Artigos

Grupo de Cavaquinhos do Monte (Massamá, Sintra)
Grupos de Cavaquinhos de Sintra

Agrupamentos e atividades no Concelho

Grupo de Cavaquinhos do Monte (Massamá)
Grupo de Cavaquinhos da ACTIS/UTI (Universidade Sénior de Sintra)
Grupo de Cavaquinhos da AFAPS
Grupo de Cavaquinhos da ARPIAC
Grupo de Cavaquinhos da UNIQUE (Queluz)

Grupo de Cavaquinhos do Monte (Massamá, Sintra)

Grupo de Cavaquinhos do Monte (Massamá, Sintra)

Grupo de Bombos das Mercês
Grupos de Bombos de Sintra

Bombos, Zés Pereiras e outos grupos de percussão tradicional no Concelho

Os grupos de bombos, também conhecidos por Zés Pereiras, são agrupamentos de percussão tradicional com presença habitual nas romarias e festas de aldeia, em peditórios para a festa e em despiques de vários grupos, em eventos de de recriação histórica (feiras medievais) e outros.

Fontes: Tocá Rufar, portais municipais, páginas dos grupos

  • Bombos da Escola Agostinho da Silva (Casal de Cambra)
  • Bombos da Escola Miguel Torga (Sintra)
  • Grupo de Bombos das Mercês
  • Grupo de Percussão Santa Maria do Magoito
Grupo de Bombos das Mercês

Grupo de Bombos das Mercês

Conservatório de Música de Sintra
Escolas de Música de Sintra

Estabelecimentos do ensino especializado de música no Concelho. Em geral, as bandas filarmónicas também possuem a sua escola de música: veja ao fundo informação sobre as bandas de música do Concelho.

Academia Atelier da Música

Rua Francisco Sá Carneiro, lot F8, Loja B
2725-316 Mem Martins, Sintra
Tel. (+00 351) 210 937 039

Academia de Música de Sintra – Balanço Criativo

C. Comercial – Shopping Cacém
R. Ilha do Faial, 3
2735-079 Agualva-Cacém
Tlm. (+00 351) 963 845 091

Acorde Música e Som Lda

R. Malva Rosa, 20
2725-369 Algueirão-Mem Martins
Tel. (+00 351) 219 208 956
Sítio: www.acorde-musica.com

Conservatório de Música de Sintra

R. Natália Correia, 7
2635-475 Rio de Mouro
Tlm. (+00 351) 961 826 349

Conservatório de Música de Sintra

Conservatório de Música de Sintra

E.M.M.A. Escola de Música

Avenida Agostinho, 8 D
2745 Queluz
Sítio: www.emma-actividades-musicais.pt

Conservatório de Música Sons e Compassos

Largo os Ciprestes, 4
Terrugem
Tel. (+00 351) 219 613 329

Escola de Música 3 Tempos

R. Francisco Costa, 31
2635-317 Rio de Mouro
Tel. (+00 351) 210 990 023

Escola de Música “Vozes de Santa Maria”

Quinta da Espanhola, Lote C
2605-025 Belas
Sítio: www.vozesdesantamaria.org

EPAV – Pólo de Sintra

Av. Dom Francisco de Almeida, 1
2710-572 Sintra
Tel. (+00 351) 219 109 040

Escola de Música EMMA (Monte Abraão)

Av. Agostinho Neto, 8d
2745-284 Queluz
Tel. (+00 351) 216 031 132

Estúdio 3 – Dança Teatro Música

Av. Irene Lisboa, 54F
2635-001 Rio de Mouro
Tel. (+00 351) 219 209 171

Voice Lab – Aulas de Canto

Rua 1º Maio, 16
2705-737 Terrugem
Tlm. (+00 351) 916 479 650

Coreto de Terrugem, Sintra, ft Hugo Morais
Coretos de Sintra

Coretos do Concelho

Assafora

Largo da Capela
Coordenadas GPS:
38.901944°-9.405556°

Fontanelas

Coordenadas GPS:
38.8475°-9.437222°

São João das Lampas

Coordenadas GPS:
38.874444°-9.398333°

Santa Susana

Coordenadas GPS:
38.9125°-9.384722°

Terrugem

Av. 29 de Agosto
Terrugem

União das Freguesias de São João das Lampas e Terrugem

Coreto de Terrugem, Sintra, ft Hugo Morais

Coreto de Terrugem, Sintra, ft Hugo MoraisTerrugem

Coreto de Terrugem, Sintra, ft Waymark

Coreto de Terrugem, Sintra, ft Waymark

Sociedade Filarmónica Assaforense
Sintra e as suas filarmónicas

Bandas de música, história e atividades no Concelho

  • Banda da União Mucifalense
  • Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares
  • Banda Filarmónica de São Bento de Massamá – FilarmoniArtes
  • Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme
  • Sociedade Filarmónica Assaforense
  • Sociedade Filarmónica Boa União Montelavarense
  • Sociedade Filarmónica de Nossa Senhora da Fé de Monte Abraão
  • Sociedade Filarmónica e Recreativa de Pero Pinheiro
  • Sociedade Filarmónica Instrução e Recreio Familiar de Lameiras
  • Sociedade Filarmónica Os Aliados
Banda da União Mucifalense

Nascida em 1984, a Banda da União Mucifalense teve origens mais remotas na Orquestra da Tuna Recreativa Mucifalense, Sociedade de Cultura e Recreio fundada em 1927, que veio a fundir-se com o Grupo Desportivo Mucifalense em 1975, dando então origem à União Mucifalense.

