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Rancho Folclórico da Vila de Cano, Sousel
Folclore em Sousel

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Alentejo (Alto Alentejo)
  • Distrito: Portalegre
  • Concelho: Sousel

02 grupos

  • Rancho Folclórico da Vila de Cano
  • Rancho Folclórico e Cultural de Santo Amaro
Rancho Folclórico da Vila de Cano

Em 1953 apresentou-se pela primeira vez, na vila de Galveias, o então denominado Rancho Folclórico da Casa do Povo de Cano. Fundado com o objetivo de mostrar ao país e ao mundo, os costumes e tradições do povo canense, este agrupamento afirmou-se desde a primeira hora no panorama etno-folclórico nacional como um dos mais fiéis embaixadores do folclore do Alto Alentejo.

Tem participado, e por várias vezes, nos mais prestigiados festivais nacionais e internacionais de folclore em Portugal Continental e Ilhas. No plano internacional o Rancho do Cano, como é também conhecido, atuou por diversas vezes em Espanha, Itália, Alemanha, França, Bélgica, Áustria, Dinamarca e Polónia.

Foi agraciado com várias distinções, prémios, louvores e condecorações oficiais em Portugal e em vários países da Europa.

O Rancho do Cano conta ainda com várias participações em programas televisivos desde 1960, em canais portugueses e estrangeiros, gravou três discos e participou em vários espetáculos nas mais relevantes feiras, festas e romarias e é membro fundador da Federação do Folclórico Português.

O Rancho Folclórico da Vila de Cano esteve inativo entre 1998 e 2011. Em 2012, um conjunto de antigos componentes do grupo, orgulhosos do passado do seu grupo e movidos pela mesma determinação e vontade em não deixar morrer as tradições canenses lança o desafio á juventude da terra e em conjunto deram corpo ao ressurgimento do Rancho do Cano.

Vindos do Alto Alentejo, duma terra abundante em água e onde a grande propriedade dá lugar ao minifúndio; onde as extensas searas de trigo e as terras de barro ilustravam a paisagem; onde a produção de azeite abunda e a agricultura era o principal fator de subsistência, o Rancho do Cano apresenta no seu repertório diversas danças e cantares bem característicos da Vila do Cano, em momentos de trabalho ou de festa e de onde se destacam variadas modas de saias, bate o pé no chão, mazurca, chotices, salto e bico, o jogo do pau e os dois passinhos entre muitas outras que faziam a delícia dos nossos avós.

O Rancho Folclórico da Vila de Cano interpreta as suas modas envergando diferentes trajes de domingar e de trabalho do primeiro quartel do século XX, pretendendo mostrar em palco como os rapazes e raparigas de antigamente cantavam e bailhavam em outros tempos nesta típica vila do Alto Alentejo.

Foi convidado para integrar o episódio do Alto Alentejo da Série Documental «O Povo que ainda canta» do realizador Tiago Pereira.»

Rancho Folclórico da Vila de Cano, Sousel

Rancho Folclórico da Vila de Cano, Sousel

Rancho Folclórico e Cultural de Santo Amaro

Santo Amaro é uma freguesia do concelho de Sousel, distrito de Portalegre, região do Alto Alentejo, terra de costumes e tradições, que se vão transformando de dia para dia. Um grupo de jovens e adultos sentiu o desafio de não deixar morrer as tradições populares que também fazem parte do património cultural do povo de Santo Amaro e do Alentejo. Assim nasceu, em 1986, o Rancho Folclórico e Cultural de Santo Amaro. O grupo tem como finalidade mostrar como se dançava e como trajavam os nossos antepassados, no vasto reportório musical predominam os viras e as saias, uma dança que caracteriza o Alto Alentejo.

O grupo continua a recolha junto das pessoas mais idosas da freguesia e divulga a cultura da sua terra de norte a sul do país, bem como no estrangeiro.

Banda de Música de Bombeiros Voluntários de Sousel
Filarmónicas de Sousel

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda de Música de Bombeiros Voluntários de Sousel

Banda de Música de Bombeiros Voluntários de Sousel

Banda de Música de Bombeiros Voluntários de Sousel

Encontro de Bandas

Encontro de Bandas em Sousel

Encontro de Bandas em Sousel

Segundo a organização do Encontro de Bandas em sua homenagem, Martinho Dimas “dedicou toda a sua vida à cultura”.

Igreja Matriz da Vila de Cano

Órgãos de tubos do concelho de Sousel [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz da Vila de Cano

[ Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Graça ]

Igreja Matriz da Vila de Cano

Igreja Matriz da Vila de Cano

Dedicada a Nossa Senhora da Graça, a Igreja Paroquial da Vila de Cano mostra a fachada com abertura para a porta e um janelão a sobrepor, e com coruchéus sobre as pilastras nos cunhais. O tímpano contracurvado termina com uma cruz. A torre sineira ergue-se à direita da igreja, com as sineiras em arco perfeito e terminada em coruchéus tal como a igreja e uma cúpula em campânula.

