Artigos

TAUA - Tuna Académica da Universidade dos Açores
Tunas e estudantinas de Ponta Delgada

História e atividades no Concelho de Ponta Delgada (Ilha de São Miguel, Açores)

  • Enf’In TunaTuna mista da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada
  • TAUA – Tuna Académica da Universidade dos Açores
  • Tuna Com Elas – Tuna Feminina da Associação Académica da Universidade dos Açores
  • Tunídeos – Tuna Masculina da Universidade dos Açores
Enf’In Tuna

Tuna mista da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada

A Enf’In Tuna teve a sua estreia a 20 de maio de 2005. Em 2019, organizou o V Festim, Festival de Tunas Mistas, na aula Magna da Universidade dos Açores.

Correio eletrónico: enf_in_tuna@hotmail.com

TAUA

Tuna Académica da Universidade dos Açores

Tlm. (+00 351) 916 500 729
Correio eletrónico: taua.uac1993@gmail.com

TAUA - Tuna Académica da Universidade dos Açores

TAUA – Tuna Académica da Universidade dos Açores

Tuna Com Elas

Tuna Feminina da Associação Académica da Universidade dos Açores

Correio eletrónico: tuna_com_elas@hotmail.com

Tuna Com Elas - Tuna Feminina da Associação Académica da Universidade dos Açores

Tuna Com Elas – Tuna Feminina da Associação Académica da Universidade dos Açores

Tunídeos

Tuna Masculina da Universidade dos Açores

Em 2019 celebrou os 25 anos na Aula Magna da Universidade dos Açores.

Rua da Mãe de Deus
9500 Ponta Delgada
Tlm. (+00 351)  911573965
Sítio: www.tunideos.com
Correio eletrónico: geral@tunideos.com

Tunídeos - Tuna Masculina da Universidade dos Açores

Tunídeos – Tuna Masculina da Universidade dos Açores, na Times Square

Conservatório Regional de Ponta Delgada
Escolas de Música em Ponta Delgada

Estabelecimentos do ensino de música no Concelho. Em geral, as bandas filarmónicas também possuem a sua escola de música: veja ao fundo informação sobre as bandas de música do Concelho.

Conservatório Regional de Ponta Delgada

Rua Ernesto do Canto, 1-A
9500-312 Ponta Delgada
Sítio: crpd.edu.azores.gov.pt
Tel. (+00 351) 296 286 666
Tel. (+00 351) 296 285 840
Correio eletrónico: crpd@edu.azores.gov.pt

Conservatório Regional de Ponta Delgada

Conservatório Regional de Ponta Delgada

Rancho Folclórico Santa Cecília da Fajã de Cima
Folclore em Ponta Delgada

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região Autónoma dos Açores
  • Ilha: São Miguel

07 grupos

  • Grupo Folclórico da Escola Preparatória de Capelas
  • Grupo Folclórico de Cantares e Balhados da Relva
  • Grupo Folclórico de São Miguel
  • Grupo Folclórico da Fajã de Baixo
  • Grupo Folclórico Ilha Verde
  • Rancho Folclórico da Casa do Povo do Livramento
  • Rancho Folclórico Santa Cecília da Fajã de Cima
Grupo Folclórico de Cantares e Balhados da Relva

O Grupo canta e balha o que o povo da Ilha de S. Miguel fazia nos séculos passados nos seus folguedos, como Festas do Espírito Santo, romarias, matanças de porco, desfolhadas ou simplesmente nos intervalos e final da dura labuta da pesca ou agricultura. Cantar às Estrelas tem origem na religiosidade popular, de invocação a Nossa Senhora da Estrela que tem lugar sempre na noite do dia 1 para 2 de fevereiro, parando em diversas casas a cantar onde é oferecido doces e licores.

Rancho Folclórico da Casa do Povo do Livramento

O Rancho Folclórico da Casa do Povo do Livramento foi fundado em 24 de novembro de 1992 e desde esta data tem filiação na INATEL. A freguesia do Livramento sentiu necessidade de formar um grupo Folclórico para preservar os usos e costumes do seu povo. Os seus trajos, danças, cantares e músicas são de certo modo expressão viva de sentir e viver os antepassados.

Em 1999 foi federado na Federação do Folclore Português. Em 2000 obteve estatuto de utilidade pública. É composto por cerca de 35 elementos, na sua maioria estudantes.

Rancho Folclórico da Casa do Povo do Livramento

Rancho Folclórico da Casa do Povo do Livramento

Rancho Folclórico Santa Cecília da Fajã de Cima

O Rancho Folclórico Santa Cecília da Fajã de Cima foi fundado em 1973. Interpreta as danças e os cantares da sua ilha natal, e canta vários temas das diversas ilhas dos Açores. Teve como diretor fundador João Vieira Jerónimo, conhecido no meio micaelense como grande embaixador dos valores culturais do povo.

O Rancho Folclórico Santa Cecília é uma associação cultural que procura recolher, preservar e divulgar os usos e costumes da Ilha de São Miguel, através do seu folclore: música, cantares, danças e trajes. Das participações em festivais de folclore, já atuou em quase todas as localidades dos Açores, e também em Portugal continental e no estrangeiro.

