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Folclore em Santarém

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Ribatejo
  • Distrito: Santarém
  • Concelho: Santarém

09 grupos

  • Grupo Académico de Danças Ribatejanas
  • Grupo Folclórico do Centro de Convívio de Abitureiras
  • Rancho Folclórico da Ribeira de Santarém
  • Rancho Folclórico da S. R. E. da Romeira
  • Rancho Folclórico de Viegas
  • Rancho Folclórico de Vila Nova do Coito
  • Rancho Folclórico do Bairro de Santarém – Graínho e Fontaínhas
  • Rancho Folclórico do Vale de Santarém
  • Rancho Folclórico de Verdelho
Rancho Folclórico de Vila Nova do Coito

O Rancho Folclórico de Vila Nova do Coito foi fundado em 1961, data da sua apresentação pública ao povo da sua terra, para no mês seguinte se exibir na Feira do Ribatejo, em Santarém. Deu início a uma intensa ação de pesquisa e recolha etnográfica tendo em vista a representação dos usos e costumes da freguesia de Almoster, o que lhe permite ser considerado um digno embaixador das tradições populares do Bairro Ribatejano. As recolhas efetuadas, em Vila Nova do Coito, proporcionaram a reconstituição de trajes domingueiros e de trabalho, onde estão representadas as principais fainas agrícolas a que outrora se dedicava esta gente, desde a lavoura, à ceifa, à vindima e à apanha da azeitona.

As danças, lentas e elegantes, e as músicas, suaves e harmoniosas, refletem de forma eloquente o carácter desta gente que nutria particular afeição pelos fadinhos, pelos bailaricos, pelas modas a dois passos e pelos verde-gaios, notando-se a circunstância bem particular nesta região ribatejana de se dançar para deleite pessoal, razão por que abundavam aqui exímios bailadores.

O Rancho Folclórico de Vila Nova do Coito organiza anualmente o seu festival de folclore, é membro da Federação do Folclore Português e do Inatel.

Em 2017 foi agraciado com a medalha de mérito pelo Município de Santarém.

Rancho Folclórico de Vila Nova do Coito

Rancho Folclórico de Vila Nova do Coito

Sociedade Filarmónica de Instrução Cultural de Gançaria
Filarmónicas de Santarém

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Sociedade Filarmónica Alcanedense
  • Sociedade Filarmónica de Instrução Cultural de Gançaria
  • Sociedade Musical e Recreativa do Xartinho
Sociedade Filarmónica Alcanedense (f. 1898)

Fundada em 1898, por iniciativa do Pároco de Alcanede, João Rebelo, a Banda recebeu a denominação de Banda Filarmónica de Alcanede. A motivação e entusiasmo pela música transmitidos aos jovens alcanedenses pelo Pe. João Rebelo permitiu que esta se mantivesse ativa até ao seu falecimento em 1913. Sete anos passados e a banda retomou a sua atividade com o maestro Isidro Augusto da Silva em 1 de maio de 1920.

A Banda Filarmónica de Alcanede, viria novamente a parar entre 1942 e 1945, em virtude da criação da Banda do Xartinho (lugar da freguesia de Alcanede) que contou na sua formação com músicos desta banda.

Anos mais tarde, uma nova banda viria a nascer do seio da banda de Alcanede. A banda da Gançaria (na altura lugar da freguesia de Alcanede) foi criada em 1981, por músicos daquela localidade que integravam esta banda.

Com o surgimento das “Casas do Povo”, a Banda de Alcanede passou a fazer parte da sua estrutura, adotando, então, a denominação de Banda Filarmónica da Casa do Povo de Alcanede. Mais tarde, com a extinção desta Casa do Povo, a banda criou estatutos próprios e passou a denominar-se Sociedade Filarmónica Alcanedense.

Sociedade Filarmónica Alcanedense

Sociedade Filarmónica Alcanedense

No dia 1 de maio de 1998 completou o seu 100º Aniversário, celebrando anos de puro altruísmo ao serviço da música e de todos quantos a apreciam. Em reconhecimento pelo seu esforço e pela imagem de Alcanede e Santarém que a banda transmite nas suas atuações, tanto em Portugal como no estrangeiro a Câmara Municipal de Santarém atribuiu à Sociedade Filarmónica Alcanedense a Medalha de Ouro do Município.

