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Fusa - Academia de Música
Escolas de Música em Ovar

Estabelecimentos do ensino especializado de música no Concelho. Em geral, as bandas filarmónicas também possuem a sua escola de música: veja ao fundo informação sobre as bandas de música do Concelho.

Escola de Música Oficina do Som

Pátio do Marquês loja, 17
3880-140 Ovar
Tlm. (+00 351) 917 745 258

Escola de Música do Grupo Coral de Esmoriz

Avenida 29 de Março
3885-518 Esmoriz

Escola de Música Oliveira Muge

R. Alexandre Herculano, 3880-144 Ovar
Tlm. (+00 351) 917 388 609

Fusa – Academia de Música

Estr. de São João 3880
Tlm. (+00 351) 917 401 550

Fusa - Academia de Música

Fusa – Academia de Música

Orfeão de Ovar

Largo dos Bombeiros Voluntários de Ovar, 6
3880-194 Ovar
Tel. (+00 351) 256 582 936

U. M. L. – Universo Musical, Lda.

R. da Estrada Nova, 1769
3885-456 Esmoriz
Tel. (+00 351) 256 755 190

Cantar dos Reis em Ovar, créditos Etc e Tal Jornal
Património Cultural Imaterial do Concelho de Ovar

Com a publicação do anúncio da inscrição em DR, datada de 30 de outubro, fica concluído o processo de inscrição desta tradição no inventário, que foi iniciado em 2014 pela Câmara de Ovar, no distrito de Aveiro, e esteve em consulta pública.

Cantar dos Reis em Ovar

Fonte: Portal Câmara Municipal de Ovar, 23/11/2020

O “Cantar dos Reis em Ovar” é Património Cultural Imaterial de Portugal, publicada a inscrição em Diário da República, e resulta de uma candidatura que a Câmara Municipal de Ovar efetuou no final de 2016.

Salvador Malheiro, presidente da Câmara Municipal de Ovar, demonstrou-se muito satisfeito por, finalmente, ver a candidatura aprovada, revelando que “É um dia muito feliz para Ovar, que vê uma das suas principais tradições inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. E é tradição que vamos continuar a promover e a divulgar. Apesar do atual contexto de Pandemia, que não nos permitirá celebrar o Cantar dos Reis 2021 como desejaríamos, estão já a decorrer as comemorações dos 150 anos de Nascimento de António Dias Simões, um dos arautos desta tradição, e cujo ponto alto seria a apresentação pública da Troupe António Dias Simões, no dia 8 de janeiro, no Centro de Arte de Ovar.”

As comemorações dos 150 anos de António Dias Simões decorreriam até 03 de abril de 2021, estando patente, desde 13 de novembro, uma exposição no Museu Júlio Dinis; será apresentado o livro “O Cantar os Reis em Ovar” da autoria de João Silva Costa; e, no dia 08 de janeiro 2021, a apresentação do espetáculo Troupe António Dias Simões, uma produção da Câmara Municipal com direção artística de Pedro Martins e o envolvimento de todas as Troupes de Reis, que pretendia dar a conhecer letras e músicas da autoria António Dias Simões, numa encenação contemporânea mas fiel à origem.

A candidatura foi submetida no final de 2016, tendo em conta que, apesar de partilhar algumas caraterísticas com outras práticas em Portugal e na Europa, designadas de “Cantar os Reis” ou “Cantar as Janeiras”, em Ovar esta prática sofreu, ao longo dos anos, um processo de codificação artística, social e performativa, considerada diferenciadora, uma vez que adquiriu um recorte cultural próprio, sofisticado ao nível da composição musical e poética, e especializado ao nível da performance.

A história do Cantar os Reis em Ovar

A tradição das Troupes de Reis remonta aos finais do século XIX. Tinha inicialmente alguma semelhança com as «Janeiras» que têm lugar um pouco por todo o país, mas adquiriu características próprias e originais em Ovar. Em 1893, com o especial patrocínio de João Alves Cerqueira, um conceituado comerciante da praça vareira de então, nasceu a primeira Troupe – a dos “Reis dos Alves” ou “Troupe dos Velhos” e logo outras começaram a surgir.

O Cantar os Reis em Ovar distingue-se dos restantes pelo facto de, apesar de serem imbuídas de um saudável amadorismo e surgidas de forma espontânea, as Troupes vareiras exigem de si mesmas o mínimo de qualidade interpretativa e melodiosa.

Desta forma, as exibições são minuciosa e antecipadamente ensaiadas; o leque de instrumentos tocado é muito variado e inclui o violão, o bandolim, o banjolim, a bandola e até o violino; o desempenho vocal é muito importante e manifesta-se em belas exibições de solistas e coros; as toadas, em jeito de balada, têm letras inéditas e músicas inéditas ou adaptadas.