Da velha Tuna Recreativa restou a escola de música que veio a ter continuidade e maior impulso na nova coletividade. Com os músicos da extinta orquestra e os novos elementos preparados na Escola de Música, o sonho de uma Banda de Música começou a tomar forma. O Mestre António Saraiva levou por diante a tarefa. No dia da inauguração do restauro da atual Sede, que contou com apoios da Câmara Municipal de Sintra e da Secretaria de Estado da Cultura, assistiu-se ao primeiro concerto da Banda da União Mucifalense.

BUM

Banda da União Mucifalense

Banda da União Mucifalense

A Banda da União Mucifalense conta com 36 elementos, entre os 10 e 60 anos. Faz cerca de 15 atuações por ano, algumas das quais em concertos promovidos pela Câmara Municipal de Sintra. Atua em festas populares em diversas localidades, fazendo procissões, concertos e arruadas. Tem atuado em diversos festivais de bandas. A Escola de Música conta com duas dezenas de aprendizes. É seu diretor artístico João Fortunato Panta Nunes, tendo como professor da Escola de Música Nuno Carvalho.

Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares

Numa Assembleia Geral Extraordinária da Associação dos Bombeiros,em 1891, foi resolvido criar uma Banda de Música, formada pelos sócios da Instituição, para acompanhar o Corpo de Bombeiros nas suas formaturas. De acordo com os primitivos Estatutos, aprovados em 1929, a data oficial da fundação da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares ficou expressamente consagrada como sendo a de 1 de novembro de 1891.

O falecimento em 1896 de José Inácio da Costa, grande impulsionador e fundador das duas instituições, terá propiciado a separação. Além da sua vocação musical, a nossa Banda desenvolveu igualmente outras atividades como o Teatro, particularmente nas décadas de 30, 40 e 50 e aulas de alfabetização para adultos nos anos 50.

BBVC

Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares

Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares

A Coletividade tem cerca de 400 associados. A Banda é composta por cerca de 40 músicos e administra uma Escola de Música, com carácter gratuito, destinada a toda a gente, mas especialmente vocacionado para as crianças em idade escolar. A Banda tem atuado em várias localidades de norte a sul do País, para onde é convidada pelas diversas comissões de festas. Participa em eventos promovidos pela Câmara Municipal de Sintra, como o Encontro de Bandas Filarmónicas do Concelho de Sintra, ao abrigo de protocolo existente.

Banda Filarmónica de São Bento de Massamá – FilarmoniArtes

A FilarmoniArtes é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 2003. Tem por objetivos proporcionar aos sócios e aos jovens em geral a prática de atividades culturais, educativas e recreativas que fomentem a conjugação de criatividades e a cultura, numa perspetiva de desenvolvimento de competências ao longo da vida, e colaborar também, em todos os programas de entidades orientadas pelos mesmos objetivos.

Foi constituída no seguimento das atividades pedagógicas e culturais desenvolvidas pela Orquestra Ligeira de Massamá, formada em 1993, que neste momento está numa fase de remodelação. Desenvolve desde 2003 o projeto educativo “Música na Escola”, nas Escolas Básicas do 1º Ciclo de Massamá, em colaboração com a Junta de Freguesia de Massamá, que abrange cerca de 600 alunos dos 3º e 4º anos de escolaridade, com carácter gratuito e universal.

Este projeto está conforme o Currículo Nacional do 1º Ciclo do Ensino Básico, é autorizado pelo Ministério da Educação, está integrado no currículo escolar, fazendo parte do Projeto Educativo das respetivas escolas.
A Academia de Música S. Bento de Massamá, funciona desde Maio de 2005, onde são leccionadas as disciplinas de Formação Musical, Piano, Órgão, Guitarra Clássica, Guitarra Eléctrica, Baixo Eléctrico, Flauta, Clarinete, Saxofone, Trompete, Trompa, Trombone, Bombardino, Tuba e Percussão.

A Banda Filarmónica S. Bento de Massamá funciona desde 2005 e tem como objetivos dar aos jovens a oportunidade da prática musical em grupo instrumental dinâmico; promover a literacia musical na freguesia, atraindo a população a esta arte e tornando-a mais sensível à música; criar uma identidade comunitária através da música, projetando o nome da freguesia de Massamá a outras localidades; promover um espaço de convívio saudável e lúdico.

BFSBM

Banda Filarmónica de São Bento de Massamá – FilarmoniArtes

Banda Filarmónica de São Bento de Massamá – FilarmoniArtes

O Grupo de Sopros da BFSBM, formado em 2007, tem como objetivos a prática de “música de câmara”, o acompanhamento de grupos corais e a participação em eventos adequados a esta formação. O Grupo Coral S. Bento de Massamá, formado em 2007, tem como objetivo a prática de música coral, dirigida a jovens e adultos. Participa em cerimónias religiosas e em eventos de carácter profano.

