Artigos

Rufos & Roncos - Gaitas, Percussão & Cia. (Ponte do Rol)
Grupos de bombos de Torres Vedras

Zés Pereiras e outos grupos de percussão tradicional no Concelho

Os bombos e as caixas são instrumentos tocados em conjunto que estão no centro de diversas práticas tradicionais, coletivas, designadas por “bombos”, “música de bombos”, “toque de bombos”, “grupo de bombos” ou “Zés Pereiras” ou “grupo de Zés Pereiras”, em várias regiões de Portugal. Essas práticas, por seu turno, têm lugar em momentos específicos de festas religiosas, festas cívicas, arraiais, romarias, festividades locais, encontros, eventos desportivos, entre outros. Os dois instrumentos musicais de percussão que estão no centro destas práticas (os bombos e as caixas), tocados com baquetas, são bi-membranofones cilíndricos, de diâmetro maior do que a altura. (Bombo a Património, Tocá Rufar)

Fontes: Fontes: Tocá Rufar, portais municipais, páginas dos grupos

  • Bruta Bombos (Cambelas)
  • Projeto “Rufinhos” – Oficina de Percussão e Movimento
  • Rufos & Roncos – Gaitas, Percussão & Cia. (Ponte do Rol)
  • Gaiteiros De Freiria – Associação Musical E Etnográfica (Freiria)
  • Ribombar – Grupo de Gaitas e Percussão do A.E.P. Vítor Melícias (Torres Vedras)
Rufos & Roncos - Gaitas, Percussão & Cia. (Ponte do Rol)

Rufos & Roncos – Gaitas, Percussão & Cia. (Ponte do Rol)

Escola de Música Musicália
Escolas de Música em Torres Vedras

Estabelecimentos do ensino especializado de música no Concelho. Em geral, as bandas filarmónicas também possuem a sua escola de música: veja ao fundo informação sobre as bandas de música do Concelho.

Conservatório de Música da Física – Escola de Música Luís António Moldado Rodrigues

Praceta Calouste Gulbenkian, 5
2560-291 Torres Vedras

Escola de Música Musicália

Largo Nossa Srª Ameal (junto Rotunda Choupal)
2560-300 Torres Vedras
Sítio: www.escolamusicaliadetorres.pt
Tlm. (+00 351) 931 670 789

Escola de Música Musicália

Escola de Música Musicália

Musicall

R. Santos Bernardes, 12B
2560-362 Torres Vedras
Tlm. (+00 351) 968 600 374

Festival Acordeões do Mundo - Festival Internacional de Acordeão de Torres Vedras
Eventos musicais em Torres Vedras

Festivais e ciclos de música no Concelho

  • Ciclo de Órgão de Torres Vedras
  • Festival Acordeões do Mundo
  • Sentir Cultura
Ciclo de Órgão de Torres Vedras

Em 2020, pelo quinto ano consecutivo, Torres Vedras acolheu o seu Ciclo de Órgão, com a direção artística de Daniel Oliveira. Num ano diferente, fortemente referido como o ano da pandemia COVID-19, a arte assumiu um papel de conforto e energia positiva perante a sociedade. Numa organização da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras e da Câmara Municipal de Torres Vedras, o V Ciclo de Órgão de Torres Vedras foi composto por 3 grandes concertos, em que o órgão histórico construído em 1773 por Bento Fontanes, foi convidado a dialogar com outros instrumentos e com outras realidades artísticas, num autêntico “cruzamento” de artes e de áreas.

Em novembro, todas das quintas-feiras pela hora do almoço, houve mini concertos “à la carte”, com a duração de 15 minutos, onde o público escolheria o que quer ouvir perante uma carta bastante diversificada com peças desde o século XVI até temas contemporâneos.

Festa do Órgão em Torres Vedras, Ciclo honra o seu público com qualidade, diversidade e dinamismo em prol do seu património histórico, onde os concertos serão comentados conferindo interação, num espaço mágico como é a Igreja da Misericórdia.

O último concerto desta edição, tendo em conta o contexto em que vivemos, seria em homenagem aos profissionais de saúde de todo o mundo, onde a emoção, espiritualidade e partilha estarão bem presentes. Seguindo todas as regras de segurança, o evento dignifica o ambiente cultural torriense, onde todos são convidados a participar e a tomar parte, quer presencialmente quer através da transmissão online.

O Ciclo conta com a parceria das paróquias de Torres Vedras, Patriarcado de Lisboa, Escola de Música Luís António Maldonado Rodrigues e Cultur’canto – Associação Cultural.

Festival Acordeões do Mundo

O Festival Acordeões do MundoFestival Internacional de Acordeão de Torres Vedras (17ª edição em 2020) é um festival que se realiza em Torres Vedras e inclui concertos no Teatro-Cine.