Destaque ainda para a estrutura do Cantar dos Reis, que é constituído tradicionalmente por três trechos: A Saudação onde é louvada a Noite Santa dos Reis e são saudados os presentes; A Mensagem onde se celebra o nascimento de Jesus e os seus ensinamentos; e O Agradecimento, em tom bastante mais ligeiro, no qual são pedidas as ofertas habituais e é agradecida a hospitalidade.

A qualidade das Troupes de Reis vareiras desde cedo cativou e impressionou o público, e o que representava um simples ato de cantar as boas festas a favor de obras sociais cresceu e tornou-se num evento de cariz cultural. Assim, as Troupes passaram a apresentar-se num espaço comum, nas Praças, no Salão Nobre dos Paços do Município, no Cine-Teatro, no Centro de Arte de Ovar, onde todos podem assistir e apreciar uma tradição com mais de cem anos.

Cantar dos Reis em Ovar, créditos Etc e Tal Jornal

Cantar dos Reis em Ovar, créditos Etc e Tal Jornal

Grupo Folclórico da Região de Ovar
Folclore em Ovar

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Beira Litoral – Vareira
  • Distrito: Aveiro
  • Concelho: Ovar

13 grupos

  • Grupo de Danças e Cantares de Cortegaça
  • Grupo de Danças e Cantares de Santa Maria de Esmoriz
  • Grupo de Danças e Cantares de S. Pedro de Maceda
  • Grupo de Folclore da Casa do Povo de Válega
  • Grupo de Folclore Jusã
  • Grupo Folclórico As Morenitas de Ovar
  • Grupo Folclórico As Tricanas de Ovar
  • Grupo Folclórico As Varinas de Ovar
  • Grupo Folclórico da Região de Ovar
  • Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar
  • Grupo Folclórico Os Fogueteiros de Arada
  • Grupo Folclórico Os Moliceiros de Ovar
  • Rancho Folclórico da Ribeira de Ovar
Grupo de Danças e Cantares de Cortegaça

Sediado no lugar das Praças, freguesia de Cortegaça, Concelho de Ovar, o Grupo de Danças e Cantares de Cortegaça é uma associação de natureza etnográfica constituída a 7 de fevereiro de 1990.

Grupo de Danças e Cantares de Santa Maria de Esmoriz

O Grupo de Danças e Cantares de Santa Maria de Esmoriz é uma associação de natureza etnográfica sediada em Esmoriz, Concelho de Ovar.

Grupo de Danças e Cantares de S. Pedro de Maceda

Sediado no Largo da Igreja, freguesia de Maceda, Concelho de Ovar,  o Grupo de Danças e Cantares de São Pedro de Maceda é uma associação de natureza etnográfica constituída a 16 de março de 1990.

Grupo de Folclore da Casa do Povo de Válega

O Grupo de Folclore da Casa do Povo de Válega divulgar a cultura da Vila de Válega e do Concelho de Ovar e das suas gentes. Através do seu grupo de folclore e do Museu Etnográfico, divulga não só danças e cantares mas toda a forma de viver do seu povo, desde os trajes à gastronomia. A Troupe de Reis preserva também a tradição reiseira do concelho, com letras e músicas de Manuel Ferreira.

Em 1989, Teresa Amaral, funcionária da Casa do Povo, propôs à Direção a formação de um Grupo de Folclore, que foi aceite de imediato. Após aprovação da ideia principiou o trabalho árduo na recolha de informação, várias pessoas foram contactadas, entre elas José Maria Marques, na altura Vice-Presidente da Federação de Folclore, Manuela Maia, delegada do Inatel, para além de particulares. Concluída a recolha formou-se um grupo infantil e iniciaram-se os ensaios, confecionaram-se trajes e o grupo estreou-se a 14 de agosto de 1989 na festa da padroeira na vila da Válega.

A partir de 1992, a nova direção da Casa do Povo da Válega realizou várias atividades, destacando-se de entre elas algumas exposições etno-folclóricas de qualidade excecional.

Uma das maiores riquezas do agrupamento é o Museu Etnográfico de Válega, inaugurado em 1998. Este museu surge em resultado de aturadas recolhas efetuadas na vila e freguesia de Válega, possuindo no seu espólio cerca de 3000 peças, devidamente catalogadas, sendo o fiel depositário do espólio a Casa do Povo de Válega que tem nele fonte viva inesgotável para as suas diversas atividades de cariz etnográfico, a saber, dança tradicional, exposições etnográficas, esfarrapadas, desfolhadas, mercados à moda antiga, desfiles etnográficos, mostras gastronómicas, etc. O Grupo é membro efetivo da Federação do Folclore Português.

Grupo de Folclore da Casa do Povo de Válega

Grupo de Folclore da Casa do Povo de Válega

Grupo de Folclore Jusã

O Grupo de Folclore Jusã é uma associação de natureza etnográfica da região vareira.

Grupo de Folclore Jusã

Grupo de Folclore Jusã

Grupo Folclórico As Morenitas de Ovar

O Grupo Folclórico As Morenitas de Ovar é uma associação de natureza etnográfica da região vareira.

