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Coral Atlântico, Sines
Coros de Sines

Grupos e atividade coral no Concelho

Coral Atlântico

A 30 de dezembro 2006 a Lusa apresentava o Coral Atlântico como o mais jovem coral polifónico português. Formado por 30 elementos, na sua maioria funcionários do município de Sines, apresentaria o seu sétimo espetáculo a 06 de janeiro, Dia de Reis.

O Coral Atlântico, criado pela associação dos serviços sociais, culturais e desportivos da autarquia, era apresentado como o primeiro do género em Sines. “Em Sines, este é o primeiro coral polifónico, pelo menos nos últimos 15 anos. Os que já existiram foram coros alentejanos ou da paróquia”, garantiu o maestro, a trabalhar há 16 anos no Coral Harmonia, criado em 1936, no concelho vizinho de Santiago do Cacém.

A formação do Coral Atlântico, concretizada em 2005 em Sines, nasceu de um sonho antigo de um grupo de pessoas, liderado por um técnico da autarquia, entretanto eleito vereador, nas autárquicas de 2005. “O coral teve origem nos serviços sociais da Câmara de Sines, no entanto o seu percursor foi Albino Roque, presidente dos serviços e vice-presidente da câmara, que tinha este desejo desde longa data”, relatou Fernando Malão.

Das ideias de um maestro experiente e de um “espectador assíduo dos concertos do Coral Harmonia”, Albino Roque, nasceu o coral, que somava 30 cantores, com idades entre os 30 e 40 anos. O grupo é constituído maioritariamente por trabalhadores das autarquias locais de Sines e seus familiares e até hoje já participou em meia dúzia de concertos e encontros de coros.

Banda Filarmónica da Sociedade Musical União Recreio e Sport Sineense
Filarmónicas do Concelho de Sines

Bandas de música, história e atividades no Concelho

  • Banda Filarmónica da Sociedade Musical União Recreio e Sport Sineense

A Banda Filarmónica da Sociedade Musical União Recreio e Sport Sineense tem as suas raízes na Sociedade Phylarmónica Sineense com estatutos desde 20 de janeiro de 1898. Após um período de inatividade, foi reorganizada em 1926 e adquiriu existência legal em 19 de junho de 1927. Em 1929, a sua direção decide proceder à fusão desta associação com a Sport Clube Sineense (Vulgo Marítimo), tendo esta fusão sido oficializada no mesmo ano, com a designação atual da coletividade.

SMURSS

Banda Filarmónica da Sociedade Musical União Recreio e Sport Sineense

Banda Filarmónica da Sociedade Musical União Recreio e Sport Sineense

Em, 1942, por decreto governamental, foi forçada a interrupção das suas atividades como associação. Mas em 1945, no dia da vitória dos Aliados, 8 de maio, a Banda saiu orgulhosamente para a rua, oficialmente autorizada a exprimir durante duas horas o contentamento popular pelo final de 2ª grande guerra, ainda que no espírito de muitos fosse esse a única maneira de expressar o entusiasmo pela derrota Nazi e a esperança que o Governo fascista em Portugal pudesse ter igual destino.

Só em 1974 se reuniram as condições para o seu reaparecimento. Foi reorganizada a 1 de maio de 1975. Em 26 de janeiro de 1977 foi determinada a formação de uma associação com a denominação de “Sociedade Musical União Recreio e Sport Sineense”, tendo como objetivo por meio da música e do seu núcleo vital a Banda Filarmónica, desenvolver animação cultural, nas suas variadas formas, e dar formação.

SMURSS

Banda Filarmónica da Sociedade Musical União Recreio e Sport Sineense

Banda Filarmónica da Sociedade Musical União Recreio e Sport Sineense

Desde a sua reorganização teve como diretores artísticos: Mestre Libânio Romão, Joaquim Flosa António Gomes, Fernando Matos, Claudino Belo Nunes e Manuel Pancão Cola. É o seu atual Mestre Rui Fernando Fonseca e Costa, que dirige a Banda desde 2004. O quadro ativo da Banda é atualmente de 33 elementos, com idades entre 12 e 60 anos.

Maré de Fado
Eventos musicais em Sines

Festivais e ciclos de música no Concelho

Maré de Fado

Com direção artística de Carlos Soares da Silva, a iniciativa “Maré de Fado” foi criada em 2017 e tem como objetivo recuperar o legado das noites e encontros de fado, onde amadores e profissionais se juntavam pelo prazer de cantar.

A Câmara Municipal de Sines organiza a edição de 2021 da mostra “Maré de Fado”, com oito noites de música, distribuídas entre 12 de março e 3 de abril, para desfrutar via “online” e na rádio. Nesta edição, com 25 nomes programados, o fado abre-se a projetos convidados com influências de outros géneros musicais e o programa de cada noite organiza-se em torno de um tema diferente.

São também marca da “Maré de Fado” os locais em que se realiza, ligados ao património local. Em 2021, o fado passa pelo Museu de Sines, pela antiga Estação de Caminhos de Ferro, pela Igreja de Nossa Senhora das Salas e pelo Largo Marquês de Pombal (Porto Covo).

