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Rancho Folclórico e Etnográfico de São Joaninho
Folclore em Santa Comba Dão

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Beira Alta (Viseu, Dão, Lafões e Terras do Demo)
  • Distrito: Viseu
  • Concelho: Santa Comba Dão
Rancho Folclórico e Etnográfico de São Joaninho

O Rancho Folclórico e Etnográfico de São Joaninho remonta a 1928, ano em que no bairro do fundo da aldeia teve origem a sua primeira formação.

Em 1979, na Casa do Povo da localidade, promoveu-se o reinício do mesmo, passando a chamar-se Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de São Joaninho. Mantendo este o sucesso do anterior, percorreu várias localidades do país, participando em vários festivais onde se destacou com mérito. Em 1991, foi suspenso devido à emigração.

Em 2002, um grupo de amigos, após os festejos de São João (padroeiro da terra), recordou com saudade o antigo rancho, e criou o atual Rancho Folclórico e Etnográfico de São Joaninho, que fez a estreia no dia 25 de Maio de 2003.

Desde esse dia, tem sido solicitado a divulgar as tradições da sua região, quer no campo musical, quer nas danças e cantares, quer nos trajes, baseando-se nas suas recolhas efetuadas.

Na tentativa de reviver o passado, o grupo apresenta a beleza e simplicidade do trajar, apresentando os seguintes trajes: noivos, lavradores, abastados, ver-a-deus, festa e romaria, domingueiros, vendedeira, camponeses, trabalhadores da feira, pastor, serrana, moleira e outros.

A sua participação em festas, romarias de norte a sul do país e internacionais (Alemanha e Suíça) tem contribuído para a divulgação do folclore da região da Beira Alta. Em 2007 passou a ser uma associação de natureza cultural e recreativa.

Rancho Folclórico e Etnográfico de São Joaninho

Rancho Folclórico e Etnográfico de São Joaninho

Filarmónica de Santa Comba Dão
Filarmónicas de Santa Comba Dão

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Filarmónica de Santa Comba Dão

Remonta a 1820 a fundação da primeira filarmónica da cidade com o nome de Filarmónica 28 de Setembro, que teve como seu regente o maestro António Homem de Sá Correia. Em 1870, com o nome de Filarmónica Progressista, foi seu regente Joaquim Ferraz Macedo, e mais tarde, Manuel Gomes Pais. Passou esta Filarmónica por dissidências e crises várias, sobretudo motivadas pela emigração, reduzindo-se o número de executantes.

Após o falecimento do regente Manuel Pais, João Ferreira Onofre e António Rodrigues da Costa, tomaram a iniciativa em 1918 de fazer reviver a 1º de Maio convidando para seu regente o então Padre de Óvoa, Joaquim Ferreira Mendonça. Por volta de 1939 começou um período áureo sobre a regência do maestro Augusto Florêncio de Campos. Em 1942 nova crise, motivada pela 2ª Guerra Mundial e emigração, fez com que a Filarmónica estivesse parada até 1952. Nesse ano, um grupo de executantes apresentou novos e com José de Sousa Franco, proposto para regente da Filarmónica, a Filarmónica ressurgiu, com o nome de Filarmónica de Santa Comba Dão. Em 1971, assumiu a presidência da coletividade o grande impulsionador contemporâneo da arte desta cidade, David Oliveira, cuja primeira preocupação foi solicitar a cedência, a título gratuito, do café Arcada. Mais tarde a sua sede passou a funcionar no antigo posto da GNR, instalações que viriam a ser compradas pela Filarmónica de Santa Comba Dão em 4 de outubro de 1980.

Na década seguinte, a Filarmónica foi renovada com a presença de jovens executantes e com um novo espírito, fruto da aposta da direção presidida por Carlos Mota, que teve o mérito de se dedicar ao restauro da atual sede (inaugurada em 01-01-2001) e à criação da Escola de Música, com o maestro Adriano Matias, posteriormente substituído por Luís Fortuna e Vítor Gonçalves. Em 2006, a direcção da Filarmónica, presidida por Carlos Viegas e seu maestro Sérgio Neves apostaram num ensino mais exigente, contratando para isso professores profissionais, especializados em cada instrumento.

