Artigos

Rancho Folclórico e Etnográfico da Associação Recreativa e Cultural de Ouca
Folclore em Vagos

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Grupo Folclórico de Santo António de Vagos
  • Rancho Folclórico e Etnográfico da Associação Recreativa e Cultural de Ouca
  • Rancho Folclórico de Fonte de Angeão
  • Rancho Folclórico “Luz e Vida” de Ponte de Vagos
  • Rancho Folclórico “Rosas Brancas” de Salgueiro
Grupo Folclórico de Santo António de Vagos

O Grupo Folclórico de Santo António de Vagos foi fundado em 1978. É filiado no INATEL e membro da Federação do Folclore Português. Insere-se na Região Vareira, Província da Beira Litoral. Organiza o Festival do Moliceiro, 28ª edição em 2012. Criou em 2011 uma escola de música com ensino de acordeão, violino, guitarra, bandolim, cavaquinho e gaita de foles, na sede do grupo. Também tem ballet.

Casa Museu S. António
Corgo do Seixo de Baixo
3840 Santo António de Vagos

Rancho Folclórico de Fonte de Angeão

Rua da Casa do Povo, nº 6
3840-163 Fonte de Angeão – Vagos

Rancho Folclórico e Etnográfico da Associação Recreativa e Cultural de Ouca

Rua Prof. Ernesto Neves, 35

3840-302 Ouca

Rancho Folclórico e Etnográfico da Associação Recreativa e Cultural de Ouca

Rancho Folclórico e Etnográfico da Associação Recreativa e Cultural de Ouca

Rancho Folclórico “Luz e Vida” de Ponte de Vagos

Rua Principal, 212
3840 Ponte de Vagos

Rancho Folclórico “Rosas Brancas” de Salgueiro

Rua da Capela, nº 71
Salgueiro
3840 – 346 Soza – Vagos

Banda Vaguense, Vagos

Filarmónicas do Concelho

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda Vaguense

A Banda Vaguense iniciou a atividade em 1860, tendo sido seu primeiro Fundador o Prior João de Miranda Ascenso, então pároco de Vagos. Em 1977, deu origem à constituição da Associação Filarmónica Vaguense, na qual ficou integrada. Pela sua regência, já passaram desde então grandes nomes do meio musical nacional, dos quais se destacaram Berardo Pinto Camelo e Duarte Gravato. O atual maestro da Banda Vaguense é Leonel Ruivo, com estudos  no Conservatório de Música de Aveiro e na Universidade de Aveiro.

A Banda Vaguense é composta por cerca de 60 elementos, na sua maioria jovens formados na Escola de Música da Associação Filarmónica Vaguense e outros estabelecimentos de ensino. A Escola é frequentada anualmente por mais de 30 alunos, sendo alguns já executantes da Banda.

A Banda Vaguense tem efetuado inúmeras atuações de sucesso no País, de entre as quais se destacam diversas participações em encontros de Bandas, tendo também já atuado por diversas vezes em Espanha. Em 2008 participou no 2o Concurso de Bandas da cidade de Vila Franca de Xira e, em julho, atuou em Vila Nova de Foz Côa. Nesse mesmo ano, ganhou o prémio Vaga D’Ouro na Categoria Cultura.

Banda Vaguense, Vagos

Banda Vaguense, Vagos

Em 2009, participou na receção ao Primeiro Ministro, José Sócrates, na Santa Casa da Misericórdia de Vagos, e no aniversário da Caixa de Crédito de Vagos. Em 2010, integrada no programa Bandas em Concerto, organizado pela Direção Regional de Cultura do Centro, executou um concerto na cidade de Castelo Branco e Sever do Vouga. Foi ainda galardoada com a Medalha de Mérito Municipal Grau Ouro pelo município de Vagos, e foi-lhe atribuído o título de Pessoa Coletiva de Utilidade Publica.

Em 2010, a Banda Vaguense apresentou em público a composição “Abertura Festiva”, para festejar os 150 anos da Associação, escrita pelo compositor português Sérgio Azevedo.

