Artigos

Grupo Etnográfico de Lorvão
Folclore de Penacova

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Grupo Etnográfico de Lorvão
  • Rancho Folclórico “As Paliteiras de Chelo”
Grupo Etnográfico de Lorvão

O Grupo Etnográfico de Lorvão pertence à freguesia de Lorvão, no concelho de Penacova, conhecida pelo seu milenar Mosteiro. Lorvão fica à beira do rio Mondego a 20 km de Coimbra, no centro da Beira Litoral.

GEL

Grupo Etnográfico de Lorvão

Grupo Etnográfico de Lorvão

Rancho Folclórico “As Paliteiras de Chelo”

O Rancho Folclórico “As Paliteiras” de Chelo pertence a Chelo,  Lorvão, onde monges e freiras viveram durante séculos, e também pela “arte do fazer dos palitos”, atividade que este rancho se esforça por manter viva através das suas artesãs.

FOI NOTÍCIA

Em 2016, o Município de Penacova, o Grupo Etnográfico de Lorvão e o Rancho Folclórico “As Paliteiras de Chelo” foram convidados pela Federação de Folclore Português para participar no Congresso Nacional de Folclore, no painel “Inventário Nacional de Património Cultural Imaterial”, que se realizou em Leiria, nos dias 10 e 11 de dezembro.

Assim, alguns elementos do Grupo Etnográfico de Lorvão e do Rancho Folclórico “As Paliteiras de Chelo” apresentaram no palco do Teatro José Lúcio da Silva, as várias fases do ciclo dos palitos. Esta recriação iniciou-se com o descasque dos rolos de salgueiro e a secagem do pau, em castelos. Depois o pau foi rachado e com a habilidade, destreza e experiência da paliteira e com a ajuda de uma navalha, transformado em palitos. Uma vez pronto o palito foi vendido na mercearia e trocado por géneros alimentares. Depois foi embalado e por fim comercializado no País e no estrangeiro.

Paula Silva, Técnica Superior da Câmara Municipal de Penacova, responsável pela inscrição dos “Conhecimentos tradicionais, de caráter etnobotânico e artesanal, utilizados no processo de produção dos palitos (Lorvão, Figueira de Lorvão, Penacova) no Inventário Nacional de Património Cultural Imaterial, apresentou todo o processo de registo desta manifestação de PCI. Apresentou as folhas de inventário nacional e indicou como proceder à inventariação de PCI em http://matriz.dgpc.pt .

Referiu que o procedimento de registo de uma manifestação de PCI no Inventário Nacional constitui em Portugal a única forma de proteção legal, juridicamente validada à escala nacional. Falou na obrigação dos municípios para a proteção dos bens com valor cultural imaterial, assim como para a salvaguarda das manifestações culturais. Alertou ainda que, o regime jurídico estipula a obrigatoriedade de ser efetuada a “revisão ordinária”, com uma regularidade de pelo menos 10 anos, de modo a aferir as alterações ocorridas na manifestação de PCI, assim como a possibilidade de ser efetuada a respetiva “atualização”, que pode ser suscitada a qualquer momento em virtude dessas alterações.

Escola de Artes de Penacova
Escolas de Música de Penacova

As mais destacadas escolas de música do Concelho

Escola de Artes de Penacova

A Escola de Artes de Penacova é uma escola de Ensino Artístico Especializado da Música, tutelada pela Filarmónica Boa Vontade Lorvanense. Iniciou a atividade no ano letivo 2014/2015, tendo obtido a autorização definitiva de funcionamento em 2020. Tem como propósito a formação de elevado nível técnico, artístico e cultural dos seus discentes, de acordo com os planos curriculares delineados pelo Ministério da Educação, privilegiando o regime de ensino articulado.

