Musorbis, a cartografia musical dos concelhos do País
Acessível ao público enquanto sítio autónomo desde 2020, o Musorbis é o mapa da música em Portugal, concelho a concelho. O projeto é incrementado sempre que um Município contrata serviços Meloteca, designadamente a Reciclanda, música e reutilização para um mundo melhor.
Reguengos de Monsaraz, no coração do Alentejo profundo, apresenta uma paisagem musical onde a tradição oral do Cante e o associativismo filarmónico são os pilares da identidade local.
O Cante Alentejano e a Tradição Oral
Como território integrante da área de influência do Património Imaterial da UNESCO, o concelho mantém grupos corais ativos que preservam a polifonia característica da região.
Fundado em 1987, o Grupo Coral de Reguengos de Monsaraz é o principal embaixador do Cante no concelho, participando em encontros nacionais e internacionais. Grupos corais femininos e formações em diversas localidades mantêm viva a memória dos cantares ligados ao trabalho agrícola e à religiosidade popular.
O Associativismo Filarmónico
A formação musical e a animação de eventos solenes repousam na longevidade das suas bandas.
A Sociedade Filarmónica de Instrução e Recreio Carvalhense (Carvalhosa) é uma das instituições mais antigas do concelho. Desempenha um papel pedagógico fundamental através da sua escola de música, garantindo a renovação de músicos na região.
Com sede em São Pedro do Corval (conhecida como a capital da olaria), a Banda da Sociedade Filarmónica Corvalense é um elemento central nas festividades locais e um polo de agregação social para os jovens da freguesia.
Equipamentos e Eventos de Referência
A estratégia municipal de promoção musical utiliza o património histórico e os espaços modernos.
O Auditório Municipal de Reguengos de Monsaraz é o principal palco para concertos de música ligeira, fado e recitais de música clássica, servindo de suporte à programação cultural anual.
Monsaraz Museu Aberto é um evento bienal, em que a vila medieval de Monsaraz se transforma num palco monumental com música erudita, jazz e cante.
Cante Fest é um festival dedicado exclusivamente ao Cante Alentejano, que reúne grupos de todo o Alentejo para celebrar e discutir o futuro desta tradição.
O Largo de Santo António, no centro de Reguengos, e a Igreja Matriz de Santo António são locais privilegiados para concertos de Natal, Janeiras e atuações de bandas filarmónicas, reforçando o papel da música na ocupação do espaço público.
Reciclanda, livros, instalações, formações e oficinas
A Reciclanda tem vindo a criar conteúdos de apoio a Educação para a Cidadania, Educação Ambiental e animação dos recreios. Promove a criação de objetos sonoros, brinquedos, jogos e instrumentos a partir de objetos em fim de ciclo. Desenvolve projetos que destacam a inclusão e a literacia, contribuindo para o sucesso escolar. O livro “Brincar Azul”, editado em 2026, contém 700 ideias de jogos divertidos e sustentáveis. Já a “Semana Azul” é um conceito de instalação promotora do brincar sustentável que envolve escolas de concelhos.
Reguengos de Monsaraz, créditos Vítor Oliveira
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2026/03/reguengos-de-monsaraz-ft-vitor-oliveira.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2026-03-18 15:28:272026-03-18 15:56:14Reguengos de Monsaraz e a sua música
Ciclos, encontros, simpósios, jornadas, temporadas e festivais de música e dança no Concelho
Festival Arte(S)em Palco
A decorrer de abril a julho de 2022, o Festival Arte(S)em Palco, 2ª edição, é organizado pela Bolsa D’Originais Associação Cultural e patrocinado pela DGArtes/Ministério da Cultura – República Portuguesa. Conta com o apoio do Município de Reguengos de Monsaraz e das 4 juntas de freguesia do Concelho.