Em 2011, foi-lhe atribuída a Medalha da Confraria da Doçaria Conventual de Tentúgal e foi entronizada Confrade pela Confraria das Sainhas. Ainda nesse ano, recebeu a Medalha de Mérito Distrital do Distrito de Aveiro e lançou o  primeiro CD. Em 2012, a participou no 4o Concurso Internacional de Bandas de Vila Franca de Xira. Organizou, conjuntamente com o grupo de Teatro “Fantástico”, um espetáculo intitulado “Retalhos do Passado”, no qual executou várias músicas ligeiras antigas, acompanhando cantores. Este evento foi apresentado três vezes, face ao êxito obtido.

Em maio de 2014, participou no 5o Concurso de Bandas Filarmónicas de Vila Franca de Xira, em 3ª categoria, tendo sido classificada em 3o lugar. Participou também no concurso CIB Filarmonia D’Ouro tendo recebido um certificado de Excelência. Recebe ainda um Voto de Louvor atribuído pela Junta de Freguesia de Vagos e Santo António e foi convidada pela Fundação Inatel e Direção Regional de Cultura do Centro a executar um concerto no Convento de Santa Clara-a-Velha, Coimbra, integrado no Dia Nacional das Bandas Filarmónicas.

No ano 2015, participou em dois concertos no Mosteiro dos Jerónimos tendo sido o segundo integrado nas comemorações das Jornadas Europeias do Património 2015. Participou no Certamen Internacional de Bandas de Música Armónico de Zamora (Espanha) tendo obtido o Primeiro Prémio da sua categoria. Recebeu um Voto de Louvor atribuído pela Câmara Municipal de Vagos, e executou um concerto com o Tenor Carlos Guilherme no Teatro Aveirense, concerto inserido nas comemorações do 34o Aniversário do Grupo Etnográfico e Cénico das Barrocas. Em 2016, participou no XVII Certamen Internacional De Bandas De Música “Villa De Aranda” (Espanha) tendo sido atribuída uma Menção Honrosa e o Prémio Especial de melhor maestro, arrecadando também o Terceiro lugar.

Em 2017 participou no World Music Contest WMC Kerkrade 2017 (Holanda), sendo uma das 2 bandas portuguesas a representar Portugal no certame tendo ficado em 11o lugar na sua categoria de entre 26 bandas mundiais.

Filarmónica Vaguense, ou Banda Vaguense, Vagos

Filarmónica Vaguense, ou Banda Vaguense, Vagos

Músicos naturais do Concelho de Vagos

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Manuel Freire

Manuel Freire, cantor, de Vagos, créditos Nuno Ferreira Santos/Público

Manuel Freire, créditos Nuno Ferreira Santos/Público

Em novembro de 2018, Manuel Freire celebrou os 50 anos do seu primeiro disco (1968), em concerto, com João Paulo Esteves da Silva, B. Fachada, Benjamim, Tocá Rufar, Uma Vontade de Música e Segue-me à Capela. A iniciativa foi promovida pela Associação José Afonso.

Igreja Matriz de Vagos
Órgãos de tubos do concelho de Vagos

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Igreja Paroquial de São Pedro de Calvão

Igreja Paroquial de São Pedro de Calvão

Igreja Paroquial de São Pedro de Calvão

Igreja Matriz de Vagos

Igreja Matriz de Vagos

Igreja Matriz de Vagos

A Igreja Paroquial de São Tiago de Calão possui, no coro alto, um órgão moderno Georges Heintz, datado de 2005, de dois teclados manuais e pedaleira, com acoplamentos. Em 2007, esteve inserido, juntamente com o órgão histórico da Misericórdia de Aveiro, na audição da obra integral de Dietrich Buxtehude.

FOI NOTÍCIA

Órgão de tubos da Igreja Matriz de Vagos

Inauguração do novo órgão de tubos

A 17 de fevereiro de 2005, o Portal d’Aveiro noticiava:

Vai decorrer, no próximo dia 20 de Fevereiro [ 2005 ], a inauguração do órgão de tubos da Igreja Matriz de Vagos. Este evento terá lugar neste templo, às 15 horas, com a celebração da Missa solene e bênção do novo instrumento litúrgico e, cerca de uma hora depois, o concerto inaugural, a cargo do organista alemão Franz Josef Stoiber.

