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Nos Alive
Festivais de Oeiras

Festivais de música no Concelho

  • EDP Cool Jazz
  • Nos Alive

Em 2018, Festivais de Oeiras estiveram nomeados entre os melhores da Europa, nos European Festival Awards 2017. A lista final de nomeados para os European Festival Awards inclui seis festivais portugueses, dos quais dois deles se realizam em Oeiras – o EDP Cool Jazz e o Nos Alive. O Nos Alive esteve na luta pelo prémio de melhor “line-up” do ano, enquanto o EDP Cool Jazz, esteve nomeado para o prémio de melhor iniciativa ambiental, devido às diversas preocupações que o Festival tem ao nível da sustentabilidade.

Nos Alive

Nos Alive

Grupo de Folclore As Lavadeiras da Ribeira da Lage
Folclore em Oeiras

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Grupo de Folclore As Lavadeiras da Ribeira da Lage
  • Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega
  • Rancho Folclórico As Macanitas de Tercena
  • Rancho Folclórico Flores da Beira
  • Rancho Folclórico Infantil e Juvenil da Pedreira Italiana
  • Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage
  • Rancho Folclórico Os Rancheiros de Vila Fria
Grupo de Folclore As Lavadeiras da Ribeira da Lage

O Grupo de Folclore As Lavadeiras da Ribeira da Lage, está sediado no lugar da Lage, freguesia de Porto Salvo e concelho de Oeiras. Nascido em 1978,  tem como objetivo preservar a tradição saloia da região envolvente à Ribeira da Lage e dos locais por onde ela passa. Surge em particular destaque a lavadeira. Esta, pelo facto de se deslocar à capital com frequência, viria a tornar-se a mais emblemática figura saloia.

Grupo de Folclore As Lavadeiras da Ribeira da Lage

Grupo de Folclore As Lavadeiras da Ribeira da Lage

Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega

O Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega foi fundado a 19 de Abril de 2013. Pretende ser um lídimo representante das tradições, usos, costumes, folclore e etnografia das Terras da Nóbrega (que se encontram na sua maioria representadas geograficamente pelo atual Concelho de Ponte da Barca no nordeste da Província do Minho).  Sediado em Carnaxide, no Concelho de Oeiras, o grupo foi formado por um grupo de folcloristas, a maioria já com vários anos de experiência noutros agrupamentos de folclore minhoto. Contam com diversos anos de estudo, pesquisa e recolha naquela região fazendo do seu espólio de danças e cantares, lendas e narrativas, usos e costumes, trajes e indumentárias. Desde a sua fundação, a liderança técnica e executiva do Grupo está nas mãos de José Artur Brito.

GFTN

Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega

Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega

Rancho Folclórico As Macanitas de Tercena

A Associação Cultural de Tercena, dedica-se desde 1990, às atividades de Folclore, Teatro e Música, mantendo ao seu serviço várias dezenas de jovens. Danças como o «Milho Rei», «o Zé das Castanhas» e «Aleluia», são preciosidades do passado que são cantadas e dançadas em exclusivo por este grupo. Em 2001, o Rancho foi agraciado com a medalha de Mérito Municipal «Grau Cobre», da Câmara Municipal de Oeiras.

RFMT

Rancho Folclórico As Macanitas de Tercena

Rancho Folclórico As Macanitas de Tercena

Rancho Folclórico Flores da Beira

A Associação nasceu em 1987 com o intuito divulgar a cultura e tradições da região de Lafões no concelho de Oeiras, pelo País e no estrangeiro. Os seus fundadores tinham em mente criar uma instituição que pugnasse pelos interesses e bem estar dos residentes do lugar do Casal da Choca e de todos os lafonenses residentes no concelho de Oeiras ou nos concelhos limítrofes. O seu crescimento e a visão desta coletividade seria regida com princípios de cooperação solidariedade e igualdade entre todos os associados. Com trabalho árduo, conta ainda com os apoios da Câmara Municipal de Oeiras, de patrocinadores e amigos. A coletividade é um símbolo de inegável valor para o bairro do Casal da Choca e da sua freguesia, Porto Salvo, e um elemento agregador das gentes lafonenses e de todos os amantes ou simpatizantes do folclore e da cultura popular.

