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Rancho Folclórico Terra da Castanha
Folclore em Sernancelhe

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Rancho Folclórico de Sernancelhe
  • Rancho Folclórico de Sernancelhe
Rancho Folclórico de Sernancelhe

O Rancho Folclórico de Sernancelhe procura ser a ponte entre os finais do século XIX e os princípios do século XX, período a que remontam as recolhas efetuadas pela região, especialmente no concelho de Sernancelhe, e os tempos atuais. As danças e cantares eram executados, nas escanadas, malhadas e muitas vezes no terreiro aquando do regresso a casa depois de mais um árduo dia de trabalho, sendo por isso as danças regra geral lentas e em roda, como convinha por causa do cansaço.

Os trajes, tal como as danças e cantares, refletem a principal atividade económica do concelho, a agricultura, (camponeses, ceifeiras, malhadores, aguadeiro) tendo também alguns trajes domingueiros e cerimoniais (noivos).

O Rancho Folclórico de Sernancelhe tem feito inúmeras atuações, especialmente no Norte e Centro do País, participando em diversos festivais. Dois pontos altos foram as atuações em Jacou, França, a convite da Câmara Municipal de Sernancelhe, inserida no processo de geminação Jacou-Sernancelhe, e participação no XXIII Festival Gastronómico de Santarém, em 2002.

Rancho Folclórico Terra da Castanha

O Rancho Folclórico de Sernancelhe foi fundado em 1982. Representa as tradições etnográficas e folclóricas da região situada a norte do distrito de Viseu, onde acaba a Beira e começa o Douro, denominada pelo grande escritor Aquilino Ribeiro de “Terras do Demo”.

Sernancelhe caracteriza-se pela sua paisagem de montanha e vale, com as suas imponentes: Serra da Lapa e Serra da Zebreira, serpenteadas pelo Rio Távora. Nas suas encostas nasce a melhor castanha do mundo, a “Castanha Martaínha”, de sabor adocicado e calibre elevado, motivo pelo qual este concelho se orgulha no epíteto de “Terra da Castanha”.

Das igrejas às capelas, das ermidas aos cruzeiros, passando por solares e pelourinhos – um pouco de tudo se encontra nestas paragens de feiras e romarias, festas e ajuntamentos, trabalhos e lavouras agrícolas, nos quais se reuniam ranchos de moças e rapazes para alegrar um dia árduo de trabalho, como as escanadas e malhadas, ou mesmo nas romarias à Senhora da Lapa e São Brás. Todo este espólio vivo está representado nas danças e cantares do Rancho da “Terra da Castanha”.

Os trajes de fim do século XIX, são maioritariamente de trabalhos agrícolas e pastorícia, retratam o pastor e a leiteira, a ceifeira e o malhador, a vendedora de feira e o comprador de gado, passando pelos fatos de romaria e festas, terminando pelos mais nobres e fidalgos.

O Rancho de Sernancelhe, tem desenvolvido vários projetos culturais a nível regional, nacional e internacional, com atuações em França, Suíça e Itália.

Rua Drº Oliveira Serrão
Centro de Artes
3640-240 Sernancelhe

Rancho Folclórico Terra da Castanha

Rancho Folclórico Terra da Castanha

Rancho Folclórico de Sernancelhe

Banda Musical 81 de Ferreirim, de Sernancelhe
Filarmónicas de Sernancelhe

História, bandas de Música e atividades no Concelho.

[ No que se refere às filarmónicas, o projeto Musorbis está apenas a começar, sendo previsível que até ao final do ano todas as bandas possam estar na plataforma. O processo pode ser acelerado com a cooperação dos interessados no que se refere a historiais e fotografias em falta. ]

Banda Musical 81 de Ferreirim

Fundada em 1981, a Banda Musical 81 de Ferreirim, Concelho de Sernancelhe, realizou, em 25 anos de existência, mais de seis centenas de atuações e perpetua-se graças ao sólido Regulamento Interno, que coloca na Escola de Música o papel de preparar jovens para ingressarem paulatinamente na banda como instrumentistas.

A Banda Musical de Ferreirim formou mais de duas centenas de instrumentistas. O estilo, o rigor e a disciplina herdou-as do Padre José Alves Amorim, o verdadeiro mentor da Banda, que em 1981 galvanizou toda a população para este projeto.