Sentir Cultura

Sentir Cultura é um programa de intervenção cultural que pretende contribuir para a resiliência cultural e artística em contexto de pandemia. Assente na efetivação de medidas diretas de apoio, o programa inclui a apresentação de uma seleção de conteúdos online de qualidade artística e relevância cultural. Recusando considerar a Cultura uma não prioridade, este programa assume-se nos opostos desta tendência e sublinha a Cultura como um elemento agregador e essencial às dinâmicas de coesão social, reconhecendo o seu carácter transformador. Mais do que a mera promoção de uma programação cultural exaustiva, este projeto visa a criação, em tempo real, de novas possibilidades em torno das práticas culturais. Acima de tudo Sentir Cultura assume-se como um processo dinâmico, progressivo, experimental e contextual.

Rancho Folclórico e Etnográfico Os Camponeses de Varatojo
Folclore de Torres Vedras

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Estremadura (Estremadura Centro Saloia)
  • Distrito: Lisboa
  • Concelho: Torres Vedras

02 grupos

  • Rancho Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares da Mugideira
  • Rancho Folclórico e Etnográfico Os Camponeses de Varatojo
Rancho Folclórico e Etnográfico “Danças e Cantares da Mugideira”

O Rancho Folclórico e Etnográfico “Danças e Cantares da Mugideira” é uma associação de natureza etnográfica fundada em 1994 e constituída a 10 de janeiro de 2002. Está sediada na Rua do Salgueiro, nº 7, Mugideira, na freguesia de Turcifal, no concelho de Torres Vedras. Desde a primeira hora, efetuou recolhas junto das pessoas mais idosas da freguesia, a nível de trajos, danças, cantares e outros aspetos do quotidiano popular. Nos trajes destacam-se os de pastor, queijeira, abegão, ceifeira, carroceiro, lavadeira, mulher da horta, vindimadeira, enxertador, capataz, domingueiros e de festa, entre outros.

Nas danças e cantares destacam-se: Carreirinhas, Vira Castiço, Bailarico Saloio, Enleio, Chicote, As Saias, Pombinhas da Catrina, Grojé em Volta, Quem Anda no Meio, Manuel, Fui ao Campo às Flores, Valsa a Dois Passos, Dominó, Bico e Tacão, Verde Gaio, entre outros.

Desde a sua fundação até 2001, esteve integrado numa associação existente na aldeia. Sentido a necessidade de ir mais longe, a partir desta data tornou-se autónomo, desejando cada vez mais recolher, preservar e divulgar a cultura da região saloia o mais fielmente possível.

Tem participado em inúmeros eventos e apresentou-se no país de norte a sul. É membro efetivo da Federação do Folclore Português.

RFEDCM

Rancho Folclórico e Etnográfico "Danças e Cantares da Mugideira"

Rancho Folclórico e Etnográfico “Danças e Cantares da Mugideira”

Rancho Folclórico e Etnográfico Os Camponeses de Varatojo

Varatojo é uma pequena e antiga aldeia situada na encosta de uma serra, voltada para o mar. Pertence ao concelho de Torres Vedras, região da Estremadura, da zona saloia. O Rancho foi fundado em 1959 e mantém-se em atividade ininterrupta. Representa os usos e costumes dos antepassados no fim do séc. XIX e início do séc. XX.

RFECV

Rancho Folclórico e Etnográfico Os Camponeses de Varatojo

Rancho Folclórico e Etnográfico Os Camponeses de Varatojo

Banda de Música da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Torres Vedras

Filarmónicas de Torres Vedras

Bandas, história e atividades

[ No que se refere às filarmónicas, o projeto Musorbis está apenas a começar, sendo previsível que até ao final do ano todas as bandas possam estar na plataforma. O processo pode ser acelerado com a cooperação dos interessados no que se refere a historiais e fotografias em falta. ]

  • Banda da Juventude Musical Ponterrolense
  • Banda de Música da Associação dos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras
  • Banda de Música da Casa do Povo de Campelos
  • Sociedade Filarmónica Ermegeireirense
  • Sociedade Filarmónica da Ribaldeira
  • Sociedade Filarmónica Incrível Aldeia Grandense
Banda da Juventude Musical Ponterrolense

BJMP

Banda da Juventude Musical Ponterrolense

Banda da Juventude Musical Ponterrolense

BJMP

Banda da Juventude Musical Ponterrolense

Banda da Juventude Musical Ponterrolense

Banda de Música da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Torres Vedras

Fundada em 1818 pelo comerciante António Manuel Sizudo e com a colaboração do Padre Estevens para instrução musical, a Phylarmonica Torreense, conhecida desde 1821 como a banda mãe da atual Banda de Música, acompanha as tropas do Marechal de Saldanha até à famosa Batalha de Asseiceira em 1834.

Ao longo dos tempos, passou por conjunturas históricas divergentes, como as Lutas Liberais (1820-1834), a Implantação da República (1910) e a Primeira Grande Guerra (1914-1918), sentindo-se no espírito e na coesão da filarmónica. Em 1925, a Phylarmonica Torreense atravessou sérias dificuldades, correndo o risco de extinção. Uma vez que a banda habitualmente acompanha o Corpo de Bombeiros nas cerimónias, propôs à Associação de Bombeiros Voluntários de Torres Vedras a possibilidade da sua agregação. A 1 de Maio de 1926, a Phylarmonica Torreense – já agregada à Associação de Bombeiros Voluntários de Torres Vedras – passa a designar-se de Banda de Música da Associação de Bombeiros Voluntários de Torres Vedras.

