Artigos

Orfeão Limiano, Matriz de Ponte de Lima, 2014
Coros de Ponte de Lima

Grupos e atividade coral no Concelho

Orfeão Limiano

Orfeão Limiano completou 4 décadas de dedicação ao canto e às atividades culturais, em nome de Ponte de Lima. No primeiro ato de apresentação pública, teve como padrinho o Orfeão de Vila Praia de Âncora que, com a sua Escola de Música, prestigiaram o início de atividade do Orfeão Limiano, marcando presença nesse primeiro concerto que se realizou no Teatro Diogo Bernardes, em 19 de maio de 1979. Aí esteve presente, também, como padrinho, o Cónego Dr. Manuel Faria, insigne compositor e professor bracarense, autor de muitas das composições interpretadas pelo Orfeão Limiano.

O primeiro maestro do Orfeão Limiano foi o Pe. Dr. António de Oliveira Fernandes que, a convite do Cónego Carlos Martins Pinheiro – o responsável pela criação do Instituto Limiano-Museu dos Terceiros – entendeu por bem enriquecer e completar a atividade da Instituição com a criação de um Orfeão.

Orfeão Limiano realizou e tem realizado um trabalho profundo e notável no panorama artístico e musical, permitindo preencher a lacuna que, no campo da produção artística, deu alma e significado a Ponte de Lima.

Muito trabalho, de qualidade, foi realizado, o que permitiu que o Orfeão Limiano fosse ontem e hoje merecedor de grandes elogios e do apoio que que tem sabido merecer do município limiano. Foi e continua a ser estimado e respeitado pela autarquia, pela Igreja, pelo povo e por todos os grupos culturais. Neste contexto, foi embaixador e levou o nome de Ponte de Lima a grande número de terras do país bem como a muitas cidades da Galiza e Norte de Espanha e França.

O início das suas atuações ficou marcado pela presença nos inesquecíveis Encontros de Coros do Norte de Portugal. Marcantes foram também os Encontros de Coros do Minho, criados em 10 de junho de 1992 por iniciativa do Orfeão Limiano que, depois da organização do primeiro, viu o seu trabalho premiado com a realização de muitos outros, sempre em 10 de junho, em grande número de vilas e cidades do Norte do país.

Em 1998, no dia 4 de março, Dia de Ponte de Lima, foi homenageado o Diretor Artístico do Orfeão Limiano, o Cónego Doutor A. Oliveira Fernandes, numa sessão solene no cinema Rio Lima em que o Orfeão Limiano foi dirigido – como também em vários outros momentos do percurso – pelo professor João Maria Carvalho.

Orfeão Limiano, Matriz de Ponte de Lima, 2014

Orfeão Limiano, Matriz de Ponte de Lima, 2014

Merecedor de destaque foi, também, a gravação do primeiro CD, em 2007, a convite da Casa do Concelho de Ponte de Lima, por ocasião do seu 20.º aniversário. Nele ficaram gravados o Hino de Ponte de Lima e o Hino da Casa do Concelho de Ponte de Lima, cuja apresentação pública ocorreu em 24 de fevereiro no Fórum Lisboa. O trabalho foi executado pelo Orfeão Limiano e pela Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública, respetivamente dirigidos pelo Cónego Doutor António de Oliveira Fernandes e pelo Maestro Comissário José Manuel Ferreira de Brito.

Em 2009 o Orfeão Limiano esteve presente no XV Encontro de Coros do Minho, em Joane (Famalicão) e em dezembro colaborou com a APPACDM na apresentação do Presépio Vivo, na igreja Matriz de Ponte de Lima.

A alma e a força do Orfeão Limiano fizeram-se sentir, também, fora de Portugal. Assim, Ginzo de Limia foi a primeira cidade galega – uma das cidades geminadas com Ponte de Lima – a receber o Orfeão Limiano, seguindo-se Ourense, Carvalliño e Cariño. A cidade de Vandoeuvre, em França (cidade geminada com Ponte de Lima) também recebeu o Orfeão Limiano em Maio de 1993.

Ao completar os seus 30 anos, por impossibilidade manifesta do seu Diretor Artístico, o Orfeão Limiano fez uma pausa nas suas atividades.

Alguns anos mais tarde, a Direção do Instituto Limiano-Museu dos Terceiros entendeu ser urgente reativar o Orfeão.

O professor Nuno Tiago Lima foi, então, convidado a assumir a orientação do Orfeão Limiano e, assim, a sua reaparição pública aconteceu em dezembro de 2014, em concertos de Natal na igreja Matriz de Ponte de Lima e igreja Nova da Correlhã.

Continuou o Orfeão a crescer e a participar em inúmeros eventos como Encontros de Coros, inaugurações, concertos de Natal, comemorações e concertos programados pelo Município de Ponte de Lima.

Para marcar este ano 2019, ano de aniversário, o Orfeão Limiano, depois de já ter realizado vários concertos e contribuído para a edição de um CD, tem programadas várias atividades que passarão por concertos no país e no estrangeiro, pela participação no evento e por um Encontro de Coros em que ficará incluída uma cerimónia litúrgica de ação de graças por todos quantos pertenceram e pertencem ao Orfeão Limiano.

