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Cantadores de Redondo
Coros de Redondo

Grupos e atividade coral no Concelho

  • Cantadeiras do Redondo
  • Grupo Coral e Instrumental Academia de Afetos
  • Grupo Coral Polifónico da SFMR
  • Grupo de Cantadores do Redondo
  • Grupo de Cantares do Redondo
Cantadeiras de Redondo

Cantadeiras de Redondo é um grupo feminino de cantares alentejanos (e tradicionais portugueses, em geral) originário da Vila de Redondo, no Alentejo, e fundado, de raiz, em 2014.
O grupo destaca-se pelo papel cívico e cultural que tem vindo a desempenhar, na promoção do cante especialmente pelo facto de ser pioneiro como grupo feminino de cante alentejano, na sua terra de origem.

Grupo de Cantadores do Redondo

Formado em 1975, o grupo de Cantadores de Redondo é a expressão viva da tradição coral polifónica alentejana que se estende numa faixa do interior de Portugal, que vai dos concelhos de Redondo e Évora até aos concelhos de Almodôvar e Mértola, que confinam a região do Alentejo com a do Algarve.

O grupo de Cantadores de Redondo, pela sua situação geográfica, no limite norte da referida região apresenta características de transição que o distinguem de todos os outros grupos corais. Razão pela qual, integram no seu repertório temas tradicionais (saias) mais vivos, – onde surgem o adufe e as “trancanholas” (duas tiras de madeira que soam como as castanholas) e o acordeão diatónico (chamado sol-e-dó), – que contrastam com a dolência contemplativa do canto polifónico.

O grupo, – que integra Janita e Vitorino Salomé, dois cantautores redondenses que pontificam no panorama musical português mercê das suas carreiras a solo, no âmbito da Música Popular Portuguesa, – averba várias apresentações nacionais e no estrangeiro, tendo, em 2007, marcado presença na homenagem a José Afonso concretizada pela televisão da Galiza.

O grupo gravou, em 1978, o LP «O Cante da Terra» que, em 1997, viria a ser editado em CD, pela Movieplay. Neste registo os cantadores perpassam temas do Alto e do Baixo Alentejo.
Mais tarde, alguns dos fundadores do grupo, entretanto, alargado pela presença de novos elementos, participaram no trabalhado «Vozes do Sul», uma inovadora celebração do cante alentejano assinada por Janita Salomé.

Cantadores de Redondo

Grupo de Cantadores do Redondo

FOI NOTÍCIA

Em 2020, o Município de Redondo organizou o 1º Encontro de Grupos Corais e Instrumentais com o objetivo de contribuir para o envelhecimento ativo dos idosos do concelho de Redondo, estimular o gosto pela música e proporcionar aos intervenientes um contacto direto com diferentes grupos corais, instrumentos e repertório de referência. Para além do Grupo Coral e Instrumental Academia de Afetos atuaria a 13 de abril de 2020 o Grupo Coral Amizade, do Centro de Reformados e Idosos da Baixa da Banheira – CRIBB.

Rancho Folclórico dos Foros da Fonte Seca
Folclore de Redondo

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Alentejo (Alto Alentejo)
  • Distrito: Évora
  • Concelho: Redondo
Rancho Folclórico dos Foros da Fonte Seca

O Rancho Folclórico dos Foros da Fonte Seca foi fundado a 7 de julho de 2014. O seu folclore é caracterizado pelas danças de saias, viras, picadinhas, danças de roda e outras de belo efeito coreográfico. O rancho pertence à Associação dos Foros da Fonte Seca. Esteve presente em vários festivais de folclore de Norte a Sul do país.

Os seus componentes trajam a rigor, destacando as ceifeiras, mondadeiras, azeitoneiras, pastor, ganhão. Há ainda os Trajes de Domingo, Trajes de Festa e Traje de Serrenha (Serra D’Ossa).

A tocata é composta por acordeões, ferrinhos, bombo, adufe e reco-Reco, instrumentos utilizados pelos seus avós nas suas manifestações folclóricas.