Desde o início da sua atividade que a Escola de Artes de Penacova funciona nas instalações da Biblioteca Municipal de Penacova, proporcionando excelentes condições aos alunos que a frequentam, não só no plano pedagógico como também no performativo, tendo em conta as condições do Auditório. No ano letivo 2016/2017, a Escola de Artes de Penacova passou a contar com um polo de funcionamento em São Pedro de Alva, descentralizando assim a sua ação da sede do Concelho. Esse novo polo funciona desde o início na Casa do Povo de São Pedro de Alva. A Escola de Artes de Penacova conta com o vital apoio do Município de Penacova, pudendo assim prestar um ensino de excelência no ensino da Música, Dança e Teatro à comunidade de Penacova.

Banda Filarmónica de Penacova

Filarmónicas de Penacova

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

  • Banda Filarmónica da Casa do Povo de Penacova
  • Filarmónica Boa Vontade Lorvanense
  • Filarmónica da Casa do Povo de São Pedro de Alva
Banda Filarmónica da Casa do Povo de Penacova

Perde-se no tempo a data da fundação da Filarmónica de Penacova. Sabe-se que foi fundada pelo Pe. Francisco de Paula Queirós que, no testamento, diz que “no seu funeral não quer fausto nem música”, sinal evidente de que, nesta data, a Filarmónica já existia. Por informações colhidas junto de pessoas mais idosas, sabe-se também que, quando os antigos Paços do Concelho foram construídos, já existia a Filarmónica, uma vez que um dos elementos constitutivos do seu brasão é uma lira.

Viveu independente durante muitos anos até que, em 1930, um punhado de Penacovenses fundou a Corporação dos Bombeiros Voluntários, a que ficou ligada até 1975, tendo sido integrada na Casa do Povo em 1976.

BFP

Banda Filarmónica de Penacova

Banda Filarmónica de Penacova

Filarmónica Boa Vontade Lorvanense

A história da Filarmónica Boa Vontade Lorvanense remonta ao ano de 1900. Teve inicialmente o nome de “Tuna Lorvanense”. O primeiro presidente foi Joaquim Maria da Silva. Em 1 de agosto de 1920, a Coletividade passou a designar-se por “Filarmónica Lorvanense”. A 6 de maio de 1928, na sala da “Filarmónica Lorvanense”, sob a presidência do sócio Bento da Fonseca, a Coletividade reuniu em Assembleia-Geral com o fim de aprovar os Estatutos que passariam a regê-la. Para esse fim, pela Direcção da Coletividade foi apresentado um projeto de Estatutos que, depois de lidos e discutidos, foram aprovados.

A 6 de maio de 1928, foi fundada em Lorvão, com o título de “Filarmónica Lorvanense”, uma sociedade que tem por fim a cultura musical. A 16 de março de 1999 procedeu-se à alteração da denominação para “Filarmónica Boa Vontade Lorvanense” e a uma remodelação total dos seus Estatutos.

FBVL

Filarmónica Boa Vontade Lorvanense

Filarmónica Boa Vontade Lorvanense

A Filarmónica foi criada pela necessidade de abrilhantar os muitos festejos religiosos celebrados em Lorvão. Foi a vontade dos executantes e o entusiasmo das gentes, que em “Boa Vontade” foram ajudando, como podiam, a erguer esta coletividade, ficando essa “Boa Vontade” para seu nome, tendo sido oficializada no ano de 1999 com a remodelação dos Estatutos. Antigamente, um músico que entrasse para a Filarmónica, pagava uma joia de entrada e uma quota mensal de 1 escudo, e quando recebia um instrumento assinava uma letra de valor equivalente ao seu preço.

FBVL

Filarmónica Boa Vontade Lorvanense

Filarmónica Boa Vontade Lorvanense

A razão de ser da sua existência é o bem-estar e o desenvolvimento sociocultural através da prática de atividades culturais e recreativas, essencialmente o Ensino da Música e Banda Filarmónica, pugnando pelo seu desenvolvimento em ambiente positivo e saudável. A Filarmónica Boa Vontade Lorvanense tem sede própria, inaugurada em 2002, depois de obras de recuperação e requalificação do edifício situado na Rua Bissaya Barreto e adquirido em 1998. Reconhecida em 2001 como Pessoa Coletiva de Utilidade Pública, é também sócia do INATEL e associada na Federação de Filarmónicas do Distrito de Coimbra, de que assumiu a presidência entre 2006 e 2010.