«Esta é uma iniciativa em que, neste momento especialmente complexo na área da cultura, procuramos dinamizar a programação através dos meios que temos ao nosso dispor para chegar ao público, valorizando os nossos artistas e as nossas tradições. É um programa que alia o nosso património imaterial ao património histórico e edificado, realizado com enorme profissionalismo e cujo resultado, estou convicto, vai ser uma positiva surpresa para o público», refere Nuno Mascarenhas, presidente da Câmara Municipal de Sines.

Com início sempre às 21h30, os oito espetáculos poderão ser vistos e ouvidos nas redes do Município de Sines (Facebook e Youtube) e nos canais dos parceiros Rádio Amália e Rádio Sines, incluindo na sua frequência FM.

O primeiro espetáculo, marcado para sexta-feira, 12 de março, reúne os artistas Daniela Giblott, Joana Rita, Armando Casal e André Baptista sob o tema “Histórias do Mar”. No sábado, 13 de março, Ricardo Martins, Sofia Ramos, André Baptista e o projeto Fado no Pé atuam sob o tema “O Pescador e a Fé”.

Na semana seguinte, a noite de sexta-feira, 19 de março, tem o tema “A Preparação para a Viagem” e conta com a participação de Isabel Noronha, Eva Zambujo e Tiago Correia. No sábado, 20 de março, o tema “A Partida” é o fio condutor para as participações de Paula Cruz, Pedro Calado, Isabel Noronha e projeto Fado e Morna.

O terceiro fim de semana de “maré” começa com Tânia Oleiro, Carolina Bila e José Geadas, que dão a sua interpretação ao tema “A Viagem”, na sexta-feira, 26 de março. Sob o tema “O Trabalho”, Maria da Saudade, Luís Saturnino, Tânia Oleiro e o projeto Acordeão Fadista atuam no dia seguinte, sábado, 27 de março.

A mostra termina no primeiro fim de semana de abril. Na sexta-feira, dia 2, António Pinto Basto, Joana Luz e Gustavo cantam o tema “A Saudade” e, no sábado, dia 3, Nuno Amaro, Mafalda Vasques, António Pinto Basto e o projeto Miguel & João dão voz ao tema “A Chegada”.

Tendo em conta a situação de pandemia e o Estado de Emergência em vigor, todos os espetáculos são gravados sem público e cumprindo as normas de segurança recomendadas pelas autoridades de saúde.

Maré de Fado

Maré de Fado

Maré de Fado, Sines, 12/03/2021-03/04/2021

PROGRAMA

12 de março | Sexta-feira | 21h30

Tema: Histórias do Mar: Daniela Giblott, Joana Rita, Armando Casal, André Baptista

13 de março | Sábado | 21h30

Tema: O Pescador e a Fé . Ricardo Martins, Sofia Ramos, André Baptista, Projeto: Fado no Pé

19 de março | Sexta-feira | 21h30

Tema: A Preparação para a Viagem

Isabel Noronha . Eva Zambujo . Tiago Correia

20 de março | Sábado | 21h30

Tema: A Partida . Paula Cruz . Pedro Calado . Isabel Noronha, Projeto: Fado e Morna

26 de março | Sexta-feira | 21h30

Tema: A Viagem . Tânia Oleiro . Carolina Bila . José Geadas

27 de março | Sábado | 21h30

Tema: O Trabalho . Maria da Saudade . Luís Saturnino . Tânia Oleiro . Projeto: Acordeão Fadista

2 de abril | Sexta-feira | 21h30

Tema: A Saudade . António Pinto Basto . Joana Luz . Gustavo

3 de abril | Sábado | 21h30

Tema: A Chegada . Nuno Amaro, Mafalda Vasques . Projeto: Miguel e João

Festival Músicas do Mundo

O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo é um festival de música realizado no concelho de Sines, Costa Alentejana, Portugal, todos os meses de julho. Organizado pela Câmara Municipal de Sines, é um festival de serviço público cultural povoado por espectadores-descobridores. Adotando “Música com espírito de aventura” como assinatura, define-se por uma programação diversificada apresentada em cenários históricos e urbanos de grande beleza e autenticidade, próximos de uma costa com paisagem protegida.

O festival foi criado em 1999 com o objetivo de valorizar o Castelo de Sines, ligado à biografia do navegador Vasco da Gama, através de um acontecimento que mostrasse a diversidade das expressões musicais do mundo. Hoje, o festival ultrapassa fisicamente as fronteiras do Castelo e dar a descobrir é a sua filosofia.

A programação do FMM abarca a largueza da “world music” e transcende as suas fronteiras. Abre-se à folk, ao jazz, à música alternativa, à fusão e às músicas urbanas. Mais do que um festival de “world music” ou música de raiz tradicional, o FMM Sines é um festival que procura as músicas do mundo reais como são feitas e vividas no nosso tempo: músicas miscigenadas, marcadas pelos contactos entre artistas de origens geográficas e culturais diferentes, devedoras dos movimentos de ideias e pessoas que definem a contemporaneidade.