RFFB

Rancho Folclórico Flores da Beira

Rancho Folclórico Flores da Beira

O Rancho Infantil Flores da Beira foi fundado 1 de maio de 1997. Inicialmente era designado Escola de Folclore do Rancho Folclórico Flores da Beira, escola fundada em 1996 que pretendia ensinar aos mais novos os primeiros passos de folclore. Apresentou-se pela primeira vez em novembro de 1996 num magusto da coletividade com cerca de 15 elementos com idades entre os 3 e os 10 anos. Bailou modas que haviam sido bailadas pelo Rancho Adulto, 9 anos antes, aquando o seu início. A direção decidiu que tinha chegado o momento certo de para passar de Escola a Rancho Infantil. As modas, cantadas e bailadas outrora pelos nossos antepassados reportam-se os recreio das escolas e as Festas ou Romarias. Estas caracterizam-se por modas de roda simples mas de grande beleza para quem observa. Todas as modas do rancho são acompanhadas por uma tocata, símbolo de gente pobre e pacata desses tempos, onde se salienta a viola e a gaita-de-beiços. O Rancho Infantil Flores da Beira tem participado em Festivais de Norte a Sul do País, bem como em programas de televisão, festas e romarias.

O Grupo de Cantares Flores da Beira teve como origem a vontade expressa por todos os elementos que compõem o referido grupo em participarem numa atividade deste género cultural. Teve inicio em 2008 e a sua estreia foi na sede da associação no âmbito da comemoração do seu 21º aniversário. O grupo é composto por 10 elementos, dividindo-se por 5 cantadeiras, 1 acordeonista, 2 violas, 1 bombo e ferrinhos. O grupo tem tido várias atuações, tendo-se deslocado a Tábua (Vila Seca), Alcofra e outras localidades.

Rancho Folclórico Infantil e Juvenil da Pedreira Italiana

O Rancho Folclórico Infantil e Juvenil da Pedreira Italiana é uma associação de natureza etnográfica, sediada em Pedreira Italiana, na freguesia de Paço de Arcos, no concelho de Oeiras, constituída a 12 de outubro de 1993.

RFIJPI

Rancho Folclórico Infantil e Juvenil da Pedreira Italiana

Rancho Folclórico Infantil e Juvenil da Pedreira Italiana

Rancho Folclórico “Os Minhotos” da Ribeira da Lage

A Ribeira da Lage é uma localidade da freguesia de Porto Salvo, concelho de Oeiras, a escassa distância de Lisboa, devendo o seu nome a um dos afluentes do rio Tejo que nasce na serra de Sintra. Corria o ano de 1978 quando um grupo de minhotos que aí residiam e trabalhavam decidiu juntar-se para confraternizar, preservar as suas raízes culturais e dar a conhecer o folclore da nossa região. Assim nasceu o Rancho Folclórico “Os Minhotos” da Ribeira da Lage.

Tem por objetivo divulgar o tradicional folclore e as tradições minhotas pelo país. Ao longo do ano são vários os eventos promovidos pelo grupo entre os quais o Encontro de Tradições, o Festival de Inverno, o Aniversário do Rancho e um Encontro de Concertinas.

Apresenta Chulas, Cana Verdes, Viras e outras músicas que fazem parte da tradição do Alto Minho. O grupo é formado por cerca de 45 elementos entre dançarinos e tocata. A tocata é composta pela concertina, as castanholas, o bombo, os ferrinhos, o cavaquinho, a viola, o reco-reco, a pandeireta. Representam os mais variados concelhos e freguesias da região. Exibe trajes domingueiros e de trabalho, de mordoma e de dó, traje da Areosa e à vianesa.

Rancho Folclórico Os Rancheiros de Vila Fria

O Grupo Cultural de Vila Fria iniciou a sua atividade na Festa da Imaculada Conceição, a 08 de dezembro de 1982. Teve origem numa festa de encerramento de catequese organizada em junho desse ano na qual foram representadas pequenas peças de teatro e algumas danças populares. Em 06.02.1984 foi lavrada escritura e os seus estatutos foram publicados em Diário da República a 02.03.1984.