Das deslocações ao estrangeiro destacam-se as atuações em França, nas regiões de Contréxeville e Bagnères de Luchon e no Estado de São Paulo no Brasil, no ano 2000, aquando das comemorações dos 500 anos descoberta daquele país.

Em 2003, participou no “I Concurso de Bandas Taurinas”, integrado na “1ª Feira do Touro”, realizado no CNEMA em Santarém, tendo obtido o 1º lugar.

A Banda de Alcanede tem em funcionamento uma Escola de Música, valência importante para aqueles que pretendem dar os primeiros passos na aprendizagem da música.

Ao longo dos anos, vários foram os maestros que passaram pela Banda de Alcanede, entre os quais Joaquim Lopes, Simões Ribeiro, João Monteiro, João Manuel Pinote, João Vieira Crespo e Alberto César Carreira Lages.

Sociedade Filarmónica de Instrução Cultural de Gançaria

A Sociedade Filarmónica de Instrução e Cultura Musical de Gançaria foi fundada em 1 de dezembro de 1980, a partir da ideia de alguns músicos da terra que tocavam nas bandas vizinhas de Alcanede e Xartinho, que se reuniam na madrugada do dia 1 para tocarem o Hino da Restauração como era e ainda é tradição. Daí surgiu a ideia: “Porque não formar uma Banda de Música?”

Alguns meses foi o tempo suficiente para reunir (quer donativos, quer empréstimos) o montante necessário para a aquisição do instrumental e respetivo fardamento, para que em 08/12/1981, surgisse em plena rua, bem fardada e instrumentada a “Sociedade Filarmónica de Instrução e Cultura Musical de Gançaria”.

Foi o seu 1º Maestro Manuel Conceição Duarte Pereira, que fundou também a Escola de Música. Seguiram-se os maestros Jaime Justo, Simões Ribeiro, Francisco Pinto, Jorge Lopes e  Márcio Pereira.

Integram a Banda cerca de 50 elementos na sua maioria jovens, diversificando as suas apresentações em outros grupos mais reduzidos nomeadamente em quintetos, quartetos, trios, duos e a solo. Mais recentemente uma Big Band com cerca de 18 elementos tem por objetivo a apresentação pública de obras compostas expressamente para este tipo de agrupamentos que lhes permite explorar e explanar diversas formas de interpretação musical.

Possui uma Escola de Música com cerca de 50 alunos em três variantes distintas: Os Estrelitas da Gançaria com formação em Órgão a partir dos 4 até aos 12 anos; Viola Acústica para todas as idades e a Escola Geral da Banda, a nossa aposta é melhorar cada vez mais a formação dos nossos alunos, contamos para isso com 9 Monitores.

A Instituição está consciente do papel importante que pode e deve desempenhar na formação e ocupação dos tempos livres dos jovens, de uma forma saudável e enriquecedora. Temos por objetivos:

  • Contribuir para a criação de bons hábitos de cultura, divulgar a arte da música nas nossas comunidades, fomentar a participação da Instituição nas atividades comunitárias procurando envolver as mesmas no seu suporte.
  • Estimular e incentivar a realização de cursos e classes de aperfeiçoamento e oficinas com monitores de reconhecido mérito.
  • Estabelecer, sempre que possível, intercâmbios com agrupamentos semelhantes de outras regiões e/ou países.
  • Honrar os fundadores e os seus desígnios, correspondendo cada vez mais e melhor aos valores que os levaram a fundar a nossa Instituição.
Sociedade Filarmónica de Instrução Cultural de Gançaria

Sociedade Filarmónica de Instrução Cultural de Gançaria

Ao longo da sua existência já promoveu classes de aperfeiçoamento com: Jorge Almeida (Trompete); Carlos Reinaldo Guerreiro (Trombone de Varas); Maestro José Brito (Direção), tem participado em diversos Festivais de Bandas Filarmónicas e efetuado concertos, não só na região como por todo país, incluindo uma deslocação à região autónoma dos Açores (Ilha Terceira), participou no II Concurso de Bandas realizado em Vila Franca de Xira, efetuou concertos com músicos de valor internacional tais como: Jorge Almeida, Os Corvos, com assinaláveis êxitos em todas as suas participações.

