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Rancho Folclórico “Os Canteiros” da Pedreira
Folclore em Tomar

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Ribatejo (Alto Ribatejo)
  • Distrito: Santarém
  • Concelho: Tomar

07 grupos

  • Rancho Folclórico As Lavadeiras de Asseiceira
  • Rancho Folclórico de Linhaceira
  • Rancho Folclórico e Etnográfico de Alviobeira
  • Rancho Folclórico Os Camponeses de Minjoelho
  • Rancho Folclórico Os Camponeses de Peralva
  • Rancho Folclórico Os Canteiros da Pedreira
  • Rancho Folclórico S. Miguel de Carregueiros
Rancho Folclórico “Os Canteiros” da Pedreira

O Rancho Folclórico “Os Canteiros” da Pedreira iniciou a atividade em 1976. É membro efetivo da Federação de Folclore Português desde 1982 e Pessoa Coletiva de Utilidade Pública desde 2001.

O grupo, com sede na freguesia de Além da Ribeira e Pedreira, concelho de Tomar, encontra-se inserido na zona do Alto Ribatejo, tenta representar, com o maior rigor possível, a cultura do Alto Ribatejo, com influências da Beira Baixa e do Alto Alentejo.

A designação “Os Canteiros”, surgiu quando o grupo se apercebeu de todo um trabalho desenvolvido pelos homens da Pedreira, mestres da arte de trabalhar a pedra, e que executaram a maioria das cantarias da zona histórica de Tomar.

As danças, cantares, trajes e tradições, que o grupo apresenta, reportam à época entre 1880 e a década de 1930, trajando os seus componentes, fatos de trabalho, domingueiro e de feira.

Da sua já longa existência, mais de 40 anos, constam participações em festivais e romarias por todo o País, bem como além-fronteiras, nomeadamente em França, Espanha, Polónia, Alemanha e República Checa.

Rancho Folclórico “Os Canteiros” da Pedreira

Rancho Folclórico “Os Canteiros” da Pedreira

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais

Filarmónicas de Tomar

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina
  • Sociedade Filarmónica Gualdim Pais
  • Sociedade Filarmónica Paialvense
  • Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira
Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina

A Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina, um dos ex-libris da Cidade de Tomar, foi fundada em 1874. Tem-se mantido em atividade até hoje. Fora batizada com o nome de Real Banda Marcial Nabantina. Desde logo, foi uma alternativa paisana à hegemonia militar que, então, fazia música na localidade, pelo regimento sediado na cidade. Nos primeiros anos após a sua fundação, além de ministrar o ensino da música, manteve uma escola de ensino primário, que veio completar a formação dos sócios mais carenciados. No entanto, a sua atividade principal foi, é e sempre será a existência de uma banda de música.

É a mais antiga coletividade da cidade templária e, desde 1993, é Instituição de Utilidade Pública. Ao longo dos anos a Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina cultivou as artes, nomeadamente a música e constitui um centro de recreio que proporciona aos sócios e a todos os tomarenses formação humana e educação cultural, cívica e recreativa. Além da música, a Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina mantém uma secção de danças de salão desde 2004 e um atelier de artes (2010).

Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina

Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina

Banda Filarmónica é constituída por 40 elementos que a integram em regime de total amadorismo. Existe ainda em funcionamento uma Escola de Música que oferece formação gratuita a crianças e adultos, e tem a Banda Juvenil da Escola de Música. Luís Carreira é o seu diretor artístico. (27/07/2021)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais

Instituição, com mais de 3000 sócios, A SFGP foi fundada em Tomar em 1877. Em 1988 a Sociedade inaugurou a atual sede social e concluiu posteriormente a sua ampliação para dar satisfação à crescente exigência de espaços para as suas atividades. Além da Banda Filarmónica, tem uma Escola Vocacional de Música e uma Escola Vocacional de Dança com cursos do Ensino Básico e Secundário.

Criou a Orquestra Nacional de Sopros dos Templários que de imediato recolheu as melhores referências da critica da especialidade a nível nacional. Tem ainda em funcionamento um Centro de Atividades de Tempos Livres direcionado para crianças que frequentam o 1° Ciclo do Ensino Básico. No campo desportivo funcionam as modalidades de ginástica, judo, hóquei em patins, badminton, natação, xadrez e campismo.

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais estabeleceu, através da sua Escola Vocacional de Música, 37 protocolos com Escolas do 1° Ciclo do Ensino Básico do Concelho de Tomar assumindo responsabilidades pedagógicas no campo do ensino regular da música com mais de mil e quinhentas crianças. Estas parcerias estão a ser alargadas às Expressões das áreas da Motricidade e já hoje cerca de mil crianças são envolvidas em atividades de patinagem, badminton, ginástica e dança.

