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Fórum Municipal Luísa Todi
Auditórios de Setúbal

Salas de espetáculo musical e dança do Concelho

  • A Gráfica – Centro de Criação Artística
  • Auditório José Afonso
  • Casa da Cultura
  • Fórum Municipal Luísa Todi
A Gráfica – Centro de Criação Artística

A Gráfica – Centro de Criação Artística é um espaço onde todas as formas de pesquisa e expressão artística contemporânea se fundem: artes visuais, performativas, design, literatura, cultura digital, arquitetura, entre outras.

A Gráfica - Centro de Criação Artística

A Gráfica – Centro de Criação Artística

Auditório José Afonso

O Auditório José Afonso é um auditório ao ar livre, equipamento de caráter lúdico, vocacionado para artes do espetáculo, construído sob a forma de pórtico e localizado no Largo José Afonso, junto da Avenida Luísa Todi.

O auditório, edificado no âmbito do programa Viver Setúbal – POLIS e inaugurado em 2005, tem uma estrutura no formato de um grande arco cénico que enquadra um auditório ao ar livre, com capacidade para 2500 espetadores. O pórtico, com perto de 20 metros de altura, serve de estrutura de apoio ao palco, sustendo uma teia metálica motorizada com capacidade para ser adaptada a espetáculos com necessidades diferentes.

Auditório José Afonso

Auditório José Afonso, graffiti Sérgio Odeith

O street artist Sérgio Odeith pintou, em 2014, um graffiti em toda a extensão da empena sul do auditório, reproduzindo uma fotografia do início do século XX, do acervo do Arquivo Fotográfico Américo Ribeiro, na qual é retratado um menino vendedor de pássaros. A iniciativa, que constituiu uma homenagem ao fotógrafo setubalense Américo Ribeiro, foi realizada no âmbito do projeto “Arte em Toda a Parte”, promovido pela Immochan, com o apoio da Câmara Municipal, e que incluiu várias manifestações artísticas de caráter urbano no decurso da construção do centro comercial Alegro Setúbal. “O Rapaz dos Pássaros”, como ficou conhecida a obra de Odeith, foi eleito em 2014, pelo movimento I Support Street Art, um dos melhores 24 murais de todo o mundo.

Casa da Cultura

A Casa da Cultura de Setúbal é um polo dinamizador da atividade artística desenvolvida no concelho de Setúbal, conciliando diferentes valências que se encontram ao serviço do movimento associativo e, principalmente, da população. Contêm a Escola de Música, dinamizada pela Sociedade Musical Capricho Setubalense; o Centro de Documentação Local, Estudo e Promoção da Canção Popular Portuguesa, dinamizado pela Associação José Afonso; o Espaço das Artes, dinamizado pela Artiset – Associação de Artistas Plásticos de Setúbal; o Centro de Documentação Local, dinamizado pelo Centro de Estudos Bocagianos. Entre os seus serviços e equipamentos estão: Artes Café, Sala José Afonso, Salão Nobre, Galeria de exposições, Sala de ensaio, Estúdio de gravações, Receção/Loja.

Casa da Cultura de Setúbal

Casa da Cultura de Setúbal

Fórum Municipal Luísa Todi

O Fórum Municipal Luísa Todi é a maior sala de espetáculos do concelho de Setúbal. Após a concretização de um projeto de requalificação do atual edifício o Fórum Municipal Luísa Todi reabriu ao público a 15 de setembro de 2012 totalmente modernizado. O equipamento cultural está dotado de uma panóplia de valências que tornam possível o acolhimento de eventos de diferentes estilos artísticos, assim como iniciativas com outras características, tais como congressos e seminários.

O edifício atual foi inaugurado a 24 de julho de 1960, como Cineteatro Luísa Todi, num projeto assinado pelo arquiteto Fernando Silva, responsável por projetos emblemáticos, nomeadamente em Lisboa, como o edifício Imaviz, o Hotel Sheraton ou o Cinema São Jorge.