Nessa cerimónia litúrgica, ao completar 40 anos de existência, o Orfeão Limiano presta uma singela mas merecida homenagem a todas e todos quantos, ao longo destas 4 décadas, trabalharam para tornar possível esta celebração.

por João Maria Carvalho

Grupo Etno-Folclórico de Refoios do Lima
Folclore em Ponte de Lima

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

Minho – Alto Minho
Distrito: Viana do Castelo
Concelho: Ponte de Lima

9 grupos

  • Grupo Cultural e Recreativo de Danças e Cantares de Ponte de Lima
  • Grupo de Danças e Cantares de Vitorino dos Piães
  • Grupo de Danças e Cantares do Neiva
  • Grupo Etno-Folclórico de Refoios do Lima
  • Grupo Etnográfico Infantil da Casa do Povo de Freixo
  • Grupo Folclórico das Espadeladeiras de Rebordões
  • Rancho Folclórico da Correlhã
  • Rancho Folclórico de Calheiros
  • Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Poiares
Grupo Cultural e Recreativo de Danças e Cantares de Ponte de Lima

Constituído em janeiro de 1980, o Grupo Cultural e Recreativo de Danças e Cantares de Ponte de Lima apresentou formalmente os seus trajes no Cortejo Etnográfico das Festas do Concelho – as Feiras Novas -, em 1981, embora a atuação de estreia com cerca de 45 elementos tenha acontecido, uns meses mais tarde, nas festas em honra de São Julião da freguesia de Moreira do Lima.

Grupo Cultural e Recreativo de Danças e Cantares de Ponte de Lima

Grupo Cultural e Recreativo de Danças e Cantares de Ponte de Lima

O grupo de Ponte de Lima pretende ser um verdadeiro representante dos usos e costumes ponte-limenses, fortemente associados ao trabalho no campo. Os trajes envergados pelos seus membros são bastante diversificados: fatos dos noivos, de romaria e festa, de trabalho de inverno e de verão, de feirar e de ir à fonte, de aguadeiro, entre outros. Do reportório fazem parte o Vira, as Chulas, a Cana Verde, o Malhão, a Ritinha, o Viradinho e Tantas Libras.

É um dos fundadores da Associação de Folclore de Ponte de Lima – Alto Minho e todo o seu trabalho e dedicação visam, sobretudo, garantir a preservação da etnografia, recuperar velhas tradições, dar continuidade às suas raízes ancestrais e assegurar o envolvimento da comunidade através da participação em atividades de relevância para a região. Promove anualmente um Festival de Folclore e participa em vários filmes e outras produções que pretendem salvaguardar e divulgar o seu património cultural.

Grupo de Danças e Cantares de Vitorino dos Piães

O Grupo de Danças e Cantares de Vitorino dos Piães foi constituído em 2002, integrando desde então a Associação Cultural e Recreativa da freguesia. A coletividade, inscrita nesse mesmo ano como sócia da Associação de Folclore de Ponte de Lima, assume como propósito maior a divulgação e promoção dos usos e costumes da região, através das danças e cantares tradicionais e dos trajes típicos, de que se destacam os fatos dos Noivos, de Cerimónia, de Feira, de Romaria e de Trabalho.

Selecionado segundo critérios históricos e etnográficos, o vestuário do grupo foi trabalhado por artesãos locais que lhe conferiram rigor e genuinidade em cumprimento do trajar antigo da região do Vale do Neiva e da encosta do monte da Nó. Elemento essencial na vestimenta folclórica, o ouro complementa a riqueza dos trajes femininos, sendo os adornos mais frequentes os brincos, os cordões, as cruzes e os fios de contas. O grupo de Vitorino dos Piães foi apadrinhado, na sua estreia, pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Poiares. Dois anos mais tarde, editou um DVD que contempla várias cantigas e danças exibidas em diferentes zonas da freguesia, funcionando também como um cartão de visita da região. Em 2006 foi lançado o seu primeiro CD de música tradicional, constituindo “um digno divulgador do verdadeiro folclore português”. De entre o seu vasto reportório, são famosos o Malhão de Entrada, o Vira de Vitorino, a Chula Picada, o Antoninho Moleiro, o Vira do Monte da Nó, o Vira das Sachadas, o Vira das Desfolhadas, o Manuel da Horta, entre outros.

Grupo de Danças e Cantares do Neiva

O Grupo de Danças e Cantares do Neiva foi fundado em 1975 com a finalidade de promover e preservar a etnografia e o folclore de Sandiães, terra estrategicamente localizada no vale do Rio Neiva e tradicionalmente associada à cultura do milho, da batata, do centeio e do vinho verde. O grupo da aldeia de Sandiães procura representar da melhor forma possível as suas gentes tentando perpetuar os seus usos e costumes, as suas memórias e crenças. Os trajes que mais se destacam nas atuações do Grupo de Danças e Cantares do Neiva são os dos Noivos de Sandiães, o de Senhoria, o de Cerimónia ou Domingueiro, o de Feira ou Romaria, o de Trabalho, o de Moleiro, o de Lavadeira do rio e o de Pastor.

Grupo de Danças e Cantares do Neiva

Grupo de Danças e Cantares do Neiva

Grupo Etno-Folclórico de Refoios do Lima

Este Grupo Etno-Folclórico, esta situado na freguesia de Refoios do Lima concelho de Ponte de Lima, terra cheia de beleza natural e rica em tradições, cultura, arte e monumentos. O grupo nasceu com o objetivo de preservar e divulgar as tradições mais antigas da sua terra, entre elas o folclore. Fez a sua primeira atuação ao público no dia 7 de agosto de 2005 e apresentou o seu primeiro CD. A partir dessa data o Grupo tem sido solicitado para várias atuações, tem corrido o país de norte a sul, contando com várias saídas ao estrangeiro. Atualmente o grupo é constituído por cerca de 48 elementos. O grupo gravou mais dois CD com músicas tradicionais. Tem três DVD gravados um com a recriação tradicional da matança do porco. E os dois mais recentes gravados em dois mil e treze que retratam os “usos e costumes” dos anos 50/60. E na comemoração do seu décimo aniversário a presentou um livro (Década de Cor) que anuncia os dez anos de existência do grupo. A variedade dos trajes usados pelas mulheres e pelos homens esta diretamente relacionado com as diversas épocas festivas, sejam elas de carater religioso ou social, e aos diferente trajes são associadas caraterísticas peculiares tanto na cor como nos adornos. Os seus principais trajes são a Mordoma; a Noiva, a lavradeira, meia senhora ou morgada.

