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Rancho Folclórico da Casa do Povo de Fátima
Folclore de Ourém

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Rancho Folclórico da Casa do Povo de Fátima
  • Rancho Folclórico Os Camponeses da Ribeira do Fárrio
  • Rancho Folclórico Os Moleiros da Ribeira
  • Rancho Folclórico Verde Pinho
Rancho Folclórico da Casa do Povo de Fátima

Fundado em 1977, o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Fátima tem como objetivo redescobrir e preservar a vivência dos seus antepassados. Fátima está situada na zona norte da Serra de Aire e pertence à Alta Estremadura, mas sofre fortes influências culturais do Norte do Ribatejo. O Rancho Folclórico tem procurado respeitar, o mais fiel possível, os usos e costumes da Região, nomeadamente através dos trajos, danças e cantares tendo como base de referência os finais do século XIX.

Em 1985, tornou-se membro da Federação do Folclore Português. É sócio, fundador da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura.

Composto por cerca de 50 elementos, entre os quais uma representação dos 3 Pastorinhos (símbolo de Fátima), dirigentes, músicos e dançarinos.

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Fátima

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Fátima

Desde 1980, realiza anualmente o Festival de Folclore da Cidade de Fátima onde participaram já ranchos vindos das diversas regiões do país e estrangeiro. Além de já ter realizado milhares de atuações e de ter participado em centenas de festivais nacionais de folclore por todo o País, continental e insular, efetuou várias digressões no estrangeiro, nomeadamente a França, Holanda, Israel, Espanha, Suíça e Polónia.

Em 1995, participou numa transmissão direta de televisão para vários países do mundo, por ocasião das celebrações do 30º aniversário do documento pontifício “Presbyterorum Ordinis” e do aniversário natalício do Papa João Paulo II. Tem promovido e organizado Encontros Regionais de Folclore entre ranchos vizinhos. Em 1996 foi criado o Rancho Infantil cuja representação se baseia nas brincadeiras e hábitos das crianças do final do século XIX.

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Fátima

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Fátima

Gravou 2 cassetes e um CD com músicas próprias da Região e da época que representa.

Rancho Folclórico Os Camponeses da Ribeira do Fárrio

Sediado no lugar e freguesia de Ribeira do Fárrio, no concelho de Ourém, o Rancho Folclórico Os Camponeses da Ribeira do Fárrio é uma associação de natureza etnográfica constituída em 13 de outubro de 1997.

Rancho Folclórico Os Camponeses da Ribeira do Fárrio

Rancho Folclórico Os Camponeses da Ribeira do Fárrio

Rancho Folclórico “Os Moleiros da Ribeira”

O Olival é caracterizado pelas suas ribeiras, vinhas e olivais, onde se desenvolvem atividades ligadas à agricultura, em particular o cultivo do milho, da vinha e a azeitona.

O Rancho Folclórico “Os Moleiros da Ribeira” iniciou a sua atividade em 1984, tendo como embrião um grupo que participou na récita de carnaval que tinha lugar anualmente no Salão Paroquial, com elementos do grupo da catequese. O sucesso obtido no espetáculo, levou o grupo a dar continuidade à atividade com o nome de “Rancho Folclórico as Violetas de Casais de Carcavelos”.

Em 1987, constituiu-se como associação com o nome “Rancho Folclórico As Violetas do Olival” com o objetivo da promoção de atividades para a divulgação do folclore da região. Em 1990, como consequência da representatividade folclórica atingida pelos trajes e danças, houve necessidade de adotar um nome que perpetuasse os valores culturais e tradições da região. Da Ribeira do Olival, sendo uma das mais abundantes fontes de elementos folclóricos, nasceu a atual denominação “Rancho Folclórico Os Moleiros da Ribeira”, foi também nesta altura que se tornou membro efetivo da Federação do Folclore Português.

O trabalho do grupo tem sido focado na pesquisa e representação da cultura tradicional popular, através do contínuo trabalho de recolhas e ensaios. Destas recolhas resultam danças, cantares, trajes, orações e mezinhas e cozinha tradicional.