Fórum Municipal Luísa Todi

Fórum Municipal Luísa Todi

Rancho Folclórico de Praias do Sado
Folclore de Setúbal

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Grupo de Danças e Cantares Regionais do Faralhão
  • Rancho Folclórico de Praias do Sado
Grupo de Danças e Cantares Regionais do Faralhão

O Grupo de Danças e Cantares Regionais do Faralhão é uma associação de natureza etnográfica do concelho de Setúbal. Foi fundado a 10 de fevereiro de 1983, pela mão do Padre Américo Faria, visando sobretudo a ocupação dos tempos livres dos mais jovens. Desde 1991, é filiado na Federação do Folclore Português. Organiza cada ano o seu Festival Nacional de Folclore no primeiro sábado de junho, em paralelo com outras atividades como: exposições, quermesse e jogos tradicionais. Organiza ainda um outro Festival de Folclore, no último fim de semana de agosto, integrado nas Festas do Moinho de Maré da Mourisca.

GDCRF

Grupo de Danças e Cantares Regionais do Faralhão

Grupo de Danças e Cantares Regionais do Faralhão

Rancho Folclórico de Praias do Sado

Em 1968, um grupo reuniu-se com o objetivo de constituir o Rancho Folclórico de Santo Ovídio/Praias-Sado, tendo, mais tarde, optado por incluir no nome apenas esta última localidade. Porque as instalações em Santo Ovídio não eram as mais condignas, o Rancho instalou-se no Centro de Promoção Social, em Praias-Sado, posteriormente, no local onde funcionou a Comissão de Moradores.

O Rancho Folclórico de Praias-Sado ainda chegou a tentar a sua fusão com o Sport Clube Praiense e com a Sociedade Musical Caprichosa Praiense, mas a iniciativa não teve êxito e os responsáveis do Rancho começaram a trabalhar para conseguir instalações próprias. O primeiro passo para esse objetivo foi dado quando conseguiram um recinto fechado, em madeira, num terreno em frente do restaurante Traineira. Em 1979, o Rancho de Praias-Sado adquiriu um terreno, começando a construção da sede própria em 1983.

Ao longo da sua história o Rancho Folclórico de Praias-Sado participou em inúmeras iniciativas em todo o País e estrangeiro e em 1990 foi premiado no Desfile de Trajes no Festival de Lisboa. No que se refere a trajes, destacam-se os de “vendedeira de peixe” (peixeira), “apanhadora de laranjas”, “apanhadora de ostras”, “descarregador de peixe da Lota”, “salineiro do estuário do Sado”, “pescador do Sado”, “varina rica da cidade de Setúbal” e “família abastada da região”.

Os responsáveis pelo Rancho Folclórico de Praias-Sado procuram que o folclore constitua uma escola e criou mesmo um Rancho Infantil.

RFPS

Rancho Folclórico de Praias do Sado

Rancho Folclórico de Praias do Sado

Banda da Sociedade Musical Capricho Setubalense
Filarmónicas de Setúbal

História, bandas de Música e atividades no Concelho.

[ No que se refere às filarmónicas, o projeto Musorbis está apenas a começar, sendo previsível que até ao final do ano todas as bandas possam estar na plataforma. O processo pode ser acelerado com a cooperação dos interessados no que se refere a historiais e fotografias em falta. ]

  • Banda da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense
  • Banda da Sociedade Filarmónica Providência
  • Banda da Sociedade Musical Capricho Setubalense
Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense

Em 1856 foi criada a primeira banda filarmónica em Azeitão com a designação de “Sociedade Filarmónica Ordem e Progresso”. Fez a sua apresentação a 1 de agosto de 1856, data comemorativa de São Lourenço, Padroeiro da terra, composta por elementos das freguesias de S. Lourenço e S. Simão. A banda era composta por 32 elementos e dirigida por José Cipriano Arronches, músico e compositor que exerceu a sua atividade em bailes e concertos efetuados nos adros das igrejas do concelho de Azeitão, em particular nos de São Lourenço e São Simão.