Possui um órgão histórico da autoria de D. Pascoal Caetano Oldovini (Oldoni, Oldovino ou Olduvini), organeiro genovês que montou oficina em Évora e deixou obra por todo o Alentejo.

Em notícia não datada no portal da Arquidiocese de Évora, foi noticiado:

A Arquidiocese de Évora e a paróquia do Cano celebraram um acordo que visa o restauro do órgão positivo sito na Igreja de Nossa Senhora da Graça, a fim de evitar a sua perda total e de forma a devolvê-lo à função original. Este órgão foi encomendado ao organeiro Pascoal Caetano Oldovino, em 1751 para o Convento do Salvador de Évora. A importância de cuidar da sua manutenção e de o manter a funcionar com regularidade é considerada de grande interesse, sendo um grave dano e uma grande irresponsabilidade não aproveitar a oportunidade de o recuperar. Para mais, além de não ter sido construído para esta igreja do Cano, actualmente encontra-se ali sem qualquer tipo de utilização e exibindo sinais de acentuada degradação.

Com a extinção das ordens religiosas em 1834, todos os bens foram incorporados na Fazenda Nacional, com excepção dos vasos sagrados e paramentos. No convento do Salvador, por morte da última freira em 1886, feito o inventário, foram entregues ao arcebispado os bens que não foram reservados para a Fazenda Nacional, tais como alfaias religiosas, imagens, os órgãos e muitos outros objectos com menor valor patrimonial que apenas serviam para o culto. A Arquidiocese, na posse tão grande acervo, distribuiu-os pelas paróquias consoante as necessidades.

Em 10 de Junho de 1887, o arcebispo, D. Augusto Eduardo Nunes, cedeu à igreja do Cano um dos órgãos que tinha pertencido ao convento do Salvador. No recibo então assinado pelo padre José Augusto de Almeida e Castro, presidente da Junta de Paróquia, pode ler-se: “o mesmo Ex.mo Senhor Arcebispo se dignou contemplar a Egreja Parochial da mesma freguesia, na distribuição a que procedeu das objectos do culto pertencentes ao extincto convento do Salvador da cidade d’Evora, e cujo órgão, no inventario, se achava descripto sob o numero cento e vinte e oito; obrigando-se a mesma Junta, assim como as que de futuro lhe succedam, a zelar pela boa conservação do mesmo órgão.”

De então para cá, o órgão colocado no coro alto da igreja deve ter sido utilizado nas celebrações apenas durante alguns anos, tendo deixado de ter manutenção, utilização e, inevitavelmente, falhando com o estabelecido no recibo de entrega, “zelar pela boa conservação do mesmo órgão.” Para mais, com o aparecimento dos harmónios, e mais recentemente de instrumentos electrónicos, o órgão foi abandonado. O mesmo aconteceu com tantos outros, destruídos ou irremediavelmente alterados mantêm apenas as caixas de suporte.

Recentemente, iniciou-se na igreja de São Francisco, da paróquia de São Pedro de Évora, um processo de recuperação de órgãos de conventos extintos da Arquidiocese de Évora. Três estão activos nesta mesma igreja de São Francisco, entre eles um órgão congénere ao existente no Cano, com a mesma data, do mesmo construtor, e do mesmo convento, que estava à guarda da Paróquia de Nossa Senhora de Machede, feitos respectivamente para o coro alto e para o coro baixo.

Neste momento, o referido órgão, na sequência do que já aconteceu com os outros exemplares, encontra-se a ser recuperado por uma equipa técnica especializada, de referência internacional, para que possa voltar a exercer a sua missão de tocar música sacra e litúrgica.

A Arquidiocese de Évora, através do seu Departamento de Bens Culturais, regozija-se com esta recuperação de mais um dos órgãos de D. Pascoal Caetano Oldovino, que marcou de modo decisivo o panorama organológico no Alentejo setecentista e a que pertencem estes dois órgãos do convento do Salvador. Além disso, a igreja de São Francisco tem especial relação com obra do organeiro genovês que para lá construiu o primeiro órgão, participou em diversas confrarias, deixo-lhe em testamento o seu órgão pessoal, e nela foi sepultado.

Montra

Igreja Paroquial da Vila de Cano

Igreja Paroquial da Vila de Cano

Tubaria da fachada

Igreja Paroquial da Vila de Cano

Igreja Paroquial da Vila de Cano

Consola

Órgão da Igreja Paroquial da Vila de Cano, consola

Órgão da Igreja Paroquial da Vila de Cano, consola