Grupo Etno-Folclórico de Refoios do Lima

Grupo Etno-Folclórico de Refoios do Lima

Grupo Folclórico das Espadeladeiras de Rebordões

O Grupo Folclórico das Espadeladeiras de Rebordões surgiu da necessidade de manter viva a tradição ancestral associada à produção do linho, outrora a ocupação principal das gentes da freguesia de Rebordões de Souto. Inspirado nas espadeladas que, geralmente, se estendiam pela noite dentro, sempre acompanhadas por danças e cantares, foi criado oficialmente em 1985 o Grupo das Espadeladeiras. Promotor da cultura e da tradição, pugna pelo reavivar das memórias e pela conservação das tradições da terra. Soma diversas atuações em Portugal e no estrangeiro, designadamente em França.

Grupo Folclórico das Espadeladeiras de Rebordões

Grupo Folclórico das Espadeladeiras de Rebordões

Grupo Folclórico de Santa Marta de Serdedelo

Fundado em outubro de 1993, o Grupo Folclórico de Santa Marta de Serdedelo foi oficializado em maio de 1994. É um dos sócios fundadores da Associação de Folclore de Ponte de Lima – Alto Minho. Conta com diversas atuações em festivais e romarias de norte a sul do país, assim como em território estrangeiro, nomeadamente em Espanha, Andorra e França. As suas músicas traduzem as raízes de um povo que valoriza, acima de tudo, a preservação dos seus usos e costumes, e a sua forma de trajar, resultante de uma cuidadosa pesquisa junto dos mais experientes e vividos. Espelha a identidade de uma comunidade fortemente ligada às suas tradições e à vida no campo. Os trajes regionais que mais se destacam são os de festa – onde impera o vermelho e o linho puro colhido nos campos e fiado à noite à lareira -, os fatos de trabalho, o traje de noiva, ricamente adornado, e o fato de pastor.

Rancho Folclórico da Correlhã

O Rancho Folclórico da Correlhã nasceu em 1960, sob a designação de “Grupo Folclórico da Correlhã”, para fazer reviver um passado rico em tradições, e assim permaneceu até, pelo menos, 1966. A sua primeira atuação teve lugar no dia de Santo António na vila de Ponte de Lima. Reapareceu no final da década de 80, já com a designação de Rancho Folclórico da Correlhã, para divulgar a tradição, usos e costumes, danças e cantares. A sua (re)estreia deu-se em julho de 1990, nas festas maiores da freguesia, dedicadas à Senhora da Boa Morte. Ao longo de mais de cinco décadas de existência, o grupo da Correlhã tem a oportunidade de participar nos mais variados e conceituados encontros de folclore, quer em território nacional, quer no estrangeiro, nomeadamente no Brasil, Espanha, França, Mónaco, Itália, entre outros países. Anualmente, o Rancho Folclórico da Correlhã organiza dois festivais, um deles infantil, protagonizado pela Escola Infantil de Folclore, criada em 1990. O grupo da Correlhã dá especial destaque ao traje da lavradeira, onde predomina a cor vermelha, mas também ao fato de domingar, de trabalho, de feirar, de mordoma, de morgada e dos noivos. A sua tocata tradicional inclui instrumentos musicais tais como a concertina, o cavaquinho, a viola braguesa, o violão, o bombo, os ferrinhos e o reque-reque. A Correlhã, enquanto zona húmida, está fortemente associada ao cultivo do linho, sendo comum encontrar-se esta planta na veiga situada nas margens do rio Lima. Daí resulta a seleção dos objetos em representação do Rancho Folclórico da freguesia.

Rancho Folclórico da Correlhã

Rancho Folclórico da Correlhã

Rancho Folclórico de Calheiros

O Rancho Folclórico de Calheiros foi criado pela Associação Cultural, Desportiva e Recreativa da freguesia em outubro de 1990, levando desde então as suas danças e cantares por todo o país e pelo estrangeiro. Na origem do grupo está o intuito de preservar cantigas tradicionais habitualmente presentes em práticas antigas como as malhadas, as desfolhadas e a produção do linho, de molde a evitar que caiam no esquecimento, garantindo assim a sua sobrevivência através da partilha com o público em geral e, principalmente, com as gerações mais jovens. Uma das suas principais preocupações é a conservação das tradições da terra. O seu reportório inclui temas que se baseiam numa recolha levada a cabo junto da população mais idosa da freguesia. Destacam-se, portanto, o Regadinho, o Malhão, a Tirana, as Pintas da Blusa, a Carrasquinha, a Chula Picada e a Chula de Roda, o Vira Trespassado, o Vira d’Oito, o Vira Batido e o Vira de Roda, a Cana Verde, o Passarinho, a Rusga de Entrada, a Rusga de Saída, a Ritinha, a Laurindinha, a Rosinha, o Vira de Calheiros, entre outros. Os trajes envergados pelo grupo representam os fatos mais tradicionais do Alto Minho, de características diversas, nomeadamente o de noiva, o de mordoma, o domingueiro, o de festa, o de trabalho, o de Maria da Fonte.