RFRVF

Rancho Folclórico Os Rancheiros de Vila Fria

Rancho Folclórico Os Rancheiros de Vila Fria

O rancho adquiriu a denominação de “os Rancheiros” devido a uma tradição centenária que entretanto se perdeu. Os rancheiros, ou romeiros, eram grupos de pessoas que se deslocavam em romaria à igreja de Nossa Senhora de Porto Salvo dançando e cantando as modas da sua terra. É formado essencialmente por jovens e o seu repertório apresenta danças e cantares de todo o país. Os trajes representam as diversas regiões de Portugal e o traje de rancheiro é apresentado como alusão à tradição. Desde a sua fundação o rancho folclórico é ensaiado pela Dna Odete Varanda, que tem sido a força e a alma deste rancho.

O Rancho tem atuado de Norte a Sul do País, sendo uma habitual presença em diversos festivais de folclore. Em 1997 deslocou-se em digressão aos Açores onde atuou em várias ilhas do arquipélago. Em 1998 foi um dos ranchos convidados para participar na Exposição Mundial de Lisboa. Em 1999 participou na Gala Internacional de Folclore de Mangualde e em 2001 organizou a I Gala Internacional de Folclore de Vila Fria. Participou no anúncio publicitário “Ligue” da Antena1, ilustrando a música popular portuguesa.

A atividade do Grupo Cultural de Vila Fria não se resume apenas ao rancho folclórico. Participa anualmente no Desfile de Marchas Populares do Concelho de Oeiras e tem ainda em atividade vários ateliês de dança, canto, música e ginástica. Participa anualmente na Mostra de Teatro Amador do Concelho de Oeiras, com o seu grupo cénico “Oficina de Teatro”.

Até 2000, a Associação funcionou em instalações cedidas por diversas entidades oficiais e particulares. A 07 de julho de 2000, o Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, inaugurou a nova sede social desta associação, cuja construção foi totalmente financiada pela edilidade.

EVENTOS

Entre os eventos realizados em Oeiras, destaca-se a Mostra de Folclore de Oeiras, que apresenta os grupos etnográficos do Concelho. Em 2019, decorreu no Quartel dos Bombeiros Voluntários de Barcarena.

Banda de Música da S.F.F.F.C

Filarmónicas de Oeiras

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

  • Banda da Sociedade de Instrução Musical de Porto Salvo
  • Banda da Sociedade Filarmónica e Fraternidade de Carnaxide
  • Banda do CCD da Câmara Municipal de Oeiras
  • Banda da Liga dos Amigos de Castelo Novo
  • Banda Musical de Oeiras
Banda da Sociedade de Instrução Musical de Porto Salvo

A Sociedade de Instrução Musical de Porto Salvo fundada em 15 de novembro de 1914. Inicialmente teve a designação de Grupo Musical Recreativo Portosalvense. Tomou, em 1931, o nome de Grupo de Instrução Musical de Porto Salvo. Em 25 de novembro de 1934 foi inaugurada a primeira Escola Primária da localidade, construída pelos sócios da SIMPS, com o apoio do Governo Civil de Lisboa. Em 1936, durante a Exposição Industrial, Agrícola e Pecuária de Oeiras exibiu-se o Rancho da Desfolhada, cujo poema é representativo da Sociedade.

SIMPS

Sociedade de Instrução Musical de Porto Salvo

Sociedade de Instrução Musical de Porto Salvo

Ao longo dos anos, a SIMPS tem participado em numerosos eventos, que vão desde a inauguração da luz elétrica em Porto Salvo, à da carreira de autocarros entre Paço d’Arcos-Porto Salvo-Cacém, bem como de outros nas localidades vizinhas. Em 1941 foi inaugurada a atual sede com o seu salão de baile, onde atuou pela primeira vez o Conjunto da SIMPS, de nome ” O SÓLIDO”. A Música tem sido a sua primeira razão de ser. Contudo outras há que têm tido grande importância, como o Ténis de Mesa e o Andebol, fundado em prol de Porto Salvo e dos nossos associados.

