Artigos

Conservatório de Música D. Dinis, Odivelas
Escolas de Música de Odivelas

O Ensino da Música no Concelho

Conservatório de Música D. Dinis

Em 1991/92, na ausência duma escola de música de carácter oficializado, celebrou-se um contrato de comodato com a Câmara Municipal de Loures. Deste modo ficavam garantidas as instalações e formalizam-se as diligências necessárias para junto do Ministério da Educação se constituir o Conservatório Regional de Loures. Em 2000, com a criação do Município de Odivelas, a designação inicial foi mudada para Conservatório de Música D. Dinis. Ao tomar D. Dinis como patrono, o Conservatório quis homenagear esse rei do séc. XIII/XIV que se encontra sepultado no concelho. D. Dinis ficou conhecido pelo desenvolvimento que proporcionou a Portugal, inclusive no incentivo que deu à arte e à poesia trovadoresca, sendo ele próprio autor de várias obras. O Conservatório de Música D. Dinis foi agraciado com a Medalha de Mérito Municipal.

Conservatório de Música D. Dinis, Odivelas

Conservatório de Música D. Dinis, Odivelas

Associação Coral de Odivelas
Coros de Odivelas

Grupos corais e atividades no Concelho

  • Associação Coral de Odivelas
  • comPASSOS
  • emCANTUS
  • entreOITAVAS
  • Grupo Coral Maria Gomes

A Associação Coral de Odivelas nasceu a 23 de agosto de 2015. Idealizado pelo maestro Pedro Santos Ferreira, este projeto musical acabou por ganhar forma e foi concretizado juntamente com um grupo de amigos. Nesse mesmo dia foi eleita uma comissão instaladora responsável pela criação oficial da Associação. A 6 de janeiro de 2016 foi criada formalmente a ACO – Associação Coral de Odivelas, com sede na freguesia de Odivelas, com o objetivo de fomentar a prática coral no concelho. Neste momento conta já com três coros, um adulto, emCANTUS, um juvenil, entreOITAVAS e um infantil, comPASSOS.

Associação Coral de Odivelas

Associação Coral de Odivelas

Para além dos ensaios semanais com os três coros, a ACO desenvolve várias atividades. Destaque para o concerto de Natal da Junta de Freguesia de Odivelas, que ocorre a meio de dezembro, e o concerto de Aniversário da ACO/Ano Novo, no início de janeiro. Em 2017, a ACO criou o “Encontro de Coros Juvenis do Concelho de Odivelas” que decorre todos os anos em maio. Em 2018, coorganizou com o Conservatório Dom Dinis, de Odivelas, a Carmina Burana, na Igreja da Ramada.

A Associação Coral de Odivelas pretende também desenvolver atividades que promovam a formação musical dos seus coralistas e associados, proporcionar à região a possibilidade de conhecer e ouvir música coral, e ao mesmo tempo afirmar um papel socialmente responsável, com a realização de concertos solidários cujas receitas ou bens revertem para instituições da região. A Associação trabalha, assim, para enriquecer a realidade cultural da freguesia e do concelho bem como tornar-se numa associação coral de referência no panorama nacional.

emCANTUS

Criado em setembro de 2015, o coro emCANTUS deu origem à Associação Coral de Odivelas. É um coro misto, constituído atualmente por cerca de 50 elementos com idades entre os 14 e os 46 anos. Teve a sua apresentação oficial no dia 20 de dezembro de 2015, no Pavilhão Polivalente de Odivelas, tendo mantido desde então ensaios regulares e diversos concertos. O repertório é bastante diversificado, passando por várias fases da história e diferentes estilos musicais.

No primeiro ano de vida, em 2016, produziu o primeiro espetáculo musical, o “Onde está a Noite?”. Em 2017, o emCANTUS foi o coro português convidado para participar no festival internacional “Lisbon on Stage”, organizado pela Interkultur. Em 2017 e 2018 participou no Festival Coros de Verão, na categoria “Pop, Jazz e Gospel”, tendo obtido um diploma de Ouro I (2017) e Ouro IV (2018).

Em 2018, participou na cantata Carmina Burana (versão para coro, dois pianos e percussão) em Odivelas, juntamente com o Coro de Câmara do Conservatório Dom Dinis. No mesmo ano, a convite da Inatel, apresentou a mesma cantata, numa versão para coro e banda, na Aula Magna, acompanhado pela Camerata Vocal de Torres Vedras e pela Banda dos Bombeiros de Loures.