O grupo apresenta trajes de noivos, de lavradores ricos, de feira, domingueiros, de trabalho e de pastora. Da gastronomia tradicional salienta-se o quinhão, os chícharos, o bacalhau assado, a friginada, a sopa à lavrador e os bolos de rodilha ou de festa (festas religiosas ou casamentos).

Rancho Folclórico Os Moleiros da Ribeira

Rancho Folclórico Os Moleiros da Ribeira

Em 1992, o grupo adquiriu um espaço onde existia um moinho movido a água em ruínas, que recuperou e onde instalou a sua sede e um Museu Etnográfico.

Rancho Folclórico Verde Pinho

Rancho Folclórico Verde Pinho é um emblema da União de Freguesias de Rio de Couros e Casal dos Bernardos, e do concelho de Ourém, tendo a sua atividade dedicada ao folclore infantil e adulto. Em 2019, foi aprovado um protocolo de colaboração entre o Município de Ourém e o Rancho Folclórico Verde Pinho com vista à remodelação das instalações da associação, sediada em Carvalhal do Meio, Rio de Couros.

Rancho Folclórico Verde Pinho

Rancho Folclórico Verde Pinho

Academia de Música Banda de Ourém (AMBO)
Filarmónicas de Ourém

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

  • Academia de Música Banda de Ourém
  • Associação Filarmónica 1.º de Dezembro Cultural e Artística Reis Prazeres
Academia de Música Banda de Ourém (AMBO)

Na sequência do trabalho preparatório de uma Comissão composta por um grupo de oureenses ilustres, constituiu-se em 1930 a Banda de Vila Nova de Ourém. Durante décadas realizou espetáculos nas mais diversas localidades do pais. Em 1963 deslocou-se a Vigo, Espanha. Em 1964, a AMBO suspendeu a atividade, que foi reativada em 1972 com a criação de um grupo  coral, a que foi dado o nome de Chorus Auris. A criação de novas secções tornou-a a maior instituição cultural do concelho de Ourém, o que lhe permitiu o reconhecimento como “Pessoa Coletiva de Utilidade Pública” (1987). Em 1994, recebeu da Câmara Municipal de Ourém a Medalha de Ouro de Mérito Municipal, e a Medalha de Ouro do Município, em 2005.

Chorus Auris

Chorus Auris

A música filarmónica regressou ao seio da AMBO em 1985, com a apresentação pública de um agrupamento com apenas 29 executantes, a que foi dada a designação de Banda Juvenil, sob a regência do Maestro José Marques Mortágua, no seguimento do trabalho que este vinha desenvolvendo desde 1982. em 2005, no XX aniversário, alterou a denominação para Orquestra de Sopros de Ourém, com o objetivo de ser criado um novo agrupamento de iniciação à Orquestra com a anterior designação de Banda Juvenil, o que se concretizou em 2007.

AMBO

Academia de Música Banda de Ourém (AMBO)

Academia de Música Banda de Ourém (AMBO)

Vocacionada fundamentalmente para atuações em concertos, tem promovido de forma sistemática a divulgação da música filarmónica em todo o concelho de Ourém, não descurando qualquer oportunidade de atuar noutros pontos do país o que tem acontecido com regularidade, de Norte a Sul, mantendo urna composição superior a cinquenta elementos, oriundos exclusivamente do trabalho de formação realizado, numa primeira fase apenas na Escola da Banda e desde 2005 também pela OUREARTE – Escola de Música e Artes de Ourém, uma iniciativa conjunta das três Bandas Filarmónicas do concelho de Ourém, que ministra o ensino especializado da música, com paralelismo pedagógico reconhecido pelo Ministério da Educação.

Em 1998 deslocou-se a França, onde atuou para a Comunidade Portuguesa nos arredores de Paris, e em agosto de 2002, maio de 2003 e julho de 2008 a Espanha, tendo participado, respetivamente, no III Encontro de Bandas de Llerena (Extremadura), no XX Festival Ibérico de Música, em Badajoz e no X Festival de Bandas de San Miguel de Oia, Vigo.

