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Banda Municipal de Valpaços
Filarmónicas de Valpaços

História, bandas de música e atividades no Concelho

Banda Municipal de Valpaços

A Banda Municipal de Valpaços foi fundada no final do seculo XIX. Passou por períodos de dificuldade e até mesmo de extinção (entre finais da década de 50 e 1975). Em 1975, os antigos músicos regressados do Ultramar uniram esforços e reativaram-na.

Conta atualmente com cerca de 45 elementos e uma escola de música, sendo dirigida pelo Maestro Francisco José Clemente Sousa. Professor de Educação Musical, o maestro diversificou, modernizou e aperfeiçoou o repertório. A BMV representa o Município em todos os eventos culturais locais, nacionais e internacionais, destacando-se as digressões ao Luxemburgo no anos de 1999 e 2003 e a Paris em 2004.

BMV

Banda Municipal de Valpaços

Banda Municipal de Valpaços

Participou em vários encontros de bandas filarmónicas em Vila do Conde, Moreira da Maia, Chaves, Vila Pouca de Aguiar, Valpaços e Torre de Moncorvo. Foi convidada para representar a região de turismo do Alto Tâmega na feira de gastronomia de Santarém. Tocou em 2004, no Teatro Municipal de Bragança.

Em 2018, apresentou-se nas Festas de Lisboa, no Com’Paço, XI Festival de Bandas de Lisboa e no VI Festival de Música de Bandas de Gondomar.

Acompanha todos os anos as procissões das romarias mais importantes da sua região.

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vilarandelo, Valpaços
Folclore em Valpaços

Tradições, grupos etnográficos e atividades no Concelho

  • Trás-os-Montes e Alto Douro (Trás-os-Montes)
  • Distrito: Vila Real
  • Concelho: Valpaços

02 grupos

  • Rancho Folclórico de Santa Valha
  • Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Vilarandelo
Rancho Folclórico de Santa Valha

Nascido em 2002, o Rancho Folclórico de Santa Valha resultou de uma conversa de café entre vários amigos, que consideraram importante existir na aldeia um grupo de folclore para representar as tradições da sua terra e mantivesse os jovens ocupados com uma atividade cultural. Logo começou com intensas pesquisas de cantigas e bailados para o seu repertório e que teve a sua primeira atuação na romaria anual da sua terra, em honra de São Caetano. Porém, só em 30 de março de 2005 foi constituído oficialmente como coletividade, por Escritura Pública lavrada em Cartório Notarial.

O elenco é constituído por dois grupos ou setores: o grupo de cantadores e tocadores de instrumentos típicos como: concertina, acordeão, viola, cavaquinho, bombo, pandeireta, reque-reque e ferrinhos, entre outros: e o belo e brilhante grupo de dançarinos, constituído na sua totalidade por jovens.

Os dois grupos vestem os trajes típicos dos lavradores da região, composto de blusas e saias de chita e riscado de cores alegres, lenços na cabeça e aventais para as mulheres; para os homens: calças de cotim e camisas de riscado, chapéus pretos e calçam todos socos ou botas ou bailam/dançam descalços.

Os dançarinos dançam modas tradicionais de Valha, ao som de instrumentos e vozes dos tocadores e cantadeiras, tais como: Margarida Moleira, Rapazes à frente, Verde-gaio, Vira-cruzado; Ó Rita arredonda a saia, Saia-velhinha, Lavadeiras e tantas outras.

Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Vilarandelo

O Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Vilarandelo foi fundado em 1966, por iniciativa de uma pessoa ímpar na sua dedicação às gentes da Terra – a Menina Alcininha.

Tem procurado ser fiel representante do Folclore da Terra Fria do Nordeste Transmontano.

O Rancho tem levado o nome de Vilarandelo a todo o país e estrangeiro.

São seus cantares e danças: Cantar das Segadas (enquanto vão segando, os trabalhadores vão cantando e vão bebendo o vinho pela cabaça que o patrão não esquece); malhadas; linda morena e trigueirinha (canções que os trabalhadores do campo cantavam quando vinham do trabalho); ó luar, deita o luar; li-lá-ré; bendito (cantar religioso, que era cantado do Natal ao Reis); cidadão ao meio murinheira, passeado e carvalhesa (danças de gaitas de foles de dias de festa muito especiais, ex. o dia de S. Estêvão em Travanca); malhão das imbigadas.

RFCPV

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vilarandelo, Valpaços

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vilarandelo, Valpaços

RFCPV

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vilarandelo, Valpaços

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vilarandelo, Valpaços

Atuou na Expo-98, Madeira e Açores, em Espanha, França, Suíça, Andorra, Hungria e Alemanha. As suas danças e cantares foram meticulosamente recolhidos na chamada terra fria do Nordeste Transmontano, de modo especial nos concelhos de Valpaços e Vinhais. Nos trajes, predominam os tecidos de riscado, linho, cetim, lã e burel, a maioria de tons escuros. Nos instrumentos musicais, uma especial referência para a gaita de foles, caixa, bombo, bandolim, concertina e realejo.

O Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Vilarandelo está filiado na Federação de Folclore Português e no Inatel.

RFCPV

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vilarandelo, Valpaços

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vilarandelo, Valpaços

Eliana Magalhães, violinista, de Valpaços
Músicos naturais do Concelho de Valpaços

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Eliana Magalhães

Eliana Magalhães nasceu em Vilarandelo, concelho de Valpaços. Iniciou a sua carreira musical aos 9 anos na Academia de Música da Ribeira Grande (São Miguel – Açores), na classe de piano da professora Svetlana Kusselova.

Aos 12 anos ingressou na Escola Profissional Artística do Vale do Ave, na classe de Violino de José António Camarinha e, em 2005, de António Soares, com quem concluiu, em 2008 o Curso de Instrumentista de Cordas com média final de 18 valores.

Terminou em 2011 a Licenciatura em Instrumentista de Orquestra, com Aníbal Lima, na Academia Nacional Superior de Orquestra, e, em 2013, o Mestrado em Ensino de Música na classe de violino de Eliot Lawson e Ilya Grubert.

Frequentou o Doutoramento em Artes Musicais da Universidade Nova de Lisboa/ESML, na classe de violino de Tiago Neto, onde obteve o Diploma de Estudos Avançados em Artes Musicais, especialidade instrumental.

Leia AQUI a biografia completa.

Eliana Magalhães, violinista, de Valpaços

Eliana Magalhães, violinista, de Valpaços

João Valpaços

João Valpaços é natural de Carrazedo de Montenegro, Valpaços, tendo o nascimento ocorrido em Chaves, em 1994.  Começou os estudos musicais em 2006 na ESPROARTE – Escola Profissional de Arte de Mirandela na classe de violoncelo de David Cruz e mais tarde na classe de Ricardo Ferreira onde concluiu o curso com a nota máxima na prova final de instrumento.

Em 2012 foi admitido na Hoogschool voor de Kunsten Utrecht na classe do Professor Ran Varon.

Foi membro e primeiro violoncelista em varias orquestra de jovens em Portugal e nos Países Baixos e atua frequentemente com a Orquestra XXI e a Orquestra Gulbenkian trabalhando com vários maestros como Lorenzo Viotti, Hannu Lintu, David Afkham, Lev Markiz, Muahi Tang, Lawrence Foster, Karl-Heinz Steffen.

João Valpaços

João Valpaços, violoncelista, de Chaves/Valpaços

João Valpaços, violoncelista, de Chaves/Valpaços

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Melissa Fontoura

Melissa Fidalgo Fontoura nasceu em Vilarandelo, concelho de Valpaços, distrito de Vila Real. Iniciou os estudos de Piano aos seis anos com o professor Francisco Dieguez Doutel na Escola de Música Osnabruck. Paralelamente ao ensino de música frequentou o curso de Humanidades do Liceu Fernão Magalhães, em Chaves. Prosseguiu a sua formação artística no Conservatório Regional de Guimarães e posteriormente no Conservatório de Música do Porto, onde concluiu o 8º Grau com 18 valores, sob orientação de Constantin Sandu.

Ingressou em 1998 na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo onde estudou com nomes de referência no panorama musical nacional, tais como Helena Sá e Costa, Madalena Soveral, Manuela Gouveia, Constantin Sandu, José Parra, Jaime Mota, Miguel Bernat e Manuel Campos.

Frequentou o Conservatório de Trieste, Itália, ao abrigo do programa Erasmus onde se especializou em disciplinas como Leitura ao Piano, Música de Câmara, Piano e Coro. Teve como orientador o pianista Massimo Gon. Enquanto aí viveu realizou vários concertos com a pianista Alessandra Sagelli de piano a quatro mãos.

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Ricardo Matosinhos

Ricardo Matosinhos nasceu em 1982, foi aluno da classe de Trompa de Ivan Kucera, na ESPROARTE (1994-2000) e Bohdan Šebestik na ESMAE, onde concluiu a licenciatura em 2004. A curiosidade levou-o a explorar os caminhos da trompa no jazz e, por essa razão, teve aulas com o saxofonista Mário Santos, cuja influência se veio a refletir mais tarde no seu estilo de composição. Concluiu, em 2012, o mestrado em Ensino da Música, na Universidade Católica, com a apresentação da dissertação “Bibliografia Selecionada e Anotada de Estudos para Trompa Publicados entre 1950 e 2011”.