Sociedade Filarmónica Boa União Montelavarense

Em 06 de outubro de 1890, um grupo de Montelavarenses juntou-se fundando a coletividade que tem por nome “Sociedade Filarmónica Boa União Montelavarense”. Filiada na Federação das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto do Distrito de Lisboa, foi em 1978 considerada “Pessoa Coletiva de Utilidade Pública”. À data da sua fundação nasceu também a Banda Filarmónica.

Em 1971, participou no 2º Concurso Nacional de Bandas de Música Civis da FNAT, em 1ª categoria, obtendo um 3º prémio. Em 1981 foi convidada a atuar em Kerkrade (Holanda), no “Wereldmuziekconcours”, onde obteve um 3º lugar, em 2ª categoria. Em 1985 recebeu a Medalha de Ouro de 1º Grau e Mérito Municipal, atribuída pela Câmara Municipal de Sintra. Nos anos 1987 e 1991 deslocou-se a Alsfeld (Alemanha) para participar no concurso “Deutschland Pokal”, classe orquestra, sendo distinguida com um 2º e 5º lugares respetivamente.

Em 1992 foi-lhe atribuído, pelo Presidente da República, o título de “Membro-Honorário da Ordem do Mérito”. Nesse ano participou no espetáculo “Embaixada da Juventude Portuguesa à Expo’92”, para as comemorações do Dia de Portugal na Exposição Universal de Sevilha (Espanha). Em 2006 participou no Concurso de Bandas do Ateneu Artístico Vilafranquense, em 3ª categoria, obtendo um 1º lugar.

Nos últimos 50 anos sucederam-se respetivamente na direção da Banda, os maestros: Modesto Alves Velho, Álvaro Sousa, Domingos Canhão, Agostinho Caineta, António Monteiro, Délio Gonçalves, Paulo Guia.

BSFBOM

Banda da Sociedade Filarmónica Boa União Montelavarense

Banda da Sociedade Filarmónica Boa União Montelavarense

Fazem parte do seu corpo de Banda 40 elementos, com idades entre os 8 e os 78, sendo de salientar o elevado número de jovens, os quais provêm da Escola de Música da Coletividade. A direção artística da Banda Montelavarense está cargo do maestro Jaime Rego.

Sociedade Filarmónica de Nossa Senhora da Fé de Monte Abraão

Em 2003, uma família residente em Monte Abraão – Queluz, lançou o desafio ao Regente António Domingos, dirigindo-lhe o convite para lecionar música freguesia (eventualmente em instalações da paróquia), convite que foi aceite. O Padre Francisco José prontificou-se para ceder um espaço. A ideia começou a ganhar forma e substância, no decurso das semanas seguintes, com o aparecimento de elementos de várias idades, com o interesse comum em aprender e participar neste projeto. Contou desde o primeiro momento com o apoio da Presidente da Junta de Freguesia e mais tarde da Câmara Municipal de Sintra.

BSFNSFMA

Banda da Sociedade Filarmónica de Nossa Senhora da Fé de Monte Abraão

Banda da Sociedade Filarmónica de Nossa Senhora da Fé de Monte Abraão

A Banda fez a sua estreia musical ocorrido no decorrer das Festas da Padroeira Nossa Senhora da Fé do Monte Abraão, durante o ato solene na celebração da missa do dia 29 de maio de 2004. Tem atuado em várias localidades do País, em procissões, arruadas e concertos. A Banda participou no Encontro de Bandas Filarmónicas do Concelho de Sintra e fez a estreia televisiva no programa “Você na TV”, em direto em 2009. Em 2008, Francisco Paixão tornou-se Maestro da Banda.

Sociedade Filarmónica e Recreativa de Pero Pinheiro

A Banda de música da SFRPP nasceu em 1919, na sequência da fundação da Sociedade Filarmónica Recreativa de Pêro Pinheiro. Apareceu pela primeira vez a público em 1920, sob a direção do Maestro Luz. Até 1945, a regência esteve a cargo dos maestros Lopes, Gomes e Romero, altura em que ficou sob a batuta do Maestro Vítor Santos, subchefe do Regimento de Caçadores 5. Sob esta regência a Banda deu um salto bem significativo na sua capacidade e qualidade de execução musical.

A Banda foi dirigida, de 1958 a 1976, por António Gonçalves, com quem alcançou êxitos nacionais e internacionais. Em 1960 e 1971, em concursos nacionais organizados pela FNAT, alcançou em ambos, o segundo lugar, sendo o primeiro deles decorrentes da participação no 1º Grande Concurso Nacional de Filarmónicas e Bandas Civis (2ª Categoria), realizado em 1960 por aquela organização de âmbito nacional. Nos Concursos Internacionais de Bandas de Música Civis (2ª Categoria), de envergadura europeia, na Holanda, na cidade de Kerkrade, a Banda da SFRPP, alcançou os 2°, 3° e 1º prémios, em 1962, 1966 e 1974, respetivamente.