Rancho Folclórico dos Foros da Fonte Seca

Rancho Folclórico dos Foros da Fonte Seca

Concurso de Flauta de Bisel “Município de Redondo”
Concurso de Flauta de Bisel “Município de Redondo”

O Município de Redondo realiza em 2021 a 7.ª edição do Concurso de Flauta de Bisel “Município de Redondo”, onde já participaram nas seis edições anteriores cerca de 700 alunos de 25 Agrupamentos de Escolas de todo o Alentejo.

Devido às condições adversas proporcionadas pelo COVID 19 e também pelo ajuste feito nas escolas em relação às rotinas diárias e à participação dos alunos em atividades, os candidatos farão a sua participação no concurso através do envio de vídeos com as obras obrigatória e facultativa, para cada nível de ensino/ano de escolaridade.

O 7.º Concurso continua com o objetivo primordial de dar visibilidade ao trabalho realizado pelos alunos, nomeadamente na Área de Ensino da Música do 1.º Ciclo, proporcionando a oportunidade e o reconhecimento aos alunos que, ao longo do ano letivo manifestaram competências essenciais, ao nível da interpretação instrumental, de participarem num concurso que lhe exige responsabilidade, dedicação e gosto pela música e ainda o de criar rotinas de prática instrumental, utilizando para as respetivas interpretações o instrumento musical(Flauta de Bisel).

Após uma avaliação e reflexão feita às edições anteriores queremos continuar a alargar o concurso a um âmbito nacional, uma vez que tem havido por parte da entidade organizadora e das entidades parceiras esse interesse e essa motivação, fruto também dos resultados alcançados por este evento único no Alentejo e no País.

Cada Agrupamento de Escolas só pode inscrever no 7.º Concurso de Flauta de Bisel “Município de Redondo” o máximo de 10 alunos por ano de escolaridade/níveis do concurso.

Concurso de Flauta de Bisel “Município de Redondo”

Concurso de Flauta de Bisel “Município de Redondo”

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Sociedade Filarmónica Municipal Redondense

Filarmónicas de Redondo

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

  • Sociedade Filarmónica Municipal Redondense
  • Sociedade Filarmónica União Montoitense
Sociedade Filarmónica União Montoitense (f. 1907)

A Sociedade Filarmónica União Montoitense foi fundada em 1907 por Joaquim Antonio Serêto Palôlo, seu 1º regente, e por Júlio Mira Picôto, que seria, em 1916, o 2º regente da União Montoitense. A Banda tem vindo a cumprir a sua missão no campo sociocultural e artístico. Conheceu períodos de inatividade entre 1936-1943 e 1966-1976.

Sociedade Filarmónica União Montoitense

Sociedade Filarmónica União Montoitense

No entanto muitas gerações de músicos se formaram e passaram pela SFUM, com destaque para os maestros José da Silva Domingues, António Carlos Chagas, Mariano Guerreiro Domingos e Júlio Domingos Franco, músico e docente durante mais de 50 anos, na Escola de Música da União Montoitense. A banda é composta por três dezenas de executantes.

Sociedade Filarmónica Municipal Redondense

A vila de Redondo teve um teatro construído, em 1839, mais tarde denominado João Anastácio da Rosa, o mais antigo de distrito de Évora. Viria a ser destruído por um incêndio, na madrugada de 27 de março de 1932. O edifício foi palco de uma intensa vida cultural. Período áureo da arte musical em Redondo foi o tempo entre a segunda metade do século XIX e a queda da Monarquia, em 1910. A Filarmónica 1º de Dezembro, afeta ao partido Progressista e a Filarmónica Amizade, Patrocinada pelo Partido Regenerador rivalizavam entre si, à semelhança das forças partidárias que as financiavam, cenário propicio para o crescimento das competências e capacidades musicais dos seus membros.