Em 2018 teve o seu primeiro concerto internacional, no XX Europa Cantat em Tallinn, na Estónia. Em novembro, em nova parceria, desta vez com o coro emotionVoices, o emCANTUS apresentou a obra de Dan Forrest, “Requiem For the Living”, acompanhados pela orquestra Círculo de Música de Câmara. Em2019 produziu o espetáculo “100 Vozes e Um Complexo de Ariel”, com encenação de Francisco Pessoa Júnior. Em novembro do mesmo ano, esteve pela primeira vez no Algarve, no XLII Festival de Coros do Algarve, em Lagos.

emCANTUS

emCANTUS

Ainda em 2019, o emCANTUS voltou a apresentar a Carmina Burana, desta vez no âmbito das comemorações dos 40 anos da cidade de Torres Vedras. Contou com a companhia da Camerata Vocal de Torres Vedras, do Coro Municipal da Lourinhã, do Coro da Escola de Música Luís Maldonado Rodrigues e da Banda dos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras.

É dirigido pelo maestro Pedro Santos Ferreira desde a sua criação.

entreOITAVAS

O entreOITAVAS é um coro juvenil composto por cerca de 20 jovens com idades entre os 10 e os 15 anos. Sem um estilo definido, o repertório é essencialmente ligeiro. O grupo teve o primeiro ensaio a 7 de novembro de 2016 e a primeira apresentação oficial a 17 de dezembro do mesmo ano, ambos no Pavilhão Polivalente de Odivelas.

A Associação Coral de Odivelas e o entreOITAVAS, organizam anualmente o Encontro de Coros Juvenis do Concelho de Odivelas que conta já com três edições. Em 2018, o coro participou na cantata “Carmina Burana” e em junho apresentou na Malaposta o primeiro espetáculo, intitulado “Músicas do Mundo”. Em 2019, o entreOITAVAS subiu ao palco com o espetáculo “100 Vozes e Um Complexo de Ariel”, aquela que foi a primeira participação conjunta com os três coros da Associação Coral de Odivelas.

comPASSOS

O coro infantil comPASSOS nasceu da necessidade de continuar a dar resposta às necessidades da cidade de Odivelas. O primeiro ensaio deu-se no dia 12 de novembro de 2018 e o grupo conta já com cerca de 20 crianças entre os 6 e os 9 anos. Na curta história, o coro tem participado nos concertos de Natal e de aniversário da Associação e fez também parte do espetáculo “100 Vozes e Um Complexo de Ariel”, juntamente com os outros dois coros da Associação.

Grupo Coral Maria Gomes

O Grupo Coral Maria Gomes nasceu no ano letivo de 2000/01 da vontade de um grupo de professores de escolas do Concelho de Odivelas que, na Sociedade Musical Odivelense, encontrou o apoio e as estruturas que necessitava. Perfilhou o nome de Maria Gomes em homenagem a uma das paladinas das atividades culturais da Sociedade. Tem, desde a sua criação, atuações regulares, quer na época natalícia, quer nas Janeiras, quer por alturas do aniversário da SMO, das comemorações do 25 de Abril ou do Dia da Música. O seu reportório é muito diversificado, abrangendo a música polifónica e a música popular portuguesa. Desde setembro de 2019 é regido pelo Maestro João Pedro Santos.

Coreto de Odivelas

MÚSICA À VISTA

Sugestões de património edificado

para uma rota musicoturística no Concelho de Odivelas

Coretos

Obras de arte edificadas em função da música, os coretos marcaram uma época em que não existiam emissões radiofónicas de música, mas continuam a ser muito importantes para a divulgação e fruição musical. A bandas filarmónicas e fanfarras faziam e fazem ouvir as suas obras e repertórios nos coretos situados em locais públicos centrais, muitas vezes junto à igreja matriz, capela ou santuário.

Odivelas . Jardim D. Dinis . Odivelas

No Concelho de Odivelas existem dois coretos: o de Caneças e o Odivelas. O de Odivelas. situa-se no centro histórico, no Jardim e Largo D. Dinis. A sua construção teve início em 1910 e terminou em 1913, tendo sido feito com donativos da população da freguesia de Odivelas e pela Sociedade Musical Odivelense para a exibição, em lugar público, da sua banda. Inicialmente localizado no centro do Largo D. Dinis, no local hoje ocupado pela estátua da Rainha Santa, o coreto foi transferido em 1951/1952 para o jardim com o mesmo nome.