Rancho Folclórico de Calheiros

Rancho Folclórico de Calheiros

Grupo Etnográfico Infantil da Casa do Povo de Freixo

Criado em 1994, sob a designação de Associação do Grupo Etnográfico Infantil do Centro Paroquial – São Julião do Freixo, recebeu nova denominação em 2005, com alteração dos estatutos e da sede. Movido por um enorme desejo de manter vivos os usos e costumes e as tradições da sua região, o Grupo Etnográfico Infantil e Juvenil da Casa do Povo de São Julião de Freixo apresentou-se ao público em 1994 – cinco meses volvidos sobre a data de fundação.  Contabiliza diversas atuações de Norte a Sul de Portugal, e também em territórios além-fronteiras, mormente em Espanha e França. Presentemente, o grupo é constituído por cerca de cinquenta e quatro elementos, com idades entre os 4 e os 55 anos aproximadamente. Inserido na região do Vale do Neiva, o grupo destaca-se pelo predomínio dos trajes escuros em nítido contraste com os tons garridos do Vale do Lima. A sua tocata é composta pela concertina, pelo cavaquinho, pela viola braguesa, pelo bombo, pelos ferrinhos, pelo violão e pelo reco, sobressaindo de entre as danças o tau-tau, o vira, o malhão, a cana verde e a chula. O Grupo Etnográfico Infantil e Juvenil da Casa do Povo de S. Julião de Freixo conta com um DVD e um CD gravados.

Grupo Etnográfico Infantil da Casa do Povo de Freixo

Grupo Etnográfico Infantil da Casa do Povo de Freixo

Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Poiares

O Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Poiares foi criado em 1984 para dar resposta à necessidade de recuperação de velhas tradições, cuja sobrevivência e transmissão pretende assegurar e passar às gerações vindouras. Os seus membros fundadores procederam a um levantamento rigoroso das danças, cantares e trajes daquela região, marcadamente agrícola, de molde a reconstruir as raízes culturais e o perfil identitário das suas gentes, tentando representar com autenticidade as terras do Vale do Neiva da segunda metade do século XIX e início do XX. Nas festas anuais em honra do seu padroeiro, São Tiago Maior, é organizado um Festival Folclórico.

Em cada atuação, o grupo de Poiares esforça-se para mostrar toda a riqueza do seu folclore e a singularidade dos seus trajes, fortemente associados ao trabalho, onde predominam a estopa, a lã de ovelha e o linho fino, mas também o cotim e a sarja. Nas vestes que envergam sobressaem as cores escuras, reflexo de um povo simples, trabalhador e austero. As suas danças inspiram-se na região onde estão inseridos, na época que retratam e nas suas raízes populares. As coreografias lembram situações da vida quotidiana, nomeadamente o trabalho nos campos e as brincadeiras da escola.

Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Poiares

Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Poiares

Banda de Música de Ponte de Lima
Filarmónicas de Ponte de Lima

Bandas de música, história e atividades no Concelho

  • Banda de Música de Estorãos
  • Banda de Música de Moreira do Lima
  • Banda de Música de Ponte de Lima
  • Banda Musical de São Martinho da Gandra
Banda de Música de Estorãos

A Banda de Música de Estorãos, a mais jovem do Concelho, nasceu do Grupo Cultural de Estorãos e foi fundada a 30 de dezembro de 2007. Contém mais de 45 elementos, quase todos iniciados na referida escola. A sua Direção pertence ao Grupo Cultural de Estorãos, mas é administrada por um Conselho de Gerência com autonomia própria, presidida por Eugénio Afonso. A Escola de Música e a regência da Banda estão a cargo do Maestro António de Pádua Lima, coadjuvado por seu filho, Fernando Lima.

Banda de Música de Estorãos

Banda de Música de Estorãos

Banda de Música da Casa do Povo de Moreira do Lima

A Banda de Música de Moreira do Lima foi fundada por volta de 1880. Em tempos existiam duas bandas de música na Freguesia. Desmembraram-se devido a rivalidades pessoais que originaram a apreensão de todo o instrumental, em 30 de dezembro ele 1938, pelo Administrador do Concelho. Com a formação da Casa do Povo e a aprovação dos seus Estatutos, a banda de Música de Moreira de Lima passou a pertencer à referida Casa em 1939. A partir dessa data e já com o nome atual, manteve-se em atividade, até meados de 1975, altura em que a Banda suspendeu a sua atividade. Em meados de 1980, com o apoio da Junta de Freguesia e o esforço da direção da Casa do Povo e da população da freguesia, foi possível reativar a Banda.

Banda de Música da Casa do Povo de Moreira do Lima

Banda de Música da Casa do Povo de Moreira do Lima

Banda de Música de Ponte de Lima

De acordo com o livro “Apontamentos Históricos da Vila de Ponte de Lima – Banda de Ponte de Lima”, compilado por A.M.S.C., de Junho de 1977, arquivado na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, supõe-se que a primeira banda fundada na vila data dos anos 1788 a 1790.

A partir de 1850, a Banda de Música de Ponte de Lima, após algum tempo de atividade, passou a estar ligada aos Bombeiros até 1900. No princípio do ano de 1979, por iniciativa de alguns músicos e amigos, foi constituída a associação “Grupo de Cultura Musical de Ponte de Lima”, na qual está integrada a Banda de Música de Ponte de Lima, e cujos estatutos foram publicados em 1979. Em 1987 foi atribuído ao “Grupo de Cultura Musical de Ponte de Lima” o estatuto de Entidade de Utilidade Pública.

A BMPL é associada de pleno direito da Federação Regional de Bandas Filarmónicas do Minho com o Nº4 e é também associada do INATEL. Atualmente é dirigida pelo jovem Maestro limarense Gaspar André Fernandes Pereira Lima. Tem como diretor artístico o Maestro Major José Custódio da Silva Gonçalves.