Rancho Folclórico Santa Cecília da Fajã de Cima

Rancho Folclórico Santa Cecília da Fajã de Cima

Organiza vários eventos na área do folclore, com especial relevo para as Feiras de Artesanato e Festival das Azáleas. Colabora em diversas iniciativas com fins humanitários, de solidariedade social e de caráter cívico. Colabora, ainda, com escolas, através de ações pedagógicas e cedência de material etnográfico e bibliográfico. É filiado no INATEL.

Banda Harmonia Mosteirense

Filarmónicas de Ponta Delgada

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Banda Harmonia Mosteirense
  • Banda Militar dos Açores
  • Banda Nossa Senhora da Luz
  • Filarmónica Lira de São Roque
  • Filarmónica Lira Nossa Senhora da Estrela
  • Filarmónica Lira Nossa Senhora da Oliveira
  • Filarmónica Minerva
  • Filarmónica Nossa Senhora das Neves
Banda Harmonia Mosteirense

A Banda Harmonia Mosteirense, da freguesia dos Mosteiros, foi fundada em 1883, pelo Padre Manuel Jacinto da Silva, Pedro Lúcio, Caetano Lopes e Manuel Botelho Paulo, com apoio moral e material de outros amigos regeneradores. É constituída por mais de seis dezenas de elementos com idades entre os 8 e os 68 anos e possui uma escola com mais de uma dezena de aprendizes.

Banda Harmonia Mosteirense

Banda Harmonia Mosteirense

Realiza, anualmente, cerca de meia centena de atuações, procissões, festas e festivais musicais na ilha de S. Miguel. Em 2012, colaborou na gravação de um CD promovido pela Câmara Municipal de Ponta Delgada. Em 2013, comemorou os seus 130 anos de existência, com a realização de várias atividades. Em 2014, foi a primeira Filarmónica a participar com um concerto no prestigiado Festival Música no Colégio. Em outubro de 2015, teve lugar o lançamento do 1º CD da Banda, com um Concerto no Teatro Micaelense. Fazem, também, parte do currículo da Banda deslocações a outras ilhas do arquipélago, a Portugal Continental e ao estrangeiro, aos Estados Unidos da América nos anos de 1977/1989/1999 e 2008. A Harmonia Mosteirense venceu, por duas vezes, o concurso de Bandas da Ilha de S. Miguel realizado no Coliseu Micaelense, nos anos de 1957 e 1958.

Esta Banda continua com o seu grupo de Teatro que é constituído, em cerca de 90 por cento, por músicos da Filarmónica. Todos os anos, na época de Natal, tem levado à cena uma peça de teatro e um ato de variedades, permitindo aos jovens a aprendizagem da música e o desenvolvimento de práticas de solidariedade e laços de sã camaradagem.

Banda Nossa Senhora da Luz

A BNSL, da Freguesia de Fenais da Luz, foi fundada em outubro de 1976, após a fusão de duas bandas existentes naquela freguesia denominadas de “Banda União Celestial” e “Banda Lira Luz e Glória”. Tem perto de meia centena de músicos com idades entre os 7 e os 70 anos. Mantem em atividade uma escola com mais de uma dezena de alunos. Efetua, anualmente, cerca de 20 atuações.

Em 1978, vence o 1º concurso de Bandas a nível Açores. Nos anos 1979/80 e 81, visitou todas as ilhas do Arquipélago. Em 1983, venceu o Concurso de Bandas promovido pela Robbialac. Em 1986, deslocou-se aos Estados Unidos da América. Em 1988, integrou os Festivais de Bandas de Castelo de Vide, Alto Alentejo e visitou Espanha e participou no Festival de Bandas da Ribeira Brava (Madeira). Tem realizado concertos no Teatro Micaelense, na Vila de Nordeste, Vila Franca do Campo, Lagoa e Ribeira Grande. Em 2008, realizou o seu concerto de Gala na Aula Magna da Universidade dos Açores, com o Orfeão Edmundo Machado de Oliveira e, em 2009, repetiu o mesmo feito, desta vez no Teatro Ribeiragrandense, com a participação da soprano Andreia Colaço e do barítono João Costa. Em 2012, realizou dois concertos com o Coral de São José, onde tocou, entre outras obras, o tema “Requiem” de Mozart. Em 2013, editou o seu 1º CD com obras contemporâneas.

Em 1915, devido a rivalidades, um grupo dissidente criou uma nova agremiação com o nome de Lira Luz e Glória integrada na Sociedade de Instrução e Recreio Bartolomeu de Quental. Em finais da década de 1950, com o aparecimento do fenómeno da emigração em massa, para o Canadá e EUA, as Bandas entraram em crise. As duas, em 1961, fundiram-se noutra que passou a designar-se União Celestial. A junção durou pouco tempo, porque um grupo dissidente voltou a reativar a Banda Lira Luz e Glória.