BSFRPP

Banda da Sociedade Filarmónica e Recreativa de Pero Pinheiro

Banda da Sociedade Filarmónica e Recreativa de Pero Pinheiro

No período de 1976 a 1987, foi dirigida por Vasco Serra, a quem sucedeu Alberto Rodrigues Freitas, de 1987 a 2004. É dirigida pelo Maestro João Aires. Tem em atividade, no campo musical, além da Banda, uma Orquestra Ligeira, um Grupo de Música de Câmara – O Grupo de Sopro 1º Tempo – e a Escola de Música, onde ocorre a formação musical das crianças e jovens da comunidade, e que é a principal fonte de executantes musicais para a Banda Filarmónica, e da qual têm saído músicos que seguem carreiras profissionais no mundo da música. A SFRPP tem vindo a promover anualmente, em tempos mais recentes, um Festival de Bandas Filarmónicas.

Sociedade Filarmónica Instrução e Recreio Familiar de Lameiras

Lameiras conheceu, em tempos idos, duas bandas filarmónicas que acabaram por se extinguir, a última das quais há 35 anos. Em 1987 uma comissão de antigos músicos conseguiu que a Banda reiniciasse a atividade. A escola de música começou por ser orientada pelo Maestro Manuel Borges Monteiro, profissional da Banda da GNR. Em 1992 continuou o trabalho o maestro Luís Fernando da Silva Pereira. Em janeiro de 1994, com a colaboração de comerciantes locais, a banda estreou um novo fardamento. A Banda conta com quatro dezenas de executantes, a grande maioria saídos da escola de música.

BSFIRFL

Banda da Sociedade Filarmónica Instrução e Recreio Familiar de Lameiras

Banda da Sociedade Filarmónica Instrução e Recreio Familiar de Lameiras

Sociedade Filarmónica Os Aliados

Fundada em 1922, a Sociedade Filarmónica “Os Aliados” está sediada no Largo dos Aliados em S. Pedro de Penaferrim, Sintra, local que pertenceu à Freguesia de Santa Maria e S. Miguel até 1985. O nascimento desta Sociedade – deve-se a uma cisão entre os filarmónicos da Sociedade União 1.° de Dezembro, com a sua sede na Rua 1.° de Dezembro e atualmente encontra-se sedeada na Rua Conde Sucena, em S. Pedro de Penaferrim, Sintra. Da cisão constituíram-se dois grupos. Um, procurava a continuidade da banda, (a qual, segundo jornais da época, durou até 1928), enquanto o outro, determinado a abandoná-la, criou uma nova banda no bairro de S. Pedro. Embora ainda sem sede, ensaiavam onde podiam, com predominância nas residências de Alfredo de Oliveira e Silva e de Olímpio Chalanca, embora também e durante algum tempo, numa dependência da “taberna” de Joaquim Gomes dos Santos, também conhecido por “Joaquim Galego”, na Cova da Onça (Calçada de S. Pedro), local situado muito próximo da atual sede. Durante os primeiros anos de vida, sem sede própria, a banda ensaiava onde podia.

Determinados a construírem a sede, organizavam vários festejos populares e concertos, estes, no antigo Cinema Garrett (atualmente sede da Sociedade União Sintrense), na Rua Maria Eugenia Navarro, também esta Sociedade localizada a escassos 1500 metros do Largo dos Aliados. Durante o Verão organizavam festas, com o mesmo objetivo e determinação, na “Quinta D. Dinis” localizada próximo do Largo da Feira de S. Pedro, propriedade do Senhor Soares Ribeiro. Em 1924, foi apresentada oficialmente, a toda a população de S. Pedro, a sua bandeira, tendo sido para o efeito, realizado um concerto musical, no coreto existente, na altura, no Largo da Feira de S. Pedro.

Em 7 de Junho de mil novecentos e vinte e três (1923), a Direção da Sociedade propõe em Assembleia-Geral, a aquisição do terreno onde hoje se encontra instalada a sua sede. O terreno foi adquirido pela quantia de dois mil e quinhentos escudos, ao seu proprietário, senhor Manuel Constantino Jorge, conforme consta na acta lavrada em Assembleia Geral de 4 de Fevereiro de mil novecentos e vinte e quatro (1924), devidamente assinada por todos os sócios presentes. Do grupo de associados constituíram-se várias comissões (quermesse, bufete, auxiliar da Direção), destinadas a trabalhar na organização dos festejos populares, com o objetivo de angariar donativos e outros fundos para a construção da sua sede e a manutenção da banda. Em 1925, a Sociedade Filarmónica “Os Aliados” abriu as portas aos associados e à população em geral.

BSFA

Banda da Sociedade Filarmónica Os Aliados

Banda da Sociedade Filarmónica Os Aliados

Ao longo da história da coletividade, as direções têm dado prestimoso apoio à banda de música, à escola de música e à manutenção da sede, com o propósito de bem servir os seus associados e levar a efeito a realização dos seus eventos culturais e lúdicos, como concertos, bailes, teatro, noites de fado, ensino de música.

Sociedade Filarmónica União Assaforense

A Sociedade Filarmónica União Assaforense é uma associação cultural sem fins lucrativos que visa divulgar, proporcionar e apoiar as mais diversas atividades culturais, nomeadamente, nas áreas da música, do teatro e do desporto.

Sociedade Filarmónica União Assaforense

Sociedade Filarmónica União Assaforense

Foi fundada a 1 de dezembro de 1942, em simultâneo com a sua banda filarmónica, cuja criação teve como mentores Manuel Heleno e Alexandre Frade. A ideia mereceu, desde logo, o apoio de um grupo de assaforenses que abraçaram este projeto.