Assinalando os setenta e cinco anos da AMBO, estreou em 2005 com o ‘Chorus Auris” a obra Appolinis, do compositor Jorge Salgueiro, para coro e banda, encomendada expressamente para esta ocasião, que foi gravada em 2006, dando nome a um CD com a participação de todos os agrupamentos musicais da AMBO.

Procurando alargar o seu campo de atuação, tem desenvolvido projetos diversificados, de que são exemplo o denominado “Filarmónicas em Sintonia”, que juntou em simultâneo as três Bandas Filarmónicas de Ourém, integrado no FESTAMBO 2010 e o “Fusão com os Ventos”, com que se apresentou ao Concurso Nacional de Música do lNATEL 2010, tendo disputado a final, em que a Orquestra se apresenta numa função de acompanhador do piano e do canto.

Em 2003 editou o CD Despertar dos Sons e em 2010, assinalando o seu 25.º Aniversário, procedeu à edição de um novo trabalho discográfico com o título de Sons dos Ventos.

Tem desenvolvido uma atitude de cooperação com um grande número de bandas filarmónicas. Acompanhou o processo de constituição da Confederação Musical Portuguesa (CMP), de que é afiliada e participou na fundação da ABFDS – Associação de Bandas Filarmónicas do Distrito de Santarém, em 2011. Tem direção artística de José Pedro Figueiredo desde 2006.

Associação Filarmónica 1.º de Dezembro Cultural e Artística Reis Prazeres

A Associação Filarmónica 1.º de Dezembro Cultural e Artística Reis Prazeres, de Vilar dos Prazeres, Ourém, comemorou cem anos de existência a 14 de Abril de 2014. Chamavam-lhe “El Risco” mas ninguém sabe dizer se era nome ou alcunha popular. No final dos anos 20, era o maestro da “Banda da Charneca”, fundada em Vilar dos Prazeres.

Numa noite escura, abandonou por momentos a sala de ensaio, junto à capela, para satisfazer as necessidades fisiológicas quando foi atacado à paulada por dois rivais da banda, que se encontravam à espreita por detrás de um plátano. Morreu. Esta é apenas uma das muitas histórias que envolvem aquela que, na década de 50, se viria a chamar Associação Filarmónica 1.º de Dezembro Cultural e Artística Reis Prazeres por ter sido apoiada por uma família abastada da terra com esse apelido.

Apesar de centenária, a Associação Filarmónica 1.º de Dezembro Cultural e Artística Reis Prazeres conta atualmente com cerca de 45 músicos e todos apresentam um nível de idades muito baixo. A própria maestrina, apesar de conduzir a banda há oito anos, é bastante jovem. Em 2014, Virgínia Duarte Vieira tinha 31 anos e antes de segurar a batuta tocou na banda. Fez o Conservatório até ao 8.º grau, tirou um curso de Letras pelo meio e, neste momento, está a tirar a licenciatura de Direcção de Orquestra de Sopros, em Lisboa.

“O meu instrumento agora é a orquestra”, atesta. A direção, que vai liderar os destinos da coletividade durante dois anos, é presidida por Armando Eugénio e composta por João Antunes, Madalena Faria, Francisco Vitorino, Inês Reis, Vítor Gaspar, Catarina Antunes e Ana Cecília Rebelo. Todos são oriundos de Vilar dos Prazeres e trabalham na coletividade “por amor à camisola”, tendo a maioria filhos na filarmónica.

A Filarmónica 1.º de Dezembro nasceu de uma rivalidade entre músicos, que se passou no tempo em que Vilar dos Prazeres ainda se chamava Charneca de Ourém. Seis músicos tocavam numa banda do Castelo de Ourém (Banda Filarmónica Oureense) e decidiram sair, o que não foi muito bem visto. Para levar a sua avante, os músicos fundadores contaram com o apoio de uma família muito abastada, os Prazeres, que os ajudou a pagar com a indumentária e instrumentos.