Filarmónica da Casa do Povo de São Pedro de Alva

Sediada na vila de São Pedro de Alva, a Filarmónica da Casa do Povo de São Pedro de Alva foi fundada em 1965.

FCPSPA

Filarmónica da Casa do Povo de São Pedro de Alva

Filarmónica da Casa do Povo de São Pedro de Alva

FOI NOTÍCIA

Centro TV noticiou a 15 de agosto de 2020 que as bandas filarmónicas de Penacova pediram apoio à Câmara por causa dos efeitos da pandemia. As três bandas filarmónicas do concelho de Penacova decidiram fazer um apelo à Câmara Municipal no sentido de as ajudar a ultrapassar a profunda crise financeira provocada pela pandemia. Em carta dirigida ao vereador do pelouro da cultura, João Azadinho, as filarmónicas da Casa do Povo de Penacova, Casa do Povo de São Pedro de Alva e Boa Vontade Lorvanense sublinham o momento de fragilidade atual, por causa do longo período de inatividade – “todos os serviços agendados para este ano foram cancelados e, por consequência, o encaixe financeiro foi nulo!”.

As três bandas argumentam que essa verba é vital para o seu funcionamento – “suporta os honorários do maestro, professores do ensino musical, “cachets” de músicos, reparação de instrumentos, fardamentos, logística e outras despesas inerentes ao funcionamento das instalações.”

“O município de Penacova atribui anualmente a cada banda, um apoio de mil e quinhentos euros, além de comparticipar a aquisição de instrumentos e apoiar o ensino da música”, frisam. As três filarmónicas sustentam que esse valor já é, por si, insuficiente, e pedem um apoio extraordinário. A título de exemplo, a verba suporta apenas alguns meses de honorários do maestro.”

Com as festas e romarias canceladas, as filarmónicas, “de uma forma geral, e as do concelho de Penacova, em particular, vivem uma fase difícil”. A atividade foi retomada, mas apenas ao nível dos ensaios. Por isso, “com o quadro atual de perda de receitas, as dificuldades de funcionamento estão a agravar-se.”

A posição conjunta, das três filarmónicas, é expressa na carta enviada ao pelouro da cultura, da Câmara de Penacova, e assinada pelos três presidentes das associações: Alvaro Coimbra (Casa do Povo de Penacova), João Pedro Correia (presidente da secção/Casa do Povo de São Pedro de Alva) e Mauro Carpinteiro (Boa Vontade Lorvanense).

Joel Rodrigues, maestro, de Penacova
Músicos naturais do Concelho de Penacova

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Alexandre Madeira (França/Penacova, direção, saxofone)
  • Alípio Sousa Borges (músico, 1932-1997)
  • João Martinho (eufónio)
  • Joel Rodrigues (maestro)
  • Pedro Martinho (fagote)
  • Ricardo Almeida (tuba)
  • Rodrigo Carvalho (músico)
Alexandre Madeira

Alexandre Madeira é diplomado em Saxofone pelo Conservatório de Música de Coimbra e licenciado pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo – ESMAE (Porto).

Trabalhou com os professores Henk van Twillert, Fernando Ramos, Jean-Yves Fourmeau, Ed Boogard, Arno Bornkamp, Claude Délangle, Jean-Denis Michat e Gerard McCristal (Saxofone), Paulo Perfeito, Carlos Azevedo, José Pedro Coelho, Telmo Marques, Gileno Santana (Jazz), Hugues Kestman e Xelo Giner (Música Contemporânea), Jean Sebastien Béreau, Robert Houlihan, Alberto Roque, Luís Clemente e André Granjo (Direção de Orquestra).

Tem tido uma vasta atividade como docente em escolas como os Conservatórios de Coimbra, Braga, Águeda, Covilhã e tem sido convidado para ministrar cursos por todo o país.