Banda Nossa Senhora da Luz

Banda Nossa Senhora da Luz

Em 1976, com falta de elementos, as direções congregaram numa mesma agremiação musical todo o património humano e material. Deste então, a Banda é conhecida por Banda Nossa Senhora da Luz.

Banda Militar da Zona Militar dos Açores

A Banda Militar dos Açores foi criada após a Revolução Angrense de 22 de junho de 1828. Mais tarde, com a mudança do Comando Militar dos Açores para a cidade de Ponta Delgada, passou a existir apenas uma Banda Militar sediada, inicialmente, no aquartelamento do Batalhão Independente de Infantaria 18 no extinto Convento de São João e, mais tarde, no Forte de São Brás.

Hoje, designada por Banda Militar da Zona Militar dos Açores, está instalada no Campo Militar de São Gonçalo do Comando da Zona Militar dos Açores e tem por missão dar o necessário enquadramento musical nas cerimónias e atos militares e simultaneamente contribuir para a valorização cultural e recreação do pessoal militar e civil do Exército executando concertos e outras intervenções musicais.

Para além das atividades castrenses, a Banda Militar dos Açores insere as suas atuações no âmbito cultural, recreativo e de divulgação do Exército, colaborando com as autoridades e organismos civis na execução de concertos em diferentes locais da Região Autónoma dos Açores, salientando-se atuações de caráter didático em diversas escolas. Muito tem contribuído, para a valorização cultural das populações e incremento pelo gosto da Música nos Açores.

Banda Militar da Zona Militar dos Açores

Banda Militar da Zona Militar dos Açores

Sendo impraticável elencar-se toda a atividade desenvolvida pela Banda de Música da Zona Militar dos Açores ao longo da sua vasta história e pelos seus elementos individualmente, realça-se apenas um evento que muito a enaltece e enobrece e do qual muito se orgulha: o fato do hino do Senhor Santo Cristo dos Milagres ter sido composto pelo Mestre da Banda Militar, Manuel José Candeias, em 1868, e ainda hoje ser o ícone musical das maiores festas religiosas dos Açores e o elo fundamental da união da diáspora açoriana. Conta com 40 elementos, sendo chefiada pelo Tenente Chefe de Banda Hélio Filipe Machado Soares.

Bibliografia

Banda Militar dos Açores: uma referência cultural, José Alfredo Ferreira Almeida, Marco Paulo Carriço da Torre. Ponta Delgada: Letras Lavadas, 2015. -203 p. : il. ; 22 x 23 cm. – ISBN 978-989-735-088-7.

Filarmónica Lira de São Roque

A FLSR, Freguesia de São Roque, foi fundada em 1899. Tem um corpo de músicos que ronda as três dezenas de elementos, com idades variadas e mantém em funcionamento, na sua sede, uma escola de música. Teve como primeiro regente o José Joaquim de Matos. Em 1954, foi dotada com uma nova sede. De 1959 a 1976, esteve inativa. Em 1977, conseguiu reabrir as suas portas. Em 1989, fizeram-se melhoramentos na sede e instalou-se a sua escola de música. Realiza várias dezenas de serviços por ano em eventos culturais e religiosos pela ilha de S. Miguel. Em 1994, deslocou-se à ilha Terceira, tendo participado nos festas concelhias de Angra do Heroísmo, as Sanjoaninas.

Filarmónica Lira Nossa Senhora da Estrela

A FLNSE, da freguesia da Candelária, foi criada em 1983 e teve como fundadores Manuel Oliveira Roque, Manuel Viveiros Pimentel e o Pe. Manuel Pacheco Câmara. Conta com mais de meia centena de elementos com idades que entre os 10 e os 70 anos e mantém uma escola com perto de duas dezenas de alunos. Tem uma média de 30 serviços efetuados durante o ano em eventos religiosos e de natureza cultural diversificada, esta filarmónica.

Efetuou deslocações a outras ilhas (Santa Maria, Pico, Graciosa, Madeira, Flores. Em 1994, foi aos Estados Unidos da América a convite da Comissão das Festas do Espírito Santo de Fall River.  Deslocou-se a Portugal Continental, a Penafiel, no âmbito de um intercâmbio cultural com a “Banda de Lagares – Associação Musical e Recreativa”. Em 2006, participou no “1.º Festival de Bandas Filarmónicas Interconcelhos”, integrado na Semana Cultural de Candelária. Participou ainda no “3.º Festival Hispano-Luso de Bandas de Música e Ensembles de Viento”, em Zamora – Espanha e realizou também um concerto no “Festival Música no Colégio”, com transmissão televisiva na RTP Açores – Ponta Delgada.