Festival Arte(S)em Palco, Reguengos de Monsaraz, 2022
À semelhança da edição anterior, o Festival Arte(S)em Palco decorre em 14 localidades do Concelho de Reguengos de Monsaraz e conta, em paralelo aos espetáculos, com diversas atividades artístico-pedagógicas dedicadas principalmente aos mais jovens. Com entrada livre em todos os espetáculos e tendo como principal objetivo levar a cultura diretamente ao público mais isolado e envelhecido, este Festival artístico inclusivo, procura combater o isolamento social e cultural, insistindo em levar a expressão artística aos locais onde mais é necessário e menos existe. A programação deste ano abre com um concerto pela Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense, na Praça da Liberdade, em Reguengos de Monsaraz e ainda com um Quinteto de Sopros, do Porto, na Caridade e em Santo António do Baldio. Nas datas seguintes poderemos ouvir um quarteto de cordas, dueto de guitarras clássicas, trio de marimba e percussão africana, ensemble medieval, marionetas com música ao vivo, quarteto de sopros e percussão, Sociedade Filarmónica Corvalense, e ainda uma estreia de um espetáculo dedicado à obra poética de Ibn-Ammâr e Al-Mutamid, numa co-produção entre o TEatro Ensaio – Teatreia Associação Cultural e os músicos da Bolsa D’Originais.
Organizado pela Associação Pédexumbo, o Andanças é um festival que promove a música e a dança popular enquanto meios privilegiados de aprendizagem e intercâmbio entre gerações, saberes e culturas. Reaviva hábitos sociais de viver a música retomando a prática do baile popular através de múltiplas abordagens às danças de raiz tradicional, portuguesas e do mundo, com vista à recuperação das tradições musicais e coreográficas, fundindo-as com elementos contemporâneos.
Andanças, Reguengos de Monsaraz
No Andanças é possível aprender mais de meia centena de estilos de dança diferentes, desde as danças portuguesas, africanas, danças ao estilo americano, às diversas danças europeias: húngaras, balcânicas, bascas, ciganas, bálticas, belgas, do Poitou, italianas, galegas, catalãs, mediterrânicas, entre outras.
Desde 1996 que o Andanças reúne anualmente pessoas de todo o mundo, num espírito de partilha, encontro e práticas sustentáveis, constituindo uma alternativa aos outros festivais de Verão. É um espaço onde se dança, se faz música, se experimenta, mas também onde se partilham e se cruzam propostas e ideias para um mundo melhor.
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/11/reguengos-festival-artes-s-em-palco-2022.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-11-02 20:36:022024-12-05 19:36:59Reguengos de Monsaraz e os seus festivais
Foi noticiado pelo Observador, Público, tribuna do Alentejo e outros órgãos de informação que a 13 outubro de 2021 que em Monsaraz seria inaugurado o Museu Coleção Vintém, com instrumentos musicais e tradicionais do mundo, dezenas de instrumentos, alguns dos quais raros.
O Museu Coleção Vintém encontra-se na Igreja de Santiago, em Monsaraz.
O espaço reúne a coleção de instrumentos musicais e tradicionais do mundo do professor e produtor musical Fernando Vintém. Pode ser visitado diariamente entre as 9h30 e as 12h30 e das 14h às 17h30.
O Museu Coleção Vintém tem em exposição membranofones, aerofones, cordofones e idiofones. De acordo com o colecionista, os visitantes podem apreciar um violino Antonius Stradivarius Cremonensis de 1703, um teponaztli, que é um tipo de tambor de fenda usado no centro do México pelos astecas e culturas relacionadas, um nyatiti, alaúde de taça de cinco a oito cordas do Quénia, uma flauta espírita da Guiné-Conacri que tem como curiosidade a superstição de ninguém a ter tentado tocar, um mijwiz, instrumento musical tradicional do Oriente Médio, popular na Palestina, Líbano, Jordânia e Síria, e um dung cheng do Tibete, trombeta usada nas cerimónias budistas tibetanas e da Mongólia.
A coleção reúne ainda uma trombeta de Faraó do Egipto, um bansuri da Índia, instrumento musical ancestral associado à tradição pastoral e ligado à história de amor entre Krishna e Radha, uma ocarina do Brasil, que é um instrumento de sopro em formato oval ou oviforme feito geralmente de porcelana, terracota, madeira ou pedra e que é considerado um dos instrumentos musicais mais antigos do mundo, um tbilat, instrumento de percussão de Marrocos, um balafon do Gana, comum na África subsaariana e precursor do xilofone, mas também um mbira, que é uma família de instrumentos musicais tradicionais do povo Shona do Zimbabué.