A Banda atuou em público, pela primeira vez, em 1943, contando, então, com 26 executantes. Até 1982 foi dirigida por diversos maestros, entre os quais se destacaram Hilário Ferreira e José Dias Montezinho. De 1982 a 2010 a direção musical esteve a cargo do Maestro Abílio Ferreira Ramos. A partir de 1 de dezembro de 2010 a direção musical da Banda assim como a Orquestra Ligeira está a cargo do Maestro Délio Gonçalves.

Desde a sua apresentação, a Banda tem efetuado inúmeras atuações, das quais se destacam a participação no festival da EDP em 1984, Expo 98, comemorações do 50º aniversário do Tratado de Roma; outras cerimónias oficiais e ainda concertos e desfiles em diversas localidades de norte a sul, bem como atuações nos Açores e na província espanhola de Huelva.

Sociedade Filarmónica Assaforense

Sociedade Filarmónica Assaforense

A Banda gravou 3 CD. O primeiro, em conjunto com a Orquestra Ligeira, foi lançado no 60º aniversário (2002). O segundo, com o título “Maestro Abílio Ramos”, em homenagem aos 25 anos de direção da Banda, foi apresentado na passagem do 65º aniversário (2007). O terceiro, intitulado “Bodas de Diamante”, foi lançado por ocasião do 75º aniversário da coletividade, em 2017.

Com o objetivo de difundir a aprendizagem da música e preparar a integração de novos executantes na Banda, foi criada, em 1985, uma escola de música. De salientar ainda a criação, em 1987, de uma Orquestra Juvenil, que veio dar lugar, em 1997 à Orquestra Ligeira da SFUA.

Atualmente, a banda de música conta com cerca de 80 executantes, com idades compreendidas entre os 10 e os 80 anos, na sua grande maioria provenientes da Escola de Música.

Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme

A Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme (SRMA) tem por objetivo a promoção e a divulgação de atividades de génese cultural. Inclui a Banda Filarmónica e a Orquestra Ligeira, orgulho da comunidade onde estão inseridas, e é berço do recentemente ativado grupo de teatro Pérola da Adraga. Tem uma sala de espetáculos (equipamentos de som e luzes) e sala para eventos com capacidade em plateia para 240 pessoas.

BSRMA

Banda da Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme

Banda da Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme

EVENTOS

Encontro de Bandas Filarmónicas do Concelho de Sintra

Dando continuidade a uma iniciativa que, desde o ano de 2007, tem vindo a ser promovida pelas diversas bandas filarmónicas sediadas neste Concelho, a Sociedade Filarmónica União Assaforense por ocasião do 75º Aniversário da Coletividade, promoveu em 2017, com o apoio da Câmara Municipal de Sintra, o XI Encontro de Bandas Filarmónicas do Concelho de Sintra, em novembro e dezembro, na Sociedade Filarmónica União Assaforense – Sede da Associação, na Assafora.

Rancho Folclórico e Etnográfico Saloio M.T.B.A.
Folclore em Sintra

Grupos etnográficos tradições e atividades

  • Região: Estremadura (Estremadura Centro Saloia)
  • Distrito: Lisboa
  • Concelho: Sintra

06 grupos

  • Grupo Folclórico de Belas
  • Grupo Folclórico Os Camponeses de D. Maria
  • Rancho Folclórico As Lavadeiras do Sabugo
  • Rancho Folclórico As Vendedeiras Saloias de Sintra
  • Rancho Folclórico dos Recreios da Venda Seca
  • Rancho Folclórico e Etnográfico Saloio M.T.B.A.
Grupo Folclórico de Belas

Fundado em 1973, o Grupo Folclórico de Belas é uma valência cultural do Centro Cultural Recreativo e Desportivo de Belas.

Dedica se fundamentalmente a recolhas, estudo, preservação e divulgação das mais antigas tradições etno-folclóricas da região saloia, mais propriamente do Concelho de Sintra e das terras do antigo concelho de Bellas que foi extinto no ano de 1855.

Possui a sua sede numa antiga Quinta Agrícola, na Vila de Belas, onde está também situada a Casa Museu Joaquim Ferreira, único do género no Distrito de Lisboa, local esse onde está exposto o Acervo Museológico do grupo.

Fruto de recolhas efetuadas, aquando da fundação, apresenta trajes de trabalho, domingueiro, camponês abastado, abegão, leiteira, padeira, traje de meia senhora, traje de ir à missa, vendedeira de fruta, mordomo da festa e o mais antigo e representativo o traje da carapucinha.

O vasto reportório é composto por valsas, chotice, viras, verde gaios e os tradicionais bailaricos, dando especial destaque ao fandango saloio.

Apresenta ainda em público os tradicionais pregões saloios com que os antepassados apregoavam os produtos nas Feiras Saloias, nas ruas de Lisboa e em Sintra. Na tocata estão presentes os tradicionais instrumentos populares da zona.

O Grupo Folclórico de Belas é sócio efetivo da Federação do Folclore Português e da Associação do Distrito de Lisboa para Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa. Realiza anualmente dois Festivais de Folclore (Adulto e Infantil), participa em diversas manifestações culturais organizadas pela Federação do Folclore Português e esteve já presente no estrangeiro (Alemanha, Egipto, Espanha, França e na Ilha de Jersey).