Participou em vários certames e festivais tanto a nível nacional como internacional: Festival de Bandas do Alto Minho; Covões (Coimbra); Mimosa 81; Aniversário da Banda de Espinho; Festival de Ponte de Lima (1991); Festival de Bandas de Vila Nova de Cerveira (2010). Gala Dançante; Pontevedra; Porrinho; Rosal, Beade e Las Neves, estes últimos em Espanha. É presença assídua nos “Concertos de Inverno” realizados pela Câmara Municipal de Ponte de Lima. Tem um repertório muito diversificado, do clássico ao ligeiro, contando também com marchas, rapsódias e tudo o que é habitual tocarem nas bandas filarmónicas.

A Banda de Música de Ponte de Lima é composta por cerca de 70/75 elementos na sua maioria jovens, de ambos os géneros. A média de idade dos seus executantes ronda os 24 anos tendo sido formados na Escola de Música da Banda de Música de Ponte de Lima. A nossa banda tem uma Escola de Música que funciona todo o ano, aos Sábados de manhã e de tarde, de maneira quase gratuita, basta os pais serem sócios. A finalidade desta escola é formar alunos para que sejam integrados na nossa banda.

BMPL

Banda de Música de Ponte de Lima

Banda de Música de Ponte de Lima

É objetivo da Banda de Música de Ponte de Lima e da Associação do Grupo de Cultura Musical de Ponte de Lima desenvolver na população o gosto pela música, desenvolver nas crianças e jovens o grau de autonomia, de responsabilidade e laços de solidariedade, ocupar os jovens em atividades úteis para que se possa construir uma sociedade melhor. É também prioridade da Banda divulgar cada vez mais a Vila de Ponte de Lima.

Banda Musical de São Martinho da Gandra

A Banda Musical de S. Martinho da Gandra (concelho de Ponte de Lima) é uma das quatro bandas filarmónicas de Ponte de Lima. Com quase 180 anos de existência orgulha-se de ter contribuído para a formação e crescimento de centenas de jovens na região. Tem atualmente cerca de 60 músicos, na sua maioria jovens oriundos da terra e localidades vizinhas. A BMSMG foi fundada em 1836 pelo então seminarista e posteriormente padre Manoel de Oliveira. Foram décadas de glória, não esquecendo para esse contributo os saudosos Diogo de Oliveira e seus filhos Diogo e o famoso maestro Miguel de Oliveira. Depois de uma pausa de 9 anos (1986-1995), a banda ressurgiu inserida no Centro Social Paroquial de S. Martinho da Gandra, e sob direção artística de António de Pádua Lima.

Banda Musical de São Martinho da Gandra

Banda Musical de São Martinho da Gandra

Alegoria ao Folclore, Ponte de Lima

MÚSICA À VISTA

Sugestões de património edificado

para uma rota musicoturística no Concelho de Ponte de Lima

Passeio 25 de Abril

Alegoria às Feiras Novas e ao Folclore

Alegoria ao Folclore, Ponte de Lima

Alegoria ao Folclore, Ponte de Lima

Alegoria às Feiras Novas e ao Folclore, Passeio 25 de Abril 32, 4990-058 Ponte de Lima

Praça de São José

Homenagem ao acordeonista, escultura em pedra em homenagem ao acordeonista que tem um lugar de destaque no folclore português, especialmente no Minho. Obra de 2003, situada na Praça de São José.

Escultura

Tocador de concertina, Ponte de Lima

Tocador de concertina, Ponte de Lima

Pormenor

Tocador de concertina, Ponte de Lima

Gabriela Magalhães, violoncelista, de Ponte de Lima
Músicos naturais do Concelho de Ponte de Lima

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Beatriz Patrocínio

Beatriz Patrocínio nasceu em 2002, em Ponte de Lima, onde sempre tem vivido. Em 2012, com 10 anos, ingressou na Academia de Música Fernandes Fão – Pólo de Ponte de Lima, onde estudou violino durante 5 anos, na classe de  Tânia Lima, no regime de articulado.

Começou a ter contacto com o canto nas aulas de coro que frequentava em conjunto com as de violino, o que lhe permitiu descobrir o gosto e talento para cantar. Em 2017, abandonou as aulas de violino e ingressou no Curso Secundário de Música, em canto lírico, na classe de Marta Santos. No mesmo ano, juntou-se ao Orfeão Limiano a convite do Maestro Nuno Tiago Lima.

Para além dos concertos em que participou desde 2017 com Orfeão Limiano, Beatriz Patrocínio tem atuado em diversos espetáculos:

Com a Banda de Música de Ponte de Lima:

  • No espetáculo promovido pela Academia de Música Fernandes Fão, no âmbito das comemorações do 30.º aniversário desta Academia, no qual interpretou “Giunse alfin il momento” e “Deh vieni non tardar”, da Ópera “Le Nozze di Figaro”, de Mozart;
  • Na ópera infantil “As Palavras na Barriga”, interpretada por alunos da Academia de Música Fernandes Fão;
  • No “AMFF in CONCERT”, um espetáculo de música e multimédia que junta em palco cerca de 200 alunos e professores da Academia de Música Fernandes Fão, com coro, orquestra e banda rock. Em cada ano, o “AMFF in CONCERT” traz um novo tema, tendo sido evocado, em 2019, o mítico Festival de Vilar de Mouros.

Trabalhou ainda em algumas classes de aperfeiçoamento em canto, nomeadamente com a soprano Isabel Alcobia.

Tem cumprido o ensino secundário; pretende ingressar no ensino superior, em canto lírico.

Big Red Panda

Oriundos de Ponte de Lima, os Big Red Panda são um coletivo com influência de bandas como Earthless, Pink Floyd, Causa Sui e Yes.