SFPA

Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense

Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense

Coro da SFPA

Coro da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense

Coro da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense

Mais tarde, por desavenças ocorridas durante as Festas de S. Gonçalo, entre os músicos das duas freguesias do concelho, levaram à dissolução desta e à criação de duas Sociedades uma em cada uma das freguesias. Em 1881, devido à impossibilidade de reconciliação entre os músicos das duas freguesias, resolveu-se formar uma banda filarmónica em Azeitão, constituída por elementos da Freguesia de S. Lourenço. A apresentação da nova Banda “Sociedade Filarmónica de Vila Nogueira de Azeitão” realizou-se no dia 25 de abril de 1882 domingo de Páscoa. A banda percorreu as ruas de Vila Nogueira de Azeitão, dirigindo-se ao Rossio onde era aguardada por algumas meninas da terra, que colocaram raminhos de perpétua no fardamento dos músicos. Com o gesto simbolizaram a perpetuação da fundação da Sociedade e acabar com a real fundamentação dos conflitos ocorridos anteriormente.

Fundada no dia 23 de abril de 1882, foi registada em 1901, com o nome que de “Sociedade Perpétua Azeitonense”. Funciona em sede própria desde 1977. Nas suas instalações, tem em atividade um leque de artes que visam estimular os jovens com: Banda de Música, Orquestra Ligeira, Escola de Iniciação Musical, Grupo Coral, Ballet, Teatro, Marchas Populares. A Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense dispõe ainda de um auditório com capacidade para 450 lugares. A S.F.P.A. é uma coletividade que vive sobretudo das receitas das quotizações dos sócios, das suas atividades e de angariação de fundos, contando neste momento com mais de 1700 sócios. Tem sede na Rua Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense 2925-527 Vila Nogueira de Azeitão

Sociedade Filarmónica Providência

A Sociedade Filarmónica Providência, de Vila Fresca de Azeitão, foi fundada a 26 de novembro de 1880. A sua Banda Filarmónica tocou várias vezes perante o Rei D. Carlos no inicio do século XX, quando o Rei se deslocava ao palácio da Bacalhoa em Vila Fresca de Azeitão. Logo na primeira metade do século XX, contando com a colaboração de alguns músicos e regentes que pertenciam à Banda do Regimento de Infantaria 11 de Setúbal, a Banda elevou o seu nível artístico mantendo uma escola de música que viria a formar vários músicos, que seguiram uma carreira profissional como músicos nas bandas militares.

A Banda de Vila Fresca, terminou a sua atividade em 1975, quando a Sociedade Filarmónica Providência por razões logísticas, deixou de reunir as condições necessárias à sua manutenção. Considerando a forte tradição musical de Azeitão e contando com a disponibilidade de vários músicos da região, a Direção da SFP que tomou posse em 2003, levou a cabo o projeto de reorganizar a sua Banda Filarmónica, tendo realizado a sua apresentação no dia 30 de novembro de 2003, nas comemorações do 123º aniversário da Sociedade Filarmónica Providência. A Banda tem como regente José Marquês de Sousa, ex-músico militar, reformado da Banda da Armada.

SFP

Banda da Sociedade Filarmónica Providência

Banda da Sociedade Filarmónica Providência

Banda da Sociedade Musical Capricho Setubalense

A Banda da Sociedade Musical Capricho Setubalense foi fundada em 1867. Nasceu da união de dois agrupamentos “Os Amarelos” e “Os Vermelhos”. Ao longo dos anos, a Banda de Música colaborou em numerosas iniciativas da Cidade, com destaque para as atuações aquando da inauguração da estátua do poeta Bocage, na visita a Setúbal de Sua Majestade, o Rei D. Carlos em 1892, nas comemorações da mudança do século e o concerto comemorativo do V centenário do Tratado de Tordesilhas.