BMAHBVTV

Banda de Música da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Torres Vedras

Banda de Música da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Torres Vedras

Na década de 40, a banda realizou concertos radiodifundidos pela Emissora Nacional. No seu percurso é duplamente agraciada pela Câmara Municipal de Torres Vedras: em 1975, foi condecorada com o Diploma de Serviços Distintos e, em 1985, recebeu a Medalha de Ouro do Concelho pelos relevantes serviços prestados.

Em 1991, deslocou-se à Alemanha, a convite da Musikverein-Sdatkapelle Sindelfingen, onde realizou diversos concertos. No ano seguinte, deslocou-se a França, à cidade de Villenave d’Ornon, tendo atuado também em Bordéus, na Feira Internacional. Em 2005, deslocou-se aos Açores, a convite da Sociedade Filarmónica Unânime Praiense, onde atuou diversas vezes na cidade da Horta, no âmbito das Festas do Mar, e na Praia do Almoxarife.

Em 2010, colaborou com a Câmara Municipal de Torres Vedras na inauguração do Mercado Municipal, acompanhando a banda de rock português GNR. Em 2012, estreou-se no formato de concerto de Ano Novo acompanhando a prestigiada cantora Anabela Pires, realizado no Teatro-Cine de Torres Vedras. Nos anos seguintes, realizou os Concertos de Ano Novo no Pavilhão Multiusos com a colaboração de diversos nomes como Fernando Tordo, Rui Drumond, Vânia Fernandes, Herman José, Rita Guerra, One Vision (Tributo aos Queen), um elenco de cantores e bailarinos para a produção de West Love Story, e Miguel Gameiro.

Desde a sua agregação à Associação vários maestros passaram pela Banda: Tenente Costa Brás, Manuel Vargas, Dr. Francisco Xavier de Melo, Dr. António Reis, Joaquim Luís, Emílio Ferreira, António de Amorim Pereira, Major Mário José da Costa Marques e Tenente-Coronel João Monteiro da Silva. Atualmente é dirigida pelo maestro Rui Silva.

É constituída por cerca de 64 elementos com idades compreendidas entre as 12 e os 84 anos, sendo de realçar o elevado número de jovens. Nas suas instalações, encontra-se a funcionar a Academia de Música com cerca de 60 elementos, tendo como objetivo a formação musical e instrumental.

Banda de Música da AHBVTV

Banda de Música da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Torres Vedras

Banda de Música da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Torres Vedras

Banda de Música da Casa do Povo de Campelos

A Escola de Música da Casa do Povo de Campelos nasceu em finais de 1975/1976, quando a professora primária que lecionava na escola de Campelos, Maria Natália Andrade, lançou à comunidade o desafio de se constituir uma banda e uma escola de música. José Augusto dos Santos, clarinetista, com 22 anos e Eugénio Bernardes Ferreira, acordeonista, com 29 anos de idade, abraçaram de imediato o projeto. Neste sentido, contactaram Manuel Soares Peixoto para dar início ao projeto, o qual acedeu prontamente. As aulas de Solfejo iniciaram-se na Sacristia da Igreja de Santo António de Campelos, no dia 17 de fevereiro de 1976. A data foi então definida como a data de fundação da Escola de Música da Casa do Povo de Campelos.

Em 1979, foi então contratado para professor da Escola de Música Manuel Maria Dias, que se tornaria o 1º Maestro da Banda de Música até 1981.A 15 de agosto de 1979, a Banda de Música da Casa do Povo de Campelos fez a sua primeira atuação, no Louriçal, terra natal do então Maestro Manuel Maria Dias. No dia 24 de agosto de 1979, deu-se a primeira atuação em Campelos, concerto no qual se juntaram elementos das Bandas Sociedade Filarmónica Incrível Aldeiagrandense e Sociedade Filarmónica Ermegeirense. Por falecimento do maestro, foi contratado José Aniceto, função que desempenhou entre 1981 e 1994. Durante este período, destaca-se a realização, em Campelos, do 1º Encontro de Bandas do Concelho de Torres Vedras, em 1983. São de realçar, ainda, as atuações no Teatro Maria Vitória (Parque Mayer) e nos jardins do Campo Grande por ocasião das festas da cidade de Lisboa.

BMCCC

Banda de Música da Casa do Povo de Campelos

Banda de Música da Casa do Povo de Campelos

Em 1995, procedeu-se à contratação do Maestro Fernando Franco, terceiro maestro, funções que desempenhou entre 1995 e 1999. Durante este período realça-se a participação, nos dias 7 e 21 de agosto, nas animações de rua da Exposição Mundial de 1998, Expo’98, em Lisboa. Foi também criado um grupo de cantares. Procedeu-se à alteração da farda da Banda de Música passando de azul escuro para bordeaux.