Filarmónica Lira Nossa Senhora da Oliveira

A FLNSO, da freguesia da Fajã de Cima, foi fundada em 1910. Conta com cerca de 16 elementos com idades entre os 13 e os 74 anos e mantém em atividade uma escola de música com perto de 20 aprendizes. Existiu uma outra filarmónica, que tinha o nome de “Lira do Oriente”, que acabou por ser extinta. Os seus instrumentos foram vendidos para a freguesia do Pico da Pedra, segundo depoimento do Mestre António Soares, que foi músico dessa banda e mais tarde Maestro da atual Filarmónica Lira da Oliveira. De 1961 a 1968. Deslocou-se à ilha Terceira, em 1971, por ocasião das “Festas Sanjoaninas”. Após esta histórica viagem, realizaram-se mais duas, nomeadamente, as idas a Portugal Continental e à ilha de Santa Maria, em 2002, em intercâmbios com as Banda da Quinta do Picado em Cantanhede e Banda de Santo Espírito, no Concelho de Vila do Porto.

Em 2010, ano do Centenário da Filarmónica, houve diversas homenagens, o programa “Atlântida” foi transmitido em direto do jardim fronteiriço da sede e foi lançado um CD gravado com diversos temas, entre os quais, o emblemático Hino de Nossa Senhora da Oliveira com a colaboração do Rancho de Romeiros da freguesia. Em 2011, participou na gravação de um tema no CD da Câmara Municipal de Ponta Delgada, com outras onze bandas. Em 2012, no âmbito de um intercâmbio com a Filarmónica União Artista de S. Roque do Pico, deslocou-se àquela ilha, tendo recebido a referida agremiação musical, em agosto do mesmo ano, em S. Miguel. A Filarmónica Lira Nossa Senhora da Oliveira costuma realizar, anualmente, cerca de 20 atuações/participações em eventos religiosos e de natureza cultural.

Filarmónica Minerva

A Filarmónica Minerva da freguesia dos Ginetes, foi criada a 06 de janeiro de 1901 e teve como fundador José Maria Raposo Amaral que, durante muitos anos, custeou as despesas de manutenção da banda, aquisição de instrumental e fardamento.

O Dr. Carlos Bettencourt, médico radicado nos Ginetes, grande amante da música e tocador de vários instrumentos, orientou os primeiros músicos para a constituição da filarmónica. O primeiro maestro chamava-se Maciel. A agremiação musical possui uma escola de música com cerca de duas dezenas de jovens. Em 1946, a Filarmónica Minerva esteve presente num dos grandes acontecimentos, da altura, em Ponta Delgada, que foi a Parada das Filarmónicas no Quarto Centenário daquela Cidade. Em 1979 e 2007 efetuou digressões pelos Estados Unidos da América e Canadá, em visita a emigrantes da terra. Efetua, anualmente, sete atuações na freguesia dos Ginetes e dez no exterior.

Já se deslocou ao Festival de Bandas de Loures, no Continente, às Grandes Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra, nos EUA e de Santa Cruz, em Toronto, no Canadá. Em 2006, participou num Centenário com a Banda Paredense da Parede, Cascais.  Para além dos intercâmbios efetuados com bandas filarmónicas, também recebeu vários grupos folclóricos em parceria com o Grupo Folclórico da Relva.

Filarmónica Nossa Senhora das Neves

Fundada em 1866, como banda marcial, a FNSN progrediu ao longo dos anos progredido a sua formação para a atual Orquestra Sinfónica de Sopros que interpreta complexas obras contemporâneas.

A Filarmónica Nossa Senhora das Neves foi fundada a 1 de janeiro de 1866, tendo adotado o nome da padroeira da sua freguesia. Realizou a primeira atuação no mesmo ano, a 9 de Outubro.

Com o apoio de, entre outros, a família Raposo do Amaral viveu com algum desafogo durante vários anos. Terminado este apoio, a Banda entrou num período de decadência. Com o esforço de muitas gerações de dirigentes e músicos dedicados, manteve-se sempre em atividade. Deste modo, vem dinamizando a cultura da sua comunidade e formando musicalmente os jovens relvenses.

Têm sido inúmeras as suas participações em procissões, coroações e concertos, ligeiros ou mais eruditos. Salientam-se as atuações nos grandes festivais de Bandas de Música dos Fenais da Luz em 1995, 1997 e 1999, a Comemoração do Dia da Mundial da Música no Conservatório Regional de Ponta Delgada e os seus concertos de aniversário.

Teve como maestros Manuel Inácio Brasil, Guilherme Tavares de Bastos, Augusto Baptista, Carlos Manuel Simões, Sargento Bastos, Alberto Narciso Ribeiro, Alberto de Chaves, João Ferreira dos Santos, José Germano Carreiro, Ernesto Medeiros, Manuel Medeiros e João de Almeida. A banda é dirigida por Hélio Soares.

Filarmónica Nossa Senhora das Neves, créditos Correio dos Açores

Filarmónica Nossa Senhora das Neves, créditos Correio dos Açores

Realizou a sua primeira digressão em agosto de 1992 com destino à ilha de Santa Maria, tendo-se deslocado, desde esta altura, à ilha Terceira, ao Continente Português, aos Estados Unidos da América e ao Canadá. Em 2000, concretizou um sonho muito antigo: após inúmeros sacrifícios, dedicação, empenho e determinação, a Filarmónica finalmente conseguiu inaugurar a sua sede. Nos últimos anos, a banda tem vindo a sofrer uma evolução muito significativa em termos de qualidade, quer do instrumental e repertório, quer dos próprios instrumentistas.

