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Museu Coleção Vintém, Reguengos de Monsaraz
Museus de Música em Reguengos de Monsaraz

Museu Coleção Vintém

Igreja de Santiago

Foi noticiado pelo Observador, Público, Tribuna do Alentejo e outros órgãos de informação que a 13 outubro de 2021 que em Monsaraz seria inaugurado o Museu Coleção Vintém,  com instrumentos musicais e tradicionais do mundo, dezenas de instrumentos, alguns dos quais raros.

O Museu Coleção Vintém encontra-se na Igreja de Santiago, em Monsaraz.

O espaço reúne a coleção de instrumentos musicais e tradicionais do mundo do professor e produtor musical Fernando Vintém. Pode ser visitado diariamente entre as 9h30 e as 12h30 e das 14h às 17h30.

O Museu Coleção Vintém tem em exposição membranofones, aerofones, cordofones e idiofones. De acordo com o colecionista, os visitantes podem apreciar um violino Antonius Stradivarius Cremonensis de 1703, um teponaztli, que é um tipo de tambor de fenda usado no centro do México pelos astecas e culturas relacionadas, um nyatiti, alaúde de taça de cinco a oito cordas do Quénia, uma flauta espírita da Guiné-Conacri que tem como curiosidade a superstição de ninguém a ter tentado tocar, um mijwiz, instrumento musical tradicional do Oriente Médio, popular na Palestina, Líbano, Jordânia e Síria, e um dung cheng do Tibete, trombeta usada nas cerimónias budistas tibetanas e da Mongólia.

A coleção reúne ainda uma trombeta de Faraó do Egipto, um bansuri da Índia, instrumento musical ancestral associado à tradição pastoral e ligado à história de amor entre Krishna e Radha, uma ocarina do Brasil, que é um instrumento de sopro em formato oval ou oviforme feito geralmente de porcelana, terracota, madeira ou pedra e que é considerado um dos instrumentos musicais mais antigos do mundo, um tbilat, instrumento de percussão de Marrocos, um balafon do Gana, comum na África subsaariana e precursor do xilofone, mas também um mbira, que é uma família de instrumentos musicais tradicionais do povo Shona do Zimbabué.

No Museu Coleção Vintém podem ser vistos dezenas de outros instrumentos, como um raro sueng (Tailândia), um duff (Marrocos), um pellet (Nepal), uma flauta doce (Indonésia), uma darbuka (Antigo Egipto), um ngombi (Gabão), um tambor de joelho (África ocidental), um tambor Yoruba (Nigéria), um daff (Egipto), uma zobra (Tunísia), um assobio 4 cabeças (Brasil), um dombek (Egipto), um khaen (Tailândia), um pungi (Índia), um tin whistle (Irlanda) e as castanholas mirandesas (Portugal).

Museu Coleção Vintém, Reguengos de Monsaraz

Museu Coleção Vintém, Reguengos de Monsaraz

Chocalhos Joaquim Correia, Reguengos de Monsaraz
Património Cultural Imaterial de Reguengos de Monsaraz

Considerado Património Cultural Imaterial da Humanidade desde 2015, o fabrico artesanal de chocalhos é uma arte que se encontra em vias de extinção, quer pela industrialização da produção, quer pelas alterações verificadas no mundo agrícola, com o fim da transumância e do pastoreio do gado.

Os chocalhos artesanais eram fundamentalmente utilizados no pescoço dos animais para que os pastores localizassem rapidamente o gado extraviado, minimizando a perda de animais. Atualmente, são também usados como instrumento musical por grupos folclóricos.

Este ofício geracional preserva-se ainda hoje no concelho de Reguengos de Monsaraz, na pequena oficina do mestre Joaquim Veladas, situada na Rua de Mourão.

CONTACTOS

Rua das Áreas de Baixo, 41C, Reguengos de Monsaraz
7200 Reguengos de Monsaraz
Tel: 967 987 512

HORÁRIO

09h00-13h00 | 13h00-15h00. Encerra ao domingo

Fonte: Portal do Município, 02/10/2020

Chocalhos Joaquim Correia, Reguengos de Monsaraz

Chocalhos Joaquim Correia, Reguengos de Monsaraz

Grupo Coral da Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz
Folclore em Reguengos de Monsaraz

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Alentejo – Alto Alentejo
  • Distrito: Évora
  • Concelho: Reguengos de Monsaraz

02 grupos

  • Grupo Folclórico da Freguesia de Monsaraz
  • Grupo Coral da Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz
Grupo Folclórico da Freguesia de Monsaraz

O Grupo Coral de Monsaraz foi fundado em 1975. Encontrava-se sob a égide da Casa do Povo de Monsaraz e os seus elementos não utilizavam um traje etnográfico, mas sim um fardamento estilizado.

