e a Associação Cultural e de Desenvolvimento Económico-Social do Brejão, pretendeu homenagear “a grande voz do fado e manter viva a sua ligação ao território de Odemira”.

O evento marcou igualmente o arranque das comemorações do centenário do nascimento da fadista, com um programa de atividades em todo o país que se iria estender até ao final de 2020. O programa incluiu a exibição do filme “Amália”, do realizador Carlos Coelho da Silva, no Centro Sócio-Cultural do Brejão.

Odemira na casa de férias

Amália Rodrigues, na casa de férias, Brejão

Amália Rodrigues, na casa de férias, Brejão

Casa do Cante de Odemira

A Casa do Cante de Odemira foi inaugurada a 27 de novembro de 2016, domingo, celebrando o segundo aniversário classificação do cante alentejano como Património Imaterial da Humanidade. O novo espaço, situado no Bairro 11 de Março (Bairro da Cooperativa), em Odemira, “visa não apenas a promoção do cante, mas de toda a cultura musical de Odemira”.

“O nosso grande objetivo é criar condições para que o cante continue vivo no nosso concelho. E queremos que seja um espaço onde o cante seja espontâneo. Para isso, vamos ter várias atividades, sempre à volta do cante e da música de tradição, fazendo com que as pessoas continuem a dar força ao cante no concelho”, explica ao “Jornal do Sudoeste” Marco Vieira, responsável da Escola de Música Tradicional de Odemira (EMTO).

Segundo o músico, o novo espaço será “local de visita obrigatória” no concelho, com exposições sobre construção de violas campaniças, instrumentos e música tradicional, artes e ofícios, promoção de workshops e encontros da comunidade. “Não vai estar aberta todos os dias, pois não temos pessoal para isso, mas será também um sítio para mostrar a força do Alentejo e do nosso concelho a quem nos visita”, adiantou Marcos Vieira, explicando que o objetivo passará por trabalhar diretamente com os agentes turísticos, para que a Casa do Cante seja também um espaço de visita. “Além da Casa do Cante, temos logo ao lado a nossa oficina de violas campaniças, onde há quase sempre alunos a construir as suas violas”, acrescentou. Criada como espaço multiusos e multifacetado, “sempre ligado às raízes da música tradicional, onde o cante é ‘senhor e dono”, a nova Casa do Cante representou um investimento de cerca de 5.000 euros.

O investimento foi, segundo Marco Vieira, “garantido sobretudo pelas verbas angariadas pela própria escola (frequentada por cerca de 120 alunos), através da atuação dos seus grupos”. O projeto da Escola de Música Tradicional de Odemira foi fundado em 2013 por Marco Vieira, antigo baixista da banda “Pólo Norte”. Em 2014 nasceu a Associação Multicultural de Odemira (AMO) que se tornou “o suporte para o empreendimento” dos vários projetos.