No Museu Coleção Vintém podem ser vistos dezenas de outros instrumentos, como um raro sueng (Tailândia), um duff (Marrocos), um pellet (Nepal), uma flauta doce (Indonésia), uma darbuka (Antigo Egipto), um ngombi (Gabão), um tambor de joelho (África ocidental), um tambor Yoruba (Nigéria), um daff (Egipto), uma zobra (Tunísia), um assobio 4 cabeças (Brasil), um dombek (Egipto), um khaen (Tailândia), um pungi (Índia), um tin whistle (Irlanda) e as castanholas mirandesas (Portugal).
Museu Coleção Vintém, Reguengos de Monsaraz
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/10/reguengos-de-monsaraz-museu-colecao-vintem-2021.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-10-22 13:50:342024-12-05 19:36:26Reguengos de Monsaraz e os museus de música
Considerado Património Cultural Imaterial da Humanidade desde 2015, o fabrico artesanal de chocalhos é uma arte que se encontra em vias de extinção, quer pela industrialização da produção, quer pelas alterações verificadas no mundo agrícola, com o fim da transumância e do pastoreio do gado.
Os chocalhos artesanais eram fundamentalmente utilizados no pescoço dos animais para que os pastores localizassem rapidamente o gado extraviado, minimizando a perda de animais. Atualmente, são também usados como instrumento musical por grupos folclóricos.
Este ofício geracional preserva-se ainda hoje no concelho de Reguengos de Monsaraz, na pequena oficina do mestre Joaquim Veladas, situada na Rua de Mourão.
CONTACTOS
Rua das Áreas de Baixo, 41C, Reguengos de Monsaraz
7200 Reguengos de Monsaraz
Tel: 967 987 512
HORÁRIO
09h00-13h00 | 13h00-15h00. Encerra ao domingo
Fonte: portal do Município, 02/10/2020
Chocalhos Joaquim Correia, Reguengos de Monsaraz
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/10/reguengos-de-monsaraz-chocalhos-joaquim-correia.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-10-03 12:29:432026-03-18 15:24:22Reguengos de Monsaraz e o seu Património
Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho
Região: Alentejo – Alto Alentejo
Distrito: Évora
02 grupos
Grupo Folclórico da Freguesia de Monsaraz
Grupo Coral da Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz
Grupo Folclórico da Freguesia de Monsaraz
O Grupo Coral de Monsaraz foi fundado em 1975. Encontrava-se sob a égide da Casa do Povo de Monsaraz e os seus elementos não utilizavam um traje etnográfico, mas sim um fardamento estilizado.
Em 1983, devido a alguma desorganização, o grupo extinguiu-se. Voltou a ressurgir num segundo momento, cessando a atividade, mais uma vez, em 1996.
Em 2002 foi refundado com o nome de Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz, envergando traje domingueiro. Desde então, tem-se pautado por uma organização diferente dos grupos anteriores.
O seu reportório é composto por temas do cancioneiro alentejano, como: A triste pomba coitada; Abre-te campa sagrada; Alentejo Alentejo; Meu lírio roxo; Linda jovem era pastora; Moreninha alentejana; Ó meu lindo Guadiana; Primavera és tão linda; Rosa mãe; Monsaraz velhas muralhas, entre outros.
Grupo Folclórico da Freguesia de Monsaraz
Grupo Coral da Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz
Na década de 1940, as atuações pelas ruas da vila e no largo principal de Reguengos de Monsaraz provocavam alguns confrontos entre os cantadores. Após a fundação da casa do povo, Manuel Morgado Murteira, funcionário da Caixa de Crédito Agrícola, conseguiu unir os elementos dos dois grupos corais e formar um só, que foi integrado na Casa do povo de Reguengos.
Assim nasceu, a 19 de março de 1945, o Grupo Coral da Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz, composto por 28 elementos.
O grupo é o fruto de uma tradição ancestral. Iniciou um processo de renovação no início de 2016, contando desde essa altura e até ao momento com o apoio do músico Pedro Mestre, atual ensaiador. O grupo tem registado com agrado a entrada de novos elementos, contando atualmente com 25 cantadores.
