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Coro José Damião de Almeida
Velas e a sua música

No Concelho de Velas destacam-se, a nível musical as suas sete filarmónicas, dois grupos etnográficos e a Orquestra e Coro José Damião de Almeida. O Concelho possui ainda 3 órgãos históricos.

Coro José Damião de Almeida

Coro José Damião de Almeida

No dia 3 de janeiro de 2020, no Auditório Municipal de Velas, ocorreu um serão recheado de música com o concerto de homenagem póstuma a José Damião de Almeida, com a direção musical da Maestrina Marla Monteiro.. O espetáculo musical foi organizado pela Associação do Coro e Orquestra da Ilha de São Jorge “José Damião de Almeida” e contou com a participação do Orfeão CCD Coelima, de Guimarães. A iniciativa teve grande adesão por parte da população que encheu o Auditório.

O Município e a Associação Cultural das Velas continuam a apoiar estas iniciativas que dinamizam a cultura, congratulando-se com a iniciativa, que reconheceu o Homem que em muito contribuiu para o desenvolvimento da Terra.

O Coro nesta data conta com cerca de 30 elementos, sendo a Orquestra composta por cerca de 12 músicos.

Grupo Etnográfico da Beira, Velas, em 2006
Folclore em Velas

Tradições, grupos e atividades no Concelho

  • Região: Região Autónoma dos Açores
  • Ilha: São Jorge
  • Concelho: Velas

2 grupos

  • Grupo de Folclore dos Rosais
  • Grupo Etnográfico da Beira
Grupo de Folclore da Casa do Povo dos Rosais

O Grupo Folclórico  da Casa do Povo dos Rosais foi fundado em 1991 com o intuito de reavivar a cultura jorgense, nomeadamente os bailes regionais. O Grupo efetuou uma recolha das modas e cantares regionais. Fez uma pesquisa dos trajes característicos da Ilha de São Jorge, principalmente o traje da mordoma do Espírito Santo e o do Cavaleiro do Espírito Santo, bem como de vários trajes de trabalho, e dos de ir à missa e às festividades. Além disso, fez recolha dos utensílios de trabalho característicos.

Os trajes representados são concebidos tradicionalmente, feitos de cotim, linho, baieta a lã e a chita. No calçado, destacam-se as galochas e as albarcas. A nível instrumental, o grupo apresenta o bandolim, a viola da terra, o violão, e o violino. Interpreta várias modas, com destaque para a Saudade, e a Chamarrita do Torreão. O grupo já atuou em vários festivais em quase todas as ilhas dos Açores, como também em festivais internacionais.

Grupo de Folclore dos Rosais

Grupo de Folclore dos Rosais

Grupo Etnográfico da Beira

O Grupo Etnográfico da Beira foi fundado em 1981 com a denominação, nessa época, de Grupo Folclórico da Beira da Casa do Povo de Velas. Esta agremiação cultural assume-se como fiel representante das danças e cantares, dos usos e costumes das gentes de São Jorge dos finais do século XVIII, XIX e princípios do século XX. Ao longo dos anos, o grupo tem-se empenhado na recolha e divulgação de danças e cantares, trajes e utensílios das épocas que representa, participando em várias atividades relacionadas com a etnografia, nomeadamente no “Cantar aos Reis”, “Cantar as Morcelas” e “Foliões do Espírito Santo”. Tem, ainda, participado em vários
Festivais de Folclore, Intercâmbios Culturais e Jornadas Etnográficas.

Os trajes do Grupo vão desde o domingueiro ao de trabalho, passando pelos dias de festa (Espírito Santo particularmente), os quais usavam-se no nosso Concelho (Velas), mais precisamente na Beira, confecionados em teares locais e com tecedeiras e costureiras Jorgenses. Cada elemento transporta, ainda, um utensílio relacionado com a profissão e/ou condição social que representa.

A tocata é composta por bandolim, cavaquinho, viola da terra, violão e violino, sendo também utilizado o tambor, mas apenas nos “foliões do Espírito Santo”.

O Grupo possui um reportório de cerca de 30 temas dos quais se destacam: Saudade, Chamarrita, Pêssegos, Meninas, Bela Aurora, São Macaio e Rapsódia Açoriana.