Dos seis rapidamente passaram a vinte e sete elementos necessários e decidiram colocar o nome 1.º de Dezembro porque a primeira atuação pública coincidiu com essa data no calendário. Em 1972, foram aprovados os estatutos da banda que sobrevive através das receitas provenientes das atuações em festas e romarias e dos donativos de instituições e população.

As deslocações são feitas nos próprios carros dos músicos e a coletividade só recorre ao aluguer de um autocarro quando a saída é mais distante. Atualmente, a Filarmónica 1.º de Dezembro conta com o apoio de cerca de 280 associados e a sua principal dificuldade passa por manter os jovens músicos na banda ao longo do tempo, uma vez que muitos acabam por sair por volta dos vinte ou trinta anos, devido às próprias circunstâncias da vida.

Fonte: O Mirante

Orquestra Típica de Ourém
Orquestra Típica de Ourém

História e atividade musical

Orquestra Típica de Ourém

A Orquestra Típica de Ourém foi fundada com o objetivo de cultivar e divulgar a música de cariz tradicional portuguesa. Trata-se de um agrupamento composto por um coro misto, com cerca de 25 elementos a quatro vozes e por uma componente instrumental de 25 executantes, comportando vários naipes: bandolins, bandolas, bandoloncelo, guitarras, clarinetes, flautas, acordeão e percussão. Alguns dos temas são cantados a solo por elementos integrantes do coro.

Orquestra Típica de Ourém

Orquestra Típica de Ourém

A orquestra tem pisado vários palcos no país e estrangeiro. Deslocou-se duas vezes a França (Auinay-sous-Bois e Plessis-Trévisse) e uma a Espanha (Villarreal “Festival Internacional de Instrumentos de Corda” e Burriana). Em 2005 esteve em digressão no arquipélago dos Açores, nas ilhas das Flores, Terceira e S. Miguel. Em 2010 esteve presente em Itália no 47º Festival de Musica Popular Europeia, EUROPEADE.

Atualmente, é dirigida pelo Maestro José António Santos, que tem procurado recolher temas do folclore do concelho de Ourém compondo novos arranjos para orquestra.

OTO

Orquestra Típica de Ourém

Orquestra Típica de Ourém

Graziela Vieira, falecida em 2021, foi poetisa e autora de muitas letras das músicas que a Orquestra Típica de Ourém. Todos os maestros que regeram a OTO (Armando Rodrigues, Sérgio Poupado e José António Santos), compuseram músicas para os seus poemas.

Graziela Vieira, poetisa, de Ourém

Graziela Vieira, poetisa, de Ourém

Fernando Alvim, violista, nascido Ourém
Músicos naturais do Concelho de Ourém

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e a música do Concelho.

  • Fernando Alvim (violista, 1934-2015)
  • Francisco Ferreira Silva (regente, 1928)

Fernando Alvim

Fernando Alvim, violista, nascido Ourém

Fernando Alvim, violista, nascido Ourém

Violista e arranjador, Fernando Gui de São-Payo de Sousa e Alvim nasceu em Seiça, concelho de Ourém, Seiça, distrito de Santarém, a 27 de fevereiro de 1934 e morreu em Lisboa, a 27 de fevereiro de 2015.  Com 18 anos teve as primeiras aulas de viola com o professor Duarte Costa. Com 24 anos frequentou um curso com o guitarrista Emílio Pujol.

Na Emissora Nacional realizou o programa de music-hall “Nova Onda” que depois deu nome ao conjunto, formado com Gonçalo Lucena, António Roquette e Bernardo d’0rey, que durou de 1957 a 1961 e que depois deu origem ao Conjunto Mistério. Acompanhou os fadistas Vicente da Câmara, Frei Hermano da Câmara e Teresa Tarouca, entre outros. Conheceu Carlos Paredes e em 1959 formaram uma parceria que durou 24 anos. Fundou o Conjunto de Guitarras de Fernando Alvim em 1969 e gravou um disco com João Maria Tudela. Em 1998 participou no disco “A Guitarra e Outras Mulheres” de António Chainho. Em 2005 recebeu a medalha de mérito cultural atribuída pela Câmara Municipal de Cascais.