Banda da Sociedade Filarmónica e Fraternidade de Carnaxide

A Banda de Música da S.F.F.C surgiu nos primeiros meses de vida da Sociedade, tendo como primeiro regente o “Mestre Leonardo”. Em 1895, a Banda era composta por 24 elementos e, durante 24 anos, teve como regente José Maria Pimentel. Em 1919, assumiu a direção da Banda José Esteves Serra. De 1942 até 1966, a Banda foi dirigida pelo Tenente Francisco C. Vila Nova. Foi nesta época que a Banda mais se destacou, realizando concertos com assinalável êxito, em Torres Vedras, Figueira da Foz, Montijo, Barreiro, Vila Franca de Xira, Sintra, Lisboa. A partir de 1976, a Banda atravessou longos períodos de inatividade. Renasceu em 1996. Foi criada a Escola de Música, onde já se formaram 12 executantes da Banda. A Escola tem, neste momento, 17 alunos, com idades entre os 7 e o 15 anos.

SFFC

Banda de Música da S.F.F.F.C

Banda de Música da S.F.F.C

Banda da Liga dos Amigos de Castelo Novo

A Banda de Música da Liga dos Amigos de Castelo Novo foi fundada em 1947. Inicialmente composta por cerca de 24 elementos, apesar das suas limitações instrumentais, começou desde cedo a cativar a atenção das gentes do concelho do Fundão. Devido a um êxodo de muitos habitantes e músicos de Castelo Novo para a cidade de Lisboa, em 1977 a Banda de Música da Liga dos Amigos de Castelo Novo mudou a sua Sede para Algés. Desde então a Banda tem-se desenvolvido bastante quer com valores humanos quer com valores materiais, sempre com o objetivo de conviver e confraternizar e também com a responsabilidade de cumprir com os serviços que são propostos e que se propõem a realizar.

A Banda têm cerca de 45 elementos, salientando-se um número significativo de jovens que apesar de não terem ligações familiares com Castelo Novo, estão sempre presentes com a sua boa vontade. A Banda possui também uma Escola de Música encabeçada por membros da Direcção e pelo Maestro João Eleutério Barão, é um forte contributo para Banda devido a uma formação constante de jovens músicos. Todo o trabalho até aqui desenvolvido só tem sido possível graças ao esforço e colaboração de muita gente e do apoio dado pela Câmara Municipal de Oeiras e da Junta de Freguesia de Algés.

Banda Musical de Oeiras

A Banda Musical de Oeiras foi fundada a 03 de outubro de 1993, sendo uma das valências artística e formativa do Centro de Cultura e Desporto de Oeiras, cuja missão é o ensino artístico de música, tendo por objetivo primário ministrar formação a músicos para ingresso na banda.

BMO

Banda Musical de Oeiras

Banda Musical de Oeiras

EVENTOS

Já em 2004, decorreu o XV Encontro de Bandas Civis do Concelho de Oeiras, com a participação de várias bandas em diferentes locais.

Camané, fadista, de Oeiras
Músicos do Concelho de Oeiras

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e a música do Concelho.

  • Camané (fadista, 1966)
  • César Batalha (maestro)
  • Frederico de Brito (compositor, 1894-1977)
  • Susana Gaspar (soprano)

Camané

Camané, fadista, de Oeiras

Camané, fadista, de Oeiras

César Batalha

César Batalha (Oeiras, n. 1945-m. 2021) foi um maestro e compositor português. Em 1960, fundou o Coro de Santo Amaro de Oeiras. A partir de 1976 foi constituído o Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras que gravou temas de grande popularidade como Eu vi um sapo e A todos um Bom Natal. César Batalha é autor do Hino de Oeiras, que teve a primeira audição em 1991. Dirigiu o Coro do Banco de Portugal entre 1976 e 2007.

Pela canção “Eu vi um sapo”, conquistou o 1.º prémio de composição no Sequim de Ouro. Foi distinguido com Melhor Coro do Ano (1980), Medalha de Mérito Artístico da Câmara Municipal de Oeiras (1981), Prémio de Popularidade (1984), Medalha de Agradecimento da Cruz Vermelha Portuguesa (1991), Diploma de Agradecimento da Ordem Soberana e Militar de Malta (1997), Medalha de Mérito/Grau Ouro da Junta de Freguesia de Oeiras (2010)

Susana Gaspar

Susana Gaspar, soprano, de Oeiras

Susana Gaspar, soprano, de Oeiras

Frederico de Brito

Frederico, compositor, de Oeiras

Frederico, compositor, de Oeiras

Igreja matriz de Oeiras
Órgãos de tubos do concelho de Oeiras [6]

Aos três órgãos históricos que existiam no Concelho, juntam-se três órgãos, dois em Linda-a-Velha e um na Igreja Paroquial de Paço de Arcos. De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo

Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo, Linda-a-Velha

Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo

Localizada em Linda-a-Velha, a Escola de Música Nossa Senhora do Cabo é uma escola de música e dança que promove o ensino das artes, educando cada pessoa na sua dignidade plena, promovendo-se a si mesma e aos outros, através do ensino artístico, valorizando todas as dimensões da pessoa humana: espiritual, intelectual, emocional e física.