Como instrumentista, conta com inúmeros concertos realizados em orquestras como as Orquestras Sinfónica, de Sopros e de Música Contemporânea da ESMAE, Orquestra de Músicos do Mediterrâneo, European Saxophone Ensemble, Orquestra Portuguesa de Saxofones, Coimbra Jazz Ensemble, entre outras, contando diversas digressões nos vários continentes, diversos prémios internacionais, concertos a solo e gravações de CD.

Alexandre Madeira

Alexandre Madeira, saxofone, direção, de Penacova

Alexandre Madeira, saxofone, direção, de Penacova

Leia AQUI a biografia completa.

Joel Rodrigues

Joel Rodrigues iniciou os estudos na Escola de Música da Banda Filarmónica da Casa do Povo de Penacova, sob a direção do maestro Gonçalo Rocha e posteriormente com o maestro Nuno Campos. Prosseguiu os estudos no Conservatório de Musica de Coimbra.

Em 2013 ingressou na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco, onde concluiu a Licenciatura em Saxofone e posteriormente o Mestrado em Ensino da Música – variante instrumento (saxofone) e música de conjunto.

Como convidado, tem integrado diversas formações, onde se destacam Orquestra de Sopros de Coimbra, Ensemble de Saxofones do Conservatório de Música de Coimbra, Orquestra Sinfónica da ESPROARTE, Orquestra Sinfónica da ESART, Orquestra Ligeira da Covilhã, entre outros agrupamentos. É membro fundador do quarteto de Saxofones ‘’InSax’’ e membro da ‘’ The Soul Orquestra’’.

Joel Rodrigues é professor de saxofone e música de conjunto na Escola de Música do Orfeão de Leiria (OLCA), professor de saxofone na Sociedade Amadora Musical dos Pousos (SAMP) e Conservatório de Música de Coimbra – polo de Sertã.

Na sua formação de direção de orquestra trabalhou com maestro como Alberto Roque, João Paulo Fernandes, José Pedro Figueiredo, Nuno Osório, José Carlos Oliveira, entre outros. Tem sido convidado a dirigir vários agrupamentos. Entre 2017 e 2020 foi diretor artístico da Banda Filarmónica da Casa do Povo de Penacova, Grupo de Teatro e Variedades da Casa do Povo de Penacova e diretor pedagógico da escola de música da Banda Filarmónica da Casa do Povo de Penacova.

Joel Rodrigues, maestro, de Penacova

Joel Rodrigues, maestro, de Penacova

Ricardo Almeida

Ricardo João Borges Almeida nasceu em Lorvão, Penacova, a 22 de outubro de 1996 e iniciou a sua carreira musical em 2002. Concluiu o 5º grau de Conservatório de Música de Coimbra na classe de Clarinete de Henrique Pereira. Frequentou a Classe de Percussão da Filarmónica Boa Vontade Lorvanense por 8 anos, inicialmente orientada pelos professores Bruno Amaral e João Colaço. Frequentou o curso livre de percussão no Conservatório de Música de Coimbra durante 2 anos com Ismael Silva.

Em 2016 começou a estudar Tuba com Luís Oliveira, na Escola Profissional de Artes da Beira Interior. Participou também em de vários estágios de Orquestra de Sopros e Percussão e de Orquestra Sinfónica de destacar os seguintes maestros: Pedro Rego, Leandro Alves, Jan Wierzba, Tiago Oliveira, José Eduardo Gomes, José Ignácio Petit, Douglas Bostock, Tobias Gossmann, Jean-Marc Burfin.

Além dos Estágios de Orquestra, RicardoAlmeida também participou de classes de aperfeiçoamento individuais, destacando a participação com os conceituados tubistas: Sérgio Carolino, Adélio Carneiro, Ilídio Massacote, João Aibéo, Gil Gonçalves, Romeu Silva, Ricardo Antão, Ricardo Carvalhoso, Floyd O.Cooley, Jon Hansen, François Thuillier, Jose Martínez e Gene Pokorny.