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais

A Banda da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais esteve sempre em atividade. É constituída por 65 músicos que a integram em regime de total amadorismo. A idade média dos músicos é presentemente de 17 anos. Neste momento está a ser constituída uma Banda Estagiária que passará a ser o alfobre da Banda Filarmónica. A Sociedade Filarmónica Gualdim Pais é uma Instituição de Utilidade Pública.

Em 1996, recebeu a Medalha de Ouro da Cidade de Tomar. Em 1936, a Banda Filarmónica foi 1ª Classificada no Concurso de Bandas do Distrito de Santarém. Em 1969, foi 1ª Classificada em Banda de 1 a categoria na Feira Nacional de Agricultura. Em 1972, ganhou o  1º Prémio no Concurso Nacional de Aprendizes de Música. Em 1988, foi  2ª Classificada no Concurso Internacional de Bandas da Amadora. Em 1995, foi 1ª Classificada no Concurso Nacional “À Volta do Coreto” organizado pela R.T.P.

Sociedade Filarmónica Paialvense

Sociedade Filarmónica Paialvense foi fundada em 1896. A sua fundação está relacionada com o facto de ter havido um desentendimento entre os membros da direção de uma banda filarmónica existente na povoação de Carrascos, hoje com o nome de Vila do Paço, concelho de Torres Novas. Enquanto uns preferiam para assumir o lugar de maestro, que entretanto vagara, o contramestre Professor Fagulha, de Paialvo, outros preferiam um executante, que era de Carrascos. O Professor, por não gostar de ser preterido por um executante, que considerava de qualidade musical inferior à sua, acabou por abandonar a banda, agarrando-se à vontade dos que em Paialvo desejavam ter uma banda filarmónica, aproveitando assim a oportunidade para provar as suas qualidades e capacidades artísticas. Assim com o seu saber e a vontade dos que o acompanhavam, conseguiu que a Banda de Paialvo saísse à rua pela primeira vez no Domingo Gordo de 1896 – 3 de Março de 1896, sendo esta a data da sua fundação. Nos primeiros anos de existência da Associação, a sua atividade era unicamente a banda, que abrilhantava os arraiais populares e os bailes das freguesias e localidades limítrofes.

Em 1936 um benemérito de Paialvo, restaurou uma casa antiga emprestando-a à Associação para aí fixar a sua sede. Com este novo espaço passou a desenvolver novas atividades, formando-se então um grupo de teatro, um rancho e uma biblioteca, passando este a ser o local de encontro de todos os paialvenses. Em 1972 e por grande generosidade e benemerência do Comendador Manoel de Mattos, foi edificada a atual sede, tendo finalmente a Associação umas instalações de sua pertença e como sinal de reconhecimento e de agradecimento de todos os Paialvenses, a Associação passou a designar-se Sociedade Filarmónica Payalvense “Manoel de Mattos”.

A principal atividade da Associação continua a ser o ensino e a divulgação da música. A banda é composta aproximadamente por 45/50 elementos, sendo uma boa parte dos músicos, formados na escola de música, que se encontra neste momento em funcionamento com cerca de 30 alunos. Com 114 anos de vida, a banda tem atuado em vários pontos do país donde se destacam as atuações no Hotel Tivoli (Lisboa); Feira da Agricultura de Santarém; Festas dos Tabuleiros em Tomar e em Festivais e Encontros de Bandas do Norte ao Sul do país.

Participou em 2008 no 2º Concurso de Bandas de Vila Franca de Xira e em 2010 no 3º Concurso de Bandas de Vila Franca de Xira, onde obteve o 3º Prémio, na categoria a que concorreu. Nos últimos anos esta Associação tem organizado outro tipo de eventos que visam a formação dos jovens músicos que integram a Banda e a sua Escola de Música, nomeadamente o “1º Estágio da Orquestra de Sopros Filarmónica do Médio Tejo” – 2004; e o “1º Estágio de Outono para Jovens Músicos” – 2005. Nos final de Julho e início de Agosto de 2009, a Banda da S.F.P.M.M., deslocou-se a Itália (Manziana), num intercâmbio com a Banda Filarmónica daquela cidade. A Banda da Sociedade Filarmónica Paialvense é dirigida por Pedro Correia.

Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira

Embora a Escritura de Constituição tenha sido feita a 21 de janeiro de 1986, a Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira foi fundada a 3 de fevereiro de 1940. A sua atividade musical iniciou-se com a formação de uma Tuna que, aos poucos, foi dando lugar a uma Banda, apesar de uma interrupção das atividades de quase 12 anos.

Em 1976 foi formado na coletividade um Rancho Folclórico, ainda em funcionamento. Em 1992, foi fundado um Grupo Coral. Além disso, tem uma Escola de Música que forma jovens e crianças independentemente daqueles que posteriormente são integrados na Banda.

A Banda é dirigida pelo Maestro Mário de Oliveira Moura e tem realizado atuações por todo o país.

MÚSICA À VISTA

Música, iconografia e património musical edificado do Concelho de Tomar

Monumento a Fernando Lopes-Graça

Monumento a Fernando Lopes-Graça em Tomar, créditos Paulo Juntas

Monumento a Fernando Lopes-Graça em Tomar, créditos Paulo Juntas

O compositor Fernando Lopes-Graça nasceu a 17 de dezembro de 1906, em Tomar, e morreu na Parede, Cascais, a 27 de novembro de 1994.

No dia em que se cumpria o centenário sobre o nascimento do compositor Fernando Lopes-Graça, a Câmara Municipal de Tomar inaugurou um monumento em homenagem do compositor e músico nascido na cidade do Nabão. Tratou-se de mais uma iniciativa de “um vasto programa que se iniciou há cerca de um ano visando marcar o centenário dessa figura da cultura. A autarquia anunciou também a entrega do Prémio Lopes-Graça de Composição durante Festa dos Tabuleiros, a realizar em julho de 2007. Prosseguia a recuperação da casa onde nasceu o compositor para aí instalar uma Casa Memória. O dia central das comemorações ocorreu no antigo Cine-Esplanada, junto ao Estádio Municipal, com a inauguração do monumento evocativo de duas figuras relevantes do século XX tomarense – Fernando Lopes-Graça e o seu amigo Fernando de Araújo Ferreira. As comemorações prosseguiriam no Cine-Teatro Paraíso, com a inauguração de uma exposição de trabalhos escolares sobre Lopes-Graça patente durante os meses de dezembro e janeiro. Seriam  ainda apresentadas várias obras sobre a vida do compositor, como “De Fernando Lopes a Lopes-Graça” de António Sousa, editada em parceria com as edições Cosmo. A mesma editora, com o apoio da Câmara de Tomar, reeditou uma das mais procuradas obras de Lopes-Graça, há muito tempo esgotada: “Reflexões sobre a música”. O volume em banda desenhada “Fernando Lopes-Graça”, da autoria de Ricardo Cabrita, seria também apresentado. O lançamento em livro estava previsto para 1 de março, Dia da Cidade. Também a associação cultural Canto Firme lançou ao público a partitura “Tomar”, que lhe foi dedicada, com poemas de Fernando Araújo Ferreira (Nini Ferreira) musicados por Lopes-Graça. Ainda no Cine-Teatro Paraíso, decorreria o Concerto do Centenário com Miguel Henriques e a Orquestra Clássica de Espinho, destacando-se do programa a primeira audição do “Concerto para Piano e Orquestra n.º 2” de Fernando Lopes-Graça. Prémio Quanto ao Prémio Lopes-Graça de Composição, organizado pela Câmara de Tomar, tinha o valor de 1.500 euros e era aberto a obras para quatro vozes mistas sobre texto ou canção popular portuguesa. O anúncio do vencedor estava previsto para o Dia da Cidade (1 de Março), sendo a entrega do prémio em concerto a realizar durante a Festa dos Tabuleiros.

Fonte: O Mirante, 13 de dezembro de 2006

Convento de Cristo
Convento de Cristo, Tomar, foto Luzia Rocha

Convento de Cristo, Tomar, foto Luzia Rocha

Convento de Cristo, Tomar, foto Luzia Rocha

Convento de Cristo, Tomar, foto Luzia Rocha

Fernando Lopes-Graça, compositor, de Tomar
Músicos naturais do Concelho de Tomar

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Fernando Lopes-Graça

Fernando Lopes-Graça, compositor, de Tomar

Fernando Lopes-Graça, compositor, de Tomar

Miriam Macaia

Miriam Macaia, violinista, de Tomar

Miriam Macaia, violinista, de Tomar

Luís Madureira

Luís Madureira, tenor, de Tomar

Luís Madureira, tenor, de Tomar

Luís Madureira

“O tenor que ensina famosos a colocarem a voz” é o título de um artigo no jornal Sábado (Vida) de 03 de março de 2019. Luís Madureira é um nome familiar para apresentadores, cantores e actores: Simone é uma das alunas-celebridade. A carreira do tenor e professor de canto começou como menino de coro em Tomar. Na igreja de São João Batista, em Tomar, o menino de coro começava a dar nas vistas em meados dos anos 60. Era Luís Madureira: a sua voz de tenor (aguda) recebia frequentes elogios e encaminhava-o para solista. Em 1972, deixava a pacata terra-natal para estudar no conservatório em Lisboa. Prosseguia viagem pelas capitais da música, dispersando-se por vários géneros: do barroco aos musicais de época de Hollywood – cantava quase tudo.