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Ricardo Matosinhos

Ricardo Matosinhos, trompista, de Valpaços

Ricardo Matosinhos, trompista, de Valpaços

HISTÓRIA DA MÚSICA

Manuel Joaquim

Manuel Joaquim, musicólogo, nasceu em Tinhela de Monforte, concelho de Valpaços, distrito de Vila Real (Portuga), a 21 outubro 1894 e morreu em Coimbra, a 28 março 1986. De 1929 a 1937 foi regente da Banda do Regimento de Infantaria 14, em Viseu. Em 1937 passou à reforma, a fim de se dedicar exclusivamente à investigação.

Ao longo da sua vida estudou História da Música e levou a cabo um notável trabalho de investigação musicológica, em particular sobre a música portuguesa. Foi um dos pioneiros da musicologia portuguesa, nomeadamente sobre música portuguesa dos séculos XVI e XVII. Compilou valiosos catálogos descritivos de manuscritos de música portuguesa (entre outros, no Palácio de Vila Viçosa), e transcreveu e editou música, em particular, dos compositores Duarte Lobo, Estevão Lopes Morago ou Esteban López Morago, e Manuel Mendes (compositor). O seu trabalho de investigação e edição foi extremamente importante para o conhecimento das fontes musicais e repertório da História da Música Portuguesa. Manuel Joaquim é referenciado no New Grove Dictionary of Music and Musicians, London, MacMillan, 2001 (por José Lopez-Callo); e na Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX, vol. 2, pp. 660-661, Círculo de Leitores e Temas e Debates, 2010 (por Manuel Carlos de Brito).

Manuel Joaquim

Manuel Joaquim, musicólogo, de Valpaços

Composições Polifónicas de Duarte Lobo

Edições Musicais
  • O cancioneiro musical e poético da Biblioteca Pública Hortênsia, Edição Subsidiada pelo Instituto para a Alta Cultura. Coimbra, 1940.
  • A Missa de Féria do Padre Manuel Mendes, Separata de Música, Revista dos alunos do Conservatório de Música do Porto, (Porto, 1942).
  • Duarte Lobo: Composições polifónicas, Instituto para a Alta Cultura. Lisboa, 1945.
  • Estêvão Lopes Morago: Várias obras de música religiosa ‘a cappella’, Portugaliae Musica, volume IV, Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, 1961).
Escritos
  • Documentos para a História da Música da de Elvas, in Jornal de Elvas, 11 de Novembro de 1928 a 4 de Agosto de 1929.
  • A música militar através dos tempos, in Arte Musical, (Lisboa, 1937).
  • Um inédito musical: o ‘Te Deum’ do licenciado Lopes Morago (Lisboa, 1940).
  • ‘Nótulas sôbre a música na de Viseu’, in Beira Alta, I (1942), 7, 49, 107, 149; II (1943), 82; III (1944), 3–34, 93, 207–36.
  • Em louvor do grande polifonista Estevão Lopes Morago, [S.l. : s.n.], (1948).
  • Um Madrigal de Vicente Lusitano publicado no “Libro delle Muse”, in Gazeta musical, nos.13–14 (1952), 13–14; nº 16 (1952), 4–6.
  • Algumas palavras acerca de música antiga portuguesa, in Douro-Litoral, 5ª série (1952), nos.1–2, p. 3.
  • Da origem do canto cristão e sua antiga prática em Portugal (Porto, 1953).
  • Vinte livros de música polifónica do Paço Ducal de Vila Viçosa (Lisboa, 1953).
  • Os “Concertos brandeburgueses” de João Sebastião Bach, Gazeta musical, nºs 39–46 (1954), 196–7, 214–15, 230–31, 250–51, 260–61, 274–5, 288–9.
  • O “Passionarium” de Fernandes Formoso: Lisboa 1543, Arquivo de bibliografia portuguesa, Vol. I (Coimbra, 1955), 73–97.
  • Notícia de vários documentos dos séculos XIII, XIV, XV et XVI, existentes no Museu de Grão-Vasco, in Beira Alta, XIV (1955), 225, 263–99; XV (1956), 3.
  • Os livros do coro da de Coimbra, em 1635, Arquivo de bibliografia portuguesa, II (1956), 316–66; Separata (Coimbra, 1957).
  • O colectário de Arouca e os seus textos musicais, in Douro-Litoral, 8ª série (1957), nºs 5–6.
Bibliografia
  • Mário de Sampaio Ribeiro, À margem do Cancioneiro de Manuel Joaquim: Notas e comentários, in Brotéria, n.º 33, 1941, pp. 383-417.
  • Manuela Alexina Meneses Vila Maior, Manuel Joaquim: Um contributo para a valorização do património artístico-musical português, Tese de Mestrado em Ciências Musicais, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 2 vols., 2001.