Gravou dois trabalhos discográficos: um CD gravado ao vivo em 1999 e, em 2003, o seu primeiro CD gravado em estúdio.

Sociedade Musical e Recreativa do Xartinho

A Sociedade Musical e Recreativa do Xartinho e a sua Banda de Música, foram fundadas em 01 de janeiro de 1944. Os seus fundadores foram Albino Artur, Joaquim Lopes e José Lopes que a partir de uma cisão ocorrida na Banda de Música de Alcanede e contando com o apoio dos habitantes do Lugar de Xartinho, Mata do Rei, Viegas, Mosteiros e Valverde tudo fizeram para dar vida à nova Banda de Música. Os seus primeiros Estatutos foram registados em 19 de julho de 1944.  A primeira atuação efetuou-se nas festas religiosas de Domingo Magro de 1945 no Lugar de Mosteiros.

De então para cá, a Banda tem exercido uma grande atividade musical a nível regional e nacional, em concertos, festas populares e romarias, assim como em encontros de bandas filarmónicas.

O seu primeiro regente foi Joaquim Lopes seguindo-se Santos Lado, Virgílio, Fernandinho, Valente, Zeferino Ferreira, Santos Rosa, Jaime Justo, Barrela, Armandino Leitão, Bruno Santos, Luciano Franco, Mário Marques.

A nível europeu, a Banda conta no seu historial com as seguintes deslocações:

  • 1995, em França no festival Eurofanfarre, onde participaram 23 agrupamentos musicais de 17 Países;
  • 1997, em Lucé –Paris a convite da Associação Juventude Portuguesa de Lucé;
  • 1998, em Chartres – Paris a convite do Presidente da Associação de Comerciantes de Chartres;
  • 2000 em Singen-Alemanha a convite da comunidade Portuguesa;
  • 2003 participou num encontro de Bandas em LLerena-Espanha;
  • 2005 em Wandlitz-Berlin-Alemanha a convite da Bolli–Pop–Orchester.

Para a sua sustentabilidade e manutenção, tem sido importante os apoios do Governo Civil de Santarém, Câmara Municipal de Santarém, Junta de Turismo de Santarém, Junta de Freguesia de Alcanede, INATEL, IPJ, empresários, particulares, comissões de festas e as populações dos lugares vizinhos.

Sociedade Musical e Recreativa do Xartinho

Sociedade Musical e Recreativa do Xartinho

A Banda de Música da S.M.R. do Xartinho é composta por 40 elementos, sendo 75% jovens entre os 7 e 25 anos. Atualmente e desde Maio de 2007, a Banda e Escola de Música da S.M.R.do Xartinho, tinha como Regente e Professor respetivamente, o Major Mário Marques, mas dada a sua idade avançada o Sr. Major pediu-nos que falassem com outra pessoa e que asseguraria o cargo de contramestre quando apenas necessário.

A partir de 24 de agosto foi contactado o prof. Nuno Miguel Silva de Saxofone do Conservatório Jaime Chavinha de Minde e Choral Phydellius de Torres Novas que se mostrou praticamente indisponível. Não foi fácil o acordo porque sendo um profissional da música muito ativo alegou não ter tempo e, além disso, já dirigia outra banda. Graças à persistência e direção em bloco numa reunião, a Associação conseguiu convencê-lo a ajudar a Banda nesta fase.

José Santos Rosa, maestro, de Santarém
Músicos do Concelho de Santarém

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Ana Deus (cantora, 1963)
  • Celestino Graça (etnógrafo, 1914-1975)
  • Fernando Ribeiro (acordeonista, 1935)
  • Filipe Rosa de Carvalho (organista)
  • Joaquim Luiz Gomes (diretor de orquestra, 1914-2009)
  • José Santos Rosa (compositor, 1931)
  • Leonardo Pereira (fado)

Joaquim Luiz Gomes

Joaquim Luiz Gomes, maestro, de Santarém

Joaquim Luiz Gomes, maestro, de Santarém

José Santos Rosa
José Santos Rosa, maestro, de Santarém

José Santos Rosa, maestro, de Santarém

José Santos Rosa, compositor e pedagogo musical, maestro e clarinetista, faleceu a 30 de dezembro de 2020 na sua terra natal, Pernes (Santarém), aos 89 anos de idade. Durante a sua carreira foi destacado instrumentista da orquestra da antiga Emissora Nacional, solista da Banda da GNR até formar a Grande Orquestra de José Santos Rosa que, durante largos anos, atuou no Casino da Figueira da Foz.