Em 1983, devido a alguma desorganização, o grupo extinguiu-se. Voltou a ressurgir num segundo momento, cessando a atividade, mais uma vez, em 1996.

Em 2002 foi refundado com o nome de Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz, envergando traje domingueiro. Desde então, tem-se pautado por uma organização diferente dos grupos anteriores.

O seu reportório é composto por temas do cancioneiro alentejano, como: A triste pomba coitada; Abre-te campa sagrada; Alentejo Alentejo; Meu lírio roxo; Linda jovem era pastora; Moreninha alentejana; Ó meu lindo Guadiana; Primavera és tão linda; Rosa mãe; Monsaraz velhas muralhas, entre outros.

Grupo Folclórico da Freguesia de Monsaraz

Grupo Folclórico da Freguesia de Monsaraz

Grupo Coral da Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz

Na década de 1940, as atuações pelas ruas da vila e no largo principal de Reguengos de Monsaraz provocavam alguns confrontos entre os cantadores. Após a fundação da casa do povo, Manuel Morgado Murteira, funcionário da Caixa de Crédito Agrícola, conseguiu unir os elementos dos dois grupos corais e formar um só, que foi integrado na Casa do povo de Reguengos.

Assim nasceu, a 19 de março de 1945, o Grupo Coral da Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz, composto por 28 elementos.

O grupo é o fruto de uma tradição ancestral. Iniciou um processo de renovação no início de 2016, contando desde essa altura e até ao momento com o apoio do músico Pedro Mestre, atual ensaiador. O grupo tem registado com agrado a entrada de novos elementos, contando atualmente com 25 cantadores.

Durante a sua já longa existência, o grupo coral teve como ensaiadores António Tomás Marcão, António Baltasar, Manuel Jacinto Cartaxo, Joaquim António Couto, António Nogueira Lopes, José Brás Isidoro, José Joaquim Morais e, atualmente, Pedro Mestre e José Torcato.

Após a classificação do Cante Alentejano como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2014, o grupo renovou-se e surgiu com uma nova imagem, novo traje e novas vozes, tendo duplicado o número de elementos.

Grupo Coral da Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz

Grupo Coral da Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz

Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense (f. 1886)
Filarmónicas de Reguengos de Monsaraz

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Sociedade Filarmónica Corvalense
  • Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense
Sociedade Filarmónica Corvalense

A Banda da Sociedade Filarmónica Corvalense é constituída por quatro dezenas de elementos, na sua maioria jovens, e tem como Maestro o Professor Carlos Bia. Nos finais do séc. XIX, na localidade, então denominada Aldeia do Mato, segundo a memória popular, já existia uma Banda, que depois se terá dividido em duas: a “Portuguesa” e a “Espanhola”.

Sociedade Filarmónica Corvalense

Sociedade Filarmónica Corvalense

Segundo o que se conseguiu apurar, entre 1914 e 1918, as duas filarmónicas fundiram-se dando origem a uma outra que se passou a chamar “Banda Aldematense”. Esta interrompeu a atividade em 1959. Retomou-a em 1981, já com a designação de Sociedade Filarmónica Corvalense, na altura apenas constituída pela Banda Filarmónica.

Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense (f. 1886)

Fundada em 1886, a Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense terá constituído como que a oficialização de uma banda que já existiria em Reguengos de Monsaraz desde 1860. Nestas duas décadas e meia, nomes como os de Serafim Gomes, Celestino de Carvalho, Joaquim Garcia Pinheiro ou Artur Frederico Reinhardt, um rabequista austríaco, passaram pela regência da então denominada Banda Marcial de Reguengos.