Ricardo Almeida, tubista, de Penacova

Ricardo Almeida, tubista, de Penacova

Leia AQUI a biografia completa.

Rodrigo Carvalho

Rodrigo Carvalho nasceu em Penacova em 1983, onde iniciou os estudos musicais com Celestino Ortet. É licenciado, pela Escola Superior de Educação de Coimbra, no Curso de Professores de Educação Musical do Ensino Básico e pela Universidade de Aveiro no curso de Música, vertente de Performance em Canto, na classe de Joaquina Ly. É ainda mestre em Ensino de Música, nas variantes de Canto e Música de Conjunto.

Rodrigo Carvalho

Rodrigo Carvalho, músico, de Penacova

Rodrigo Carvalho, músico, de Penacova

Participa regularmente em cursos de Direção Coral, tendo já trabalhado com Edgar Saramago, John Ross, Artur Pinho, Cara Tasher, Eugene Rodgers, Paulo Lourenço, Gonçalo Lourenço, Vasco Negreiros e Ana Maria Gonzalez. Na área do canto trabalhou com Pierre Mak, Susan Waters, Pat MacMahon, Carla Pais, Isabel Alcobia, António Salgado, Maria José Nogueira, João Lourenço e Vianey da Cruz.

Enquanto solista cantou a Oratória de Natal, a cantata Actus Tragicus e a cantata Ich habe genug, de J. S. Bach, a Criação de Haydn, a Missa em Dó menor de Mozart, a Petite Messe Solennelle de Rossini, o Requiem a Inês de Castro de Pedro Camacho, Ein Deutsches Requiem de Brahms e Carmina Burana de Carl Orff. É diretor artístico do Coral Magister da Mealhada, do Coro Vox et Communio de Penacova, do qual é fundador, e do Coro Misto da Universidade de Coimbra.

Fontes: Alexandre Madeira forneceu a informação relativa Joel Rodrigues (maestro) e Rodrigo Carvalho (músico). Ricardo Almeida informou sobre João Martinho (eufónio) e Pedro Martinho (fagote).

HISTÓRIA

Alípio Sousa Borges

Alípio Sousa Borges, filho de António Borges e de Bigadaila de Jesus Sousa, nasceu em Lorvão no dia 26 de agosto de 1932, mas desde tenra idade se mudou para Penacova, onde casou e faleceu em 1997. Electricista de profissão, trabalhou na Companhia Eléctrica das Beiras (que mais tarde viria a integrar o grupo EDP), tendo passado também pela Câmara Municipal no início da sua carreira. Apesar de bom profissional, foi no campo da Música e do Teatro de Revista que se notabilizou.

Em Penacova deixou a sua marca indelével. Também fora do concelho, se afirmou como credenciado instrumentista. Alípio Borges sempre gostou de música – em especial da harmonia, mais do que propriamente dos aspetos melódicos – e que já uma sua bisavó fora uma mulher voltada para esta arte. Conviveu com Raimunda de Carvalho, um nome grande da música, e que desde muito cedo tivera o privilégio de lhe mudar as folhas da partitura quando ela tocava piano. Com esta exímia cultora da arte musical e com o Mestre Eliseu, de Coimbra, aprendeu solfejo durante a adolescência e juventude (1944-49).

Alípio Sousa Borges

Alípio Sousa Borges, músico, de Penacova

Alípio Sousa Borges, músico, de Penacova

Estudou Teoria Musical, Harmonia e Composição. Com Alípio Costa Alvarinhas Miguel (Catarino) aprendeu Saxofone, entrando pela sua mão para a Filarmónica. Tocou também saxofone-alto na Orquestra do Clube Desportivo Penacovense, dirigido pelo Mestre Eliseu. Por este nome importante do panorama musical conimbricense foi também convidado, já com carteira de músico, para fazer parte da Orquestra da FNAT (instituição que deu origem ao INATEL). Músico multifacetado passou por muitos Grupos de Baile, entre os quais “Os Alegres” e o afamado “Ases do Ritmo”. Foi ainda, durante muitos anos, Mestre das Filarmónicas de Penacova e de S. Pedro de Alva.