O Casino da Figueira, com uma fotografia na galeria do salão caffé, e a Assembleia Figueirense, como uma placa evocativa, homenagearam-no em vida.

José Santos Rosa compôs inúmeras obras e acompanhou nomes de primeiro plano da canção nacional, como Simone de Oliveira, Madalena Iglésias, entre outros, em programas televisivos e em vários palcos. A Câmara de Santarém emitiu uma nota de pesar onde lamenta profundamente a morte do músico e compositor, fundador da Orquestra Santos Rosa, um dos seus grandes legados. José Santos Rosa foi distinguido pela Câmara de Santarém como Scalabitano Ilustre, dedicou toda a sua vida à arte musical. “Promoveu o ensino da música com novos métodos de aprendizagem, criou escolas, bandas, orquestras infantis e juvenis no Centro de Iniciação Musical Pernense e foi diretor musical do Casino da Figueira da Foz”, lembrou o município. Em 2012, recebeu a medalha de mérito de Pernes.

Filipe Rosa de Carvalho (1892 – 1980) foi organista e compositor, professor de órgão, organista da Emissora Nacional e da Igreja de Nossa Senhora de Fátima. Obteve o diploma da Academia Filarmónica de Bolonha em 1914, laureando-se em órgão com a mais alta classificação.

Em Portugal ocupou o cargo de professor de órgão no Conservatório Nacional entre 1935 e 1950, onde desenvolveu uma intensa atividade pedagógica que contribui para a formação de uma nova geração de organistas portugueses. Desenvolveu projetos para dotar as igrejas portuguesas de instrumentos modernos.

Em 1938 inaugurou o órgão da firma Tamburini da Igreja de Nossa Senhora de Fátima de Lisboa, onde desempenhou as funções de organista. Filipe Rosa de Carvalho inaugurou com um concerto a 11 de Outubro de 1952 o órgão Ruffatti da Basílica do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Fátima. Manteve uma intensa atividade como compositor e organista de concerto. (Rafael Reis)

Igreja de Nossa Senhora da Piedade
Órgãos de tubos do concelho de Santarém [8]

Santarém, cidade rica em história, cultura e arquitetura, é uma das cidades mais relevantes em termos de património organístico português, com a particularidade de todos os seus órgãos estarem em boas condições de funcionamento. De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Igreja da Misericórdia de Santarém

Igreja da Misericórdia

Igreja da Misericórdia

A Igreja da Misericórdia de Santarém possui no coro alto um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus 87, executado em 1818. Foi restaurado em 2008 por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria.

Montra do órgão

Órgão da Misericórdia de Santarém

Órgão da Misericórdia de Santarém

Igreja da Piedade

Igreja de Nossa Senhora da Piedade

Igreja de Nossa Senhora da Piedade

A Igreja de Nossa Senhora da Piedade possui um órgão de tubos histórico de tipo ibérico da autoria de Joaquim António Peres Fontanes, construído em 1795, restaurado em 2009 por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria.

Órgão positivo de armário

Órgão da Igreja da Piedade

Órgão da Igreja da Piedade

Igreja da Alcáçova

Igreja de Santa Maria da Alcáçova

Igreja de Santa Maria da Alcáçova

A Igreja de Santa Maria da Alcáçova possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus s/n.º, s./d. Foi restaurado por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria em 2015.

Montra do órgão

Órgão da Igreja de Alcáçova

Órgão da Igreja de Alcáçova

Igreja do Hospital

Igreja do Hospital

Igreja do Hospital

A Igreja do Hospital ou Igreja de Jesus Cristo possui o órgão positivo de armário que se encontrava na Igreja de Nossa Senhora do Monte.

Órgão da Igreja do Hospital

Órgão da Igreja do Hospital

Igreja de Marvila

A Igreja Paroquial de Santa Maria de Marvila possui um órgão de tubos histórico de tipo ibérico da autoria de órgão António Xavier Machado e Cerveira, opus 84, executado em 1817. Foi restaurado por António Simões em 1990. Foi novamente restaurado em 2009 por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria.