Entre 1999 a 2006, a Banda esteve sob a regência de Francisco Frazão. Prticipou em diversos encontros de bandas, bem como animou duas grandiosas corridas de touros, realizadas em Campelos e promovidas pela associação PROCAMPELO. Realizou o 1º Convívio de Bandas em Campelos, em 2004 e que contou com a presença das bandas Sociedade Filarmónica Incrível Aldeiagrandense, Sociedade Filarmónica Louriçalense e a Sociedade Lírica Moitense.

Desde 2006, rege a Banda de Música da Casa do Povo de Campelos o Maestro Daniel Rui Batista. Neste período, destaca-se a realização, em 2013, no Teatro-Cine de Torres Vedras, do concerto de Natal intitulado “Christmas Concert in Family”. Este concerto contou com a colaboração da cantora Patrícia Cruz como convidada especial, tendo sido interpretados diversos temas, sendo de destacar a peça “Fantasma da Ópera” de Andrew Lloyd Webber. Deste concerto resultou a produção de um DVD.

Participa anualmente na animação do corso do Carnaval de Torres Vedras, com o objetivo de angariar fundos para novos instrumentos, bem como a participação nas Marchas de Santo António de Campelos, com uma marcha e com um grupo de instrumentistas.

A Banda de Música da Casa do Povo de Campelos colabora em diversas festas anuais de várias localidades, através da realização de peditórios, procissões e concertos. Participa também ativamente na concretização da festa anual de Campelos, bem como organiza anualmente o tradicional Concerto do Sócio e faz a animação da Missa do Domingo de Páscoa, com um grupo de instrumentistas e coristas.

Sociedade Filarmónica Ermegeirense

A Sociedade Filarmónica Ermegeirense foi fundada a 5 de março de 1882, por habitantes da Ermegeira que pertenciam a uma banda filarmónica sediada na aldeia vizinha de Maxial, relocalizada para evitar as deslocações entre as duas aldeias.

A Banda de Música da SFE foi dirigida pelo Maestro Álvaro Reis, que deu um notável contributo que vai para além da Banda enquanto maestro e compositor, uma vez que obras suas são tocadas um pouco por todo o País e no estrangeiro. A SFE é composta por cerca de 20 elementos, com uma média de idades de 20 anos, e 20 alunos. Além de participar em muitas festas locais, produz concertos e apresentações, e é convidada habitual dos principais eventos musicais realizados no concelho de Torres Vedras (Festa da Cidade, Sons de Cá, Carnaval de Torres, Onde de Verão, Festas de Natal).

SFE

Sociedade Filarmónica Ermegeirense

Sociedade Filarmónica Ermegeirense

Atualmente não tem um maestro residente. Adota um método de residências artísticas, com um maestro convidado para cada uma, e abertas gratuitamente a todos os músicos do concelho e arredores. São uma espécie de estágio prolongado (duram cerca de 3/4 meses).

Sociedade Filarmónica da Ribaldeira

A Banda Filarmónica do Centro Popular dos Trabalhadores da Ribaldeira nasceu em 1860. O Padre Rosário, que à data dirigia um grupo polifónico da igreja, foi o seu fundador e primeiro regente. A designação de “Sociedade Filarmónica da Ribaldeira” manteve-se até 1908, data em que a aldeia recebeu a visita do Rei D. Carlos. A receção com música agradou ao Monarca, o que o levou a decretar a mudança de nome para “Real Filarmónica da Ribaldeira”. A implantação da República, em 1910, motivou a alteração para “Filarmónica Republicana da Ribaldeira”. Esta designação foi também breve, passando a “Sociedade Filarmónica Labor da Ribaldeira”, com a chegada do Estado Novo, em 1923. Motivos de associativismo levaram os dirigentes a uma nova mudança em 1953, com a filiação na “FNAT” (hoje INATEL), determinando assim a designação de “Centro Popular de Trabalhadores da Ribaldeira”.

Desde a sua fundação, vários maestros estiveram ligados à banda: Manuel António da Silva, Gonçalves, António Ramalho, António Barrocoso Dimas, Luís Agulhas, Higino de Sousa Coutinho, Américo Mateus (um filho da terra), Carlos Gomes, Tiago Santos, Diogo Spínola e, atualmente, Marco Silva. Nas suas múltiplas atuações por diversas zonas do país, são de destacar os concertos realizados em Tomar, Sintra, Nazaré, Lisboa, Vila Franca de Xira, Cacém, Óbidos, Foz do Arelho, Carregado, Mondim de Basto, Estoril e Ponta Delgada, Açores. De referir também diversas participações em encontros e festivais de bandas amadoras, das quais destacamos o brilhante 3.º lugar obtido em 2006, no Certamen Internacional de Bandes de Musica Vila D’Altea, Espanha.

A Banda é composta por cerca de 40 elementos, na sua maioria jovens dos 9 aos 25 anos, dirigidos pelo maestro Marco Silva. A Associação conta com uma escola de música, com cerca de 25 alunos, onde se formam os futuros membros desta banda, que começam desde cedo a atuar em público, em apresentações da Escola de Música da Ribaldeira.