Trata-se de um órgão novo, construído em carvalho maciço. Inclui 2 manuais e pedaleira, e 19+1 registos, o que eleva o número de tubos a um total de 1086. O registo de palheta, o trompete 8’, pode ser tocado tanto no grande órgão como na pedaleira. Outra particularidade é o registo Voix Céleste, com o seu timbre muito angelical.

Este órgão, cujo preço ultrapassa os 180 mil euros, resulta do esforço perseverante e do empenho de um grupo de jovens – o Coral Litúrgico de S. Tiago de Vagos -, que teve, para este propósito, que se constituir associação, sem fins lucrativos.

Igreja Paroquial de São Salvador do Covão do Lobo
Igreja Paroquial de Covão do Lobo

Igreja Paroquial de Covão do Lobo

A 16 de setembro de 2009, o Correio do Vouga noticiava:

O órgão de tubos da Igreja de Covão do Lobo foi restaurado e já está ao serviço da liturgia e da cultura. O P.e Paulo Cruz liderou o restauro. Não foi tarefa fácil içar para o coro da igreja de Covão do Lobo o órgão de tubos restaurado. Ocupou toda uma manhã de agosto, implicou a montagem de andaimes e de uma grua no interior da igreja paroquial, exigiu a força de mais de uma dezena de pessoas, sob orientação do P.e Paulo Cruz, que é natural de Covão do Lobo, e com o acompanhamento do P.e Carlos Shimura, pároco.

“O órgão da igreja de Covão do Lobo – diz o P.e Paulo Cruz – não tem grande valor artístico. O material de que era feito era muito fraco”. Mas tem valor histórico e terá valor cultural e litúrgico para Covão do Lobo.

Segundo o P.e Paulo Cruz, pároco da Barra e da Costa Nova, que tem dedicado parte da sua actividade à música litúrgica, nomeadamente através da Edmusa (Escola Diocesana de Música Sacra) e da promoção do restauro de órgãos antigos, o órgão será do séc. XVIII, no entanto, “não há qualquer referência ao instrumento musical nos registos de contabilidade da paróquia dessa época, que existem”.

O órgão funcionou até meados do século passado. Refere o P.e Paulo Cruz que diversos habitantes de Covão do Lobo se lembram de terem dado ao fole quando eram novos. É o caso do seu pai. Nessa altura, a música saía graças ao esforço manual. Agora os foles são enchidos por motor elétrico.

A reparação deste instrumento, que durante restauro da igreja paroquial foi removido e guardado na residência paroquial de Covão do Lobo, onde durante anos acumulou pó, esteve a cargo da Oficina e Escola de Organaria de Esmoriz, do casal Pedro e Beathe Guimarães. Mas é justo dizer que o P.e Paulo Cruz a ele dedicou as folgas semanais dos últimos anos, trabalhando nas oficinas de Esmoriz. Já pela pintura, depois de colocado o órgão no local definitivo, foi responsável Luís Ferreira, artista de Tomar que recentemente restaurou a azulejaria da antiga igreja das Carmelitas de Aveiro.

Para quando o restauro do órgão da ?

O P.e Paulo Cruz dotou as suas paróquias da Barra e da Costa Nova, no arciprestado de Ílhavo, de órgãos de tubos e serviu de intermediário para que outras paróquias, como Calvão e Albergaria conseguissem igualmente equipar as igrejas paroquiais com este instrumento que dá outra dignidade à música litúrgica.

Os instrumentos provêm do centro da Europa (Holanda, Alemanha…), geralmente de paróquias protestantes, onde há igrejas a serem vendidas por já não terem fiéis há muitos anos. De vez em quando, há bons órgãos de tubos a preços acessíveis, na ordem dos poucos milhares de euros.

O grande sonho do P.e Paulo Cruz passa, no entanto, pela recuperação do órgão da de Aveiro, desejo que Domingos Peixoto, outro colaborador da Edmusa, também já expressou publicamente. “Talvez consigamos em 2013”, afirma P.e Paulo. “É o ano do jubileu da restauração da Diocese”.

Jorge Pires Ferreira