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Banda Filarmónica de Carviçais, de Torre de Moncorvo
Músicos do Concelho de Torre de Moncorvo

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Banda Filarmónica de Carviçais

Em 1898, um grupo de carviçaenses amigos da música e da sua terra, tomou a iniciativa de fundar uma banda. Depois de adquirido o instrumental, tiveram inicio os ensaios sob a orientação do Maestro Tenente Zilhão. Na década de 1930 dissidências internas a Banda dividiu-se em duas, “Os Mineiros” e “Os Patanhosos”, cisão que durou pouco. Reunificada a Banda, passou a ser dirigida pelo Mestre João Teixeira tendo como Contra-Mestre Laurindo Pavão.

Por circunstâncias dos tempos com o movimento emigratório, foi a Banda perdendo elementos acabando a sua atividade musical. Após o 25 de Abril de 1974, com o regresso dos carviçaenses vindos alguns das ex-colónias, formou-se um movimento que levou à reconstituição da Banda nos princípios de 1978 ficando como Regente o Maestro José Teixeira mais conhecido como “Sr. Zezinho” e como contramestre Abílio Ferreira “Ti Poeta”. Por morte do Maestro José Teixeira assumiu funções de Maestro da Banda e Professor da Escola de Música Ismael Ferreira. Pela sua passagem à reforma, poucos anos mais tarde até aos dias de hoje, assumiu a regência da Banda e a direção da Escola de Música o Tenente Coronel Fernando José Sanches. A casa onde atualmente a Associação possui as instalações era até à sua recuperação e transformação uma padaria.

BFC

Banda Filarmónica de Carviçais, de Torre de Moncorvo

Banda Filarmónica de Carviçais, de Torre de Moncorvo

Sociedade Filarmónica Felgarense

A Banda de Música de Felgar foi fundada em 1964 e mantém-se em atividade ininterruptamente, tendo o seu instrumental sido comprado à extinta Banda de Música de Urros, concelho de Moncorvo. Em 1985, com a inauguração das novas instalações da Junta de Freguesia, pode a Banda beneficiar de uma sala nova para os ensaios.

Em 1992, a Banda de Música criou Estatutos próprios, passando a ser um órgão da Sociedade Filarmónica Felgarense. A Banda possui ainda uma Escola de Música que funciona diariamente e conta com cerca de 50 alunos. As atividades da Banda são uma constante ao longo do ano, o que permite suportar uma parte das despesas do funcionamento da Escola de Música. Além de distinções, a Banda conta com diplomas do INATEL pela participação em várias atividades.

Igreja matriz de Torre de Moncorvo
Órgãos de tubos do concelho Torre de Moncorvo [2]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Capela do Sagrado Coração de Jesus

órgão barroco

Capela do Sagrado Coração de Jesus

Capela do Sagrado Coração de Jesus

Classificada como Imóvel de Interesse Público, a Capela do Sagrado Coração de Jesus de Torre de Moncorvo é uma capela barroca que pertenceu à casa da família Carneiro de Vasconcelos. A fachada possui ao centro o símbolo do Sagrado Coração de Jesus. A encimá-lo um óculo com moldura em forma de cruz grega. Interiormente, o imóvel possui espólio de grande valor artístico: dois retábulos em talha barroca; a abóboda composta de quatro painéis pintados de evocação ao orago da capela; os lambrins possuindo frescos inscritos em molduras de concheados com cenas alusivas aos peregrinos de Santiago de Compostela, bem como figurações de gosto renascentista; o coro alto, onde se encontra um pequeno órgão em talha dourada de grande valor artístico.

Igreja Matriz de Torre de Moncorvo

[ Igreja Paroquial ] [ Nossa Senhora da Assunção ]

Igreja matriz de Torre de Moncorvo

Igreja Matriz de Torre de Moncorvo

A construção da Igreja Matriz de Torre de Moncorvo (Monumento Nacional) iniciou-se na primeira metade do séc. XVI, prolongando-se até aos primeiros anos do século seguinte. Na fachada principal destaca-se a torre saliente que transmite um acentuado sentido de elegância ao edifício, e o belo pórtico de estilo renascença. Possui lateralmente, dois corpos salientes: a sacristia, a norte; e um alpendre junto ao pórtico sul. De realçar ainda um belo conjunto de esculturas, nomeadamente, os anjos que coroam o topo da igreja, sobre o altar-mor, bem como as gárgulas que se encontram ao nível da cornija. O interior encontra-se organizado segundo o esquema das “igrejas-salão” com três naves, sendo os cinco tramos destas abobadados à mesma altura. A capela-mor de forma retangular é destacada do corpo principal: possui um retábulo barroco de talha dourada dos meados do séc. XVIII; nas paredes laterais da mesma encontram-se frescos representando a Anunciação e a Última Ceia. A Capela-mor é ladeada por dois absidíolos em semicírculo: a capela do Santíssimo Sacramento e a Capela das Chagas. A primeira apresenta um retábulo com vários painéis alusivos à vida e paixão de Cristo, bem como esculturas dos evangelistas e doutores da Igreja. É de realçar o tríptico flamengo alusivo à sagrada parentela de Santa Ana, bem como o gradeamento em ferro forjado. Na capela das Chagas encontra-se uma composição de altares provenientes da igreja do antigo convento de S. Francisco. Nas paredes laterais encontram-se 4 altares do estilo barroco tardio, alusivos a: Sagrada Família, Santo Cristo ou S. Pedro e S. Paulo, Nossa Senhora da Assunção e Almas do Purgatório. No batistério é de realçar o Santo Cristo, S. João Evangelista e Maria Madalena, de aspeto flamengo. A sacristia é abobadada com nervuras de traça manuelina. O altar, proveniente do corpo da igreja, é atribuível ao séc. XVII. A Igreja possui ainda um valioso órgão, localizado no coro, bem como um numeroso património móvel, cujas peças mais relevantes se encontram em exposição no Museu de Arte Sacra de Torre de Moncorvo.

Fonte: CMTM

Órgão histórico da autoria do organeiro bracarense José António de Sousa, 1788, restaurado por João Sampaio (filhos) Lda, restaurado em 2016 pela firma Acitores Organería y Arte, S.L. / Atelier Samthiago.

Igreja Matriz de Torre de Moncorvo

Igreja Matriz de Torre de Moncorvo