GFB

Grupo Folclórico de Belas

Grupo Folclórico de Belas

Grupo Folclórico Os Camponeses de D. Maria

O Grupo Folclórico “Os Camponeses” D. Maria foi fundado em 11 de Fevereiro de 1979. É sócio fundador da ADLPDCTP, sócio do INATEL e membro da Federação do Folclore Português.

Grupo Folclórico Os Camponeses de D. Maria

Grupo Folclórico Os Camponeses de D. Maria

Rancho Folclórico As Lavadeiras do Sabugo

Fundado em 1966, o Rancho Folclórico do Sabugo é o mais antigo dos grupos existentes no concelho de Sintra. Procurou fazer um trabalho de pesquisa que lhe permitisse uma maior autenticidade nas suas atuações, representando o período compreendido entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, com destaque para as figuras da lavadeira e do carroceiro, atividades presentes na memória coletiva da aldeia.

RFLS

Rancho Folclórico As Lavadeiras do Sabugo

Rancho Folclórico As Lavadeiras do Sabugo

Rancho Folclórico As Vendedeiras Saloias de Sintra

RFVSS

Rancho Folclórico As Vendedeiras Saloias de Sintra

Rancho Folclórico As Vendedeiras Saloias de Sintra

Rancho Folclórico dos Recreios da Venda Seca

O Rancho Folclórico dos Recreios da Venda Seca foi fundado em 26 de maio de 1989. Tem como principal objetivo “recolher, preservar e divulgar o folclore da zona saloia de Sintra”, para além de ocupar os tempos livres de crianças e jovens da localidade. Tem atuado por todo o concelho de Sintra, a convite de coletividades e comissões de festas, e por protocolo com a Câmara Municipal de Sintra. Em sistema de permuta, tem levado o seu folclore a todo o País, participando em festivais de folclore nacionais e internacionais. Tem cerca de cinquenta elementos, com idades entre os nove e os setenta anos.

RFRVS

Rancho Folclórico dos Recreios da Venda Seca

Rancho Folclórico dos Recreios da Venda Seca

Canta e baila modas recolhidas na região, como: Choutice, Enleio, Bailaricos, Carreirinhas, Viras, Valsas e Mazurca, Picadinho, Tacão e Bico, Muro do Derrete.

Traja como era costume nos finais do século XVIII e princípios do século XIX. Apresenta trajos de “Lavadeira”, “Carroceiro”, “Mordomos”, “Cavador”, “Lavradores abastados”, “Menina remediada”, “ Montar à portuguesa”, Ama de meninos”, “Leiteira”, ”Vendedeira de queijadas”, ”Vendedora de ovos”, “De ir à feira”.

Os adereços e utensílios são os da época que representa. Em 1990, levou a efeito as 1as Jornadas de Folclore da Venda Seca. Tem participado em desfiles de trajos da região saloia, e atuou por três vezes na EXPO 98. Participou na gravação de um CD-ROM de Ranchos da Região de Lisboa. Organiza anualmente um Festival de Folclore infantil e outro Adulto, e está inscrito no INATEL.

Rancho Folclórico e Etnográfico Saloio M.T.B.A.

O Grupo União Recreativo e Desportivo M.T.B.A. foi fundado em 7 de julho de 1972, da fusão do Grupo União Recreativo BMAT de Bolembre e do Futebol Clube Tojeirense da Tojeira, com a colaboração das populações das aldeias de Magoito, Tojeira, Bolembre e Arneiro dos Marinheiros.

Composto por um pavilhão gimnodesportivo (com lotação para 1000 pessoas, piso sintético, boa iluminação, ginásio e café) e um campo de futebol, este clube conta com mais de 200 atletas em diversas modalidades (Futsal em diversos escalões, Atletismo, Voleibol, Karaté) e mais de 400 participantes nas diversas atividades recreativas e culturais (Carnaval, Rancho Etnográfico e Folclórico, Marchas Populares).

RFES

Rancho Folclórico e Etnográfico Saloio M.T.B.A.

Rancho Folclórico e Etnográfico Saloio M.T.B.A.

André Matos, guitarrista, de Sintra
Músicos naturais do Concelho de Sintra

[ Serviço público sem financiamento público, o Musorbis foi lançado em dezembro de 2020. O processo de inserção de dados pode ser acelerado com a cooperação dos músicos no que se refere a currículos e fotografias em falta. ]

André Matos

André Matos, guitarrista, de Sintra

André Matos, guitarrista, de Sintra

Mariana Vieira

Nascida em Sintra, em 1997, Mariana Vieira é uma compositora portuguesa baseada em Lisboa. Concluiu a licenciatura em Música – Composição na Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou com os compositores Carlos Caires e Jaime Reis. Frequenta o Mestrado em Ensino de Música na mesma instituição.

Mariana Vieira, compositora, de Sintra

Mariana Vieira, compositora, de Sintra

As suas peças foram apresentadas em festivais como Young Euro Classic (Alemanha), Crossroads (Áustria), Monaco Electroacoustique (Mónaco), e Aveiro_Síntese e Música Viva (Portugal). Em 2017, venceu o European Composer Award com a peça “Raiz”, uma encomenda da Jovem Orquestra Portuguesa, que teve a sua estreia na Konzerthaus de Berlim.