SFR

Sociedade Filarmónica da Ribaldeira

Sociedade Filarmónica da Ribaldeira

Sociedade Filarmónica Incrível Aldeiagrandense

Sociedade Filarmónica Incrível Aldeiagrandense nasceu a 05 de agosto de 1895, no lugar de Aldeia Grande. O seu principal fundador foi Luís Clemente, acompanhado por um grupo de amigos. Nascido nesta localidade em 1874, com 21 anos e uma grande paixão pela música, conseguiu transmiti-la à população e desenvolver a Banda. Ao longo da sua atividade a Banda ensaiou em casas particulares ou alugadas. Só em 1976 começou a construção da sua Sede. A Colectividade tem 450 sócios.

A Banda tem 40 executantes amadores e uma Escola de Música. Durante o ano realizam-se várias festividades na Sede e no recinto de festas. A Banda participa em várias festividades na região, tendo-lhe sido já reconhecido o bom serviço prestado, com atribuição, nomeadamente de Medalha Grau Prata e Medalha Grau Ouro, pela Câmara Municipal de Torres Vedras.

FOI NOTÍCIA

No dia 10 de novembro de 2019, domingo, a partir das 10h30, teria lugar o tradicional Desfile de Bandas Filarmónicas do Concelho de Torres Vedras, no âmbito das Festas da Cidade 2019. Após o desfile pelas ruas do centro histórico, a concentração aconteceria na Avenida 5 de Outubro.

João Carlos Perdigão, diretor de coro, professor e autor
Músicos naturais do Concelho de Torres Vedras
Carlos Garcia

Carlos Garcia nasceu em Torres Vedras, em 1983. É licenciado em Formação Musical e em Jazz (Piano) pela Escola Superior de Música de Lisboa. Ao longo da sua formação aprendeu e trabalhou com Luís Gomes (clarinete), Rui Paiva (órgão), Eurico Carrapatoso (análise e técnicas de composição), Pedro Moreira (big band), Lars Arens (arranjos), João Paulo Esteves da Silva, Antoine Hérve (piano jazz), Vasco Pearce de Azevedo, Ernst Shelle, Jean-Marc Burfin e Yibin Seow (direção de orquestra).

Lecionou Iniciação Musical e Formação Musical na Escola de Música do Conservatório Nacional durante 8 anos, nela dirigindo várias orquestras infantis e juvenis. Actualmente é professor assistente na Escola Superior de Música de Lisboa, lecionando nos cursos de Direção Coral-Formação Musical e Música na Comunidade.

Como pianista freelancer participa em projectos de diversos estilos de música e escreve regularmente peças originais e arranjos para diferentes tipos de grupos. Já trabalhou com Luís Represas, João Gil, Ana Moura, Mafalda Arnauth, Vitorino, Janita Salomé, entre outros. Integra actualmente o trio “Portugoesas” prestando homenagem à música tradicional Goesa.

Leia AQUI a biografia completa.

Carlos Garcia

Carlos Garcia, compositor, de Torres Vedras

Carlos Garcia, compositor, de Torres Vedras

João Carlos Perdigão

João Carlos Perdigão é natural do concelho de Torres Vedras. Foi aluno do Conservatório de Música Luís António Maldonado Rodrigues. Frequentou o curso básico de Canto Gregoriano e o curso secundário de Formação Musical. Concluiu a licenciatura em Música na Escola Superior de Música de Lisboa. É mestrando em Direção Coral na ESML.

Dedica-se pontualmente à escrita musical tendo já composto algumas obras para coro misto, coro masculino e coro com ensemble instrumental. É autor da coleção Sebenta de Formação Musical, que criou para dar resposta às necessidades sentidas no ensino da disciplina de Formação Musical. É docente das disciplinas de Formação Musical e Classe de Conjunto – Coro no Conservatório de Música Luís António Maldonado Rodrigues e na Academia de Música de Óbidos.

Como Diretor Coral tem colaborado com inúmeros agrupamentos em diversos projetos. Formou o Coro Masculino Luís António Maldonado Rodrigues em maio de 2016 e tem a seu cargo a sua direção artística. É maestro titular do Coro ESSA – Escola Salesiana do Estoril. Colabora regularmente com o coro Stella Matutina da Catedral de Évora. É membro da Capela Vocalle Magnificat desde o início da sua formação.

Leia AQUI a biografia completa.

João Carlos Perdigão

João Carlos Perdigão, diretor de coro, professor e autor

João Carlos Perdigão, diretor de coro, professor e autor

Mário Estanislau

Mário Estanislau (n. 1975) nasceu em Torres Vedras, onde concluiu o 12º ano, no curso Profissional de Técnico de Manutenção Mecânica. Passou a infância e juventude na Maceira, local onde mantém residência. Começou a ouvir música de intervenção e música popular portuguesa por influência do irmão mais velho. Em 1996 começou a trabalhar como torneiro mecânico e posteriormente como serralheiro de moldes.