Nas décadas de 60 e 70 a Capricho Setubalense assistiu ao desmembramento da Banda, por falta de executantes e de motivação dos jovens para a aprendizagem musical. Só em 1977, com a criação da Escola de Música, ressurgiu algum interesse. Dois anos e meio depois, iniciaram-se os ensaios da nova banda, orientada por Francisco Veiga. Seguiu-se na direção artística o maestro Ferrer Trindade e, posteriormente José Eduardo Ferreira.

SMCS

Banda da Sociedade Musical Capricho Setubalense

Banda da Sociedade Musical Capricho Setubalense

Grande Filarmónica de Setúbal

Em 2000, no Fórum Luísa Todi estava programado o concerto 90 Anos de José Afonso, a 27 de setembro, com a Grande Filarmónica de Setúbal,  com músicos das três bandas do concelho de Setúbal, a Banda da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense, a Banda da Sociedade Filarmónica Providência e a Banda da Sociedade Musical Capricho Setubalense. Este projeto de parceria tem sido impulsionado pela Câmara Municipal de Setúbal que, desta forma, contribui para a promoção das competências musicais, lúdicas, sociais e de fraternidade entre os músicos das três coletividades e para o desenvolvimento da música filarmónica de Setúbal.

Dois anos antes, a Grande Filarmónica Setúbal apresentou no Fórum Municipal Luísa Todi um concerto subordinado ao tema “A Música e o Cinema”. Desta vez o destaque incidia na música portuguesa e destacava o trabalho do incontornável cantor e compositor português José Afonso, no âmbito das celebrações dos 90 anos do seu nascimento.

Festival de Bandas Filarmónicas da Cidade de Setúbal

A 2 de setembro de 2020 o Município noticiava que Setúbal, Estremoz e Portalegre estariam juntas a 12 de setembro no Festival de Bandas Filarmónicas da Cidade de Setúbal, certame que teria como palco central o Auditório José Afonso. O encontro de bandas filarmónicas, foi organizado pela Sociedade Musical Capricho Setubalense, em parceria com a Câmara Municipal e o apoio da União de Freguesias de Setúbal. No palco atuarim as bandas da Sociedade Musical Capricho Setubalense, da Sociedade Filarmónica Luzitana, de Estremoz e “o agrupamento mais antigo do país em atividade, e da Filarmónica do Crato”, de Portalegre.

O 16.º Festival de Bandas Filarmónicas da Cidade de Setúbal, inserido nas Comemorações Bocagianas 2020, proporcionaria ao público a oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido pelas bandas filarmónicas portuguesas, constituídas por músicos amadores.

O intercâmbio entre músicos, grupos e coletividades, o convívio e a interação entre todos, bem como a criação de novos projetos musicais é outro dos objetivos do festival, este ano, com medidas específicas de resguardo social, devido à crise sanitária que o mundo atravessa. O certame constitui um momento alto da atividade da banda da Sociedade Musical Capricho Setubalense, composta por cerca de quatro dezenas de músicos, na grande maioria jovens.

BIBLIOGRAFIA

As bandas Filarmónicas no Distrito de Setúbal: Origem e Evolução da sua actividade, de Pedro Alexandre Marcelino Marquês de Sousa, Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM – NOVA FCSH). Setúbal: Federação Distrital das Coletividades de Cultura e Recreio, 2016, 150 pág., ISBN 978-989-20-6363-8

Glorieta a Luísa Todi em Setúbal, na Avenida Luísa Todi

MÚSICA À VISTA

Sugestões para uma rota musicoturística no Concelho de Setúbal
Glorieta a Luísa Todi em Setúbal, na Avenida Luísa Todi