O CD “Nas Veias de Uma Guitarra – Tributo a Fernando Alvim”, em conjunto com Ricardo Parreira, foi lançado em 2007. Em 2011 foi lançado um duplo CD de fados e músicas por si, compostas ao longo da sua longa carreira, batizado por Camané como «Os Fados e as Canções do Alvim». No disco participam músicos de renome como Ana Moura, António Zambujo, Bernardo Couto, Camané, Carlos do Carmo, Carminho, Cristina Branco, Filipa Pais, Marco Rodrigues, Pedro Jóia, Pedro Moutinho, Rão Kyao, Raquel Tavares, Rui Veloso. As letras das músicas são da autoria de diversos autores, entre os quais Amélia Muge, João Monge, Manuela de Freitas, Tiago Torres da Silva e a própria mulher do músico, Rosarinho Alvim. O documentário “Azul Alvim” realizado por Margarida Merces de Mello para a RTP, foi eleito em 2014 o melhor documentário pelo público do Festin.

A 7 de outubro de 2011, esteve em destaque no Público (Ípsilon Música)

Fernando Alvim era conhecido como “o sombra”, por ter tocado ao lado de Carlos Paredes durante 25 anos sem que Portugal conhecesse o seu nome.

Nos mais de 50 anos de carreira, 25 foram passados a acompanhar à viola o guitarrista Carlos Paredes, com quem gravou cinco discos. Por ser a segunda figura do autor de “Verdes Anos”, dentro do meio musical era conhecido por “o sombra”. Num entrevista ao site Rua de Baixo, em 2011, admitiu que ao longo da carreira sentiu alguma falta de protagonismo.

Só na última edição dos “Verdes Anos” é que Zé Niza escreveu um artigo sobre o papel do trabalho de Fernando Alvim como acompanhador do Carlos Paredes.

Eu soube pelo Rui Veloso que eu era conhecido, na gíria do fado e no mundo artístico, como “O Sombra”. Eu gostava que os meus colegas guitarristas e violistas começassem a ter mais protagonismo, a serem mais valorizados, porque sem eles não havia fado” – afirmou Fernando Alvim.

Entre as várias colaborações que fez contam-se concertos e gravações com António Chainho, Pedro Jóia, Zeca Afonso, Manuel Freire, Luz Sá da Bandeira, Mísia e Vicente de Câmara. Amália Rodrigues convidou-o para gravar o tema “Formiga Bossa Nova”, de Alexandre O’Neil e Alain Oulman.

Quando Caetano Veloso atuou em Portugal no Teatro Monumental, ainda antes do 25 de abril, e quis cantar um fado, Fernando Alvim foi chamado para o acompanhar. Um momento especial para quem, nos anos 60, na Emissora Nacional, conduzia o programa “Nova Onda”, com que Portugal travou conhecimento com o Bossa Nova que chegava do outro lado do Atlântico.

Em 2011, Fernando Alvim editou o CD duplo O fado e as canções do Alvim, constituído exclusivamente por composições suas interpretadas, entre outros, por Camané, Ana Moura, Ricardo Ribeiro, Cristina Branco, Rui Veloso, Fafá de Belém, Vitorino e Carlos do Carmo.

Em 2012, o trabalho d’”o sombra” foi reconhecido. Recebeu a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores, que referiu na ocasião que era uma “forma de reconhecimento pelo trabalho de décadas ao serviço da dignificação da música portuguesa”. Em 2005 recebeu a medalha de mérito cultural atribuída pela Câmara Municipal de Cascais.

Aquando da sua morte, o Secretário de Estado da Cultura emitiu uma nota de pesar onde descreve Alvim como “um dos mestres da viola e um dos mais notáveis músicos da sua geração”.