Foram também criados grupos de Música de Câmara, como a Banda Juvenil (constituída por alunos da escola que ainda não ingressaram na Filarmónica), Orquestra Orff e Ensemble de Percussão. Em 2013, e com a entrada da direção presidida por António Varela, a Filarmónica de Santa Comba Dão otimizou e recondicionou alguns dos seus espaços permitindo desta forma incrementar e dinamizar a Escola de Música. A Filarmónica de Santa Comba Dão conta  com 67 elementos na Banda principal, 35 elementos no Coro e 65 alunas e alunos na Escola de Música, dos quais 47 participam na Banda Juvenil da Escola.

Filarmónica de Santa Comba Dão

Filarmónica de Santa Comba Dão

Músicos naturais do Concelho de Santa Comba Dão

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • António Neves (saxofone)
  • Horácio Ferreira (clarinete)
  • Igor Varela (clarinete)
  • Maria Gomes (clarinete)
  • João Neves (clarinete)
  • José Pedro Morais (composição/ percussão)
  • João Sequeira (percussão)
  • Mário Cruz (piano/direção)
  • Nuno Figueiredo (composição, 1982)
  • Rafaela Monteiro (canto, the Voice 2020)
  • Ricardo Monteiro (percussão)

Horácio Ferreira

Horácio Ferreira, clarinete, de Santa Comba Dão

Horácio Ferreira, clarinete, de Santa Comba Dão, foto Jorge Carmona

FOI NOTÍCIA

O Jornal do Centro de 5 de novembro de 2016 noticiava:

“O jovem clarinetista de Pinheiro de Ázere de Santa Comba Dão, Horácio Ferreira, atuou na última semana no Bardican Centre, em Londres, perante meio milhar de pessoas e está agora concentrado nos próximos 15 concertos agendados na Europa, nomeadamente, em Budapeste, Birmingham e Colónia, entre outras cidades e capitais europeias. Esta digressão internacional termina a 12 de maio, na Casa da Música, no Porto. Até ao próximo verão, o músico assegura que vai gravar o seu primeiro álbum.

Horácio Ferreira nasceu para a música na Sociedade Filarmónica Lealdade Pinheirense, aos sete anos. Foi aí que teve o primeiro contacto musical e experimentou pela primeira vez o clarinete. Desde então seguiu-se uma longa viagem, sempre em progressão, com um crescimento e uma evolução rápida e sempre em alta. A reação dos pais ao talento do filho foi num primeiro momento de algum receio e isso aconteceu quando decidiu ir estudar para a Escola Profissional de Música de Espinho.

“Não foi fácil, porque a música não era vista como uma opção profissional, mas sim como um hobby – ainda acontece hoje, mas cada vez menos -, naturalmente a minha mãe tinha receio de uma mudança tão radical como esta. Fui dos primeiros músicos profissionais na minha zona. Porém, sempre tive o apoio de que precisava em casa e, por isso, estou muito agradecido”, conta Horácio Ferreira.

Depois do Conservatório e de frequentar várias escolas de música, optou por apostar em fazer mais concertos e ter alguém que pontualmente o aconselhasse. Revelou que está a ser aconselhado por Nicolas Baldeyrou, em Paris. Justifica a intenção de ter que sair de Portugal na tentativa de melhorar e conhecer outros conceitos, ideias e estar aberto a novos desafios. Explica que não é por necessidade, “mas sim uma busca para ganhar mais competências”. “Estudei numa escola de referência em Portugal, a Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), e após a conclusão da minha licenciatura, o melhor para mim seria, sem dúvida, trocar de ares e seguir um novo caminho. Não foi por isso uma prioridade, mas sim uma opção” assume. Estudar com Michel Arrignon (clarinetista francês) foi um marco importante para a sua carreira.

Adiantou que seria injusto não falar em Luís Carvalho, já que “foi ele que me fez ver a música de uma forma mais profissional e soube motivar-me para ser cada vez melhor. E claro, António Saiote, com quem obtive o meu diploma na ESMAE.

“Pode dizer-se que todos foram construindo o clarinetista e a pessoa que sou hoje”. O músico de Santa Comba Dão destacou que em Portugal tem merecido atenção de diversas pessoas e entidades, muito graças ao facto de ter sido o Jovem Músico do Ano 2014.

Fonte: Jornal do Centro, artigo edição impressa n.º 759 (04/11/2016), página 30

Fonte: Horácio Ferreira facultou a informação relativas a Rafaela Monteiro (canto, the Voice 2020), Maria Gomes (clarinete), Igor Varela (clarinete), Ricardo Monteiro (percussão), António Neves (saxofone), João Neves (clarinete), Mário Cruz (piano/direção), João Sequeira (percussão), José Pedro Morais (composição/percussão), Nuno Figueiredo (composição).