Com o nascimento estatutário da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense, José Maria de Carvalho assumiu a liderança da banda. Através dele e do seu carácter a Banda Filarmónica de Reguengos conheceu um primeiro período de glórias. Faleceu em 1917. Nos anos seguintes não foi possível encontrar alguém com as características daquele notável regente. A Banda Filarmónica de Reguengos ressentiu-se com esta busca de liderança. Não obstante, em 1929, foi-lhe atribuída a categoria de Banda Municipal, pelos bons serviços prestados ao Município. Dirigia-a, na altura, Carlos Franco, o primeiro Regente Militar desta Banda.

Em 1934 assumiu a regência José da Silva Domingues, um homem de carácter forte, feitio difícil, mas dotado de qualidades técnicas e capacidade de liderança. Durante três décadas, longo período que atesta as qualidades do líder, Silva Domingues, que também foi compositor, conferiu estabilidade, dirigiu com mestria e elevou a Banda Filarmónica de Reguengos a uma posição cimeira no panorama das Filarmónicas. Foi da sua regência que saíram da Banda de Reguengos músicos que vieram a ingressar em conceituados agrupamentos musicais, como a Orquestra Gulbenkian e as Bandas da Guarda Nacional Republicana, do Exército, da Força Aérea e da Armada. Foi também da sua regência que uma primeira onda de salutar juventude atingiu as fileiras da Banda de Reguengos. Em 1965, deixou a regência da Banda, hostilizado e criticado por muitos que não compreendiam nem aceitavam a firmeza do seu carácter.

A José da Silva Domingues sucedeu um período difícil da Banda de Reguengos. Digna de registo é a criação de uma Banda Juvenil, pelas mãos do Regente Casimiro Frederico da Silva, em 1973, que veio realçar a importância da renovação pela juventude das fileiras de executantes de qualquer Banda Filarmónica. De 1976 até 1986, muitos foram os maestros que passaram pela regência da Banda, com destaque para António Jorge e João António Pagará.

Em 1986 assumiu a liderança da Banda de Reguengos o Maestro António das Neves Ramalho, sucessor de José da Silva Domingues, de quem se considera fervoroso admirador e de quem foi discípulo. Serviu a Instituição ao longo dos 16 anos. Em 2002 assumiu a regência da Banda e do Coro o Maestro José Filipe Silva Guerreiro. No mês seguinte, a Banda e o Coro Polifónico já sob a regência do novo maestro realizou um dos seus melhores concertos, no Teatro Garcia de Resende, em Évora. Em 2003, a S.F.H.R. deu inicio ao Curso de Formação para instrumentistas “Reguengos Terras D’el Rei”, que se repetiu em 2004, onde participaram músicos das bandas de Alcáçovas, Alvito, Montoito, Portel, Redondo, Reguengos, S. Pedro do Corval e Alunos do Curso de Música da Escola Secundária Gabriel Pereira de Évora.

Em 2005, foi convidada para participar no CD As melhores Bandas Filarmónicas da Região Alentejo, produzido pela Editora PubIicArt. Em 2006, participou no 1° Concurso Internacional de Bandas Filarmónicas em Vila Franca de Xira, onde se classificou em 2° Lugar na Segunda Categoria. Desloca-se ao Funchal na Ilha da Madeira, a convite da Orquestra do Gabinete Coordenador da Cultura, onde efetuou um concerto. Em 2008 participou novamente no concurso Internacional de Bandas Filarmónicas em Vila Franca de Xira, onde se classifica em 1° lugar, na 2ª categoria.

A direção artística do coro e banda da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense está a cargo do maestro António Menino.

Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense (f. 1886)

Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense (f. 1886)

Mário Moita, pianista, de Reguengos de Monsaraz
Músicos naturais do Concelho de Reguengos de Monsaraz

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Alberto Janes

Alberto Janes, compositor de canções, de Reguengos de Monsaraz

Alberto Janes, compositor de canções, de Reguengos de Monsaraz

Jaime Varela

Jaime Varela, tenor, de Reguengos de Monsaraz

Jaime Varela, tenor, de Reguengos de Monsaraz

Mário Moita

Mário Moita, pianista, de Reguengos de Monsaraz

Mário Moita, pianista, de Reguengos de Monsaraz

Ricardo Mendes

Ricardo Mendes, violinista, de Reguengos de Monsaraz

Ricardo Mendes, violinista, de Reguengos de Monsaraz

Mário Moita

Mário Moita nasceu em Reguengos de Monsaraz, Évora, Alentejo, e desde muito cedo revelou a sua tendência para a arte musical. Com 8 anos ganhou a gala dos pequenos cantores do distrito de Évora e com 10 anos apresentou-se nas festas de Reguengos de Monsaraz para 3000 pessoas. Iniciou os estudos de piano no conservatório de musica de Évora com Maria de Lurdes Horta. Conheceu o pianista Fortunato Murteira que era contemporâneo do grande compositor de Fados Alberto Janes (também de Reguengos de Monsaraz), o qual lhe deixou todo o seu espólio de partituras de Fados para Piano (tem a primeira partitura do fado Foi Deus).