Participou em workshops e classes de aperfeiçoamento com compositores como Åke Parmerud, Annette Vande Gorne e Bernard Fort. Interessa-se pela produção de projetos artísticos, trabalhando nesta área paralelamente à sua atividade enquanto compositora. É diretora executiva do Festival DME – Dias de Música Electroacústica e do Lisboa Incomum, projetos que desenvolvem atividade de criação, programação e formação na área da música erudita contemporânea e eletroacústica.

HISTÓRIA DA MÚSICA

Clotilde Rosa

Clotilde Rosa, compositora, de Sintra

Clotilde Rosa, compositora, de Sintra

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz
MÚSICA À VISTA
Pormenores de Iconografia Musical no Concelho de Sintra

Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Iconografia Musical no Palácio Nacional de Queluz

Igreja matriz de Belas, Sintra, tempo com órgão de tubos
Órgãos de tubos do concelho de Sintra [5]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Capela da Casa de Saúde do Telhal

Casa de Saúde do Telhal, Sintra

Casa de Saúde do Telhal, Sintra

A Casa de Saúde do Telhal, Centro Assistencial na área da Psiquiatria, Saúde Mental e Reabilitação Psicossocial, situada no Concelho de Sintra, foi fundada pelo P. Bento Menni em 1893.

Órgão de tubos moderno

Órgão de tubos da Casa de Saúde do Telhal

Órgão de tubos da Casa de Saúde do Telhal

Capela Real do Palácio Nacional de Queluz

Palácio Nacional de Queluz, Sintra

Palácio Nacional de Queluz, Sintra

A Capela Real do Palácio Nacional de Queluz foi um dos primeiros espaços construídos por Mateus Vicente de Oliveira, primeiro arquiteto de Queluz. Compreende uma só nave, tendo diferenciados os espaços da capela-mor, de planta oitavada e o do coro. O acesso à capela e à tribuna superior era feito por uma escada a partir da Sala do Lanternim. Aqui, por detrás de uma treliça, a Família Real podia assistir aos ofícios religiosos sem ser vista.
A obra de talha dourada de inspiração rococó, foi executada sob a direção de Silvestre de Faria Lobo, e ficou concluída em 1752. O retábulo da capela-mor representando Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Queluz, é da autoria de André Gonçalves (1687-1762).

Fonte: PNQ

A Capela Real do Palácio Nacional de Queluz possui um órgão António Xavier Machado e Cerveira, opus s/n.º s/d., para reconstrução.

Órgão para reconstrução

Capela Real do Palácio Nacional de Queluz

Capela Real do Palácio Nacional de Queluz

Igreja Matriz de Belas

Igreja matriz de Belas, Sintra, tempo com órgão de tubos

Igreja matriz de Belas, Sintra

A Igreja Matriz de Belas, de invocação de Nossa Senhora da Misericórdia, ergue-se no largo do mesmo nome, na povoação do concelho de Sintra. Não se conhecem elementos que permitam aferir com exatidão a data de fundação do templo, mas é provável que se trate de uma edificação do início de Quinhentos, coeva do seu pórtico manuelino, único elemento classificado. Sofreu seguramente várias campanhas de obras, bem patentes numa série de elementos arquitetónicos e decorativos da fachada e interiores, permanecendo de resto o portal como o principal vestígio de uma campanha original. Trata-se de um pórtico simples mas elegante, rematado na forma aproximada de um duplo arco conopial, assente em delicados capitéis lavrados, sobre esguios colunelos lisos, e bases oitavadas. Ao centro do conopial, e como remate do conjunto, um cogulho vegetalista eleva-se sob o janelão da fachada.

Fonte: SML, DGPC

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Misericórdia de Belas possui possui um órgão da autoria de Filipe da Cunha (Phelipe da Cunha), construído em 1744, restaurado por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria em 2013.

Órgão histórico de armário

Órgão Filipe da Cunha da Igreja matriz de Belas

Órgão Filipe da Cunha da Igreja matriz de Belas

O órgão da igreja de Nossa Senhora da Misericórdia de Belas foi construído em 1744 por Filipe da Cunha que nasceu em Caminha por volta de 1680 e morreu em Lisboa a 26 de novembro de 1744. É pai de João da Cunha (Lisboa, 1712 – Lisboa, 1762) e avô de Leandro José da Cunha (Lisboa, 1743 – d.1805), ambos organeiros de profissão. O órgão foi uma oferta do Infante D. Manuel (D. Manuel Bartolomeu, irmão de D. João V), residente na vila de Sintra, “em festa solene de ação de graças pelas melhoras de saúde obtidas”.

Tem três registos inteiros (Flautado de 6 tapado, Quinzena, Dezanovena) e três meios-registos (Concertado de 5ªs de mão esquerda, Corneto de MD, Flautado de 12 tapado de MD). O teclado, de oitava curta, tem 47 notas.