Fonte: Jornal Nova Esperança

Raymunda Martins de Carvalho

Segundo informação de Penacova Atual, Raymunda Martins de Carvalho nasceu no Brasil em 1878 e morreu em Penacova no dia 11 de fevereiro de 1958.

Dona Raimunda com a BFP

Raymunda Martins de Carvalho, a primeira à esquerda, com a Banda Filarmónica de Penacova

Raymunda Martins de Carvalho, a primeira à esquerda, com a Banda Filarmónica de Penacova

D. Raymunda, primeira a contar da esquerda, com a Banda Filarmónica de Penacova, em 1925, nas escadas do antigo Tribunal Judicial

Joaquim Augusto de Carvalho, nascido em Penacova em 1861, emigrou para o Brasil onde fez fortuna e casou com esta jovem brasileira. No final do século XIX o casal veio viver para Portugal, comprando em Penacova a Quinta de Santo António e construindo aí o Palacete cuja traça inicial mantém.

Mais do que residência particular, aquele espaço cedo se afirmou-se como local privilegiado de convívio e de cultura, tendo para tal sido construído um salão anexo. Os donos eram portadores de alta sensibilidade artística, em especial no campo da música.

Raimunda foi professora de música e exímia executante de piano. Foi encenadora de muitos espetáculos de variedades e dirigente de um grupo coral, o “Orfeon Penacovense”, que “durante muitos anos se impôs à admiração de toda a gente”.

A “Gazeta de Coimbra” de Maio de 1920 destaca, na primeira página, uma “matinée” musical que se realizou em Coimbra, no Ginásio Club. Esta audição das alunas de Raimunda de Carvalho constituiu “a consagração da distinta professora” e evidenciou as superiores “qualidades que possui, seleccionando e atraindo algumas vocações para a Arte.” No grupo das suas alunas aparece o nome de crianças e jovens de Penacova: Maria do Céu Gouveia Leitão, Maria da Pureza Leitão Barbosa, Maria Elisa Duque e Maria Luísa Soares.

Fonte: David Gonçalves de Almeida, Penacova Atual (excerto, acesso a 21 de março de 2021)

Igreja do mosteiro de Lorvão
Órgãos de tubos do concelho de Penacova [4]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no concelho são os seguintes:

Igreja do Mosteiro de Lorvão

Igreja do mosteiro de Lorvão

Igreja do mosteiro de Lorvão

Santa Maria de Lorvão foi um mosteiro cisterciense feminino. A igreja segue o programa joanino da Basílica de Mafra, de grande monumentalidade e riqueza decorativa. O claustro aproxima-se dos modelos coimbrões maneiristas. O pórtico revela inspiração gótica. É um vasto conjunto arquitetónico do qual praticamente nada resta da grande obra medieval dos séc. XII e XIII. Ao contrário dos tradicionais cenóbios cistercienses, que denotam uma organização ordenada e regular, o Mosteiro apresenta uma disposição irregular, aproveitando as características do terreno. A torre da igreja apresenta, incrustada, uma pedra de mármore negro visigótica, datável do séc. VI. No domínio da talha, destaca-se o cadeiral, de madeira de jacarandá e nogueira, pela qualidade dos ornatos e imaginário presente, como também pelas suas dimensões, sendo um dos maiores do país. Salientam-se também o órgão de tubos, a grade de separação do coro, exemplar raro de aplicações de bronze sobre ferro forjado, e os os túmulos da autoria do ourives portuense Manuel Carneiro da Silva. Na Sala do Capítulo sobressaem os azulejos de padrão policromados maneiristas, de produção eventualmente coimbrã. Refiram-se, por fim, as telas de grande dimensão, de Pasquale Parente, e os retábulos de pedra e talha dourada.