O primeiro instrumento que construiu, com cerca de 15 anos, foi uma guitarra clássica. Depois fez um cavaquinho e um bandolim, procurando desenvolver as técnicas de construção com Miguel Rodrigues, um construtor de cordofones da sua região.

Com cerca de 22 anos começou a aprender a tocar cavaquinho numa coletividade da zona, altura em construiu a primeira gaita-de-foles. Os primeiros planos da gaita-de-foles que obteve foram cedidos por Joaquim António Silva (Quitó).

Fundou e tocou no grupo de música popular portuguesa “Sons da Terra”, no período entre 1997 e 2000.

Em 1999 contactou Paulo Marinho e Victor Félix com o objetivo de aperfeiçoar a construção da gaita-de-foles. De aprendiz passou a colaborador, revelando-se a sua experiência profissional uma mais valia para a construção de instrumentos na oficina. Atualmente, dedica-se a tempo inteiro à construção de instrumentos musicais, em conjunto com Vítor Félix, nomeadamente gaita-de-foles, guitarras portuguesas, bandolins, cavaquinhos, sanfonas e outros aerofones de aresta ou palheta.

Em 2003 integrou o grupo Gaitafolia, já extinto. Tem composições suas, algumas das quais integram o repertório do grupo Gaitafolia.

Através da A.P.P.E.D.G.F.  (Associação Portuguesa para o Estudo e Divulgação da Gaita-de-foles), em conjunto com Vítor Félix, participa desde o início do século XXI no encontro internacional de construtores de instrumentos tradicionais em Saint Chartier e promove com alguma regularidade workshops de construção e aprendizagem de instrumentos populares portugueses, entre os quais diversos workshops pelo país sobre vários instrumentos.

Em 2005, com Victor Félix, André Ventura, João Ventura e Tiago Pereira, formou o grupo “Roncos do Diabo”.

Nuno Rebelo

Nuno Rebelo nasceu em Torres Vedras, em 1960. Formado em Arquitetura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, desde muito cedo se dedicou exclusivamente à música, sendo auto-didata nesta área.

Durante a década de 80 destacou-se na música Pop, integrando os “Streetkids” (1980-82) e dirigindo os “Mler ife Dada” (1983-89). De 1990 a 92 dirigiu o grupo instrumental “Plopoplot Pot” e, entre 93 e 95, a “Poliploc Orkeshtra”, um ensemble de não-músicos constituído por alunos do Chapitô, que acompanhava com música ao vivo os filmes mudos “Nosferatu”, de Murnau, e Douro, Faina Fluvial, de Manoel de Oliveira.

No cinema, criou música para filmes de José Nascimento, Edgar Pêra, Ricardo Rezende, Jorge António, Jorge Paixão da Costa, etc.

No teatro, criou música para encenações de José Wallenstein, João Garcia Miguel, Paulo Filipe Monteiro, António Feio e Águeda Sena.

Leia AQUI a biografia completa.

Nuno Rebelo

Nuno Rebelo, guitarrista, de Torres Vedras

Nuno Rebelo, guitarrista, de Torres Vedras

Pedro Santos Ferreira

Pedro Santos Ferreira nasceu em Torres Vedras em 1987. O seu interesse pela música surgiu cedo, incentivado desde os 9 anos, quando iniciou os seus estudos de trompete. Aos 15 anos entrou para a Escola de Jazz de Torres Vedras, onde adquiriu e desenvolveu conhecimentos musicais no domínio da harmonia, formação musical e trompete com José Menezes e Johannes Krieger, entre outros.

Licenciou-se em Formação Musical e Direção Coral na Escola Superior de Música de Lisboa 2009, onde estudou direção coral com os maestros Vasco Pearce de Azevedo e Paulo Lourenço. Frequenta o mestrado em Direção Coral, na Escola Superior de Música de Lisboa.

Como coralista integrou, entre outros, o Coro Sinfónico Lisboa Cantat, o Coro de Câmara de Lisboa e o Coro de Câmara da Escola Superior de Música de Lisboa. Dirigiu o “Coro dos Pais e Amigos do Conservatório Nacional” (2010/2013), o “Grupo Coral dos Pequenos Cantores da Pontinha” (2010/2015) e o coro “Vozes Crescendo” (2012/2016). Pertence ao Coro Gregoriano de Lisboa, com quem gravou o CD “Os Apóstolos” (2011) e ao Ímpeto Ensemble.

Tem procurado enriquecer os seus conhecimentos, participando com frequência em classes de aperfeiçoamento, festivais corais e cursos de direção coral, nomeadamente o curso internacional de Direção e Pedagogia Coral “Vocalizze” (Almada), o curso “Zoltán Kodaly Music Pedagogical” (Institute of the Ferenc Liszt Academy of Music, Hungria), o “Curso Internacional de Música Vocal” (Aveiro) na especialidade de direção coral, o “Vocal Pop and Jazz Days” (Soesterberg, Holanda), o “Europa Cantat”, e o “World Symposium on Choral Music”.