GFB

Grupo Etnográfico da Beira, Velas

Grupo Etnográfico da Beira, Velas, em 2006

Sociedade Filarmónica Nova Aliança

Bandas Filarmónicas de Velas

História, bandas de música e atividades

  • Banda Filarmónica de Santo Amaro
  • Banda Filarmónica Sociedade União Urzelinense
  • Sociedade Filarmónica Lusitânia Club Recreio Velense
  • Sociedade Filarmónica Nova Aliança
  • Sociedade Filarmónica Recreio Nortense
  • Sociedade Filarmónica Recreio Terreirense
  • Sociedade União Rosalense
Banda Filarmónica de Santo Amaro

BFSA

Banda Filarmónica de Santo Amaro

Banda Filarmónica de Santo Amaro

Banda Filarmónica Sociedade União Urzelinense

BFSUU

Banda Filarmónica Sociedade União Urzelinense

Banda Filarmónica Sociedade União Urzelinense

Sociedade Filarmónica Nova Aliança

SFNA

Sociedade Filarmónica Nova Aliança

Sociedade Filarmónica Nova Aliança

Sociedade Filarmónica Recreio Nortense

A Sociedade Filarmónica Recreio Nortense é uma banda de música de Norte Grande, concelho de Velas (Açores).

SFRN

Sociedade Filarmónica Recreio Nortense

Sociedade Filarmónica Recreio Nortense

Sociedade Filarmónica Lusitânia Club Recreio Velense

A Lusitânia Club Recreio Velense foi fundada em 18 de fevereiro de 1923. A 3 de março de 1929 foi recriada, por iniciativa do Club Recreio Velense uma filarmónica que existiu em 1880, dirigida pelo maestro Manuel José da Silveira Bettencourt, a filarmónica Liberdade, e assim nasce a “Lusitânia Club Recreio Velense – Filarmónica Liberdade”. A Banda tem cerca de 30 músicos e é dirigida pelo maestro Carlos Azevedo. Possui uma escola de música. Ao longo dos tempos, a banda tem organizado várias iniciativas como marchas, bailinhos de carnaval, e até um sexteto de sopros. Deslocou-se várias ilhas do arquipélago dos Açores.

Sociedade Filarmónica Recreio Terreirense

SFRT

Sociedade Filarmónica Recreio Terreirense

Sociedade Filarmónica Recreio Terreirense

Sociedade União Rosalense

A SUR foi fundada em 1935, na Freguesia de Rosais, com estatutos datados do mesmo ano. Na altura da fundação, a Filarmónica esteve localizada, primeiramente, no Lugar nas Relvas, depois, no Outeiro da Ponta e, mais tarde, no império do Senhor Espírito Santo. Só depois foi edificada a sede da Sociedade Filarmónica União Rosalense.

A SUR tocou para o General Carmona e também para o Dr. Mário Soares. Participa em eventos religiosos e culturais, nomeadamente nas Festas em louvor ao Divino Espírito Santo, nas Festas da Padroeira da Freguesia – Nossa Senhora do Rosário e na Semana Cultural de Velas. Efetua tocatas aos noivos, acompanha os funerais de sócios e de emigrantes que residiram na Freguesia. Tem cerca de 30 músicos com idades entre os 9 e os 65 anos.

Sociedade Filarmónica União Rosalense

Sociedade Filarmónica União Rosalense

Fontes: Vítor Valério Ávila

Vítor Valério Ávila, maestro
Músicos do Concelho de Velas

(Ilha de São Jorge, Açores)

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Vítor Valério Ávila
Vítor Valério Ávila

Vítor Valério Ávila nasceu a 16 de dezembro de 1985 no Concelho de Velas na Ilha São Jorge – Açores. Aos 11 anos deu os primeiros passos musicais em trompete na Sociedade Filarmónica União Rosalense com João dos Reis e em 2002 teve aulas privadas com José Octávio Reis. No ano de 2004 deslocou-se para o Porto onde se inscreveu na Academia de Música de Costa Cabral na classe de Manuel Luís de Azevedo. No ano seguinte, entrou para o Conservatório de Música do Porto na classe do mesmo professor.

Em 2009 entrou na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco onde iniciou a Licenciatura em Música variante Trompete e posteriormente o Mestrado em Ensino de Música variante Trompete e Música de Conjunto na classe de António Quítalo.

Em 2017 foi agraciado com a Medalha de Mérito Artístico – Grau Bronze pela Junta de Freguesia de Castelo Branco.

Como instrumentista tem tocado a solo com diversos agrupamentos nomeadamente Orquestra de Cordas do Conservatório do Porto sob a direção do maestro Kamen Goleminov, Trompiteano Duo, Grupo Musical Fraternidade Pampilhosense sob a direção do maestro Pedro Ralo, Grupo de Música de Câmara da Ilha de São Jorge “Francisco Lacerda Ensemble”, recitais mistos de piano, voz e trompete acompanhado pelas pianistas Léa Roussel e Olga Lysa.

