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Rancho Folclórico e Humanitário do Concelho de Sesimbra
Folclore em Sesimbra

Grupos etnográficos, tradições e atividades

  • Estremadura (Estremadura Sul)
  • Distrito: Setúbal
  • Concelho: Sesimbra
Grupo Folclórico e Humanitário do Concelho de Sesimbra

O Grupo Folclórico e Humanitário do Concelho de Sesimbra é uma associação de natureza etnográfica cuja atividade consiste na recolha e divulgação de músicas e danças do final do séc. XIX e início do séc. XX do Concelho de Sesimbra e Distrito de Setúbal.

O Grupo Folclórico e Humanitário do Concelho de Sesimbra foi fundado em 1993, com duas funções completamente distintas: a primeira, e a qual com que se apresenta em palco, é a recolha, divulgação e promoção da etnografia do concelho de Sesimbra e da zona sul da península de Setúbal; a segunda função passa por colaborar com o Instituto Português do Sangue e da Transplantação do SNS, na organização, promoção e divulgação de recolha de dádivas de sangue.

Nos seus trajes estão representados: camponeses agricultores, pastores, leiteiros e os almocreves; vendedoras de fruta, queijeiras, padeiras e operárias das fábricas de conserva. O traje mais representativo é o pescador da vila de Sesimbra e as suas esposas – rendilheiras de bilros. Fazem ainda parte das vestimentas de festas e romarias, o traje domingueiro, bem como os noivos.
As suas danças e cantares foram recolhidas junto da população mais idosa nos finais da década de 1980 e desenvolvidas mais recentemente através de novas pesquisas e investigações.

Composto e sediado na Quinta Conde, o Grupo Folclórico e Humanitário participa em inúmeras iniciativas organizadas nesta freguesia com o objetivo de proporcionar entretenimento de cariz educativo e cultural à comunidade (principalmente aos mais jovens) de forma a promover a história e etnografia que representa e dando continuidade ao papel que o grupo tem desde a sua fundação.

O organiza anualmente dois festivais de folclore, sendo um na Quinta do Conde e outro na vila de Sesimbra, em parceria com as autarquias e com a Comissão Organizadora da Feira Festa. Organiza ainda, no âmbito humanitário, três sessões anuais de colheita de sangue em parceria.

RFHCC

Rancho Folclórico e Humanitário do Concelho de Sesimbra

Rancho Folclórico e Humanitário do Concelho de Sesimbra

Apartado 1
2975-910 Quinta do Conde
96 742 29 41

Rancho Folclórico e Humanitário do Concelho de Sesimbra

Rancho Folclórico e Humanitário do Concelho de Sesimbra

Banda da Sociedade Musical Sesimbrense
Filarmónicas de Sesimbra

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

Sociedade Filarmónica Sesimbrense

Em 1878 um músico amador de nome Cerveira promoveu a formação de uma orquestra em Sesimbra. Contudo com saídas e substituições foi-se desintegrando e em 1892 acabaria. Em 1900 surgiu o agrupamento conhecido pela Banda do Rumina que viria também a acabar.

Em 1913, Augusto Vidal, antigo músico da Banda do Rumina, ativou com outros elementos da mesma banda, a criação de um novo agrupamento, independente de qualquer associação. Foi fundada em 1914 a Sociedade Musical Sesimbrense, com uma filarmónica de 24 executantes.

SFS

Sociedade Filarmónica Sesimbrense

Sociedade Filarmónica Sesimbrense

Desde então, Coletividade e Banda têm-se mantido em atividades persistentes de âmbito recreativo e musical, contando sempre com valorosos músicos sesimbrenses, alguns de elevada craveira, como foram entre outros Plínio Mesquita, Elias Correia e António da Cruz.

Foram regentes António Manuel Ferreira, Capitão Rebelo, Grazina e António da Cruz e os dirigentes Adelino José de Carvalho e Amélio Caleiro.

A BFS foi a primeira banda civil a atuar na antiga Emissora Nacional. Em 1945, obteve o 1º lugar no concurso distrital de bandas civis de segunda categoria, em Setúbal, sob a regência de António da Cruz. Em 1992, participou no 5º Encontro Nacional de Bandas, em Portalegre. Em 1993 deslocou-se a Tomar, para o 3º Encontro Nacional de Bandas Civis, sob a regência do maestro José Joaquim Araújo.

A BFS é Pessoa Coletiva de Utilidade Pública. Em 1996, a Câmara Municipal de Sesimbra concedeu-lhe a Medalha de Mérito Municipal grau Prata. Com o regente José Marques, a Banda participou em vários encontros de bandas: Alter do Chão, Tomar, Almada, Tavira e Borba. Em 1998, deslocou-se a Alteia em Espanha, numa confraternização do Projeto Estrela da Europa. Em 2000, apresentou-se em Estrasburgo, num concerto no Parlamento Europeu, sob a regência de Vitor Cravo. Atualmente a Banda é regida pelo maestro Francisco Santos, que é também o responsável pela Escola de Música da Sociedade.

SFS

Banda da Sociedade Musical Sesimbrense

Banda da Sociedade Musical Sesimbrense

Igreja de Nossa Senhora do Cabo (Espichel)
Órgãos de tubos do concelho de Sesimbra [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel

Igreja de Nossa Senhora do Cabo (Espichel)

Igreja de Nossa Senhora do Cabo (Espichel)

A Igreja ou Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel é um edifício de arquitetura religiosa. Situada de costas para o mar, foi iniciada em 1701 e sagrada em 1707. O interior da igreja é decorado com mármores coloridos e um teto pintado em arquitetura perspetivada, da autoria de Lourenço da Cunha (1740). De cada lado da igreja há uma fila de alojamentos para peregrinos, chamados Casa dos Círios ou simplesmente Hospedarias, que formam o terreiro ou arraial. No seu início ergue-se um cruzeiro, local onde começa verdadeiramente o Santuário. Junto à igreja fica a Ermida da Memória, um pequeno templo implantado na escarpa do promontório, com silhares de painéis de azulejos azuis e brancos historiados, do séc. XVIII. No exterior encontram-se dois registos azulejares, muito degradados. Junto às hospedarias ficam as ruínas da Casa da Ópera. Fora do espaço propriamente dito do Santuário de Nossa Senhora do Cabo, mas ainda dentro do conjunto, encontram-se a Casa da Água e o Aqueduto do Cabo Espichel, edificações muito importantes para o Santuário pois levavam até este água potável.

No interior da igreja, no coro alto, do lado da Epístola, encontra-se um órgão com características de finais do séc. XVIII/princípios do séc. XIX, eventualmente feito na oficina de Joaquim António Peres Fontanes, em 1742. Foi restaurado em 1810 por organeiro desconhecido. Foi restaurado em 2009 por António Simões.

Órgão do Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel

Órgão do Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel, antes do restauro