Durante a sua já longa existência, o grupo coral teve como ensaiadores António Tomás Marcão, António Baltasar, Manuel Jacinto Cartaxo, Joaquim António Couto, António Nogueira Lopes, José Brás Isidoro, José Joaquim Morais e, atualmente, Pedro Mestre e José Torcato.
Após a classificação do Cante Alentejano como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2014, o grupo renovou-se e surgiu com uma nova imagem, novo traje e novas vozes, tendo duplicado o número de elementos.
Grupo Coral da Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/09/reguengos-de-monsaraz-grupo-coral-da-casa-do-povo-de-reguengos-de-monsaraz.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-09-19 09:55:182024-12-05 19:35:40Reguengos de Monsaraz e o seu folclore
Bandas de Música, História e Atividades no Concelho
Sociedade Filarmónica Corvalense
Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense
Sociedade Filarmónica Corvalense
A Banda da Sociedade Filarmónica Corvalense é constituída por quatro dezenas de elementos, na sua maioria jovens, e tem como Maestro o Professor Carlos Bia. Nos finais do séc. XIX, na localidade, então denominada Aldeia do Mato, segundo a memória popular, já existia uma Banda, que depois se terá dividido em duas: a “Portuguesa” e a “Espanhola”.
Sociedade Filarmónica Corvalense
Segundo o que se conseguiu apurar, entre 1914 e 1918, as duas filarmónicas fundiram-se dando origem a uma outra que se passou a chamar “Banda Aldematense”. Esta interrompeu a atividade em 1959. Retomou-a em 1981, já com a designação de Sociedade Filarmónica Corvalense, na altura apenas constituída pela Banda Filarmónica.
Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense (f. 1886)
Fundada em 1886, a Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense terá constituído como que a oficialização de uma banda que já existiria em Reguengos de Monsaraz desde 1860. Nestas duas décadas e meia, nomes como os de Serafim Gomes, Celestino de Carvalho, Joaquim Garcia Pinheiro ou Artur Frederico Reinhardt, um rabequista austríaco, passaram pela regência da então denominada Banda Marcial de Reguengos.
Com o nascimento estatutário da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense, José Maria de Carvalho assumiu a liderança da banda. Através dele e do seu carácter a Banda Filarmónica de Reguengos conheceu um primeiro período de glórias. Faleceu em 1917. Nos anos seguintes não foi possível encontrar alguém com as características daquele notável regente. A Banda Filarmónica de Reguengos ressentiu-se com esta busca de liderança. Não obstante, em 1929, foi-lhe atribuída a categoria de Banda Municipal, pelos bons serviços prestados ao Município. Dirigia-a, na altura, Carlos Franco, o primeiro regente Militar desta Banda.
Em 1934 assumiu a regência José da Silva Domingues, um homem de carácter forte, feitio difícil, mas dotado de qualidades técnicas e capacidade de liderança. Durante três décadas, longo período que atesta as qualidades do líder, Silva Domingues, que também foi compositor, conferiu estabilidade, dirigiu com mestria e elevou a Banda Filarmónica de Reguengos a uma posição cimeira no panorama das Filarmónicas. Foi da sua regência que saíram da Banda de Reguengos músicos que vieram a ingressar em conceituados agrupamentos musicais, como a Orquestra Gulbenkian e as Bandas da Guarda Nacional Republicana, do Exército, da Força Aérea e da Armada. Foi também da sua regência que uma primeira onda de salutar juventude atingiu as fileiras da Banda de Reguengos. Em 1965, deixou a regência da Banda, hostilizado e criticado por muitos que não compreendiam nem aceitavam a firmeza do seu carácter.
A José da Silva Domingues sucedeu um período difícil da Banda de Reguengos. Digna de registo é a criação de uma Banda Juvenil, pelas mãos do regente Casimiro Frederico da Silva, em 1973, que veio realçar a importância da renovação pela juventude das fileiras de executantes de qualquer Banda Filarmónica. De 1976 até 1986, muitos foram os maestros que passaram pela regência da Banda, com destaque para António Jorge e João António Pagará.