Grupo Folclórico As Morenitas de Ovar

Grupo Folclórico As Morenitas de Ovar

Grupo Folclórico As Tricanas de Ovar

Fundado em 1979, o grupo Folclórico As Tricanas de Ovar, após profundo trabalho de pesquisa e recolha, divulga as danças e cantares da região vareira, fazendo parte Federação do Folclore Português desde 1981 e da secção de etnografia e folclore do INATEL desde 1983.

Atuou por todas as regiões de Portugal, com participações nos melhores festivais nacionais e internacionais (em Espanha, França e, em 1997 e 2000, no Brasil.

Continua a recolher as danças e cantigas, os trajes e utensílios da vida do povo para o seu museu etnográfico. Canta e dança o que é mais genuíno da sua região que engloba não só as danças do campo, onde se situa, mas também das margens da ria e do mar.

Maioritariamente, dança os viras de Ovar (quase todos com uma coreografia espetacular), dançados nos areais e nas eiras ou terreiros, diversas modas de roda, as tiranas, o real das canas, a cana verde vareira e o realista (considerado o fado de Ovar). A festa (tocata) é constituída por instrumentos tradicionais como: concertinas, cavaquinhos, violas, violões e bombo.

O vestuário é constituído por trajes do fim do século XIX e do início do séculoXX: tricanas de ovar (de capucha e de xaile), noivos ricos, senhoras de capotões e chapeirões, lavradores ricos, romeiros ,lavradores em traje de festa, domingueiros. Ligados ao trabalho: galinheira, leiteira, roçador de junco, traje de malhada, lavrador de gabão, pescadores, varinos. Usa o chamadouro para a pesca do arrasto e os pregões dos pescadores para a venda do pescado e da galinheira para a venda de galinhas e coelhos.

O Grupo folclórico As Tricanas de Ovar é uma secção do grupo desportivo e cultural de Guilhovai e membro do núcleo organizador de manifestações etnofolclóricas de Ovar.

Grupo Folclórico As Varinas de Ovar

O Grupo Folclórico As Varinas de Ovar é uma associação de natureza etnográfica da região vareira.

Grupo Folclórico da Região de Ovar

Grupo Folclórico da Região de Ovar é uma associação de natureza etnográfica da região vareira. É membro da Federação do Folclore Português.

Grupo Folclórico da Região de Ovar

Grupo Folclórico da Região de Ovar

Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar

O Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar é uma associação de natureza etnográfica da região vareira.

Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar

Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar

Grupo Folclórico Os Fogueteiros de Arada

Fundado a 3 de junho de 1979, com sede na freguesia de Arada, concelho de Ovar, o Grupo Folclórico Os Fogueteiros de Arada  é fiel representante da Beira Litoral – Zona Vareira.

Grupo Folclórico Os Fogueteiros de Arada

Grupo Folclórico Os Fogueteiros de Arada

Grupo Folclórico Os Moliceiros de Ovar

O Grupo Folclórico “Os Moliceiros de Ovar” é uma coletividade sem fins lucrativos que tem por objetivo recriar o mais fielmente possível as danças, cantares, trajes, usos e costumes da cultura tradicional da região vareira, na qual está inserido.

Rancho Folclórico da Ribeira de Ovar

O Rancho Folclórico da Ribeira de Ovar é uma associação de natureza etnográfica sediada em Ovar.

Rancho Folclórico da Ribeira de Ovar

Rancho Folclórico da Ribeira de Ovar

Banda Filarmónica Ovarense
Filarmónicas de Ovar

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Banda Filarmónica Ovarense
  • Banda Sinfónica de Ovar
  • Sociedade Filarmónica Boa União
Banda Filarmónica Ovarense

Pela mão do Padre Fernando Luís de Carvalho, responsável até então pela música de capella do Concelho de Ovar, foi fundada a Philarmónica Ovarense em 1811. Assumiu o lugar de primeiro maestro da instituição o professor António José Valério, até 1821. Os primeiros relatos apontam para o ano de 1805, período no qual existiria uma música de capella (pequena agrupamento musical) ligada à Ordem Franciscana na então vila de Ovar, regida então pelo Padre Fernando Luís de Carvalho.

No seu vasto historial relevam-se vários marcos importantes, com destaque para o 1º lugar do Certame de Bandas da cidade de Aveiro em 1905, mas também a obtenção da medalha de ouro da Cidade de Ovar, a medalha de mérito do Governo Civil de Aveiro e ainda a declaração de Pessoa Coletiva de Utilidade Pública.

A Banda Ovarense tem conseguido adaptar-se ao longo do seu percurso às inúmeras áreas e géneros musicais, contando no seu histórico com a apresentação de concertos em diversos formatos, como são exemplos os concertos com os grupos de Folk/Fusão ou Pop Rock Uxu Kalhus e Pevides de Cabaça respetivamente, bem como a experiência do projeto Bass Philharmonic que juntou um grupo de DJ’s e a Banda Filarmónica Ovarense, entre outras experiências, que contrastam com os projetos mais recorrentes e tradicionais de apresentação como banda filarmónica, banda sinfónica ou mesmo com a cooperação com grupos corais e vozes a solo.