As convulsões sociais, políticas e económicas trazidas pela República provocaram a decadência da arte musical, enquanto atividade estruturada e de grupo alargado: as duas bandas extinguiram-se e a vida musical sobrevive, graças às tunas que atuam esporadicamente nas récitas teatrais.

A Filarmónica Almeida Barrancos foi  fundada em 1927, devido ao empenho do seu primeiro regente, o casapiano António Manuel Molefas, a uma Comissão de Iniciativa (composta por nove pessoas) e ao mecenato do Presidente da Câmara Municipal, da época, a quem em homenagem lhe foi dado o seu nome. As primeiras atuações ocorreram a 10, 11, e 12 de setembro de 1927, com grandiosas festas em honra de Nossa Senhora de Ao Pé da Cruz, em que estiveram presentes as Filarmónicas de S. Miguel de Machede e do Circulo Montemorense, de Montemor-o-Novo. É, pois, a nossa banda a herdeira direta de tradições musicais e artísticas que sempre existiram, na vila de Redondo. Em 1934, a coletividade, suporte da banda, sofreu revisão de estatutos e adotou o nome atual: Sociedade Filarmónica Municipal Redondense.

Sociedade Filarmónica Municipal Redondense

Sociedade Filarmónica Municipal Redondense

Vitorino Salomé, cantor, de Redondo
Músicos naturais de Redondo

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Janita Salomé

João Eduardo Salomé Vieira, conhecido por Janita Salomé, nasceu na vila alentejana de Redondo. É um dos mais novos dos cinco irmãos Salomé, onde se inclui Vitorino, todos eles herdeiros de uma forte tradição musical familiar que o pai incentivou.

Apesar de cantar desde os nove anos, a veia artística de Janita só foi verdadeiramente assumida aos 16 quando integrou, como baterista e vocalista, o conjunto Planície e, mais tarde, os Vagabundos do Ritmo. Mas Janita não tinha ainda encontrado o rumo musical que desejava seguir. Esse apenas surgiria na sequência do 25 de Abril de 1974 e do encontro com a música de José Afonso, que o inspirou a investigar e a trabalhar a tradição musical popular.

Depois de participar em discos de seu irmão Vitorino, que abraçara a tempo inteiro uma carreira musical, fundou, em 1977, com ele e os restantes irmãos, o Grupo de Cantadores de Redondo, que se dedica, ainda hoje, a perpetuar a tradição do cante alentejano.

Leia AQUI a biografia completa.

Janita Salomé

Janita Salomé, cantor, de Redondo

Janita Salomé, cantor, de Redondo

Vitorino

Vitorino Salomé Vieira, ou apenas Vitorino, como é conhecido,  é um cantor português, nascido no Redondo, Alentejo, em 1942, numa família de músicos. Em sua casa ouvia música desde que nasceu, tocada pelos  tios, e neste ambiente cresceu, como os seus quatro irmãos, todos igualmente músicos. Vitorino é o terceiro dos cinco; o cantor Janita Salomé é o quarto.

A sua música combina o folclore tradicional do Alentejo e o estilo urbano e popular da sua voz.

Conheceu Zeca Afonso, de quem se tornou amigo, quando estava a fazer a recruta no Algarve. Fixou-se em Lisboa a partir dos 20 anos, onde se associou à noite, às tertúlias e aos prazeres boémios. Em 1968 entrou para o Curso de Belas Artes. Emigrado em França, estudou pintura. Colaborou em discos de José Afonso, “Coro dos Tribunais”, e Fausto. Atuou no célebre concerto de março de 1974, I Encontro da Canção Portuguesa, que decorreu no Coliseu dos Recreios. Lançou nesse ano o seu primeiro single: “Morra Quem Não Tem Amores”.

Participou no disco “Cantigas de Ida e Volta” conjuntamente com outros nomes como Fausto, Sheila e Sérgio Godinho.

Leia AQUI a biografia completa.

Vitorino Salomé

Vitorino Salomé, cantor, de Redondo

Vitorino Salomé, cantor, de Redondo