Três décadas depois, Luís Madureira irrompia pelo palco do teatro D. Maria II no histórico musical de Filipe La Féria, Passa por Mim no Rossio (1991). Interpretava uma diva e faria amizade com uma à séria: Simone. Ainda hoje são amigos, com a cantora contralto (voz grave) a ter aulas de canto com ele aos domingos. Mas há mais: apresentadores, cantores e actores recorrem a ele para aulas de voz. Nos bastidores da TV e do teatro, o nome do tenor já é uma referência.

Fonte: Sábado, Raquel Lito

Convento de Cristo
Órgãos de tubos do concelho de Tomar [3]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Convento de Cristo

Convento de Cristo

Convento de Cristo

Convento de Cristo é o nome pelo qual é mais conhecido o conjunto monumental constituído pelo Castelo Templário de Tomar, o convento da Ordem de Cristo da época do Renascimento, a cerca conventual, hoje conhecida por Mata dos Sete Montes, a Ermida da Imaculada Conceição e o aqueduto conventual, também conhecido por Aqueduto dos Pegões. O castelo teve a sua fundação em 1160 e compreendia a vila murada, o terreiro e a casa militar situada entre a casa do Mestre, a Alcáçova, e o oratório dos cavaleiros, em rotunda, a Charola, esta concluída em 1190. Em 1420, com o castelo então sede da Ordem de Cristo, o Infante D. Henrique, o Navegador, transforma a casa militar num convento, para o ramo de religiosos contemplativos que ele introduz na Ordem de Cristo, e adapta a Alcáçova para sua casa senhorial. No início do século XVI, D. Manuel I, Rei e Governador da Ordem de Cristo amplia a Rotunda templária para ocidente, com uma nova construção extramuros, a qual inicia um discurso decorativo que celebra as descobertas marítimas portuguesa, a mística da Ordem de Cristo e da Coroa numa grandiosa manifestação de poder e de fé. A partir de 1531, com a reforma da Ordem de Cristo, por D. João III, vai ser construído o grandioso convento do renascimento, contra o flanco poente do castelo, e rodeando a Nave Manuelina. O convento verá a sua conclusão com o aqueduto com cerca de 6 km de extensão, com Filipe II de Espanha, e com os edifícios da Enfermaria e da Botica, no tempo que sucedeu à guerra da Restauração. O conjunto destes espaços, construídos ao longo de séculos, faz do Convento de Cristo um grandioso complexo monumental que mereceu a classificação de Património da Humanidade, pela UNESCO.

Fonte: Convento de Cristo

Charola, tubo de órgão

Tubo da charola

Tubo da charola do Convento de Cristo

Tubo da charola do Convento de Cristo

Pormenor do tubo de madeira

Tubo da charola do Convento de Cristo

Tubo da charola do Convento de Cristo

Tubo da charola e cruz de Cristo

Tubo da charola do Convento de Cristo

Tubo da charola do Convento de Cristo

Tubo da Charola

Algumas pessoas que visitam o Convento de Cristo ficam curiosas ao verem o grande tubo que se encontra dentro da Charola. Tem o formato de um tubo metálico de órgão mas a sua construção é de madeira. Tem uma altura total de 11,42 m e um diâmetro exterior de 75 cm. O tubo difere dos tubos convencionais de madeira que têm a secção quadrangular que normalmente não se vêem.

Estaria anexo a um órgão do sec. XVI que se encontrava na parede em frente da entrada da Igreja. Esse órgão foi tocado por António Rombo nos anos de 1534 a 1536 As invasões francesas vandalizaram o instrumento retirando-lhe os tubos metálicos e o órgão foi mais tarde desmantelado tendo o vão da parede onde se encontrava sido fechado a alvenaria já no sec. XX. O grande tubo cujo construtor se desconhece ao certo, nunca foi mexido. É que sendo de madeira e de grande porte certamente que não interessou à soldadesca dos invasores. Ficou assim no local onde hoje se encontra.