Banda Filarmónica Ovarense

Banda Filarmónica Ovarense

Atualmente a Banda Ovarense conta com um corpo musical que ronda os 50 elementos, com idades entre os 10 e os 60 anos, sob a direção artística do Maestro Tiago Correia.

Banda Sinfónica de Ovar (f. 2019)

A Banda Sinfónica de Ovar (BSO) é um projeto artístico da Associação Musical Banda do Lau, formado em 29 de junho de 2019, composto por 50 Músicos, maioritariamente do Concelho de Ovar, com idades entre os 12 e 72 anos, distribuídos instrumentalmente por Sopros, Cordas e Percussão.

O projeto iniciou-se em dezembro de 2018, e teve origem num grupo de Amigos e Músicos da Banda do Lau, que imbuídos por uma forte vontade de fazer música, se lançaram na aventura de criar uma banda, com carater sinfónico, com vista a realização de concertos em sala, e filarmónico, mas que atuasse também em arraiais, romarias, desfiles e procissões.

Banda Sinfónica de Ovar

Banda Sinfónica de Ovar

Sociedade Musical Boa União (f. 1889)

A Sociedade Musical Boa União foi fundada em 1889 por um grupo de executantes que deixaram a Banda Filarmónica Ovarense. A recém-criada passou também a ser conhecida por Música Nova distinguindo-se assim mais facilmente da antiga. A primeira atuação pública nas ruas de Ovar fez-se no 1º de Dezembro de 1889, com o Hino da Restauração a ser das peças mais ouvidas.

Em 1895, uma atuação não autorizada da Banda junto à Estação do Caminho-de-ferro saudando a passagem de um Ministro do Partido Regenerador opositor ao partido a que pertencia o Administrador do Concelho levou o Maestro ao banco dos réus, que, no entanto, acabou por ser absolvido.

A partir de 6 de Maio de 1906, por acordo estabelecido com a Direcção dos Bombeiros, a Banda passou a poder utilizar o título de Banda dos Bombeiros Voluntários de Ovar.

Em 1961 foi adquirida à Sociedade Mercantil uma parcela de terreno na Avenida do Bom Reitor em Ovar, onde em 1984 se iniciou a construção de sede própria cuja inauguração ocorreu em 1986.

Em 1984 foi atribuída a Medalha de Mérito Municipal – Prata. Em 1985 foi conferido à Sociedade Musical Boa União o estatuto de Instituição de Utilidade Pública. Em 1989 obteve a Medalha de Mérito Municipal – Ouro.

A rivalidade que sempre existiu entre as duas Bandas evoluiu de forma positiva, o que permitiu que em 1989 a comemoração do 1º Centenário da Sociedade Musical Boa União tivesse sido feita em conjunto com o aniversário da Banda Filarmónica Ovarense.
O trágico falecimento em Junho de 1991 do então Presidente da Direcção e principal benemérito da instituição, Carlos Malaquias, marcou o início de grandes dificuldades na vida da coletividade, que culminaram com a suspensão da atividade da Banda em 1997 em Cortegaça e, em 1999, da Escola de Música que tem o seu nome. Mantiveram-se apenas atividades administrativas, de manutenção, conservação e defesa do património.

Em 2000 um grupo de antigos músicos assumiu os destinos da coletividade, reativando a Escola de Música, formando a Trupe de Reis que se estreou com fulgor nos “Reis 2001” e que é já uma referência nesta tradição Vareira e desenvolvendo outras atividades lúdicas e culturais realizadas na sede da coletividade. Em 2003 adquiriu-se novo instrumental, formaram-se músicos, melhorou-se o ensino na escola de música e a qualidade artística da Banda. Nos anos seguintes este trabalho foi intensificado e o número de serviços festivos continuou a registar um notável incremento. A participação e organização de vários cursos e classes de aperfeiçoamento contribuíram de forma decisiva para a maturidade artística do grupo.

Sociedade Musical Boa União

Sociedade Musical Boa União

A Escola de Música dispõe de novos instrumentos e novos equipamentos informáticos dotados com software específico para um moderno ensino musical. Foram criadas outras secções artísticas (orquestra ligeira, orquestra juvenil, big band e pequenos agrupamentos de metais, madeiras e mistos), tendo em vista a valorização dos músicos e a diversificação da oferta para espetáculos e eventos com características diferenciadas.

Hoje, tanto na direção artística que passou a ser confiada ao maestro Bruno Pereira, como no corpo geral de músicos, contando com cerca de 60 elementos, encontra-se consolidado o prestígio da Sociedade Musical Boa União, Banda dos Bombeiros Voluntários de Ovar ou Música Nova, como também é conhecida.