Órgãos de tubos do concelho de Ourém [10]

O Concelho de Ourém é um dos concelhos portugueses com 10 ou mais órgãos de tubos, em grande parte graças ao Santuário de Fátima. Além disso, o Conservatório de Ourém e Fátima dispõe de dois órgãos construídos por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria em 2014, e proporciona aos seus alunos de órgão excelentes condições para o estudo e prática do instrumento. Natural de Fátima, é a organista Inês Machado, que iniciou os estudos musicais aos oito anos, na classe de órgão de Margarida Oliveira, no Conservatório de Música de Ourém. Na Escola Superior de Música de Lisboa obteve os diplomas de Licenciatura e Mestre em Ensino da Música, ramo órgão. É professora de Órgão no Conservatório de Música e Artes do Centro, e organista titular na Igreja Paroquial de Fátima.

Conservatório de Ourém e Fátima

Conservatório de Ourém e Fátima

O Conservatório Música de Ourém e Fátima dispõe de dois órgãos positivos de estudo construído por Dinarte Machado em 2014.

Órgão positivo de armário

Órgão do Conservatório de Ourém e Fátima

Órgão do Conservatório de Ourém e Fátima

O Conservatório Música de Ourém e Fátima dispõe de dois órgãos positivos de estudo construído por Dinarte Machado em 2014.

Órgão positivo de armário

Órgão de Estudo do Conservatório de Ourém e Fátima 2014

Órgão de Estudo do Conservatório de Ourém e Fátima 2014

Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Santuário de Fátima

Santuário de Fátima

Basílica

No coro alto a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima possuía um Ruffatti, 1952, cinco manuais e pedaleira, com acoplamentos, que foi reciclado no atual grande órgão ]

Antigo órgão

Órgão antigo da Basílica de Fátima

Órgão antigo da Basílica de Fátima

Grande órgão e coro alto

Órgão da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Órgão da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Montra

Órgão da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Órgão da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

No transepto existiu um Gehrard Grenzing 2003, de dois teclados manuais e pedaleira acoplada, que foi mudado de local.

Órgão mudado de local

Órgão positivo da Basílica de Fátima

Órgão positivo da Basílica de Fátima

Capela das Aparições

Órgão Gehrard Grenzing, 2001, de dois teclados manuais e pedaleira com acoplamentos

Montra

Órgão da Capelinha das Aparições

Órgão da Capelinha das Aparições

Casa de Nossa Senhora das Dores

Positivo de coro

Órgão da Casa de Nossa Senhora das Dores

Órgão da Casa de Nossa Senhora das Dores

Sala do coro da colunata

Órgão de coro

Órgão da colunata Norte

Órgão da colunata Norte

Igreja do Seminário do Verbo Divino

Igreja do Seminário do Verbo Divino

Igreja do Seminário do Verbo Divino

A Capela do Seminário do Verbo Divino possui um órgão de tubos alemão do século XX, reparado por António Simões em 1984.

Igreja Matriz de Fátima

Igreja Matriz de Fátima

Igreja Matriz de Fátima

A Igreja Paroquial de Fátima (Nossa Senhora dos Prazeres) possui órgão de tubos. É sua organista Inês Machado.

FOI NOTÍCIA

A página oficial do Santuário de Fátima, anunciava a 02 março 2016, a inauguração do novo órgão da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

O Santuário de Fátima vai inaugurar o órgão da Basílica de Nossa Senhora do Rosário com a estreia mundial da peça Hû yeshûphekâ rô’sh, da autoria do compositor português João Pedro Oliveira, num concerto interpretado por Olivier Latry, organista titular da Catedral de Notre-Dame de Paris, no dia 20 de março, às 15h30.

A inauguração começa com a bênção do órgão pelo Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, seguindo-se um improviso do organista Olivier Latry, que demonstrará as potencialidades do instrumento.

O concerto inaugural do órgão estreará a obra de João Pedro Oliveira, baseada na primeira profecia sobre Maria, no Livro do Génesis, encomendada pelo Santuário de Fátima para assinalar esta ocasião, bem como uma improvisação final que será executada tendo como base o Ave-Maria de Fátima.