Tem participado em cursos de interpretação instrumental com pedagogos como Tristão Nogueira, Jorge Almeida, Manuel Luís Azevedo, Paulo Silva, Vasco Faria, Steven Mason, John Miller, Pierre Dutot, Jeroen Berwaerts, Per Ivarsson, Fruzsina Hara, Nenad Marcovic. Tem colaborado na organização de classes de aperfeiçoamento/oficinas de trompete nomeadamente no “I Curso de Aperfeiçoamento para Instrumentos de Sopro” da Sociedade Filarmónica Nova Aliança de Velas – São Jorge, I e II Masterclasse de Trompete da ESMF, foi professor convidado no 1º Masterclass de Trompete organizado pelo Grupo Musical Fraternidade Pampilhosense.

Vítor Valério Ávila, maestro

Vítor Valério Ávila, maestro

Como maestro já dirigiu a Orquestra&Coro Musicodesporarte – Açores, colaborou como maestro convidado no I e II “Estágio de Banda Filarmónica e Curso de Direção” do Concelho de Velas – Açores e do I e II Estágio de Orquestras da ESMF. Tem frequentado vários cursos de direção sob as orientações dos Maestros Douglas Bostock, Alberto Roque, José Rafael Pascual Vilaplana, Osvaldo Ferreira, Ferrer Ferran, José Eduardo Gomes, Jean-Marc Burfin, Felix Hauswirth, Mitchell Fennell, Shawn Smith, Tiago Alves e George Matthew.

É professor de Trompete na Academia de Música e Dança do Fundão desde 2018, professor de Trompete e Orquestra do Agrupamento de Escola n.º2 de Abrantes desde 2014 e maestro da Banda Filarmónica Cidade de Castelo Branco desde 2011.

[ Bio facultada por Vítor Valério Ávila, publicada a 22 de fevereiro de 2021 ]

Igreja Matriz das Manadas
Órgãos de tubos do concelho de Velas [3]

[ Ilha de São Jorge ]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz das Manadas

[ Santa Bárbara ]

Igreja Matriz das Manadas

Igreja Matriz das Manadas

Imóvel de Interesse Público, a atual igreja foi erguida em 1770, sobre os restos de um antigo templo no local, também sob a invocação de Santa Bárbara e que remontava a 1485. Dele existem vestígios que hoje se resumem à sacristia. A sua fachada é sóbria, embora harmoniosa e equilibrada, não deixando antever a arte religiosa que existe no seu interior. É dotada de uma única torre de forma quadrangular e rematada em cúpula, onde se encontram três sinos. A fachada principal encontra-se voltada a Oeste e está ornamentada com uma decoração de pedra basáltica de cor preta à volta da porta principal e da janela de coro sobre a qual foi colocado um nicho onde se encontra imagem da Padroeira: Santa Bárbara.

Possui um órgão histórico da autoria de Sebastião Gomes de Lemos, executado em 1851.

Igreja Paroquial de Urzelina

[ São Mateus ]

Igreja Matriz de Urzelina

Igreja Matriz de Urzelina

Em 1808, o denominado Vulcão da Urzelina destruiu grande parte da povoação e a antiga igreja, de que subsiste a torre. Em 1822, depois – teve início a construção da atual igreja, por iniciativa do padre José António de Barcelos, que já era vigário de Urzelina, ao tempo da erupção.

Possui um órgão histórico da autoria de (Marcelino de Lima), executado em 1855.

Igreja Matriz de são Jorge de Velas

Igreja Matriz de Velas

Igreja Matriz de São Jorge

A Igreja Matriz de São Jorge é um edifício de arquitetura religiosa situado em Velas, na ilha açoriana de São Jorge. Foi edificada no local onde dantes existia a primitiva igreja de São Jorge de que fala o testamento do Infante D. Henrique, e que datava de 1460. A licença para a sua construção foi requerida pelo padre Baltazar Dias Teixeira, e concedida por D. Afonso VI, por alvará de 1659. Só em 1664 a obra da edificação principiou, sendo arquiteto da mesma o pedreiro Francisco Rodrigues. A igreja foi sagrada em 1675, pelo então bispo de Angra do Heroísmo, D. Lourenço de Castro. A atual fachada já não é a mesma. No interior, composto por três naves, são dignos de nota o retábulo da capela-mor. Destaca-se também o altar lateral com abóbada de caixotões, tendo no centro a figuração do Santíssimo Sacramento lavrada na cantaria basáltica e dois púlpitos em pedra, com escada. A construção da torre decorreu em 1825, nela se colocando três sinos que, em 1831, foram apeados para fazer moeda na Ilha Terceira. O sino grande que foi posto em 1871 pesava 468,700 quilos. A igreja tem vários vitrais contemporâneos, alusivos à lenda de São Jorge a matar o dragão.

Possui um órgão histórico da autoria de Tomé Gregório de Lacerda, nº 3, 1865, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, em 1990. Tomé Gregório de Lacerda era tio do famoso compositor Francisco de Lacerda.