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Rancho Típico de Paleão
Folclore em Soure

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Beira Litoral (Gândara, Bairrada e Mondego)
  • Distrito: Coimbra

10 grupos

  • Grupo de Folclore do Melriçal
  • Grupo Etnográfico de Samuel
  • Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeira da Mata
  • Grupo Folclórico e Etnográfico de Alfarelos
  • Grupo Folclórico e Etnográfico de Granja do Ulmeiro
  • Rancho Folclórico da A. S. R. C. de Pouca Pena
  • Rancho Folclórico da Freguesia de Tapéus – ADESTA
  • Rancho Folclórico da Santa Casa da Misericórdia de Soure
  • Rancho Folclórico do Cercal
  • Rancho Típico de Paleão
Rancho Típico de Paleão

O Rancho Típico de Paleão foi fundado em 1954, numa aldeia da Beira Litoral que, situada entre o mar e a serra, tem desde recuados tempos, profundas raízes folclóricas. É possível que para isso tenha contribuído o culto fiel desde tempos imemoriais ao taumaturgo São Mateus, cuja imagem se venera na sua capelinha, velha de séculos, junto a Paleão.

Por ocasião da sua romaria anual em Setembro, o povo de todo o centro do país aqui aflui, com os seus ranchos e as suas tocatas, pagando promessas cantando e bailando dia e noite.

Paleão, não querendo deixar perder no tempo essas tradições folclóricas de trajos, danças e cantares com que o povo animava as romarias (São Mateus, Nossa Senhora do Círculo e Nossa Senhora da Estrela), tem o seu agrupamento folclórico, que já há muito marcou a sua posição dentro do Folclore Nacional, e do qual é lídimo representante com atuações desde o Minho ao Algarve, Região Autónoma da Madeira e, ainda no Estrangeiro.

O grupo é membro efetivo da Federação do Folclore Português e membro aderente da EUROPEADE.

Rancho Típico de Paleão

Rancho Típico de Paleão

Banda do Cercal, Soure
Filarmónicas de Soure

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda do Cercal

A Associação Banda do Cercal foi fundada a 25 de dezembro de 1903, pela vontade de um grupo de moradores e do empenho de algumas famílias mais ricas desta aldeia. O Sr. Gomes custeou a maior parte das despesas que a compra dos instrumentos acarretava. Os documentos mais antigos que chegaram até nós foram os registos fotográficos. Dos escritos não há registo, a que não será alheio o facto de o analfabetismo na altura rondar os 90%.

A Banda do Cercal tem mantido ininterruptamente a atividade, com alguns altos e baixos ao longo dos anos. A população esteve dividida em dois grupos, os “Malhados” e os “Caçoilos” tendo uma delas tentado furtar instrumentos à Banda com intenção de formar um novo grupo. Depois de resolvidas as quezílias, a Banda do Cercal retomou a atividade. A participação de grande parte da população na Guerra Colonial, foi outra das grandes dificuldades da Banda do Cercal mas não interrompeu a atividade. Tem atualmente em funcionamento uma escola de música destinada a formar qualquer elemento que deseje vir a integrar a filarmónica. Na escola são lecionados todos os instrumentos pertencentes à banda com prévia formação musical. Alguns alunos da escola frequentam já o conservatório, tendo como perspetiva seguir a carreira musical.

Além das deslocações por todo o país, a Banda tem participado em diversos eventos, nomeadamente com a Federação de Bandas do Distrito de Coimbra, INATEL, Câmara Municipal de Soure, encontros de Bandas em Miranda do Corvo, Amarante, Pampilhosa, Figueira da Foz, Alcáçovas. É constituída por cerca de 50 elementos com uma média de idades entre os 10 e os 60 anos, sob a direção do maestro Fernando Gariso Duque Cordeiro.

BC

Banda do Cercal, Soure

Banda do Cercal, Soure