Coreto

Coreto de Odivelas

Coreto de Odivelas

SMO

Sede da Sociedade Musical Odivelense

Sede da Sociedade Musical Odivelense

Odivelas . Rua Maria Gomes da Silva

A SMO, com sala de espetáculos, tem sede na R. Maria Gomes da Silva Santos 7, 2675-282 Odivelas.

SMO, pormenor

Sede da Sociedade Musical Odivelense, iconografia

Sede da Sociedade Musical Odivelense, iconografia

Vila de Caneças . Largo Vieira Caldas . Coreto

O da vila de Caneças foi construído no Largo do Rossio, atualmente Largo Vieira Caldas, em 1909, local de concentração da população assim como dos veraneantes lisboetas. A sua construção teve como objetivo proporcionar à Banda da Sociedade Musical de Caneças um lugar público para exibir as suas peças musicais.

Coreto

Coreto da Vila de Caneças, Odivelas

Coreto da Vila de Caneças, Odivelas

Sociedade Musical Odivelense, créditos Franca Franchi 2017
Filarmónicas de Odivelas

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

  • Banda Filarmónica da Sociedade Musical e Desportiva de Caneças
  • Sociedade Musical Odivelense
Banda Filarmónica da Sociedade Musical e Desportiva de Caneças

A Banda Filarmónica da SMDC está formalmente em atividade desde 1880, fruto da fusão de duas outras bandas ao tempo existentes na freguesia, a “Real Fanfarra” e a “Avante Canecense”, passando a designar-se “Sociedade Musical de Caneças”. A partir de 1973, na sequência de outra fusão, desta vez com o “Clube Desportivo de Caneças”, a coletividade adotou a denominação atual.

Ao longo de mais de cem anos a Banda de Caneças tem mantido atividade com alguma regularidade. No seu currículo contam-se participações em inúmeros festivais e encontros de bandas, procissões, arruadas e outras manifestações de caráter cultural e desportivo, em território nacional e no estrangeiro. Na década de setenta, com o crescimento do interesse pela música manifestado por muitos jovens da freguesia, decidiu-se a criação de uma Escola de Música na coletividade, com ensino gratuito, garantindo dessa forma a sobrevivência da banda.

Após um período de crise, a banda entrou em 1995 numa fase de profunda reestruturação e renovação dos quadros. Aproveitou muito do trabalho que vinha sendo feito na Escola de Música da coletividade, sob a orientação do atual Maestro, Carlos Alberto Gomes, e conta hoje, em média, com 60 figuras. A realização mais importante da filarmónica é atualmente a organização anual do seu Festival de Bandas Amadoras, projeto iniciado em 2000. Pelo Festival têm passado algumas das melhores formações nacionais e, na edição de 2003, contou com a presença de uma banda de Espanha.

Sociedade Musical Odivelense

A Sociedade Musical Odivelense é uma das sociedades com mais história da região e uma das mais antigas, criando prestígio e fama ao longo da região em contexto de bandas filarmónicas, e a sua ação na freguesia de Odivelas assenta na sua Escola de Música, na Banda de Música e no Grupo Coral ”Maria Gomes”, Teatro e Dança. Estas atividades desenvolvem-se de forma articulada, proporcionando aos alunos da Escola de Música, aos elementos do Grupo Coral e aos praticantes de outras atividades a apresentação de trabalhos aonde as várias actividades interagem proporcionando espetáculos de prestígio.

SMO

Sociedade Musical Odivelense, créditos Franca Franchi 2017

Sociedade Musical Odivelense, créditos Franca Franchi 2017

É uma organização sem fins lucrativos cujo objetivo principal é a promoção da atividade cultural e musical, sendo um dos seus elementos nucleares, a banda. A sua certidão de nascimento é datada de 28 de junho de 1863 (na altura pertencia ao Concelho de Belém. No ano da sua criação no mesmo mês, surgiriam no futuro Concelho de Loures mais duas Filarmónicas, a da Sociedade Filarmónica de Bucelas e a dos Bombeiros Voluntários do Zambujal.

Embora a Banda Musical tenha sido sempre o foco da atividade da organização, a SMO foi precursora na promoção de outras propostas culturais. Em 1894, começam a ser promovidos espetáculos de Teatro na então Sociedade Philarmónica Odivellense. Em 1898, foi criada a partir da SMO, a Sociedade União 29 de Junho, com sede na atual Rua António Maria Bravo nº14 em Odivelas e em 1903, foi criada a Banda dos Bombeiros Voluntários de Odivelas, a partir da Sociedade Musical Odivelense. Em 1905, passou a ter a designação de Sociedade Musical Odivelense – Banda dos Bombeiros Voluntários. Quando o atual Instituto de Odivelas passou a utilizar o antigo Convento de Odivelas, a Banda abrilhantava as festas daquela instituição de ensino, às quais assistiram as Rainhas D. Maria Pia, D. Amélia e o Infante D. Afonso de Bragança. Em 1909, a Banda foi convidada a tocar para o Rei D. Manuel II.