Monumento a Armando Cortes Rodrigues, folclorista

MÚSICA À VISTA

Sugestões para rotas musicoturísticas no Concelho de Ponta Delgada.

Largo da Matriz

Situada no Largo da Matriz, Ponta Delgada, encontra-se uma escultura, de calcário, da autoria da oficina de José Moreira Rato (1860-1937), em homenagem ao Pe. Joaquim Silvestre Serrão. Foi construída para a campa onde se guardam os seus restos mortais, sendo mais tarde transferida para a localização. Coordenadas Latitude 37.7399875 Longitude -25.668544200000042

Pe. Joaquim Silvestre Serrão

Monumento ao padre Joaquim Silvestre Serrão

Monumento ao padre Joaquim Silvestre Serrão

Monumento ao Pe. Joaquim Silvestre Serrão, em Ponta Delgada. Compositor, organista e organeiro, Joaquim Silvestre Serrão (ou apenas Padre Serrão) nasceu em Setúbal, a 16 de agosto de 1801 e morreu em Ponta Delgada, a 20 de fevereiro de 1877.

Monumento ao padre Joaquim Silvestre Serrão

Monumento ao padre Joaquim Silvestre Serrão

Pe. Joaquim Silvestre Serrão, por Giorgio Marini.

Zona Ribeirinha

Busto de Armando Cortes Rodrigues

Monumento a Armando Cortes Rodrigues, folclorista

Monumento a Armando Cortes Rodrigues, folclorista

A Rua Padre Joaquim Silvestre Serrão fica situada na Zona Ribeirinha – Santa Maria da Graça (Latitude: 38.521964 ; Longitude: -8.890107)

Rua Armando Cortes Rodrigues

Monumento a Armando Cortes Rodrigues

Monumento a Armando Cortes Rodrigues, folclorista

Monumento a Armando Cortes Rodrigues, folclorista

Este monumento encontra-se na rua com o mesmo nome. Cortes Rodrigues foi investigador, poeta e escritor.

Pintura

Os emigrantes

Os emigrantes, do pintor açoriano Domingos Rebelo

Viola, em Os emigrantes, de Domingos Rebelo

Domingos Maria Xavier Rebelo (n. Ponta Delgada, 3 de dezembro de 1891; m. Lisboa, 11 de janeiro de 1975) mais conhecido por Domingos Rebelo, foi um professor e pintor açoriano.

Foi autor de algumas das imagens mais emblemáticas da iconografia dos Açores, com destaque para Os Emigrantes, provavelmente a imagem mais reproduzida no arquipélago.

Serões em São Miguel por volta de 1930

Viola de dois corações, de Domingos Rebelo

Viola de dois corações, de Domingos Rebelo

João Fonseca e Costa, compositor, de Ponta Delgada
Músicos do concelho de Ponta Delgada

(Ilha de São Miguel, Açores)

O Musorbis, em desenvolvimento, tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e o património musical do Concelho.

Hélio Soares

Hélio Soares nasceu a 22 de Abril de 1980, em Ponta Delgada, na ilha de S. Miguel, Açores. Iniciou os estudos musicais aos oito anos, na Filarmónica Nossa Senhora das Neves, e prosseguiu-os no Conservatório Regional de Ponta Delgada. Em 2003, concluiu o Curso de Formação de Sargentos Músicos na Classe de Trompete, regressando, em seguida, à Banda Militar da Zona Militar dos Açores, onde é 1º sargento.

Terminou o 1º ano do Mestrado em Direcção de Orquestra de Sopros, pelo Instituto Piaget.

O seu percurso formativo inclui a participação no XIV Curso de Jovens Músicos organizado pelo Inatel, em 1997; na classe de aperfeiçoamento dos German Brass, em 2003, no Seixal; na MasterClass de Percussão e Lâminas organizado pela Banda Militar dos Açores, em 2004; no Curso de Formação de Aperfeiçoamento em Trompetes para Monitores das Escolas de Música das Bandas Filarmónicas; e no 1º Curso de regentes organizado pela Federação de Bandas na ilha de São Jorge em 2004.

Como trompetista, tem colaborado com o Coral de S. José, Coro Bach, Orfeão Edmundo Machado Oliveira, Orquestra Regional Lira Açoriana e Banda Sinfónica de Santa Maria da Feira. É solista da orquestra ligeira da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo. Desde 2004, é maestro da Filarmónica Nossa Senhora das Neves e professor na sua escola de música, acumulando com o cargo de Presidente da Direção.

