Artigos

Verdoejo Art Rock Fest, Valença
Festivais de Música em Valença

Ciclos, encontros, temporadas e festivais de música e dança no Concelho

Verdoejo Art Rock Fest

Organizado pela Associação Faz Diferente, o Verdoejo Art Rock Fest é um festival de música e a arte que se realiza no Parque de Merendas de Verdoejo, nas margens do rio Minho. A terceira edição do Art Rock Fest pretendeu consolidar o conceito de festival de música de verão, conciliando bandas revelação ibéricas com as mais diversas formas de expressão artística na paisagem. Apostando em bandas revelação, representativas de vários estilos musicais desde o pop, passando pelo rock até ao metal, Verdoejo Art Rock Fest pretende estimular a criação artística musical e proporcionar às jovens bandas um palco para se revelarem ao mundo.

O festival tem uma ampla vertente artística, com um landart, de arte na paisagem, com obras inéditas de interação com o espaço, o Parque de Merendas, o rio Minho e a ilha do Conguedo. Intervenções artísticas que pretendem despertar um mundo de novas sensações e descobrir locais únicos. Artistas nacionais e locais, focados na landart desenvolverão, ao longo deste fim de semana um conjunto de instalações e iniciativas promotoras desta expressão artística. O espaço é um local paradisíaco, nas margens do rio Minho, marcado pela emblemática ilha do Conguedo e pelas numerosas pesqueiras. O evento tem entrada e camping gratuitos.

Verdoejo Art Rock Fest, Valença

Verdoejo Art Rock Fest, Valença

Rancho Infantil e Juvenil de Friestas
Folclore em Valença

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Minho (Alto Minho)
  • Distrito: Viana do Castelo

02 grupos

  • Rancho Infantil e Juvenil de Friestas
  • Rancho Folclórico e Cultural de S. Julião
Rancho Infantil e Juvenil de Friestas

Fundado em 1956, por Albertina Cunha, Joaquim Barreiros e Manuel Francês, o Rancho Infantil e Juvenil de Friestas está inserido na região etnográfica do Minho.

Formado por cerca de 55 elementos, as suas danças e cantares caracterizam o trabalho agrícola e piscatório de uma freguesia situada na margem sul do Rio Minho, a cerca de 8km da sede do concelho que é a cidade de Valença.

Numa noite de 1957, durante as festas do Monte do Faro, o Rancho pisou o palco pela primeira vez no jardim Municipal de Valença. No mesmo ano, já em Setembro, o rancho voltou a atuar nas festas em honra à Senhora das Dores em Monção. Ganhou fama ao ponto de ser convidado para o registo de duas gravações para a então Emissora Nacional.

Em 1958 participou no II Festival de Folclore de Vila Praia de Âncora, evento que era organizado e dirigido pelo etnógrafo e poeta Dr. Pedro Homem de Melo.

Cessada a atividade, em 1997, por iniciativa da professora Fátima Caldas deu-se uma grande revitalização do Rancho Infantil de Friestas, que não mais interrompeu a atividade.

Em 1998, organizou o seu primeiro festival de folclore e no mesmo mês participou no Festival de Folclore da Coruña, em Espanha. No ano seguinte contribuiu com a sua atuação no XVII aniversário da Liga dos Amigos Valencianos, em Lisboa.

No âmbito das diversas atuações efetuadas, e sempre com o objetivo de divulgar a etnografia do Alto Minho, participou em Agosto de 2003 no intercâmbio efetuado com o Grupo de Danças e Cantes da Casa do Povo de Água de Pena em Machico, no Arquipélago da Madeira e em Julho de 2006 atuou na região de Macon, em França. Tem inúmeras participações em festivais de Folclore por todo o País e em Espanha.

Rancho Infantil e Juvenil de Friestas

Rancho Infantil e Juvenil de Friestas

Rancho Folclórico e Cultural de S. Julião

O Rancho Folclórico e Cultural de S. Julião é uma associação de natureza cultural e etnográfica sediada no concelho de Valença, região do Alto Minho.

Tlm. 919 005 421

Rancho Folclórico e Cultural de S. Julião

Rancho Folclórico e Cultural de S. Julião

Fontes do Musorbis Folclore:

A “Lista dos Ranchos Folclóricos” disponível na Meloteca resulta de uma pesquisa aturada no Google e da nossa proximidade nas redes sociais. No Musorbis foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos de modo a facilitar a leitura.