Andreia Castro, oboé, natural de Cortegaça
Músicos naturais do Concelho de Ovar

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Ângela Lopes (compositora)
  • Ascendino Silva (maestro)
  • Manuel Carvalho (clarinete)

Falecidos

  • Maria Albertina (cantora, 1909-1985)
Andreia Castro

Andreia Pinto Castro nasceu a 9 de outubro de 2000, sendo natural de Cortegaça. Iniciou os estudos musicais aos 10 anos, na classe de Júlio Conceição, na Academia de Música de Paços de Brandão onde concluiu o 8º grau em oboé. Ao longo do seu percurso musical, participou em diversas classes de aperfeiçoamento, orientadas pelos oboístas Nelson Alves, Ana Madalena Silva, Aldo Salvetti, Jean Michel Garetti, Ricardo Lopes, David Walter, Tamás Bartók e Fabian Menzel.

Participou em diversos estágios e trabalhos orquestrais com os maestros Fernando Marinho, Cesário Costa, Pedro Neves, Vítor Matos, Paulo Martins, Douglas Bostock, Artur Pinho Maria, José Ferreira Lobo, José Maria Moreno, entre outros.

Integrou a Orquestra Sinfónica Ensemble durante três temporadas em Corne Inglês e 1º Oboé, a Orquestra e Banda Sinfónica de Jovens de Santa Maria da Feira com a qual colabora regularmente desde o ano de 2016 e a Orquestra Ópera no Património. Colabora também desde 2013 com bandas filarmónicas.

Andreia Castro faz ainda parte do Quinteto Sinestesia. Com este grupo, do qual é membro desde a sua criação, teve a possibilidade de ser laureada com um Segundo lugar no “VI Odin International Music Online Competition” (Dublin, Irlanda), com uma Menção Honrosa no “II ISCART Competition” (Lugano, Suíça), com o Primeiro lugar no “The 4th International Moscow Music Competition” (Moscovo, Rússia) e com o Terceiro lugar no “Marker And Pioneer International Music Competition” (Los Angeles, Califórnia, EUA). Todos estes prémios foram atribuídos na categoria de música de câmara, nas idades compreendidas entre os 18 e 25 anos. O grupo terminou a cadeira de música de câmara com nota de 20 valores.

Andreia Castro, oboé, natural de Cortegaça

Andreia Castro, oboé, natural de Cortegaça

A solo, obteve uma menção honrosa na 4ª edição do concurso “Prémio Ilda Moura” no escalão E da categoria de sopros, realizado em 2019.

Frequenta desde 2018 a Universidade do Minho, estudando atualmente com Aldo Salvetti.

Ascendino Silva

Ascendino Silva nasceu em Ovar a 16 de outubro de 1980. Iniciou os estudos musicais aos 8 anos, na Banda Filarmónica Ovarense, em clarinete, passando a integrar o corpo musical em dezembro de 1989. Em 1993 ingressou no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Aveiro, na Classe de Clarinete, tendo prosseguido os estudos na Academia de Música do Orfeão de Ovar, e posteriormente no Conservatório de Música de Vila Nova de Gaia, tendo trabalhado com os professores Nelson Aguiar, Fernando Rainho, Arménio Pinto, Isabel Silva, Manuel Carvalho e Luís Silva.

No âmbito do sistema de ensino Yamaha Classband, do qual é Professor Certificado desde 2012, a convite da Junta de Freguesia de Maceda, implementou o referido sistema de ensino, o qual deu origem à atual Orquestra de Sopros de Maceda, da qual é Diretor Artístico e Maestro.

Frequentou diversos estágios, workshops e classes de aperfeiçoamento, onde teve a possibilidade de trabalhar com vários professores e maestros. Destaca-se o Curso Internacional para Jovens Músicos promovido pelo INATEL em 1997 na cidade de Viseu, onde trabalhou com José Monteiro, Agostinho Caineta, Tristão Nogueira, Fátima Juvandes, Luís Rego e Paulo Lameiro, entre outros.

Em 2000 foi um dos fundadores da Orquestra Ligeira da Banda Ovarense, desempenhando desde então as funções de Maestro. Em 2003 ingressou na Policia de Segurança Pública, tendo posteriormente integrado a Banda da PSP do Comando Metropolitano do Porto, onde desempenhou as funções de clarinetista até 2014. Por convite da Direção, em agosto de 2011, iniciou as funções de Diretor Artístico e Maestro da Banda Filarmónica Ovarense (BFO), tendo dirigido várias performances musicais, onde se destacam “Filarmónica Extravagante”, com os UXU KALHUS, as aberturas do carnaval de Ovar de 2014 a 2017, com o Maestro Tim Steiner e Ricardo Batista, numa coprodução Onda Amarela e Câmara Municipal de Ovar; e com a ACERT – Associação Cultural e Recreativa de Tondela, sob a Direção Artística do Ator Pompeu José.

Ainda na qualidade de Diretor Artístico e Maestro da BFO, destaca-se o projeto artístico D’Ovar Pr’Ovar, do qual foi o mentor, tendo assumido todo o processo criativo e produtivo, resultando em varridíssimas parcerias com músicos, artistas e Associações, numa fusão com a Banda, sendo de realçar as participações do Tenor Sérgio Sousa Martins, o Pianista Miguel Silva, os Trompetistas Manuel Luís Azevedo e Jorge Almeida, a Fadista Patrícia Costa.