João Fonseca e Costa nasceu em 1994 em Ponta Delgada. Iniciou os estudos musicais no Conservatório Regional de Ponta Delgada, na classe de violino de Lídia Medeiros e, mais tarde, Viola D´Arco com a professora Shelley Ross, tendo concluído o Conservatório em 2012. No mesmo ano ingressou no Curso de Música, variante Composição, na Escola Superior Música de Lisboa (ESML) onde trabalhou com os Professores Luís TinocoSérgio Azevedo, António Pinho Vargas, Carlos Caires, Roberto Alejandro Pérez, José Luis Ferreira, concluindo a Licenciatura em Composição em 2015. [ Saiba mais AQUI. ]

Luís Matos

Natural de Ponta Delgada, Açores, o oboísta Luís Matos iniciou os estudos na Escola de Música da Sociedade Filarmónica de Crestuma no ano de 2004. Ingressou na Fundação Conservatório Regional de Gaia (FCRG), iniciando os estudos em Oboé, em 2007, na classe de Ana Madalena Silva. Integrou a orquestra de sopros da FCRG sob a direção de Lino Pinto, entre 2010 e 2012. Terminou o curso de Oboé na FCRG, em 2014, obtendo a classificação máxima em recital. Em 2013 ingressou na Universidade de Aveiro prosseguindo os  estudos em Oboé na classe de Jean Michel Garetti.

Já colaborou com a Banda Sinfónica da Feira, sob a direção de Paulo Martins e colabora regularmente com a Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves (AAC) sob a direção de Luciano Pereira, com a qual já participou em concursos nacionais e internacionais, com destaque para as participações no 6º Concurso de Bandas Ateneu Artístico Vilafranquense (Portugal), com a atribuição do 1º prémio da 1ª Categoria, no 43º Certamen Internacional de Bandas “Vila d’Altea” (Espanha), com a atribuição do 1º prémio, no Concurso Internacional de Bandas “CIB -Filarmonia D’Ouro”, com a atribuição do 1º prémio da 1ª Secção e na “VI Mostra Musical do Eixo Atlântico”, com a atribuição do 1º prémio na categoria de Agrupamentos Maiores.

Colaborou com a orquestra sinfónica da FCRG, a Orquestra Filarmonia de Gaia, a Orquestra Filarmonia das Beiras,Orquestra Clássica do Sul, Orquestra do Norte, Orquestra Clássica do Centro, Orquestra de Jovens de Santa Maria da Feira, a Orquestra Sine Nomine, o Art’Ensemble e a orquestra Com.Cordas, tendo tido a oportunidade de trabalhar com alguns maestros portugueses e estrangeiros, entre os quais se destacam os maestros Mário Mateus (Portugal), Nino Lepore (Itália), Carlos Prazeres (Brasil), Jan Milosz Zarzycki (Polónia), Giuseppe Lanzetta (Itália), Gyüdi Sándor (Hungria), Paulo Martins (Portugal), Martin André (Inglaterra), Luís Carvalho (Portugal), Ernst Schelle (Suíça), Andreas Weiß (Alemanha), Sarah Hicks (EUA), Claude Villaret (Suiça) e Christoph Poppen (Alemanha),Timothy Henty (Reino Unido). Realizou cursos de aperfeiçoamento musical com os professores Eldevina Materula (Portugal), Fernanda Amorim (Portugal), Saúl Silva (Portugal), Robert Silla (Espanha), Ricardo Lopes (Portugal), David Walter (França), Christian Schmitt (França), Nora Cismondi (França), Samuel Bastos (Portugal),Ramón Ortega Quero (Espanha) e Nicholas Daniel (Reino Unido).

A nível de Música de Câmara já trabalhou com os professores, Jean Michel Garetti, Sérgio Neves, David Walter, Giorgio Mandolesi, Nicholas Danielentre outros. É membro fundador do trio de oboés Trigeminie do Quinteto Promenade com os quais se tem apresentado em concerto e concurso.

Foi laureado com o 2º prémio na categoria Sénior do “Concurso Internacional de Instrumentos de Sopro Terras de La-Salette” (2016), 3º prémio ex aequo no festival “Verão Clássico” (2017), 1º prémio na categoria Sénior do “Concurso Internacional de Instrumentos de Sopro Terras de La-Salette” (2018), 2º prémio ex aequo no Concurso Internacional de Sopros do Alto Minho(2019), 2º prémio ex aequo no festival “Verão Clássico” (2019) efoi finalista no concurso “CulturXis” -Música de Câmara, Categoria Sénior (2017). Apresentou-se a solo com a Orquestra Filarmonia das Beiras em abril de 2017, num concerto em que interpretou a Ouverture-Suite,TWV 55:g4 de G. P. Telemann, para três oboés, fagote e orquestra de cordas.

É licenciado em Música, variante de Performance, e mestre em Ensino da Música, pela Universidade de Aveiro, na classe de oboé do professor Jean Michel Garetti.

Tem vindo a executar em primeira audição, quer nacional quer internacional, de obras de compositores como Sérgio Azevedo, Oscar Navarro, Camila Salomé e Dirk-Michael Kirsch.  Já lecionou aulas de oboé, em 2016, na Fundação Conservatório Regional de Gaia, na escola Curso de Música Silva e tem vindo a orientar naipes em diversos estágios nacionais de orquestra e orquestra de sopros. Atualmente leciona na Academia de Artes de Chaves. Recentemente ganhou a audição para Solista B da Orquestra do Norte, encontrando-se a realizar o trial para essa função. É artista da marca francesa de oboés Fossati.