Igreja Paroquial de São Martinho

Igreja de São Martinho, Sintra

Igreja de São Martinho, Sintra

A Igreja de São Martinho dispõe de um órgão histórico de tipo ibérico da autoria atribuída a Joaquim António Peres Fontanes, construído em 1776, restaurado e reinaugurado a 04 de dezembro de 2020. Conservava as características originais.

Positivo de armário Fontanes

Órgão da Igreja de São Martinho

Órgão da Igreja de São Martinho

Tubos vistos da traseira

Órgão da Igreja de São Martinho

Órgão da Igreja de São Martinho

Inauguração a 4 de dezembro de 2020

Órgão da Igreja de São Martinho

Órgão da Igreja de São Martinho

Com a atuação do organista António Esteireiro, a Igreja de S. Martinho, em Sintra, inaugurou a 4 de dezembro de 2020 o seu órgão restaurado, um órgão da autoria de Joaquim António Peres Fontanes (?), de 1776, com 527 tubos, situado no coro alto sobre a entrada, após cerca de oito décadas de silêncio. A “Vos da Verdade” apresentou-o como

«único» órgão em Portugal classificado como bem de interesse pública enquanto peça isolada.

O pároco, padre Armindo Reis, destacou a mobilização dos paroquianos e das autoridades civis para a concretização do projeto de restauro e fala das “realidades diversas” desta Unidade Pastoral. Na reinauguração deste instrumento musical, o Cardeal-Patriarca de Lisboa destacou a importância daquele bem cultural para a transmissão da fé. “Tratando-se do culto cristão, é cultura. E sempre assim foi porque o culto cristão é prestar a Deus aquela retribuição que em Jesus Cristo nós aprendemos a dar a Deus Pai”, apontou. “Repercutir o que aprendemos de Jesus Cristo” é a “expressão mais bonita que podemos encontrar para que os sentimentos que nos vão na alma depois transbordem e sejam sentimentos de todos e para todos”, assegurou D. Manuel Clemente, no passado dia 5 de dezembro, na bênção do órgão histórico da Igreja de São Martinho, em Sintra.

Na intervenção inicial, o Cardeal-Patriarca referiu-se àquele tipo de instrumento musical como “o instrumento dos instrumentos”, pela variedade e gama de sons que consegue produzir e que encontrou no culto cristão “a sua esteira mais forte e que chega aos nossos dias”. “O culto cristão é criador de cultura. Cultura é o desenvolvimento máximo que podemos dar aos nossos sentimentos, onde se toca a verdade de Deus, a bondade e a beleza. Porque a beleza é o esplendor da verdade e a verdade é a caridade. Esse é o culto cristão em todas estas dimensões e que bom é verificar aqui, nesta terra de Sintra e nesta Igreja de São Martinho, o reencontro desta tradição, a sua oferta a todos e que assim prossiga por muitos anos e que nunca mais volte a ficar calado”, desejou D. Manuel Clemente.

Na homilia da Missa que se seguiu ao concerto pelo organista António Esteireiro, o Cardeal-Patriarca lembrou que “todas as comunidades cristãs existem para reproduzirem, em qualquer tempo e em qualquer espaço, tudo aquilo que foi e continua a ser, através de nós, a vida de Jesus”. “Ele, ao partir, dá-nos o seu Espírito para que nós reproduzamos, na nossa vida, o Evangelho que Ele trouxe ao mundo”, frisou, exemplificando com a transmissão secular da fé que, naquelas comunidades, se tem realizado de geração em geração. “Cristo continua vivo através dos cristãos que aqui viveram e dos cristãos que aqui vivem, hoje. Essa é a oferta que a comunidade cristã faz ao mundo”, concluiu.

Uma placa revela que foi fabricado pela família Fontanes e, pela caligrafia, especula-se que esta possa ser uma obra de Joaquim António Peres Fontanes – um dos mais conhecidos organeiros, responsável, entre outras obras, pela construção de três dos seis órgãos da Basílica de Mafra. A encomenda foi feita durante a reconstrução do templo em Sintra, que tinha ficado destruído pelo terramoto de 1755, mas, até hoje, o instrumento ficou “muitos anos em silêncio”, começa por partilhar, ao Jornal Voz da Verdade, o pároco, padre Armindo Reis. “Já ninguém tinha memória de o ouvir tocar. Pelo menos, desde os anos 30 do século passado e, provavelmente, também não tocou durante todo o século XX”, lamenta o sacerdote, que encontrou na comunidade paroquial os impulsos para o restauro deste instrumento secular. “Em 2004, por decisão do pároco de então, padre Carlos Jorge, foi feita uma avaliação e percebeu-se que era possível recuperar o órgão e que este não estava tão danificado quanto isso. Fez-se a primeira tentativa para a concretização do projeto e, apesar de não ter resultado na obtenção do financiamento previsto, acabou por despoletar a classificação do órgão como bem de interesse público”, conta. No entanto, o órgão de tubos continuou no coro alto da igreja, encostado a duas paredes.

Inauguração

Órgão da Igreja de São Martinho

António Esteireiro ao órgão

Igreja Paroquial de Casal de Cambra

[ Santa Marta ]

Igreja Paroquial de Casal de Cambra, Sintra

Igreja Paroquial de Casal de Cambra, Sintra

Órgão positivo

Órgão da igreja de Casal de Cambra

Órgão da igreja Paroquial de Casal de Cambra