O órgão da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, instalado no coro alto, é um instrumento com uma grande presença física no espaço e na memória de muitos peregrinos. Construído em 1951, pela empresa italiana Fratelli Ruffatti, é o maior instrumento do género em Portugal, com 90 registos e cerca de 6.500 tubos.

A reestruturação foi levada a cabo pela empresa italiana Mascioni Organi, que conservou uma parte considerável da tubaria original mas acrescentou alguns registos com o intuito de conferir ao instrumento uma sonoridade homogénea e moderna.

A nova conceção foi idealizada tendo em vista a filosofia de um órgão sinfónico, caracterizando-se pelos detalhes de cada registo em separado, mas também, pela poderosa massa sonora, tornando-o apto para a interpretação de todo o repertório organístico.

A consola de cinco teclados e pedaleira foi restaurada e modernizada. O tubo maior, de madeira, tem cerca de 12 metros de altura e 50 centímetros de largura e os tubos de metal, da fachada, têm cerca de oito metros de altura.

A parte frontal deste instrumento foi redesenhada pela arquiteta Joana Delgado, autora do projeto de reformulação do presbitério da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, e conta com uma intervenção artística do escultor português Bruno Marques, autor do crucifixo, bem como das obras de arte que materializam os lugares litúrgicos do presbitério da Basílica. Para a restante caixa foi proposto um revestimento em madeira cuidadosamente desenhado em total articulação com os organeiros da Mascioni Organi. Os eco-órgãos, instalados nas galerias, foram também objeto de um trabalho conjunto na definição estética da solução.

“O concerto de dia 20 de março é o primeiro de um ciclo de seis concertos para órgão que se realizam até outubro, no âmbito das comemorações que assinalam o Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima, com um repertório criado em diversas épocas, regiões geográficas, estilos e atitudes composicionais variadas. Música alemã, música francesa, música sacra, música contemporânea e hinos marianos aludem a um período de tempo centenário e permitem uma perspetiva abrangente das capacidades expressivas do novo órgão.” – referia a página oficial do Santuário.

O primeiro realiza-se a 8 de maio e terá como intérprete António Esteireiro que percorrerá a Música alemã dos séculos XIX e XX, incluindo alguns dos grandes clássicos do órgão deste período, e as Ave-Maria de Max Reger e Karg-Elert.

A 5 de junho António Mota apresentará um programa de cem anos de música contemporânea, incluindo a Suite Mariale de Maleingreau.

A 10 de julho, Felipe Veríssimo interpretará um repertório retratando cem anos de música sacra, incluindo a Sinfonia da Paixão de Marcel Dupré, obra emblemática do início do século XX.

A 14 de agosto, Giampaolo Di Rosa fará Improvisações sobre melodias e hinos ligados à tradição de Fátima, que se tornaram parte da tradição litúrgica e popular e são conhecidas pelo público e fiéis, compostos e cantados durante os últimos cem anos. E, a 9 de outubro, João Santos (organista titular do Santuário de Fátima) interpretará cem anos de música francesa, de César Franck a Messiaen, incluindo vários excertos dos 15 Versets sur les Vêpres du commun des fêtes de la Sainte Vierge.

Recorde-se que quer o concerto inaugural quer o ciclo de órgão foram pensados no âmbito das comemorações do Centenário das Aparições, que terminará com outro grande concerto em que serão interpretadas 13 peças do compositor escocês James McMillan, recentemente nomeado compositor do ano pela Pittsbourg Symphony Orchestra, e uma composição de Eurico Carrapatoso, interpretada pelo Coro e Orquestra Gulbenkian, sob a direção da maestrina Joana Carneiro, a 13 de outubro de 2017.

[ Reitoria do Santuário de Fátima, 29 janeiro 2015 ]

O antigo Órgão da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima foi construído pela firma Fratelli Ruffatti e inaugurado em 1952,