Quando completou 20 anos, a Banda Musical de Ferreirim elaborou um programa de comemorações, que passou por iniciativas tão variadas como lançamento de livros históricos, organização de um encontro de bandas e construção de um conjunto escultórico único no País, constituído por sete esculturas de granito em tamanho imponente (mais de 2,5 metros de altura). A recente comemoração dos 25 anos de existência assumiu-se como um dos momentos mais altos da Associação e contou com diversas iniciativas, destacando-se o encontro de bandas, bem como o lançamento de um CD/DVD. A autarquia ofereceu-lhe um autocarro e dezenas de novos instrumentos e fardamento, rejuvenescendo a imagem da Banda.

No currículo da Banda está a receção ao Presidente da República Mário Soares, em 1988, ao primeiro-ministro Cavaco Silva, em 1992, ao Presidente da República Jorge Sampaio nos concelhos de Sernancelhe e Moimenta da Beira, em 2004, as presenças em cerimónias oficiais ao serviço do Concelho, participação em encontros e festivais de bandas, a animação de centenas de festas religiosas e a dinamização de escolas de música em várias freguesias do Concelho. O atual maestro é Artur Jorge Ferreira Costa, que tem sob a sua batuta mais de meia centena de jovens músicos.

Banda Musical 81 de Ferreirim, de Sernancelhe

Banda Musical 81 de Ferreirim, de Sernancelhe

Músicos do Concelho de Sernancelhe

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Sónia Sobral (acordeão)
Sónia Sobral

Natural de Sarzeda, Sernancelhe, distrito de Viseu, Sónia Valverde Sobral nasceu em 1993 e iniciou o estudo do Acordeão aos sete anos, na Associação de Acordeonistas do Távora e Douro Sul. Estudou no Conservatório Regional de Música em Viseu, sob a docência de Nuno Silva e foi depois admitida, em 2011, na Universidade de Aveiro, no Curso Superior de Música, na classe de Abel Moura.

Estudou posteriormente na Estonian Academy of Music and Theatre em Tallinn, em 2015/2016, com a professora Sirje Mõttus. Terminou o Mestrado em Ensino de Música na UA, em 2017, com o tema “Aplicação de Processos Criativos como Complemento Pedagógico na Construção de Competências Técnico-Performativas no Acordeão” como projeto de investigação, ao qual obteve a classificação de 19 valores.

Estudou também jazz, músicas do mundo e improvisação em 2017/2018, no Curso Creative World Music, na ESTAL em Lisboa, com os Professores Pedro Madaleno e João Frade.

Participou em classes de aperfeiçoamento e workshops orientadas por músicos e professores de renome internacional e obteve alguns prémios em concursos de Acordeão. Integrou a Orquestra de Acordeões de Viseu, projetos como Prana, Fado Jazz e Toques do Caramulo, tocou como solista com a Filarmónica Ressurreição de Mira e integrou The Troublemaker.

Fez uma participação no TEDx em Aveiro em 2015, com o projeto de música de câmara Tangueiros. Participou nas gravações do audiobook de “Mensagem de Fernando Pessoa” (2012) de Guilherme Gomes, e nos discos “Canções de umor” (2014) do Reportório Osório e “Mexe!” dos Toques do Caramulo (2017). Participou também numa residência artística em Venosa, Itália, no laboratório de música Suoni de Pietra, onde integrou a Orquestra Matera 2019, dirigida por Carlo Goldstein.

Dirige, desde 2010, o grupo de música tradicional Teletuna, de Viseu e integra ainda três projetos da d’Orfeu AC: Reportório Osório (desde 2013), Canções Difíceis Fáceis de Saber (desde 2019) e dois,pois (estreado em 2020). Realiza concertos em diversas salas do país e em conceituados festivais de música, passando já pela Ilha de Santiago, em Cabo Verde (em 2015 e 2019), no Brasil, mais especificamente Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul (em 2016), ainda em Porto Alegre (já em 2018), onde integrou também o espetáculo brasileiro Sbornia Kontratacka e mais recentemente, no Mercat de Música Viva de VIC e na Fira Trovam, em Espanha.

É professora de Acordeão na Associação de Acordeonistas do Távora e Douro Sul, no Conservatório de Música de Seia e na Escola Profissional Serra da Estrela.