Glorieta a Luísa Todi em Setúbal

A glorieta a Luísa Todi situa-se na Avenida Luísa Todi, em Setúbal. É uma construção de arquitetura comemorativa, modernista.  Apresenta planta irregular, semi-elíptica, formada por plataforma onde assentam volumes articulados. Ao centro destaca-se o plinto de base irregular, angular, incorporado num volume murário oblongo, de base irregular; flanqueiam-no panos murários laterais formados por duas abas arqueadas, rematados lateralmente por duas colunas de base hexagonal. O frontispício volta-se a Sul. E composto de forma escalonada por plinto alto com busto flanqueado por pilastras prismáticas, com roço vertical com friso de folhas estilizadas, e colunas com adossamento de colunelos, coroadas por ornamentação vegetalista campanulada, com epígrafes. De cada lado destacam-se duas placas formadas por frisos de elementos vegetalistas estilizados colocados de forma repetitiva em faixas. Para os lados arrancam dois panos murários, em concavidade, ao longo dos quais desenvolvem-se dois bancos corridos, por cima dos quais se destacam dois pentagramas com notas musicais. O monumento tem como remate lateral duas colunas do tipo das já descritas. O busto escultórico feminino é trabalhado em vulto redondo, assenta em plinto baixo, nele ressalta o acentuado tratamento da cabeleira, com coroa de louros. A fachada posterior desenvolve-se de acordo com a do frontispício, em 3 panos delimitados lateralmente por colunas, sendo os laterais arqueados em convexidade; o pano central está dividido em dois registos, sendo o superior reentrante.

Enquadrado no passeio de avenida (Luísa Todi) em pequeno largo relvado com caminho de acesso em empedrado, separado da rodovia por passeio de “empedrado à portuguesa”, frente ao edifício do Governo Civil, a glorieta tem na envolvente a Igreja Matriz de São Julião, o Chafariz da Praça Teófilo Braga e o Mercado do Livramento. Os dois pentagramas apresentam inscrição em simetria com claves de sol (uma invertida em cada estremo por motivo estético), notas musicais diversas, clave de fá, formando dois compassos musicais. Destacam-se epígrafes no plinto: “LVIZA / DE / AGVIAR / TODI; nas pilastras: à direita “1753”, à esquerda “1833”.

Grande cantora lírica, Luísa Todi (Luísa Rosa de Aguiar) nasceu em Setúbal de a 9 de janeiro de 1753. Em 1755, os pais foram para Lisboa onde, com a irmã, seria contratada como atriz para atuar no Teatro Conde de Soure, onde seu pai trabalhava. Em 1769casou com o violinista italiano Saverio Todi, que lhe descobriu os dotes vocais ingressando como cantora lírica. Morreu a 1 de outubro de 1833, sendo sepultada no Cemitério da Igreja da Encarnação, onde hoje se abre a Rua do Alecrim. Em finais de setembro de 1933, foi o monumento inaugurado no Parque das Escolas, no topo Nascente da Avenida Luísa Todi, sendo deslocado mais tarde para o local que hoje ocupa.

Fonte: Monumentos

Luísa Todi

Glorieta a Luísa Todi em Setúbal, na Avenida Luísa Todi

Busto da glorieta a Luísa Todi em Setúbal

Maria Beatriz Oliveira, guitarrista, de Setúbal
Músicos do Concelho de Setúbal

[ Serviço público sem financiamento público, o Musorbis foi lançado em dezembro de 2020. O processo de inserção de dados pode ser acelerado com a cooperação dos músicos no que se refere a currículos e fotografias em falta. ]

Afonso Malão

Natural de Setúbal, Afonso Malão estudou clarinete e piano, mas optou definitivamente pelo piano. Diplomou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), com 19 valores em piano e completou a licenciatura na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo (ESMAE) do Porto em 2003, com 20 e 18 valores, respectivamente em música de câmara e piano.