Fonte: Monumentos

Na balaustrada do coro da Igreja do antigo Mosteiro de Santa Maria de Lorvão existe um órgão de tubos António Xavier Machado e Cerveira, opus 47, executado em 1795. Foi restaurado por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria em 2014. O concerto inaugural do órgão restaurado esteve a cargo de João Vaz e Harald Vogel.

Enquadramento

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão

Órgão na balaustrada do coro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão

No interior do Mosteiro, existe um positivo de armário.

Positivo de armário com portadas abertas

Órgão positivo da Igreja do Mosteiro de Lorvão

Órgão positivo da Igreja do Mosteiro de Lorvão

FOI NOTÍCIA

A 02 de julho de 2007, o Mosteiro do Lorvão, em Penacova, foi palco de uma mesa-redonda e um concerto aberto ao público, pela Orquestra Clássica do Centro e o tenor Carlos Guilherme, iniciativas que contaram com a presença de muito público.

Contribuir para divulgar e preservar o mosteiro, monumento cuja construção se estima remonta ao século VI, era o objectivo da iniciativa “Encontro com o Património”, que foi promovida pelo Governo Civil de Coimbra e incluiu, além do concerto dirigido pelo maestro Virgílio Caseiro e da mesa-redonda, uma prova de doces conventuais.

E os objectivos “foram cumpridos”, afirmou ontem Maurício Marques, presidente da Câmara Municipal de Penacova, ao Diário As Beiras, ao salientar a possibilidade de o restauro do órgão de tubos do Mosteiro do Lorvão, suspenso há vários anos devido a um litígio entre o organeiro e o Estado, avançar no próximo ano e ficar concluído em 2009. A “promessa” foi feita por António Pedro Pita, delegado regional da Cultura, durante a mesa-redonda, em que participaram também Henrique Fernandes, governador civil de Coimbra, o autarca Maurício Marques, o maestro Virgílio Caseiro, e o presidente da Junta de Lorvão, Mauro Carpinteiro. Uma possibilidade que “nos enche de esperança de voltar a ouvir os magníficos sons do secular órgão”, afirmou o autarca.

“Foi um debate riquíssimo e muito participado”, sublinhou Maurício Marques, ao realçar a presença de um número significativo de pessoas e de historiadores como Nelson Correia Borges e Reis Torgal, entre outras personalidades. Uma adesão que levou Maurício Marques a considerar que o desígnio de dar a conhecer o monumento foi cumprido, salientando que entre o público estavam pessoas de concelhos limítrofes, como Coimbra, que nunca tinham visitado o mosteiro, que o autarca considerou a “joia da coroa”, frisando a sua importância “a nível nacional e internacional”.

FONTE

Dora Loureiro, Diário As Beiras, 02 Julho 2007

Igreja Matriz de São Pedro de Alva

[ Igreja Paroquial ]

Igreja Matriz de São Pedro de Alva

Igreja Matriz de São Pedro de Alva

O atual edifício da Igreja Matriz de São Pedro de Alva pertence a duas épocas: a capela-mor ao segundo quartel do século XVI e o corpo da igreja à segunda metade do século XVIII. A capela-mor, construída numa fase de transição estilística, forma com agrupamento de elementos manuelinos e da renascença temporã. O alto arco cruzeiro é de pilastras do renascimento; a bem rasgada fresta (entaipada na base), posta à epístola, de remate curto, é do tipo corrente na transição. Na porta lateral da capela-mor e na esquina de cunhal há um brasão de armas em cuja composição entram as armas dos Farinhas. Toda a capela-mor é revestida de azulejos rosetas, em reticulado, no século XVIII. Possui um belo vitral na sua janela. Alguns elementos do retábulo quinhentista foram conservados e o frontal era revestido de azulejos sevilhanos da época. Possui algumas imagens de destaque: Nossa Senhora da Conceição, de mãos postas, manuelina, do séc. XVI, no colateral da esquerda; S. Brás, no da direita, do séc. XVII.

Fonte: CMP

Igreja Matriz de Travanca do Mondego

[ Igreja Paroquial ]

Igreja Matriz de Travanca do Mondego

Igreja Matriz de Travanca do Mondego