Em 1986 assumiu a liderança da Banda de Reguengos o Maestro António das Neves Ramalho, sucessor de José da Silva Domingues, de quem se considera fervoroso admirador e de quem foi discípulo. Serviu a Instituição ao longo dos 16 anos. Em 2002 assumiu a regência da Banda e do Coro o Maestro José Filipe Silva Guerreiro. No mês seguinte, a Banda e o Coro Polifónico já sob a regência do novo maestro realizou um dos seus melhores concertos, no Teatro Garcia de Resende, em Évora. Em 2003, a S.F.H.R. deu inicio ao Curso de Formação para instrumentistas “Reguengos Terras D’el Rei”, que se repetiu em 2004, onde participaram músicos das bandas de Alcáçovas, Alvito, Montoito, Portel, Redondo, Reguengos, S. Pedro do Corval e Alunos do Curso de Música da Escola Secundária Gabriel Pereira de Évora.
Em 2005, foi convidada para participar no CD As melhores Bandas Filarmónicas da Região Alentejo, produzido pela Editora PubIicArt. Em 2006, participou no 1° Concurso Internacional de Bandas Filarmónicas em Vila Franca de Xira, onde se classificou em 2° Lugar na Segunda Categoria. Desloca-se ao Funchal na Ilha da Madeira, a convite da Orquestra do Gabinete Coordenador da Cultura, onde efetuou um concerto. Em 2008 participou novamente no concurso Internacional de Bandas Filarmónicas em Vila Franca de Xira, onde se classifica em 1° lugar, na 2ª categoria.
A direção artística do coro e banda da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense está a cargo do maestro António Menino.
Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense (f. 1886)
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/07/reguengos-de-mosaraz-sociedade-filarmonica-harmonia-reguenguense.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-07-17 17:55:122024-12-05 19:40:14Reguengos de Monsaraz e as suas filarmónicas
Arlindo Marques dos Santos nasceu a 02 de Novembro de 1951 em Perolivas – Reguengos de Monsaraz.
Arlindo Santos, fagote
Em 1983, diplomou-se pelo Conservatório Nacional de Lisboa onde estudou com Otílio Martins.
Em 2000 concluiu Licenciatura na área de Fagote na Escola Superior de Música de Lisboa.
Em 2010 concluiu o Mestrado em Pedagogia do Instrumento (fagote) no Instituto Piaget – Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares de Almada.
Em 2016 obteve o título de Especialista em fagote no Instituto Politécnico de Lisboa.
Em 2012 frequentou um curso de música de câmara na Hungria e outro em Lisboa com Alberto Liz. Estudou particularmente com João Mateus em Lisboa. Assistiu como observador a duas masterclasses de Fagote: uma na Academia Metropolitana de Lisboa dirigida por Marc Trenel (solista principal da Orquestra de Paris) e outro na Fundação Calouste Gulbenkian dirigido pelo famoso fagotista alemão Klaus Thunemann. Assistiu à conferência de Alfred Brendel sobre o tema “Tem a música clássica que ser inteiramente séria”? Em 18 de fevereiro de 2012 (na Fundação Gulbenkian).
CARREIRA PROFISSIONAL
De 1970 a 1975 fez parte da Banda da G.N.R.
Em 1973 começou a sua colaboração com a Orquestra Gullbenkian.
Em 1975 foi seleccionado para a Orquestra Mundial da Juventude.
Em 1976 tornou-se 2º fagotista na Orquestra Gulbenkian.
Entre 1977-2009 foi 1º Fagote Solista da Orquestra Gulbenkian.
ACTIVIDADE ARTÍSTICA
Como fagote solista da Orq. Gulbenkian, além das temporadas habituais da F. Gulbenkian, efectuou“Tournèes” em Portugal e no estrangeiro designadamente Hong-Kong, China, Macau, Índia, Ex-União Soviética, Bélgica, Holanda, França, Alemanha, Espanha, Itália, Inglaterra, Norte de África, Tailândia, Japão, Brasil, Uruguai, Argentina, Alemanha, Áustria, U.S.A., Luxemburgo e Suíça.