Em 2015, foi o mentor do projeto BASS PHILHARMONIC OWARENSE, numa fusão BFO e o coletivo de DJ’s Owar Bass Warriors, tendo tido a sua apresentação em 24 de julho de 2015. Foi ainda mentor de produções como “Despique”, numa fusão entre a BFO e o agrupamento “Pevides de Cabaça”, numa performance construída de raiz em parceria com o Compositor e Arranjador Rui Lima.

Foi diretor pedagógico da Escola de Música da Banda Filarmónica Ovarense de 2010 a 2018, tendo sido responsável pela implementação de todo o processo administrativo, inexistentes até então, bem como pela criação de conteúdos programáticos no âmbito das classes lecionadas. Na área financeira, entre 2015 e 2018, foi responsável pela autossustentabilidade da Escola, invertendo os consecutivos resultados negativos até então.

Além de professor, é diretor Artístico e maestro da Banda Sinfónica de Ovar e da Orquestra de Sopros de Maceda, acumulando com as funções de diretor pedagógico da Fusa – Academia de Música e da Classband Maceda.

Manuel Carvalho

Manuel Augusto da Silva Carvalho nasceu em Ovar. Iniciou os estudos musicais com seu pai, Fausto Carvalho, prosseguindo-os no Conservatório Nacional de Lisboa na classe de Vladimir Stoyanov, Jaime Carriço e Rui Martins. Admitido na ESMAE, na classe de António Saiote, trabalhou com Luís Silva e Carlos Alves, concluindo o Curso Superior de Clarinete, com o grau de Bacharel, apresentando-se no recital final com obras de Pierné, Schumann, Penderecki e Weber. Em 1999 concluiu a Licenciatura em Clarinete na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Instituto Politécnico do Porto, na Classe de António Saiote.

Manuel Carvalho

Manuel Carvalho, clarinete, de Ovar

Manuel Carvalho, clarinete, de Ovar

Em 2003 foi admitido na Universidade de Aveiro no Mestrado em Música, Área de Performance Investigação em Clarinete, tendo como professor de clarinete Alain Damiens. Em 2006, defendeu a Tese de Mestrado na Universidade de Aveiro, subordinada ao tema: “A ópera como paradigma no Grande Duo Concertante de Weber”, sendo-lhe conferido o grau de Mestre em Música.

Fez seminários, cursos livres e classes de aperfeiçoamento de Clarinete, na Escola Superior de Música do Porto, no Conservatório Regional de Setúbal, no Conservatório Nacional de Lisboa, no Conservatório do Porto e na Universidade de Aveiro, com António Saiote, Alain Damiens, Guy Deplus, Howard Klug, Henri Bok, Kalio Miulberg, Luís Silva, Manuel Jerónimo, Michel Arrignon, Paul Meyer, Philippe Cuper e Walter Boeykens, de Anatomia e Fisiologia da Respiração para cantores e instrumentistas, pelo Prof. Doutor Diogo Pais (docente da Faculdade de Ciências Médicas da U.N. de Lisboa), sobre a respiração diafragmática com Hugues Kestman na ESMAE e, sobre palhetas e boquilhas, com Jean Paul Gauvin (Vandoren). Fez Curso Livre de Música Electrónica com Eduardo Patriarca e de Direcção de Banda com Jacinto Montezo.

Como solista atuou na Orquestra Ligeira do Exército, Bandas de Música da ex-Guarda Fiscal e da Guarda Nacional Republicana, bem como nas Orquestras do Conservatório Nacional e da ESMAE, Conservatório de Fornos e de Jovens do Concelho da Feira. Colaborou com algumas das orquestras portuguesas, bandas militares e filarmónicas como instrumentista convidado, bem como com agrupamentos de música de câmara. Foi membro fundador da Orquestra Invicta, sob a direção de António Saiote.

Interpretou em público grande parte do repertório escrito para Clarinete, abrangendo as obras mais significativas até ao século XX, com acompanhamento de Orquestra, Banda Militar, Piano, ou a Solo, nos mais importantes palcos e salas do País, onde se destacam as atuações em Lisboa, nos Teatros de S. Carlos, Trindade e S. Luís, os Cine-Teatros de Vila Franca de Xira, Ovar, Conservatórios e Academias de Almada, Conservatório Nacional de Lisboa, Porto, Coimbra, Castelo Branco, Espinho, Castelo de Paiva, Fornos, Feira, Paços de Brandão, Ovar, Conservatório Calouste Gulbenkian; Coliseus de Lisboa e Porto, Casinos da Figueira da Foz, Espinho e Póvoa do Varzim. Concertos em Igrejas de norte a sul do país, Convento dos Lóios em Santa Maria da Feira, Europarque, Claustros do Mosteiro de S. Bento da Vitória, Fórum da Maia, Café Concerto da ESMAE e Casa Jardim, Aula Magna da UTAD, Fundações Engenheiro António de Almeida, Cupertino de Miranda, Casa do médico, Museu do Carro Eléctrico, Auditório de Velas, nos Açores.