A Escola de Música Nossa Senhora do Cabo possui um órgão positivo construído em 1997 por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria.

Órgão Dinarte Machado

Órgão da Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo

Órgão da Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo

Igreja Matriz de Carnaxide

Igreja de São Romão, Carnaxide

Igreja de São Romão, Carnaxide

A igreja teve a sua origem num pequeno templo edificado no reinado de D. Fernando, em 1384 e é dedicada a S. Romão, padroeiro dos lavradores. A pequena ermida foi reconstruída e convertida em igreja paroquial no 3º quartel do séc. XVIII, tendo passado por várias fases de construção. Há provas dessas fases através dos vários elementos que cada época nos deixou; de 1528 data a cruz prioral, de 1588 o relógio de Sol, de 1688 a torre do lado poente e a campa da sepultura colocada à entrada e de 1694 a sacristia. De planta retangular, o interior da igreja apresenta nave única totalmente revestida a azulejo monocromo de tapete e cobertura em abóbada de berço. Sob o coro-alto, observam-se painéis azulejares monocromos, com as representações de São Pedro e São Paulo. Antecede a capela-mor um arco triunfal ladeado por dois altares em talha dourada. A capela-mor, de planta quadrada e cobertura em abóbada de aresta ornada com pintura decorativa, ostenta panos de muro animados por portas encimadas por janelas de peito retangular, e altar-mor precedido na cabeceira por camarim com trono. O edifício sofreu grandes danos com o terramoto de 1755. Para sua reconstrução contribuiu o Rei D. José e o povo de Carnaxide. Nesta altura foi refeita a parte superior da frontaria e no interior foi construído um novo coro alto de pedraria, possivelmente do arquiteto Mateus Vicente de Oliveira. No entanto, só no ano de 1970 esta igreja foi definitivamente acabada.

Na Igreja Paroquial de  São Romão de Carnaxide existe um órgão histórico da família Cunha, que tem a inscrição “O fez em Lisboa no anno de 1755”. No ano do terramoto que devastou Lisboa, João da Cunha, organeiro, filho de Philipe da Cunha, construiu o último dos seus instrumentos, um ano antes de morrer, constrói.

Este órgão foi  ainda idealizado num formato (composição) onde se privilegiam os registos inteiros, sendo meios registos e neste caso em particular, uma registo composto à mão esquerda e a Cornetilha à mão direita. Os restantes registos são inteiros:

  • Flautado de 12 tapado
  • Flautado de 6 tapado
  • Quinzena
  • Dezanovena
  • Vigéssima segunda
  • vigéssima sexta, (com duas repetições ao longo da tessitura).

O restauro está a cargo de Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria, em cooperação com a Empresa de Conservação e restauro Monumenta, a qual desenvolve e tem à sua responsabilidade, outros trabalhos de conservação e restauro de recuperação da mesma Igreja. Apesar de muito danificado, conserva todos os aspetos da construção original, o qual proporciona um acrescento a tudo o que já se sabe sobre a construção de órgãos em Portugal nesta época, acima de tudo por esta família de organeiros (Philipe da Cunha, João da Cunha e José Leandro da Cunha).

João da Cunha o fez

Órgão João da Cunha, da Igreja Matriz de Carnaxide, Oeiras

Órgão João da Cunha, da Igreja Matriz de Carnaxide, Oeiras, créditos Dinarte Machado

Fonte: Dinarte Machado

Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Cabo

Igreja de Nossa Senhora do Cabo, Linda-a-Velha

Igreja de Nossa Senhora do Cabo, Linda-a-Velha

Igreja moderna localizada na Rua dos Lusíadas, Linda-a-Velha

A igreja de Nossa Senhora do Cabo possui um órgão Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria, construído em 2006, órgão de três teclados manuais e pedaleira, com acoplamentos.