É professor de coro no Conservatório de Música D. Dinis (desde 2009) ,dirige o coro Vozes em Si (desde 2013), o Coro Alto (desde 2019) e os três coros da Associação Coral de Odivelas, comPASSOS (desde 2018), entreOITAVAS (desde 2016) e emCANTUS (desde 2015), tendo conquistado com este último, no Festival Coros de Verão, em Belém, os diplomas de ouro I (2017) e ouro IV (2018).

Em maio de 2018 dirigiu a cantata Carmina Burana (versão para coro, dois pianos e percussão) em Odivelas, com os coros da Associação Coral de Odivelas e o coro D. Dinis do Conservatório de Música. É sócio fundador e membro da Direcção da Coros Portugal – Associação Portuguesa de Música Coral.

NBC

Timóteo de Deus ou NBC, como é conhecido no mundo artístico, é um músico “torriense”, como ele próprio se considera (embora o início da sua vida não esteja ligado ao concelho). É um dos primeiros “rappers” no país, que completou recentemente 20 anos de carreira.

HISTÓRIA

Hermínio do Nascimento

Hermínio do Nascimento, compositor, de Torres Vedras

Hermínio do Nascimento, compositor, de Torres Vedras

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Destaca-te no Musorbis

Destaca-te no Musorbis

Igreja de São Pedro, Torres Vedras
Órgãos de tubos do concelho de Torres Vedras [6]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Centro de Apoio Social de Runa

Centro de Apoio Social de Runa, Torres Vedras

Centro de Apoio Social de Runa, Torres Vedras

Majestoso edifício setecentista, o Real Asilo de Runa foi construído a expensas da princesa do Brasil, D. Maria Francisca Benedita, irmã e nora de D. Maria I. Viúva em 1788, como homenagem ao seu falecido marido e aos militares que tinham servido a Pátria nas guerras, fundou um asilo para militares pobres e inválidos, tendo reservado uma parte do edifício para aposentos seus. O edifício foi inaugurado em 1827. Bem traçada no estilo neoclássico da época, projetada pelo arquiteto José da Costa e Silva, a obra começou em 1792. No aspeto externo, o edifício reduz-se à figura dum longo quadrilátero. Ao centro do edifício, a notável entrada para a igreja, formando peristilo, é de uma arquitetura austera e nobre. O templo tem uma curta nave ou corpo e um grande transepto em que os topos são rematados em semicírculo. O conjunto é dominado por uma cúpula. Os nichos têm esculturas de mármore de Carrara, ao estilo neoclássico. Pertence a esta igreja uma alta e valiosa custódia de prata dourada com peso de 14,725 kg e com 1,30 metros de altura, cravejada de pedras preciosas. A Tribuna Real, hoje armada em sala, guarda pinturas de valor. Sobressaem as três tábuas portuguesas da primeira metade do século XVI, representando São Luís, Rei de França, São João Baptista e São Jerónimo, São Bento e Santo Ambrósio, e uma tela representando Santo António e o Menino, assinada por Vieira Lusitano. Numa outra ala do edifício os “Aposentos da Rainha” conservam nas paredes uma decoração neoclássica e, na sala principal, um retrato da rainha D. Maria I. O acesso ao edifício é feito por uma alameda de 170 metros de comprimento.

O antigo Asilo de Inválidos Militares de Runa, também designado Lar dos Veteranos Militares possui um órgão histórico.

Igreja da Graça

Igreja e convento da Graça

Igreja e convento da Graça, Torres Vedras

Fundado no séc. XVI por eremitas calçados de Santo Agostinho, o convento está hoje ocupado em parte pelo Museu Municipal. A igreja mantém o seu antigo esplendor e é notável pela talha e imagens barrocas, particularmente da primeira metade do século XVII. O percurso para a igreja leva-nos depois a atravessar uma ala do claustro com abóbadas de aresta e largos silhares de azulejos, de 1725, ilustrando a vida de D. Frei Aleixo de Meneses. A igreja, de uma só nave, é coberta com abóbada de berço, apresentando-se algo monumental e bem iluminada. Na capela-mor sobressai o grande retábulo do começo do séc. XVII. Notáveis as esculturas de madeira, particularmente as imagens de Santa Gertrudes Magna e Santa Francisca Romana, obras características do séc. XVII. À direita, um pequeno nicho na parede com o túmulo de S. Gonçalo (1422), curiosa arca com a figura do santo na tampa. No corpo da igreja distribuem-se quatro capelas de cada lado, com boa talha dourada, imagens e inscrições tumulares com belas peças heráldicas. A igreja possui ainda um silhar de azulejos de tapete e, na varanda do coro, um valioso crucifixo de marfim (séc. XVII), e dois púlpitos de talha do séc. XVIII, época dos principais melhoramentos.

Fonte: VisitPortugal

A Igreja do Convento da Graça possui um órgão histórico.