Associação Musical de S. Pedro da Torre
Filarmónicas de Valença

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Associação Musical de S. Pedro da Torre

A atividade musical da Associação Musical de S. Pedro da Torre iniciou-se em 1978 (com a designação de Escola de Música), constituindo a secção de música do Clube de Caçadores “Os Torreenses” do qual se desligou, fundando, por escritura de 18 de março de 1989, a Associação Musical.

Associação Musical de S. Pedro da Torre

Associação Musical de S. Pedro da Torre

Dispõe de dois Grupos de Orquestração, um juvenil e outro infantil e um Grupo Coral, todos elementos oriundos de um universo de 130 alunos em várias fazes de aprendizagem. São orientados por dois professores, para além do maestro.

João Carlos de Sousa Morais, compositor, de Valença
Músicos naturais do Concelho de Valença

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e a música do Concelho.

  • João Carlos de Sousa Morais (regente e compositor, Valença 1863-Porto, 1919)

João Carlos de Sousa Morais

João Carlos de Sousa Morais, compositor, de Valença

João Carlos de Sousa Morais, compositor, de Valença

Comemorações (1919-2019)

João Carlos de Sousa Morais, compositor, de Valença

João Carlos de Sousa Morais, compositor, de Valença

João Carlos de Sousa Morais “foi um importante regente e compositor para banda filarmónica, destacando-se o poema sinfónico Viagem do Gama que ele considerava a sua melhor obra. Durante a sua permanência em Braga, Sousa Morais dirigiu nos anos de 1907 a 1910, a Tuna do Seminário Conciliar de Braga e a Banda de Música da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso. Depois de fixar residência no Porto, dirigiu ainda a Banda de Música de São João da Madeira. As suas obras, espalhadas do norte ao sul do país, encontram-se em espólios das bandas que regeu, em bandas que ao longo de décadas interpretaram a sua música e em espólios particulares de músicos filarmónicos. (Elisa Lessa)

De um modo geral o seu legado revela grande mestria e criatividade, constituindo património musical filarmónico de relevo (1). A revista de costumes locais Nunca t’aflijas de Sousa Morais foi estreada a 12 de Julho de 1903 no Teatro D. Geraldo e levada várias vezes à cena sempre com enorme êxito. A peça em 3 actos e 16 quadros tem texto original de David Silva, jornalista e funcionário do Caminhos de Ferro e 16 números de música que Sousa Morais compôs. O Correio do Minho, de 2 de Junho de 1903, anunciou aos seus leitores a estreia desta obra.

Sousa Morais viria depois a compor um pot-pourri para banda filarmónica com as canções da revista Nunca t’aflijas. No Arquivo da Banda Musical de Cabreiros existem alguns fragmentos desta obra.

A 31 de Julho de 1927, o capitão chefe de música Joaquim Jacinto Figueiras, regente da Banda de infantaria 8 realizou um concerto na cidade em homenagem à memória do insigne compositor. O Correio do Minho publicou nesse dia um texto do Capitão Figueiras em que este enalteceu as qualidades do músico como compositor e regente de várias bandas e orquestras do país, afirmando ser Sousa Morais uma glória nacional no nosso meio artístico, tendo dado à cidade de Braga o melhor do seu esforço (2).

O concerto de homenagem dedicado à sua memória seria também, nas palavras do Capitão Figueiras, extensivo a todos os seus amigos bracarenses que souberam dar o devido apreço ao glorioso maestro. Mais tarde, em 1940, a Banda de Infantaria 8 com regência de António Maias Meira voltaria a prestar uma homenagem ao compositor-regente Sousa Morais, realizando um concerto em sua memória na Avenida com um programa inteiramente preenchido com obras suas. Homenagem a Braga e Pot-pourri da Revista Nunca t’ aflijas foram duas das obras interpretadas nessa ocasião. (3)

No ano em que se comemora o centenário da sua morte, fica o desejo de podermos ouvir de novo em Braga as obras de João Carlos de Sousa Morais dedicadas à cidade e, em particular, a sua Viagem do Gama. (Elisa Lessa, 27 de novembro de 2019)

(1) Eugénio Amorim, Manuel Ribeiro e Álvaro Carneiro escreveram notas biográficas sobre Sousa Morais. Sobre o compositor e a sua obra leia-se a Dissertação de Mestrado de Vítor Matos, A Sociedade Filarmónica Vimaranense e a Figura de Sousa Morais (1863-1919).

(2) Biblioteca Pública de Braga, Correio do Minho 31 de julho de 1927.