Montra do órgão

Órgão da Igreja de Marvila

Órgão da Igreja de Marvila

Igreja da Ribeira de Santarém

A Igreja de Santa Iria da Ribeira de Santarém possuía um órgão de tubos histórico de tipo ibérico. O órgão da igreja, sem uso, foi vandalizado e roubadas peças, segundo informação colhida na diocese de Santarém em 2017.

Igreja de São Nicolau

Igreja Matriz de São Nicolau

Igreja Matriz de São Nicolau

A Igreja Paroquial de São Nicolau possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de órgão António Xavier Machado e Cerveira, opus 85, executado em 1818. Foi restaurado em 2009 por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria.

Montra do órgão

Órgão da Igreja de São Nicolau

Órgão da Igreja de São Nicolau

de Santarém

A de Santarém, também conhecida por Igreja do Seminário, possui um órgão de  tubos histórico no coro alto sobre a entrada.

Montra do órgão

Órgão da Sé de Santarém

Órgão da de Santarém

Na nave, do lado do Evangelho, a de Santarém, também conhecida por Igreja do Seminário, possui um órgão órgão portativo.

Órgão positivo na nave

Órgão da nave da Sé de Santarém

Órgão da nave da de Santarém

FOI NOTÍCIA

Órgãos de Santarém. Catálogo. Coord. Nuno Domingos e Luís Nazaré Ferreira. Câmara Municipal, 2009, ISBN 978-972-8491-35-2

Obra profusamente ilustrada, com fotos de Luís Moutinho e Dinarte Machado, e textos de Luís Nazaré Ferreira e Dinarte Machado, dá a conhecer os seis órgãos de tubos do centro histórico de Santarém, na sequência do seu restauro. Destinada ao público em geral, esta publicação apresenta, no entanto, um enquadramento histórico e musicológico rigoroso, a que se juntam as características técnicas de cada um dos instrumentos.

«O restauro de seis órgãos históricos na cidade de Santarém é, por diversos motivos, um processo notável ao nível nacional. Em primeiro lugar porque resulta da feliz conjugação de esforços de três entidades distintas: a Câmara Municipal (financiada neste projecto pelo POC), a Diocese e a Santa Casa da Misericórdia.

Em segundo lugar porque foi orientado desde a primeira hora por uma comissão técnica que acompanhou o desenrolar dos trabalhos, fazendo sugestões, dialogando com os organeiros responsáveis, tomando decisões acerca de aspectos específicos da realização de determinadas tarefas, servindo de interlocutora entre os organeiros e as entidades envolvidas no processo.

Finalmente, porque conduz a um enriquecimento da cidade de Santarém, valorizando o seu património sacro e musical e, em última análise, trazendo uma mais-valia artística ao País.

Até há bem pouco tempo, Santarém dispunha apenas de dois órgãos a funcionar em muito más condições (Igreja de Marvila e Episcopal). Agora passou a dispor de seis instrumentos aptos a trazer-nos de volta a beleza da música através dos seus timbres particulares.

Dos seis instrumentos restaurados, cinco pertencem à categoria geralmente designada por «órgão ibérico» e foram construídos em finais do séc. XVIII ou princípios do séc. XIX: três órgãos de António Xavier Machado Cerveira (dois datados de 1818 e um de 1817), um órgão de Joaquim António Peres Fontanes de 1795 e um órgão de autor desconhecido da mesma época. O órgão da Episcopal é um instrumento inglês construído em 1835 por James Chapman Bishop. […]

Santarém possui agora um conjunto de órgãos que passa a fazer parte da imagem musical da cidade. A melhor forma de manter estes instrumentos é dar-lhes vida, tocando-os e ouvindo-os. A sua participação no culto e na vida musical, o estímulo que possam trazer à formação séria de organistas é a nova etapa que deve unir as entidades que tão bem souberam levar este projecto por diante.» (do texto introdutório da Comissão de Acompanhamento do Restauro de seis Órgãos de Tubos de Santarém)

Igreja da Senhora do Monte

O órgão que se encontrava na igreja de Nossa Senhora do Monte foi mudado para a igreja do Hospital, onde foi restaurado.