Igreja da Misericórdia 

Igreja da Misericórdia, Torres Vedras

Igreja da Misericórdia, Torres Vedras

A Igreja da Misericórdia de Torres Vedras é considerada a mais bela e valiosa das igrejas da cidade, em cujo centro histórico se encontra. Incorpora o conjunto de edifícios da Misericórdia, como o hospital e a sede da instituição. Foi construída para substituir a igreja do antigo hospital que na altura se chamava de Espírito Santo, que lhe era contígua e estava em muito mau estado. Edificada entre 1681 e 1710, em estilo barroco, é constituída por uma nave coberta em abóbada de berço, onde figuram as armas reais portugueses de D. João V e da comenda da Ordem de Cristo. Possui coro alto sobre o portal principal, sustentado por duas colunas jónicas assentes em altos socos, cada uma delas com uma pia de água benta em mármore, em forma de concha. O coro está unido por uma mísula a outro espaço lateral onde se encontra o órgão de oito registos e um manual.

A Igreja da Santa Casa Misericórdia de Torres Vedras possui um órgão histórico da autoria de Bento Fontanes, construído em 1773, restaurado por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria, em 2008.

Órgão Bento Fontanes

Órgão da Igreja da Misericórdia, Torres Vedras

Órgão da Igreja da Misericórdia, Torres Vedras

Tribuna e órgão, em dia de concerto

Órgão da Igreja da Misericórdia, Torres Vedras

Órgão da Igreja da Misericórdia, Torres Vedras

Igreja Matriz de Torres Vedras

Igreja de São Pedro, Torres Vedras

Igreja de São Pedro, Torres Vedras

A Igreja de São Pedro foi edificada no segundo quartel do século XVI, substituindo o templo da mesma invocação construído no local na Idade Média. A igreja apresenta dois tipos de influências distintas na sua estrutura; se a planimetria é inspirada na arquitetura mendicante, apresentando planta retangular de três naves com cérceas diferenciadas, o modelo dos alçados é já quinhentista, de transição entre a arquitetura manuelina e o classicismo da década de trinta. No século XVII foi efetuada uma campanha de obras no interior da igreja, durante a qual foi executado o retábulo-mor, de talha dourada em estilo joanino, painéis de azulejo de tapete que decoram o espaço, e algumas telas. Na centúria seguinte foram efetuadas a porta de madeira inserida no portal principal, o coro-alto, painéis de azulejos historiados e os ornamentos pintados na abóbada de berço de madeira que cobre a nave central.
A fachada principal apresenta portal enquadrado em alfiz, de influência manuelina, decorado por elementos vegetalistas de gosto classicista e encimado por escudo com armas de D. João III e D. Catarina de Áustria. Adossada à fachada foi erigida a torre sineira, coroada por coruchéu. Os alçados laterais possuem portais, um de moldura rebaixada, de gosto classicista, o outro manuelino, com moldura em arco polilobado decorado por rosetas, proveniente de uma capela no Turcifal. No interior as naves são separadas por arcos formeiros assentes sobre colunas toscanas. As naves laterais são cobertas por abóbada de nervuras e as paredes são cobertas por azulejos enxaquetados e de tapete. Os retábulos das capelas laterais são de talha dourada em estilo nacional. Junto ao transepto, do lado da Epístola, foi colocado o túmulo de João Lopes Perestrelo, que acompanhou Vasco da Gama numa das viagens à Índia. A arca sepulcral foi inserida num arco de volta perfeita, decorado por motivos grotescos.

Fonte: Catarina Oliveira, GIF/ IPPAR/ 2004

A Igreja Paroquial de São Pedro de Torres Vedras possui um órgão histórico.

Igreja Matriz do Turcifal

Igreja paroquial de Turcifal, Torres Vedras

Igreja paroquial de Turcifal, Torres Vedras

As origens da igreja matriz do Turcifal remontam, muito possivelmente, à época medieval. Do templo primitivo, apenas se conservou o pavimento, com lápides sepulcrais quinhentistas, pois a remodelação de que foi alvo, entre a última década do século XVII e meados da centúria seguinte, alterou profundamente a arquitetura, conferindo-lhe a estrutura que hoje conhecemos, e cujo projeto é atribuído a João Antunes, arquiteto régio de D. Pedro II. O começo dos trabalhos deverá situar-se na década de 1690, e em 1708. As dificuldades financeiras fizeram-se sentir ao nível do retábulo proto-barroco, que nunca foi dourado. As diferenças de tratamento, ao nível dos materiais utilizados, entre a capela-mor, onde não há mármores, e o corpo da igreja, são significativas. A decoração do interior do templo reflete estas etapas. À talha, azulejos e pintura do início de Setecentos, opõem-se as telas das capelas laterais, de época joanina. A arquitetura da igreja apresenta soluções de grande depuração e sobriedade. A segunda torre, que certamente fazia parte do projeto original, nunca chegou a ser construída, mas o remate da existente deixa adivinhar a sua conclusão numa época já avançada do século XVIII, pois o contraste entre a fachada e o remate em coruchéu com pináculos, é significativo. As paredes da nave são revestidas por embutidos marmóreos, de grande dinamismo, numa solução que se encontrava em perfeita consonância com o que se fazia em muitas das igrejas da capital.

Fonte: DGPC, Rosário Carvalho

A Igreja Paroquial de Santa Maria Madalena do Turcifal possui órgão de tubos.