Teve a honra de trabalhar sob a direcção de maestros como Fritz Riger, Andreas Albert, Michel Tabachnik, Cláudio Scimone, Pablo Izequierdo, Michel Corboz, Lev Markiz, Helmut Riling, Kent Nagano, Philippe Bender, Gerard Oskamp, Michel Zim, Rodolf Barchai, Gunter Nehold, Franz Brüguen, Laurence Foster, Gunter Herbig, Daniel Barenboim, Claude Cassas-Dessus, Goustav Dudammel, Maurice Gendron, entre muitos outros.
Ao mesmo tempo conheceu e participou nos concertos onde participaram os melhores concertistas do mundo que passaram pela Fundação Gulbenkian, como: Sokolov, Radu Lupu,Evgene Kissin, Alfred Brendl, Maria João Pires, Maurice Gendron, Paul Tortelier, Mstislav Rostropovich, Trulos Mork,Yo Yo Ma, Mischa Maisky, Alberto Liz, Isaac Perlman, Pierre Amoyal, Maxim Vengerov, Elmar Oliveira, AntónioMenezes, Daniel Barenboin e Lang Lang entre muitos outros.
Desde 1973 até 31 de Julho de 2009 participou em todas as inúmeras gravações para rádio, televisão e discos que a orquestra Gulbenkian gravou naquele período.
Tocou a solo em concertos com a Orquestra Gulbenkian em Portugal e no estrangeiro.
Fez inúmeros concertos e gravações de música de Câmara para a ex-Emissora Nacional, R.D.P. e R.T.P.
Colaborou em concertos com a Orquestra do I.M.A.V.E, as extintas Orquestras da R.D.P., São Carlos e também em concertos no Conservatório Nacional.
Fez parte do agrupamento de música antiga “Capela Lusitana”, entre 1988 e 1991.
Participou em recitais e concertos, em Portugal Continental, Ilhas e no Estrangeiro, com as mais variadas formações de música de câmara: duos, trios, quartetos, quintetos, sextetos, octetos etc.
Na última gravação com a Orquestra Gulbenkian 2008, foram gravados os dois concertos de Chopin para piano e orquestra. No âmbito dessa gravação Arlindo Santos foi reconhecido de forma relevante pelo crítico Jed Distier relativamente à sua prestação nos solos de fagote.
ACTIVIDADE DOCENTE
De 1978 a 2021 foi professor da Escola de Música do Conservatório Nacional onde leccionou as disciplinas de Fagote e Música de Câmara. Foi Coordenador do departamento de Sopros e Percussão, membro do Conselho Pedagógico e da S.A.D.D. (Secção de Avaliação de Desempeno Docente) de 2008 a 2014.
Entre 1988 a 2014 foi professor na Escola Superior de Música de Lisboa.
Entre 198 e 1994 foi membro efectivo do Conselho Científico da Escola Superior de Música de Lisboa.
Em 1995 dirigiu um curso de férias em Setúbal.
Em 1997 foi convidado a orientar, na Escola Superior de Música do Porto, um Seminário de Fagote subordinado ao tema “Excertos e solos de Orquestra.
Em 1997 foi convidado pela Escola Profissional de Évora para Coordenador / Orientador na disciplina de Fagote.
Alberto Janes
Alberto Janes, compositor de canções, de Reguengos de Monsaraz
Jaime Varela
Jaime Varela, tenor, de Reguengos de Monsaraz
Mário Moita
Mário Moita, pianista, de Reguengos de Monsaraz
Ricardo Mendes
Ricardo Mendes, violinista, de Reguengos de Monsaraz
Mário Moita
Mário Moita nasceu em Reguengos de Monsaraz, Évora, Alentejo, e desde muito cedo revelou a sua tendência para a arte musical. Com 8 anos ganhou a gala dos pequenos cantores do distrito de Évora e com 10 anos apresentou-se nas festas de Reguengos de Monsaraz para 3000 pessoas. Iniciou os estudos de piano no conservatório de musica de Évora com Maria de Lurdes Horta. Conheceu o pianista Fortunato Murteira que era contemporâneo do grande compositor de Fados Alberto Janes (também de Reguengos de Monsaraz), o qual lhe deixou todo o seu espólio de partituras de Fados para Piano (tem a primeira partitura do fado Foi Deus).