Festival Músicas do Mundo

Festival Músicas do Mundo

O festival realiza-se nos centros históricos de duas localidades do concelho de Sines: a cidade de Sines (palcos do Castelo, da Avenida Vasco da Gama, do Centro de Artes de Sines e do Largo Poeta Bocage) e a aldeia de Porto Covo (palco do Largo Marquês de Pombal).

Entre 1999 e 2019, o festival recebeu cerca de 1 milhão e 300 mil espectadores. Realizaram-se 640 concertos, em que atuaram mais de 3400 músicos, oriundos de mais de 100 países e regiões.

Alguns dos artistas que já passaram pelo FMM: Taraf de Haidouks, Black Uhuru feat. Sly & Robbie, Hedningarna, Kronos Quartet, The Skatalites, Tom Zé, Femi Kuti, Hermeto Pascoal, Marc Ribot, Master Musicians of Jajouka, Trilok Gurtu, Toumani Diabaté, Mahmoud Ahmed, Gogol Bordello, Rokia Traoré, Asha Bhosle, Debashish Bhattacharya, Lee ‘Scratch’ Perry, Tinariwen, Ebo Taylor, Vishwa Mohan Bhatt, Mari Boine, Oumou Sangaré, Béla Fleck, Hugh Masekela, Mulatu Astatke, Angélique Kidjo, Salif Keita, Danyèl Waro, Billy Bragg, Richard Bona, Kroke, Huun-Huur-Tu, Bulimundo, Susheela Raman, Chico César, Omar Souleyman, Ladysmith Black Mambazo e Inner Circle.

O FMM foi contemplado com os prémios:

EFFE Award 2017
Iberian Festival Awards 2020 – Melhor programa cultural (Portugal e Espanha)
Iberian Festival Awards 2019 – Melhor promoção turística (Portugal e Espanha)
Iberian Festival Awards 2019 – Melhor programa cultural (Portugal)
Iberian Festival Awards 2019 – Melhor grande festival (Portugal)
Iberian Festival Awards 2018 – Melhor programa cultural (Portugal e Espanha)
Iberian Festival Awards 2017 – Melhor programa cultural (Portugal e Espanha)
Iberian Festival Awards 2017 – Melhor grande festival (Portugal)
Iberian Festival Awards 2017 – Melhor promoção turística (Portugal)
Iberian Festival Awards 2016 – Melhor alinhamento (Portugal e Espanha)
Iberian Festival Awards 2016 – Melhor grande festival (Portugal)
Iberian Festival Awards 2016 – Melhor programa cultural (Portugal)
Europe for Festivals, Festivals for Europe – EFFE Label 2017-2018
Europe for Festivals, Festivals for Europe – EFFE Label 2015-2016
Prémio Turismo do Alentejo 2012 – Melhor evento
Prémio Turismo do Alentejo 2011 – Melhor evento
Prémio Mais Alentejo 2016 – Mais Sensação
Songlines +25 of the Best International Festivals – 2010, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015
Prémio Município do Ano 2018 – Cat. ‘Alentejo’ – Universidade do Minho, pelo projeto “FMM Sines – Festival Músicas do Mundo – 20 anos”

Ana Castanhito, harpista
Músicos do Concelho de Sines

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e o património musical.

  • Ana Castanhito

Ana Castanhito (harpista, n. 1985), nasceu em Santiago do Cacém mas considera-se de Sines, onde viveu desde a infância. Iniciou os estudos musicais na Escola de Música do Conservatório Nacional aos 13 anos, na classe de harpa de Clotilde Rosa. Sete anos depois, terminou o oitavo grau com nota máxima, na classe de Andreia Marques.

Foi depois estudar no Royal College of Music, em Londres, com o harpista Ieuan Jones, onde esteve entre 2005 e 2009. Participou em classes de aperfeiçoamento com importantes harpistas como Marisa Robles, Jana Buskova, Daphne Boden, Imogen Barford, Lisetta Rossi, entre outras.

Como harpista da orquestra sinfónica e da sinfonietta do Royal College of Music, a Ana teve oportunidade de trabalhar com maestros como Vladimir Ashkenazi, Esa-Pekka Salonen, Leif Segerstam, Peter Stark e John Wilson.

Ana Castanhito concluiu em 2012 o seu Mestrado em Ensino da Música (vertente Instrumental – Harpa) na Escola Superior de Música de Lisboa, onde a sua tese no âmbito de estética musical obteve 19 valores.

Profissionalmente a Ana tem colaborado frequentemente com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Sinfonietta de Lisboa, Orquestra Gulbenkian, OrchestrUtopica, Toy Ensemble, entre outros. Da sua atividade performativa a solo destacam-se as apresentações com o Coro Infantil da Universidade de Lisboa da obra Ceremony of Carols, de Benjamin Britten, os Concertos para Bebés, e os Recitais a Solo.

É membro efetivo do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa desde 2010, tendo colaborado na estreia e difusão de música de compositores portugueses, tanto nacional, como internacionalmente (Itália, Inglaterra, Dinamarca, Croácia, Eslovénia, Espanha).

Leia AQUI a biografia completa.

Ana Castanhito, harpista

Ana Castanhito, harpista