(3) Biblioteca Pública de Braga, O Minhoto, 30 de Junho e 7 de julho de 1940.

Elisa Lessa, Correio do Minho, 27 de novembro de 2019

Por opção da autora o texto está escrito segundo a norma ortográfica da Língua Portuguesa anterior ao Novo Acordo Ortográfico.

FOI NOTÍCIA

TV Alto Minho

Em 2019, o município de Valença comemorou, durante o mês de outubro, o centenário da morte do maestro Sousa Morais, com várias iniciativas.

As comemorações que recordam o chefe de banda militar e compositor nascido em Valença começaram no dia 4 de outubro, com a abertura da exposição “Centenário da Morte do Maestro Sousa Morais”, no Arquivo Municipal. O mesmo local acolheria, uma sessão solene, com atuação da Associação Musical de São Pedro da Torre, seguida de visita à Rua Maestro Sousa Morais. A Banda Sinfónica do Exército Português daria também um concerto de homenagem ao maestro, conhecido como “um dos maiores criadores de música para banda em Portugal”. O espetáculo decorreria no Teatro Municipal de Tui.

O Centro de Inovação e Logística de Valença, localizado na Escola Superior de Ciências Empresariais, foi o espaço escolhido para acolher mais três concertos. A Sociedade Filarmónica de Crestuma prestou homenagem ao maestro no dia 12 de outubro, a Banda de Música Popular de Tui a 19 de outubro, e, no dia 26, foi a vez da Banda da União Filarmónica de Troviscal.

João Carlos de Sousa Morais começou o seu percurso musical a 30 de setembro de 1872, no Batalhão de Caçadores N.º 7, aquartelado na Praça-Forte de Valença. Mais tarde, percorreu Portugal, de norte a sul, sempre ligado à música, como músico, maestro, professor e compositor. O seu legado é composto por um grande número de obras, das quais apenas cerca de 300 estão identificadas e localizadas. Valença está representada com a “Montanhesa”, obra evocativa da Romaria da Senhora do Faro, criada em 1909.

Igreja de Santo Estêvão
Órgãos de tubos do concelho de Valença [2]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja de Santo Estêvão

[ da Colegiada de Santo Estêvão ]

Igreja de Santo Estêvão

Igreja de Santo Estêvão

A Igreja de Santo Estêvão é um edifício de arquitetura religiosa de reconstrução neoclássica, de fundação medieval, com planta retangular composta de três naves, cada uma de três tramos, separados por possantes pilares quadrangulares, e cabeceira tripla, interiormente de espaço individualizado, devido ao corte visual provocado pelos pilares que separam as naves. Apresenta fachada principal de nítida verticalidade, com as naves de grande altura, tendo a central remate em frontão triangular e as laterais em cornija reta, com o portal enquadrado por pilastras e coroado por frontão entrecortado. No exterior possui inscrições com datas alusivas a diferentes momentos de construção, nomeadamente uma dos séc. XIII. No interior destacam-se retábulos em talha policroma neoclássicos e, na capela-mor, cadeirais confrontantes encimados por painéis maneiristas, representando cenas da vida de Santo Estêvão, possivelmente pertencentes a um antigo retábulo; um painel do séc. XVI, representando Nossa Senhora do Leite, e um outro, do séc. XVIII, representando Santo Estêvão em oração, entre outros. O painel Coroação da Virgem (1571 – 1572) deve ser atribuída ao pintor Manuel Arnao e teria sido o primeiro painel pintado para o retábulo-mor, que não agradaria à Colegiada, levando-a a desistir da encomenda do retábulo. Dadas as dimensões idênticas às tábuas de Francisco Correia, o autor sugere que poderão ter feito conjunto no retábulo-mor. Possui ainda uma cadeira episcopal gótico-mudéjar, do séc. XV.

A igreja possui um órgão Augusto Joaquim Claro, construído em 1903.

Montra

Órgão da Igreja de Santo Estêvão

Órgão da Igreja de Santo Estêvão

Tubaria da fachada

Órgão da Igreja de Santo Estêvão

Órgão da Igreja de Santo Estêvão

Manúbrios, pedais e pedaleira

Órgão da Igreja de Santo Estêvão

Órgão da Igreja de Santo Estêvão

Consola

Órgão da Igreja de Santo Estêvão

Órgão da Igreja de Santo Estêvão

Igreja Matriz de Fontoura

[ Igreja Paroquial ] [ de São Miguel ]

Igreja Matriz de Fontoura

Igreja Matriz de Fontoura