Ganhou diversos prémios, entre os quais se contam o 1º Prémio em Piano nos Prémios Jovens Músicos / RDP (1988); 1º Prémio do Júri e do Público em Piano Concurso Maria Campina (1990); 1º Prémio em Música de Câmara no Concurso Helena Sá e Costa (1994).

Foi professor de Música de Câmara na ESML, professor correpetidor e professor de piano em diversas escolas de música em diferentes pontos do País.

Leia AQUI a biografia completa.

Afonso Malão

Afonso Malão, pianista, de Setúbal

Afonso Malão, pianista, de Setúbal

Celina da Piedade

Celina da Piedade é acordeonista, cantora, e compositora. Começou a estudar música aos 5 anos, e pouco tempo depois já atuava em público. Estudou no Conservatório de Setúbal, onde também deu aulas de acordeão. Licenciou-se em Património Cultural e pós-graduou-se em Estudos de Música Popular. Em 1998 conheceu a Associação PédeXumbo, com quem colaborou desde então e da qual é atualmente Presidente Honorária.

No ano de 2000 integrou o Cinema Ensemble de Rodrigo Leão, com quem ainda trabalha, tocando em todos os concertos e discos do compositor. A esta partilha acrescentam-se outras: Mayra Andrade (com quem tocou e para quem compôs “Mon Carroussel”), Uxia, Ludovico Einaudi, Gaiteiros de Lisboa, António Chainho, Samuel Úria, entre muitos outros.

Participou como artista e compositora em mais de 50 edições discográficas, para além de bandas sonoras para cinema, teatro e dança. Integra o grande coletivo Tais Quais, fazendo parceria com Vitorino, Tim, Sebastião, Serafim, Jorge Palma, Paulo Ribeiro e João Gil.

Leia AQUI a biografia completa.

Celina da Piedade

Celina da piedade, cantora, de Setúbal

Celina da piedade, cantora, de Setúbal

Inês Madeira Lopes

Nascida em Setúbal, em 1999, Inês Madeira Lopes iniciou o seu percurso musical no Conservatório Regional de Setúbal. Passou pelas classes de Violino e Viola d’arco, e terminou o ensino secundário em Composição, com António Laertes. Encontra-se neste momento a terminar a licenciatura em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), com Carlos Caires, tendo estudado também com outros compositores como João Madureira, António Pinho Vargas e Luís Tinoco.

Participou em classes de aperfeiçoamento e conferências com compositores de renome como Kaija Saariaho, Thomas Adès, Jaime Reis, John Chowning, Mario Mary, entre outros. Com a bailarina Michele Luceac criou “Jano”, uma obra para multipercussão, para o projeto de investigação “Música para espaço específico”, parceria entre a ESML e a Faculdade de Motricidade Humana.

Inês Madeira Lopes

Inês Madeira Lopes, compositora, de Setúbal

Inês Madeira Lopes, compositora, de Setúbal

Compôs “Primeira sensação de um lugar” para guitarra solo, encomenda do Festival de Música de Setúbal para a inauguração da exposição “Lanzarote, a janela de Saramago” de João Francisco Vilhena. Escreveu a peça para fagote solo “Reminiscências”, para a 34a edição do Prémio Jovens Músicos, encomenda da Antena 2 – RTP. Compôs música, em parceria com a compositora Sara Marita, para o projeto “Vozes abafadas e instrumentos distantes”, encomendada para a “Festa dos Anos de Álvaro de Campos”, iniciativa da Câmara Municipal de Tavira. É uma das compositoras que integra a 4ª edição do programa “Jovens Compositores”, dos Estúdios Victor Córdon.

João Valinho

João Valinho nasceu em Setúbal em 1997. Iniciou os estudos musicais em Clarinete aos 10 anos com David Pinheiro na Escola de Música da Banda Musical de Monção. Ingressou mais tarde no 1º ano do grau médio do Conservatório Profissional de Música de Vigo. Aí finalizou os primeiros estudos oficiais onde lhe foi atribuído o “Premio fim de grau” na especialidade de Clarinete. Posteriormente expandiu os estudos no Conservatório Superior de Música de Vigo com Astério Leiva entre outros.