Gravou para a RTP e RDP e participou em gravações com alguns dos mais reputados cantores e instrumentistas portugueses.

Foi Professor de Clarinete na Escola de Música do Grupo Musical Estrela de Argoncilhe, no Conservatório de Coimbra e foi Professor de Clarinete, Música de Câmara e Classe de Conjunto no Conservatório de Música de Fornos. Foi Regente da Banda Velha Sanjoanense e Banda de Mateus e Maestro da Orquestra Clássica do Conservatório de Música de Fornos.

Exerceu funções de Direcção Pedagógica e Delegado Coordenador de instrumentos de sopro, respetivamente no Conservatório de Música de Fornos e na Academia de Música de Santa Maria da Feira. É o Mandatário da Associação Portuguesa do Clarinete no Concelho da Feira e Professor de Clarinete, Música de Câmara e Classe de Conjunto nas Academias de Música de Sta Maria da Feira e do Orfeão de Ovar. A sua atividade docente estende-se ao trabalho com Bandas Filarmónicas, através de Master Classes, fazendo chegar a todos os escalões etários a motivação para o estudo deste instrumento. Apresenta-se em público como solista na Banda de Música da GNR, bem como em orquestras e diversas formações de Música de Câmara, tendo vindo a realizar concertos, recitais e classes de aperfeiçoamento, um pouco por todo o País.

Maria Albertina

Nascida em Ovar, Maria Albertina começou por cantar o fado de Coimbra, estreando-se em 1931 como cantadeira no Teatro Maria Vitória na peça História do Fado. Em 1932 obteve o prémio “Guitarra de Ouro” um concurso organizado pelos jornais Diário de Notícias e O Século. Maria Albertina cantou canções regionais na revista Viva a folia!, no Teatro Ginmásio, em 1933, ano em que filmou pela primeira vez, cantando no filme Canção de Lisboa o tema Fado dos beijos quentes, obtendo um enorme sucesso. Inaugurou o “Retiro da Severa” no Luna Parque e em  1934 fez a sua estreia como atriz na revista Vista Alegre, encenando com Carlos Ramos o célebre quadro de Malhoa O Fado.

Maria Albertina

Maria Albertina, cantadeira, de Ovar

Maria Albertina, cantadeira, de Ovar

No decorrer do seu percurso artístico Maria Albertina cantou nos teatros Ginmásio, Maria Vitória, em esperas de touros em Vila Franca de Xira, no Grémio Alentejano e no Maxim’s, no “Solar da Alegria” e no Salão de Chá do “Café Chave d’Ouro”. Atuou também em casas particulares como a da Duquesa de Palmela, do banqueiro Ricardo Espírito Santo e nos palácios do Conde da Torre e de Fontalva. Estes locais foram conciliados com passagens na rádio, casos da Emissora Nacional e Rádio Clube Português. Maria Albertina partiu em digressão pelo Brasil, Argentina, Espanha, E.U.A. e Canadá, apresentando-se em inúmeros palcos, com destaque para a deslocação a Paris, onde, na Exposição Internacional, representou o folclore português, com enorme sucesso e que se traduziu em convites para atuações em duas rádios de Paris.

Como atriz representou, sempre com grande sucesso, para além das revistas já citadas, Viva a folia!, Bola de neve (1935), O Rapa (1935), Sardinha assada (1935), A vara larga (1936), «Feira de Agosto» (1936), «Coração de Alfama» (uma opereta), «Há festa na Mouraria»(1936), «Maria Rita» (1936) e Água vai (1937). Posteriormente entrou no filme Bocage (1936) cantando Bailarico saloio. Em 1941, entrou na Grande Marcha de Lisboa. Na década de 60 foi contratada para cantar no restaurante típico “O Faia” onde permaneceu durante 20 anos. É mãe de Cândido Mota, locutor da Rádio e Televisão. O seu espólio está depositado no Museu Nacional do Teatro

Fonte: Museu do Fado

Igreja Matriz de Ovar
Órgãos de tubos do concelho de Ovar [4]

Além dos 4 órgãos de tubos existentes no Concelho, Ovar merece destaque pelo facto de em Esmoriz ter sede a Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, que além da construção de pequenos órgãos já fez dezenas de restauros de órgãos históricos por todo o País. De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Igreja Matriz de Esmoriz

Igreja Matriz de Ovar

Igreja Matriz de Esmoriz

Edificada em 1892, Igreja Matriz de Esmoriz foi construída sobre as fundações do anterior templo e tem como atributo Nossa Senhora da Assunção. O seu estilo arquitectónico é semelhante às igrejas locais de linhas simples, com uma torre sineira à direita. No interior podemos encontrar o altar-mor com 4 colunas em espiral.