Depois de quase um ano a percorrer o país de origem e o norte de Espanha, apresentando o seu EP de estreia, tendo passado em festivais como o Vodafone Mexefest, Sons do Vez, SonicBlast Moledo, Indie Music Fest, entre outros, os Big Red Panda chegam agora com o novíssimo trabalho “Grand Orbiter”, caracterizado pelos riffs progressivos e psicadélicos.

Big Red Panda, banda de Ponte de Lima

Big Red Panda, banda de Ponte de Lima

Diogo Penha

Natural de Ponte de Lima, o violoncelista Diogo Penha iniciou os estudos musicais aos 12 anos. Durante os seus estudos musicais foi aluno da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo e da Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco. Foi violoncelista das seguintes orquestras: Orquestra E. P. M. V. C.,  Orquestra de Câmara de Coimbra, S. A. R. T., Lisbon Film Orchestra, Aproarte, B. V. Esposende, C. I. Limiano.

Nestas orquestras trabalhou com vários maestros de renome, tendo-se apresentado ao público várias vezes atuando nas melhores salas de concerto do país. Nos últimos anos tem vindo a desenvolver vários projetos, quer a solo quer em conjunto com outros artistas, onde o seu trabalho passa pelos mais variados estilos musicais. (…)

Leia AQUI a biografia completa.

Diogo Penha, violoncelista, de Ponte de Lima

Diogo Penha, violoncelista, de Ponte de Lima

Dora Durães

Dora Durães, violinista, nasceu em 1994, em Ponte de Lima. Em 2006 iniciou os estudos musicais de violino, na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, na classe de Larissa Shomina. Estudou também piano no Conservatório regional do Alto Minho (AMVC), na classe de Cristiano Felismina. Depois de terminado o Curso de Instrumentista de Cordas – Violino – foi convidada a tocar a solo com a orquestra da escola.

Em 2012 ingressou na Universidade do Minho onde realizou a licenciatura e o mestrado em ensino da música com os professores Ilya Grubert e Eliot Lawson.

Frequentou cursos de aperfeiçoamento com os violinistas Daniel Rowland, Evelio Tieles, Zofia Wóycicka, Eliot Lawson, Anatoli Swarzburg, Wibert Aerts, Liesbeth Baelus, Luís Cunha, Augusto Trindade, Roberto Valdés e, em música de câmara, com o Quarteto Freitas-Branco e com a Orquestra Barroca – Miguel Jaloto e Diana Vinagre.

Leia AQUI a biografia completa.

Dora Durães, violinista, de Ponte de Lima

Dora Durães, violinista, de Ponte de Lima

Ao nível da pedagogia, participou em várias formações relacionadas com o ensino e sucesso escolar, acreditadas pelo Centro de Formação do Vale do Minho.

Lecionou as disciplinas de violino e classe de conjunto na Escola de Música de Esposende, na Academia de Música Fernandes Fão e na Escola de Música Mozart. É professora de violino e naipe de orquestra e Coordenadora de Classe de Conjunto na ArtEduca – Conservatório de Música de Vila Nova de Famalicão e professora de violino na Escola de Música Lethes.

Gabriela Magalhães

Gabriela Magalhães é uma violoncelista natural de Ponte de Lima. Iniciou os estudos musicais aos 12 anos na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo (EPMVC), na classe de violoncelo de Petia Smardjieva.

Em 2011, ingressou na Universidade de Aveiro e frequentou a Licenciatura em Música – Área de Especialização em Performance (Violoncelo), tendo como professores de instrumento Alexander Znachonak, Marco Pereira e Jaroslav Mikus. Em 2016, na mesma instituição, concluiu o Mestrado em Ensino de Música.

Ao longo do seu percurso artístico, frequentou cursos de aperfeiçoamento de violoncelo com Matti Roussi, Filipe Quaresma, Cédric Conchon, Jaroslav Mikus, Miguel Rocha e Clélia Vital, bem como cursos de aperfeiçoamento de música de câmara com Carlos Damas, Quarteto de Cordas Freitas Branco e Europa String Quartet.

Leia AQUI a biografia completa.

Gabriela Magalhães, violoncelista, de Ponte de Lima

Gabriela Magalhães, violoncelista, de Ponte de Lima

João Silva

Violinista e compositor, nascido em Ponte de Lima, Portugal, em 1991, João Silva vem de uma família de músicos amadores, onde muito jovem tem o primeiro contacto com a música. Depois de aprofundar a aprendizagem musical na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo (EPMVC), no Hot Club de Portugal, em Lisboa, e na Escola Superior de Música de Catalunya (ESMUC), em Barcelona, decidiu continuar a sua vida artística em Barcelona, Espanha.

Vivendo em Barcelona, colaborou com vários artistas e gravou vários álbuns de composições originais com diversas formações, trabalho que foi apresentado um pouco por toda Europa, em vários festivais de Jazz. (…)

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João Silva, violinista e compositor, de Ponte de Lima

João Silva, violinista e compositor, de Ponte de Lima

José Duarte Carvalhosa

José Duarte Monteiro Carvalhosa nasceu em S. Martinho da Gandra – Ponte de Lima, em 1984. Iniciou os estudos musicais aos 8 anos numa escola de música da terra e em 1994 continuou os estudos na Escola de Música da Banda de Música de S. Martinho da Gandra, na classe de clarinete, tendo feito a sua primeira atuação em 1995. Em 1999 ingressou na Escola Profissional de Viana do Castelo na Classe de Clarinete de Francisco Perez e, posteriormente, de Mário Bezerra. Em Música de Câmara e Orquestra trabalhou com professores como Miguel del Castillo, Cristóbal Soler, Jaroslav Mikus, Vasco Pearce de Azevedo, António Saiote, Paul Wakabayashi, Jan Cober, entre outros.