Até 1913, os concertos da Banda eram acontecimentos de rua, que tinham lugar em locais privilegiados como o Largo D. Dinis. Nesse mesmo ano, a Sociedade Musical Odivelense, juntamente com populares, construiu o Coreto de Odivelas, no meio do largo do Convento D. Dinis.

Desde o início da sua criação, a SMO não possuía uma sede fixa, usando vários locais temporários como sede. Em 1931, passou a dispor de um espaço próprio na Travessa da Mina, hoje Rua Maria Gomes da Silva Santos, parte integrante do núcleo antigo de Odivelas. Em 1936 foi autorizada a exploração do Salão de Festas como Cinema, ganhando assim consistência o projeto que virá a dar lugar ao Cine-Teatro.

A inauguração da Biblioteca foi realizada no 75º aniversário da SMO, em 1939, ficando a funcionar numa parte do primeiro andar da Sede da Sociedade. Os livros que passaram a fazer parte do acervo bibliotecário tiveram origem em doações de particulares. A Biblioteca António Maria Bravo assegurou esta função social e cultural por um longo período. Na sua Sede, em 1947, são efetuadas obras de remodelação do edifício, dotando-o de um 2º piso.

Em 1952, a Sociedade foi encerrada por determinação da Inspeção Geral de Espetáculos, com a alegação de que a mesma não reunia condições legais, vindo a reabrir em finais do ano de 1959. No mesmo ano de 1952,o coreto de Odivelas também alterou o seu local, saindo do meio do largo D. Dinis, dando esse lugar para a construção da estátua da Rainha Santa Isabel, para o lado lateral do largo.

Apesar da sociedade ter supostamente “encerrado”, existem diversos eventos da promoção da cultura e das atividades de recreio e lazer, criando um sentimento de resistência ao encerramento da sociedade e preparações para uma reabertura o mais rapidamente possível.

O da associação passou do antigo nome SMO – BBVO para o nome atual Sociedade Musical Odivelense. Em 1963, por forma a ser possível a sua participação nas comemorações do centenário da SMO, a Banda teve de recorrer a um número considerável de elementos externos contratados para o efeito. Em resultado dos elevados encargos derivados da contratação de músicos externos, a Direção deliberou suspender a atividade da Banda, o que se traduziu na sua extinção precisamente 100 anos após a sua criação.

Em 1979, foi criada uma escola de música para crianças a partir dos 5 anos, com o objetivo de ensinar gratuitamente música à população. Esta iniciativa permitiu que surgisse uma nova Banda em 1981, 18 anos depois da antiga Banda ter acabado, constituída por 28 jovens, dos 7 aos 15 anos. Em 1989, a Banda deslocou-se a França, onde deu vários concertos em Vic-le-Comt, Romagnat e na Ópera Municipal de Clermont-Ferrand, este último com uma audiência de 1200 pessoas. Em 1992, participou na Embaixada da Juventude à Expo’92 em Sevilha, a convite do Comissariado de Portugal para a Exposição Universal.

Entre os anos de 1993 e 1997, salienta-se a participação da Banda nos Festivais Ibéricos de Bandas Amadoras, organizados pela Câmara Municipal de Loures; Festas de Verão da cidade de Monção, Minho; Intercâmbio com a Banda Filarmónica Eborense de Évora; Encontro de Bandas nas cidades de Estremoz, Sabóia e Alcácer do Sal; Desfile na Expo’98; VIII Encontro de Bandas em Aveiras; Comemorações do Mês da Musica na cidade de Loulé, Algarve. Apresentou-se ainda no Teatro da Trindade, Lisboa, e no Centro Cultural da Malaposta, Olival Basto, nos quais atuou em conjunto com o Coro Lopes-Graça da Academia de Amadores de Música.

Em 2002, em conjunto com a Banda da Casa do Povo de Lavre e com os Coros de Mafra e da Academia Almadense, participou no concerto de Natal na Basílica do Convento de Mafra. No ano de 2003 destacam-se os concertos para a Federação Portuguesa das Coletividades de Cultura e Recreio no Parque das Nações em Lisboa. Em 2004 a Banda de Música da Sociedade Musical Odivelense realizou um concerto comemorativo dos 30 anos do 25 de Abril no Parlamento Europeu em Bruxelas.