Grande órgão Dinarte Machado

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Cabo

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Cabo

Órgão Dinarte Machado

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Cabo

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Cabo

Igreja Matriz de Oeiras

Igreja matriz de Oeiras

Igreja matriz de Oeiras

Dedicada a Nossa Senhora da Purificação, a Igreja Matriz de Oeiras começou a ser construída em 1702 e foi inaugurada em 1744. A construção da atual capela-mor, com o fecho da abóboda, foi terminada em 1704. O responsável pelo projeto arquitetónico foi o célebre arquiteto régio João Antunes, nesta fase já no final da sua carreira. O superintendente que finalizou as obras foi D. António Rebelo de Andrade que personifica o mecenas da época barroca. No entanto e à data da sagração desta obra, embora a igreja estivesse totalmente edificada, faltava a colocação das pinturas. O interior da Igreja possui alguns elementos que se destacam pela sua grande beleza. É o caso da pia batismal, obra do mestre Matias Duarte, com o pé de pedra bastarda e o corpo de pedra lioz. O lavatório da sacristia é outro dos elementos a destacar. Obra do mestre anterior, apresenta uma conjugação muito feliz de pedra lioz (branca) e de pedra vermelha (mármore avermelhado), tratando-se de um conjunto de rara perfeição e beleza, salientando-se também os púlpitos, de perfeição e rendilhados impressionantes. No altar-mor existem quatro grandes pinturas realizadas por Miguel António do Amaral. Uma delas representa a última ceia; outra, uma cena da Vida de Jesus e outra representa Madalena. Por cima dos altares da igreja salientam-se dez pinturas com momentos marcantes da vida da Virgem. São temas escolhidos por António Rebelo de Andrade, assim como os oito painéis que também decoram estes altares. No alto, por cima do arco cruzeiro, salienta-se a pintura central alusiva à padroeira da igreja, pertencente à oficina de Jerónimo da Silva de Lisboa.

Fonte: CMO

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Purificação de Oeiras possui um Órgão Joaquim António Peres Fontanes, construído em 1829, restaurado em 2001 por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria. É seu organista Daniel Oliveira.

Órgão no coro alto

Órgão da Igreja Matriz de Oeiras

Órgão da Igreja Matriz de Oeiras

Órgão histórico da Igreja Matriz de Oeiras

Órgão histórico da Igreja Matriz de Oeiras

Órgão histórico da Igreja Matriz de Oeiras

Órgão histórico da Igreja Matriz de Oeiras

Igreja Paroquial de Paço de Arcos

Igreja moderna, construída em 1970.

Em tribuna própria encontra-se na Igreja Paroquial do Senhor dos Navegantes de Paço de Arcos um órgão holandês Flentrop montado pela Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden (de Esmoriz), inaugurado em 2020.

Órgão de Tubos da Igreja Paroquial de Paço de Arcos
Órgão da igreja paroquial de Paço de arcos

Órgão da igreja paroquial de Paço de arcos

No dia 30 de agosto de 2020, ocorreu a cerimónia de Bênção do novo Órgão de Tubos da Igreja Paroquial de Paço de Arcos, órgão holandês Flentrop montado pela Oficina e Escola de Organaria.

Inserida nas Festividades em honra do Senhor Jesus dos Navegantes, a cerimónia foi presidida pelo Cardeal Patriarca, D. Manuel Clemente, e contou com a presença do presidente da Câmara, Isaltino Morais. Foram interpretados temas de Scheidemann, Böhm, Walther, Bach e Mendelssohn pelo organista António Duarte.

Este órgão de tubos, instrumento todo mecânico de tradição neo-barroca, da Igreja Paroquial de Paço de Arcos servirá para o acompanhamento litúrgico das celebrações religiosas, enriquecendo a oferta de música erudita no concelho de Oeiras.

Em 2019, o Município de Oeiras atribuiu uma comparticipação financeira, no valor de 100 mil euros, à Fábrica da Igreja do Senhor Jesus dos Navegantes de modo a se proceder à aquisição de um órgão de tubos de grandes dimensões. Esta comparticipação serve, igualmente, para a formação de novos músicos e compositores, dando continuidade à presença da Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo nas instalações da Paróquia de Paço de Arcos.

FONTE:

Câmara Municipal de Oeiras