António Mont’Alverne

António Mont'Alverne, pianista

António Mont’Alverne, pianista, de Ponta Delgada

Ângela da Ponte

Ângela da Ponte, compositora

Ângela da Ponte, compositora, de Ponta Delgada

HISTÓRIA DA MÚSICA

Maurício Bensaúde

Maurício Bensaúde, cantor lírico

Maurício Bensaúde, cantor lírico, de Ponta Delgada

José Pracana

José Pracana, fado

José Pracana, fado, de Ponta Delgada

Eurico Tomás de Lima

Eurico Tomás de Lima, pianista

Eurico Tomás de Lima, pianista, de Ponta Delgada

Igreja Matriz de Ponta Delgada
Órgãos de tubos do concelho de Ponta Delgada [14]

[ Ilha de São Miguel ]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no concelho são os seguintes:

Conservatório de Música de Ponta Delgada

Conservatório de Música de Ponta Delgada

Conservatório de Música de Ponta Delgada

Montra do órgão

Órgão do Conservatório de Ponta Delgada

Órgão do Conservatório de Ponta Delgada, 1992

O Conservatório de Ponta Delgada dispõe de um órgão moderno da autoria de Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, 1992.

Montra do órgão

Órgão do Conservatório de Ponta Delgada

Órgão do Conservatório de Ponta Delgada, 2011

O Conservatório de Ponta Delgada dispõe de um órgão de estudo da autoria de Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria, 2011.

Igreja do Carmo

Igreja do Carmo

Igreja do Carmo

A Igreja do Carmo dispõe de um órgão histórico da autoria de Joaquim António Peres Fontanes, 1794, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, 1989.

Montra do órgão

Órgão da Igreja do Carmo

Órgão da Igreja do Carmo

Igreja de Santo André

A Igreja do antigo Convento de Santo André, atualmente Museu Carlos Machado, possui um órgão histórico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus 104, executado em 1828.

Igreja do Convento de Nossa Senhora da Esperança

Igreja do Convento de Nossa Senhora da Esperança

Igreja do Convento de Nossa Senhora da Esperança

Igreja do Convento de Nossa Senhora da Esperança possui um órgão histórico de autor desconhecido, restaurado por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria, em 1989.

Igreja do Senhor Santo Cristo dos Milagres

Igreja de Ajuda da Bretanha

Igreja Matriz de Ajuda da Bretanha

Igreja Matriz de Ajuda da Bretanha

A Igreja Matriz de Ajuda da Bretanha, de Nossa Senhora da Ajuda, possui um órgão histórico da autoria de João Nicolau Ferreira n.º 9, 1877, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, 1997.

Igreja das Capelas

Igreja Matriz das Capelas

Igreja Matriz das Capelas

A Igreja Paroquial das Capelas, de Nossa Senhora da Apresentação, possui um órgão histórico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus 94, construído em 1821.

Igreja das Feteiras do Sul

Igreja Matriz das Feteiras do Sul

Igreja Matriz das Feteiras do Sul

A Igreja Matriz das Feteiras do Sul (de Santa Luzia) possui um órgão histórico da autoria de João Nicolau Ferreira n.º 3, construído em 1860.

Igreja de Fenais da Luz

Igreja Matriz de Fenais da LuzIgreja Matriz de Fenais da Luz

Igreja Matriz de Fenais da Luz

A Igreja Matriz de Fenais da Luz (Nossa Senhora da Luz) possui um órgão histórico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus 100, construído em 1826.

Igreja de Santo António das Capelas

Igreja Matriz de Santo António das Capelas

Igreja Matriz de Santo António das Capelas

A Igreja Matriz de Santo António das Capelas possui um órgão histórico da autoria de João Nicolau Ferreira n.º8, construído em 1875.

Igreja Matriz de Ponta Delgada

Igreja Matriz de Ponta Delgada

Igreja Matriz de Ponta Delgada

A Igreja de São Sebastião, Igreja Matriz de Ponta Delgada, possui um órgão histórico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus 102, 1828, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, em 1991.

Montra do órgão

Órgão da Igreja de São Sebastião

Órgão da Igreja de São Sebastião

Igreja Matriz de São José

Igreja Matriz de São José

Igreja Matriz de São José

A Igreja Matriz de São José dispõe de um órgão histórico da autoria de Joaquim António Peres Fontanes, 1797, restaurado por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria, 1995.

Montra do órgão

Órgão da Igreja de São José

Órgão da Igreja de São José

Igreja Matriz de São Pedro

Igreja Matriz de São Pedro

Igreja Matriz de São Pedro

A Igreja Matriz de São Pedro dispõe de um órgão histórico da autoria de João Nicolau Ferreira nº 2 (e Padre Silvestre Serrão), 1858, restaurado por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria, 1990.

Montra do órgão

Órgão da Igreja de São Pedro

Órgão da Igreja de São Pedro

Igreja Matriz de São Vicente de Ferreira

Igreja Matriz de São Vicente de Ferreira

Igreja Matriz de São Vicente de Ferreira

A Igreja Matriz de São Vicente de Ferreira possui um órgão histórico da autoria de Manuel Serpa da Silva, construído em 1903.