No coro alto, está situado um órgão de tubos da autoria de Augusto Joaquim Claro, executado em 1907, restaurado por António Simões, em 1991.

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Assunção de Esmoriz possui um órgão de tubos  da autoria de Augusto Joaquim Claro construído por volta de 1890, restaurado em 1991 por António Simões.

Igreja Matriz de Ovar

Igreja Matriz de Ovar

Igreja Matriz de Ovar

Com origens quinhentistas, a Igreja Matriz de Ovar é o único templo com três naves no concelho de Ovar e o mais antigo, seguindo uma tipologia medieval. Pertenceu ao Cabide da do Porto, o que justifica a interferência de artistas portuenses na elaboração do património artístico. No seu interior existem sete retábulos datáveis entre o século XVII e o século XX, destacando-se os dois colaterais de origens maneiristas e o imponente retábulo-mor de estilo rococó.

Fonte: CMO

A Igreja Paroquial de São Cristóvão de Ovar possui um órgão Bischop & Starr.

Órgão da Igreja Matriz de Ovar

Órgão da Igreja Matriz de Ovar

FOI NOTÍCIA

Uma das peças que mais dignificam o património artístico da Igreja Matriz de Ovar é o pequeno órgão de tubos que se encontra ao centro do coro alto, voltado para a nave central e que foi oferecido à Paróquia, em 1862, por António Ferreira Meneres (filho), um benemérito vareiro que viveu no Porto, onde se dedicava à exportação de vinhos generosos.

Para conhecimento dos nossos leitores e dos curiosos de antiguidades e de assuntos musicais, aqui registamos alguns pormenores históricos e técnicos desse órgão, fornecidos pelo Mestre-Organeiro Pedro Guimarães, de Esmoriz.

Trata-se de um instrumento inglês de meados do séc. XIX, da autoria de Bischop & Starr, como indica uma placa por cima do teclado e outra dentro da caixa de vento. Esta oficina de organaria construía também instrumentos para a Casa Real inglesa. O órgão sofreu, pelo menos, duas intervenções no século XX: em 1944, por Waldemar Ferreira Alves Moreira, e outra nos fins da década de 70, por Mário Santos, um antigo técnico organeiro de Braga então a residir em Ovar (na Ponte Nova).

Neste momento, o instrumento encontra-se ainda totalmente montado, não faltando nenhuma peça significativa. Olhando-o de relance, ressalta à nossa vista um conjunto de tubos denominado Principal de 8 pés, a partir de C2. O sistema de foles, original, encontra-se, em parte, por debaixo do banco do organista, sem ter sofrido alterações.

O órgão possui 1 manual com 54 notas e 6 puxadores (na caixa, frente ao banco), correspondendo 1+2 a M.D.+ M.E. e 3 registos inteiros, tendo como base um Flautado Principal de 12 (na fachada). Encontram-se 2 pisantes na consola para actuar os puxadores dos 4 e 2 pés.

De referir que este instrumento possui um registo inventado por esta oficina: Clarabella 8 pés, que é uma flauta de madeira em que a câmara-de-ar no lábio inferior não se encontra no pé do tubo mas na tampa do próprio lábio inferior.

Os materiais utilizados neste instrumento são pinho fino na caixa e nas partes da mecânica das notas, e mogno no Someiro; os tubos de metal são de uma liga de estanho e chumbo.

O sistema de vento é constituído por 1 fole paralelo com 2 pregas (interior e exterior) e 2 contrafoles, no seu estado original, faltando os pesos do fole. É accionado manualmente por uma alavanca (visível na gravura).

Pensa o referido técnico que este instrumento forma uma unidade e que não deverá ser alterado.

Para a sua recuperação deverão ser efectuados os seguintes trabalhos: Desmontagem, limpeza geral de todas as partes, colocação de peles novas nos foles e montagem de um ventilador eléctrico, reparação de toda a tubaria de forma a que se possa afinar e tenha estabilidade suficiente, e restauro do someiro e mecânica das notas e registos.

Tratando-se de um instrumento de construção sólida, bastante interessante, e que possui muitas características típicas do seu período de construção, vale a pena recuperá-lo.

Não haverá um ou vários mecenas que queiram dar vida a este órgão histórico, continuando a obra benemérita de António Ferreira Meneres (filho)?

ADENDA

Antes deste órgão, oferecido por António Ferreira Meneres e inaugurado em 14/10/1862, houve um outro órgão de tubos que, segundo o Padre Manuel Lírio, em “Monumentos e Instituições Religiosas de Ovar”, estava desmantelado nos meados do século XIX.

Manuel Pires Bastos, Jornal João Semana, 15 agosto 2000

Oficina e Escola de Organaria

órgão positivo  de um teclado manual [ I; (4+5) ] construído pela Oficina e Escola de Organaria, em 1995, opus 12.

órgão positivo de um teclado manual [ I; (4+5) ] construído pela Escola e Oficina de Organaria, em 1999, opus 29.