O formato em secção circular semelhante à dos tubos metálicos dos órgãos dever-se-ia talvez a uma questão de estética uma vez que está bem à vista encostado a uma coluna lateral semicircular.

O tubo teria sido alimentado por um fole e um reservatório de ar próprios que deviam situar-se numa dependência contígua à Charola que se chamava a “casa dos órgãos” que foi demolida por volta de 1940.

Produzia um som único a uma frequência muito baixa que servia de fundo à música do órgão e ao cantochão. O seu funcionamento seria accionado pelo organista através de um manúbrio ou pisante na consola do instrumento.

Pouco mais se sabe em pormenor acerca do tubo e do órgão a que estava anexo, pois tiveram lugar os vandalismos causados pelos franceses e houve depois sucessivas obras e alterações ao edifício do Convento em diversas épocas, perdendo-se ao longo do tempo muita informação que hoje se desconhece.

Sabe-se porém que não existe em Portugal nenhum tubo semelhante. Possivelmente até nem existirá em qualquer outra parte do mundo. Se realmente for assim, está-se neste país perante mais um caso único, em termos de organaria ao âmbito mundial comparável aos dos seis órgãos na Basílica de Mafra.”

O Templário, Edição nº 885, 07 Dezembro 2005

Igreja da Misericórdia 

Igreja da Misericórdia 

Igreja da Misericórdia de Tomar

A Igreja de Nossa Senhora da Graça, da Santa Casa da Misericórdia de Tomar, possui no coro alto um órgão histórico (positivo de armário) de Thomas Neapolitanus, construído em 1756, restaurado em 2011.

Coro alto

Órgão da Igreja da Misericórdia de Tomar

Órgão da Igreja da Misericórdia de Tomar

Coro alto e órgão de armário

Órgão da Igreja da Misericórdia de Tomar

Órgão da Igreja da Misericórdia de Tomar

Órgão com as portadas abertas

Órgão da Igreja da Misericórdia de Tomar

Órgão da Igreja da Misericórdia de Tomar

Perspetiva lateral

Órgão da Igreja da Misericórdia de Tomar

Órgão da Igreja da Misericórdia de Tomar

Montra

Órgão da Igreja da Misericórdia de Tomar

Órgão da Igreja da Misericórdia de Tomar

Data e organeiro

Órgão da Igreja da Misericórdia de Tomar

Órgão da Igreja da Misericórdia de Tomar

Pormenor

Órgão da Igreja da Misericórdia de Tomar

Órgão da Igreja da Misericórdia de Tomar

Igreja Matriz de Tomar

Igreja Matriz de Tomar

Igreja Matriz de Tomar

A primitiva Igreja Paroquial de São João Baptista de Tomar remonta ao tempo do Infante D. Henrique. No início do século XVI, foi reconstruída e ampliada. Em 1510 documenta-se o final das obras e no ano seguinte concluía-se a estrutura da torre sineira. O templo manuelino desenvolve-se em planta retangular. Dividindo-se em três naves, perfeitamente demarcadas no exterior, possui uma torre sineira de grandes dimensões edificada do lado esquerdo da fachada. O portal principal, de gosto manuelino, apresenta um arco contracurvado enquadrado num alfiz totalmente decorado com relevos de motivos vegetalistas, zoomórficos e símbolos heráldicos. O interior, coberto por tetos de madeira, apresenta as naves divididas por arcos quebrados. A cabeceira tripla é ladeada por capelas comunicantes com cobertura de abóbada de nervuras cujas mísulas de apoio são decoradas com heráldica manuelina. Do programa decorativo destaca-se o púlpito de secção poligonal repleto de relevos vegetalistas lavrado em 1513. Os altares laterais, em cantaria, foram edificados no século XVII, na mesma época em que a cabeceira foi revestida de painéis de azulejos. Estes acabariam por ser retirados no primeiro quartel do século XVIII, quando foi colocado no seu lugar o retábulo-mor de talha dourada. A Igreja de São João Baptista foi restaurada pela primeira vez em 1875, embora oito anos depois desta data se reclamassem novas obras no templo, nomeadamente o restauro do portal e do púlpito.

Fonte: IPPAR/2006, Catarina Oliveira

A Igreja Paroquial de São João Batista de Tomar possui um órgão inglês do século XIX, restaurado em 1984 a expensas da Câmara Municipal de Tomar. Quando visitei Tomar em 2017, estava novamente em restauro. (AJF)

Órgão

Órgão da Igreja de São João Batista

Órgão da Igreja de São João Batista