Igreja dos Mosteiros

Igreja Matriz dos Mosteiros

Igreja Matriz dos Mosteiros

A Igreja Matriz dos Mosteiros, Nossa Senhora da Conceição, possui um órgão histórico da autoria de Francisco Botelho de Medeiros, 1890.

FOI NOTÍCIA

Órgãos dos Açores

Os Açores, que dispõem de 54 órgãos de tubos históricos em oito das nove ilhas, constituem um “oásis mundial” na conservação dos instrumentos musicais no seu estado original, defendeu o único organeiro do arquipélago, Dinarte Machado, um dos três fabricantes de órgãos no activo existentes em Portugal, adiantou que, além dos Açores, que conservam instrumentos da escola da organaria portuguesa, só a América do Sul e o sul de Itália têm órgãos de tubos num estado original em todo o mundo.

Apesar desta riqueza cultural, o organeiro, de 47 anos, que já restaurou 30 dos 54 órgãos açorianos durante as décadas de 80 e 90, lamentou que as autoridades regionais não promovam uma verdadeira política de conservação e divulgação de um instrumento musical “muito sensível”.

“Não creio que seja o custo um impedimento para o restauro dos órgãos”, afirmou Dinarte Machado, ao lembrar que um piano de cauda, que custa à volta de 50 mil euros, tem um período de vida de 30 a 40 anos, e um órgão, apesar de mais caro, dura entre um a dois séculos.

Instalados em igrejas, os órgãos de tubos existentes no arquipélago datam, na sua maioria, do século XVIII, são feitos de madeira de carvalho inexistente no país e compostos apenas por um teclado manual dividido a meio a nível das sonoridades/timbre.

Segundo disse, são cada vez mais os turistas que visitam os Açores para “ver e ouvir os órgãos históricos”, mas, “infelizmente, a grande maioria deles continuam mudos, mesmo depois de terem sido restaurados”.

Se o órgão de tubos mais antigo dos Açores, de origem italiana, está instalado na igreja de Santo António, na ilha do Pico, o maior instrumento de todos encontra-se na igreja de São José, ilha de São Miguel, tendo sido restaurado em 1992.

Dinarte Machado, consciente de que não se pode esperar muito mais para explorar esta vertente turística, considerou que os Açores estão a viver “uma espécie de castração cultural”, o que impede uma utilização eficaz de todo o património cultural existente nas ilhas.

No país estima-se que existam cerca de um milhar de órgãos de tubo, adiantou Dinarte Machado, que coordena, há vários anos, uma equipa encarregue de restaurar os instrumentos existentes no Convento de Mafra.

Para o mestre organeiro, que conta com uma carreira de mais de vinte anos, apesar de votados a um “estado de abandono”, ainda é possível recuperar os 30 instrumentos que faltam nas ilhas e preservar “uma mais valia” para o plano turístico-cultural açoriano.

Num atelier com cerca de 200 metros quadrados, em Ponta Delgada, e outro de 400 metros quadrados, em Mafra, Dinarte Machado tem realizado, com ajuda de uma equipa de onze elementos, vários restauros de órgãos de todo o país e até do estrangeiro.

“Vou começar, dentro de poucos meses, um trabalho muito importante num órgão em Espanha”, revelou o organeiro, que reconheceu que tem muita dificuldade em atrair jovens para este ofício, por ser uma actividade que exige dedicação e um estudo permanente fora de horas.

Dinarte Machado, que começou na profissão como autodidacta, realizou várias especializações fora do país, tendo mesmo trabalhado no restauro do órgão de tubos do Palácio Real de Madrid, em Espanha.

Assegurando ser o único organeiro activo no país que constrói instrumentos de raiz, Dinarte Machado referiu que o seu atelier está a preparar a construção do grande órgão de tubos para a Igreja do Colégio, no Funchal, e outro para a Igreja de São Francisco de Assis, em Lisboa.

“Dos 32 órgãos de tubos existentes na Madeira, restaurei cinco”, afirmou o organeiro, que construiu nove instrumentos distribuídos pelo país.

À espera de melhores dias

Foi reprovado o projecto de Dinarte Machado, apresentado ao Governo Regional, para construir um grande órgão de tubos para a Igreja do Colégio, o templo que acolhe, em Ponta Delgada, o núcleo de arte sacra do Museu Carlos Machado.

“A existência de um instrumento no mínimo com dois teclados manuais e uma pedaleira permitiria outras possibilidades de execução musical e seria um complemento ao actual conjunto de órgãos históricos existentes no arquipélago”, referiu.

O director regional da Cultura disse, porém, ao DI que a prioridade da Região não vai para a construção de órgãos novos enquanto não ficar concluído o restauro dos instrumentos antigos que estão registados nas ilhas.

A Juventude Musical Portuguesa e Dinarte Machado promovem sábado um recital, em Ponta Delgada, de homenagem ao decano dos organeiros nos Açores, Joaquim Serrão.

Diário Insular Online, Açores, 30 Dezembro 2006