Em 1990 entrou para Engenharia Zootécnica na Universidade dos Açores e fundou um grupo musical que iria dar origem à Tuna Sons do Mar. Dois anos mais tarde voltou ao Alentejo e fundou a Tuna 6 tetos na Universidade de Évora. Em 1993 participou no programa Chuva de Estrelas na SIC destacando-se pelo seu caráter romântico.
Em 1995 iniciou o seu trabalho como pianista no Castelo da Rainha Santa Isabel em Estremoz, um hotel de 5 estrelas dentro do castelo da cidade. Em 2003 começou a participar nas grandes feiras de música mundiais e iniciou uma nova etapa: percorrer ainda mais o mundo representando Portugal em centenas de festivais e teatros pelo mundo.
Tem um currículo cheio de viagens e televisões por mais de 30 países da Roménia à Estónia, da Polónia ao Japão, passando por mais de metade do Brasil onde é bastante acarinhado pelos media nomeadamente o Jô Soares, que já o convidou várias vezes para o seu famoso talk show.
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/reguengos-de-monsaraz-mario-moita-fado-piano.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-12-30 12:35:482025-08-22 21:58:45Reguengos de Monsaraz e os seus músicos
“Vulgarmente designada por O Bom e o Mau Juiz, ou Alegoria à Justiça, a pintura mural a seco e a fresco do Antigo Tribunal ou Paços de Audiência de Monsaraz, redescoberta em 1958, apresenta na metade superior um tema iconográfico de base textual escatológica – de Iconografia do Além ou Visão Apocalíptica – com anjos trombeteiros, datados de circa 1500. A trombeta reta medieval que mais uma vez se repete no corpus é um instrumento de sopro largamente referido na literatura coetânea, não poucas vezes associada a atabales e outros instrumentos de percussão mas também a charamelas e sacabuxas em situações de aparato ou de cariz bélico como instrumento de sinalização – como nas Tapeçarias de Pastrana, retratando aspetos da Tomada de Arzila pelos portugueses em 1471 -, associado ao poder e ao triunfo, e mais raramente à caça. Mais uma vez a representação de um instrumento em uso na época indicativo de que a Iconografia Musical é uma fonte primária inesgotável de informação sendo possível descortinar através dela instrumentos musicais coetâneos e anacrónicos (organologia), conjuntos vocais e instrumentais, ambientes musicais (espaços: procissões, igrejas), notação musical (paleografia musical), tipologias de intérpretes (jograis, pegureiros, menestréis; criptoretratos) e referências à dança.” (Sónia Duarte)
Fresco do antigo Tribunal de Reguengos de Monsaraz
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
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António José Ferreira:
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/reguengos-de-monsaraz-antigo-tribunal-fresco.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-12-28 09:25:162024-12-05 19:37:39Reguengos de Monsaraz Rota Musical
Órgãos de tubos do concelho de Reguengos de Monsaraz [1]
Igreja Matriz de Reguengos de Monsaraz
[ Igreja Paroquial ] [ Santo António ]
Igreja Matriz de Reguengos de Monsaraz
Localizada na Praça da Liberdade, em Reguengos de Monsaraz, a Îgreja Matriz de Reguengos começou a ser edificada a 27 de outubro de 1887.
“A torre sineira está no meio da fachada. No interior podem ver-se 3 naves e 3 capelas na zona da cabeceira. O transepto é saliente. Os arcobotantes gigantes e o posicionamento da torre a meio da fachada fazem desta igreja um dos melhores exemplos do neogótico em Portugal.”
O órgão histórico que nela se encontra foi construído em 1743, por Pascoal Caetano Oldovini (Oldoni, Oldovino ou Olduvini), organeiro italiano que deixou importante obra organística no Alentejo.
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/reguengos-de-monsaraz-matriz-santo-antonio-igreja.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 22:59:242024-12-05 19:38:39Reguengos de Monsaraz e os seus órgãos de tubos
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