Antigo mosteiro de São Dinis e São Bernardo, Odivelas
Órgãos de tubos do concelho de Odivelas [2]

Há no Cocnelho de Odivelas dois órgãos de tubos e o Conservatório D. Dinis tem a disciplina de Órgão, de que é professor o organista Daniel Oliveira.

Mosteiro de Odivelas

Antigo mosteiro de São Dinis e São Bernardo, Odivelas

Antigo mosteiro de São Dinis e São Bernardo

O Instituto de Odivelas (Infante D. Afonso) foi uma escola portuguesa pública de ensino não superior, tutelada pelo Exército e destinada a jovens do sexo feminino. Fundado a 14 de Janeiro de 1900 pelo irmão do rei D. Carlos, o Infante D. Afonso, estava sediado no Mosteiro de São Dinis (monumento nacional), em Odivelas.

No museu, antiga Casa do Capítulo do Mosteiro de São Dinis: existe um órgão histórico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus s/nº, construído em 1798.

Igreja da Póvoa de Santo Adrião

Igreja matriz da Póvoa de Santo Adrião

Igreja matriz da Póvoa de Santo Adrião

Data dos primeiros anos da centúria de Quinhentos a edificação da sua igreja matriz, como atesta o portal principal, em estilo manuelino. Ao longo do século XVI a igreja foi objeto de algumas campanhas de obras. A igreja possui estrutura de planta retangular desenvolvida longitudinalmente, havendo um marcado contraste entre o despojamento e austeridade do exterior e a riqueza decorativa interior. A fachada principal apresenta ao centro portal manuelino, em arco conopial, decorado com florões e encimado por janelão. À esquerda foi adossada torre sineira, de secção quadrangular. No portal lateral foi inscrita a data de 1560. O interior, de nave única, é coberto por teto de caixotões de madeira pintados com motivos vegetalistas, putti e símbolos alusivos à Eucaristia e ao Santíssimo Sacramento. As paredes da nave são revestidas por azulejos enxaquetados, verdes e brancos, e o coro-alto assenta sobre duas colunas de mármore vermelho. Do lado do Evangelho foi aberta a capela batismal, executada em 1546, e a capela seiscentista de Santo António, revestida com azulejos de tapete policromos e decorada por retábulo de talha dourada maneirista integrando quatro tábuas pintadas. Do lado da Epístola situa-se a capela de N.S. das Dores, com pintura do Calvário sobre tábua, sobreposta por crucifixo. A capela-mor, reconstruída nos finais do século XVIII, é coberta por abóbada de berço com caixotões e possui retábulo pintado em trompe l’oeil, de frontão interrompido, integrando uma tela da Última Ceia, executada em 1802 por Pedro Alexandrino, um dos maiores mestres da pintura portuguesa de finais do século XVIII, que morava numa quinta nos arredores da Póvoa de Santo Adrião. Nas paredes laterais da capela-mor foram colocadas quatro telas representando Doutores da Igreja, também atribuídas ao mestre lisboeta.

Fonte: Catarina Oliveira, GIF/IPPAR/2005

FOI NOTÍCIA

A aquisição de um órgão de tubos para a igreja da Póvoa de Santo Adrião, foi o culminar de um percurso que se iniciou com o uso do harmónio e, posteriormente, com os órgãos eletrónicos, na liturgia.

Com problemas relacionados com o seu sistema elétrico, o órgão existente tornou-se obsoleto e sujeito a falhas de impossível reparação. A solução foi mandar construir um órgão de tubos com capacidade e qualidades de sonorização capazes de servir para a nova igreja, tendo em conta espaços com acústicas diferentes.

O órgão mandado construir foi concebido para a Liturgia, podendo ter também uma dimensão cultural, desde que promova e dê a conhecer o riquíssimo património musical da igreja, através da realização de concertos (que normalmente acontecem na nossa paróquia, no Natal ou na Páscoa).

É um instrumento de seis registos que, em termos técnicos, se designa por “positivo”. O seu construtor é húngaro, é um mestre organeiro de prestígio, com trabalhos de restauro e de construção de novos órgãos em países como a França, Alemanha e Holanda. Sendo construído na Hungria, foram introduzidos alguns elementos que o tornarão num instrumento de características ibéricas, como a divisão do teclado. Uma outra particularidade encontra-se nos puxadores com os nomes dos registos em português gravados na porcelana. (…)

Cf. João Galvão psaob.no.sapo.pt, notícia recolhida e inserida na Meloteca a 27 de julho de 2007