Em 2002 realizou um Curso Regional de Regência de Bandas Filarmónicas, com os professores Francisco Ferreira e José Pedro Figueiredo, orientado por Tristão Nogueira. Entre 2002 e 2006 frequentou a licenciatura em Educação Musical da Escola Superior de Educação de Viana do Castelo. Em 2005 foi nomeado diretor Artístico da Orquestra Juvenil da Banda Musical de Aboim da Nóbrega, do Coro da respetiva Banda e responsável pela escola de Música.

Em 2008 assumiu a Direcção Artística da Banda Musical de Aboim da Nóbrega. Desde 2007, é membro da Direcção Pedagógica da Academia de Música Fernandes Fão. É Professor de Iniciação musical, Classes de Conjunto e Área de Projeto na Academia de música em questão. É o coordenador das Atividades de Enriquecimento Curricular de Música do Município de Ponte de Lima, formador dos professores de música a trabalhar nas atividades em questão e  Professor de Expressão Musical da Escola Secundária de Ponte de Lima.

Nuno Tiago Lima

Natural de Ponte de Lima, Nuno Tiago Fernandes Pereira Lima iniciou os estudos musicais com sete anos. Estudou na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, na classe de trompa de Joaquim Vidal e Sónia Feijó. Em 1998 passou a estudar com Abel Pereira na Escola Profissional de Música de Espinho.

Em 2001 ingressou na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, na classe de Bohdan Sebestik.

Participou na Orquestra Sinfónica da ESMAE (Sinfonieta), com Omri Hadari, Jan Cober, Marc Tardue, Manuel Ivo Cruz, Daniel Schweizer e António Saiote.

Fez cursos com Philip Maguire, Abel Pereira, Stefan Dohr, Javier Bonet, Bernardo Silva, Bruno Schnaider e com o Quinteto de Metais “Luur Metalls”.

Participou no segundo estágio da Orquestra Juvenil “Bracara Augusta”, no Festival Internacional de Orquestras Jovens em Múrcia, sob a direção de Cesário Costa, em estágios da Orquestra Aproarte, sob a direção de Ernst Schelle e Olivier Diaz Soarez e no Festival de Verão “Young Euro Classic”, com a Orquestra Aproarte e o maestro Ernst Schelle, em 2001. Integrou estágios da Orquestra Nacional de Sopros dos Templários, sob a direção de António Saiote.

Em 2002, convidado pela Orquestra da Escola Profissional de Música de Espinho, participou no “Aberdeen International Youth Festival.

Com o programa Erasmus, estudou na Escola Superior de Música de Cataluña, com o professor David Thompson.

Terminou a Licenciatura em Trompa na Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo, em 2006, na classe de Bohdan Sebestik. Frequenta o Mestrado em Ensino da Música na Universidade do Minho.

Lecionou na Escola de Artes da Bairrada e no Conservatório de Música de Felgueiras.

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Nuno Tiago Lima, trompista e maestro, de Ponte de Lima

Nuno Tiago Lima, trompista e maestro, de Ponte de Lima

Opus Quatro

O Opus Quatro é um Quarteto de Cordas fundado em 2013 pelos violinistas João Cristóvão e Miguel Gil, pela violetista limiana Susana Magalhães e pela violoncelista limiana Gabriela Magalhães.

Atuou pela primeira vez em Ponte de Lima em 2015, na abertura da 6.ª edição do Mercado das Artes, o maior evento organizado pela CAL – Comunidade Artística Limiana, tendo-se seguido outros concertos no Teatro Diogo Bernardes e no Auditório Municipal de Ponte de Lima.

Da atividade do Quarteto de Cordas Opus Quatro destacam-se as participações com o Cordis, Jorge Roque, Pensão Flor, Cuca Roseta, We Trust, Alberto Índio, Os Quatro e Meia, Império dos Sentados, Anselmo Ralph, Passione, Calema e Fado ao Centro.

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Opus Quatro, quarteto de cordas, de Ponte de Lima

Opus Quatro, quarteto de cordas, de Ponte de Lima

Susana Magalhães

Susana Magalhães, violinista e violetista, nasceu a 25 de Outubro de 1988 em Ponte de Lima, onde cresceu. Iniciou os estudos musicais aos 17 anos na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo (EPMVC), na classe de viola d’arco de Rafael Cutiño. Ainda como aluna da EPMVC, obteve o 1.º Prémio no Concurso de Escalas, em 2007, e, nesse mesmo ano, concluiu o Curso Básico de Instrumentista com a classificação máxima. Em 2011 ingressou na Academia Nacional Superior de Orquestra (Lisboa), na Classe de Viola de Paul Wakabayahi, obtendo a bolsa da Fundação Luso Americana.

Frequentou a Licenciatura na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto), na classe de Jorge Alves. Frequenta o Mestrado em Ensino, na Universidade do Minho, sendo aluna do professor Mateusz Stasto.

Frequentou cursos de aperfeiçoamento com Ana Bela Chaves, Barbara Friedhoff, Evelio Teles, Ivo Van der Werff, Jano Lisboa, Máté Szucs, Paul Wakabayashi, Richard Wóycick, Sven Arne Tepl, Tatjana Masurenko e Marian Movileanu. Em música de câmara, com Europa String Quartet, Olga Prats, Quarteto de Freitas Branco e Carlos Damas.

Como instrumentista de orquestra, já se apresentou com a Orquestra Sinfónica Metropolitana, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Clássica do Centro, Orquestra Clássica do Sul, Orquestra Filarmónica Cidade de Pontevedra e Orquestra Nacional de Cabo Verde, entre outras.