Realizou classes de aperfeiçoamento com Phillipe Berrod, Hedwig Swimberghe, Valerii Althukov, Nuno Pinto, Ognjen Popovic, Dominique Vidal, Rimvydas Savickas, Justo Sanz, Carlos Alves, Luís Carvalho, Luís Gomes, Pablo Fernandez e Máximo Mazzone. Fez um curso de Jazz com o professor Philippe Leloup. Foi selecionado para o estágio “Buffet Crampon Wind Orchestra” em 2016 com o maestro António Saiote e realizou um curso de direção musical com o maestro Afonso Alves.

Colabora com a Orquestra Clássica de Vigo e em seus grupos de música de câmara como clarinetista. Tocou na Faculdade de Geografia e História de Santiago de Compostela, no auditório García Barbón, Auditório Mar de Vigo, entre outros. É solista da Banda Musical de Monção e prossegue os estudos no Conservatório Superior de Música de Vigo.

Maria Beatriz de Oliveira

Nascida em Setúbal, Maria Beatriz de Oliveira é licenciada em Música – Guitarra Clássica, pela Universidade de Aveiro (UA) e já marcou presença em eventos como os Dias da Música em Belém e o Festival de Música de Setúbal.

Maria Beatriz Oliveira

Maria Beatriz Oliveira, guitarrista, de Setúbal

Maria Beatriz Oliveira, guitarrista, de Setúbal

Em 2005 teve o primeiro contacto com o instrumento e em 2009 ingressou no Conservatório Regional de Setúbal (CRS), na classe de Filipa Pinto Ribeiro. Enquanto aluna do Conservatório foi convidada a participar em projetos como o Grupo de Música Contemporânea e a Orquestra de Guitarras, nos quais desempenhou o papel de solista inúmeras vezes. Nesse âmbito, participou em intercâmbios e colaborações com o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, o compositor Jaime Reis e os alunos da Licenciatura em Música da Universidade de Évora.

Na vertente da Música de Câmara iniciou o seu percurso como membro do Quarteto de Guitarras do CRS e, atualmente, pertence ao Duo SulTasto (com o Guitarrista João Pires) e ao Duo Chiaroscuro (com a Violinista Aurora Miranda). Tocou em salas no Centro Cultural de Belém (Lisboa), Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (Lisboa), Fórum Luísa Todi (Setúbal), Casa da Cultura (Setúbal), Auditório Municipal António Chainho (Santiago do Cacém), Cineteatro Alba (Albergaria-a-velha) e é frequentemente contactada para protagonizar momentos musicais em eventos culturais.

Estreou obras de compositores como Jorge Peixinho, Clotilde Rosa e António Laertes, de estudantes de composição como Inês Madeira Lopes e Margarida Gonçalves, e frequentou masterclasses com Dejan Ivanovic (Croácia), Zoran Dukic (Macedónia), Daniel Wolff (Brasil), Juan Almada (Argentina), Redmon O’Toole (Irlanda), Paulo Vaz de Carvalho (Portugal), Miguel Carvalhinho (Portugal), Francisco Morais Franco (Portugal). Frequenta o Mestrado em Ensino da Música na UA, leciona Guitarra Clássica na Academia de Música da Quinta do Picado e Música/Expressão Musical em escolas do Município de Ílhavo.

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HISTÓRIA

Luísa Todi

Luísa Todi, uma das maiores artistas líricas do seu tempo, nasceu em Setúbal a 9 de Janeiro de 1753 e faleceu em Lisboa a 1 de Outubro de 1833. Filha de Ana Joaquina de Almeida e do mestre de música Manuel José de Aguiar, recebeu no batismo o nome de Luísa Rosa de Aguiar.