Em 1990 entrou para Engenharia Zootécnica na Universidade dos Açores e fundou um grupo musical que iria dar origem à Tuna Sons do Mar. Dois anos mais tarde voltou ao Alentejo e fundou a Tuna 6 tetos na Universidade de Évora. Em 1993 participou no programa Chuva de Estrelas na SIC destacando-se pelo seu caráter romântico.

Em 1995 iniciou o seu trabalho como pianista no Castelo da Rainha Santa Isabel em Estremoz, um hotel de 5 estrelas dentro do castelo da cidade. Em 2003 começou a participar nas grandes feiras de música mundiais e iniciou uma nova etapa: percorrer ainda mais o mundo representando Portugal em centenas de festivais e teatros pelo mundo.

Tem um currículo cheio de viagens e televisões por mais de 30 países da Roménia à Estónia, da Polónia ao Japão, passando por mais de metade do Brasil onde é bastante acarinhado pelos media nomeadamente o Jô Soares, que já o convidou várias vezes para o seu famoso talk show.

Fresco do antigo Tribunal de Reguengos de Monsaraz

MÚSICA À VISTA

Iconografia Musical de Reguengos de Monsaraz

“Vulgarmente designada por O Bom e o Mau Juiz, ou Alegoria à Justiça, a pintura mural a seco e a fresco do Antigo Tribunal ou Paços de Audiência de Monsaraz, redescoberta em 1958, apresenta na metade superior um tema iconográfico de base textual escatológica – de Iconografia do Além ou Visão Apocalíptica – com anjos trombeteiros, datados de circa 1500. A trombeta reta medieval que mais uma vez se repete no corpus é um instrumento de sopro largamente referido na literatura coetânea, não poucas vezes associada a atabales e outros instrumentos de percussão mas também a charamelas e sacabuxas em situações de aparato ou de cariz bélico como instrumento de sinalização – como nas Tapeçarias de Pastrana, retratando aspetos da Tomada de Arzila pelos portugueses em 1471 -, associado ao poder e ao triunfo, e mais raramente à caça. Mais uma vez a representação de um instrumento em uso na época indicativo de que a iconografia Musical é uma fonte primária inesgotável de informação sendo possível descortinar através dela instrumentos musicais coetâneos e anacrónicos (organologia), conjuntos vocais e instrumentais, ambientes musicais (espaços: procissões, igrejas), notação musical (paleografia musical), tipologias de intérpretes (jograis, pegureiros, menestréis; criptoretratos) e referências à dança.” (Sónia Duarte)

Fresco do antigo Tribunal de Reguengos de Monsaraz

Fresco do antigo Tribunal de Reguengos de Monsaraz

Igreja Matriz de Reguengos de Monsaraz
Órgãos de tubos do concelho de Reguengos de Monsaraz [1]

Igreja Matriz de Reguengos de Monsaraz

[ Igreja Paroquial ] [ Santo António ]

Igreja Matriz de Reguengos de Monsaraz

Igreja Matriz de Reguengos de Monsaraz

Localizada na Praça da Liberdade, em Reguengos de Monsaraz, a Mgreja Matriz de Reguengos começou a ser edificada a 27 de outubro de 1887.

“A torre sineira está no meio da fachada. No interior podem ver-se 3 naves e 3 capelas na zona da cabeceira. O transepto é saliente. Os arcobotantes gigantes e o posicionamento da torre a meio da fachada fazem desta igreja um dos melhores exemplos do neogótico em Portugal.”

O órgão histórico que nela se encontra foi construído em 1743, por Pascoal Caetano Oldovini (Oldoni, Oldovino ou Olduvini), organeiro italiano que deixou importante obra organística no Alentejo.