Acompanhou diversos artistas nacionais e internacionais do mundo clássico, com destaque para Mário Laginha, Bernardo Sassetti, Ana Bela Chaves, Tatjana Mazurenko e Esteban Battallán. (…)

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Susana Magalhães, violinista e violetista, de Ponte de Lima

Susana Magalhães, violinista e violetista, de Ponte de Lima

HISTÓRIA

Miguel de Oliveira

Miguel António Peixoto Oliveira, regente e compositor, nasceu em São Martinho da Gandra (Ponte de Lima), a 02-05-1919, e faleceu em Monção, a 04-08-1983. Aos 9 anos recebeu os primeiros ensinamentos de seu pai, Diogo de Oliveira, que foi Regente da Banda Musical de São Martinho da Gandra, em Ponte de Lima, e Supervisor de Música Sacra na Diocese de Braga. Em 1934 ingressou no Regimento de Sapadores de Caminhos-de-Ferro e um ano mais tarde na Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana, onde veio a ocupar o lugar der solista e professor até 1952, altura em que optou por prosseguir uma carreira no Teatro.

Miguel de Oliveira, maestro e compositor, de Ponte de Lima

Miguel de Oliveira, maestro e compositor, de Ponte de Lima

Compôs para Teatro de Revista e Opereta em Lisboa e no Porto, entre 1947 e 1963. Em 1952 dirigiu a Orquestra do Teatro Politeama no programa de variedades Comboio das Seis e Meia, protagonizado por Actores consagrados como Vasco Santana, João Villaret e Costinha. Em 1954 criou e dirigiu o Programa Panorama Musical, apresentado no Estádio Náutico, em Algés, e transmitido, pelo Rádio Clube Português, Rádio Peninsular e Rádio Ribatejo. Dirigiu a Banda de Monção (1965-1983), com a qual gravou 12 fonogramas, disponíveis no arquivo da Editora Edisco, no Porto.

Miguel de Oliveira, maestro e compositor, de Ponte de Lima

Miguel de Oliveira, maestro e compositor, de Ponte de Lima

Dedicou os últimos anos da sua vida à composição de obras para Banda Filarmónica. Da sua obra destacam-se as Marchas e as Fantasias, caracterizadas por constantes mudanças rítmicas e harmónicas. Nas suas composições distingue-se, igualmente, o emprego de materiais e de uma gramática musical que têm como principal referente a Espanha, nomeadamente a Galiza, e o Norte de África, duas regiões onde o Compositor viveu, de que são exemplo as obras Sonho Oriental; Minho e Galiza e De Cadiz a Tânger.

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 3º Volume, L-P, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, p. 932 e 933)

O seu nome faz parte da Toponímia de Monção (Praceta Miguel de Oliveira).

A 20 de agosto de 2009, foi inaugurada, em Monção, a Mostra de Coleccionismo / Tema Música em que foi homenageado o maestro Miguel de Oliveira (1919-1983). Em 2019, o Município de Ponte de Lima, através da Biblioteca Municipal, organizou uma Exposição Evocativa do 1.º Centenário do Nascimento do Maestro Miguel Oliveira. Percorrendo a vida e obra do autor, consubstanciada numa mostra ilustrativa com informação textual e fotográfica, a Sala de Adultos, da Biblioteca Municipal, serviu de palco para dar a conhecer esta ação, de 2 maio – dia de aniversário de nascimento do maestro – a 8 de junho de 2019.

Reinaldo Varela

Reinaldo Varela foi um musicólogo, compositor, guitarrista, fadista, professor de música, musicólogo, com muita obra publicada e gravada. Nasceu em Ponte de Lima, em 1861, e faleceu em Lisboa, a 24 de dezembro de 1940. Foi distinguido pela Câmara Municipal de Ponte de Lima com a atribuição do seu nome a uma rua de Ponte de Lima (Rua Reinaldo Varela).

Igreja de Santo António
Órgãos de tubos do concelho de Ponte de Lima [9]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Capela de Nossa Senhora da Guia

Capela de Nossa Senhora da Guia

Capela de Nossa Senhora da Guia

A Capela de Nossa Senhora da Guia possui órgão histórico.

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, Museu dos Terceiros, possui órgão histórico.

Igreja de Beiral do Lima

Igreja de Beiral do Lima

Igreja de Beiral do Lima

A Igreja de Santa Maria de Beiral do Lima possui órgão histórico.

Igreja de Santo António

Igreja de Santo António

Igreja de Santo António

A Igreja de Santo António da Torre Velha, também conhecida por Igreja dos Frades, possui órgão histórico.

Igreja de São João da Ribeira

Igreja de São João da Ribeira

Igreja de São João da Ribeira

A Igreja de São João da Ribeira possui órgão histórico.

Igreja da Misericórdia 

Igreja da Misericórdia de Ponte de Lima

Igreja da Misericórdia de Ponte de Lima

A Igreja da Misericórdia de Ponte de Lima, da Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima, possui órgão histórico.

Igreja Matriz de Ponte de Lima

Igreja Matriz de Ponte de Lima

Igreja Matriz de Ponte de Lima

A Igreja Matriz de Ponte de Lima possui órgão histórico da autoria de Joaquim António Peres Fontanes, construído em 1790, restaurado em 1991 por António Simões.

Igreja Matriz de Refóios do Lima

Igreja Matriz de Refóios do Lima

Igreja Matriz de Refóios do Lima

A Igreja do Mosteiro de Refóios do Lima, Matriz de Refóios do Lima, possui órgão histórico.

Igreja Nova da Correlhã

Igreja Nova da Correlhã

Igreja Nova da Correlhã

A Igreja Nova da Correlhã possui um órgão Walcker, de 1959, refeito por António Simões em 2006.