Ainda na sua terra natal, entre 1758 e 1763, Luísa e três dos seus irmãos familiarizam-se com a arte de representação frequentando a residência de uma dama setubalense que organizava espetáculos teatrais em privado. Com dez anos de idade, ingressou no teatro profissional por mão de seu pai.

Por contrato firmado a 6 de Julho de 1763, Manuel José de Aguiar e quatro dos seus filhos mais velhos (Cecília Rosa, António José, Isabel Ifigénia e Luísa Rosa) passavam a integrar a companhia do Teatro do Bairro Alto.

Leia AQUI a biografia completa.

Luísa Todi

Luísa Todi, cantora lírica, de Setúbal

Luísa Todi, cantora lírica, por Lobão Tello 2009

Madalena Sá Pessoa

Maria Madalena Nunes Pereira de Sá Pessoa nasceu a 5 de Maio de 1920, na freguesia de São Sebastião, em Setúbal, e faleceu em Cascais a 15 de fevereiro de 2020 em Cascais. Iniciou os estudos de música aos 8 anos. Frequentou o Conservatório de Lisboa, onde terminou o Curso Superior de Piano orientado por Jaime Silva, com a nota final de 19 valores.

Aos 21 anos foi para a Covilhã onde começou a dar aulas de piano a particulares. Aos 23 anos casou com o industrial de Lanifícios António de Sá Pessoa, de quem teve 7 filhos Aos 40 anos ficou viúva, deixou a Covilhã e instalou-se com os seus 7 filhos em Carcavelos.

Frequentou o curso de Iniciação Musical, na Fundação Calouste Gulbenkian, regido pelo Professor Edgar Willems, um curso de aperfeiçoamento no Conservatório de Délémont (Suíça), regido por Jacques Chapuis, o curso de Verão de Jos Wytack.

Lecionou na Escola Preparatória Conde de Oeiras, na Academia de Santa Cecília, no Colégio “O Cavalinho” e na Escola de Dança Ana Mangericão. Durante os anos 60 e 70, foi organista na Igreja Paroquial de Carcavelos, voltou nos finais dos anos 90 até 2008.

Leia AQUI a biografia completa.

Madalena Sá Pessoa

Madalena Sá Pessoa, pedagoga, de Setúbal

Madalena Sá Pessoa, pedagoga, de Setúbal

TOPONÍMIA MUSICAL

Luís Petrolino tem rua com o seu nome em Setúbal, na freguesia de São Sebastião (GPS: 38.522882, -8.896155, 2900-721 Setúbal Zona Industrial da Varzinha).

Luísa Todi tem um monumento e uma avenida com o seu nome em Setúbal, e ruas em Matosinhos, Sesimbra, Gondomar, Lisboa e Cascais.

MÚSICA PARA OS OLHOS

Pormenores da Iconografia Musical do Concelho de Setúbal

Luísa Todi

Luísa Todi, cantora lírica, de Setúbal

Luísa Todi, cantora lírica, por Lobão Tello 2009

Igreja Matriz de São Julião
Órgãos de tubos do concelho de Setúbal  [2]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz de São Julião

Igreja Matriz de São Julião

Igreja Matriz de São Julião

A Igreja Paroquial de São Julião de Setúbal possui um órgão histórico construído pelo grande organeiro português António Xavier Machado e Cerveira, opus 19, construído em 1788.

Igreja Matriz de São Sebastião

Igreja Matriz de São Sebastião

Igreja Matriz de São Sebastião

No coro alto, a Igreja Paroquial de São Sebastião possui um órgão de um só teclado manual, 51 teclas (dó a ré’’’), 23 meios registos, pedais para cheios e trombetas em chamada. Instrumento de autor desconhecido, datado de 1720. No estado atual resulta da intervenção realizada em 1992 por António Simões, que acrescentou a pedaleira, os seus dois registos e o sistema de acoplamento entre a pedaleira e o manual.